O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
Hablamos de Deporte
Aqui está o link para o estudo sobre a prática desportiva feminina e masculina espanhola onde se distingue causas, consequências e soluções.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Estatísticas do Desporto
O Instituto do Desporto de Portugal acaba de colocar no seu site as estatísticas das federações.
Ver o link aqui.
Podem consultar-se as publicações do instituto e as estatísticas que actualmente estão no seu site e que irão estar no futuro no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na base de dados PORDATA.
Ver o link aqui.
Podem consultar-se as publicações do instituto e as estatísticas que actualmente estão no seu site e que irão estar no futuro no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na base de dados PORDATA.
terça-feira, 28 de junho de 2011
O desporto não as mede, mas há quem o faça
- A destruição de Vanessa Fernandes tem um custo económico que se mede em mais ou menos de um milhão de euros?
- Tirar meio milhão ao Estádio Universitário de Lisboa tem um custo social de quantos milhões?
- Avaliar económica e socialmente o programa Marcha e Corrida será relevante?
- Baixar o orçamento do IDP em 20% ou mais durante uma legislatura é possível?
- Aumentar o IVA da actividade desportiva de 6% para 23% e receber mais 100 milhões de euros que significado tem?
O Desporto não faz contas, por vários motivos:
- trabalha e decide com base em contas simples do que se fez do que se vai continuar a fazer
- falta futuro a estas contas do desporto
- falta colocá-las às Finanças e aos parceiros sociais, para que estes estejam sensibilizados quando as Finanças disparam as suas razões
No início das legislaturas é quando aparecem as pessoas que fazem as contas para o desporto.
Há pessoas que vêm a uma instituição pública a pedir toda a informação, o chefe de serviço determina que lhe seja dada 'toda a informação'.
Dias depois a organização dessas pessoas titulam que têm informação de desporto para vender.
Também é usual nos concursos públicos essas pessoas aparecerem e depois são dores de cabeça para obter o produto final e também é usual terem de ser os funcionários públicos a dizer o que é que se passa e se devia fazer para pôr no relatório final.
Quando chegam no início da legislatura dizem: eu sempre apoiei o partido...
Depois observa-se que vão por aí fora em projectos e lugares em instituições do desporto que devia primar pela transparência dos seus representantes e pela correcção das suas análises.
Há outras que levam décadas a acabar projectos prometidos que deveriam ser públicos e foram dados a empresas que levam contrato atrás de contrato sem nunca apresentar resultados sem que isso incomode decisores públicos, que asseguram que a matéria está a ser resolvida por pessoas competitissimas, como eles garantem.
Quando esses benfeitores privados aparecem em geral deve-se proteger a carteira, não vá o diabo tecê-las...
A Pordata é um caso distinto porque disponibiliza gratuitamente a informação que consegue dos agentes públicos.
O INE que há alguns anos cobrava montantes elevados pela sua informação, nesta altura divulga-a gratuitamente no seu site.
Porque é que o INE tem despesa pública para produzir estatísticas e depois a dá em vez de cobrar?
A questão fundamental é que existe uma procura por informação desportiva e esta informação tem obviamente um custo que é superior ao preço que os consumidores privados estão dispostos a pagar.
Por outro lado, os benefícios sociais da divulgação gratuita dessa informação são muito superiores ao custo da produção pública.
É esta a interpretação do INE; é também esta a interpretação e comportamento do Eurostat.
O desporto necessita de produzir estatísticas e números para compreender se as medidas das Finanças são económica e socialmente justas e para apoiar a decisão de quem decide e se está a fazer para resolver problemas reais dos agentes privados.
sábado, 11 de junho de 2011
O trabalho da Deloitte
Acaba de sair o relatório da Deloitte sobre as contas dos maiores clubes europeus de futebol em 2010-2011. Ver aqui.
A Deloitte é uma multinacional que faz anualmente um trabalho de comparação das contas dos maiores clubes de futebol.
Apura os valores dos vinte maiores clubes europeus e para isso baseia-se nos relatórios e contas dos clubes. Este é um modelo de sucesso que as suas sucursais fazem nos países europeus há muitos anos.
Outras multinacionais fazem trabalhos semelhantes sobre outras modalidades e actividades desportivas na Europa, Estados Unidos e por esse mundo.
A sucursal portuguesa da Deloitte realizou e publicou na Bola relatórios sobre as ligas portuguesas e a partir de determinada altura o projecto faliu.
Será útil que o futebol português volte a beneficiar de um relatório equivalente ao que outros clubes e ligas de futebol de outros países beneficiam.
Há variadas formas de produzir estes relatórios e eles são instrumentos de informação fundamentais para a concorrência dos mercados privados e para o acesso por parte dos decisores públicos a informação corrente sobre a competitividade e equilíbrio dos campeonatos profissionais.
A existência deste relatório é uma questão de objectivo de política pública.
Patrocinadores, bancos, grandes empresas, organizações nacionais e internacionais, autarquias e universidades e simples adeptos e curiosos ou estudiosos estão entre os consumidores desta informação tão importante para o sucesso do futebol europeu.
A Deloitte é uma multinacional que faz anualmente um trabalho de comparação das contas dos maiores clubes de futebol.
Apura os valores dos vinte maiores clubes europeus e para isso baseia-se nos relatórios e contas dos clubes. Este é um modelo de sucesso que as suas sucursais fazem nos países europeus há muitos anos.
Outras multinacionais fazem trabalhos semelhantes sobre outras modalidades e actividades desportivas na Europa, Estados Unidos e por esse mundo.
A sucursal portuguesa da Deloitte realizou e publicou na Bola relatórios sobre as ligas portuguesas e a partir de determinada altura o projecto faliu.
Será útil que o futebol português volte a beneficiar de um relatório equivalente ao que outros clubes e ligas de futebol de outros países beneficiam.
Há variadas formas de produzir estes relatórios e eles são instrumentos de informação fundamentais para a concorrência dos mercados privados e para o acesso por parte dos decisores públicos a informação corrente sobre a competitividade e equilíbrio dos campeonatos profissionais.
A existência deste relatório é uma questão de objectivo de política pública.
Patrocinadores, bancos, grandes empresas, organizações nacionais e internacionais, autarquias e universidades e simples adeptos e curiosos ou estudiosos estão entre os consumidores desta informação tão importante para o sucesso do futebol europeu.
sábado, 28 de maio de 2011
Estatísticas europeias do desporto
Está neste link, aqui, as intervenções na conferência sobre estatísticas da União Europeia.
É um trabalho incerto porque tem intervenções sobre os bons projectos nacionais e não apresenta aquilo que se esperaria a UE estivesse a produzir que são as estatísticas comparadas entre todos os seus países.
Há alguma informação produzida mas a União Europeia não a divulga impedindo os países a quem pede a informação de beneficiarem do cruzamento de conhecimento estatístico europeu na área do desporto.
Já seria relevante a apresentação de resultados mesmo que incompletos.
As lacunas actuais das estatísticas do desporto europeu e mundial estão no conhecimento e na definição do produto desportivo.
Os desportos profissionais geram por tradição informação sobre as suas actividades de carácter lúdico económico enquanto as actividades das federações são complexas para a percepção estatística porque incluem actividades formais e informais que as ciências sociais a economia, a gestão e a sociologia ainda não conseguiram estabelecer um padrão único.
O Governo de maioria deveria investir nas estatísticas do desporto.
Há um trabalho imenso para ser feito e a sociedade portuguesa quer trabalhar as estatísticas do desporto.
Obviamente em 2011 há quem continue desde há 30 anos a impedir a publicação das estatísticas do desporto português o que dá muito jeito para não sabermos onde estamos exactamente com e sem listas de obras.
É um trabalho incerto porque tem intervenções sobre os bons projectos nacionais e não apresenta aquilo que se esperaria a UE estivesse a produzir que são as estatísticas comparadas entre todos os seus países.
Há alguma informação produzida mas a União Europeia não a divulga impedindo os países a quem pede a informação de beneficiarem do cruzamento de conhecimento estatístico europeu na área do desporto.
Já seria relevante a apresentação de resultados mesmo que incompletos.
As lacunas actuais das estatísticas do desporto europeu e mundial estão no conhecimento e na definição do produto desportivo.
Os desportos profissionais geram por tradição informação sobre as suas actividades de carácter lúdico económico enquanto as actividades das federações são complexas para a percepção estatística porque incluem actividades formais e informais que as ciências sociais a economia, a gestão e a sociologia ainda não conseguiram estabelecer um padrão único.
O Governo de maioria deveria investir nas estatísticas do desporto.
Há um trabalho imenso para ser feito e a sociedade portuguesa quer trabalhar as estatísticas do desporto.
Obviamente em 2011 há quem continue desde há 30 anos a impedir a publicação das estatísticas do desporto português o que dá muito jeito para não sabermos onde estamos exactamente com e sem listas de obras.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
O Exprresso regozija-se por estarmos no topo dos doutorados
Afinal as estatísticas europeias servem para Portugal se classificar entre os melhores.
Será que será legítimo exigir ao desporto que alcance metas equivalentes a estas indicadas na pagina 21 do caderno principal do Expresso de hoje 22 de Abril de 2011?
Há uma situação diferente que é a Europa ainda não ter muitas estatísticas europeias no campo do desporto.
Mas tendo e sendo essas estatísticas produzidas qual deveria ser o lugar de Portugal?
Será que será legítimo exigir ao desporto que alcance metas equivalentes a estas indicadas na pagina 21 do caderno principal do Expresso de hoje 22 de Abril de 2011?
Há uma situação diferente que é a Europa ainda não ter muitas estatísticas europeias no campo do desporto.
Mas tendo e sendo essas estatísticas produzidas qual deveria ser o lugar de Portugal?
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Prática desportiva: escalões etários
Fiz esta pirâmide de prática desportiva para compreender a estrutura da procura e da oferta da prática desportiva nacional.
Foi feita em 2007/2008 e corresponde aos dados da oferta do desporto escolar, a amarelo, dos praticantes federados, a azul, dos praticantes do INATEL, a roxo, e dos ginásios, a verde.

As conclusões do quadro são as seguintes:
Não trabalhar com estatísticas e prosseguir uma política desportiva à bolina da comunicação social é cómodo porque não levanta problemas sobre se existem objectivos de política quanto ao produto produzido.
Neste caso, certamente que haverá razões para o desequilíbrio.
A desculpa tradicional do país pequeno não serve porque é a dimensão do país que deveria determinar uma procura adequada a toda a população, o que definitivamente não acontece.
Seria bom que o Governo de maioria determinasse políticas desportivas em resposta aos dados da oferta da prática desportiva.
Os dados aqui apresentados correspondem aos dados dos organismos referidos e sugere como é necessário trabalhar estes organismos para amplificarem a sua actuação e aumentarem o seu produto desportivo quanto à prática da população.
Outros estudos deverão ser feitos para melhor compreender as características desta procura e desta oferta de prática desportiva.
Foi feita em 2007/2008 e corresponde aos dados da oferta do desporto escolar, a amarelo, dos praticantes federados, a azul, dos praticantes do INATEL, a roxo, e dos ginásios, a verde.

As conclusões do quadro são as seguintes:
- Existe um grande espaço que se pode dizer está entre a prática formal que estes números indicam a população de cada escalão etário;
- As perdas do desporto escolar em cada novo escalão etário é massiva que nem o desporto escolar nem o desporto federado recuperam;
- Provavelmente aqueles que praticam desporto nos restantes escalões possuem dinheiro e disponibilidades para o fazerem.
- Não existem estatísticas sobre a prática desportiva realizada nas autarquias.
- O total da oferta das organizações que se aponta é de 1,2 milhões de praticantes, 12% da população.
Não trabalhar com estatísticas e prosseguir uma política desportiva à bolina da comunicação social é cómodo porque não levanta problemas sobre se existem objectivos de política quanto ao produto produzido.
Neste caso, certamente que haverá razões para o desequilíbrio.
A desculpa tradicional do país pequeno não serve porque é a dimensão do país que deveria determinar uma procura adequada a toda a população, o que definitivamente não acontece.
Seria bom que o Governo de maioria determinasse políticas desportivas em resposta aos dados da oferta da prática desportiva.
Os dados aqui apresentados correspondem aos dados dos organismos referidos e sugere como é necessário trabalhar estes organismos para amplificarem a sua actuação e aumentarem o seu produto desportivo quanto à prática da população.
Outros estudos deverão ser feitos para melhor compreender as características desta procura e desta oferta de prática desportiva.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
O receio das estatísticas desportivas é político
São os políticos que actuam no desporto que receiam a publicação de estatísticas e a realização de estudos e análises.
O seu receio é o da debilidade da sua decisão.
A sua decisão começa por ser frágil quando concebem que as suas responsabilidades vão ser questionadas por resultados quantificáveis.
Existe uma diferença entre o político europeu e o português em que o europeu tem a experiência do sucesso da produção desportiva e ele sabe que se fizer as coisas minimamente bem conquista medalhas e alcança o sétimo céu.
No desporto em Portugal os políticos têm pesadelos de dois em dois anos nos jogos olímpicos e nos mundiais de futebol apesar de terem dado tudo o que os líderes desportivos lhe pediram, desde as micro às grandes federações. Não confia nos primeiros e sabe que os segundos lhe vão dar todo o protagonismo frente à comunicaçao social.
O problema maior é o de transformar os programas eleitorais em medalhas olímpicas e resultados de prática desportiva para toda a população nacional.
São coisas que a política desportiva nacional não controla por definição e por incapacidade das equipas governamentais trabalharem essa matéria há muito tempo.
O político desportivo dá dinheiro para infra-estruturas, não quer saber do desporto escolar porque isso são coisas da educação e as federações recebem dinheiro para medalhas e não para aumentarem a sua massa crítica de praticantes e valorizarem o seu tecido desportivo.
Os bons líderes desportivos sabem produzir desporto e quando lhes dão estatísticas que explicam o que devem fazer para crescer eles agradecem.
Já contei noutros lados que um presidente de uma federação me disse:
"Aquelas coisas terríveis que você diz no livro de estatística são as mesmas que eu digo aos meus dirigentes e técnicos. Quando é que produz a próxima análise?"
O seu receio é o da debilidade da sua decisão.
A sua decisão começa por ser frágil quando concebem que as suas responsabilidades vão ser questionadas por resultados quantificáveis.
Existe uma diferença entre o político europeu e o português em que o europeu tem a experiência do sucesso da produção desportiva e ele sabe que se fizer as coisas minimamente bem conquista medalhas e alcança o sétimo céu.
No desporto em Portugal os políticos têm pesadelos de dois em dois anos nos jogos olímpicos e nos mundiais de futebol apesar de terem dado tudo o que os líderes desportivos lhe pediram, desde as micro às grandes federações. Não confia nos primeiros e sabe que os segundos lhe vão dar todo o protagonismo frente à comunicaçao social.
O problema maior é o de transformar os programas eleitorais em medalhas olímpicas e resultados de prática desportiva para toda a população nacional.
São coisas que a política desportiva nacional não controla por definição e por incapacidade das equipas governamentais trabalharem essa matéria há muito tempo.
O político desportivo dá dinheiro para infra-estruturas, não quer saber do desporto escolar porque isso são coisas da educação e as federações recebem dinheiro para medalhas e não para aumentarem a sua massa crítica de praticantes e valorizarem o seu tecido desportivo.
Os bons líderes desportivos sabem produzir desporto e quando lhes dão estatísticas que explicam o que devem fazer para crescer eles agradecem.
Já contei noutros lados que um presidente de uma federação me disse:
"Aquelas coisas terríveis que você diz no livro de estatística são as mesmas que eu digo aos meus dirigentes e técnicos. Quando é que produz a próxima análise?"
Descer às estatísticas do desporto para o Governo de maioria
Como convencer o Governo de maioria que o desporto tem de ter uma política desportiva diferente do passado, porque os resultados actuais são vergonhosos ao nível da Europa?
Vejamos alguns números segundo as Contas Nacionais de 2007, do INE:
A receita líquida de impostos por parte do Estado foi em 2007 de 114 milhões de euros.
A produção desportiva apresenta números como os seguintes:
Vamos supor que o Governo de maioria considere uma obrigação nacional inquestionável dar aos jovens portugueses, principalmente em tempo de crise profunda, aquilo que os jovens da Catalunha já têm, ou seja, mais de 70% praticam desporto na escola, clubes, autarquias e empresas.
A prática desportiva em Portugal para 70% de 1,8 milhões de jovens são 1,3 milhões de jovens
Com esta política desportiva vamos supor que o Governo de maioria constata no fim do ano que a prática desportiva nacional aumentou 1 milhão de praticantes.
A prática da população nesse caso passa de 45% da população para 55% da população.
Considerando as outras variáveis económicas iguais, as indicadas em primeiro lugar, então o valor nas contas nacionais do produto desportivo passa de 1,5 mil milhões de euros para 1,8 mil milhões de euros.
Aplicando a mesma taxa de relação entre os impostos líquidos de 8% ao valor do produto de 1,8 mil milhões então os impostos líquidos aumentariam de 114 milhões de euros para 140 milhões de euros.
Este aumento de impostos seria possível porque não são só os jovens a praticar desporto, haveria um impacto no produto desportivo das famílias e haveria um um aumento da despesa dos técnicos, orientadores e voluntários envolvidos pelo projecto do desportivo do Governo de maioria.
É evidente que o Estado teria de aumentar as subvenções às organizações que trabalham com os jovens ao nível dos bairros e a questão é que mesmo subsidiando iria ter um lucro mais do que proporcional.
Assim dizem os livros e a experiência de professores e técnicos, médicos e investigadores.
Estas contas são demasiado simples e exigem cálculos adicionais.
A melhor política desportiva seria aproveitar o princípio que se de facto cada euro investido gera dois euros então o aproveitamento deste princípio ajusta-se perfeitamente ao período de crise que Portugal vive.
Nesse caso o novo líder do desporto tem de convencer o Governo de maioria de que:
Há muitos mais números aliciantes a trabalhar sistematicamente em Portugal e na Europa que abrirão portas ao novo desporto português.
O trabalho inicial será maior porque o desporto português não está habituado a fazê-lo, não quer ouvir falar de estudos e análises e 'odeia' quem o faz.
O texto da Catalunha foi cedido pelo Bruno Rosa e chama-se 'Etudi dels hàbits esportius de la població en edat escolar: A la Ciutat de Barcelona", Maio 2007, Ajuntament de Barcelona. Existe um link: www.bcn.cat/esports
Vejamos alguns números segundo as Contas Nacionais de 2007, do INE:
- Consumo empresas: 347 milhões de euros;
- Consumo das famílias: 727 milhões de euros;
- Gastos do Estado (Governo): 77 milhões de euros;
- Consumo do associativismo: 366 milhões de euros;
- Total: 1517 milhões de euros.
A receita líquida de impostos por parte do Estado foi em 2007 de 114 milhões de euros.
A produção desportiva apresenta números como os seguintes:
- Praticantes desportivos informais segundo o Eurostat, em 2008, 45% da população;
- Praticantes de desporto escolar cerca de 150.000 jovens, menos de 10 por cento da;
- População jovem um valor aproximado a 1.800.000 jovens.
Vamos supor que o Governo de maioria considere uma obrigação nacional inquestionável dar aos jovens portugueses, principalmente em tempo de crise profunda, aquilo que os jovens da Catalunha já têm, ou seja, mais de 70% praticam desporto na escola, clubes, autarquias e empresas.
A prática desportiva em Portugal para 70% de 1,8 milhões de jovens são 1,3 milhões de jovens
Com esta política desportiva vamos supor que o Governo de maioria constata no fim do ano que a prática desportiva nacional aumentou 1 milhão de praticantes.
A prática da população nesse caso passa de 45% da população para 55% da população.
Considerando as outras variáveis económicas iguais, as indicadas em primeiro lugar, então o valor nas contas nacionais do produto desportivo passa de 1,5 mil milhões de euros para 1,8 mil milhões de euros.
Aplicando a mesma taxa de relação entre os impostos líquidos de 8% ao valor do produto de 1,8 mil milhões então os impostos líquidos aumentariam de 114 milhões de euros para 140 milhões de euros.
Este aumento de impostos seria possível porque não são só os jovens a praticar desporto, haveria um impacto no produto desportivo das famílias e haveria um um aumento da despesa dos técnicos, orientadores e voluntários envolvidos pelo projecto do desportivo do Governo de maioria.
É evidente que o Estado teria de aumentar as subvenções às organizações que trabalham com os jovens ao nível dos bairros e a questão é que mesmo subsidiando iria ter um lucro mais do que proporcional.
Assim dizem os livros e a experiência de professores e técnicos, médicos e investigadores.
Estas contas são demasiado simples e exigem cálculos adicionais.
A melhor política desportiva seria aproveitar o princípio que se de facto cada euro investido gera dois euros então o aproveitamento deste princípio ajusta-se perfeitamente ao período de crise que Portugal vive.
Nesse caso o novo líder do desporto tem de convencer o Governo de maioria de que:
- O desporto faz parte da solução e não é um problema face às múltiplas crises nacionais;
- O desporto dá lucro directo ao Estado gerando mais receita fiscal do que a despesa pública em desporto;
- Pode sempre ir dizendo ao Governo de maioria que os impactos indirectos serão substanciais e que se observarão a prazo na educação e na saúde para não ir mais longe.
Há muitos mais números aliciantes a trabalhar sistematicamente em Portugal e na Europa que abrirão portas ao novo desporto português.
O trabalho inicial será maior porque o desporto português não está habituado a fazê-lo, não quer ouvir falar de estudos e análises e 'odeia' quem o faz.
O texto da Catalunha foi cedido pelo Bruno Rosa e chama-se 'Etudi dels hàbits esportius de la població en edat escolar: A la Ciutat de Barcelona", Maio 2007, Ajuntament de Barcelona. Existe um link: www.bcn.cat/esports
Ainda as estatísticas e auditorias por Soares dos Santos, dono do Pingo Doce, na SIC
Como tenho defendido a necessidade do desporto ter estatísticas aqui fica a posição do empresário:
"Há quem diga que não se pode fazer fazer auditorias por causa dos ratings.
Os portugueses não têm o direito de saber como estão as suas contas!?
Isto é crime!"
Há quem consiga dizer, sem lhe caírem os dentes, que o desporto é diferente ou de passar os anos sem meter fora da gaveta um único número desportivo e fartar-se de dizer que o Estado Isto e aquilo e mais financiamento e estatísticas da produção de desporto nem sombras.
Pelos vistos há quem sugira haver crime ...
"Há quem diga que não se pode fazer fazer auditorias por causa dos ratings.
Os portugueses não têm o direito de saber como estão as suas contas!?
Isto é crime!"
Há quem consiga dizer, sem lhe caírem os dentes, que o desporto é diferente ou de passar os anos sem meter fora da gaveta um único número desportivo e fartar-se de dizer que o Estado Isto e aquilo e mais financiamento e estatísticas da produção de desporto nem sombras.
Pelos vistos há quem sugira haver crime ...
sábado, 5 de março de 2011
Freitas do Amaral, o Expresso e a PwC
Segundo o Expresso, de 5 de Março de 2011, pg. 40, do primeiro caderno, as três entidades pretendem medir Portugal com países iguais na população e no PIB.
Tenho feito estudos neste sentido e o Manifesto que promovi há dois anos começava com o quadro 1.
Quadro 1 - Indicadores desportivos europeus
Foram encontrados os indicadores desportivos possíveis dos países da Europa do Atlântico aos Urais e do Mediterrâneo ao Círculo Polar Ártico.
Os indicadores encontrados foram: participação desportiva da população, percentagem de praticantes federados na população do ocidente e do leste, emprego de técnicos no desporto por mil habitantes, número de praticantes federados por técnico, voluntários no desporto em percentagem da população , medalhas dos jogos olímpicos do ocidente e do leste.
A pergunta era saber qual a situação genérica de Portugal se no topo europeu, na média ou na base.
A resposta veio clara: estamos abaixo da média europeia e mesmo os países de leste ainda mais pequenos do que Portugal começam a estar à nossa frente nestes indicadores de conforto e competitividade desportiva.
O facto de Portugal estar na média europeia no número praticantes por técnico, a realidade é que o valor de Portugal neste caso deveria ser menor para dar um maior conforto técnico aos praticantes. O valor médio da Holanda é o de um país que terá o dobro da prática desportiva de Portugal, ou seja, com uma estrutura de produção desportiva tecnicamente mais complexa.
Uma segunda pergunta foi saber a distância de Portugal aos valores da média e do topo europeu.
Ignorando a dificuldade de encontrar as estatísticas certas para esta realidade de mais do que 27 países europeus, os valores sugerem que a distância de Portugal à Europa do desporto é imensa.
A análise de Freitas do Amaral, do Expresso e da PwC é o exemplo que afinal também os outros sectores nacionais têm tido orientações que não são propriamente os níveis de competitividade com os nossos iguais por esse mundo fora.
Faz sentido usar as estatísticas do desporto para ajudar a criar melhores políticas desportivas e para avaliar os seus impactos e compreender as características do comportamento dos agentes privados.
Tenho feito estudos neste sentido e o Manifesto que promovi há dois anos começava com o quadro 1.
Quadro 1 - Indicadores desportivos europeus
Países abaixo da média | Média europeia, países na média | Topo europeu | |
Participação da população | (1) Portugal 22%, Grécia, 19% | 35% - Itália, Alemanha, Espanha, França, Bélgica, Áustria, Luxemburgo | Dinamarca, 53%, com 70%, Finlândia, Suécia |
Praticantes federados, % população, ocidente | Portugal 4,8%, Itália, 6%, Espanha 7% | 21%, Finlândia, Irlanda, Bélgica, França | Áustria, 40%, Dinamarca, 55% |
Praticantes federados, % população, ex-Leste | Polónia, 0,3%, com 1% Roménia, Bulgária | 7% - Eslováquia, Estónia | República Checa, 24% |
Técnicos no desporto, empregos / 1.000 hab. | Portugal 2, Chipre, Grécia | 5, Estónia, Alemanha | Holanda, 7 |
Praticantes federados por técnico, número | Hungria, 7, Estónia 14 | 38, Portugal 30, Holanda 44 | França, 79 |
Voluntários no desporto, % população | (1) Portugal, 1,7%, Itália, Irlanda | 3,7%, Áustria, Luxemburgo, Rep. Checa | Finlândia, Holanda, 10% |
Jogos Olímpicos, total medalhas, ocidente | Portugal 22, (2), Luxemburgo, 3, Islândia, 4 | 268, Holanda, Polónia, Finlândia | Alemanha, 845, Reino Unido, 738 |
Jogos Olímpicos, total medalhas, ex-Leste | Macedónia, 1, Lituânia, 16 | 161, República Checa | Rússia, 565, Hungria, 468 |
Foram encontrados os indicadores desportivos possíveis dos países da Europa do Atlântico aos Urais e do Mediterrâneo ao Círculo Polar Ártico.
Os indicadores encontrados foram: participação desportiva da população, percentagem de praticantes federados na população do ocidente e do leste, emprego de técnicos no desporto por mil habitantes, número de praticantes federados por técnico, voluntários no desporto em percentagem da população , medalhas dos jogos olímpicos do ocidente e do leste.
A pergunta era saber qual a situação genérica de Portugal se no topo europeu, na média ou na base.
A resposta veio clara: estamos abaixo da média europeia e mesmo os países de leste ainda mais pequenos do que Portugal começam a estar à nossa frente nestes indicadores de conforto e competitividade desportiva.
O facto de Portugal estar na média europeia no número praticantes por técnico, a realidade é que o valor de Portugal neste caso deveria ser menor para dar um maior conforto técnico aos praticantes. O valor médio da Holanda é o de um país que terá o dobro da prática desportiva de Portugal, ou seja, com uma estrutura de produção desportiva tecnicamente mais complexa.
Uma segunda pergunta foi saber a distância de Portugal aos valores da média e do topo europeu.
Quadro 2 – Quadro sintético da distância desportiva nacional para a Europa, crescimento percentual
Indicadores | Portugal | Europa | Crescimento % (1) | ||
Média | Topo | Média | Topo | ||
Participação da população, % população | 22 | 35 | 70 | 159 | 318 |
Praticantes federados, % população, ocidente | 4,8 | 21 | 55 | 488 | 1279 |
Técnicos no desporto, empregos por 1.000 habitantes | 2 | 5 | 7 | 250 | 350 |
Voluntários no desporto, % população | 1,7 | 3,7 | 10 | 218 | 588 |
Jogos Olímpicos, total medalhas, ocidente | 22 | 268 | 845 | 1218 | 3841 |
Nota (1): A coluna do crescimento mostra para a participação da população que Portugal deve crescer 59% acima dos actuais 100%. Os praticantes federados para alcançarem a média devem crescer 388% para além dos actuais 100%, etc.
Ignorando a dificuldade de encontrar as estatísticas certas para esta realidade de mais do que 27 países europeus, os valores sugerem que a distância de Portugal à Europa do desporto é imensa.
A análise de Freitas do Amaral, do Expresso e da PwC é o exemplo que afinal também os outros sectores nacionais têm tido orientações que não são propriamente os níveis de competitividade com os nossos iguais por esse mundo fora.
Faz sentido usar as estatísticas do desporto para ajudar a criar melhores políticas desportivas e para avaliar os seus impactos e compreender as características do comportamento dos agentes privados.
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