Ver a notícia do Record, penúltima página de hoje.
O erário público gasta demasiado em violência, começando por permitir que a violência verbal dos líderes privados incendeiem as claques por sistema e aos longo das décadas.
Um dos elementos contraditórios da violência no desporto português é o insuficiente consumo do espectáculo desportivo, a incapacidade de promover a atracção das famílias às competições e a contemporização com a violência. Inúmeros níveis públicos e privados têm falhado, continuando-se a observar as conversas de café pelos responsáveis de política que deveriam apresentar ideias concretas sobre este desafio.
A comunicação social aceita a vacuidade das palavras o que lhe fica bem porque, assim, quando houver violência no espectáculo desportivo as imagens que transmitirem poderão vender mais.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
Mostrar mensagens com a etiqueta violência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta violência. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 7 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Haverá inúmeras instituições do desporto que não funcionam
Maria José Morgado refere 3, a saber:
Não se fala dela mas desconhece-se o que faz a Fundação do Desporto que segundo corre por aí, até paga salários, quando há décadas nada se vê do seu funcionamento, nem da resposta aos pedidos de socorro de um seu presidente.
Recorde-se que houve imensos envolvidos na criação do Tribunal Arbitral do Desporto o qual durante os anos de incubação já viajou entre Belém, Algés e o Parque das Nações ou outra localização do Ministério da Justiça.
O que acontece é que há quem diga que trabalha durante legislaturas nestas coisas que não se sabe o que fazem e vem uma magistrada Maria José Morgado dizer que as arruaças dos jogos entre os maiores clubes de futebol e jogos de outras modalidades são ninhos de malfeitores.
Como é que o Governo vai querer que os patrocinadores empresariais financiem o desporto se a comunicação social lhes mostra que a sua marca e os seus produtos podem ser associados a cenas de violência gratuita e a afirmações extraordinárias e responsáveis inimputáveis.
O novo Secretário de Estado e outros responsáveis do desporto deveriam preocupar-se com estes problemas que não dependem de mais ninguém e que se houver propostas razoáveis só podem ser aprovadas.
Passar anos sem resolver problemas como estes e gastando rios de dinheiro em policiamento é um atestado de dificuldade de responder a questões que são muito graves e prejudicam enormemente o desporto.
Ninguém quer saber dos problemas reais das federações com estas cenas e estas afirmações que a sociedade portuguesa sabe ser verdade.
Será agora que vai haver um Ministro do Desporto e outro da Justiça a porem um ponto final nestas realidades insuportáveis?
Como já referi, existe uma economia da violência que vive de toda esta desconformidade as claques e os seus facínoras, as direcções dos clubes que as suportam, as polícias, a comunicação social, os opinion makers, os advogados e juristas de serviço, entre outros.
A outra economia boa é aquela que prosperaria com a inexistência destas malfeitorias mas até agora o Estado português e a federação de futebol e a liga não estavam para aí voltados.
- Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude
- Instituto do Desporto de Portugal
- Conselho para Ética e Segurança no Desporto
Não se fala dela mas desconhece-se o que faz a Fundação do Desporto que segundo corre por aí, até paga salários, quando há décadas nada se vê do seu funcionamento, nem da resposta aos pedidos de socorro de um seu presidente.
Recorde-se que houve imensos envolvidos na criação do Tribunal Arbitral do Desporto o qual durante os anos de incubação já viajou entre Belém, Algés e o Parque das Nações ou outra localização do Ministério da Justiça.
O que acontece é que há quem diga que trabalha durante legislaturas nestas coisas que não se sabe o que fazem e vem uma magistrada Maria José Morgado dizer que as arruaças dos jogos entre os maiores clubes de futebol e jogos de outras modalidades são ninhos de malfeitores.
Como é que o Governo vai querer que os patrocinadores empresariais financiem o desporto se a comunicação social lhes mostra que a sua marca e os seus produtos podem ser associados a cenas de violência gratuita e a afirmações extraordinárias e responsáveis inimputáveis.
O novo Secretário de Estado e outros responsáveis do desporto deveriam preocupar-se com estes problemas que não dependem de mais ninguém e que se houver propostas razoáveis só podem ser aprovadas.
Passar anos sem resolver problemas como estes e gastando rios de dinheiro em policiamento é um atestado de dificuldade de responder a questões que são muito graves e prejudicam enormemente o desporto.
Ninguém quer saber dos problemas reais das federações com estas cenas e estas afirmações que a sociedade portuguesa sabe ser verdade.
Será agora que vai haver um Ministro do Desporto e outro da Justiça a porem um ponto final nestas realidades insuportáveis?
Como já referi, existe uma economia da violência que vive de toda esta desconformidade as claques e os seus facínoras, as direcções dos clubes que as suportam, as polícias, a comunicação social, os opinion makers, os advogados e juristas de serviço, entre outros.
A outra economia boa é aquela que prosperaria com a inexistência destas malfeitorias mas até agora o Estado português e a federação de futebol e a liga não estavam para aí voltados.
FUTEBOL Morgado aponta culpados pelo 'off-shore judicial'
No Diário de Notícias, aqui, que se agradece a utilização.
A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) disse hoje que "a Lei é boa, mas a prática é má", acusando governantes e entidades que regulam o futebol pelo "off-shore judicial" e "certeza de impunidade".
Maria José Morgado justificou: "A arquitectura criada pela Lei contra a violência não funciona, não tem funcionado, um pouco por inércia da Liga e da Federação, mas também devido à ausência de uma política criminal nesta área e à jurisprudência em contexto de violência desportiva".
No seminário internacional "Estádios de Sítio, o policiamento da violência", no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa, a responsável apontou ainda o dedo à secretaria de Estado do Desporto e da Juventude, ao Instituto do Desporto de Portugal e ao Conselho para Ética e Segurança no Desporto, devido à quase inexistência das penas administrativas de interdição a adeptos de se deslocarem a recintos desportivos.
"O regime sancionatório não tem tido a aplicação devida e necessária para controlar o fenómeno. Não há sanções nem jogos à porta fechada e as únicas que se conhecem não têm eficácia dissuasora", continuou, descrevendo a situação como um "paraíso judicial desportivo".
Morgado considerou que se vive em Portugal "a certeza da impunidade do infractor" devido à falta de vitalidade do sistema - "o fenómeno progride em espiral e ameaça ficar fora de controlo, exigindo portanto urgentes medidas severas por parte das autoridades e responsáveis do Governo".
A responsável pelo DIAP caracterizou as claques de futebol como "gloriosos GOA (grupos organizados de adeptos), autênticos viveiros de criminalidade associados ao crime organizado", criticando também os "custos exagerados, com prejuízo do erário público e da segurança dos contribuintes", devido ao elevado número de agentes empregues em jogos de risco elevado, nomeadamente no acompanhamento de adeptos.
A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) disse hoje que "a Lei é boa, mas a prática é má", acusando governantes e entidades que regulam o futebol pelo "off-shore judicial" e "certeza de impunidade".
Maria José Morgado justificou: "A arquitectura criada pela Lei contra a violência não funciona, não tem funcionado, um pouco por inércia da Liga e da Federação, mas também devido à ausência de uma política criminal nesta área e à jurisprudência em contexto de violência desportiva".
No seminário internacional "Estádios de Sítio, o policiamento da violência", no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa, a responsável apontou ainda o dedo à secretaria de Estado do Desporto e da Juventude, ao Instituto do Desporto de Portugal e ao Conselho para Ética e Segurança no Desporto, devido à quase inexistência das penas administrativas de interdição a adeptos de se deslocarem a recintos desportivos.
"O regime sancionatório não tem tido a aplicação devida e necessária para controlar o fenómeno. Não há sanções nem jogos à porta fechada e as únicas que se conhecem não têm eficácia dissuasora", continuou, descrevendo a situação como um "paraíso judicial desportivo".
Morgado considerou que se vive em Portugal "a certeza da impunidade do infractor" devido à falta de vitalidade do sistema - "o fenómeno progride em espiral e ameaça ficar fora de controlo, exigindo portanto urgentes medidas severas por parte das autoridades e responsáveis do Governo".
A responsável pelo DIAP caracterizou as claques de futebol como "gloriosos GOA (grupos organizados de adeptos), autênticos viveiros de criminalidade associados ao crime organizado", criticando também os "custos exagerados, com prejuízo do erário público e da segurança dos contribuintes", devido ao elevado número de agentes empregues em jogos de risco elevado, nomeadamente no acompanhamento de adeptos.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Benfica critica "excessiva violência" da PSP no final do jogo de futsal contra o Sporting
'Olha o lobo' grita o Benfica. ver aqui.
Esta notícia é verdadeira ou é uma brincadeira?
Depois dos fortes confrontos com as claques do Porto o Benfica agora voltou-se para a polícia colocando à frente jovens e idosos?
Por definição o Benfica deveria ganhar tudo.
O Benfica não ganha nada e entretém-se arriscando o bem-estar dos seus associados.
Dentro de pouco tempo o Benfica vai dizer que está sem associados por causa dos '25%' do IVA.
Esta notícia é verdadeira ou é uma brincadeira?
Depois dos fortes confrontos com as claques do Porto o Benfica agora voltou-se para a polícia colocando à frente jovens e idosos?
Por definição o Benfica deveria ganhar tudo.
O Benfica não ganha nada e entretém-se arriscando o bem-estar dos seus associados.
Dentro de pouco tempo o Benfica vai dizer que está sem associados por causa dos '25%' do IVA.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Denunciada violência extrema na Escola de Fuzileiros no Barreiro (vídeo)
Isto promete. Ver notícia e vídeo aqui.
As claques dos clubes de futebol ao pé desta rapaziada dos fuzas são meninos de coro.
Será que se se pode dizer que há alguma coisa doente nesta sociedade portuguesa actual em que os cuidados mínimos das actividades físicas dos jovens que passam pelas Forças Armadas não existem e onde podem perder a vida e eventualmente os corpos militares dão mostras de um comportamento como os dos piores filmes de violência gratuita americanos?
Esta violência das forças armadas é para fazerem parte de quê?
Desde quando é que se sabe que isto se passa? E o que se fez? E o que se vai fazer? Demitir o sargento?
Ou isto está tudo 'em boas mãos'? Como dizia Otelo Saraiva de Carvalho quando distribuiu armas do Estado aos amigos?
Algum dos jovens que foram violentados e mortos nos últimos tempos, qual é o seu estrato social e económico?
E as medidas de austeridade ainda nem começaram a doer ...
As claques dos clubes de futebol ao pé desta rapaziada dos fuzas são meninos de coro.
Será que se se pode dizer que há alguma coisa doente nesta sociedade portuguesa actual em que os cuidados mínimos das actividades físicas dos jovens que passam pelas Forças Armadas não existem e onde podem perder a vida e eventualmente os corpos militares dão mostras de um comportamento como os dos piores filmes de violência gratuita americanos?
Esta violência das forças armadas é para fazerem parte de quê?
Desde quando é que se sabe que isto se passa? E o que se fez? E o que se vai fazer? Demitir o sargento?
Ou isto está tudo 'em boas mãos'? Como dizia Otelo Saraiva de Carvalho quando distribuiu armas do Estado aos amigos?
Algum dos jovens que foram violentados e mortos nos últimos tempos, qual é o seu estrato social e económico?
E as medidas de austeridade ainda nem começaram a doer ...
Poderá o desporto fazer alguma coisa contra o aumento da violência latente entre jovens?
Adolescente detido com duas facas de talhante na mochila, por LusaHoje, ver no DN, aqui.
"Um adolescente de 16 anos foi detido pela GNR em Santa Maria da Feira com duas facas de talhante na mochila escolar, informou hoje aquela força policial.
O jovem, que frequenta um curso de Educação e Formação de Operador de Informática na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo de Arrifana, foi detido na terça-feira, cerca das 15:00, numa casa abandonada, situada nas imediações do estabelecimento escolar.
Segundo a GNR, o adolescente tinha na sua posse "duas facas de talhante, uma com 11 centímetros e outra de 14,5 centímetros de lâmina, que transportava na mochila escolar". Em declarações à Lusa, a directora da escola, Guiomar Silva, reconhece que o aluno tem problemas por "mau comportamento", mas assegura que "não é nada de relevante". "Nunca houve problemas nenhuns de violência aqui. Ele tem processos disciplinares por desrespeito aos professores dentro da sala de aula, mas só em termos verbais", adiantou a directora, acrescentando que o aluno "está a ter todo o acompanhamento necessário".
O jovem, que foi detido por posse de arma proibida, foi presente hoje a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito a Termo de Identidade e Residência, baixando o processo à fase de inquérito."
"Um adolescente de 16 anos foi detido pela GNR em Santa Maria da Feira com duas facas de talhante na mochila escolar, informou hoje aquela força policial.
O jovem, que frequenta um curso de Educação e Formação de Operador de Informática na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo de Arrifana, foi detido na terça-feira, cerca das 15:00, numa casa abandonada, situada nas imediações do estabelecimento escolar.
Segundo a GNR, o adolescente tinha na sua posse "duas facas de talhante, uma com 11 centímetros e outra de 14,5 centímetros de lâmina, que transportava na mochila escolar". Em declarações à Lusa, a directora da escola, Guiomar Silva, reconhece que o aluno tem problemas por "mau comportamento", mas assegura que "não é nada de relevante". "Nunca houve problemas nenhuns de violência aqui. Ele tem processos disciplinares por desrespeito aos professores dentro da sala de aula, mas só em termos verbais", adiantou a directora, acrescentando que o aluno "está a ter todo o acompanhamento necessário".
O jovem, que foi detido por posse de arma proibida, foi presente hoje a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito a Termo de Identidade e Residência, baixando o processo à fase de inquérito."
quinta-feira, 28 de abril de 2011
José Sócrates, Pinto da Costa e José Mourinho são eticamente mal criados
Os três criaram uma reputação de agressividade fora do normal.
Se no início de cada um a novidade da agressividade era uma característica da mestria, a reputação desenvolvida joga contra e causa prejuízos que nenhum já controla ou quer alterar.
No país e no partido, no futebol e no Real Madrid são comportamentos que impedem que as melhores soluções sejam assumidas e sejam capazes de gerar benefícios.
Ontem é discutível se o pontapé de Pepe não deveria ter sido controlado previamente.
A estratégia do Real Madrid era mais activa/agressiva do que a do Barcelona e a pressão sobre a bola por parte dos seus jogadores muito mais exigente psicologicamente.
Mourinho sabe que por tradição os seus jogadores são expulsos e deveria trabalhar este aspecto muito mais.
Deveria assunir a não agressividade ao ponto de não se irritar com os árbitros tornando o prejuízo do confronto mais pesado para o Real Madrid.
Nenhum árbitro hoje tem receio de expulsar um jogador do Real Madrid de José Mourinho.
Nenhum árbitro hoje tem receio de expulsar o treinador do Real Madrid que se chama José Mourinho.
É óbvio que José Mourinho já trabalhou o bastante para exigir que nas sessões de treino dos árbitros na UEFA e na FIFA haja um capítulo José Mourinho.
O Barcelona fica quase com a eliminatória resolvida graças a José Mourinho que canaliza as suas frustações para o domínio em que não foi contratado e onde deveria ter um comportamento exemplar e distinto.
A reputação de violência, contrária ao fair-play desportivo europeu, continua a ser a falha da brilhante estratégia montada pelo ainda melhor treinador do mundo.
Os clubes quando contratam treinadores deveriam passar a incluir uma cláusula a exigir o ressarcimento ao clube pelas expulsões dos jogadores e do treinador acima de um determinado nível técnico.
As federações e as ligas poderiam rever os seus regulamentos das competições para erradicarem estas violência latente e contumaz de alguns protagonistas dos seus espectáculos.
Ver aqui as declarações de José Mourinho.
Se no início de cada um a novidade da agressividade era uma característica da mestria, a reputação desenvolvida joga contra e causa prejuízos que nenhum já controla ou quer alterar.
No país e no partido, no futebol e no Real Madrid são comportamentos que impedem que as melhores soluções sejam assumidas e sejam capazes de gerar benefícios.
Ontem é discutível se o pontapé de Pepe não deveria ter sido controlado previamente.
A estratégia do Real Madrid era mais activa/agressiva do que a do Barcelona e a pressão sobre a bola por parte dos seus jogadores muito mais exigente psicologicamente.
Mourinho sabe que por tradição os seus jogadores são expulsos e deveria trabalhar este aspecto muito mais.
Deveria assunir a não agressividade ao ponto de não se irritar com os árbitros tornando o prejuízo do confronto mais pesado para o Real Madrid.
Nenhum árbitro hoje tem receio de expulsar um jogador do Real Madrid de José Mourinho.
Nenhum árbitro hoje tem receio de expulsar o treinador do Real Madrid que se chama José Mourinho.
É óbvio que José Mourinho já trabalhou o bastante para exigir que nas sessões de treino dos árbitros na UEFA e na FIFA haja um capítulo José Mourinho.
O Barcelona fica quase com a eliminatória resolvida graças a José Mourinho que canaliza as suas frustações para o domínio em que não foi contratado e onde deveria ter um comportamento exemplar e distinto.
A reputação de violência, contrária ao fair-play desportivo europeu, continua a ser a falha da brilhante estratégia montada pelo ainda melhor treinador do mundo.
Os clubes quando contratam treinadores deveriam passar a incluir uma cláusula a exigir o ressarcimento ao clube pelas expulsões dos jogadores e do treinador acima de um determinado nível técnico.
As federações e as ligas poderiam rever os seus regulamentos das competições para erradicarem estas violência latente e contumaz de alguns protagonistas dos seus espectáculos.
Ver aqui as declarações de José Mourinho.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Por onde anda a reputação do desporto português
O estado do nosso desporto observa-se no novo arraial de pancadaria com a polícia de choque a intervir num jogo entre o Benfica e o Porto.
É possível fazer diferente porque em Espanha onde a rivalidade do Barcelona e do Real Madrid também é imensa e os adeptos dos dois clubes não se guerreiam, nem assumem que desporto é maltratar o adversário.
A situação é insustentável e devem encontrar-se as razões para isto estar a acontecer em Portugal.
Há muitas instituições a intervir na violência no desporto e nenhuma instituição sai de mãos limpas.
Podemos começar pela Assembleia da República, pelos mais altos magistrados que ou não actuam, ou actuam mal, ou não dão exemplos, ou não criam bons exemplos.
Chegar ao fim da legislatura com arraiais de pancadaria é mais um factor que sugere o fracasso da política desportiva de agentes públicos e privados.
Os arraiais de pancadaria custam dinheiro ao erário público, retiram-no de outras aplicações úteis ao desporto e à população e causam prejuízos privados com a destruição de propriedade.
Os prejuízos intangíveis observam-se na descredibilização do desporto e de prejuízos de enorme monta na sua reputação e no que seria o benefício de toda a actividade desportiva para jogos que deveriam enaltecer a componente lúdica e o respeito pelo vitorioso e pelo derrotado.
É possível fazer diferente porque em Espanha onde a rivalidade do Barcelona e do Real Madrid também é imensa e os adeptos dos dois clubes não se guerreiam, nem assumem que desporto é maltratar o adversário.
A situação é insustentável e devem encontrar-se as razões para isto estar a acontecer em Portugal.
Há muitas instituições a intervir na violência no desporto e nenhuma instituição sai de mãos limpas.
Podemos começar pela Assembleia da República, pelos mais altos magistrados que ou não actuam, ou actuam mal, ou não dão exemplos, ou não criam bons exemplos.
Chegar ao fim da legislatura com arraiais de pancadaria é mais um factor que sugere o fracasso da política desportiva de agentes públicos e privados.
Os arraiais de pancadaria custam dinheiro ao erário público, retiram-no de outras aplicações úteis ao desporto e à população e causam prejuízos privados com a destruição de propriedade.
Os prejuízos intangíveis observam-se na descredibilização do desporto e de prejuízos de enorme monta na sua reputação e no que seria o benefício de toda a actividade desportiva para jogos que deveriam enaltecer a componente lúdica e o respeito pelo vitorioso e pelo derrotado.
O Benfica e o Porto perdem porque os estádios não esgotam e a venda de merchandizing e os contratos de publicidade ficam abaixo do potencial.
Indirectamente o benefício de outras modalidades e de outros eventos desportivos negocia também longe do potencial caso o entusiasmo pelas competições desportivas transbordasse como parece acontecer por essa Europa.
A política desportiva tem de olhar para a reputação do sector como o elemento central para colocar o desporto em todas as suas manifestações e produtos como um factor decisivo para a edificação da imagem e do amor-próprio dos portugueses.
A impotência do jogo de ontem é o fracasso de clubes que não conseguem ser grandes onde se destruiu a relação entre o saber ganhar e o saber perder e o prazer que o desporto tem de um momento bem passado entre amigos e em sociedade.
Que terra é esta, que desporto é este, que política desportiva é esta onde não existem leis que ilegalizem as claques, não existem personalidades da sociedade e dos clubes que antes, durante e depois não falam, não aparecem juntas, não se misturam com os adeptos dos clubes e não afastam definitivamente com actos os arraiais de pancadaria dos jogos entre os maiores clubes portugueses?
segunda-feira, 4 de abril de 2011
As claques são economicamente nefastas
Uma das lacunas do futebol português é a lacuna de investigação abundante.
A investigação, por outro lado, não se pode dar por satisfeita por identificar toda uma série de características sociológicas das claques que poderão ser intelectualmente estimulantes.
Provavelmente o mais importante seria compreender os factores que incentivam os adeptos a aderirem à performance dos clubes e das equipas e a gastarem euros e tempo do seu lazer para irem aos estádios e os encherem.
Deve ser a política desportiva orientada para a resolução dos desafios colocados aos agentes desportivos a indicar qual a investigação a realizar em vez de ir atrás do que faz a universidade.
É importante a universidade investigar e propor linhas de investigação e é importante estar aberta aos problemas do desporto.
É a análise e a investigação continuada que cria os instrumentos e as soluções que permitem aos políticos não terem o receio de desenvolver políticas voltadas para o futuro e que combatem os estrangulamentos da produção desportiva.
As análises poderão falhar devido a metodologias mal concebidas, à falta de material de análise, aos pressupostos e conclusões incertas.
Os políticos poderão errar de várias formas na definição, na atribuição da análise, na leitura das conclusões e na sua aplicação.
De qualquer forma fazer investigação e avançar medidas de política desportiva baseadas nas investigações das universidades é uma solução superior a não fazer nada ou fazer escondido ou ficar dependente de uma hipotética clarividência de pessoas que têm os problemas e os desafios de colocar as estruturas de produção de desporto a andar e que preferem trabalhar com coisas e ideias simples acompanhadas por meios financeiros sempre necessários.
A investigação, por outro lado, não se pode dar por satisfeita por identificar toda uma série de características sociológicas das claques que poderão ser intelectualmente estimulantes.
Provavelmente o mais importante seria compreender os factores que incentivam os adeptos a aderirem à performance dos clubes e das equipas e a gastarem euros e tempo do seu lazer para irem aos estádios e os encherem.
Deve ser a política desportiva orientada para a resolução dos desafios colocados aos agentes desportivos a indicar qual a investigação a realizar em vez de ir atrás do que faz a universidade.
É importante a universidade investigar e propor linhas de investigação e é importante estar aberta aos problemas do desporto.
É a análise e a investigação continuada que cria os instrumentos e as soluções que permitem aos políticos não terem o receio de desenvolver políticas voltadas para o futuro e que combatem os estrangulamentos da produção desportiva.
As análises poderão falhar devido a metodologias mal concebidas, à falta de material de análise, aos pressupostos e conclusões incertas.
Os políticos poderão errar de várias formas na definição, na atribuição da análise, na leitura das conclusões e na sua aplicação.
De qualquer forma fazer investigação e avançar medidas de política desportiva baseadas nas investigações das universidades é uma solução superior a não fazer nada ou fazer escondido ou ficar dependente de uma hipotética clarividência de pessoas que têm os problemas e os desafios de colocar as estruturas de produção de desporto a andar e que preferem trabalhar com coisas e ideias simples acompanhadas por meios financeiros sempre necessários.
A violência das claques é insustentável
Diz o José Manuel Meirim, aqui, acerca das claques algo que deveria nortear a ética e a política desportiva:
"Diga-se desde já, para que não se gerem equívocos, que tenho para mim que os núcleos duros de determinadas claques – que não se restringem somente aos denominados «3 grandes» (veja-se o recentíssimo caso de uma claque do Vitória de Guimarães) – são um espaço promotor de violência e banditismo. Por essa razão, o Estado, em vez de pretender transformá-las em associações de jovens e adultos bem comportados, com os elevados custos que consigna a tal missão impossível, primando por uma ineficácia absoluta comprovada por muitos anos, tudo deveria fazer para alcançar a sua extinção. Por isso, frise-se para a leitura seguinte, não há muito a distinguir entre claques “legalizadas” ou ilegais, designadamente quanto ao grau de violência, banditismo e perigosidade."
Economicamente os custos da violência clara e da invisível, da claramente assumida e da escondida, os custos da falta de ética e de princípios da política desportiva levam o futebol para uma situação difícil.
A violência actual não encontra resposta nas autoridades e as políticas de combate à violência estão associadas a outras limitações que impedem os agentes privados e públicos de actuar com firmeza e rapidez sobre os prevaricadores.
As autoridades públicas são as últimas no actual momento a quererem meter-se com os mal comportados do futebol e este é o coroar final de várias legislaturas que passam ao lado do que deve ser investido no desporto e do que deve ser combatido decididamente.
"Diga-se desde já, para que não se gerem equívocos, que tenho para mim que os núcleos duros de determinadas claques – que não se restringem somente aos denominados «3 grandes» (veja-se o recentíssimo caso de uma claque do Vitória de Guimarães) – são um espaço promotor de violência e banditismo. Por essa razão, o Estado, em vez de pretender transformá-las em associações de jovens e adultos bem comportados, com os elevados custos que consigna a tal missão impossível, primando por uma ineficácia absoluta comprovada por muitos anos, tudo deveria fazer para alcançar a sua extinção. Por isso, frise-se para a leitura seguinte, não há muito a distinguir entre claques “legalizadas” ou ilegais, designadamente quanto ao grau de violência, banditismo e perigosidade."
Economicamente os custos da violência clara e da invisível, da claramente assumida e da escondida, os custos da falta de ética e de princípios da política desportiva levam o futebol para uma situação difícil.
A violência actual não encontra resposta nas autoridades e as políticas de combate à violência estão associadas a outras limitações que impedem os agentes privados e públicos de actuar com firmeza e rapidez sobre os prevaricadores.
As autoridades públicas são as últimas no actual momento a quererem meter-se com os mal comportados do futebol e este é o coroar final de várias legislaturas que passam ao lado do que deve ser investido no desporto e do que deve ser combatido decididamente.
Quanto pode custar a brincadeira do apagão na Luz?
Os patrocinadores do Benfica terão pelo menos quatro hipóteses:
Não sendo o mercado eficiente é provável que os patrocinadores escolham a solução 1.
Poderão actuar, numa segunda fase, revendo em baixa uma renovação do patrocínio dos jogos do Benfica assim como de todos os clubes de futebol, tendo em consideração o escalar dos actos de hooliganismo, violência, hipocrisia e desnorte que o negócio do futebol apresenta em Portugal.
- Considerarem muito giro o apagão na Luz e assumirem o custo tanto do seu benefício contratual fracassado como a evidência de falta de fair-play a que a sua imagem fica associada ao patrocinar os jogos do Benfica.
- Exigirem o ressarcimento financeiro pelo apagão num dos momentos mais relevantes do jogo em que os jogadores do Porto celebravam a vitória.
- Rescindirem o contrato e exigirem uma indemnização adequada às suas receitas esperadas.
- Rescindirem o contrato considerando a sua ignorância da falta de perfil promocional do seu patrocinado.
Não sendo o mercado eficiente é provável que os patrocinadores escolham a solução 1.
Poderão actuar, numa segunda fase, revendo em baixa uma renovação do patrocínio dos jogos do Benfica assim como de todos os clubes de futebol, tendo em consideração o escalar dos actos de hooliganismo, violência, hipocrisia e desnorte que o negócio do futebol apresenta em Portugal.
Subscrever:
Mensagens (Atom)