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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Balanço da Marinha Portuguesa Sete pessoas perderam a vida nas praias em Junho e Julho

Segundo o público, aqui.

O ano passado houve 9 mortes este ano 7 no mesmo período.

Assiste-se a uma maioria de mortes de estrangeiros e idosos.

«A Marinha Portuguesa destaca que nos últimos dois meses "foram realizadas 213 operações de salvamento nas praias vigiadas por nadadores salvadores nas concessões".»

sexta-feira, 15 de julho de 2011

As sequelas do convívio imprudente do Mar pelo Desporto

O semanário Sol tem uma página com dois artigos sobre os mergulhos trágicos que terão tornado paralisados 20 jovens e outro artigo sobre as actividades radicais a que associam o acidente de mãe e filha em Espanha.

Os jornais não falam destes acidentes e as mortes têm sido menos frequentes nas páginas dos jornais e da restante comunicação social.

Os jovens entre os 10 e os 20 anos são os mais despreocupados e atingidos pela actividade de mar irresponsável.

os nadadores salvadores alertam que as juntas de freguesia e câmaras colocam autocarros de crianças nas praias sem monitores suficientes.

Nas actividade radicais a notícia refere 28 acidentes no surf, 15 no windsurf, 11 no bodyboard e 9 no kitesurf.

O programa do Governo parece ignorar esta situação da relação do desporto com o mar e quer pelo seu potencial quer por estes acidentes graves e muito graves justificam uma atenção do Governo para além do que possa ter sido feito no passado.

A relação do desporto com o mar é uma parte da solução do desenvolvimento e do combate à austeridade e não deve ser como uma parte do problema.

Posso estar enganado mas não sei de medidas que tenham sido accionadas nos últimos anos neste domínio.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

52 crianças morrem ou são internadas por afogamento

A notícia foi retirada do Diário de Notícias, aqui, cuja oportunidade noticiosa se felicita.
Anualmente pelo menos 52 crianças morrem ou são internadas devido a afogamento, estimando-se que nos últimos nove anos mais de 180 crianças e adolescentes morreram por afogamento, segundo a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).

Segundo um relatório da APSI, entre 2002 e 2010 verificaram-se, pelo menos, 177 afogamentos com crianças e jovens com desfecho fatal em Portugal, podendo este número na realidade ultrapassar as 180 mortes. "Nos últimos cinco anos, a média estimada de mortes por ano por afogamento é de 17", diz o relatório, observando que o número de mortes tem-se mantido relativamente estável desde 1005, altura em que se verificou um decréscimo de casos fatais (de 27, em média, em 2002/2004 passou para 17 em 2005/2010).

Nos casos de morte por afogamento que ocorreram na época balnear nas zonas marítimas e fluviais sob jurisdição do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN), mais de metade aconteceram com jovens entre os 15 e os 18 anos (relativamente à população 0-18 anos), rapazes e em zonas não vigiadas. Segundo os dados, por cada criança que morre, uma a duas crianças são internadas. Entre 2002 e 2008 243 crianças e jovens foram internados na sequência de um afogamento. O estudo indica que o maior número de afogamentos atinge os rapazes (65 por cento dos internamentos e 70 por cento recortes de imprensa).

A faixa etária mais atingida são as crianças até os quatros anos, sendo que o grupo dos 15 aos 18 anos foi aquele onde se registou o menor número de afogamentos. O relatório revela que quase metade dos afogamentos (49 por cento) ocorreram nos planos de águas construídos (tanques, poços, piscinas), enquanto 44 por cento verificaram-se em planos de água naturais (praias, rios/ribeiras/lagoas). Em termos gerais, é nos rios/ribeiras/lagoias e tanques/poços que se regista maior número de afogametos (27% e 25%, respectivamente),logo seguida das piscinas (23 por cento). A praia é o local ode se verificam menos afogamentos (18 por cento).

Nas piscinas, os afogamentos acontecem mais com as crianças até aos quatro anos (57 por cento), assim como nos tanques e poços (61 por cento). Nos rios/ribeiras/lagoas acontecem mais com crianças dos 10 aos 14 anos (42 por cento) e nas praias com os jovens dos 15 aos 18 anos (25 por cento). O afogamento é responsável por meio milhão de mortos por ano, em todo o mundo, sendo a segunda causa de morte acidental nas crianças.

domingo, 12 de junho de 2011

Areia branca Buscas de homem desaparecido continuam até às 21.00

Por LusaOntem, aqui.
As buscas para encontrar o homem de 26 anos que desapareceu na sexta-feira na praia da Areia Branca, Lourinhã, vão continuar até às 21.00, disse fonte da Polícia Marítima de Peniche.
"Neste momento não existem novidades e as buscam continuam. Vamos continuar as buscas até às 21.00, tal como na sexta-feira, e se não houver novidades as buscas serão retomadas pela manhã de domingo", disse a mesma fonte policial. "Estamos no local com duas embarcações a efectuar as buscas", acrescentou.
O homem desapareceu na sexta-feira quando tomava banho no mar na praia da Areia Branca, que ainda está sem vigilância balnear, que só começa a partir de 15 de Junho, tendo o alerta do desaparecimento sido dado às 18.30.
Na área de jurisdição da capitania de Peniche, entre Caldas da Rainha e Torres Vedras, este é o primeiro caso de desaparecimento, segundo as autoridades marítimas.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pescador desportivo morre em naufrágio perto de Moledo

No Diario de Noticias de hoje, aqui:
"Um homem com 50 anos morreu ao início da tarde de hoje no mar, em Moledo, Caminha, confirmou o capitão de porto daquela zona.
O alerta para as autoridades locais foi dado cerca das 12.30 por tripulantes de um outro barco do género que se encontrava perto do local e que "se terá apercebido do ocorrido", apontou ainda.
Os meios marítimos foram de "imediato accionados", mas quando chegaram ao local "o homem já estava cadáver", avançou ainda o capitão de porto.
Mamede Alves desconhece as causas do acidente, mas apontou as possibilidades de "doença súbita ou uma vaga de mar mais forte". "

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Quanto vale uma vida humana?

As vidas que se perdem em acidentes desportivos ou ficam truncadas por incapacidades para a vida têm um valor que pode ser medido monetariamente.

Se o valor da vida é incalculável, a sua quantificação ajuda a medir o custo dos acidentes e a estabelecer um limite ao custo das actividades que previnam a ocorrência dos problemas e dos acidentes e salvem as vidas. É difícil exigir à sociedade que tome medidas de custo incalculável para evitar a perda de vidas humanas. O estudo do valor da vida humana é um instrumento para balizar os limites das intervenções e das indemnizações por exemplo para cada tipo de acidente que resulte na perda de vidas humanas ou de limitações do usufruto da vida.


Aqui, é possível encontrar um paper que dá um valor para os acidentes de autóveis nos Estados Unidos denominado "Using Mandated Speed Limits to Measure the Value of a Statistical Life", de Orley Ashenfelter, de Princeton University e de Michael Greenstone, da University of Chicago.

O artigo refere que em 1987 o governo dos Estados Unidos aumentou o limite de velocidade de 55 milhas por hora para 65 mph. O estudo compara as horas salvas e as mortes acontecidas. Assim, o aumento de 2mph no limite de velocidade é equivalente a 3,5% e aumenta o nível de fatalidades em 35%. Dos dados obtidos pouparam-se 125.000 por vida perdida. Avaliando as horas por uma taxa salarial horária média o estudo indica que os Estados americano estão dispostos a aceitar uma perda de 1,54 milhões de dólares de (valores de 1997). O modelo criado permite estabelecer que o valor estatístico da vida é inferior a 1,54 milhões de dólares.


A matéria científica do Valor da Vida é importante para as seguradoras e outras organizações cuja actividade se relaciona com projectos que estabelecem melhorias para os cidadãos e os consumidores.

Esta análise deveria / poderia ser realizada em Portugal para compreender a relevância do mar para os portugueses e a dimensão de um programa de largo espectro como é sugerido no poste anterior.

O número de mortes no mar e nas águas em Portugal é superior a 10 mortes por época balnear. Tomando o valor de 1,54 milhões de euros por morte obtém-se um valor de 15,4 milhões de euros para essas mesmas mortes e este valor dá a ideia da ordem de grandeza das medidas nacionais que tivessem um impacto efectivo a 100% na promoção da segurança do usufruto do mar e das águas pela população portuguesa.

Quanto vale uma vida afogada no mar, na albufeira, no rio ou na piscina nova lá de casa

Como em demasiadas coisas Portugal valoriza pouco as vidas dos jovens e dos adultos que estando fisicamente bem se aventuram na água sem as competências ou o respeito que lhe é devido.

Foi desenvolvido o Programa sobre o Mar tendo altos patrocínios do Presidente da República e do Governo e os jovens portugueses continuam a 'morrer como tordos' atraídos pela água onde os espera uma morte certa porque não possuem as valências que lhes permitem tirar o maior partido desse capital indiscutivelmente português.

Portugal tem programas para imensas coisas e não tem para salvar a vida da sua população que por ignorância ou por negligência própria ou de terceiros cedem à água e aos seus atractivos.

As centenas de mortes anuais resultantes de acidentes na água são milhares com o passar dos anos e que se estendem a aspectos inadmissíveis como:
  1. As federações aquáticas que não dão um programa completo de ensino da natação e de respeito pelas actividades aquáticas direccionado para toda a população;
  2. As piscinas nas vivendas onde se afogam os bebés por desleixo e incúria de familiares e empresas vendedoras deste tipo de equipamentos;
  3. Os pescadores que não usam os coletes quando se fazem ao mar e que segundo a autoridade marítima ajudaria a salvar vidas;
  4. ...
Estes casos possuem algum trabalho bem feito como a Câmara Municipal de Lisboa, que pretende que todos os alunos do primeiro ciclo saibam nadar e a Câmara Municipal de Cascais também com um programa marítimo trabalhando com várias federações.


Como equacionar um programa para salvar a vida dos portugueses e tornar mais efectivo o seu aproveitamento do convívio com o mar e a água?
  1. Fazer a contabilidade de todos os mortos, aleijados e prejudicados por acidentes com a água nos últimos dez anos em Portugal;
  2. Accionar um programa de largo espectro com um ponto de ancoragem no programa do Mar que Hernani Lopes deu um contributo significativo;
  3. Fazer o programa que usando recursos públicos exemplares seja atraente para as empresas e os patrocinadores com base num slogan direccionado para a valorização dos portugueses e com um forte impacto mediático nacional e nos locais de maior usufruto da água e do mar;
  4. Atrair maciçamente a comunicação social ao programa
  5. Articular a actuação da administração local, dos clubes e empresas e das escolas;
  6. Juntar o desporto e a juventude, a educação, a saúde e as autoridades marítimas para estruturarem a produção de resultados medidos regularmente a par da reavaliação do efectuado e dos seus resultados;
  7. Mobilizar a indústria de material desportivo relacionada com o mar e as águas das piscinas, às canoas Nelo e aos equipamentos do têxtil ao calçado;
  8. Incentivar os clubes e o voluntariado das populações;
  9. ...

Fazer agora ou esperar pelas negociações internacionais e a formação de um Governo de maioria?

Diga você se acha estas medidas são para ontem ou para depois de amanhã?

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Há uma emergência nacional: Vamos salvar jovens de se afogarem e matarem no mar?

A Marinha salvou 9 pessoas nas últimas 24 horas.

Isto será um pico como foi o das balizas que aleijaram jovens gravemente quando estas lhes caíam em cima? Foram definidas regras que obrigavam a que os donos das instalações desportivas prendessem as balizas ao chão e isso tem funcionado.

Quanto ao mar a questão é diferente mais complexa e dinâmica sendo impossível prender o mar como foi feito com as balizas, o que impede regras que possam funcionar de uma vez por todas.

À partida há uma lacuna na formação dos jovens e da população para o respeito pela água em todos os seus estados na natureza e também há uma lacuna para os ensinar a desportivamente tirarem o maior benefício.

A natação é uma modalidade desportiva que em múltiplos factores está abaixo do seu potencial. Primeiro porque a federação deveria procurar que 100% da população soubesse nadar e segundo que conseguisse ganhar medalhas olímpicas.

Contudo o relacionamento dos portugueses com o mar passa por mais modalidades como o remo, canoagem, surf, windsurf, actividades subaquáticas, triatlo.

Falta igualmente o envolvimento das empresas vendedoras de material desportiva, das piscinas a equipamentos pessoais e principalmente o Estado através da Educação.

O mar e o desporto são dois activos económicos de largo espectro e têm sido tratados como desperdícios.

Segundo o relatório da APSI: "Entre 1999 e 2004, morreram em Portugal por ano, em média, 28 crianças até aos 18 anos por afogamento (INE)".

Acrescenta que:

"Estes estudos da APSI têm permitido identificar diferentes factores de risco associados ao afogamento em Portugal e à relação entre eles:
O sexo - a maioria dos afogamentos ocorre com crianças do sexo masculino.
A idade - o afogamento em crianças mais novas ocorre sobretudo em ambientes construídos(piscinas, tanques, etc.), enquanto que o afogamento de adolescentes ocorre em meios aquáticos naturais (rios, lagoas, etc.).
A zona geográfica - enquanto que nos hospitais do Porto e em Coimbra foram registados mais afogamentos em poços, fossas e tanques, no de Faro, a grande maioria, ocorreu em piscinas.
A sazonalidade - a maioria dos afogamentos ocorre entre Maio e Setembro.
O tipo de meio aquático - o meio onde ocorrem menos afogamentos é a praia."

Os estudos da APSI preocupam-se apenas com os jovens e estimam o número de anos de vida perdida:

"O afogamento é considerado um problema grave de saúde pública que afecta sobretudo as crianças e os jovens, mas também as suas famílias, com impacto social e económico para o País. Em Portugal, as mortes de crianças representavam, em 2003, mais de 20.000 anos de vida potencial perdida, sendo que 18.000 resultavam de traumatismos não intencionais, entre eles o afogamento (ECSA, 2009)."

O desporto deveria ser o primeiro a lutar contra esta tragédia mas o desporto cala-se porque não parece bem, falar destas coisas. Estas coisas são as vidas perdidas ao longo das décadas e que bastaria a formação adequada na escola e nas actividades desportivas, para que este número estimado pela APSI caíssem.

Esta situação é muito grave e o inverno mal está a acabar. Agora aproxima-se um novo e longo verão.

Há uma emergência nacional pela população portuguesa para com meios simples salvar vidas de jovens e de cidadãos.

Quem dá uma mão e o primeiro passo?