Diz na página 96:
'O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos – Desporto com todos e para todos - e pretende criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selecções nacionais e o desporto profissional.'
Era útil que os partidos quando fazem programas usassem os conceitos correntes sem inovarem para que a mensagem seja clara e directa aos interessados.
Quando fala em 'desporto com todos e para todos', parece ser um jogo de palavras, que coloca questões que não responde e aliás a formulação seguinte contradiz.
Fala seguidamente em 'criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selescções nacionais e o desporto profissional' sendo que os dois últimos são parcelas do alto rendimento que os precedem.
Portanto, o 'desporto com todos' refere-se ao desporto escolar e ao alto rendimento.
Se esta é a leitura 'os todos' ficam diminuídos ou então o desporto escolar e o alto rendimento é uma particularização do 'com todos' antes referido.
Esta introdução chama a atenção para a necessidade de ver no resto do programa qual a relevância dos possíveis beneficiários do 'com todos'.
Teria preferido usar apenas a primeira fase: 'O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos.'
Acrescentaria qualquer coisa do género por esta ou outra ordem: através do desporto para todos, desporto escolar e alto rendimento.
De qualquer modo considero uma falta não referir o associativismo desportivo de base.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Não concordo que quem vê um programa vê todos
Tenho ouvido várias vezes esta frase que me parece ter várias leituras alternativas: não querer dizer a sua opinião, um cansaço com o que se passa, uma preguiça de investir na caracterização exacta do produto, uma incapacidade de ir mais longe, uma pequena mentira que se quer passar ...
Aceito todas estas alternativas sem nenhum juízo de valor.
Concorde ou não com o programa do PSD CDS para o desporto, o mais fácil é deixar a interpretação do que lá está apenas aos próprios que o fizeram.
Descreverei a minha posição sobre o programa nos próximos dias.
Aceito todas estas alternativas sem nenhum juízo de valor.
Concorde ou não com o programa do PSD CDS para o desporto, o mais fácil é deixar a interpretação do que lá está apenas aos próprios que o fizeram.
Descreverei a minha posição sobre o programa nos próximos dias.
A organização que você sabe enferma, convida-o para ser o rei ou a rainha do baile
O que é que você faz?
Em termos fiscais a melhor situação para se estar, quando o Estado lança um imposto, é você passá-lo para os seus clientes que têm uma situação inelástica e não podem fugir quando você aumenta o preço com o novo imposto.
A hipótese de passar o convite a outro, por exemplo ao chefe, não será plausível e ele é capaz de não gostar.
Sem poder passar o convite a outro, a dúvida neste caso é ir ou não ir à festa sabendo que as alternativas têm uma leitura sobre nós, por terceiros, que nos é incómoda.
Há uma outra hipótese que é haver uma utilidade da dita instituição para o convidado no futuro. Ou seja, a hipótese é brincar com o fogo como faz o aprendiz de feiticeiro. Estar para não estar e deixar passar o tempo. Este filme já se viu e e não dá os melhores resultados.
O melhor será mesmo não estar na pele do feliz convidado.
Em termos fiscais a melhor situação para se estar, quando o Estado lança um imposto, é você passá-lo para os seus clientes que têm uma situação inelástica e não podem fugir quando você aumenta o preço com o novo imposto.
A hipótese de passar o convite a outro, por exemplo ao chefe, não será plausível e ele é capaz de não gostar.
Sem poder passar o convite a outro, a dúvida neste caso é ir ou não ir à festa sabendo que as alternativas têm uma leitura sobre nós, por terceiros, que nos é incómoda.
Há uma outra hipótese que é haver uma utilidade da dita instituição para o convidado no futuro. Ou seja, a hipótese é brincar com o fogo como faz o aprendiz de feiticeiro. Estar para não estar e deixar passar o tempo. Este filme já se viu e e não dá os melhores resultados.
O melhor será mesmo não estar na pele do feliz convidado.
Estatísticas do Desporto
O Instituto do Desporto de Portugal acaba de colocar no seu site as estatísticas das federações.
Ver o link aqui.
Podem consultar-se as publicações do instituto e as estatísticas que actualmente estão no seu site e que irão estar no futuro no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na base de dados PORDATA.
Ver o link aqui.
Podem consultar-se as publicações do instituto e as estatísticas que actualmente estão no seu site e que irão estar no futuro no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na base de dados PORDATA.
Os pequenos exemplos são fulcrais
Há que cultivar o rigor dos 'pequenos exemplos'.
Sem o rigor dos 'pequenos exemplos' estamos sem metade dos subsídios de Natal, fora tudo o mais que vem aí.
Sem os pequenos exemplos que são pequenos, a partir de determinada altura estamos em políticas que exigem imensos investimentos e em que os pequenos exemplos já não fazem mossa.
Os opinion makers da comunicação social deveriam enaltecer os pequenos exemplos e procurar que em todos os actos do Governo houvesse exemplaridade de intenções, de capacidade de realização efectiva e de salvaguarda do valor do euro investido.
Os 'pequenos exemplos' são a nova fronteira do futuro do nosso país.
Sem o rigor dos 'pequenos exemplos' estamos sem metade dos subsídios de Natal, fora tudo o mais que vem aí.
Sem os pequenos exemplos que são pequenos, a partir de determinada altura estamos em políticas que exigem imensos investimentos e em que os pequenos exemplos já não fazem mossa.
Os opinion makers da comunicação social deveriam enaltecer os pequenos exemplos e procurar que em todos os actos do Governo houvesse exemplaridade de intenções, de capacidade de realização efectiva e de salvaguarda do valor do euro investido.
Os 'pequenos exemplos' são a nova fronteira do futuro do nosso país.
O pesadelo em que o PS envolveu o país
Houve pessoas que toda a vida votaram PS e que nos últimos anos questionaram as suas convicções a ponto de tomarem outra alternativa.
São pessoas que não estão dependentes da palavra do chefe e do cartão de crédito.
O grupo que comandou o PS deveria a começar a perceber que existem razões para a areia lhes fugir debaixo dos pés.
Os legionários que contiveram as vozes discordantes agora desapareceram e esperam novo toque a reunir para cumprir o pensamento de um novo chefe.
Mário Soares já disse que o PS necessita de ser refundado o que apela a uma reconstrução impensável há pouco.
Isto que estou a dizer relaciona-se com a percepção do que foi sendo dito nos blogues ao longo dos anos.
Foi dito, por exemplo, que existem limites na Lei de Bases quanto aos fundamentos económicos que a apoiam.
Enquanto o PS se refunda vai ter de ser o PSD a equacionar uma saída deste labirinto na certeza que os agentes privados dominantes vão querer coisas simples e que não mexam muito no que se fazia no passado.
É, por isso, que eles não têm razão e tem de ser o PSD a fazer alguma coisa, até porque do CDS/PP nada se conhece de pensamento desportivo.
São pessoas que não estão dependentes da palavra do chefe e do cartão de crédito.
O grupo que comandou o PS deveria a começar a perceber que existem razões para a areia lhes fugir debaixo dos pés.
Os legionários que contiveram as vozes discordantes agora desapareceram e esperam novo toque a reunir para cumprir o pensamento de um novo chefe.
Mário Soares já disse que o PS necessita de ser refundado o que apela a uma reconstrução impensável há pouco.
Isto que estou a dizer relaciona-se com a percepção do que foi sendo dito nos blogues ao longo dos anos.
Foi dito, por exemplo, que existem limites na Lei de Bases quanto aos fundamentos económicos que a apoiam.
Enquanto o PS se refunda vai ter de ser o PSD a equacionar uma saída deste labirinto na certeza que os agentes privados dominantes vão querer coisas simples e que não mexam muito no que se fazia no passado.
É, por isso, que eles não têm razão e tem de ser o PSD a fazer alguma coisa, até porque do CDS/PP nada se conhece de pensamento desportivo.
Respeitar o valor de cada euro
A importância dos pequenos gestos é relevante quando está instalada uma cultura de não fazer contas, ou de não ter projectos de acordo com os limites que se dispõe.
Quando se aplica como critério o simbolismo dos 'pequenos gestos', por exemplo, a compra de dezenas de computadores passa a ser feita de forma mais criteriosa.
Na verdade face às condições do país dezenas de milhares de euros de despesa são úteis para sectores que necessitam deles imensamente.
O caso dos computadores é interessante porque é possível melhorar a performance dos computadores velhos a ponto de os deixar com performances equivalentes a computadores mais novos.
Tendo bons informáticos é possível corrigir e adequar as muitas funções que os novos computadores têm e que na realidade são escusadas para a maior parte das aplicações feitas pelos funcionários públicos.
Haverá uma minoria de funcionários públicos com graus de exigência superior nas suas funções profissionais e de responsabilidade administrativa que justificam maiores performances e mesmo aí é possível trabalhar.
O mesmo se aplica aos centros de alto rendimento como parece ser o caso do surf em que estão previstos muitos e cujos custos se não avaliaram.
Quem assistiu ao cavalgar do endividamento do país e do garrote que agora todos passamos a ter, rapidamente conclui a importância dos 'pequenos gestos'.
Caso os 'pequenos gestos' sejam desvalorizados pelos opinion makers e tocarem a opinião pública ninguém se vai admirar se um dia o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciar todos os dias um novo PEC.
Segundo João Duque até Maio o governo de José Sócrates endividou-se em mais de dez mil milhões de euros quando o valor do endividamento para todo o ano autorizado pela Assembleia da República era de 12 mil milhões de euros.
Num pequeno serviço público a decisão de comprar 150 computadores por algumas dezenas de milhares de euros é irrisória perante o que o governo fez e, no entanto, são os pequenos gestos os mais relevantes e que serão capazes de levar o país a respeitar cada euro gasto e não contribuir para a bancarrota do país.
Quando se aplica como critério o simbolismo dos 'pequenos gestos', por exemplo, a compra de dezenas de computadores passa a ser feita de forma mais criteriosa.
Na verdade face às condições do país dezenas de milhares de euros de despesa são úteis para sectores que necessitam deles imensamente.
O caso dos computadores é interessante porque é possível melhorar a performance dos computadores velhos a ponto de os deixar com performances equivalentes a computadores mais novos.
Tendo bons informáticos é possível corrigir e adequar as muitas funções que os novos computadores têm e que na realidade são escusadas para a maior parte das aplicações feitas pelos funcionários públicos.
Haverá uma minoria de funcionários públicos com graus de exigência superior nas suas funções profissionais e de responsabilidade administrativa que justificam maiores performances e mesmo aí é possível trabalhar.
O mesmo se aplica aos centros de alto rendimento como parece ser o caso do surf em que estão previstos muitos e cujos custos se não avaliaram.
Quem assistiu ao cavalgar do endividamento do país e do garrote que agora todos passamos a ter, rapidamente conclui a importância dos 'pequenos gestos'.
Caso os 'pequenos gestos' sejam desvalorizados pelos opinion makers e tocarem a opinião pública ninguém se vai admirar se um dia o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciar todos os dias um novo PEC.
Segundo João Duque até Maio o governo de José Sócrates endividou-se em mais de dez mil milhões de euros quando o valor do endividamento para todo o ano autorizado pela Assembleia da República era de 12 mil milhões de euros.
Num pequeno serviço público a decisão de comprar 150 computadores por algumas dezenas de milhares de euros é irrisória perante o que o governo fez e, no entanto, são os pequenos gestos os mais relevantes e que serão capazes de levar o país a respeitar cada euro gasto e não contribuir para a bancarrota do país.
domingo, 3 de julho de 2011
Tenho tido o privilégio de trabalhar no IDP
Cheguei ao desporto e à ex-Direcção-Geral dos Desportos nos anos 80 de Mirandela da Costa e João Boaventura os quais abriam a agência técnica do desporto aos ares da Europa através da colocação de técnicos em todas as áreas que o Conselho da Europa dinamizava com estudos sobre os problemas reais dos sistemas desportivos nacionais.
Desde essa data a institucionalização jurídica foi uma tentação para os líderes públicos do desporto português a ponto de actualmente as reuniões técnicas que a União Europeia promove por essa Europa serem abandonados apesar de conhecidas ou terem o acompanhamento de um jurista, desconhecedor de matérias de outras ciências e que não apresenta relatórios das viagens que realiza.
O espírito inicial de Mirandela da Costa e de João Boaventura sempre foi o de acompanhar os projectos europeus, replicá-los, introduzir essas inovações nas políticas desportivas em Portugal e traduzir e publicar os documentos técnicos que se traziam.
As bibliotecas de desporto nacionais têm exemplares desse trabalho feito na ex-DGD e são muitos os especialistas e professores universitários que passaram pelos grupos de trabalho do Conselho da Europa levados pela mão de uma agência promotora de ciência e técnica.
Pode encontrar-se um paralelismo com o período que José Constantino esteve na Confederação do Desporto de Portugal em que produziu estudos vários ao contrário de líderes que nada publicaram.
Para o novo desporto há que reinventar novas instituições
Quando se sabe pouco de uma matéria, o que se faz parece imenso. Quando são conhecidos exemplos nacionais a realização é relativizada e pode ser tomada pela sua real valia.
O actual governo tem nas suas mãos o início de um novo período em que terá de criar políticas novas e instituições que actualmente 'não existem'.
Hoje o Público tem um artigo na sua revista Pública sobre o o surf intitulado 'Surfar para sair da crise'.
É um artigo de Alexandra Prado Coelho que descreve os novos horizontes que o surf abre para o desporto, o turismo e o país, terminando por salientar o que parecem para as pessoas entrevistadas os excessos de centros de alto rendimento nesta modalidade.
Definitivamente não basta ocupar os lugares e autoelogiar-se.
O desporto é uma construção laboriosa de muitas gerações cujos ganhos podem ser perdidos por pessoas que não tendo capacidades para o lugar a que chegam, destróem mesmo que sem querer o que gerações anteriores de líderes e técnicos acumularam.
Actualemtne assiste-se também à destruição do futuro com medidas e actos que prejudicam o futuro mesmo quando, por exemplo, se compram computadores novos.
As pessoas que passam em primeiro lugar deveriam respeitar o trabalho dos seus predecessores, em segundo deveriam promover a protecção desse capital acumulado no passado, em terceiro criar condições para que a acumulação de capital se continue a realizar durante toda a sua passagem e em quarto deveriam ser humildes quanto às características positivas da sua própria passagem.
É interessante notar como para pessoas que se autoelogiaram tanto durante tantos anos, surjam pessoas das universidades e produtores desportivos de base e uma revista de largo espectro a colocarem reticências a excessos realizados.
A ética e o respeito pelo trabalho dos outros e a humildade pelo seu próprio trabalho é a melhor forma de conseguir passar pelos cargos ajudando a criar instituições que projectam o desporto nacional para suportar e resolver da melhor forma as crises surgidas.
Afinal a principal questão a retirar é que é relevante começar por analisar atentamente o trabalho feito anteriormente para beneficiar de algum bom trabalho que tenha sido feito.
Isso parece surgir na questão da revisão da legislação do desporto.
Desde essa data a institucionalização jurídica foi uma tentação para os líderes públicos do desporto português a ponto de actualmente as reuniões técnicas que a União Europeia promove por essa Europa serem abandonados apesar de conhecidas ou terem o acompanhamento de um jurista, desconhecedor de matérias de outras ciências e que não apresenta relatórios das viagens que realiza.
O espírito inicial de Mirandela da Costa e de João Boaventura sempre foi o de acompanhar os projectos europeus, replicá-los, introduzir essas inovações nas políticas desportivas em Portugal e traduzir e publicar os documentos técnicos que se traziam.
As bibliotecas de desporto nacionais têm exemplares desse trabalho feito na ex-DGD e são muitos os especialistas e professores universitários que passaram pelos grupos de trabalho do Conselho da Europa levados pela mão de uma agência promotora de ciência e técnica.
Pode encontrar-se um paralelismo com o período que José Constantino esteve na Confederação do Desporto de Portugal em que produziu estudos vários ao contrário de líderes que nada publicaram.
Para o novo desporto há que reinventar novas instituições
Quando se sabe pouco de uma matéria, o que se faz parece imenso. Quando são conhecidos exemplos nacionais a realização é relativizada e pode ser tomada pela sua real valia.
O actual governo tem nas suas mãos o início de um novo período em que terá de criar políticas novas e instituições que actualmente 'não existem'.
Hoje o Público tem um artigo na sua revista Pública sobre o o surf intitulado 'Surfar para sair da crise'.
É um artigo de Alexandra Prado Coelho que descreve os novos horizontes que o surf abre para o desporto, o turismo e o país, terminando por salientar o que parecem para as pessoas entrevistadas os excessos de centros de alto rendimento nesta modalidade.
Definitivamente não basta ocupar os lugares e autoelogiar-se.
O desporto é uma construção laboriosa de muitas gerações cujos ganhos podem ser perdidos por pessoas que não tendo capacidades para o lugar a que chegam, destróem mesmo que sem querer o que gerações anteriores de líderes e técnicos acumularam.
Actualemtne assiste-se também à destruição do futuro com medidas e actos que prejudicam o futuro mesmo quando, por exemplo, se compram computadores novos.
As pessoas que passam em primeiro lugar deveriam respeitar o trabalho dos seus predecessores, em segundo deveriam promover a protecção desse capital acumulado no passado, em terceiro criar condições para que a acumulação de capital se continue a realizar durante toda a sua passagem e em quarto deveriam ser humildes quanto às características positivas da sua própria passagem.
É interessante notar como para pessoas que se autoelogiaram tanto durante tantos anos, surjam pessoas das universidades e produtores desportivos de base e uma revista de largo espectro a colocarem reticências a excessos realizados.
A ética e o respeito pelo trabalho dos outros e a humildade pelo seu próprio trabalho é a melhor forma de conseguir passar pelos cargos ajudando a criar instituições que projectam o desporto nacional para suportar e resolver da melhor forma as crises surgidas.
Afinal a principal questão a retirar é que é relevante começar por analisar atentamente o trabalho feito anteriormente para beneficiar de algum bom trabalho que tenha sido feito.
Isso parece surgir na questão da revisão da legislação do desporto.
sábado, 2 de julho de 2011
Os desafios de Alexandre Mestre
Para ter sucesso o desporto depende da liderança pública dada a falência da governance e da eficiência do mercado privado, assim como, da regulação pública do passado.
Há quem suspire por um Alexandre Mestre equivalente a um Laurentino Dias II.
A questão interessante será compreender:
Na mesma altura em que Alexandre Mestre integrou a equipa restrita de José Luís Arnaut para fazer o Relatório Independente patrocinado pela União Europeia e pela UEFA, fiz parte dos economistas que relataram a situação do futebol em cada país europeu e que suportou o modelo económico do Relatório Independente.
Na reunião na sede da UEFA, em Nyon, perante alguns dos seus líderes, foram apresentados os relatórios nacionais, cujo caderno de encargos tinha sido distribuído meses antes e que os economistas nacionais tinham respondido. Após a apresentação dos relatórios nacionais outro grupo de economistas serviu de árbitro e criticou e realçou os aspectos princípais dos relatórios nacionais os quais constituíram os contributos económicos para o Relatório Independente.
Posso dizer que o relatório português passou como um dos que interpretou bem o caderno de encargos e abriu algumas expectativas, estando nessa altura Portugal sob os holofotes por via do Euro2004 e da recém-nomeação de Durão Barroso.
Ora o grupo de trabalho de Laurentino Dias não estava à procura de ir atrás destes procedimentos europeus.
Capturou o Congresso do Desporto da sua esquerda e do PCP dando-lhe a imagem de um acompanhamento amigo e companheiro liquidando hipóteses de reforma equivalente à europeia que o Relatório Independente prometia e que, depois, se abriu do futebol a todo o desporto com o Livro Branco, até chegar ao Tratado de Lisboa e à definiçao pela primeira vez no mundo de uma política desportiva para um continente.
Como Laurentino Dias II, Alexandre Mestre tenderá a fazer política sem estudos económicos segundo certa tradição portuguesa de política desportiva.
Caso Alexandre Mestre faça isso estará a negar a governance europeia. As duas alternativas de política desportiva serão:
Alexandre Mestre está sózinho.
Alguns ministros do novo governo têm surpreendido pela positiva na Assembleia da República e o que se espera é que Alexandre Mestre esteja à altura dos melhores dos seus pares.
Há quem suspire por um Alexandre Mestre equivalente a um Laurentino Dias II.
A questão interessante será compreender:
- A mão que embala o berço: a sua cabeça ou uma terceira.
- O que esperar de um perfil liberal, num sentido positivo, no mais pobre desporto europeu.
Na mesma altura em que Alexandre Mestre integrou a equipa restrita de José Luís Arnaut para fazer o Relatório Independente patrocinado pela União Europeia e pela UEFA, fiz parte dos economistas que relataram a situação do futebol em cada país europeu e que suportou o modelo económico do Relatório Independente.
Na reunião na sede da UEFA, em Nyon, perante alguns dos seus líderes, foram apresentados os relatórios nacionais, cujo caderno de encargos tinha sido distribuído meses antes e que os economistas nacionais tinham respondido. Após a apresentação dos relatórios nacionais outro grupo de economistas serviu de árbitro e criticou e realçou os aspectos princípais dos relatórios nacionais os quais constituíram os contributos económicos para o Relatório Independente.
Posso dizer que o relatório português passou como um dos que interpretou bem o caderno de encargos e abriu algumas expectativas, estando nessa altura Portugal sob os holofotes por via do Euro2004 e da recém-nomeação de Durão Barroso.
Ora o grupo de trabalho de Laurentino Dias não estava à procura de ir atrás destes procedimentos europeus.
Capturou o Congresso do Desporto da sua esquerda e do PCP dando-lhe a imagem de um acompanhamento amigo e companheiro liquidando hipóteses de reforma equivalente à europeia que o Relatório Independente prometia e que, depois, se abriu do futebol a todo o desporto com o Livro Branco, até chegar ao Tratado de Lisboa e à definiçao pela primeira vez no mundo de uma política desportiva para um continente.
Como Laurentino Dias II, Alexandre Mestre tenderá a fazer política sem estudos económicos segundo certa tradição portuguesa de política desportiva.
Caso Alexandre Mestre faça isso estará a negar a governance europeia. As duas alternativas de política desportiva serão:
- Gerir políticas estritas (à portuguesa) do ponto de vista administrativo e jurídico facultando rendas que aprofundarão fracturas actuais. A captura de rendas teve com Laurentino Dias uma institucionalização crescente e este modelo tenderá a assegurá-lo.
- Assumir o risco de passar à história do desporto português como o Secretário de Estado do Desporto que soube elevar a política desportiva de Portugal ao nível equivalente à política desportiva prosseguida pelos Estados desportivamente avançados do norte e do centro da União Europeia. Afinal a captura de rendas como faz o desporto europeu tem sido bastante melhor para o bem comum, não tem?
Alexandre Mestre está sózinho.
Alguns ministros do novo governo têm surpreendido pela positiva na Assembleia da República e o que se espera é que Alexandre Mestre esteja à altura dos melhores dos seus pares.
É necessário simplificar as coisas: A CDP de Luís Santos, Castelo Branco e José Constantino morreu
Eu estava a tornar tudo complicado.
A CDP morreu e as únicas pessoas interessadas na sua existência são as que lá estão.
Estas nem sequer representam nenhuma grande federação desportiva portanto o seu afastamento da realidade desportiva foi realizado pelos próprios que lá estão.
É necessário convencer o Estado que o dinheiro que é entregue à CDP é perdido para o desporto.
A função recreativa e as funções mais complexas que o associativismo não possui, não tem de ser 'pedidas' à CDP porque esta nunca as assumiu.
O COP pode avançar para novas medidas estruturas e funções de regulação privada sem negociar nada com a CDP.
A junção das duas instituições era apenas uma função de retórica que afinal pensando melhor não faz sentido, até porque as pessoas que estão na CDP não pescam absolutamente nada do que serão as novas funções necessárias ao associativismo português.
A CDP vai morrer por si própria se o Estado e as autarquias e as federações deixarem de financiar o CDP em critérios de amizade e de conveniência que não são públicos e aceites pela massa do associativismo desportivo.
A CDP de Luís Santos, Castelo Branco e José Constantino morreu.
Há que trabalhar o COP e com o COP, mesmo que ele não queira nem faça a mínima ideia do que faz e do que deverá fazer.
A CDP morreu e as únicas pessoas interessadas na sua existência são as que lá estão.
Estas nem sequer representam nenhuma grande federação desportiva portanto o seu afastamento da realidade desportiva foi realizado pelos próprios que lá estão.
É necessário convencer o Estado que o dinheiro que é entregue à CDP é perdido para o desporto.
A função recreativa e as funções mais complexas que o associativismo não possui, não tem de ser 'pedidas' à CDP porque esta nunca as assumiu.
O COP pode avançar para novas medidas estruturas e funções de regulação privada sem negociar nada com a CDP.
A junção das duas instituições era apenas uma função de retórica que afinal pensando melhor não faz sentido, até porque as pessoas que estão na CDP não pescam absolutamente nada do que serão as novas funções necessárias ao associativismo português.
A CDP vai morrer por si própria se o Estado e as autarquias e as federações deixarem de financiar o CDP em critérios de amizade e de conveniência que não são públicos e aceites pela massa do associativismo desportivo.
A CDP de Luís Santos, Castelo Branco e José Constantino morreu.
Há que trabalhar o COP e com o COP, mesmo que ele não queira nem faça a mínima ideia do que faz e do que deverá fazer.
O que fazer com o novo governo
Sábado de manhã e desconheço o que trarão as notícias do fim de semana para além das notícias do futebol profissional. Refiro-me às notícias do associativismo desportivo.
As notícias do Governo mostram uma alteração de paradigma pela impossibilidade de manter níveis de iniquidade social crescentes e impeditivos do funcionamento liberal do mercado.
Uso liberal num sentido positivo para o distinguir da matriz anterior.
Mais uma vez Pedro Mota Soares, ministro da segurança social, refere a questões sociais fracturantes da actual situação transferindo para o nível local a produção de serviços públicos protectores das crianças e dos idosos.
Para quem é do desporto a Fundação INATEL é o paradigma de um erro que os governos anteriores aprofundaram mantendo no Estado, central, a produção de serviços de retalho como os de restauração e alojamento das pousadas, da cultura, e do desporto. Mesmo que sob o manto de um benefício para sectores carenciados estes serviços são transversais a outros 3 sectores do turismo, cultura e desporto e não tem razãoa sua manutenção no Ministério de Pedro Mota Soares.
A nova direcção da CDP igual à anterior nunca tratou das questões da recreação e não percebeu o vazio institucional aí existente no desporto português.
Nesta altura a separação entre COP e CDP é um erro porque também o COP vê-se como caixa multibanco dos dinheiros que transitam do Estado para as federações, garantindo rendas a estruturas ociosas no respeitante à transformação e racionalização do modelo de desenvolvimento que se quer integrador da produção associativia e empresarial da base ao topo da pirâmide desportiva.
Tal como o INATEL e a Juventude são organizações da Administração Central a merecerem uma actuação rápida como quer fazer o Governo, o COP e a CDP são organizações privadas que justificam um tipo de actuação igualmente expedito.
Dentro da matriz liberal do actual governo existe um espaço para a captura de funções várias que dariam outro sentido e outra dinâmica ao mercado privado do desporto português.
É nestes factores que se nota a relevância de instituições democráticas e competitivas para além das estruturas corporativas, no bom sentido, cuja dinâmica deveria ser mais efectiva na defesa dos seus interesses para além daqueles que a história produziu e se encontram numa situação sem saída ou pelo menos com atraso de reacção em relação ao que se passa com uma velocidade superior.
Numa palavra ninguém vai dar ao desporto aquilo que o desporto não conseguir colocar em cima da mesa tanto na administração central como na organização associativa para melhor regular e produzir desporto.
As notícias do Governo mostram uma alteração de paradigma pela impossibilidade de manter níveis de iniquidade social crescentes e impeditivos do funcionamento liberal do mercado.
Uso liberal num sentido positivo para o distinguir da matriz anterior.
Mais uma vez Pedro Mota Soares, ministro da segurança social, refere a questões sociais fracturantes da actual situação transferindo para o nível local a produção de serviços públicos protectores das crianças e dos idosos.
Para quem é do desporto a Fundação INATEL é o paradigma de um erro que os governos anteriores aprofundaram mantendo no Estado, central, a produção de serviços de retalho como os de restauração e alojamento das pousadas, da cultura, e do desporto. Mesmo que sob o manto de um benefício para sectores carenciados estes serviços são transversais a outros 3 sectores do turismo, cultura e desporto e não tem razãoa sua manutenção no Ministério de Pedro Mota Soares.
A nova direcção da CDP igual à anterior nunca tratou das questões da recreação e não percebeu o vazio institucional aí existente no desporto português.
Nesta altura a separação entre COP e CDP é um erro porque também o COP vê-se como caixa multibanco dos dinheiros que transitam do Estado para as federações, garantindo rendas a estruturas ociosas no respeitante à transformação e racionalização do modelo de desenvolvimento que se quer integrador da produção associativia e empresarial da base ao topo da pirâmide desportiva.
Tal como o INATEL e a Juventude são organizações da Administração Central a merecerem uma actuação rápida como quer fazer o Governo, o COP e a CDP são organizações privadas que justificam um tipo de actuação igualmente expedito.
Dentro da matriz liberal do actual governo existe um espaço para a captura de funções várias que dariam outro sentido e outra dinâmica ao mercado privado do desporto português.
É nestes factores que se nota a relevância de instituições democráticas e competitivas para além das estruturas corporativas, no bom sentido, cuja dinâmica deveria ser mais efectiva na defesa dos seus interesses para além daqueles que a história produziu e se encontram numa situação sem saída ou pelo menos com atraso de reacção em relação ao que se passa com uma velocidade superior.
Numa palavra ninguém vai dar ao desporto aquilo que o desporto não conseguir colocar em cima da mesa tanto na administração central como na organização associativa para melhor regular e produzir desporto.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Quantos jogadores deve o Benfica contratar para maximizar o seu lucro?
Rui Costa garantiu que tudo estava em boas mãos e que o Benfica ia ter o número certo. Ver aqui no DN.
É reconhecido que a maior parte dos grandes clubes contrata demasiados jogadores, faz estádios ou joga em estádios grandes demais e gasta mais dinheiro do que aquele que a sua capacidade de produção consegue de receitas.
Isto acontece nos Estados Unidos com empresas propriedade de milionários que não se importam de perder dinheiro no desporto desde que promovam a marca e os produtos dos seus conglomerados industriais.
Na Europa diz-se que os clubes não têm finalidade lucrativa e por maioria de razão contrata jogadores para além do rendimento desses mesmos jogadores.
Os gestores dos clubes deveriam parar de contratar quando o rendimento marginal do último jogador contratado fosse igual ao custo marginal da contratação desse mesmo jogador. Nesse ponto o clube venderia o espectáculo pelo preço de mercado com lucro equivalente à diferença entre o custo médio e o preço de mercado.
Esta é das matérias que os alunos prestam atenção e sabem na ponta da língua.
Parece que Rui Costa ex-estrela do Benfica, da selecção e de muitos outros clubes tem como critério de decisão a maximização da utilidade e contrata para além da possibilidade de lucro do clube.
Os 28 jogadores definidos no regulamento do campeonato podem ser ineficientes e levar o clube a assumir riscos que regras racionais evitariam e dariam melhor finalidade à riqueza dos clubes e contribuíriam para a sustentabilidade dos clubes.
Faltará ao regulamento a avaliação da sua eficiência económica para ajudar os clubes a contratar o número ideal de jogadores que maximizem a vitória no campeonato e o lucro nas contas.
É reconhecido que a maior parte dos grandes clubes contrata demasiados jogadores, faz estádios ou joga em estádios grandes demais e gasta mais dinheiro do que aquele que a sua capacidade de produção consegue de receitas.
Isto acontece nos Estados Unidos com empresas propriedade de milionários que não se importam de perder dinheiro no desporto desde que promovam a marca e os produtos dos seus conglomerados industriais.
Na Europa diz-se que os clubes não têm finalidade lucrativa e por maioria de razão contrata jogadores para além do rendimento desses mesmos jogadores.
Os gestores dos clubes deveriam parar de contratar quando o rendimento marginal do último jogador contratado fosse igual ao custo marginal da contratação desse mesmo jogador. Nesse ponto o clube venderia o espectáculo pelo preço de mercado com lucro equivalente à diferença entre o custo médio e o preço de mercado.
Esta é das matérias que os alunos prestam atenção e sabem na ponta da língua.
Parece que Rui Costa ex-estrela do Benfica, da selecção e de muitos outros clubes tem como critério de decisão a maximização da utilidade e contrata para além da possibilidade de lucro do clube.
Os 28 jogadores definidos no regulamento do campeonato podem ser ineficientes e levar o clube a assumir riscos que regras racionais evitariam e dariam melhor finalidade à riqueza dos clubes e contribuíriam para a sustentabilidade dos clubes.
Faltará ao regulamento a avaliação da sua eficiência económica para ajudar os clubes a contratar o número ideal de jogadores que maximizem a vitória no campeonato e o lucro nas contas.
Os líderes do desporto deveriam prestar atenção
Quando um ministro do CDS, Pedro Mota Soares diz que “o sistema de pensões tem sempre de ser justo e assegurar a protecção dos que têm rendimentos mais baixos”. “É precisamente para isso que é preciso libertar o Estado de pagar, no futuro, pensões extraordinariamente elevadas porque isso já não é protecção social, é sim gestão de fortunas”, classificou."
Este ministro não é do BE, do PEV, do PCP, nem do PS.
Ver aqui no Jornal de Negócios.
Tenho defendido que as federações têm andado a perder bom dinheiro nos últimos anos.
Alguns presidentes estão muito agradecidos ao divino espírito santo e ao além, pela sua sorte de receberem cada vez menos e terem de cortar projectos.
Não sei se as palavras do Ministro do CDS lhes faz tocar algumas campainhas...
Mas quem sou eu para dizer que as federações têm sido levadas.
Este ministro não é do BE, do PEV, do PCP, nem do PS.
Ver aqui no Jornal de Negócios.
Tenho defendido que as federações têm andado a perder bom dinheiro nos últimos anos.
Alguns presidentes estão muito agradecidos ao divino espírito santo e ao além, pela sua sorte de receberem cada vez menos e terem de cortar projectos.
Não sei se as palavras do Ministro do CDS lhes faz tocar algumas campainhas...
Mas quem sou eu para dizer que as federações têm sido levadas.
Diz Paulo Curado no Público sobre Alexandre Mestre
Equilibrar inexperiência política
com competência técnica
é a tarefa do novo secretário de Estado do Desporto
Ver o artigo aqui.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Afinal disseram-me que o período inicial de governação é de 6 meses e não de 100 dias
Pois sejam de 180 dias.
As opiniões contrastantes apresentadas em vários canais sobre a nomeação de Alexandre Mestre são muitas.
Os desafios da governação sendo concretos podem ser graduados segundo a óptica de cada um.
Alguns desafios são difíceis e complexos e, qualquer que seja o tempo que se considere para uma avaliação, as decisões vão surgir.
Recordemos que o Governo PS de Laurentino Dias esteve um ano adormecido até ao Congresso.
Os maiores críticos dizem que o PS e a oposição estiveram adormecidos 6 anos no domínio do desporto.
As opiniões contrastantes apresentadas em vários canais sobre a nomeação de Alexandre Mestre são muitas.
Os desafios da governação sendo concretos podem ser graduados segundo a óptica de cada um.
Alguns desafios são difíceis e complexos e, qualquer que seja o tempo que se considere para uma avaliação, as decisões vão surgir.
Recordemos que o Governo PS de Laurentino Dias esteve um ano adormecido até ao Congresso.
Os maiores críticos dizem que o PS e a oposição estiveram adormecidos 6 anos no domínio do desporto.
A importância dos 100
Paula Graça foi uma funcionária administrativa, amiga do amigo, com o coração nas mãos e hiperactiva de comportamento, que trabalhou no IDP e já se reformou.
Certa vez em 1995 ou lá próximo motivou o instituto para a festa dos 100.
Arranjou uma sala com a festa e todos os colegas lá estiveram presentes com direito a bolo e champanhe.
Os 100 da Paula Graça eram os 100.000 escudos a que tinha passado a ter direito como funcionária pública, hoje 500 euros e pouco mais longe do que seria o salário mínimo na altura.
Alexandre Mestre tem direito obviamente aos 100 dias da praxe para preencher as entrelinhas do programa do XIX Governo para o desporto.
É bom para o desporto que a avaliação dos 100 dias encontre sucesso nas medidas do período de Junho a Setembro de 2011.
O próximo passo é a nomeação do presidente do IDP. Há figurantes que têm sido falados e que são de estarrecer e há outros que terão uma abertura da generalidade dos parceiros sociais do desporto. Deve estar por horas o conhecimento do companheiro de viagem escolhido por Alexandre Mestre.
Pela minha parte creio que o meu desempenho tem tido sucesso nos últimos tempos, com o número de visitas ao blogue a mais do que duplicar, podendo ser conjuntural, mas que sugerem a continuação da linha prosseguida no passado.
O que parecer bem di-lo-ei; o que parecer menos bem criticarei e procurarei explicar e dar a solução que parecer melhor.
Certa vez em 1995 ou lá próximo motivou o instituto para a festa dos 100.
Arranjou uma sala com a festa e todos os colegas lá estiveram presentes com direito a bolo e champanhe.
Os 100 da Paula Graça eram os 100.000 escudos a que tinha passado a ter direito como funcionária pública, hoje 500 euros e pouco mais longe do que seria o salário mínimo na altura.
Alexandre Mestre tem direito obviamente aos 100 dias da praxe para preencher as entrelinhas do programa do XIX Governo para o desporto.
É bom para o desporto que a avaliação dos 100 dias encontre sucesso nas medidas do período de Junho a Setembro de 2011.
O próximo passo é a nomeação do presidente do IDP. Há figurantes que têm sido falados e que são de estarrecer e há outros que terão uma abertura da generalidade dos parceiros sociais do desporto. Deve estar por horas o conhecimento do companheiro de viagem escolhido por Alexandre Mestre.
Pela minha parte creio que o meu desempenho tem tido sucesso nos últimos tempos, com o número de visitas ao blogue a mais do que duplicar, podendo ser conjuntural, mas que sugerem a continuação da linha prosseguida no passado.
O que parecer bem di-lo-ei; o que parecer menos bem criticarei e procurarei explicar e dar a solução que parecer melhor.
Numa segunda leitura sobre o programa do XIX governo para o desporto
Creio que o PS poderia assinar este programa.
Falta mercado privado ao programa do PSD, falta a protecção social da igreja à participação do CDS para o desporto.
Há a afirmação dos mega-eventos, a aspiração de Portugal se candidatar aos Jogos Olímpicos como Alexandre Mestre refere que é possível, e do aproveitamento da diplomacia económica para os grandes atletas, uma possível inspiração do CDS.
Estas são propostas do corporativismo do turismo sobre o desporto e a cultura na busca de conteúdos para entreter turistas e acumular valias nas viagens, restauração e dormidas. Este modelo económico tem décadas e tem sido prejudicial ao desporto, porque o turismo ganha os lucros dos eventos e o desporto paga as facturas dos estádios e dos custos de representação das federações internacionais. Falar em megaeventos desportivos e não falar da transformação da estrutura do seu financiamento soa a más recordações para os líderes desportivos que forem avessos ao risco.
O desafio é que a liberalização do desporto se tem de fazer por moldes que o programa não toca.
O PS, ou faz oposição a sério ao PSD/CDS nas políticas desportivas, ou quando conseguir chegar outra vez ao poder não vai ser capaz, como se observa neste programa, de apresentar uma alternativa corajosa e claramente inovadora e consensual para a sociedade e os mercados.
Afinal há alguém do PS, algum anónimo que seja capaz de trazer luz a este desporto metido numa camisa de muitas varas? Ou está o PS à espera que outros façam o seu trabalho de oposição, como outros partidos fizeram no passado?
Falta mercado privado ao programa do PSD, falta a protecção social da igreja à participação do CDS para o desporto.
Há a afirmação dos mega-eventos, a aspiração de Portugal se candidatar aos Jogos Olímpicos como Alexandre Mestre refere que é possível, e do aproveitamento da diplomacia económica para os grandes atletas, uma possível inspiração do CDS.
Estas são propostas do corporativismo do turismo sobre o desporto e a cultura na busca de conteúdos para entreter turistas e acumular valias nas viagens, restauração e dormidas. Este modelo económico tem décadas e tem sido prejudicial ao desporto, porque o turismo ganha os lucros dos eventos e o desporto paga as facturas dos estádios e dos custos de representação das federações internacionais. Falar em megaeventos desportivos e não falar da transformação da estrutura do seu financiamento soa a más recordações para os líderes desportivos que forem avessos ao risco.
O desafio é que a liberalização do desporto se tem de fazer por moldes que o programa não toca.
O PS, ou faz oposição a sério ao PSD/CDS nas políticas desportivas, ou quando conseguir chegar outra vez ao poder não vai ser capaz, como se observa neste programa, de apresentar uma alternativa corajosa e claramente inovadora e consensual para a sociedade e os mercados.
Afinal há alguém do PS, algum anónimo que seja capaz de trazer luz a este desporto metido numa camisa de muitas varas? Ou está o PS à espera que outros façam o seu trabalho de oposição, como outros partidos fizeram no passado?
terça-feira, 28 de junho de 2011
Programa para o desporto do XIX governo (versão revista)
Um link para o pdf está aqui.
Sucintamente aqui ficam notas sobre o programa:
Sucintamente aqui ficam notas sobre o programa:
- creio ser um documento com alguns bons momentos e surpresas
- nos objectivos estratégicos fala do aumento da participação desportiva, no modelo de colaboração entre agentes(???) e na ética
- nos objectivos
- fala num programa que começa na prática ao longo da vida e cai nos talentos (que deviam ser um ponto à parte)
- depois entra no alto rendimento
- estudante atleta
- carreiras duais
- apoios públicos considerando o contexto macroeconómico(???)
- quanto ao financiamento
- mecenato
- direitos desportivos (???)
- distingue dois factores de produção
- formação com universidades e federações
- infra-estruturas visando integral aproveitamento
- refere a revisão pontual do ordenamento jurídico e tribunal arbitral
- reformula conselho nacional desporto
- interliga o audiovisual público e o desporto
- cria um sistema nacional de informação(???) e estatística desporto
- internacionalmente quer megaeventos, aí vêm os Jogos Olímpicos de Lisboa e uma nova figura do programa de embaixadores uma aproximação à diplomacia económica
- O programa não tem estatísticas,compreende-se porque diz que as vai criar mas o 'atlas' desportivo é uma pomada peculiar dos documentos programáticos do desporto português que tem décadas. Nunca ninguém os viu mas o bloco central do desporto gosta da terminologia que não se usa e perturba.
- O programa não fala da subsídio dependência, não fala da avaliação do desempenho como fala o programa do governo noutras áreas.
- Outro dos grandes silêncios é a miseranda orgânica pública e a privada.
- Para um governo que quer dinamizar a administração pública há muitos cacos que ou o governo trata a fundo para os reformular ou com as medidas de austeridade vai ter uma estrutura impulsionadora da ineficiência vigente de uma forma particularmente para o associativismo e os ginásios.
- O desporto escolar é referido duas vezes, uma delas falando dos talentos, mostrando a tendência para a protecção do alto rendimento, e ele deveria ser um elemento crucial de uma visão inovadora. Perdeu-se a oportunidade. Não há ideia concreta do que fazer com o desporto jovem e as afirmações feitas suportam tudo.
- A ideia que dá é que quem fez esta parte do programa está com medo de trazer o progresso, a racionalidade e a modernidade para o desporto.
- Nas entrelinhas deixa-se que a lei de bases vai ser revista o que é de bom senso.
- No seu todo o documento está acima da média, tem habilidade naquilo que diz mas falta-lhe ambição.
- Não nos esqueçamos que um dos partidos do governo não tem programa eleitoral em 2011 para o desporto e que no seu todo nenhum partido da oposição foi digno desse nome durante a legislatura que passou.
- Concordo com Laurentino Dias ao aconselhar muito trabalho durante a legislatura.
Laurentino Dias desejou ao seu sucessor trabalho e sorte
Concordo plenamento com o trabalho e com a capacidade de dar trabalho bom a todos os que vivem o desporto português.
A sorte é da população e dos agentes privados que produzem desporto do que for feito e dos impactos reais do que for realizado
Neste momento colocam-se interrogações que à medida que o tempo passar se irão esclarecer.
Que questões são essas:
A sorte é do país que beneficie plenamente de boas políticas desportivas produzidas pelo Alexandre Mestre como Secretário de Estado do Desporto, no âmbito do Governo a que pertence.
A sorte é da população e dos agentes privados que produzem desporto do que for feito e dos impactos reais do que for realizado
Neste momento colocam-se interrogações que à medida que o tempo passar se irão esclarecer.
Que questões são essas:
- Que políticas desportivas e medidas de austeridade, fiscalidade, orçamentos públicos, produção pública no curto prazo
- Que ética e que cultura do desporto se desenvolverá
- Formas de elevar a reputação do desporto
- O Museu do Desporto, ou de Lisboa, ou Olímpico
- A avaliação do desempenho das federações e dos líderes privados
- Leis do desporto, lei de bases e instrumentos de regulação públicos
- Consumo desportivo dos portugueses, informal, recreação
- Alto rendimento
- Qual o estado do alto rendimento nacional
- Há ou não há avaliação pelas medalhas
- Jogos Olímpicos em Lisboa
- Centros de alto rendimento
- Infra-estruturas, elefantes brancos e integração de uma rede nacional
A sorte é do país que beneficie plenamente de boas políticas desportivas produzidas pelo Alexandre Mestre como Secretário de Estado do Desporto, no âmbito do Governo a que pertence.
A agonia do Belenenses
O clube tem passado maus bocados com investimentos avultados e sem retorno, perdas financeiras significativas e o abandono ao interesse da sua massa associativa.
O associativismo do Belenenses poderia ser a sua salvação mas a existência de um Bingo no centro da cidade lançou as hipóteses da captura de rendas através de várias actividades desportivas profissionais, desequilibrando a relevância da voz e do interesse dos associados.
A área de influência das actividades associativas desportivas do clube é demograficamente grande e os investimentos em infra-estruturas significativo.
Porque fracassa a gestão associativa do clube?
O desejo absurdo de apropriação das rendas do clube através de um clube com inúmeras actividades profissionais deveria ser comedida e limitada a parâmetros de racionalidade estritos relacionados com a sustentação da actividade amadora e um percurso profissional sem loucuras e pautado pela dedicação associativa.
Os falcões e profissionais que aparecem em todos os clubes nacionais sabem quando aparecer, capturar rendas e desaparecer com a falência de tantos clubes como o Boavista, Farense, Salgueiros e outros que ao longo das décadas têm falido sem que a Liga ou a Federação encontrem modelos de actuação sustentáveis no tempo.
Outros países e grandes clubes por essa Europa têm falências semelhantes e dificuldades, assim como, existem soluções que vão sendo testadas e nalguns casos mantêm uma maior parte dos clubes desses países a salvo das bancarrotas.
As bancarrotas dos clubes são porções de capital social que é destruído prejudicando as populações e o desenvolvimento desportivo nacional.
O benchmarking europeu da situação do futebol português demonstrará que em Portugal há uma falha sistémica que ultrapassa o futebol.
Em Portugal os clubes têm mais do que uma actividade, enquanto na Europa os clubes serão maioritariamente monomodalidade desportiva.
Na medida em que os clubes produzam mais do que uma actividade e a bancarrota do futebol arraste as outras modalidades, o desafio da sua solução já não pertence exclusivamente à federação da modalidade estende-se ao Estado e ao COP e CDP se estivessem para aí voltados.
O exemplo da privatização do futebol do Belenenses é o de mais um clube que irá saltar da caçarola a ferver para o lume.
O associativismo do Belenenses poderia ser a sua salvação mas a existência de um Bingo no centro da cidade lançou as hipóteses da captura de rendas através de várias actividades desportivas profissionais, desequilibrando a relevância da voz e do interesse dos associados.
A área de influência das actividades associativas desportivas do clube é demograficamente grande e os investimentos em infra-estruturas significativo.
Porque fracassa a gestão associativa do clube?
O desejo absurdo de apropriação das rendas do clube através de um clube com inúmeras actividades profissionais deveria ser comedida e limitada a parâmetros de racionalidade estritos relacionados com a sustentação da actividade amadora e um percurso profissional sem loucuras e pautado pela dedicação associativa.
Os falcões e profissionais que aparecem em todos os clubes nacionais sabem quando aparecer, capturar rendas e desaparecer com a falência de tantos clubes como o Boavista, Farense, Salgueiros e outros que ao longo das décadas têm falido sem que a Liga ou a Federação encontrem modelos de actuação sustentáveis no tempo.
Outros países e grandes clubes por essa Europa têm falências semelhantes e dificuldades, assim como, existem soluções que vão sendo testadas e nalguns casos mantêm uma maior parte dos clubes desses países a salvo das bancarrotas.
As bancarrotas dos clubes são porções de capital social que é destruído prejudicando as populações e o desenvolvimento desportivo nacional.
O benchmarking europeu da situação do futebol português demonstrará que em Portugal há uma falha sistémica que ultrapassa o futebol.
Em Portugal os clubes têm mais do que uma actividade, enquanto na Europa os clubes serão maioritariamente monomodalidade desportiva.
Na medida em que os clubes produzam mais do que uma actividade e a bancarrota do futebol arraste as outras modalidades, o desafio da sua solução já não pertence exclusivamente à federação da modalidade estende-se ao Estado e ao COP e CDP se estivessem para aí voltados.
O exemplo da privatização do futebol do Belenenses é o de mais um clube que irá saltar da caçarola a ferver para o lume.
O desporto não as mede, mas há quem o faça
- A destruição de Vanessa Fernandes tem um custo económico que se mede em mais ou menos de um milhão de euros?
- Tirar meio milhão ao Estádio Universitário de Lisboa tem um custo social de quantos milhões?
- Avaliar económica e socialmente o programa Marcha e Corrida será relevante?
- Baixar o orçamento do IDP em 20% ou mais durante uma legislatura é possível?
- Aumentar o IVA da actividade desportiva de 6% para 23% e receber mais 100 milhões de euros que significado tem?
O Desporto não faz contas, por vários motivos:
- trabalha e decide com base em contas simples do que se fez do que se vai continuar a fazer
- falta futuro a estas contas do desporto
- falta colocá-las às Finanças e aos parceiros sociais, para que estes estejam sensibilizados quando as Finanças disparam as suas razões
No início das legislaturas é quando aparecem as pessoas que fazem as contas para o desporto.
Há pessoas que vêm a uma instituição pública a pedir toda a informação, o chefe de serviço determina que lhe seja dada 'toda a informação'.
Dias depois a organização dessas pessoas titulam que têm informação de desporto para vender.
Também é usual nos concursos públicos essas pessoas aparecerem e depois são dores de cabeça para obter o produto final e também é usual terem de ser os funcionários públicos a dizer o que é que se passa e se devia fazer para pôr no relatório final.
Quando chegam no início da legislatura dizem: eu sempre apoiei o partido...
Depois observa-se que vão por aí fora em projectos e lugares em instituições do desporto que devia primar pela transparência dos seus representantes e pela correcção das suas análises.
Há outras que levam décadas a acabar projectos prometidos que deveriam ser públicos e foram dados a empresas que levam contrato atrás de contrato sem nunca apresentar resultados sem que isso incomode decisores públicos, que asseguram que a matéria está a ser resolvida por pessoas competitissimas, como eles garantem.
Quando esses benfeitores privados aparecem em geral deve-se proteger a carteira, não vá o diabo tecê-las...
A Pordata é um caso distinto porque disponibiliza gratuitamente a informação que consegue dos agentes públicos.
O INE que há alguns anos cobrava montantes elevados pela sua informação, nesta altura divulga-a gratuitamente no seu site.
Porque é que o INE tem despesa pública para produzir estatísticas e depois a dá em vez de cobrar?
A questão fundamental é que existe uma procura por informação desportiva e esta informação tem obviamente um custo que é superior ao preço que os consumidores privados estão dispostos a pagar.
Por outro lado, os benefícios sociais da divulgação gratuita dessa informação são muito superiores ao custo da produção pública.
É esta a interpretação do INE; é também esta a interpretação e comportamento do Eurostat.
O desporto necessita de produzir estatísticas e números para compreender se as medidas das Finanças são económica e socialmente justas e para apoiar a decisão de quem decide e se está a fazer para resolver problemas reais dos agentes privados.
Os professores de desporto aguardam que um dos seus seja presidente do IDP
Os professores de desporto aguardam que um dos seus seja presidente do IDP, uma vez que o Tratado de Tordesilhas dá a primasia da secretaria de estado ao direito.
A força dos rituais é superior à razão de identificar um objectivo nacional e trabalhar a partir desse ponto.
Afinal a tradição também pode dizer que o professor de desporto pode ser um qualquer independente do desempenho e que permanecerá durante séculos apesar dos efeitos nefastos da sua decisão para o bem-estar de todo o desporto.
A força dos rituais é superior à razão de identificar um objectivo nacional e trabalhar a partir desse ponto.
Afinal a tradição também pode dizer que o professor de desporto pode ser um qualquer independente do desempenho e que permanecerá durante séculos apesar dos efeitos nefastos da sua decisão para o bem-estar de todo o desporto.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Alexandre Mestre é o novo Secretário de Estado do Desporto
A escolha de Alexandre Mestre é, por um lado, coerente com a realizada para outros membros do novo governo, por outro, corresponde ao trajecto do desporto tendo líderes de direito, com a particularidade de ser um advogado não oriundo da Assembleia da República, como foram muitos secretários de estado do desporto durante várias décadas.
Os próximos passos a observar serão a nomeação da sua equipa e o programa de governo para o desporto.
Os próximos passos a observar serão a nomeação da sua equipa e o programa de governo para o desporto.
A captação de rendas à actividade desportiva está a atingir níveis brutais
O aumento do IVA das actividades desportivas segundo deu a entender um governante do desporto para castigar a falta de lealdade dos ginásios ao governo e agora a captura de meio milhão de euros ao Estádio Universitário de Lisboa pelo Ministério das Finanças são de uma desproporção imensa.
Estas medidas dever-se-ão a características cumulativas próprias do desporto e da iliteracia desportiva que a sociedade portuguesa goza:
Estas medidas dever-se-ão a características cumulativas próprias do desporto e da iliteracia desportiva que a sociedade portuguesa goza:
- a reputação de que no desporto há muito dinheiro e corrupção
- a imagem de que todos os que fazem desporto podem pagar mais
- a incapacidade de reconhecerem que parte substancial da população necessita vitalmente da prática desportiva e não o pode pagar ou não tem predisposição para tal
- a ignorância dos impactos positivos das externalidades do desporto na geração de capital desportivo, humano, cultural e social
- a actuação de poderes que actuam sobre o desporto com a desfaçatez de um poder e do saber que não serão julgados socialmente pela sua incompetência e profunda ignorância dos princípios e da forma como se constroem as sociedades modernas
- ...
domingo, 26 de junho de 2011
A Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto e a FIFA
Segundo José Manuel Meirim, no Público, pg 37, de hoje, a FIFA critica dois pontos dos estatutos da FPF em que estes são coincidentes com a LBAFD.
Esses dois pontos são:
Hoje pode compreender-se que a Lei de Bases do Desporto de 2005 tinha uma dimensão liberal que os governos a partir de 2005 preferiram riscar e obrigar as federações a actuar como departamentos públicos.
Foram dois extremos que deveriam agora ser corrigidos porque o desporto português não pode andar sujeito a extremismos durante anos e anos.
Há que devolver a produção do desporto português ao mercado e recolocar a actuação do Estado para a produção do bem-estar.
A posição da FIFA abre uma janela de oportunidade e realça como certo pensamento único jurídico no desporto português deveria ser questionado por factores objectivos relacionados com a limitação de produção de desporto a que se assiste em Portugal.
A ser sustentável esta posição jurídica da FIFA, será útil observar que agentes do direito e agentes do desporto contestaram neste campo a LBAFD.
Fica uma janela de ar fresco à disposição do novo governo se de facto quiser e souber tocar este rabecão com sensibilidade e consenso dos interessados.
Esses dois pontos são:
- a classificação de uma competição profissional cabe à federação e não às instituições públicas
- a separação de poderes impede o presidente da federação de assumir a presidência dos conselhos de justiça e jurisdicionais
Hoje pode compreender-se que a Lei de Bases do Desporto de 2005 tinha uma dimensão liberal que os governos a partir de 2005 preferiram riscar e obrigar as federações a actuar como departamentos públicos.
Foram dois extremos que deveriam agora ser corrigidos porque o desporto português não pode andar sujeito a extremismos durante anos e anos.
Há que devolver a produção do desporto português ao mercado e recolocar a actuação do Estado para a produção do bem-estar.
A posição da FIFA abre uma janela de oportunidade e realça como certo pensamento único jurídico no desporto português deveria ser questionado por factores objectivos relacionados com a limitação de produção de desporto a que se assiste em Portugal.
A ser sustentável esta posição jurídica da FIFA, será útil observar que agentes do direito e agentes do desporto contestaram neste campo a LBAFD.
Fica uma janela de ar fresco à disposição do novo governo se de facto quiser e souber tocar este rabecão com sensibilidade e consenso dos interessados.
Em Beja a piscina não abriu durante as aulas
Ver o Público, de hoje pg 39, a Câmara demorou anos a fazer as obras e depois optou não abrir enquanto decorresse o ano lectivo sabendo que os professores programam as suas actividades para os infantários e as escolas do 1.º ciclo.
O PCP e o PS parece serem os obreiros deste mau pedaço de realidade desportiva nacional ou por causa de obras infindáveis ou incompletas ou pela inxistência de responder prontamente às necessidades de aprendizagem e uzufruto dos banhos na piscina autárquica.
O PCP e o PS parece serem os obreiros deste mau pedaço de realidade desportiva nacional ou por causa de obras infindáveis ou incompletas ou pela inxistência de responder prontamente às necessidades de aprendizagem e uzufruto dos banhos na piscina autárquica.
Sempre à morte, Vanessa? Títula o Público
O artigo da revista Pública de hoje é uma boa peça jornalística escrita por Paulo Moura.
Tem uma lacuna.
Não ouviu os líderes nacionais, públicos e desportivos, nem outros pais de outros atletas.
Ficam para um próximo artigo.
O artigo tem bastantes elementos contraditórios tanto de princípios éticos e de governance como de características técnicas que justificam um relatório feito por entidades independentes, eventualmente por especialistas internacionais.
A questão é a seguinte: Houve tanta gente a acompanhar e a debruçar-se sobre 'o caso' Vanessa Fernandes que sem fazer uma avaliação independente nada se pode concluir quanto a princípios de política desportiva.
Esse relatório não sendo proposto pela Federação de Triatlo, nem pelo COP, nem pela agência técnica do Estado, deveria ser determinada pelo responsável público do desporto.
O 'caso' Vanessa Fernandes só é Vanessa Fernandes porque ela foi destruída por uma estrutura de liderança desportiva nacional que não estava à altura do seu pontencial, mesmo que com contradições e arestas, próprios da sua própria condição e singularidade.
A pergunta que se coloca é de saber como teria feito de diferente um outro líder de uma federação desportiva com resultados olímpicos.
Outra pergunta é se teria passado noutro país de sucesso como a Espanha.
O Público de hoje página 34 conta a história de Rafael Munoz um prodígio da Natação que subitamente abandonou a carreira, depois de se bater de igual para igual com Michael Phelps.
Mas o caso de um e de outra parecem diferentes porque o espanhol teve a crise desportiva mas não a pessoal e psíquica como atingido pela VF.
Há falta de estudos e de investigação no desporto português em múltiplos domínios quer na exploração do potencial num domínio que trabalha os limites humanos, físicos e mentais, organizativos e científicos, quer depois na avaliação ex-post dos resultados obtidos e da compreensão da forma como a produção de alto rendimento decorre.
Afinal, segundo Maria Areosa, Vanessa Fernandes corria sempre em treino e em competição nos seus limites fisiológicos e psíquicos.
O que é a definição de alto rendimento de todas as eras.
O artigo de Paulo Moura sugere que a Vanessa Fernandes cumpriu e o Portugal do desporto e olímpico falhou.
Tem o país e o novo Governo a capacidade para estruturar uma visão crítica sobre o que se passou para bem do alto rendimento nacional e de todos os atletas de topo nacionais.
Tem uma lacuna.
Não ouviu os líderes nacionais, públicos e desportivos, nem outros pais de outros atletas.
Ficam para um próximo artigo.
O artigo tem bastantes elementos contraditórios tanto de princípios éticos e de governance como de características técnicas que justificam um relatório feito por entidades independentes, eventualmente por especialistas internacionais.
A questão é a seguinte: Houve tanta gente a acompanhar e a debruçar-se sobre 'o caso' Vanessa Fernandes que sem fazer uma avaliação independente nada se pode concluir quanto a princípios de política desportiva.
Esse relatório não sendo proposto pela Federação de Triatlo, nem pelo COP, nem pela agência técnica do Estado, deveria ser determinada pelo responsável público do desporto.
O 'caso' Vanessa Fernandes só é Vanessa Fernandes porque ela foi destruída por uma estrutura de liderança desportiva nacional que não estava à altura do seu pontencial, mesmo que com contradições e arestas, próprios da sua própria condição e singularidade.
A pergunta que se coloca é de saber como teria feito de diferente um outro líder de uma federação desportiva com resultados olímpicos.
Outra pergunta é se teria passado noutro país de sucesso como a Espanha.
O Público de hoje página 34 conta a história de Rafael Munoz um prodígio da Natação que subitamente abandonou a carreira, depois de se bater de igual para igual com Michael Phelps.
Mas o caso de um e de outra parecem diferentes porque o espanhol teve a crise desportiva mas não a pessoal e psíquica como atingido pela VF.
Há falta de estudos e de investigação no desporto português em múltiplos domínios quer na exploração do potencial num domínio que trabalha os limites humanos, físicos e mentais, organizativos e científicos, quer depois na avaliação ex-post dos resultados obtidos e da compreensão da forma como a produção de alto rendimento decorre.
Afinal, segundo Maria Areosa, Vanessa Fernandes corria sempre em treino e em competição nos seus limites fisiológicos e psíquicos.
O que é a definição de alto rendimento de todas as eras.
O artigo de Paulo Moura sugere que a Vanessa Fernandes cumpriu e o Portugal do desporto e olímpico falhou.
Tem o país e o novo Governo a capacidade para estruturar uma visão crítica sobre o que se passou para bem do alto rendimento nacional e de todos os atletas de topo nacionais.
Campeonato da Europa em 2008, Campeonato do Mundo em 2010 e Campeonato da Europa de sub-21 em 2011
A Espanha conquistou as três competições segundo notícia do Público, aqui.
Falta à notícia do Público dizer em que lugares ficou Portugal.
Verficar o lugar de Portugal é economicamente relevante para constatar se existe uma falha na produção de futebol nas selecções ou não.
Já que a federação não faz estudos nem apresenta uma Visão ou um programa de desenvolvimento e já que segundo parece a Liga liderada por Fernando Gomes está a fazer um estudo, esperemos pelos seus elementos para ver até onde foi.
Falta à notícia do Público dizer em que lugares ficou Portugal.
Verficar o lugar de Portugal é economicamente relevante para constatar se existe uma falha na produção de futebol nas selecções ou não.
Já que a federação não faz estudos nem apresenta uma Visão ou um programa de desenvolvimento e já que segundo parece a Liga liderada por Fernando Gomes está a fazer um estudo, esperemos pelos seus elementos para ver até onde foi.
sábado, 25 de junho de 2011
O tio Friedman vem viver connosco
A bem humorada peça de Nicolau Santos na página 5 do Expresso Economia lança várias notas sobre o governo, a saber:
- deseja as maiores felicidades aos nomeadas elogiando-lhes a coragem e estabelecendo a liberdade e a independência dos jornalismos no presente momento
- a dimensão de alguns ministérios pode ser razão de fricções futuras e aponta o ministério dos Assuntos Parlamentares, Reforma Administrativa, Juventude e Desporto
- a dificuldade que alguns governantes terão para se reunir com todos os que deles dependem e com Bruxelas em todas as suas áreas de responsabilidade
- a juventude do governo que poderia beneficiar com líderes de maior experiência nos cargos aos que tomaram posse
- a contradição de acabar com os governos civis e ter criado um órgão fiscalizador e de análise da sustentabilidade das finanças públicas trabalho já feito pelo Banco de Portugal e o Tribunal de Contas
- a chegada do tio Friedman observada na pretensão de mexer na taxa social única
Algumas Palavras de Guilherme Aguiar ao Expresso de hoje, pg6
Faz parte do Conselho Nacional do Desporto, creio que a convite do ex-secretário de Estado Laurentino Dias, não sendo o meu candidato para Secretário de Estado do Desporto, aqui ficam algumas frases da entrevista:
- (os treinadores da I Liga são todos portugueses) 'Percebeu-se que os estrangeiros nada traziam de novo'
- (há nuitos jogadores estrangeiros) 'Há grandes fundos que investem na aquisição de jogadores e querem obter, rapidamente, mais valias'
- 'É indiscutivelmente mais difícil gerir um plantel com 25 jogadores do que uma fábrica com três mil operários'
- (o futebol é só dinheiro) Há dois tipos de futebol: o das grandes competições, do espectáculo - e os jogadores, hoje, são artistas contratados para dar bons espectáculos - e há o futebol amador. Só nos clubes mesmo muito grandes é que pode haver alguma estabilidade contratual. E mesmo assim...'
- 'A surpresa do Porto foi igual à do Villas-Boas...'
- ou dito em termos ecoonómicos: os treinadores portugueses são melhores e mais baratos
- o reconhecimento por uma pessoa de dentro, para a dinâmica e actuação de um mercado com demasiada liberalidade
- plantel quer dizer conjunto de pessoas extraordinárias, o que a fábrica dada como o exemplo dado não o é
- a relevância do 'E mesmo assim...' porque os níveis de dívida dos grandes clubes em muitos campeonatos europeus demonstra que o que GA chama 'estabilidade contratual' é um desafio cujas consequências, diz a comunicação europeia, leva o desporto a 'comer-se a si próprio'
- o factor surpresa essencial para a competitividade do futebol profissional europeu
XIV Congresso de Ciências do Desporto e Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Realiza-se em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 2012, o link está aqui.
Sabe o PSD o que fazer com o desporto? Existe uma Assunção Esteves para o Desporto na área do PSD/CDS?
Este silêncio sobre o desporto aliado à má reputação e ao fracasso de inúmeras medidas e elefantes brancos criados ao longo dos anos, o absurdo da impossibilidade de obter rendas das actividades desportivas e a falência de tantas organizações e departamentos, voltam-se contra o desporto e aliam-se à incapacidade de colocar a transformação do modelo de desenvolvimento do desporto nacional no centro do debate e face às medidas de austeridade que aí vêem.
A resposta à pergunta, na minha humilde opinião, é que o PSD não faz a mínima ideia do que fazer com o desporto.
O silêncio tem sido ensudercedor e as histórias e hipóteses vão fazendo o seu caminho, algumas das quais tenho passado aqui no blogue, e que sugerem uma tragédia à Fernando Nobre.
A pergunta seguinte que se colocará é:
Existe uma Assunção Esteves no Desporto?
É evidente que há e o facto das propostas para o desporto no seio da coligação se anularem e serem uma cacofonia para quem deve decidir mostra o desconhecimento e a illiteracia de desporto, de quem tem de decidir, sobre 'quem é quem' no desporto e que modelo adoptar na crise e para o futuro.
O PSD tem pelo menos um elemento que responderá às necessidades do país e do desporto, o problema é a iliteracia desportiva grave do país, que não permite como na Cultura identificar uma solução consensual.
A comunicação social e os 'opinion makers' deveriam ter ajudado a identificar o mérito do candidato do governo PSD/CDS.
Olhando para os jornais como o Público e o Expresso, sem falar da comunicação social desportiva, verifica-se como falam de futebol com excepções.
Miguel Relvas, a quem parece ter cabido dançar com o desporto, deveria estar preocupado.
Ou encontra um responsável com letra grande para o desporto nas próximas horas ou falhando acertar em cheio o desporto vai dar-lhe bastantes dores de cabeça.
Os meus candidatos óbvios para a Secretaria de Estado do Desporto são dois, ambos com mais de sessenta anos, dentro da área social-democrata, líderes reconhecidos dentro e fora das organizações públicas e privadas por onde andam e andaram.
Não me cabe dizer os nomes.
Só me cabe constatar que o PSD e o CDS parecem claramente sem norte no caso do Desporto.
Só fica surpreso quem por cá não anda.
A resposta à pergunta, na minha humilde opinião, é que o PSD não faz a mínima ideia do que fazer com o desporto.
O silêncio tem sido ensudercedor e as histórias e hipóteses vão fazendo o seu caminho, algumas das quais tenho passado aqui no blogue, e que sugerem uma tragédia à Fernando Nobre.
A pergunta seguinte que se colocará é:
Existe uma Assunção Esteves no Desporto?
É evidente que há e o facto das propostas para o desporto no seio da coligação se anularem e serem uma cacofonia para quem deve decidir mostra o desconhecimento e a illiteracia de desporto, de quem tem de decidir, sobre 'quem é quem' no desporto e que modelo adoptar na crise e para o futuro.
O PSD tem pelo menos um elemento que responderá às necessidades do país e do desporto, o problema é a iliteracia desportiva grave do país, que não permite como na Cultura identificar uma solução consensual.
A comunicação social e os 'opinion makers' deveriam ter ajudado a identificar o mérito do candidato do governo PSD/CDS.
Olhando para os jornais como o Público e o Expresso, sem falar da comunicação social desportiva, verifica-se como falam de futebol com excepções.
Miguel Relvas, a quem parece ter cabido dançar com o desporto, deveria estar preocupado.
Ou encontra um responsável com letra grande para o desporto nas próximas horas ou falhando acertar em cheio o desporto vai dar-lhe bastantes dores de cabeça.
Os meus candidatos óbvios para a Secretaria de Estado do Desporto são dois, ambos com mais de sessenta anos, dentro da área social-democrata, líderes reconhecidos dentro e fora das organizações públicas e privadas por onde andam e andaram.
Não me cabe dizer os nomes.
Só me cabe constatar que o PSD e o CDS parecem claramente sem norte no caso do Desporto.
Só fica surpreso quem por cá não anda.
O desporto come-se a si próprio
O país aplaude, gosta de desporto e se a alegria produzida é muita porque não comê-lo?
Dois exemplos de como se estraga aquilo que é bm feito no desporto português:
Estádio Universitário de Lisboa tem a haver meio milhão de euros cativados pelas finanças. Não tem com que pagar a fornecedores e treinadores e João Roquete o presidente diz que há hipóteses de fechar. Hoje vão fazer um piquenique para chamar a atenção para o caso. Vem descrito no Jornal de Negócios de ontem, na página 34.
Sporting Clube de Portugal, aqui no jornal i, os olheiros que fizeram o sucesso da formação do clube estão a ser preteridos por estruturas burocráticas que impedem que o clube beneficie do conhecimento à flor da pele dos seus profissionais e que já demonstraram que o sabem fazer e que geraram benefícios desportivos e lucros económicos segnificativos paara o clube e o desporto português.
Como é que estas coisas acontecem?
O EUL tem uma frequência de um milhão de pessoas e é central numa área terciária e universitária das mais relevantes da cidade. O desporto e a oferta de actividades desportivas deveriam ser pronmovidas e a acção do estado e das finanças não deveria ser a de obter rendas mas a de promover ainda mais o usufruto desportivo do complexo.
No SCP os milhões gerados e os do Ronaldo e de outras importantes estrelas que segundo consta vão pingando tem na base o trabalho que liga o grande clube ao clube de base onde se realizam os jogos e os talentos promissores evoluem.
As Finanças e as Direcções do dos clubes portugueses matam os espaços desportivos, os clubes de base e os olheiros, em nome de tecnocracias, austeridades e modernidades de quem quer andar acima do limite de velocidade da base da pirâmide, em vez de a proteger e dar-lhe condições de sucesso.
Existe incompetência na compreensão do processo de produção do desporto que faz as sociedades modernas evoluírem a ritmos superiores e sustentados.
A actuação das Finanças portuguesas não é diferente do intermediário que compra e vende jogadores apenas com o objectivo de maximizar o su lucro, daquele que faz eventos sem um consumo privado assegurado, ou do construtor civil que faz o estádio quanto maior melhor, e do gestor de empresa pública de desporto que recebe 5 mil euros por mês, carro e cartão de crédito que a actividade desportiva que a sua empresa municipal não gera.
É esta incapacidade de produzir desporto que gera a má reputação, os erros existem das Finanças e do Governo, aos grandes clubes e empresários e às federações COP e CDP, tecnicamente os treinadores e professores de educação física, investigadores e faculdades do desporto não assumem um paradigma.
Necessitamos de um modelo de desenvolvimento desportivo.
Dois exemplos de como se estraga aquilo que é bm feito no desporto português:
Estádio Universitário de Lisboa tem a haver meio milhão de euros cativados pelas finanças. Não tem com que pagar a fornecedores e treinadores e João Roquete o presidente diz que há hipóteses de fechar. Hoje vão fazer um piquenique para chamar a atenção para o caso. Vem descrito no Jornal de Negócios de ontem, na página 34.
Sporting Clube de Portugal, aqui no jornal i, os olheiros que fizeram o sucesso da formação do clube estão a ser preteridos por estruturas burocráticas que impedem que o clube beneficie do conhecimento à flor da pele dos seus profissionais e que já demonstraram que o sabem fazer e que geraram benefícios desportivos e lucros económicos segnificativos paara o clube e o desporto português.
Como é que estas coisas acontecem?
O EUL tem uma frequência de um milhão de pessoas e é central numa área terciária e universitária das mais relevantes da cidade. O desporto e a oferta de actividades desportivas deveriam ser pronmovidas e a acção do estado e das finanças não deveria ser a de obter rendas mas a de promover ainda mais o usufruto desportivo do complexo.
No SCP os milhões gerados e os do Ronaldo e de outras importantes estrelas que segundo consta vão pingando tem na base o trabalho que liga o grande clube ao clube de base onde se realizam os jogos e os talentos promissores evoluem.
As Finanças e as Direcções do dos clubes portugueses matam os espaços desportivos, os clubes de base e os olheiros, em nome de tecnocracias, austeridades e modernidades de quem quer andar acima do limite de velocidade da base da pirâmide, em vez de a proteger e dar-lhe condições de sucesso.
Existe incompetência na compreensão do processo de produção do desporto que faz as sociedades modernas evoluírem a ritmos superiores e sustentados.
A actuação das Finanças portuguesas não é diferente do intermediário que compra e vende jogadores apenas com o objectivo de maximizar o su lucro, daquele que faz eventos sem um consumo privado assegurado, ou do construtor civil que faz o estádio quanto maior melhor, e do gestor de empresa pública de desporto que recebe 5 mil euros por mês, carro e cartão de crédito que a actividade desportiva que a sua empresa municipal não gera.
É esta incapacidade de produzir desporto que gera a má reputação, os erros existem das Finanças e do Governo, aos grandes clubes e empresários e às federações COP e CDP, tecnicamente os treinadores e professores de educação física, investigadores e faculdades do desporto não assumem um paradigma.
Necessitamos de um modelo de desenvolvimento desportivo.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Os secretário de estado devem tomar posse na terça feira próxima, dizem os jornais
Aguardemos para ver o que acontece ao desporto
A junção das universidades Clássica e Técnica de Lisboa
Aqui, é noticiada no Sol a junção das duas universidades.
Com a nomeação de Nuno Crato para o Ministério da Educação e face aos trabalhos existentes entre as duas universidades a junção estará por pouco.
Será que o COP e a CDP já se reuniram?
As grandes federações concordam ou preferem não se incomodar?
Os elementos partidários nas direcções de todas as organizações do desporto já se pronunciaram sobre a hipótese da junção do COP e CDP ou é melhor não porque retiraria o emprego pago pelo Estado, a algumas pessoas?
Com a nomeação de Nuno Crato para o Ministério da Educação e face aos trabalhos existentes entre as duas universidades a junção estará por pouco.
Será que o COP e a CDP já se reuniram?
As grandes federações concordam ou preferem não se incomodar?
Os elementos partidários nas direcções de todas as organizações do desporto já se pronunciaram sobre a hipótese da junção do COP e CDP ou é melhor não porque retiraria o emprego pago pelo Estado, a algumas pessoas?
O dinheiro deve reverter para o IDP
Caso se concretize a perda da Secretaria de Estado do Desporto no novo governo, o desporto deveria sustentar que a poupança efectuada deveria ser aplicada na estruturação de um novo IDP que a estrutura funcional e da despesa actual são incapazes de assumir.
Sem obstaculizar outros cortes e outros financiamentos como os possíveis de um novo quadro de investimento central como QREN que se sugeriu virá a ser estruturado a seu tempo.
Trabalhando numa perspectiva de optimização óptima (passe a redundância) caso o novo IDP juntasse as suas funções às do velho INATEL e às do desporto escolar com uma forte articulação com o associativismo e as autarquias, os recursos do desporto deveriam ser concebidos em torno desse paradigma, de uma política renovada e sem igual no passado a única capaz de alavancar solidamente o nosso desporto para níveis europeus medianos.
O poste de José Manuel Constantino que cito no poste anterior deixa medidas cautelares a quem de direito.
Sem obstaculizar outros cortes e outros financiamentos como os possíveis de um novo quadro de investimento central como QREN que se sugeriu virá a ser estruturado a seu tempo.
Trabalhando numa perspectiva de optimização óptima (passe a redundância) caso o novo IDP juntasse as suas funções às do velho INATEL e às do desporto escolar com uma forte articulação com o associativismo e as autarquias, os recursos do desporto deveriam ser concebidos em torno desse paradigma, de uma política renovada e sem igual no passado a única capaz de alavancar solidamente o nosso desporto para níveis europeus medianos.
O poste de José Manuel Constantino que cito no poste anterior deixa medidas cautelares a quem de direito.
O bem mais importante é a capacidade de diálogo
José Constantino, aqui, no Colectividade Desportiva tem um bom poste sobre a orgânica do desporto e os capitais bnecessários para a decisão de curto prazo.
Concordo com a complexidade da decisão e com a sugestão de diminuir a dimensão das empresas públicas de desporto e de resolver o problema desportivo, e quem sabe do problema cultural, da Fundação INATEL.
Concordo com a não alteração do Modelo Europeu de Desporto mas devemos falar de uma questão de grau.
O Modelo Europeu de Desporto é rico em sub-modelos e o de Portugal é mais ineficiente do que os outros.
Seria uma perda muito grande se a presente legislatura perdesse a oportunidade de afinar decididamente o Modelo Europeu de Desporto que Portugal prossegue.
Portanto, faz sentido mexer no sub-modelo do desporto nacional.
Por fim, surgiu a hipótese do Desporto não ter uma Secretaria de Estado mas um Instituto do Desporto com funções alargadas.
Caso o novo Governo queira mais uma vez surpreender, esta solução parece ser intelectualmente estimulante e do ponto de vista desportivo uma oportunidade que por definição tem ingredientes para mexer com o 'business as usual'.
Concordo com a complexidade da decisão e com a sugestão de diminuir a dimensão das empresas públicas de desporto e de resolver o problema desportivo, e quem sabe do problema cultural, da Fundação INATEL.
Concordo com a não alteração do Modelo Europeu de Desporto mas devemos falar de uma questão de grau.
O Modelo Europeu de Desporto é rico em sub-modelos e o de Portugal é mais ineficiente do que os outros.
Seria uma perda muito grande se a presente legislatura perdesse a oportunidade de afinar decididamente o Modelo Europeu de Desporto que Portugal prossegue.
Portanto, faz sentido mexer no sub-modelo do desporto nacional.
Por fim, surgiu a hipótese do Desporto não ter uma Secretaria de Estado mas um Instituto do Desporto com funções alargadas.
Caso o novo Governo queira mais uma vez surpreender, esta solução parece ser intelectualmente estimulante e do ponto de vista desportivo uma oportunidade que por definição tem ingredientes para mexer com o 'business as usual'.
Por fim, o jornal Público pega em Vanessa Fernandes
A revista Pública vai publicar no domingo um trabalho sobre Vanessa Fernandes. Ver anúncio aqui.
Há a possibilidade de ter havido um conhecimento de um comportamento compulsivo que não foi tratado minimamente ou com negligência.
Já falei inúmeras vezes neste blogue de Vanessa Fernandes como exemplo extremo de alguma coisa que não está bem no alto rendimento nacional.
Para que o bem dos nossos atletas de alto rendimento seja protegido e o seu potencial plenamente alcançado e também, que a Vanessa Fernandes tenha um melhor futuro do que lhe aconteceu, esperemos que haja a coragem de explicar bem tudo o que se passou e as medidas necessárias para evitar a sua repetição e contágio.
Há a possibilidade de ter havido um conhecimento de um comportamento compulsivo que não foi tratado minimamente ou com negligência.
Já falei inúmeras vezes neste blogue de Vanessa Fernandes como exemplo extremo de alguma coisa que não está bem no alto rendimento nacional.
Para que o bem dos nossos atletas de alto rendimento seja protegido e o seu potencial plenamente alcançado e também, que a Vanessa Fernandes tenha um melhor futuro do que lhe aconteceu, esperemos que haja a coragem de explicar bem tudo o que se passou e as medidas necessárias para evitar a sua repetição e contágio.
A necessária permanência dos directores-gerais
Segundo António Barreto não é correcto substituir a legião de directores-gerais com a posse do novo governo. Ver aqui na TSF.
Plenamente de acordo, na observância de critérios transparentes e universais de avaliação do desempenho, assim como, do sancionamento no caso de ineficácias comprovadas, como parece ter sido o caso do copianço dos juízes.
O desafio maior é o da urgência de respostas competentes às medidas de austeridade e às reformas urgentes para impedir certa continuidade de degradação das condições de produção.
Sem dúvida que a complexidade da decisão é bem elevada pelas consequências de primeiros passos bem estruturados e sem mácula de medidas apressadas ou não.
Plenamente de acordo, na observância de critérios transparentes e universais de avaliação do desempenho, assim como, do sancionamento no caso de ineficácias comprovadas, como parece ter sido o caso do copianço dos juízes.
O desafio maior é o da urgência de respostas competentes às medidas de austeridade e às reformas urgentes para impedir certa continuidade de degradação das condições de produção.
Sem dúvida que a complexidade da decisão é bem elevada pelas consequências de primeiros passos bem estruturados e sem mácula de medidas apressadas ou não.
O secretário de estado de desporto espanhol Albert Soler diz coisas simples
Ver aqui.
'un balance de la actual legislatura del Consejo Superior de Deportes, basado en cinco objetivos: La extensión de la práctica deportiva en la sociedad, la consolidación de España como potencia polideportiva, el fortalecimiento del propio sistema, el deporte como medida preventiva en la sociedad y la proyección internacional del deporte nacional. En este sentido, señaló que “podemos sentirnos razonablemente satisfechos, puesto que ha sido fruto del esfuerzo de todos y todas, donde el acuerdo y el consenso han sido piezas fundamentales”.
Destacó, además, los 16 millones de personas que practican deporte en España, lo que supone el 45% de los ciudadanos entre los 15 y 65 años (un 20% más que en 1980), el puesto número 14 que ocupa España en el ránking mundial (según los resultados de nuestros deportistas en los Campeonatos Europeos y Mundiales), así como el desarrollo del Plan ADO (que en este período cuenta con 51,3 millones de euros de inversión) y el ADOP (con 17 millones).'
Quanto ao uso de estatísticas do desporto, no futuro será útil voltar a esta matéria para mostrar como se despe, um texto de outrém, de questões cruciais e técnicas para a racionalidade da decisão desportiva.
'un balance de la actual legislatura del Consejo Superior de Deportes, basado en cinco objetivos: La extensión de la práctica deportiva en la sociedad, la consolidación de España como potencia polideportiva, el fortalecimiento del propio sistema, el deporte como medida preventiva en la sociedad y la proyección internacional del deporte nacional. En este sentido, señaló que “podemos sentirnos razonablemente satisfechos, puesto que ha sido fruto del esfuerzo de todos y todas, donde el acuerdo y el consenso han sido piezas fundamentales”.
Destacó, además, los 16 millones de personas que practican deporte en España, lo que supone el 45% de los ciudadanos entre los 15 y 65 años (un 20% más que en 1980), el puesto número 14 que ocupa España en el ránking mundial (según los resultados de nuestros deportistas en los Campeonatos Europeos y Mundiales), así como el desarrollo del Plan ADO (que en este período cuenta con 51,3 millones de euros de inversión) y el ADOP (con 17 millones).'
- indica 5 objectivos da realização da legislatura espanhola
- o esforço de todos para os resultados alcançados
- estatísticas sociais e financeiras do produzido e do investido
Quanto ao uso de estatísticas do desporto, no futuro será útil voltar a esta matéria para mostrar como se despe, um texto de outrém, de questões cruciais e técnicas para a racionalidade da decisão desportiva.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Os dilemas velho bom aluno
Pedro Lains apresenta no Jornal de Negócios, aqui, como um Manifesto a alternativa que se coloca ao Governo entre 'Reformas e Ideologias'.
Põe a questão:
Ou Portugal adopta o modelo de Estado social de Bruxelas ou segue um modelo como o inglês que é um exemplo único na Europa desenvolvida.
O Desporto português tem vogado águas que, prosseguindo o modelo francês pelo seu intervencionismo, deixa contudo largas faixas do mercado livres para a captura de rendas excessivas sem a consolidação social que o modelo europeu continuamente advoga em todo o continente mais desenvolvido para o desporto e durante muitas décadas.
Os tempos que se avizinham serão do ponto de vista do debate do modelo de desenvolvimento nacional profícuos e podem abrir espaço a uma intervenção do PS numa próxima reencarnação como já aconteceu quando se fez a segunda Lei de Bases do Desporto a qual não teve a substância para suportar o embate da realidade desportiva e das fracturas que não assumiu nem procurou viabilizar.
Mas estou-me a adiantar ao que será ... e apesar das expectativas positivas, as coisas vão-se esclarecendo nem sempre com os melhores motivos e realizações
Põe a questão:
Ou Portugal adopta o modelo de Estado social de Bruxelas ou segue um modelo como o inglês que é um exemplo único na Europa desenvolvida.
O Desporto português tem vogado águas que, prosseguindo o modelo francês pelo seu intervencionismo, deixa contudo largas faixas do mercado livres para a captura de rendas excessivas sem a consolidação social que o modelo europeu continuamente advoga em todo o continente mais desenvolvido para o desporto e durante muitas décadas.
Os tempos que se avizinham serão do ponto de vista do debate do modelo de desenvolvimento nacional profícuos e podem abrir espaço a uma intervenção do PS numa próxima reencarnação como já aconteceu quando se fez a segunda Lei de Bases do Desporto a qual não teve a substância para suportar o embate da realidade desportiva e das fracturas que não assumiu nem procurou viabilizar.
Mas estou-me a adiantar ao que será ... e apesar das expectativas positivas, as coisas vão-se esclarecendo nem sempre com os melhores motivos e realizações
Para além da Cultura também a Defesa é um Ministério a comparar com o Desporto
Pedro Lains discute, aqui, a nova orgânica do Governo onde realça que a Defesa tem em Portugal uma dimensão superior à dimensão da Deefesa de outros países europeus.
Diz PL que a Defesa é de direita e a Cultura de esquerda e por isso a Defesa será sobrevalorizada no actual governo.
Será que o desporto é de extrema esquerda? Esta não parece ser a percepção do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista.
Diz PL que a Defesa é de direita e a Cultura de esquerda e por isso a Defesa será sobrevalorizada no actual governo.
Será que o desporto é de extrema esquerda? Esta não parece ser a percepção do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista.
Para registo, o desporto e a cultura nos governos
Laurentino Dias na sua despedida aos funcionários do IDP terá dito que o desporto é uma área onde se pode trabalhar sem pressões políticas durante toda a legislatura.
José Manuel Viegas, aqui no Público, diz:
José Manuel Viegas, aqui no Público, diz:
- 'a sensibilidade para as questões culturais do chefe do Executivo PSD/CDS-PP, Pedro Passos Coelho, “é toda, é bastante e é muita, porque se não fosse, não decidiria constituir uma secretaria de Estado da Cultura que estivesse na sua dependência”.' Pergunta-se: será que a sensibilidade de PPC ao Desporto é pequena?
'A opção de a enquadrar (a cultura) desta forma “significa que o primeiro-ministro está não só preocupado com as questões da Cultura, como acha que elas são transversais à sociedade portuguesa e portanto não podem ser, de alguma maneira, fixadas num gueto. E essa é a grande novidade deste Governo”, '. Pergunta-se mais uma vez: As questões do Desporto não o preocupam? não são transversais? o MAssuntos Parlamentares é um gueto?- “Acho que o facto é que, neste momento, precisamos de actuações rápidas, precisamos de tomar muitas decisões sobre a área da Cultura, que é bastante vasta, e, portanto, o facto de ela estar dependente directamente da atenção do primeiro-ministro significa que vai ter muito mais apoio e vai ser uma acção muito mais suportada do que antes”.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
52 crianças morrem ou são internadas por afogamento
A notícia foi retirada do Diário de Notícias, aqui, cuja oportunidade noticiosa se felicita.
Anualmente pelo menos 52 crianças morrem ou são internadas devido a afogamento, estimando-se que nos últimos nove anos mais de 180 crianças e adolescentes morreram por afogamento, segundo a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).
Segundo um relatório da APSI, entre 2002 e 2010 verificaram-se, pelo menos, 177 afogamentos com crianças e jovens com desfecho fatal em Portugal, podendo este número na realidade ultrapassar as 180 mortes. "Nos últimos cinco anos, a média estimada de mortes por ano por afogamento é de 17", diz o relatório, observando que o número de mortes tem-se mantido relativamente estável desde 1005, altura em que se verificou um decréscimo de casos fatais (de 27, em média, em 2002/2004 passou para 17 em 2005/2010).
Nos casos de morte por afogamento que ocorreram na época balnear nas zonas marítimas e fluviais sob jurisdição do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN), mais de metade aconteceram com jovens entre os 15 e os 18 anos (relativamente à população 0-18 anos), rapazes e em zonas não vigiadas. Segundo os dados, por cada criança que morre, uma a duas crianças são internadas. Entre 2002 e 2008 243 crianças e jovens foram internados na sequência de um afogamento. O estudo indica que o maior número de afogamentos atinge os rapazes (65 por cento dos internamentos e 70 por cento recortes de imprensa).
A faixa etária mais atingida são as crianças até os quatros anos, sendo que o grupo dos 15 aos 18 anos foi aquele onde se registou o menor número de afogamentos. O relatório revela que quase metade dos afogamentos (49 por cento) ocorreram nos planos de águas construídos (tanques, poços, piscinas), enquanto 44 por cento verificaram-se em planos de água naturais (praias, rios/ribeiras/lagoas). Em termos gerais, é nos rios/ribeiras/lagoias e tanques/poços que se regista maior número de afogametos (27% e 25%, respectivamente),logo seguida das piscinas (23 por cento). A praia é o local ode se verificam menos afogamentos (18 por cento).
Nas piscinas, os afogamentos acontecem mais com as crianças até aos quatro anos (57 por cento), assim como nos tanques e poços (61 por cento). Nos rios/ribeiras/lagoas acontecem mais com crianças dos 10 aos 14 anos (42 por cento) e nas praias com os jovens dos 15 aos 18 anos (25 por cento). O afogamento é responsável por meio milhão de mortos por ano, em todo o mundo, sendo a segunda causa de morte acidental nas crianças.
Anualmente pelo menos 52 crianças morrem ou são internadas devido a afogamento, estimando-se que nos últimos nove anos mais de 180 crianças e adolescentes morreram por afogamento, segundo a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).
Segundo um relatório da APSI, entre 2002 e 2010 verificaram-se, pelo menos, 177 afogamentos com crianças e jovens com desfecho fatal em Portugal, podendo este número na realidade ultrapassar as 180 mortes. "Nos últimos cinco anos, a média estimada de mortes por ano por afogamento é de 17", diz o relatório, observando que o número de mortes tem-se mantido relativamente estável desde 1005, altura em que se verificou um decréscimo de casos fatais (de 27, em média, em 2002/2004 passou para 17 em 2005/2010).
Nos casos de morte por afogamento que ocorreram na época balnear nas zonas marítimas e fluviais sob jurisdição do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN), mais de metade aconteceram com jovens entre os 15 e os 18 anos (relativamente à população 0-18 anos), rapazes e em zonas não vigiadas. Segundo os dados, por cada criança que morre, uma a duas crianças são internadas. Entre 2002 e 2008 243 crianças e jovens foram internados na sequência de um afogamento. O estudo indica que o maior número de afogamentos atinge os rapazes (65 por cento dos internamentos e 70 por cento recortes de imprensa).
A faixa etária mais atingida são as crianças até os quatros anos, sendo que o grupo dos 15 aos 18 anos foi aquele onde se registou o menor número de afogamentos. O relatório revela que quase metade dos afogamentos (49 por cento) ocorreram nos planos de águas construídos (tanques, poços, piscinas), enquanto 44 por cento verificaram-se em planos de água naturais (praias, rios/ribeiras/lagoas). Em termos gerais, é nos rios/ribeiras/lagoias e tanques/poços que se regista maior número de afogametos (27% e 25%, respectivamente),logo seguida das piscinas (23 por cento). A praia é o local ode se verificam menos afogamentos (18 por cento).
Nas piscinas, os afogamentos acontecem mais com as crianças até aos quatro anos (57 por cento), assim como nos tanques e poços (61 por cento). Nos rios/ribeiras/lagoas acontecem mais com crianças dos 10 aos 14 anos (42 por cento) e nas praias com os jovens dos 15 aos 18 anos (25 por cento). O afogamento é responsável por meio milhão de mortos por ano, em todo o mundo, sendo a segunda causa de morte acidental nas crianças.
Como se mata o Leiria dos ovos de ouro?
Primeiro faz-se um estádio grande demais
Segundo cria-se uma empresa municipal para extrair as rendas do Leiria através da cedência do estádio
Terceiro o Leiria é amarrado por contrato-programa aos custos de gestão do estádio e da empresa municipal desproporcionada
Quarto o Leiria é declarado morto por decisão judicial se não pagar as rendas imobiliárias definidas com a conivência de todos
Ver notícia aqui.
Moral da história: o desporto, e o futebol também, não se dão bem com a extração selvagem de rendas para financiar projectos megalómanos de políticos e agentes imobiliários sem princípios de comportamento e cultura desportiva europeia.
Segundo cria-se uma empresa municipal para extrair as rendas do Leiria através da cedência do estádio
Terceiro o Leiria é amarrado por contrato-programa aos custos de gestão do estádio e da empresa municipal desproporcionada
Quarto o Leiria é declarado morto por decisão judicial se não pagar as rendas imobiliárias definidas com a conivência de todos
Ver notícia aqui.
Moral da história: o desporto, e o futebol também, não se dão bem com a extração selvagem de rendas para financiar projectos megalómanos de políticos e agentes imobiliários sem princípios de comportamento e cultura desportiva europeia.
As consequências da legislatura anterior são imensas
Ontem Laurentino Dias terá dito na sua simpática despedida aos funcionários do Instituto do Desporto de Portugal que alguns erros tinham sido cometidos.
A questão é mais complexa do que a existência de meros erros.
Com Laurentino Dias dizia-se que os líderes desportivos estavam condicionados e face às suas medidas de política desportiva preferiam ter um perfil concordante com a tutela governamental.
A incapacidade de Joaquim Evangelista e Gilberto Madail em equacionarem medidas de política desportiva para tornarem eficiente a contratação dos jogadores nacionais de futebol no mercado de trabalho profissional sugere a existência de um condicionamento dos líderes desportivos atingindo um extremo de gravidade sem precedentes no desporto português.
Afinal o mercado do futebol profissional cuja cerimónia ambos apresentavam não é tutelarmente público mas é em todo o mundo e em particular um mercado privado onde se produz com risco e enriquece e se vai à falência trata-se de uma forma de falência o apelo que ambos fizeram à contratação de jogadores nascidos em Portugal.
Sendo JE um jurista esperar-se-ia um discurso mais sustentado tecnicamente para além do mero apelo à contratação que é pouco mais do que inócuo para um mercado que se rege por regras de deve e haver muito claras e determinantes.
Em termos gerais o que se observa é a incapacidade dos líderes desportivos em equacionar quer o produto desportivo numa perspectiva estruturada de desenvolvimento sustentado, quer o equacionar de princípios de actuação de toda a área das ciências sociais da sociologia, à gestão e ao marketing até à economia que sustente um mercado desportivo dinâmico no competitivo continente europeu.
Aos sucessos dos treinadores nacionais e estrangeiros com praticantes e equipas portugueses falta-lhes o conforto das condições e dos factores que os protejam do improviso, da escassez e da insegurança dos projectos bem alavancados segundo as éxigentes necessidades da produção desportiva moderna.
A dificuldade de equacionar em 22 de Junho de 2011 medidas urgentes de política para promoção do jogador português de futebol deve ser vista como uma limitação extrema de esclarecer o governo seguinte de problemas que subsistem no mercado do futebol e simultaneamente sustentarem as medidas de política que lhes parecem conformes ao interesse da modalidade, dos jogadores e das suas organizações.
Como tentativamente tenho chamado a atenção em inúmeros postes, afinal a dificuldade dos líderes desportivos estará menos no 'domínio' do Governo de José Sócrates e de Laurentino Dias mas na sua própria limitação para projectarem o seu futuro na difícil conjuntura de austeridade que ainda nem começou e de acordo com princípios científicos e técnicos em que se movem todos os seus concorrentes europeus.
A afirmação de Tomás Morais de que o Rugby não tem capacidade nem meios de aceitação de convites é uma auto-restrição que se adivinhava e que se junta à dificuldade de equacionar soluções distintas das prosseguidas no passado.
A presente legislatura tem um desafio igualmente imenso de descondicionar do Estado omnipresente o comportamento dos agentes privados, associativismo e empresas, dando-lhes a provar o virus da iniciativa privada e do risco para a realização de objectivos sociais amplos visando a média europeia e da sua própria sobrevivência desportiva e social.
A questão é mais complexa do que a existência de meros erros.
Com Laurentino Dias dizia-se que os líderes desportivos estavam condicionados e face às suas medidas de política desportiva preferiam ter um perfil concordante com a tutela governamental.
A incapacidade de Joaquim Evangelista e Gilberto Madail em equacionarem medidas de política desportiva para tornarem eficiente a contratação dos jogadores nacionais de futebol no mercado de trabalho profissional sugere a existência de um condicionamento dos líderes desportivos atingindo um extremo de gravidade sem precedentes no desporto português.
Afinal o mercado do futebol profissional cuja cerimónia ambos apresentavam não é tutelarmente público mas é em todo o mundo e em particular um mercado privado onde se produz com risco e enriquece e se vai à falência trata-se de uma forma de falência o apelo que ambos fizeram à contratação de jogadores nascidos em Portugal.
Sendo JE um jurista esperar-se-ia um discurso mais sustentado tecnicamente para além do mero apelo à contratação que é pouco mais do que inócuo para um mercado que se rege por regras de deve e haver muito claras e determinantes.
Em termos gerais o que se observa é a incapacidade dos líderes desportivos em equacionar quer o produto desportivo numa perspectiva estruturada de desenvolvimento sustentado, quer o equacionar de princípios de actuação de toda a área das ciências sociais da sociologia, à gestão e ao marketing até à economia que sustente um mercado desportivo dinâmico no competitivo continente europeu.
Aos sucessos dos treinadores nacionais e estrangeiros com praticantes e equipas portugueses falta-lhes o conforto das condições e dos factores que os protejam do improviso, da escassez e da insegurança dos projectos bem alavancados segundo as éxigentes necessidades da produção desportiva moderna.
A dificuldade de equacionar em 22 de Junho de 2011 medidas urgentes de política para promoção do jogador português de futebol deve ser vista como uma limitação extrema de esclarecer o governo seguinte de problemas que subsistem no mercado do futebol e simultaneamente sustentarem as medidas de política que lhes parecem conformes ao interesse da modalidade, dos jogadores e das suas organizações.
Como tentativamente tenho chamado a atenção em inúmeros postes, afinal a dificuldade dos líderes desportivos estará menos no 'domínio' do Governo de José Sócrates e de Laurentino Dias mas na sua própria limitação para projectarem o seu futuro na difícil conjuntura de austeridade que ainda nem começou e de acordo com princípios científicos e técnicos em que se movem todos os seus concorrentes europeus.
A afirmação de Tomás Morais de que o Rugby não tem capacidade nem meios de aceitação de convites é uma auto-restrição que se adivinhava e que se junta à dificuldade de equacionar soluções distintas das prosseguidas no passado.
A presente legislatura tem um desafio igualmente imenso de descondicionar do Estado omnipresente o comportamento dos agentes privados, associativismo e empresas, dando-lhes a provar o virus da iniciativa privada e do risco para a realização de objectivos sociais amplos visando a média europeia e da sua própria sobrevivência desportiva e social.
Gilberto Madail e Joaquim Evangelista apelam à contratação de jogadores portugueses
Este pedido é para a comunicação social sem efeitos práticos na situação real dos jogadores portugueses e com consequências negativas nas selecções nacionais de futebol que perderão fulgor.
O produto desportivo latino-americano tem vários factores a seu favor:
Com o maior respeito, não tem efeito nenhum no mercado de contratação de jogadores amadores e profissionais, porque os líderes dos clubes e os empresários regem-se pelo lucro gerado nas tansacções efectuadas
Qual o significado do pedido?
Os empresários que compram e vendem jogadores na América Latina e na Europa e toda a cadeia de intermediários que a legislação vigente em Portugal protege ou é omissa na protecção dos jogadores
O que é possível fazer na defesa dos jogadores de futebol nacionais e na potenciação das selecções de futebol?
Definir princípios fundamentais de política desportiva nacional e agir em conformidade
Quem está a ser prejudicado e deve sair beneficiado de uma regulamentação que maximize o mercado de trabalho do futebol nacional e o seu produto agregado?
Tem décadas e irá agravar-se
O produto desportivo latino-americano tem vários factores a seu favor:
- tem maior qualidade por unidade de produto contratado
- é mais barato
- tão barato, que distribui maiores mais-valias do que o produto nacional
- a legislação vigente em Portugal do desporto, da federação e da liga beneficia a contratação de estrangeiros e não protege a contratação de jogadores nacionais
- os princípios desportivos da União Europeia prejudicam os mercados de formação de jogadores nacionais dos países europeus
Com o maior respeito, não tem efeito nenhum no mercado de contratação de jogadores amadores e profissionais, porque os líderes dos clubes e os empresários regem-se pelo lucro gerado nas tansacções efectuadas
Qual o significado do pedido?
- o reconhecimento da existência de um problema grave cujos prejudicados são os jogadores nascidos em Portugal e os micro e pequenos clubes de base
- a afirmação, por omissão, de que nem a federação de futebol nem o sindicato irão fazer mais nada para defenderem os jogadores nacionais
Os empresários que compram e vendem jogadores na América Latina e na Europa e toda a cadeia de intermediários que a legislação vigente em Portugal protege ou é omissa na protecção dos jogadores
O que é possível fazer na defesa dos jogadores de futebol nacionais e na potenciação das selecções de futebol?
Definir princípios fundamentais de política desportiva nacional e agir em conformidade
Quem está a ser prejudicado e deve sair beneficiado de uma regulamentação que maximize o mercado de trabalho do futebol nacional e o seu produto agregado?
- A população, os jovens e os jogadores
- Os clubes de toda a cadeia de produção de futebol amador e profissional, com destaque para os que se encontram na base
- Note-se que mesmo os clubes da primeira liga abaixo dos 3/4/5 grandes são perdedores
- As selecções nacionais
Tem décadas e irá agravar-se
O rugby e o atletismo são próximos
São modalidades que ganharam o estatuto de produtoras de estrelas pelo nível de alto rendimento alcançado junto da população portuguesa.
Falharam ou parece-me que falharam a internalização do sucesso criado.
A internalização do sucesso a que me refiro é a produção de actividades para uma maior percentagem da população portuguesa.
Pode perguntar-se porque é que o atletismo e o rugby não passaram rapidamente para dezenas de milhares de praticantes federados gerados o sucesso da respectiva elite?
A inexistência de uma estrutura de produção de rugby e de atletismo saudável e competitiva é a razão pela qual o seu número de praticantes não cresce com taxas mais significativas.
O modelo de produção desportiva nacional orienta-se para o segmento de alto rendimento que é alimentado pelo carácter esporádico do surgimento de talentos jovens.
Fracassando a criação da respectiva massa crítica de base as federações vêem-se impedidas de diversificar o seu financiamento público e privado, dinamizar uma estrutura produtiva ampla e competitiva e de suscitar maiores audiências ao respectivo alto rendimento que produz em níveis inferiores do que se tivesse uma massa crítica de base bem estruturada.
Creio que nenhuma destas modalidades fez alguma vez um estudo económico e provavelmente terão sido desaconselhadas, pelos Governos e especialistas, a fazê-lo baseadas nos impactos virtuosos da boa legislação e do financiamento públicos.
Será interessante observar se o novo governo vai dar uma maior liberdade e responsabilização às federações, assim como, a protecção para projectos de maior risco que venham a assumir nessa conformidade como a quantificação e qualificação do produto da sua massa crítica.
Falharam ou parece-me que falharam a internalização do sucesso criado.
A internalização do sucesso a que me refiro é a produção de actividades para uma maior percentagem da população portuguesa.
Pode perguntar-se porque é que o atletismo e o rugby não passaram rapidamente para dezenas de milhares de praticantes federados gerados o sucesso da respectiva elite?
A inexistência de uma estrutura de produção de rugby e de atletismo saudável e competitiva é a razão pela qual o seu número de praticantes não cresce com taxas mais significativas.
O modelo de produção desportiva nacional orienta-se para o segmento de alto rendimento que é alimentado pelo carácter esporádico do surgimento de talentos jovens.
Fracassando a criação da respectiva massa crítica de base as federações vêem-se impedidas de diversificar o seu financiamento público e privado, dinamizar uma estrutura produtiva ampla e competitiva e de suscitar maiores audiências ao respectivo alto rendimento que produz em níveis inferiores do que se tivesse uma massa crítica de base bem estruturada.
Creio que nenhuma destas modalidades fez alguma vez um estudo económico e provavelmente terão sido desaconselhadas, pelos Governos e especialistas, a fazê-lo baseadas nos impactos virtuosos da boa legislação e do financiamento públicos.
Será interessante observar se o novo governo vai dar uma maior liberdade e responsabilização às federações, assim como, a protecção para projectos de maior risco que venham a assumir nessa conformidade como a quantificação e qualificação do produto da sua massa crítica.
A FP Rugby apresentou plano estratégico a 4 anos
A notícia do Record de hoje, pg. 30, acaba com a seguinte frase:
A modalidade recebeu '... recentemente, convites da Roménia e Inglaterra para jogos particulares. "Não temos agenda nem recursos".'
Primeiro, a federação fez um estudo estratégico do ponto de vista desportivo mas não o fez do ponto de vista social e económico.
Segundo, este é o tipo de cortes que as federações fazem quando os recursos se tornam escassos.
Os elos da cadeia tornam-se mais finos com a escassez de recursos e o desenvolvimento faz-se com maior lentidão.
Além disso a perda mais significativa é suportada pelos atletas que não se queixam nem ninguém detecta a perda porque não se estudam os impactos sociais.
Creio não haver dúvidas para a sociedade portuguesa que a Federação de Rugby tem um trabalho baseado em factores dinâmicos e princípios sérios visando o desenvolvimento sustentado.
Esta frase de Tomás Morais levanta as seguintes questões:
Só trabalhando tendo em vista o médio e o longo prazo será possível cativar as empresas para o projecto do Rugby nacional e encontrar uma rede de apoios que permita à federação e aos seus projectos não serem apanhados pelas legítimas alterações de estratégia de patrocínios tanto do Estado como das empresas
A federação de Rugby é certamente rica em associados e particularmente nas disciplinas técnicas capazes de realização de estudos sociais e económicos e deveria investir nestes instrumentos de apoio à sua decisão feitos pelos seus mais próximos investigadores e instituições.
Mesmo que o novo governo mantenha uma posição equivalente ao de outros governos de não investir em estudos sociais, a federação de Rugby deveria equacionar a solução que melhor defende para não prejudicar a evolução das suas selecções e aproveitar ao máximo a predisposição à competição com Portugal que a sua excelente performance suscita por esse mundo.
A modalidade recebeu '... recentemente, convites da Roménia e Inglaterra para jogos particulares. "Não temos agenda nem recursos".'
Primeiro, a federação fez um estudo estratégico do ponto de vista desportivo mas não o fez do ponto de vista social e económico.
Segundo, este é o tipo de cortes que as federações fazem quando os recursos se tornam escassos.
Os elos da cadeia tornam-se mais finos com a escassez de recursos e o desenvolvimento faz-se com maior lentidão.
Além disso a perda mais significativa é suportada pelos atletas que não se queixam nem ninguém detecta a perda porque não se estudam os impactos sociais.
Creio não haver dúvidas para a sociedade portuguesa que a Federação de Rugby tem um trabalho baseado em factores dinâmicos e princípios sérios visando o desenvolvimento sustentado.
Esta frase de Tomás Morais levanta as seguintes questões:
- qual é o objectivo agregado da federação de rugby
- no alto rendimento e nas suas disciplinas e escalões, consolidação de metas a que nível
- na prática desportiva de base, nos micro e pequenos clubes, nos jovens, quantas dezenas de milhares de praticantes, ou que taxa de crescimento anual
- que impactos sociais e económicos se esperam pela realização deste produto desportivo
- quem são os ganhadores dos impactos a quem a federação fará acordos nacionais e pontuais para suportar os objectivos definidos
Só trabalhando tendo em vista o médio e o longo prazo será possível cativar as empresas para o projecto do Rugby nacional e encontrar uma rede de apoios que permita à federação e aos seus projectos não serem apanhados pelas legítimas alterações de estratégia de patrocínios tanto do Estado como das empresas
A federação de Rugby é certamente rica em associados e particularmente nas disciplinas técnicas capazes de realização de estudos sociais e económicos e deveria investir nestes instrumentos de apoio à sua decisão feitos pelos seus mais próximos investigadores e instituições.
Mesmo que o novo governo mantenha uma posição equivalente ao de outros governos de não investir em estudos sociais, a federação de Rugby deveria equacionar a solução que melhor defende para não prejudicar a evolução das suas selecções e aproveitar ao máximo a predisposição à competição com Portugal que a sua excelente performance suscita por esse mundo.
O que é fundamental II
Conviria o desporto atentar nas questões seguintes, para desenvolver os pontos do poste 'o que é fundamental' e colocado anteriormente:
- o que quer fazer o desporto
- pressupõe-se que o desporto quer fazer alguma coisa
- se o desporto nada quiser fazer, tudo o que aqui se diz não interessa
- o que pretende o desporto ser no futuro
- dentro de 20 anos
- dentro de 10 anos
- dentro de 2 anos, depois das medidas de austeridade
- como chegar a um consenso
- deixar o governo decidir
- o COP actuar e falar em nome de todos
- o futebol aceita?
- o futebol e o atletismo alguma vez conversaram a dois sobre o que pretendem ou não existem pontos de contacto entre as duas maiores federações nacionais
O que é o fundamental
O desporto tem desafios relacionados com o que vai fazer como:
- o que é fundamental no produto desportivo
- o que está a ser feito
- o que deveria ser feito e não o está, quais as falhas na produção e no acesso ao produto
- quanto às leis
- que novos princípios para legislativos
- quais as falhas fundamentais na produção legislativa
- que alternativas legislativas para cada falha
- quanto aos dinheiros
- onde cortar no apoio público
- o que é supérfluo
- o que pode ser cortado até certo limite
- o que não pode ser cortado agora mas poderá sê-lo mais adiante
- o que não pode ser cortado
- o essencial
- o que deveria ter incentivos
- o que pode ter incentivos novos e abandonar ou diminuir mais adiante
- onde ir buscar novas formas de financiamento
- quanto ao produto público
- onde cortar no produto público
- o que é supérfluo
- o que pode ser cortado até certo limite
- o que não pode ser cortado agora mas poderá sê-lo mais adiante
- o que não pode ser cortado
- qual é o produto público essencial que sustenta o desenvolvimento sustentado
- o que promover de produção pública
- quem deve apresentar estas questões ao Estado
- COP e/ou CDP
- Futebol, quem federação, liga, sindicato
- Atletismo
- outras
- a quem apresentar os desafios do desporto
- governo, ministro, secretário de estado, idp
- assembleia da republica, presidenta, partidos
- grandes empresas nacionais, públicas e privadas
- igreja, onj's
- ...
terça-feira, 21 de junho de 2011
Assunção Esteves é uma surpresa boa e sólida
O discurso de posse de Assunção Esteves está aqui e vale a pena investir na sua audição.
A frescura e luminusidade do discurso é a justificação plena da sua escolha e da sua votação.
Quem escolherá Pedro Passos Coelho para Secretaria de Estado do Desporto?
Ou estará Miguel Relvas à altura do desafio do seu chefe, no caso do desporto ficar-lhe no ministério?
A frescura e luminusidade do discurso é a justificação plena da sua escolha e da sua votação.
Quem escolherá Pedro Passos Coelho para Secretaria de Estado do Desporto?
Ou estará Miguel Relvas à altura do desafio do seu chefe, no caso do desporto ficar-lhe no ministério?
Álvaro Santos Pereira está enganado
No blogue Colectividade Desportiva, aqui, um anónimo cita:
'Álvaro Santos Pereira - Ministro da Economia - in "Portugal na Hora da Verdade", pág. 323: 'E se fôssemos um pouco mais longe e, para além destes cortes, extinguíssemos organismos como o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres e o Instituto da Construção e do Imobiliário, cortássemos para metade as despesas do Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça e do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, e em 20% as do Instituto do Desporto(...)'.
Há três questões em relação à afirmação de Álvaro Santos Pereira nesta citação:
'Álvaro Santos Pereira - Ministro da Economia - in "Portugal na Hora da Verdade", pág. 323: 'E se fôssemos um pouco mais longe e, para além destes cortes, extinguíssemos organismos como o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres e o Instituto da Construção e do Imobiliário, cortássemos para metade as despesas do Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça e do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, e em 20% as do Instituto do Desporto(...)'.
Há três questões em relação à afirmação de Álvaro Santos Pereira nesta citação:
- Não tem razão em relação ao desporto porque o impacto seria mau e com impactos negativos de ainda maior expressão noutros ramos inclusive na economia. Acontece que ASP não fará a ideia do que é economicamente o desporto europeu e em particular o português. Em concreto do ponto de vista económico, e até prova em contrário, os seus conhecimentos relacionam-se com o modelo de desporto americano o que é limitativo da sua compreensão do modelo de desporto europeu.
- Estas afirmações deveriam ser confrontadas pelos líderes desportivos com provas das consequências da medida proposta. O desporto não tem os líderes e não tem as equipas de conhecimento para elaborarem os processos para informação ministerial do que fazer para que o país e os outros sectores beneficiem do desenvolvimento sustentado do desporto.
- A homogeneidade de princípios de actuação deste governo tem duas hipóteses contrárias:
- Constitui uma equipa conhecedora do desporto português e das alternativas de desenvolvimento e aplica as medidas de austeridades mediante filtros capazes de projectarem o desporto português corrigindo os fracassos actuais e promovendo o bem comum.
- Constitui uma equipa estritamente fiel aos princípios de austeridade e suporta a prazo um sucesso equivalente e mais do que proporcional ao dos últimos seis anos de governação José Sócrates.
- as ideias preconcebidas sobre o desporto são muitas e algumas são muito prejudiciais ao desporto
- o desporto não tem líderes à altura da crise, visão, estratégia, nem capital humano ao nível do exigido pelas crises
- o futuro está todo na actuação no governo PSD/CDS
O Porto começa os campeonatos com pontos negativos
Villas-Boas tomou as libras e largou a hipótese de ganhar a champions com o Porto.
Nem sequer quis testar um jogo com o Barcelona.
Deixa uma equipa nas mãos do santo do costume S. Pinto da Costa, carago!
O Porto apanhou um directo e foi ao tapete, o que também aconteceria se algum dos seus melhores jogadores Hulk ou Falcão tivessem saído.
Chamaram a Figo pesetero.
Se Villas Boas fizer opleno e ganhar a Champions ganha uma amizade para a vida na pessoa de José Mourinho.
A única hipótese de Pinto da Costa é cerrar fileiras e ganhar a Champions.
Nesta altura a Champions para Pinto da Costa é ficar à frente do Abramovitch na Champions de 2011-2112.
Ou seja o Porto passar mais uma eliminatória do que o Chelsea
Nem sequer quis testar um jogo com o Barcelona.
Deixa uma equipa nas mãos do santo do costume S. Pinto da Costa, carago!
O Porto apanhou um directo e foi ao tapete, o que também aconteceria se algum dos seus melhores jogadores Hulk ou Falcão tivessem saído.
Chamaram a Figo pesetero.
Se Villas Boas fizer opleno e ganhar a Champions ganha uma amizade para a vida na pessoa de José Mourinho.
A única hipótese de Pinto da Costa é cerrar fileiras e ganhar a Champions.
Nesta altura a Champions para Pinto da Costa é ficar à frente do Abramovitch na Champions de 2011-2112.
Ou seja o Porto passar mais uma eliminatória do que o Chelsea
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Canoagem, Remo, Voleibol, Atletismo
Vi várias notícias destas modalidades e a da canoagem surge como mais sustentada nas hipóteses de ter uma prestação digna de nota em Londres.
O remo terá ganho uma medalha.
O voleibol terá ganho e perdido na Argentina.
O atletismo terá baixado de divisão
O pré-Jogos Olímpicos sempre deixou os portugueses esperançados com dezenas de primeiros lugares e pódios
A subida tem sido a pulso e subimos um degrau começando a ganhar primeiro nas disciplinas não técnicas, depois subimos outro degrau e passámos às medalhas técnicas
Ultimamente surgiu a possibilidade de vencer e destruir o capital humano e o desportivo acumulado
Estamos a trilhar um caminho e a aprender que também se cometem erros no processo de desenvolvimento
Quem vê uma medalha não vê todas e notar as diferenças será a arte daqueles que conseguem vir a ter sucesso em ambientes competitivos como o desporto europeu
O remo terá ganho uma medalha.
O voleibol terá ganho e perdido na Argentina.
O atletismo terá baixado de divisão
O pré-Jogos Olímpicos sempre deixou os portugueses esperançados com dezenas de primeiros lugares e pódios
A subida tem sido a pulso e subimos um degrau começando a ganhar primeiro nas disciplinas não técnicas, depois subimos outro degrau e passámos às medalhas técnicas
Ultimamente surgiu a possibilidade de vencer e destruir o capital humano e o desportivo acumulado
Estamos a trilhar um caminho e a aprender que também se cometem erros no processo de desenvolvimento
Quem vê uma medalha não vê todas e notar as diferenças será a arte daqueles que conseguem vir a ter sucesso em ambientes competitivos como o desporto europeu
As palavras de Marcelo Rebelo de Sousa sobre Miguel Relvas
Ontem na TVI Marcelo Rebelo de Sousa criticou a opção de Miguel Relvas acumular o lugar de secretário-geral com o de ministro dos assuntos parlamentares
Há um desmentido da Lusa em vários jornais a dizer que Miguel Relvas tem de se demitir do cargo partidário por obrigação estatutária, assumindo o cargo de ministro por inteiro
Para o desporto mantém-se a sua importância pequena, parecendo ser ignorado na comunicação social. Agora os sinais de Rebelo de Sousa apontam para uma posição mais partidária do que a dimensão técnica elogiada na maior parte dos restantes membros do governo
Caso a opção partidária se mantenha essa será uma dimensão menor para as aspirações de uma modernização do desporto face ao impacto das medidas de austeridade para combate à crise
Recorde-se que nos governos do PS, o que foi determinante foi a opção partidária para o desporto e a opção técnica na cultura cujos resultados actuais demonstram um percurso de menor sucesso para o desporto. Recorde-se que, segundo a comunicação social, a cultura nos últimos meses chegou a receber um financiamento adicional de 5 milhões de euros, enquanto o desporto via cortado um montante próximo no apoio às federações
Aguardemos a clarificação do que pretende o governo para o desporto com a nomeação dos outros responsáveis e as palavras que tiverem a dizer sobre o seu futuro
Há um desmentido da Lusa em vários jornais a dizer que Miguel Relvas tem de se demitir do cargo partidário por obrigação estatutária, assumindo o cargo de ministro por inteiro
Para o desporto mantém-se a sua importância pequena, parecendo ser ignorado na comunicação social. Agora os sinais de Rebelo de Sousa apontam para uma posição mais partidária do que a dimensão técnica elogiada na maior parte dos restantes membros do governo
Caso a opção partidária se mantenha essa será uma dimensão menor para as aspirações de uma modernização do desporto face ao impacto das medidas de austeridade para combate à crise
Recorde-se que nos governos do PS, o que foi determinante foi a opção partidária para o desporto e a opção técnica na cultura cujos resultados actuais demonstram um percurso de menor sucesso para o desporto. Recorde-se que, segundo a comunicação social, a cultura nos últimos meses chegou a receber um financiamento adicional de 5 milhões de euros, enquanto o desporto via cortado um montante próximo no apoio às federações
Aguardemos a clarificação do que pretende o governo para o desporto com a nomeação dos outros responsáveis e as palavras que tiverem a dizer sobre o seu futuro
domingo, 19 de junho de 2011
Quato textos do Ministro das Finanças Vitor Gaspar
Obtido no Blasfémias, aqui.
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http://www3.eeg.uminho.pt/economia/nipe/euro10years/papers/Miguel_St%20Aubyn.pdf
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http://www.cnb.cz/miranda2/export/sites/www.cnb.cz/en/research/research_publications/cnb_wp/download/cnbwp_2008_14.pdf
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http://www.euro50.org/2010/brussels/Gaspar.pdf
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http://www.bportugal.pt/pt-PT/OBancoeoEurosistema/IntervencoesPublicas/Lists/FolderDeListaComLinks/Attachments/104/intervpub20100910.pdf
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http://www3.eeg.uminho.pt/economia/nipe/euro10years/papers/Miguel_St%20Aubyn.pdf
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http://www.cnb.cz/miranda2/export/sites/www.cnb.cz/en/research/research_publications/cnb_wp/download/cnbwp_2008_14.pdf
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http://www.euro50.org/2010/brussels/Gaspar.pdf
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http://www.bportugal.pt/pt-PT/OBancoeoEurosistema/IntervencoesPublicas/Lists/FolderDeListaComLinks/Attachments/104/intervpub20100910.pdf
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A política desportiva europeia não é um modelo de convergência para o bem-estar desportivo
O Modelo Europeu de Desporto não possui uma formalização económica.
Teoricamente em economia é possível justificá-lo da seguinte forma:
O que a Europa faz é actuar sobre os fracassos da produção desportiva nacional relacionados com a violência, doping, corrupção, com a formação de monopólios como os do jogo electrónico, com a protecção dos clubes de base, os voluntários, mas, por exemplo, não tem uma preocupação estrita com dificuldades indicadas pelos líderes desportivos como a protecção dos talentos desportivos nacionais.
Porém, o funcionamento do mercado profissional já exigiu à União Europeia uma actuação como quando os agentes do G18 no futebol e outros de outras modalidades pretenderam extorquir em absoluto as mais-valias das externalidades pela criação de ligas de clubes profissionais como centros de captura das rendas da produção em pirâmide do Modelo Europeu de Desporto.
O mais importante desta actuação continental é que ela pode ter consequências negativas como a divergência entre os países que seguem as características técnicas e económicas do mesmo modelo nacional e dos países que não conseguem acompanhá-lo como é o caso de Portugal.
Aliás Portugal é a excepção ao sucesso do modelo desportivo e económico nacional que se pratica na Europa segundo as 3 variantes do norte e centro, leste e sul.
O modelo de leste eventualmente convergirá para o modelo do sul ou para o do norte e centro.
Os dois sub-modelos fundamentais, do norte e centro e o do sul, distinguem-se pela produção recreativa que no norte e centro é fundamental para o sucesso do consumo da maior parte da população, enquanto ao sul o incentivo à recreação e à prática informal é menor.
A questão da convergência torna-se relevante quando o país entra em bancarrota.
Se num período de desenvolvimento, os fracassos do modelo desportivo nacional passam despercebidas, num período com uma crise generalizada devido à bancarrota os factores negativos tomarão uma dinâmica mais visível, particularmente de uma trajectória de divergência.
É por este motivo que as políticas seguidas no passado terão consequências económicas significativas que os líderes desportivos começarão a observar com a aplicação das medidas de austeridade do memorando assinado com o FMI, UE e BCE.
Teoricamente em economia é possível justificá-lo da seguinte forma:
- A produção nacional dos países que integram a União Europeia é eficiente e a regualação nacional também é capaz de resolver com eficiência os fracassos que possui.
- Todos os países geram um produto agregado a nível europeu que colocam a Europa como o continente com maior e melhor produto desportivo mundial.
- Desta forma nunca se colocou à União Europeia formalizar economicamente o seu Modelo Europeu porque não há fracassos na produção desportiva agregada que exijam uma intervenção continental.
O que a Europa faz é actuar sobre os fracassos da produção desportiva nacional relacionados com a violência, doping, corrupção, com a formação de monopólios como os do jogo electrónico, com a protecção dos clubes de base, os voluntários, mas, por exemplo, não tem uma preocupação estrita com dificuldades indicadas pelos líderes desportivos como a protecção dos talentos desportivos nacionais.
Porém, o funcionamento do mercado profissional já exigiu à União Europeia uma actuação como quando os agentes do G18 no futebol e outros de outras modalidades pretenderam extorquir em absoluto as mais-valias das externalidades pela criação de ligas de clubes profissionais como centros de captura das rendas da produção em pirâmide do Modelo Europeu de Desporto.
O mais importante desta actuação continental é que ela pode ter consequências negativas como a divergência entre os países que seguem as características técnicas e económicas do mesmo modelo nacional e dos países que não conseguem acompanhá-lo como é o caso de Portugal.
Aliás Portugal é a excepção ao sucesso do modelo desportivo e económico nacional que se pratica na Europa segundo as 3 variantes do norte e centro, leste e sul.
O modelo de leste eventualmente convergirá para o modelo do sul ou para o do norte e centro.
Os dois sub-modelos fundamentais, do norte e centro e o do sul, distinguem-se pela produção recreativa que no norte e centro é fundamental para o sucesso do consumo da maior parte da população, enquanto ao sul o incentivo à recreação e à prática informal é menor.
A questão da convergência torna-se relevante quando o país entra em bancarrota.
Se num período de desenvolvimento, os fracassos do modelo desportivo nacional passam despercebidas, num período com uma crise generalizada devido à bancarrota os factores negativos tomarão uma dinâmica mais visível, particularmente de uma trajectória de divergência.
É por este motivo que as políticas seguidas no passado terão consequências económicas significativas que os líderes desportivos começarão a observar com a aplicação das medidas de austeridade do memorando assinado com o FMI, UE e BCE.
Hulk não terá sido seleccionado para a selecção do Brasil
Não encontro onde está a notícia de ontem ou antes de ontem que dizia a não convocação de Hulk pela convocação de outro jogador mais jovem, à Messi, e de um grande clube, mas sem as provas dadas pelo jogador do Porto.
O mercado de formação de jogadores de futebol de alto nível parece ser inesgotável no Brasil e o trajecto dos clubes portugueses para a sua valorização tem dados mostras de estar a ser mais concorrido.
Também por estes dias noticiava-se que Mourinho, usava Ronaldo, o fenómeno, para seu olheiro no Brasil.
Tudo estará mais no equilíbrio da utilização de jogadores estrangeiros, que Platini questiona, e na capacidade da estrutural empresarial e clubistica ser eficiente na contratação dos melhores ao melhor preço para formar equipas para o topo da tabela classificiativa das provas europeias.
Os treinadores dos escalões juvenis portugueses já se queixaram na falência da formação nacional para certas posições.
Esta é das áreas que nenhum líder do futebol português tem uma palavra a dizer e que produza nas suas estruturas um documento, propostas, análises, soluções para o futebol português.
Há três níveis distintos de intervenção:
O mercado de formação de jogadores de futebol de alto nível parece ser inesgotável no Brasil e o trajecto dos clubes portugueses para a sua valorização tem dados mostras de estar a ser mais concorrido.
Também por estes dias noticiava-se que Mourinho, usava Ronaldo, o fenómeno, para seu olheiro no Brasil.
Tudo estará mais no equilíbrio da utilização de jogadores estrangeiros, que Platini questiona, e na capacidade da estrutural empresarial e clubistica ser eficiente na contratação dos melhores ao melhor preço para formar equipas para o topo da tabela classificiativa das provas europeias.
Os treinadores dos escalões juvenis portugueses já se queixaram na falência da formação nacional para certas posições.
Esta é das áreas que nenhum líder do futebol português tem uma palavra a dizer e que produza nas suas estruturas um documento, propostas, análises, soluções para o futebol português.
Há três níveis distintos de intervenção:
- A Liga de clubes e o Sindicato. Podendo juntar-se os empresários de jogadores que terão uma posição liberal em relação aos estrangeiros mas que têm uma galinha de ovos de ouro nas suas mãos e a estão a estrangular.
- A federação que vê, sabe e olha e nada faz.
- O Estado que deveria fomentar o conhecimento do fracasso do mercado, promover o debate e propor soluções, incluindo em paralelo com soluções europeias e mundiais.
Natalie du Toit, um exemplo olímpico
Com a devida vénia ao Público está aqui a
Entrevista Natalie du Toit: "A tragédia não é falhar os nossos objectivos mas sim não ter objectivos"18.06.2011 - 15:53 Hugo Daniel SousaAFP
Natalie du Toit nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008
Natalie du Toit, de 27 anos, é uma das nadadoras mais conhecidas do mundo, porque se transformou num dos exemplos mais inspiradores da história do desporto. Apesar de ter ficado sem a perna esquerda abaixo do joelho, após um acidente de viação em 2001, continuou a perseguir o sonho de participar nos Jogos Olímpicos e conseguiu qualificar-se para Pequim 2008.
Agora tenta novo apuramento, desta vez para os Jogos Olímpicos de Londres, após os quais dará por terminada a sua carreira. A sul-africana está em Setúbal, para participar na terceira etapa da Taça do Mundo de natação em águas livres, e falou ao PÚBLICO sobre a experiência de competir com os melhores do mundo sem ter as mesmas "armas" que os adversários. Du Toit quer ser lembrada como "alguém trabalhador e perseverante" e diz que o seu caso mostra que as pessoas podem atingir os objectivos se lutarem muito por eles. E tem como mote nas suas palestras a ideia de que a grande tragédia não é falhar os objectivos, mas sim não ter objectivos a atingir.
O mote do seu site oficial é "Sê tudo o que queres ser". A minha pergunta é: o que é a Natalie du Toit deseja ser?
(risos) Esse mote quer dizer que as pessoas podem alcançar os seus objectivos. Estar nos Jogos Olímpicos era o meu maior sonho e já o consegui. E se eu consegui, as outras pessoas também o podem fazer.
Disse há três anos que qualificar-se para os Jogos Olímpicos de Pequim foi como escalar o Evereste. É possível repetir essa façanha em Londres 2012?
A minha federação ainda não escolheu a equipa que vai estar nos Mundiais deste ano [em que se jogam as primeiras vagas para os Jogos de Londres], mas obviamente que é algo que gostava de atingir. Já estou qualificada para os Paralímpicos e vou estar em Londres, mas claro que também quero estar nos Olímpicos.
Em relação há quatro anos, sente-se em melhor ou pior forma?
Tem sido um percurso difícil. Tenho treinado muito nos últimos meses e espero competir a um bom nível.
Pensa vir no próximo ano a Setúbal, onde são atribuídas as últimas vagas para os Jogos Olímpicos?
Ainda não conheço o local de competição, mas a hospitalidade nestes dias tem sido óptima. É bom estar aqui com um ano de antecedência, porque dá para conhecer o local de competição.
A sua ideia é tentar qualificar-se apenas nas águas abertas ou também em provas na piscina?
Só nos Paralímpicos é que vou estar nas provas na piscina.
Já anunciou que vai terminar a carreira após Londres 2012. Porquê?
É altura de parar, de deixar de lutar e de seguir com a minha vida.
Já é conhecida no mundo inteiro. Sente-se como um exemplo para os outros?
Sou um dos casos que mostram às pessoas que podem cumprir os seus desejos, se quiserem muito. Demorei 18 anos a atingir o sonho de estar nos Jogos Olímpicos e para muitas pessoas isso não acontece. Mas é preciso trabalhar muito e ter uma equipa à volta. Tenho um grupo de pessoas que trabalham comigo, que sempre acreditaram e que me ajudaram muito.
Quando não está a treinar ou a competir, o que faz?
Não me resta muito tempo, porque treino seis a sete horas por dia. Às vezes, vejo um pouco de televisão, leio, mas não tenho muito tempo para sair e ir a festas.
Mas sei que às vezes dá palestras a estudantes. Qual é a mensagem que lhes passa?
A mensagem é que a tragédia na vida não é falhar os nossos objectivos, mas sim não ter objectivos para atingir. Passo a ideia de que tudo é possível se acreditarmos. Nunca saberei como teria sido a minha vida se não tivesse tido o acidente, mas segui em frente.
Mas já não vê esse acidente como uma tragédia?
Bem, é verdade que aconteceram coisas boas depois disso, mas claro que sinto a falta da perna. Foi perder uma parte de mim, mas tenho de seguir em frente.
Ainda pensa muito em como teria sido a sua carreira se aquele acidente não tivesse acontecido?
É impossível esquecer completamente, porque todos os dias sou lembrada disso, porque tenho uma prótese [que tira para nadar]. Mas claro que penso que tenho de ultrapassar isto. Nem sempre é fácil, mas há muita gente que acredita em mim.
Hoje compete com os melhores nadadores do mundo. Isso obriga-a a treinar muito mais do que os outros?
Sim, claro. Tenho de treinar mais do que os outros, porque o meu corpo não é igual. Tenho de treinar aspectos que os outros não precisam.
Já lhe fizeram centenas de perguntas sobre a sua vida e a sua carreira. Há alguma pergunta que nunca lhe fizeram e a que gostasse de responder?
(risos) Bem, há muita gente que pensa que eu sou a pessoa mais optimista do mundo, mas na verdade devo ser das mais pessimistas. As pessoas à minha volta é que são muito optimistas e isso fez uma grande diferença. Outras pessoas pensam que foi fácil, mas foi muito difícil para mim e para as pessoas que me rodeiam.
Como gostaria de ser recordada no mundo do desporto?
Como alguém trabalhador e perseverante
Entrevista Natalie du Toit: "A tragédia não é falhar os nossos objectivos mas sim não ter objectivos"18.06.2011 - 15:53 Hugo Daniel SousaAFP
Natalie du Toit nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008
Natalie du Toit, de 27 anos, é uma das nadadoras mais conhecidas do mundo, porque se transformou num dos exemplos mais inspiradores da história do desporto. Apesar de ter ficado sem a perna esquerda abaixo do joelho, após um acidente de viação em 2001, continuou a perseguir o sonho de participar nos Jogos Olímpicos e conseguiu qualificar-se para Pequim 2008.
Agora tenta novo apuramento, desta vez para os Jogos Olímpicos de Londres, após os quais dará por terminada a sua carreira. A sul-africana está em Setúbal, para participar na terceira etapa da Taça do Mundo de natação em águas livres, e falou ao PÚBLICO sobre a experiência de competir com os melhores do mundo sem ter as mesmas "armas" que os adversários. Du Toit quer ser lembrada como "alguém trabalhador e perseverante" e diz que o seu caso mostra que as pessoas podem atingir os objectivos se lutarem muito por eles. E tem como mote nas suas palestras a ideia de que a grande tragédia não é falhar os objectivos, mas sim não ter objectivos a atingir.
O mote do seu site oficial é "Sê tudo o que queres ser". A minha pergunta é: o que é a Natalie du Toit deseja ser?
(risos) Esse mote quer dizer que as pessoas podem alcançar os seus objectivos. Estar nos Jogos Olímpicos era o meu maior sonho e já o consegui. E se eu consegui, as outras pessoas também o podem fazer.
Disse há três anos que qualificar-se para os Jogos Olímpicos de Pequim foi como escalar o Evereste. É possível repetir essa façanha em Londres 2012?
A minha federação ainda não escolheu a equipa que vai estar nos Mundiais deste ano [em que se jogam as primeiras vagas para os Jogos de Londres], mas obviamente que é algo que gostava de atingir. Já estou qualificada para os Paralímpicos e vou estar em Londres, mas claro que também quero estar nos Olímpicos.
Em relação há quatro anos, sente-se em melhor ou pior forma?
Tem sido um percurso difícil. Tenho treinado muito nos últimos meses e espero competir a um bom nível.
Pensa vir no próximo ano a Setúbal, onde são atribuídas as últimas vagas para os Jogos Olímpicos?
Ainda não conheço o local de competição, mas a hospitalidade nestes dias tem sido óptima. É bom estar aqui com um ano de antecedência, porque dá para conhecer o local de competição.
A sua ideia é tentar qualificar-se apenas nas águas abertas ou também em provas na piscina?
Só nos Paralímpicos é que vou estar nas provas na piscina.
Já anunciou que vai terminar a carreira após Londres 2012. Porquê?
É altura de parar, de deixar de lutar e de seguir com a minha vida.
Já é conhecida no mundo inteiro. Sente-se como um exemplo para os outros?
Sou um dos casos que mostram às pessoas que podem cumprir os seus desejos, se quiserem muito. Demorei 18 anos a atingir o sonho de estar nos Jogos Olímpicos e para muitas pessoas isso não acontece. Mas é preciso trabalhar muito e ter uma equipa à volta. Tenho um grupo de pessoas que trabalham comigo, que sempre acreditaram e que me ajudaram muito.
Quando não está a treinar ou a competir, o que faz?
Não me resta muito tempo, porque treino seis a sete horas por dia. Às vezes, vejo um pouco de televisão, leio, mas não tenho muito tempo para sair e ir a festas.
Mas sei que às vezes dá palestras a estudantes. Qual é a mensagem que lhes passa?
A mensagem é que a tragédia na vida não é falhar os nossos objectivos, mas sim não ter objectivos para atingir. Passo a ideia de que tudo é possível se acreditarmos. Nunca saberei como teria sido a minha vida se não tivesse tido o acidente, mas segui em frente.
Mas já não vê esse acidente como uma tragédia?
Bem, é verdade que aconteceram coisas boas depois disso, mas claro que sinto a falta da perna. Foi perder uma parte de mim, mas tenho de seguir em frente.
Ainda pensa muito em como teria sido a sua carreira se aquele acidente não tivesse acontecido?
É impossível esquecer completamente, porque todos os dias sou lembrada disso, porque tenho uma prótese [que tira para nadar]. Mas claro que penso que tenho de ultrapassar isto. Nem sempre é fácil, mas há muita gente que acredita em mim.
Hoje compete com os melhores nadadores do mundo. Isso obriga-a a treinar muito mais do que os outros?
Sim, claro. Tenho de treinar mais do que os outros, porque o meu corpo não é igual. Tenho de treinar aspectos que os outros não precisam.
Já lhe fizeram centenas de perguntas sobre a sua vida e a sua carreira. Há alguma pergunta que nunca lhe fizeram e a que gostasse de responder?
(risos) Bem, há muita gente que pensa que eu sou a pessoa mais optimista do mundo, mas na verdade devo ser das mais pessimistas. As pessoas à minha volta é que são muito optimistas e isso fez uma grande diferença. Outras pessoas pensam que foi fácil, mas foi muito difícil para mim e para as pessoas que me rodeiam.
Como gostaria de ser recordada no mundo do desporto?
Como alguém trabalhador e perseverante
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