Tenho ouvido várias vezes esta frase que me parece ter várias leituras alternativas: não querer dizer a sua opinião, um cansaço com o que se passa, uma preguiça de investir na caracterização exacta do produto, uma incapacidade de ir mais longe, uma pequena mentira que se quer passar ...
Aceito todas estas alternativas sem nenhum juízo de valor.
Concorde ou não com o programa do PSD CDS para o desporto, o mais fácil é deixar a interpretação do que lá está apenas aos próprios que o fizeram.
Descreverei a minha posição sobre o programa nos próximos dias.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
O pesadelo em que o PS envolveu o país
Houve pessoas que toda a vida votaram PS e que nos últimos anos questionaram as suas convicções a ponto de tomarem outra alternativa.
São pessoas que não estão dependentes da palavra do chefe e do cartão de crédito.
O grupo que comandou o PS deveria a começar a perceber que existem razões para a areia lhes fugir debaixo dos pés.
Os legionários que contiveram as vozes discordantes agora desapareceram e esperam novo toque a reunir para cumprir o pensamento de um novo chefe.
Mário Soares já disse que o PS necessita de ser refundado o que apela a uma reconstrução impensável há pouco.
Isto que estou a dizer relaciona-se com a percepção do que foi sendo dito nos blogues ao longo dos anos.
Foi dito, por exemplo, que existem limites na Lei de Bases quanto aos fundamentos económicos que a apoiam.
Enquanto o PS se refunda vai ter de ser o PSD a equacionar uma saída deste labirinto na certeza que os agentes privados dominantes vão querer coisas simples e que não mexam muito no que se fazia no passado.
É, por isso, que eles não têm razão e tem de ser o PSD a fazer alguma coisa, até porque do CDS/PP nada se conhece de pensamento desportivo.
São pessoas que não estão dependentes da palavra do chefe e do cartão de crédito.
O grupo que comandou o PS deveria a começar a perceber que existem razões para a areia lhes fugir debaixo dos pés.
Os legionários que contiveram as vozes discordantes agora desapareceram e esperam novo toque a reunir para cumprir o pensamento de um novo chefe.
Mário Soares já disse que o PS necessita de ser refundado o que apela a uma reconstrução impensável há pouco.
Isto que estou a dizer relaciona-se com a percepção do que foi sendo dito nos blogues ao longo dos anos.
Foi dito, por exemplo, que existem limites na Lei de Bases quanto aos fundamentos económicos que a apoiam.
Enquanto o PS se refunda vai ter de ser o PSD a equacionar uma saída deste labirinto na certeza que os agentes privados dominantes vão querer coisas simples e que não mexam muito no que se fazia no passado.
É, por isso, que eles não têm razão e tem de ser o PSD a fazer alguma coisa, até porque do CDS/PP nada se conhece de pensamento desportivo.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Os líderes do desporto deveriam prestar atenção
Quando um ministro do CDS, Pedro Mota Soares diz que “o sistema de pensões tem sempre de ser justo e assegurar a protecção dos que têm rendimentos mais baixos”. “É precisamente para isso que é preciso libertar o Estado de pagar, no futuro, pensões extraordinariamente elevadas porque isso já não é protecção social, é sim gestão de fortunas”, classificou."
Este ministro não é do BE, do PEV, do PCP, nem do PS.
Ver aqui no Jornal de Negócios.
Tenho defendido que as federações têm andado a perder bom dinheiro nos últimos anos.
Alguns presidentes estão muito agradecidos ao divino espírito santo e ao além, pela sua sorte de receberem cada vez menos e terem de cortar projectos.
Não sei se as palavras do Ministro do CDS lhes faz tocar algumas campainhas...
Mas quem sou eu para dizer que as federações têm sido levadas.
Este ministro não é do BE, do PEV, do PCP, nem do PS.
Ver aqui no Jornal de Negócios.
Tenho defendido que as federações têm andado a perder bom dinheiro nos últimos anos.
Alguns presidentes estão muito agradecidos ao divino espírito santo e ao além, pela sua sorte de receberem cada vez menos e terem de cortar projectos.
Não sei se as palavras do Ministro do CDS lhes faz tocar algumas campainhas...
Mas quem sou eu para dizer que as federações têm sido levadas.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Programa para o desporto do XIX governo (versão revista)
Um link para o pdf está aqui.
Sucintamente aqui ficam notas sobre o programa:
Sucintamente aqui ficam notas sobre o programa:
- creio ser um documento com alguns bons momentos e surpresas
- nos objectivos estratégicos fala do aumento da participação desportiva, no modelo de colaboração entre agentes(???) e na ética
- nos objectivos
- fala num programa que começa na prática ao longo da vida e cai nos talentos (que deviam ser um ponto à parte)
- depois entra no alto rendimento
- estudante atleta
- carreiras duais
- apoios públicos considerando o contexto macroeconómico(???)
- quanto ao financiamento
- mecenato
- direitos desportivos (???)
- distingue dois factores de produção
- formação com universidades e federações
- infra-estruturas visando integral aproveitamento
- refere a revisão pontual do ordenamento jurídico e tribunal arbitral
- reformula conselho nacional desporto
- interliga o audiovisual público e o desporto
- cria um sistema nacional de informação(???) e estatística desporto
- internacionalmente quer megaeventos, aí vêm os Jogos Olímpicos de Lisboa e uma nova figura do programa de embaixadores uma aproximação à diplomacia económica
- O programa não tem estatísticas,compreende-se porque diz que as vai criar mas o 'atlas' desportivo é uma pomada peculiar dos documentos programáticos do desporto português que tem décadas. Nunca ninguém os viu mas o bloco central do desporto gosta da terminologia que não se usa e perturba.
- O programa não fala da subsídio dependência, não fala da avaliação do desempenho como fala o programa do governo noutras áreas.
- Outro dos grandes silêncios é a miseranda orgânica pública e a privada.
- Para um governo que quer dinamizar a administração pública há muitos cacos que ou o governo trata a fundo para os reformular ou com as medidas de austeridade vai ter uma estrutura impulsionadora da ineficiência vigente de uma forma particularmente para o associativismo e os ginásios.
- O desporto escolar é referido duas vezes, uma delas falando dos talentos, mostrando a tendência para a protecção do alto rendimento, e ele deveria ser um elemento crucial de uma visão inovadora. Perdeu-se a oportunidade. Não há ideia concreta do que fazer com o desporto jovem e as afirmações feitas suportam tudo.
- A ideia que dá é que quem fez esta parte do programa está com medo de trazer o progresso, a racionalidade e a modernidade para o desporto.
- Nas entrelinhas deixa-se que a lei de bases vai ser revista o que é de bom senso.
- No seu todo o documento está acima da média, tem habilidade naquilo que diz mas falta-lhe ambição.
- Não nos esqueçamos que um dos partidos do governo não tem programa eleitoral em 2011 para o desporto e que no seu todo nenhum partido da oposição foi digno desse nome durante a legislatura que passou.
- Concordo com Laurentino Dias ao aconselhar muito trabalho durante a legislatura.
sábado, 14 de maio de 2011
O programa do CDS também não fala de desporto
Está aqui.
Quanto à Cultura segue os sound-bites das indústrias criativas e a comercialização através do turismo.
Quanto à Cultura segue os sound-bites das indústrias criativas e a comercialização através do turismo.
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