Mão amiga fez-me chegar a convocatória seguinte:
Caros amigos
Amanhã (hoje sábado) vai haver um "Encontro de Reflexão"
Junto as informações:
PU
PROFESSORES UNIDOS
Encontro de Reflexão
A Educação Física e o Desporto Escolar
Situação Actual e Perspectivas Futuras
Voz do Operário
4 de Junho de 2011
10h00 às 17h00
Caros colegas,
Alguns de nós, que há muitos anos estamos ligados ao ensino da Educação Física e do Desporto Escolar, estamos preocupados com a situação que se prevê poder vir a acontecer num futuro próximo, nomeadamente quanto às questões relacionadas com a carga horária da disciplina, as condições para o seu ensino e para a prática desportiva dos jovens e ainda com o estatuto socioprofissional dos professores de Educação Física.
Fruto dessa preocupação decidimos dinamizar um 1º encontro de reflexão e considerámos que, pela premência dos problemas que se podem colocar já no próximo ano lectivo, seria conveniente realizá-lo ainda antes do final do ano de 2010-2011.
O encontro é dirigido a todos os profissionais que leccionam a disciplina de Educação Física e/ou dinamizam actividades do Desporto Escolar, bem como a todos quantos têm a seu cargo a leccionação do Ensino e Expressão Físico-Motora ou a dinamização de actividades físicas no âmbito das AEC’s.
Saudações desportivas
Lisboa, 25 de Maio de 2011
Rogério Mota (ES D. Dinis) Francisco Santos (EB23 José Cardoso Pires)
PROGRAMA:
10h00-- Recepção e funcionamento do Encontro
10h30-- 1º Ciclo –O Programa de E.E.F.M. e as AEC's
12h00-- Carga Horária de E. Física no E. Básico e no E. Secundário (Cursos Profissionais)
13h00-- Almoço
14h30-- Desporto Escolar – que futuro?
16h00-- Curso Tecnológico Desporto/Cursos Profissionais
17h00-- Encerramento
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
Mostrar mensagens com a etiqueta desporto escolar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desporto escolar. Mostrar todas as mensagens
sábado, 4 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Poderá o desporto fazer alguma coisa contra o aumento da violência latente entre jovens?
Adolescente detido com duas facas de talhante na mochila, por LusaHoje, ver no DN, aqui.
"Um adolescente de 16 anos foi detido pela GNR em Santa Maria da Feira com duas facas de talhante na mochila escolar, informou hoje aquela força policial.
O jovem, que frequenta um curso de Educação e Formação de Operador de Informática na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo de Arrifana, foi detido na terça-feira, cerca das 15:00, numa casa abandonada, situada nas imediações do estabelecimento escolar.
Segundo a GNR, o adolescente tinha na sua posse "duas facas de talhante, uma com 11 centímetros e outra de 14,5 centímetros de lâmina, que transportava na mochila escolar". Em declarações à Lusa, a directora da escola, Guiomar Silva, reconhece que o aluno tem problemas por "mau comportamento", mas assegura que "não é nada de relevante". "Nunca houve problemas nenhuns de violência aqui. Ele tem processos disciplinares por desrespeito aos professores dentro da sala de aula, mas só em termos verbais", adiantou a directora, acrescentando que o aluno "está a ter todo o acompanhamento necessário".
O jovem, que foi detido por posse de arma proibida, foi presente hoje a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito a Termo de Identidade e Residência, baixando o processo à fase de inquérito."
"Um adolescente de 16 anos foi detido pela GNR em Santa Maria da Feira com duas facas de talhante na mochila escolar, informou hoje aquela força policial.
O jovem, que frequenta um curso de Educação e Formação de Operador de Informática na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo de Arrifana, foi detido na terça-feira, cerca das 15:00, numa casa abandonada, situada nas imediações do estabelecimento escolar.
Segundo a GNR, o adolescente tinha na sua posse "duas facas de talhante, uma com 11 centímetros e outra de 14,5 centímetros de lâmina, que transportava na mochila escolar". Em declarações à Lusa, a directora da escola, Guiomar Silva, reconhece que o aluno tem problemas por "mau comportamento", mas assegura que "não é nada de relevante". "Nunca houve problemas nenhuns de violência aqui. Ele tem processos disciplinares por desrespeito aos professores dentro da sala de aula, mas só em termos verbais", adiantou a directora, acrescentando que o aluno "está a ter todo o acompanhamento necessário".
O jovem, que foi detido por posse de arma proibida, foi presente hoje a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito a Termo de Identidade e Residência, baixando o processo à fase de inquérito."
sexta-feira, 8 de abril de 2011
No Desporto Escolar aproveitemos as dez horas do Despacho 5328/2011
O texto é de Bruno Avelar Rosa cujas preocupações sobre o Desporto Escolar procuram soluções para além das difíceis condições que a crise acentua.
Agradeço a sua disponibilidade para o debate público.
Tem sido cada vez mais frequente a discussão relativamente ao Desporto Escolar, principalmente a partir da publicação do Despacho 5328/2011, o qual veio retirar a consideração deste enquanto actividade no âmbito da carga lectiva concedida aos Professores de Educação Física dos Centros Escolares. Este desaparecimento é “compensado” com a possibilidade dada às Escolas de distribuírem 10 horas de actividade extra-lectiva segundo critério da administração escolar.
A preocupação em torno desta nova realidade tem sido alvo de debate e indignação por parte do corpo docente vinculado a esta área. Por um lado, a diminuição de horários levará a que muitos professores contratados percam o seu lugar na Escola Pública. Por outro, muitos professores que ansiavam a sua colocação terão agora ainda maiores dificuldades para o conseguir. Esta é uma preocupação legítima e que augura um flagelo na classe docente em que também me incluo.
Contudo, além da preocupação natural que sinto relativamente ao futuro da classe profissional a que pertenço – e, logicamente, em relação ao meu próprio futuro – considero que o nível da discussão ainda não atingiu o seu eixo mais relevante enquanto medida política. Refiro-me naturalmente às consequências despoletadas por uma Escola Pública sem prática desportiva escolar.
Numa fase em que a obesidade e o sedentarismo são cada vez mais patologias que assombram o bem-estar social e o seu próprio desenvolvimento, fazer desmerecer o valor do Desporto Escolar é de uma imprudência político-sanitária sem paralelo. Aumentam os Programas de Perca de Peso, não apenas no seu sentido terapêutico como também enquanto business-show tal como poderemos observar na recente versão portuguesa do “Biggest Looser” (concurso entre casais com sobrepeso em que ganharão aqueles que mais consigam emagrecer – poderá ser visto brevemente em canal aberto), mas não se tomam as medidas preventivas necessárias para que a médio prazo tenhamos uma população fisicamente activa e que goste e o procure estar (não apenas no que à saúde fisiológica se refere). É função do Ensino Público, não apenas a transmissão de conhecimentos para a construção de cidadania como também a criação de hábitos que possam promover estilos de vida fisicamente activos e intelectualmente ágeis.
É neste sentido que sinto alguma preocupação relativamente à ausência de sensibilização por parte do corpo profissional afectado por esta medida relativamente às alterações que sofrerá o seu objecto de trabalho, apesar de correrem petições com vista à alteração do referido Despacho de maneira a que estes mesmos docentes não tenham o desemprego como perspectiva de futuro imediato.
Como anteriormente assinalado, o Despacho 5328/2011 prevê 10 horas distribuídas ao critério das direcções escolares. Estas 10 horas representam uma batalha perdida pelo Desporto Escolar nos seus anos de existência. Mas representam também uma oportunidade de transmitirmos a nossa crença de que a prática de Desporto em Idade Escolar é um elemento fundamental na educação dos nossos jovens, bem como um factor de promoção da coesão social. Deveremos juntar-nos no sentido de que se faça a sensibilização, nacional e local, de que essas 10 horas deverão ser revertidas para a prática desportiva. A nossa força deverá ser, também e de ora em diante, canalizada nesse sentido.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Descer às estatísticas do desporto para o Governo de maioria
Como convencer o Governo de maioria que o desporto tem de ter uma política desportiva diferente do passado, porque os resultados actuais são vergonhosos ao nível da Europa?
Vejamos alguns números segundo as Contas Nacionais de 2007, do INE:
A receita líquida de impostos por parte do Estado foi em 2007 de 114 milhões de euros.
A produção desportiva apresenta números como os seguintes:
Vamos supor que o Governo de maioria considere uma obrigação nacional inquestionável dar aos jovens portugueses, principalmente em tempo de crise profunda, aquilo que os jovens da Catalunha já têm, ou seja, mais de 70% praticam desporto na escola, clubes, autarquias e empresas.
A prática desportiva em Portugal para 70% de 1,8 milhões de jovens são 1,3 milhões de jovens
Com esta política desportiva vamos supor que o Governo de maioria constata no fim do ano que a prática desportiva nacional aumentou 1 milhão de praticantes.
A prática da população nesse caso passa de 45% da população para 55% da população.
Considerando as outras variáveis económicas iguais, as indicadas em primeiro lugar, então o valor nas contas nacionais do produto desportivo passa de 1,5 mil milhões de euros para 1,8 mil milhões de euros.
Aplicando a mesma taxa de relação entre os impostos líquidos de 8% ao valor do produto de 1,8 mil milhões então os impostos líquidos aumentariam de 114 milhões de euros para 140 milhões de euros.
Este aumento de impostos seria possível porque não são só os jovens a praticar desporto, haveria um impacto no produto desportivo das famílias e haveria um um aumento da despesa dos técnicos, orientadores e voluntários envolvidos pelo projecto do desportivo do Governo de maioria.
É evidente que o Estado teria de aumentar as subvenções às organizações que trabalham com os jovens ao nível dos bairros e a questão é que mesmo subsidiando iria ter um lucro mais do que proporcional.
Assim dizem os livros e a experiência de professores e técnicos, médicos e investigadores.
Estas contas são demasiado simples e exigem cálculos adicionais.
A melhor política desportiva seria aproveitar o princípio que se de facto cada euro investido gera dois euros então o aproveitamento deste princípio ajusta-se perfeitamente ao período de crise que Portugal vive.
Nesse caso o novo líder do desporto tem de convencer o Governo de maioria de que:
Há muitos mais números aliciantes a trabalhar sistematicamente em Portugal e na Europa que abrirão portas ao novo desporto português.
O trabalho inicial será maior porque o desporto português não está habituado a fazê-lo, não quer ouvir falar de estudos e análises e 'odeia' quem o faz.
O texto da Catalunha foi cedido pelo Bruno Rosa e chama-se 'Etudi dels hàbits esportius de la població en edat escolar: A la Ciutat de Barcelona", Maio 2007, Ajuntament de Barcelona. Existe um link: www.bcn.cat/esports
Vejamos alguns números segundo as Contas Nacionais de 2007, do INE:
- Consumo empresas: 347 milhões de euros;
- Consumo das famílias: 727 milhões de euros;
- Gastos do Estado (Governo): 77 milhões de euros;
- Consumo do associativismo: 366 milhões de euros;
- Total: 1517 milhões de euros.
A receita líquida de impostos por parte do Estado foi em 2007 de 114 milhões de euros.
A produção desportiva apresenta números como os seguintes:
- Praticantes desportivos informais segundo o Eurostat, em 2008, 45% da população;
- Praticantes de desporto escolar cerca de 150.000 jovens, menos de 10 por cento da;
- População jovem um valor aproximado a 1.800.000 jovens.
Vamos supor que o Governo de maioria considere uma obrigação nacional inquestionável dar aos jovens portugueses, principalmente em tempo de crise profunda, aquilo que os jovens da Catalunha já têm, ou seja, mais de 70% praticam desporto na escola, clubes, autarquias e empresas.
A prática desportiva em Portugal para 70% de 1,8 milhões de jovens são 1,3 milhões de jovens
Com esta política desportiva vamos supor que o Governo de maioria constata no fim do ano que a prática desportiva nacional aumentou 1 milhão de praticantes.
A prática da população nesse caso passa de 45% da população para 55% da população.
Considerando as outras variáveis económicas iguais, as indicadas em primeiro lugar, então o valor nas contas nacionais do produto desportivo passa de 1,5 mil milhões de euros para 1,8 mil milhões de euros.
Aplicando a mesma taxa de relação entre os impostos líquidos de 8% ao valor do produto de 1,8 mil milhões então os impostos líquidos aumentariam de 114 milhões de euros para 140 milhões de euros.
Este aumento de impostos seria possível porque não são só os jovens a praticar desporto, haveria um impacto no produto desportivo das famílias e haveria um um aumento da despesa dos técnicos, orientadores e voluntários envolvidos pelo projecto do desportivo do Governo de maioria.
É evidente que o Estado teria de aumentar as subvenções às organizações que trabalham com os jovens ao nível dos bairros e a questão é que mesmo subsidiando iria ter um lucro mais do que proporcional.
Assim dizem os livros e a experiência de professores e técnicos, médicos e investigadores.
Estas contas são demasiado simples e exigem cálculos adicionais.
A melhor política desportiva seria aproveitar o princípio que se de facto cada euro investido gera dois euros então o aproveitamento deste princípio ajusta-se perfeitamente ao período de crise que Portugal vive.
Nesse caso o novo líder do desporto tem de convencer o Governo de maioria de que:
- O desporto faz parte da solução e não é um problema face às múltiplas crises nacionais;
- O desporto dá lucro directo ao Estado gerando mais receita fiscal do que a despesa pública em desporto;
- Pode sempre ir dizendo ao Governo de maioria que os impactos indirectos serão substanciais e que se observarão a prazo na educação e na saúde para não ir mais longe.
Há muitos mais números aliciantes a trabalhar sistematicamente em Portugal e na Europa que abrirão portas ao novo desporto português.
O trabalho inicial será maior porque o desporto português não está habituado a fazê-lo, não quer ouvir falar de estudos e análises e 'odeia' quem o faz.
O texto da Catalunha foi cedido pelo Bruno Rosa e chama-se 'Etudi dels hàbits esportius de la població en edat escolar: A la Ciutat de Barcelona", Maio 2007, Ajuntament de Barcelona. Existe um link: www.bcn.cat/esports
quinta-feira, 31 de março de 2011
Desporto escolar desliga actividades desportivas
O desporto escolar depois de tentar acabar com o desporto escolar secando os professores passou para outro nível sugerindo que se limitassem actividades desportivas.
Desligar actividades é mais um erro a juntar aos anteriores.
A actividade desportiva para os jovens não se desliga, esteja o país como estiver.
A actividade desportiva para os jovens incentiva-se para acumular ininterruptamente capital humano e social num momento em que deve ser acumulado ou nunca mais o será.
Em Portugal há políticos, responsáveis públicos e ministérios que desconhecem estas questões simples da produtividade nacional.
Desligar actividades é mais um erro a juntar aos anteriores.
A actividade desportiva para os jovens não se desliga, esteja o país como estiver.
A actividade desportiva para os jovens incentiva-se para acumular ininterruptamente capital humano e social num momento em que deve ser acumulado ou nunca mais o será.
Em Portugal há políticos, responsáveis públicos e ministérios que desconhecem estas questões simples da produtividade nacional.
Subscrever:
Mensagens (Atom)