Segundo o público, aqui.
O ano passado houve 9 mortes este ano 7 no mesmo período.
Assiste-se a uma maioria de mortes de estrangeiros e idosos.
«A Marinha Portuguesa destaca que nos últimos dois meses "foram realizadas 213 operações de salvamento nas praias vigiadas por nadadores salvadores nas concessões".»
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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terça-feira, 2 de agosto de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
52 crianças morrem ou são internadas por afogamento
A notícia foi retirada do Diário de Notícias, aqui, cuja oportunidade noticiosa se felicita.
Anualmente pelo menos 52 crianças morrem ou são internadas devido a afogamento, estimando-se que nos últimos nove anos mais de 180 crianças e adolescentes morreram por afogamento, segundo a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).
Segundo um relatório da APSI, entre 2002 e 2010 verificaram-se, pelo menos, 177 afogamentos com crianças e jovens com desfecho fatal em Portugal, podendo este número na realidade ultrapassar as 180 mortes. "Nos últimos cinco anos, a média estimada de mortes por ano por afogamento é de 17", diz o relatório, observando que o número de mortes tem-se mantido relativamente estável desde 1005, altura em que se verificou um decréscimo de casos fatais (de 27, em média, em 2002/2004 passou para 17 em 2005/2010).
Nos casos de morte por afogamento que ocorreram na época balnear nas zonas marítimas e fluviais sob jurisdição do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN), mais de metade aconteceram com jovens entre os 15 e os 18 anos (relativamente à população 0-18 anos), rapazes e em zonas não vigiadas. Segundo os dados, por cada criança que morre, uma a duas crianças são internadas. Entre 2002 e 2008 243 crianças e jovens foram internados na sequência de um afogamento. O estudo indica que o maior número de afogamentos atinge os rapazes (65 por cento dos internamentos e 70 por cento recortes de imprensa).
A faixa etária mais atingida são as crianças até os quatros anos, sendo que o grupo dos 15 aos 18 anos foi aquele onde se registou o menor número de afogamentos. O relatório revela que quase metade dos afogamentos (49 por cento) ocorreram nos planos de águas construídos (tanques, poços, piscinas), enquanto 44 por cento verificaram-se em planos de água naturais (praias, rios/ribeiras/lagoas). Em termos gerais, é nos rios/ribeiras/lagoias e tanques/poços que se regista maior número de afogametos (27% e 25%, respectivamente),logo seguida das piscinas (23 por cento). A praia é o local ode se verificam menos afogamentos (18 por cento).
Nas piscinas, os afogamentos acontecem mais com as crianças até aos quatro anos (57 por cento), assim como nos tanques e poços (61 por cento). Nos rios/ribeiras/lagoas acontecem mais com crianças dos 10 aos 14 anos (42 por cento) e nas praias com os jovens dos 15 aos 18 anos (25 por cento). O afogamento é responsável por meio milhão de mortos por ano, em todo o mundo, sendo a segunda causa de morte acidental nas crianças.
Anualmente pelo menos 52 crianças morrem ou são internadas devido a afogamento, estimando-se que nos últimos nove anos mais de 180 crianças e adolescentes morreram por afogamento, segundo a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).
Segundo um relatório da APSI, entre 2002 e 2010 verificaram-se, pelo menos, 177 afogamentos com crianças e jovens com desfecho fatal em Portugal, podendo este número na realidade ultrapassar as 180 mortes. "Nos últimos cinco anos, a média estimada de mortes por ano por afogamento é de 17", diz o relatório, observando que o número de mortes tem-se mantido relativamente estável desde 1005, altura em que se verificou um decréscimo de casos fatais (de 27, em média, em 2002/2004 passou para 17 em 2005/2010).
Nos casos de morte por afogamento que ocorreram na época balnear nas zonas marítimas e fluviais sob jurisdição do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN), mais de metade aconteceram com jovens entre os 15 e os 18 anos (relativamente à população 0-18 anos), rapazes e em zonas não vigiadas. Segundo os dados, por cada criança que morre, uma a duas crianças são internadas. Entre 2002 e 2008 243 crianças e jovens foram internados na sequência de um afogamento. O estudo indica que o maior número de afogamentos atinge os rapazes (65 por cento dos internamentos e 70 por cento recortes de imprensa).
A faixa etária mais atingida são as crianças até os quatros anos, sendo que o grupo dos 15 aos 18 anos foi aquele onde se registou o menor número de afogamentos. O relatório revela que quase metade dos afogamentos (49 por cento) ocorreram nos planos de águas construídos (tanques, poços, piscinas), enquanto 44 por cento verificaram-se em planos de água naturais (praias, rios/ribeiras/lagoas). Em termos gerais, é nos rios/ribeiras/lagoias e tanques/poços que se regista maior número de afogametos (27% e 25%, respectivamente),logo seguida das piscinas (23 por cento). A praia é o local ode se verificam menos afogamentos (18 por cento).
Nas piscinas, os afogamentos acontecem mais com as crianças até aos quatro anos (57 por cento), assim como nos tanques e poços (61 por cento). Nos rios/ribeiras/lagoas acontecem mais com crianças dos 10 aos 14 anos (42 por cento) e nas praias com os jovens dos 15 aos 18 anos (25 por cento). O afogamento é responsável por meio milhão de mortos por ano, em todo o mundo, sendo a segunda causa de morte acidental nas crianças.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Pai morre afogado ao tentar salvar filho
Segundo o Expresso, ver aqui:
Um homem de 50 anos morreu afogado hoje, na praia dos Dois Irmãos, em Arcozelo (Vila Nova de Gaia), depois de ter tentado resgatar o filho de 12 anos do mar, disse à Lusa fonte dos Bombeiros da Aguda.
De acordo com fonte dos Bombeiros Voluntários da Aguda, o homem com 50 anos afogou-se ao final da manhã, quando tentava retirar o filho que "estava aflito" no mar. O filho acabou por sair da água sem problemas.
O pai foi retirado do mar por uma embarcação dos Bombeiros Voluntários da Aguda, em paragem cardíaca, tendo sido assistido no local e depois transportado para o Hospital Santos Silva, em Gaia, onde foi declarado o óbito.
Segundo a mesma fonte, o mar não estava especialmente agitado, mas "o Caneiro dos Dois Irmãos é um sítio perigoso", onde já se registaram mais mortes por afogamento.
Um homem de 50 anos morreu afogado hoje, na praia dos Dois Irmãos, em Arcozelo (Vila Nova de Gaia), depois de ter tentado resgatar o filho de 12 anos do mar, disse à Lusa fonte dos Bombeiros da Aguda.
De acordo com fonte dos Bombeiros Voluntários da Aguda, o homem com 50 anos afogou-se ao final da manhã, quando tentava retirar o filho que "estava aflito" no mar. O filho acabou por sair da água sem problemas.
O pai foi retirado do mar por uma embarcação dos Bombeiros Voluntários da Aguda, em paragem cardíaca, tendo sido assistido no local e depois transportado para o Hospital Santos Silva, em Gaia, onde foi declarado o óbito.
Segundo a mesma fonte, o mar não estava especialmente agitado, mas "o Caneiro dos Dois Irmãos é um sítio perigoso", onde já se registaram mais mortes por afogamento.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Pescador desportivo morre em naufrágio perto de Moledo
No Diario de Noticias de hoje, aqui:
"Um homem com 50 anos morreu ao início da tarde de hoje no mar, em Moledo, Caminha, confirmou o capitão de porto daquela zona.
O alerta para as autoridades locais foi dado cerca das 12.30 por tripulantes de um outro barco do género que se encontrava perto do local e que "se terá apercebido do ocorrido", apontou ainda.
Os meios marítimos foram de "imediato accionados", mas quando chegaram ao local "o homem já estava cadáver", avançou ainda o capitão de porto.
Mamede Alves desconhece as causas do acidente, mas apontou as possibilidades de "doença súbita ou uma vaga de mar mais forte". "
Os meios marítimos foram de "imediato accionados", mas quando chegaram ao local "o homem já estava cadáver", avançou ainda o capitão de porto.
Mamede Alves desconhece as causas do acidente, mas apontou as possibilidades de "doença súbita ou uma vaga de mar mais forte". "
quinta-feira, 17 de março de 2011
Como é que os donos dos Parques Aquáticos destruíram a sua indústria?
Dando o exemplo do Estádio Nacional este poste é à consideração dos donos dos ginásios e academias.
Há alguns anos atrás os parques aquáticos PA eram um negócio florescente que a população portuguesa consumia gostosamente.
Vários acidentes menores demonstraram o risco da actividade que os donos dos PA olharam sem retirarem as devidas ilações, até que tiveram que morrer duas crianças no Restelo para acabarem com o negócio.
Houve uma negligência grosseira por parte dos operadores que nunca compreenderam o alcance do que se passava.
Na piscina do Estádio Nacional quando um cidadão quer usufruir das actividades desportivas lá oferecidas a pessoa tem de fazer uma análise à sua condição física.
Recentemente um praticante que terá vindo de um grande operador o Holmes Place fez o exame no Estádio Nacional e tinha a tensão alta pelo que lhe disseram que apenas praticaria uma actividade física na piscina do Estádio Nacional se fosse ao médico e regularizasse a sua condição física.
O bom trabalho do Estádio Nacional com os seus praticantes é de enaltecer e um exemplo como com processos simples é possível evitar maiores acidentes que uma vez acontecendo podem destruir a indústria dos ginásios e academias.
Espero que a AGAP e a Holmes Place não se atirem ao mensageiro e façam antes por encontrar soluções que melhorem a sua imagem junto dos consumidores, que também passa pelo ouvir-dizer, que foi o que eu aqui fiz e aqui deixo, pelo mesmo valor com que me contaram.
Há alguns anos atrás os parques aquáticos PA eram um negócio florescente que a população portuguesa consumia gostosamente.
Vários acidentes menores demonstraram o risco da actividade que os donos dos PA olharam sem retirarem as devidas ilações, até que tiveram que morrer duas crianças no Restelo para acabarem com o negócio.
Houve uma negligência grosseira por parte dos operadores que nunca compreenderam o alcance do que se passava.
Na piscina do Estádio Nacional quando um cidadão quer usufruir das actividades desportivas lá oferecidas a pessoa tem de fazer uma análise à sua condição física.
Recentemente um praticante que terá vindo de um grande operador o Holmes Place fez o exame no Estádio Nacional e tinha a tensão alta pelo que lhe disseram que apenas praticaria uma actividade física na piscina do Estádio Nacional se fosse ao médico e regularizasse a sua condição física.
O bom trabalho do Estádio Nacional com os seus praticantes é de enaltecer e um exemplo como com processos simples é possível evitar maiores acidentes que uma vez acontecendo podem destruir a indústria dos ginásios e academias.
Espero que a AGAP e a Holmes Place não se atirem ao mensageiro e façam antes por encontrar soluções que melhorem a sua imagem junto dos consumidores, que também passa pelo ouvir-dizer, que foi o que eu aqui fiz e aqui deixo, pelo mesmo valor com que me contaram.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Há uma emergência nacional: Vamos salvar jovens de se afogarem e matarem no mar?
A Marinha salvou 9 pessoas nas últimas 24 horas.
Isto será um pico como foi o das balizas que aleijaram jovens gravemente quando estas lhes caíam em cima? Foram definidas regras que obrigavam a que os donos das instalações desportivas prendessem as balizas ao chão e isso tem funcionado.
Quanto ao mar a questão é diferente mais complexa e dinâmica sendo impossível prender o mar como foi feito com as balizas, o que impede regras que possam funcionar de uma vez por todas.
À partida há uma lacuna na formação dos jovens e da população para o respeito pela água em todos os seus estados na natureza e também há uma lacuna para os ensinar a desportivamente tirarem o maior benefício.
A natação é uma modalidade desportiva que em múltiplos factores está abaixo do seu potencial. Primeiro porque a federação deveria procurar que 100% da população soubesse nadar e segundo que conseguisse ganhar medalhas olímpicas.
Contudo o relacionamento dos portugueses com o mar passa por mais modalidades como o remo, canoagem, surf, windsurf, actividades subaquáticas, triatlo.
Falta igualmente o envolvimento das empresas vendedoras de material desportiva, das piscinas a equipamentos pessoais e principalmente o Estado através da Educação.
O mar e o desporto são dois activos económicos de largo espectro e têm sido tratados como desperdícios.
Segundo o relatório da APSI: "Entre 1999 e 2004, morreram em Portugal por ano, em média, 28 crianças até aos 18 anos por afogamento (INE)".
Acrescenta que:
"Estes estudos da APSI têm permitido identificar diferentes factores de risco associados ao afogamento em Portugal e à relação entre eles:
O sexo - a maioria dos afogamentos ocorre com crianças do sexo masculino.
A idade - o afogamento em crianças mais novas ocorre sobretudo em ambientes construídos(piscinas, tanques, etc.), enquanto que o afogamento de adolescentes ocorre em meios aquáticos naturais (rios, lagoas, etc.).
A zona geográfica - enquanto que nos hospitais do Porto e em Coimbra foram registados mais afogamentos em poços, fossas e tanques, no de Faro, a grande maioria, ocorreu em piscinas.
A sazonalidade - a maioria dos afogamentos ocorre entre Maio e Setembro.
O tipo de meio aquático - o meio onde ocorrem menos afogamentos é a praia."
Os estudos da APSI preocupam-se apenas com os jovens e estimam o número de anos de vida perdida:
"O afogamento é considerado um problema grave de saúde pública que afecta sobretudo as crianças e os jovens, mas também as suas famílias, com impacto social e económico para o País. Em Portugal, as mortes de crianças representavam, em 2003, mais de 20.000 anos de vida potencial perdida, sendo que 18.000 resultavam de traumatismos não intencionais, entre eles o afogamento (ECSA, 2009)."
O desporto deveria ser o primeiro a lutar contra esta tragédia mas o desporto cala-se porque não parece bem, falar destas coisas. Estas coisas são as vidas perdidas ao longo das décadas e que bastaria a formação adequada na escola e nas actividades desportivas, para que este número estimado pela APSI caíssem.
Esta situação é muito grave e o inverno mal está a acabar. Agora aproxima-se um novo e longo verão.
Há uma emergência nacional pela população portuguesa para com meios simples salvar vidas de jovens e de cidadãos.
Quem dá uma mão e o primeiro passo?
Isto será um pico como foi o das balizas que aleijaram jovens gravemente quando estas lhes caíam em cima? Foram definidas regras que obrigavam a que os donos das instalações desportivas prendessem as balizas ao chão e isso tem funcionado.
Quanto ao mar a questão é diferente mais complexa e dinâmica sendo impossível prender o mar como foi feito com as balizas, o que impede regras que possam funcionar de uma vez por todas.
À partida há uma lacuna na formação dos jovens e da população para o respeito pela água em todos os seus estados na natureza e também há uma lacuna para os ensinar a desportivamente tirarem o maior benefício.
A natação é uma modalidade desportiva que em múltiplos factores está abaixo do seu potencial. Primeiro porque a federação deveria procurar que 100% da população soubesse nadar e segundo que conseguisse ganhar medalhas olímpicas.
Contudo o relacionamento dos portugueses com o mar passa por mais modalidades como o remo, canoagem, surf, windsurf, actividades subaquáticas, triatlo.
Falta igualmente o envolvimento das empresas vendedoras de material desportiva, das piscinas a equipamentos pessoais e principalmente o Estado através da Educação.
O mar e o desporto são dois activos económicos de largo espectro e têm sido tratados como desperdícios.
Segundo o relatório da APSI: "Entre 1999 e 2004, morreram em Portugal por ano, em média, 28 crianças até aos 18 anos por afogamento (INE)".
Acrescenta que:
"Estes estudos da APSI têm permitido identificar diferentes factores de risco associados ao afogamento em Portugal e à relação entre eles:
O sexo - a maioria dos afogamentos ocorre com crianças do sexo masculino.
A idade - o afogamento em crianças mais novas ocorre sobretudo em ambientes construídos(piscinas, tanques, etc.), enquanto que o afogamento de adolescentes ocorre em meios aquáticos naturais (rios, lagoas, etc.).
A zona geográfica - enquanto que nos hospitais do Porto e em Coimbra foram registados mais afogamentos em poços, fossas e tanques, no de Faro, a grande maioria, ocorreu em piscinas.
A sazonalidade - a maioria dos afogamentos ocorre entre Maio e Setembro.
O tipo de meio aquático - o meio onde ocorrem menos afogamentos é a praia."
Os estudos da APSI preocupam-se apenas com os jovens e estimam o número de anos de vida perdida:
"O afogamento é considerado um problema grave de saúde pública que afecta sobretudo as crianças e os jovens, mas também as suas famílias, com impacto social e económico para o País. Em Portugal, as mortes de crianças representavam, em 2003, mais de 20.000 anos de vida potencial perdida, sendo que 18.000 resultavam de traumatismos não intencionais, entre eles o afogamento (ECSA, 2009)."
O desporto deveria ser o primeiro a lutar contra esta tragédia mas o desporto cala-se porque não parece bem, falar destas coisas. Estas coisas são as vidas perdidas ao longo das décadas e que bastaria a formação adequada na escola e nas actividades desportivas, para que este número estimado pela APSI caíssem.
Esta situação é muito grave e o inverno mal está a acabar. Agora aproxima-se um novo e longo verão.
Há uma emergência nacional pela população portuguesa para com meios simples salvar vidas de jovens e de cidadãos.
Quem dá uma mão e o primeiro passo?
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Se a culpa é dos outros, já pensaram em fechar o negócio do futebol?
O debate na Liga de clubes sobre a violência faz o seu discurso habitual à volta da Lei que é ou não insuficiente, das limitações do Estado na aplicação ou não na Lei, dos juristas que concluem que os resultados noutros países são diferenciados, dos clubes que não punem os adeptos violentos porque não têm meios, do Estado referindo a responsabilização dos clubes e da Liga, etc.
A violência é um custo e um prejuízo para a sociedade. A violência tem de ser combatida com ética desportiva e social.
Os clubes e o Estado não combatem com eficácia o hooliganismo porque a economia da violência beneficia das más leis, da rotina das estruturas policiais e os tribunais do Estado, dos especialistas nestes processos judiciais, da marginalidade das claques oficializadas ou não dos maiores clubes para objectivos sem ética. Os hooligans cobrem a ineficiência e o fracasso da competição profissional. Sem hooligans e com uma opinião pública exigente quanto à qualidade do produto os erros da competição surgiriam com maior nitidez.
A questão pode pôr-se de uma forma mais simples para se poder tornar eficiente.
Por eficiente quero dizer dar o produto desportivo prometido que os sócios pagam para ter uma determinada qualidade e que a violência, entre outros factores, retira essa qualidade e faz perder aos investidores o seu dinheiro no patrocínio efectuado e aos sócios o dinheiro aplicado.
Se todos os agentes privados e públicos admitem e comportam-se efectivamente atirando as culpas uns aos outros, o melhor que têm de fazer é pouparem dinheiro aos agentes privados, ao Estado e aos adeptos e fecham o negócio.
Resolver o problema da violência no futebol é uma história mal contada porque o desporto não tem uma política clara e eficiente de segurança. Por um lado, como diz o presidente do ACP gastam-se mais de 3 milhões de euros na segurança do Rally de Portugal, por outro, perdem-se milhões de euros nos estádios de futebol não só porque não há medidas de combate aos culpados, como não existem políticas de preços que levem os jovens, as famílias e as empresas em peso aos estádios. Em Barcelona as escolas são convidadas dos jogos com a participação do Estado e do clube e cada escola leva os seus cartazes a favor do fair-play, contra a marginalidade e o racismo.
A ética dos líderes portugueses enquanto ficar para os outros aplicarem é incomportável de assumir pelo Estado. O Estado também tem funções públicas que não cumpre, assim como os agentes sociais também têm responsabilidades éticas que não assumem.
O combate ao hooliganismo faz-se:
1.Avaliando o custo em milhares/milhões de euros dos erros que se cometem.
2.Ligando o impacto económico do hooliganismo ao débito do espectáculo da primeira Liga.
3.Aprovando um código de ética no desporto.
4.Elegendo um programa com objectivos, meios, estruturas, responsabilidades claras e prestação de contas públicas pelos envolvidos.
5.Assinando compromissos entre os líderes e instituições desportivos, económicos e sociais.
O cenário actual parece retórico e eticamente falseado.
A violência é um custo e um prejuízo para a sociedade. A violência tem de ser combatida com ética desportiva e social.
Os clubes e o Estado não combatem com eficácia o hooliganismo porque a economia da violência beneficia das más leis, da rotina das estruturas policiais e os tribunais do Estado, dos especialistas nestes processos judiciais, da marginalidade das claques oficializadas ou não dos maiores clubes para objectivos sem ética. Os hooligans cobrem a ineficiência e o fracasso da competição profissional. Sem hooligans e com uma opinião pública exigente quanto à qualidade do produto os erros da competição surgiriam com maior nitidez.
A questão pode pôr-se de uma forma mais simples para se poder tornar eficiente.
Por eficiente quero dizer dar o produto desportivo prometido que os sócios pagam para ter uma determinada qualidade e que a violência, entre outros factores, retira essa qualidade e faz perder aos investidores o seu dinheiro no patrocínio efectuado e aos sócios o dinheiro aplicado.
Se todos os agentes privados e públicos admitem e comportam-se efectivamente atirando as culpas uns aos outros, o melhor que têm de fazer é pouparem dinheiro aos agentes privados, ao Estado e aos adeptos e fecham o negócio.
Resolver o problema da violência no futebol é uma história mal contada porque o desporto não tem uma política clara e eficiente de segurança. Por um lado, como diz o presidente do ACP gastam-se mais de 3 milhões de euros na segurança do Rally de Portugal, por outro, perdem-se milhões de euros nos estádios de futebol não só porque não há medidas de combate aos culpados, como não existem políticas de preços que levem os jovens, as famílias e as empresas em peso aos estádios. Em Barcelona as escolas são convidadas dos jogos com a participação do Estado e do clube e cada escola leva os seus cartazes a favor do fair-play, contra a marginalidade e o racismo.
A ética dos líderes portugueses enquanto ficar para os outros aplicarem é incomportável de assumir pelo Estado. O Estado também tem funções públicas que não cumpre, assim como os agentes sociais também têm responsabilidades éticas que não assumem.
O combate ao hooliganismo faz-se:
1.Avaliando o custo em milhares/milhões de euros dos erros que se cometem.
2.Ligando o impacto económico do hooliganismo ao débito do espectáculo da primeira Liga.
3.Aprovando um código de ética no desporto.
4.Elegendo um programa com objectivos, meios, estruturas, responsabilidades claras e prestação de contas públicas pelos envolvidos.
5.Assinando compromissos entre os líderes e instituições desportivos, económicos e sociais.
O cenário actual parece retórico e eticamente falseado.
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