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domingo, 26 de junho de 2011

Em Beja a piscina não abriu durante as aulas

Ver o Público, de hoje pg 39, a Câmara demorou anos a fazer as obras e depois optou não abrir enquanto decorresse o ano lectivo sabendo que os professores programam as suas actividades para os infantários e as escolas do 1.º ciclo.

O PCP e o PS parece serem os obreiros deste mau pedaço de realidade desportiva nacional ou por causa de obras infindáveis ou incompletas ou pela inxistência de responder prontamente às necessidades de aprendizagem e uzufruto dos banhos na piscina autárquica.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pai morre afogado ao tentar salvar filho

Segundo o Expresso, ver aqui:
Um homem de 50 anos morreu afogado hoje, na praia dos Dois Irmãos, em Arcozelo (Vila Nova de Gaia), depois de ter tentado resgatar o filho de 12 anos do mar, disse à Lusa fonte dos Bombeiros da Aguda.

De acordo com fonte dos Bombeiros Voluntários da Aguda, o homem com 50 anos afogou-se ao final da manhã, quando tentava retirar o filho que "estava aflito" no mar. O filho acabou por sair da água sem problemas.
O pai foi retirado do mar por uma embarcação dos Bombeiros Voluntários da Aguda, em paragem cardíaca, tendo sido assistido no local e depois transportado para o Hospital Santos Silva, em Gaia, onde foi declarado o óbito.
Segundo a mesma fonte, o mar não estava especialmente agitado, mas "o Caneiro dos Dois Irmãos é um sítio perigoso", onde já se registaram mais mortes por afogamento.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pescador desportivo morre em naufrágio perto de Moledo

No Diario de Noticias de hoje, aqui:
"Um homem com 50 anos morreu ao início da tarde de hoje no mar, em Moledo, Caminha, confirmou o capitão de porto daquela zona.
O alerta para as autoridades locais foi dado cerca das 12.30 por tripulantes de um outro barco do género que se encontrava perto do local e que "se terá apercebido do ocorrido", apontou ainda.
Os meios marítimos foram de "imediato accionados", mas quando chegaram ao local "o homem já estava cadáver", avançou ainda o capitão de porto.
Mamede Alves desconhece as causas do acidente, mas apontou as possibilidades de "doença súbita ou uma vaga de mar mais forte". "

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Mais uma jovem morre afogada

No DN, aqui,
Alter do Chão

Jovem de 17 anos morre afogada na albufeira da barragem

por LusaUma jovem de 17 anos morreu hoje afogada na albufeira da Barragem da Cunheira, concelho de Alter do Chão, distrito de Portalegre.
Segundo fonte da GNR, a jovem estava com uma amiga, junto à albufeira, "escorregou e caiu para dentro de água", tendo morrido afogada.
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre disse à Lusa que o alerta foi dado às 14:44, e que o corpo da jovem foi encontrado às 16:12, durante as buscas efectuadas por dois mergulhadores dos Bombeiros Voluntários de Alter do Chão.
Segundo o CDOS, o corpo da jovem foi transportado para a casa mortuária do Hospital de Abrantes.
Estiveram envolvidos na operação seis bombeiros da corporação de Alter do Chão, apoiados por quatro viaturas, e a GNR.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Barcelos Rapaz de 16 anos morre afogado no Rio Cávado

Começou a mortandade de cidadãos portugueses nas águas, ver aqui a notícia.
Trarei ao blogue todos os casos relatados na comunicação social e eu tenha conhecimento.
 
O deixa andar durante décadas dos órgãos e instituições do Estado, nomeadamente da Educação, da Saúde, da Juventude e do Desporto, é uma falta de dignidade de um povo que não se dá ao respeito por si mesmo e de cuidado básico pelos seus.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Há uma emergência nacional: Vamos salvar jovens de se afogarem e matarem no mar?

A Marinha salvou 9 pessoas nas últimas 24 horas.

Isto será um pico como foi o das balizas que aleijaram jovens gravemente quando estas lhes caíam em cima? Foram definidas regras que obrigavam a que os donos das instalações desportivas prendessem as balizas ao chão e isso tem funcionado.

Quanto ao mar a questão é diferente mais complexa e dinâmica sendo impossível prender o mar como foi feito com as balizas, o que impede regras que possam funcionar de uma vez por todas.

À partida há uma lacuna na formação dos jovens e da população para o respeito pela água em todos os seus estados na natureza e também há uma lacuna para os ensinar a desportivamente tirarem o maior benefício.

A natação é uma modalidade desportiva que em múltiplos factores está abaixo do seu potencial. Primeiro porque a federação deveria procurar que 100% da população soubesse nadar e segundo que conseguisse ganhar medalhas olímpicas.

Contudo o relacionamento dos portugueses com o mar passa por mais modalidades como o remo, canoagem, surf, windsurf, actividades subaquáticas, triatlo.

Falta igualmente o envolvimento das empresas vendedoras de material desportiva, das piscinas a equipamentos pessoais e principalmente o Estado através da Educação.

O mar e o desporto são dois activos económicos de largo espectro e têm sido tratados como desperdícios.

Segundo o relatório da APSI: "Entre 1999 e 2004, morreram em Portugal por ano, em média, 28 crianças até aos 18 anos por afogamento (INE)".

Acrescenta que:

"Estes estudos da APSI têm permitido identificar diferentes factores de risco associados ao afogamento em Portugal e à relação entre eles:
O sexo - a maioria dos afogamentos ocorre com crianças do sexo masculino.
A idade - o afogamento em crianças mais novas ocorre sobretudo em ambientes construídos(piscinas, tanques, etc.), enquanto que o afogamento de adolescentes ocorre em meios aquáticos naturais (rios, lagoas, etc.).
A zona geográfica - enquanto que nos hospitais do Porto e em Coimbra foram registados mais afogamentos em poços, fossas e tanques, no de Faro, a grande maioria, ocorreu em piscinas.
A sazonalidade - a maioria dos afogamentos ocorre entre Maio e Setembro.
O tipo de meio aquático - o meio onde ocorrem menos afogamentos é a praia."

Os estudos da APSI preocupam-se apenas com os jovens e estimam o número de anos de vida perdida:

"O afogamento é considerado um problema grave de saúde pública que afecta sobretudo as crianças e os jovens, mas também as suas famílias, com impacto social e económico para o País. Em Portugal, as mortes de crianças representavam, em 2003, mais de 20.000 anos de vida potencial perdida, sendo que 18.000 resultavam de traumatismos não intencionais, entre eles o afogamento (ECSA, 2009)."

O desporto deveria ser o primeiro a lutar contra esta tragédia mas o desporto cala-se porque não parece bem, falar destas coisas. Estas coisas são as vidas perdidas ao longo das décadas e que bastaria a formação adequada na escola e nas actividades desportivas, para que este número estimado pela APSI caíssem.

Esta situação é muito grave e o inverno mal está a acabar. Agora aproxima-se um novo e longo verão.

Há uma emergência nacional pela população portuguesa para com meios simples salvar vidas de jovens e de cidadãos.

Quem dá uma mão e o primeiro passo?