Face a esta notícia, aqui:
"... a fusão, num único organismo, do Instituto Português da Juventude, Movijovem, Instituto do Desporto de Portugal e Instituto para o Desenvolvimento para as Tecnologias de Informação."
O Desporto Português sabe o que é o Desporto Português?
Não contesto a fusão, apenas pergunto se alguém antes da fusão sabe, tem bem presente quanto à realidade e quanto às opções de política o que é e o que se procura com o desporto português, e que esse conhecimento seja consensual entre os parceiros desportivos sobre o que é o Desporto Português.
Caso alguém o possa apresentar com claridade será possível compreender o que quer que se faça a seguir, com a fusão anunciada hoje na Assembleia da República pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
A minha opinião é que ninguém sabe. Perderam-se mais duas legislaturas em que o desporto não acumulou governance, reputação e capital humano de excelência.
O facto que ninguém no desporto sabe que rumo está a ter o sector é que o líder do sector fala dos seus problemas e do que lhe aconteceu no passado e não fala nem de desporto, nem do futuro.
Obviamente a responsabilidade de Alexandre Mestre perante o Desporto e o Futuro Desportivo dos Portugueses é colossal.
O primeiro passo a analisar e compreender são as razões que sustentam esta medida de política.
O programa do PSD e do CDS não consideram a extinsão do IDP.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
O que está em causa é o Desporto Português
Luís Leite repete à saciedade no Colectividade Desportiva que o IDP não lê os documentos das federações.O que nesta acepção não é verdade porque o IDP aceita o que as federações propõem, só que não tem dinheiro para mais.
Há anónimos que fazem listas exaustivas dos méritos do Governo Sócrates no desporto. É aceitável que o façam, assim como é aceitável que outras pessoas tenham dúvidas sobre a bondade destes exercícios sobre si mesmos.
José Manuel Constantino refere que as federações podem nunca aumentar o seu produto desportivo e receber financiamento público. O que é uma realidade.
José Manuel Meirim constata que os programas dos governos são iguais. A leitura dos programas do PS e do PSD são bem distintos.
João Almeida garante que imensos conceitos europeus vão ser aplicados no desporto português e muito vai ser diferente. O PS tem-lo feito há décadas, porque é que agora será diferente?
No seu início o programa do XIX governo fala de Desporto Com Todos (será este um dos novos conceitos referidos por João Almeida?) e Desporto Para Toda a Vida e depois até ao fim fala apenas do alto rendimento.
Alexandre Mestre e João Bibe vão ser a ossatura da legislatura do governo no desporto e vão cumprir o programa e as medidas de austeridade. Os seus propósitos e determinação são claros e há que ter a certeza que o objecto do governo vai ser cumprido e ambos já demonstraram que são capazes de fazer aquilo para que são nomeados, tanto na eleição para o jurista mais influente do mundo, como para cumprir até ao cêntimo o objecto dos Governos no investimento dos estádios do Euro2004.
Há quem diga , eu, por exemplo, que os desafios do desporto estão para além do programa do XIX governo e das medidas de austeridade da troika. Estes dois instrumentos são o invólucro que vai enformar a actuação das federações na presente legislatura.
Há mais acontecimentos a mexerem com o Desporto como a iniciativa do Benfica e de Pais do Amaral face aos direitos da Sport TV, assim como, o estudo da Liga de Futebol e a formação de fundos de investimento para apoiarem a contratação dos maiores clubes portugueses, eventualmente a entrada de investidores estrangeiros no futebol português. A eventual recandidatura de Gilberto Madail e de Vicente Moura serão elementos preponderantes na legislatura.
Esta desconformidade do programa do governo e a dinâmica 'incontrolável' do mercado privado não quer dizer que o Governo através de Alexandre Mestre e João Bibe estejam em maus lençóis. À medida que os documentos e as decisões são tomadas há sempre aspectos novos a surgirem e a sugerirem dificuldades tal como acontece com o programa da troika e a acção do governo.
O PSD necessita de uma equipa forte e contraditória para defrontar os problemas do desporto. É aqui que está a rosa de Alexandre Mestre. Refiro-me a ele porque ele agora está sozinho e tem de ser ele a mostrar que chefia a orquestra como fez Laurentino Dias. Com este último houve resultados divergentes que não parece haver interesse numa análise aprofundada e independente. Há que dar tempo, ao tempo?
Os documentos apresentados e os acontecimentos desportivos estão aí para testar a solidez da equipa de Alexandre Mestre e se o que vai resultar no fim é bom para o desporto.
O que está em causa é o desporto português.
Há anónimos que fazem listas exaustivas dos méritos do Governo Sócrates no desporto. É aceitável que o façam, assim como é aceitável que outras pessoas tenham dúvidas sobre a bondade destes exercícios sobre si mesmos.
José Manuel Constantino refere que as federações podem nunca aumentar o seu produto desportivo e receber financiamento público. O que é uma realidade.
José Manuel Meirim constata que os programas dos governos são iguais. A leitura dos programas do PS e do PSD são bem distintos.
João Almeida garante que imensos conceitos europeus vão ser aplicados no desporto português e muito vai ser diferente. O PS tem-lo feito há décadas, porque é que agora será diferente?
No seu início o programa do XIX governo fala de Desporto Com Todos (será este um dos novos conceitos referidos por João Almeida?) e Desporto Para Toda a Vida e depois até ao fim fala apenas do alto rendimento.
Alexandre Mestre e João Bibe vão ser a ossatura da legislatura do governo no desporto e vão cumprir o programa e as medidas de austeridade. Os seus propósitos e determinação são claros e há que ter a certeza que o objecto do governo vai ser cumprido e ambos já demonstraram que são capazes de fazer aquilo para que são nomeados, tanto na eleição para o jurista mais influente do mundo, como para cumprir até ao cêntimo o objecto dos Governos no investimento dos estádios do Euro2004.
Há quem diga , eu, por exemplo, que os desafios do desporto estão para além do programa do XIX governo e das medidas de austeridade da troika. Estes dois instrumentos são o invólucro que vai enformar a actuação das federações na presente legislatura.
Há mais acontecimentos a mexerem com o Desporto como a iniciativa do Benfica e de Pais do Amaral face aos direitos da Sport TV, assim como, o estudo da Liga de Futebol e a formação de fundos de investimento para apoiarem a contratação dos maiores clubes portugueses, eventualmente a entrada de investidores estrangeiros no futebol português. A eventual recandidatura de Gilberto Madail e de Vicente Moura serão elementos preponderantes na legislatura.
Esta desconformidade do programa do governo e a dinâmica 'incontrolável' do mercado privado não quer dizer que o Governo através de Alexandre Mestre e João Bibe estejam em maus lençóis. À medida que os documentos e as decisões são tomadas há sempre aspectos novos a surgirem e a sugerirem dificuldades tal como acontece com o programa da troika e a acção do governo.
O PSD necessita de uma equipa forte e contraditória para defrontar os problemas do desporto. É aqui que está a rosa de Alexandre Mestre. Refiro-me a ele porque ele agora está sozinho e tem de ser ele a mostrar que chefia a orquestra como fez Laurentino Dias. Com este último houve resultados divergentes que não parece haver interesse numa análise aprofundada e independente. Há que dar tempo, ao tempo?
Os documentos apresentados e os acontecimentos desportivos estão aí para testar a solidez da equipa de Alexandre Mestre e se o que vai resultar no fim é bom para o desporto.
O que está em causa é o desporto português.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Programa do XIX governo conclusão
É possível realçar alguns pontos da análise realizada referindo o seguinte:
Numa frase final pode dizer-se que o programa do XIX governo constitucional procura cortar com o passado e com o real, quer não falando deles, quer falando de coisas novas (como foi feito na Lei de Bases do Desporto de 2005).
Tal como o PS em 2005 reconstruiu o seu modelo de actuação a partir dos sucessos anteriores as equipas e os conteúdos, tudo leva a crer que o actual modelo do governo do PSD e do CDS é o de Hermínio Loureiro sem o Euro 2004.
Este é um contributo para o PS começar a construir o seu futuro no desporto.
Independentemente do que está no programa o Ministro do Desporto e o Secretário de Estado do Desporto é que têm a faca e o queijo na mão para demonstrarem que as hipóteses e conclusões colocadas serão reais para o desporto português.
- O programa usa conceitos que são novos e que são usados nos documentos europeus e abrangem um largo espectro da produção desportiva actual.
- A construção das frases de proposta das medidas é confusa impedindo a clarificação do que realmente o PSD e o CDS querem fazer entre a realidade do terreno e uma possível viagem visando a média europeia.
- O programa não tem pontos indicativos dos pontos centrais da actual situação, onde vai actuar e em que dimensão.
- Não há detalhe de medidas de política para a prática desportiva informal e para o 'desporto com todos'.
- O detalhe das futuras medidas do alto rendimento é grande em múltiplos pontos e mesmo quando parece que a frase de início vai tratar do 'desporto com todos' verifica-se que acaba a falar de alto rendimento, talentos, parcerias privadas.
- O modelo por detrás do programa é maioritariamente direccionado para o alto rendimento.
- A austeridade referida pelo secretário de estado sugere que algumas das medidas apresentadas no programa sejam ajustadas ao que chama o contexto macroeconómico.
- O programa não consubstancia um modelo de desenvolvimento sustentado visando a média europeia.
- É uma lacuna grave que o programa do governo não trate com essencialidade o fracasso actual da produção do associativismo desportivo de base. O 'desporto com todos' é um conceito novo como o da actividade física imposto na legislatura passada.
- A actuação do governo deverá orientar-se pelos tradicionais instrumentos legislação, produção pública e subsídios para a produção privada. A maior parte das medidas tratadas podem ter graus diferenciados de legislação, produção pública e subsídios.
- Ou seja, as transformações legislativas não são apenas a revisão da lei de bases, do Conselho Nacional do Desporto, o TAD. Todas as medidas propostas incluem alguma necessidade de ajustamento legislativo ou de produção pública ou de subsídio. Ligar a actuação do governo apenas à produção legislativa é um erro da equipa que pontificou na legislatura precedente.
- Há nos dias que correm a possibilidade de atribuir direitos de propriedade aos produtores privados nomeadamente através de parcerias para a realização de objectivos públicos.
- Entre esses elementos também está o diálogo social não só para dentro do desporto como também para fora do desporto que o programa só fala em termos do turismo o que é fortemente limitado.
- Simultaneamente há grandes projectos nacionais como o Mar e que o programa para o desporto é omisso.
Numa frase final pode dizer-se que o programa do XIX governo constitucional procura cortar com o passado e com o real, quer não falando deles, quer falando de coisas novas (como foi feito na Lei de Bases do Desporto de 2005).
Tal como o PS em 2005 reconstruiu o seu modelo de actuação a partir dos sucessos anteriores as equipas e os conteúdos, tudo leva a crer que o actual modelo do governo do PSD e do CDS é o de Hermínio Loureiro sem o Euro 2004.
Este é um contributo para o PS começar a construir o seu futuro no desporto.
Independentemente do que está no programa o Ministro do Desporto e o Secretário de Estado do Desporto é que têm a faca e o queijo na mão para demonstrarem que as hipóteses e conclusões colocadas serão reais para o desporto português.
Programa do XIX governo 5 várias medidas
As medidas seguintes todas para o alto rendimento não referem o que está a ser feito, poderá contribuir para nova despesa ou não existiam nesta formulação nos governos anteriores. São elas:
A medida seguinte é interminável e sintomática da dificuldade de concepção de um novo modelo:
- Apostar num projecto de identificação e desenvolvimento de jovens talentos no desporto, em particular no âmbito dos Programas de Preparação Olímpica e Paralímpica e das Esperanças Olímpicas (a identificação e o desenvolvimento de talentos tem como paradigma experiências boas como Nelson Évora e experiências más como Vanessa Fernandes. Esta formulação deveria ser mais cautelosae ter algum juízo de valor face ao actual)
- Ajustar os estatutos de acesso ao alto rendimento, compatibilizando-os com a formação escolar dos atletas (“carreiras duais”), com modelos de gestão mista dos centros de alto rendimento; (para além do 'carreiras duais' a frase mistura-as com a gestão mista dos CAR o que é muito confuso)
- Promover o “mecenato desportivo” e integrá-lo no Estatuto dos Benefícios Fiscais; (não fala da Fundação do Desporto que continuará a pagar salários e vem propor algo de improvável na actual conjuntura porque nada no programa sugere onde se vai cortar para obter rendimentos adicionais como nos benefícios fiscais)
- Profissionalizar os agentes desportivos e qualificá-los através de um Plano Nacional de Formação, v.g. nas vertentes da gestão e do treino em parceria com as universidades e, internamente, nas federações; (um programa já existe e as federações estão a trabalhar nele. o governo vai mexer neste programa e como?)
A medida seguinte é interminável e sintomática da dificuldade de concepção de um novo modelo:
- Avaliar e redefinir os critérios públicos de apoio às práticas desportivas tendo em conta o contexto macroeconómico e os novos pressupostos de integração no estatuto de alto rendimento e a sua conciliação com outros financiamentos das federações e comités Olímpico e Paralímpico. Neste contexto, cabe assegurar a requalificação e a melhoria das infra-estruturas e materiais de apoio à prática desportiva como o Centro de Alto Rendimento do Jamor, alterando o seu modelo de gestão, e através da reestruturação do modelo gestionário do serviço público de medicina desportiva, privilegiando a instalação de unidades médicas e de controlo de treino nos Centros de Alto Rendimento com parcerias com o sector privado; (há 1 questão: os critérios públicos de apoios, articulado com o contexto macroeconómico e o novo estatuto de AR. Depois referem-se outras questões a referir isoladamente ou noutro ponto: o CAR do Jamor, o serviço público de medicina, as parcerias com o sector privado. Mais uma vez começa-se num ponto geral e acaba-se num ponto específico que nunca mais se fala. Como tudo tem a ver com tudo, quem quer compreender a racionalidade do modelo apanha uma desorientação de palavras fortes)
- Modernizar e desenvolver o parque desportivo nacional e viabilizar a gestão e utilização das instalações, equipamentos e infra-estruturas existentes com vista ao seu integral aproveitamento;
- Projectar o Desporto Nacional internacionalmente e de forma concertada com o Turismo através de um criterioso apoio à organização de candidaturas a grandes eventos desportivos internacionais na base de um efectivo retorno económico, turístico e desportivo. (isto já se faz desde 1991 quando Portugal organizou o Mundial de futebol junior e depois o Euro 2004 atingiu o seu máximo com os dez estádios, o Pavilhão Atlântico e as Empresas Municipais de Desporto. A fórmula habitual é: o desporto paga a despesa e o turismo arrecada os lucros. A particularidade é que num período de crise o Turismo vai cobrar e algumas federações vão querer ter rendas de eventos mesmo sem ter praticantes ou sem futuro da modalidade)
terça-feira, 5 de julho de 2011
Programa do XIX governo 4, medida 2
A medida destina-se a promover o desporto universitário e tem o mesmo problema da medida anterior, parece que vai tratar do consumo desportivo de todos os universitários e acaba nas Universíadas.
Diz a medida:
'Promover o aumento da prática desportiva no ensino superior, incentivando a criação de serviços desportivos académicos e preparando o estatuto estudante-atleta, bem como o apoio à participação nas Universíadas.'
Partindo o parágrafo em frases obtém-se:
Diz a medida:
'Promover o aumento da prática desportiva no ensino superior, incentivando a criação de serviços desportivos académicos e preparando o estatuto estudante-atleta, bem como o apoio à participação nas Universíadas.'
Partindo o parágrafo em frases obtém-se:
- 'Promover o aumento da prática desportiva no ensino superior, (seria útil uma quantificação e alguma identificação do tipo de consumo que se pretende se esporádico (informal), regular (quantas horas/vezes por semana) e intenso)
- incentivando a criação de serviços desportivos académicos e (privados ou públicos ou privados financiados pelo Estado, que serviços são estes?)
- preparando o estatuto estudante-atleta, (afinal estamos no alto rendimento, o que não tinha sido afirmado antes porque quem lê o programa pensa que ainda era o 'desporto com todos')
- bem como o apoio à participação nas Universíadas.' (Portugal tem uma história nas Universíadas? O que se pretende com esta participação? Porque é que se fala agora desta prova?)
Há a necessidade de explicar bem toda a produção do desporto para a população em idade escolar.
O documento fractura o desporto escolar e o universitário e parece dar uma prioridade à produção pública, quando esta é incapaz de produzir com eficiência desporto para jovens como demonstram as estatísticas do desporto de inúmeros produtores desportivos.
Um outro aspecto relaciona-se com as opções estratégicas. Se o objectivo é o consumo desportivo ao longo da vida as medidas apresentadas até este momento não identificam a forma como este objectivo que é estratégico se concretiza.
Tudo se prepara para que o consumo de 'desporto com todos' não tenha uma formulação cuidadosa e clara para indicar aos agentes privados, associativos e empresariais, quais as preferências do Estado no presente ciclo legislativo e permitir-lhes obter os melhores resultados das medidas do governo.
Não havendo políticas para a base da pirâmide então a hipótese que começa a tomar forma é o desporto de alto rendimento, o qual foi definido em cada um dos pontos até agora tocados pelo programa.
Programa do XIX governo 3, medida 1
A discussão da viabilidade económica da medida não pode ser feita porque a escrita da medida é confusa; é como partir do Rossio e querer metê-lo na Rua da Betesga ali ao lado.
Diz a medida:
'Realizar um programa que fomente a prática desportiva contínua ao longo da vida, contemplando inicialmente a introdução à prática desportiva e à competição através da dinamização do desporto escolar, clubes e associações e promovendo a identificação, desenvolvimento e profissionalização de talentos em centros de alto rendimento'
Vamos por partes dividindo o parágrafo em frases com sentido:
Diz a medida:
'Realizar um programa que fomente a prática desportiva contínua ao longo da vida, contemplando inicialmente a introdução à prática desportiva e à competição através da dinamização do desporto escolar, clubes e associações e promovendo a identificação, desenvolvimento e profissionalização de talentos em centros de alto rendimento'
Vamos por partes dividindo o parágrafo em frases com sentido:
- 'Realizar um programa que fomente a prática desportiva contínua ao longo da vida,' (sugiro um ponto final. Este é o Rossio de partida)
- 'contemplando inicialmente a introdução à prática desportiva e à competição através da dinamização do desporto escolar,' (começa a falar de desporto escolar, mas quer-se referir ao desporto para os jovens quando mete os clubes)
- 'clubes e' (cá estão eles)
- 'associações e' (que associações são estas? Serão as amigas do futebol de Laurentino Dias? Serão ginásios? Porque é que não se fala das escolinhas? Porque é que não se fala das empresas de desporto?)
- 'promovendo a identificação, desenvolvimento e profissionalização de talentos em centros de alto rendimento.' (cá está a Betesga onde se quer meter o Rossio. A prática desportiva ao longo da vida para toda a população não se relaciona com os 2% ou 3%, ou percentagem inferior nos níveis actuais de prática, que chegam aos Centros de Alto Rendimento)
Este tipo de coisas acontecem quando há alguém que escreve um texto e depois existe outro alguém que revê o texto final e junta várias coisas para diminuir o texto.
Há no 'alguém inicial' uma formatação europeia já detectada na frase sobre 'a aprendizagem ao longo da vida'.
O 'savoir-faire' luso é que deita tudo a perder porque sem alto rendimento a começar nos jovens não há desporto. Vanessa espera pela volta que ainda não foi o suficiente.
Começa-se a perceber que o programa fala de coisas mas faltam-lhe outras mais simples e de base, como escrever uma boa primeira medida de política desportiva.
Programa do XIX governo 2 objectivos estratégicos
Portugal tem necessidades estratégicas de desenvolvimento sustentado que o resumo de 4 pontos é europeu e, ficando lá por cima, não alcança Portugal.
Fala da população saudável, dos carenciados, da sociedade civil (a Europa fala do diálogo social), e fala da corrupção, violência, etc.
Falta Portugal:
Quem ler o Livro Branco e os documentos recentes da União Europeia nota que os 4 pontos estão lá ditos com outras palavras e isso é a estratégia correcta da União.
Se o objectivo estratégico é a média europeia, isso deveria ter sido escrito e concretizado com exemplos temporais.
Sendo o desporto um projecto de longo prazo, o programa trata o que vai fazer intemporalmente.
Referindo coisas europeias o programa não estabelece afinal o que estrategicamente vai concretizar em 4 anos.
Como o PS fez em 6 anos, começou por falar em ética e no Congresso das grandes coisas e no meio fez o que quis. No fim estava tudo feito, o que tinha feito, e não teve de ver o que tinha prometido, com o resultado final.
Estes objectivos estratégicos do PSD e do CDS prestam-se a isso mesmo.
Fala da população saudável, dos carenciados, da sociedade civil (a Europa fala do diálogo social), e fala da corrupção, violência, etc.
Falta Portugal:
- poderia (deveria?) falar das mulheres. A Associação das Mulheres do Desporto vai ser obrigada a convidar o Secretário de Estado e explicar-lhe o que estrategicamente são as mulheres no desporto português ou o que não são e deveriam ser.
- não fala da racionalização e competitividade da produção de desporto pelo associativismo,
- não fala das empresas de desporto que tanta importância têm no processo produtivo do desporto nacional,
- não fala do produto do alto rendimento, as medalhas.
Quem ler o Livro Branco e os documentos recentes da União Europeia nota que os 4 pontos estão lá ditos com outras palavras e isso é a estratégia correcta da União.
Se o objectivo estratégico é a média europeia, isso deveria ter sido escrito e concretizado com exemplos temporais.
Sendo o desporto um projecto de longo prazo, o programa trata o que vai fazer intemporalmente.
Referindo coisas europeias o programa não estabelece afinal o que estrategicamente vai concretizar em 4 anos.
Como o PS fez em 6 anos, começou por falar em ética e no Congresso das grandes coisas e no meio fez o que quis. No fim estava tudo feito, o que tinha feito, e não teve de ver o que tinha prometido, com o resultado final.
Estes objectivos estratégicos do PSD e do CDS prestam-se a isso mesmo.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Programa do XIX governo - desporto 1
Diz na página 96:
'O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos – Desporto com todos e para todos - e pretende criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selecções nacionais e o desporto profissional.'
Era útil que os partidos quando fazem programas usassem os conceitos correntes sem inovarem para que a mensagem seja clara e directa aos interessados.
Quando fala em 'desporto com todos e para todos', parece ser um jogo de palavras, que coloca questões que não responde e aliás a formulação seguinte contradiz.
Fala seguidamente em 'criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selescções nacionais e o desporto profissional' sendo que os dois últimos são parcelas do alto rendimento que os precedem.
Portanto, o 'desporto com todos' refere-se ao desporto escolar e ao alto rendimento.
Se esta é a leitura 'os todos' ficam diminuídos ou então o desporto escolar e o alto rendimento é uma particularização do 'com todos' antes referido.
Esta introdução chama a atenção para a necessidade de ver no resto do programa qual a relevância dos possíveis beneficiários do 'com todos'.
Teria preferido usar apenas a primeira fase: 'O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos.'
Acrescentaria qualquer coisa do género por esta ou outra ordem: através do desporto para todos, desporto escolar e alto rendimento.
De qualquer modo considero uma falta não referir o associativismo desportivo de base.
'O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos – Desporto com todos e para todos - e pretende criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selecções nacionais e o desporto profissional.'
Era útil que os partidos quando fazem programas usassem os conceitos correntes sem inovarem para que a mensagem seja clara e directa aos interessados.
Quando fala em 'desporto com todos e para todos', parece ser um jogo de palavras, que coloca questões que não responde e aliás a formulação seguinte contradiz.
Fala seguidamente em 'criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selescções nacionais e o desporto profissional' sendo que os dois últimos são parcelas do alto rendimento que os precedem.
Portanto, o 'desporto com todos' refere-se ao desporto escolar e ao alto rendimento.
Se esta é a leitura 'os todos' ficam diminuídos ou então o desporto escolar e o alto rendimento é uma particularização do 'com todos' antes referido.
Esta introdução chama a atenção para a necessidade de ver no resto do programa qual a relevância dos possíveis beneficiários do 'com todos'.
Teria preferido usar apenas a primeira fase: 'O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos.'
Acrescentaria qualquer coisa do género por esta ou outra ordem: através do desporto para todos, desporto escolar e alto rendimento.
De qualquer modo considero uma falta não referir o associativismo desportivo de base.
Não concordo que quem vê um programa vê todos
Tenho ouvido várias vezes esta frase que me parece ter várias leituras alternativas: não querer dizer a sua opinião, um cansaço com o que se passa, uma preguiça de investir na caracterização exacta do produto, uma incapacidade de ir mais longe, uma pequena mentira que se quer passar ...
Aceito todas estas alternativas sem nenhum juízo de valor.
Concorde ou não com o programa do PSD CDS para o desporto, o mais fácil é deixar a interpretação do que lá está apenas aos próprios que o fizeram.
Descreverei a minha posição sobre o programa nos próximos dias.
Aceito todas estas alternativas sem nenhum juízo de valor.
Concorde ou não com o programa do PSD CDS para o desporto, o mais fácil é deixar a interpretação do que lá está apenas aos próprios que o fizeram.
Descreverei a minha posição sobre o programa nos próximos dias.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Numa segunda leitura sobre o programa do XIX governo para o desporto
Creio que o PS poderia assinar este programa.
Falta mercado privado ao programa do PSD, falta a protecção social da igreja à participação do CDS para o desporto.
Há a afirmação dos mega-eventos, a aspiração de Portugal se candidatar aos Jogos Olímpicos como Alexandre Mestre refere que é possível, e do aproveitamento da diplomacia económica para os grandes atletas, uma possível inspiração do CDS.
Estas são propostas do corporativismo do turismo sobre o desporto e a cultura na busca de conteúdos para entreter turistas e acumular valias nas viagens, restauração e dormidas. Este modelo económico tem décadas e tem sido prejudicial ao desporto, porque o turismo ganha os lucros dos eventos e o desporto paga as facturas dos estádios e dos custos de representação das federações internacionais. Falar em megaeventos desportivos e não falar da transformação da estrutura do seu financiamento soa a más recordações para os líderes desportivos que forem avessos ao risco.
O desafio é que a liberalização do desporto se tem de fazer por moldes que o programa não toca.
O PS, ou faz oposição a sério ao PSD/CDS nas políticas desportivas, ou quando conseguir chegar outra vez ao poder não vai ser capaz, como se observa neste programa, de apresentar uma alternativa corajosa e claramente inovadora e consensual para a sociedade e os mercados.
Afinal há alguém do PS, algum anónimo que seja capaz de trazer luz a este desporto metido numa camisa de muitas varas? Ou está o PS à espera que outros façam o seu trabalho de oposição, como outros partidos fizeram no passado?
Falta mercado privado ao programa do PSD, falta a protecção social da igreja à participação do CDS para o desporto.
Há a afirmação dos mega-eventos, a aspiração de Portugal se candidatar aos Jogos Olímpicos como Alexandre Mestre refere que é possível, e do aproveitamento da diplomacia económica para os grandes atletas, uma possível inspiração do CDS.
Estas são propostas do corporativismo do turismo sobre o desporto e a cultura na busca de conteúdos para entreter turistas e acumular valias nas viagens, restauração e dormidas. Este modelo económico tem décadas e tem sido prejudicial ao desporto, porque o turismo ganha os lucros dos eventos e o desporto paga as facturas dos estádios e dos custos de representação das federações internacionais. Falar em megaeventos desportivos e não falar da transformação da estrutura do seu financiamento soa a más recordações para os líderes desportivos que forem avessos ao risco.
O desafio é que a liberalização do desporto se tem de fazer por moldes que o programa não toca.
O PS, ou faz oposição a sério ao PSD/CDS nas políticas desportivas, ou quando conseguir chegar outra vez ao poder não vai ser capaz, como se observa neste programa, de apresentar uma alternativa corajosa e claramente inovadora e consensual para a sociedade e os mercados.
Afinal há alguém do PS, algum anónimo que seja capaz de trazer luz a este desporto metido numa camisa de muitas varas? Ou está o PS à espera que outros façam o seu trabalho de oposição, como outros partidos fizeram no passado?
terça-feira, 28 de junho de 2011
Programa para o desporto do XIX governo (versão revista)
Um link para o pdf está aqui.
Sucintamente aqui ficam notas sobre o programa:
Sucintamente aqui ficam notas sobre o programa:
- creio ser um documento com alguns bons momentos e surpresas
- nos objectivos estratégicos fala do aumento da participação desportiva, no modelo de colaboração entre agentes(???) e na ética
- nos objectivos
- fala num programa que começa na prática ao longo da vida e cai nos talentos (que deviam ser um ponto à parte)
- depois entra no alto rendimento
- estudante atleta
- carreiras duais
- apoios públicos considerando o contexto macroeconómico(???)
- quanto ao financiamento
- mecenato
- direitos desportivos (???)
- distingue dois factores de produção
- formação com universidades e federações
- infra-estruturas visando integral aproveitamento
- refere a revisão pontual do ordenamento jurídico e tribunal arbitral
- reformula conselho nacional desporto
- interliga o audiovisual público e o desporto
- cria um sistema nacional de informação(???) e estatística desporto
- internacionalmente quer megaeventos, aí vêm os Jogos Olímpicos de Lisboa e uma nova figura do programa de embaixadores uma aproximação à diplomacia económica
- O programa não tem estatísticas,compreende-se porque diz que as vai criar mas o 'atlas' desportivo é uma pomada peculiar dos documentos programáticos do desporto português que tem décadas. Nunca ninguém os viu mas o bloco central do desporto gosta da terminologia que não se usa e perturba.
- O programa não fala da subsídio dependência, não fala da avaliação do desempenho como fala o programa do governo noutras áreas.
- Outro dos grandes silêncios é a miseranda orgânica pública e a privada.
- Para um governo que quer dinamizar a administração pública há muitos cacos que ou o governo trata a fundo para os reformular ou com as medidas de austeridade vai ter uma estrutura impulsionadora da ineficiência vigente de uma forma particularmente para o associativismo e os ginásios.
- O desporto escolar é referido duas vezes, uma delas falando dos talentos, mostrando a tendência para a protecção do alto rendimento, e ele deveria ser um elemento crucial de uma visão inovadora. Perdeu-se a oportunidade. Não há ideia concreta do que fazer com o desporto jovem e as afirmações feitas suportam tudo.
- A ideia que dá é que quem fez esta parte do programa está com medo de trazer o progresso, a racionalidade e a modernidade para o desporto.
- Nas entrelinhas deixa-se que a lei de bases vai ser revista o que é de bom senso.
- No seu todo o documento está acima da média, tem habilidade naquilo que diz mas falta-lhe ambição.
- Não nos esqueçamos que um dos partidos do governo não tem programa eleitoral em 2011 para o desporto e que no seu todo nenhum partido da oposição foi digno desse nome durante a legislatura que passou.
- Concordo com Laurentino Dias ao aconselhar muito trabalho durante a legislatura.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
O que é o fundamental
O desporto tem desafios relacionados com o que vai fazer como:
- o que é fundamental no produto desportivo
- o que está a ser feito
- o que deveria ser feito e não o está, quais as falhas na produção e no acesso ao produto
- quanto às leis
- que novos princípios para legislativos
- quais as falhas fundamentais na produção legislativa
- que alternativas legislativas para cada falha
- quanto aos dinheiros
- onde cortar no apoio público
- o que é supérfluo
- o que pode ser cortado até certo limite
- o que não pode ser cortado agora mas poderá sê-lo mais adiante
- o que não pode ser cortado
- o essencial
- o que deveria ter incentivos
- o que pode ter incentivos novos e abandonar ou diminuir mais adiante
- onde ir buscar novas formas de financiamento
- quanto ao produto público
- onde cortar no produto público
- o que é supérfluo
- o que pode ser cortado até certo limite
- o que não pode ser cortado agora mas poderá sê-lo mais adiante
- o que não pode ser cortado
- qual é o produto público essencial que sustenta o desenvolvimento sustentado
- o que promover de produção pública
- quem deve apresentar estas questões ao Estado
- COP e/ou CDP
- Futebol, quem federação, liga, sindicato
- Atletismo
- outras
- a quem apresentar os desafios do desporto
- governo, ministro, secretário de estado, idp
- assembleia da republica, presidenta, partidos
- grandes empresas nacionais, públicas e privadas
- igreja, onj's
- ...
sábado, 11 de junho de 2011
Questões que vão ser esclarecidas no curtíssimo espaço de tempo e são fundamentais para o futuro do desporto
Equacionar algumas perguntas ajuda a encontrar respostas sobre as possibilidades do desporto na próxima legislatura.
São três as respostas imediatas com maior ou menor estruturação:
São três as respostas imediatas com maior ou menor estruturação:
- qual é a localização do desporto:
- situação da cultura, ministério ou secretaria de estado
- o desporto acompanha a cultura ou não
- o desporto tem uma secretaria de estado sozinho ou acompanhado
- o desporto tem uma direcção-geral ou um instituto público
- quem são os responsáveis
- o secretário de estado do desporto
- o director-geral ou presidente do instituto
- o que é o programa de governo
- para o curto prazo
- elevar o consumo desportivo dos carenciados da população portuguesa
- o impacto das medidas da crise nos vários segmentos de produção desportivas
- Londres 2012
- a estrutura de produção desportiva de base, ligado com o número 1 do curto prazo
- para o longo prazo
- o equacionar do desporto português na Europa ou não. Nomeadamente não indicando metas de realização como tem acontecido
- que Estado, respondendo a questões como:
- uma nova orgânica pública?
- o instituto regulador
- a desconcentração para as regiões e a relevância local
- a descentralização de funções para o associativismo
- uma reforma da lei de bases?
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Escrever hoje um programa de governo para o desporto
O desporto está menorizado no grupo do PSD e do CDS que vão escrever o programa do governo para a legislatura.
Apenas o PSD tem ideias escritas não tendo o desporto preocupado o CDS em termos eleitorais.
Obviamente que a 'culpa', se quisermos falar nestes termos, não cabe ao CDS.
O desporto tem de saber 'namorar' a sociedade e a economia e impor o respeito dos estrangeiros pelos portugueses através dos seus feitos desportivos.
'Todos os dias' os outros sectores indicam que estão a fazer e a inovar, isto e aquilo, e os investigadores dizem quais os fracassos fundamentais que atravessam acutilantemente a sociedade portuguesa.
Tanto a identificação dos fracassos como a conquista de 'novas fronteiras', salvo seja, abrenúncio, 'vade recto satanás', são aspectos a desenvolver com 'facilidade' se se tiver um quadro conceptual, um paradigma, e um modelo de desenvolvimento sustentado em que estando bem firmes as traves mestras é possível acrescentar o isto e o aquilo mantendo o rumo do desporto em direcção ao futuro e com estas achegas garantir o acesso a janelas de oportunidade e marcar o território de afirmação do desporto.
O mercado potencial de afirmação do desporto português é a população portuguesa, todos os 10 milhões de habitantes, nem mais, nem menos.
Fora e dentro do desporto há pessoas que ignoram ou que desdenham esta obrigação de dar exercício físico a '10 milhões de praticantes'.
O desporto não pode chegar ao início da próxima legislatura com partidos que não tratem de desporto nos seus programas eleitorais.
Isto tem sido uma incapacidade do desporto e dos seus líderes públicos e privados.
Independentemente do que o grupo de trabalho para o programa de governo do PSD e do CDS escrever o desporto vai ter de lá colocar com saber, elegância negocial e cordial frontalidade o que vai faltar e que só o desporto sabe e tem a obrigação de saber.
Eventualmente o desporto poderá jogar com as contradições de princípios entre os dois partidos indo buscar a um e a outro aqueles aspectos que melhor servem os interesses nacionais no desporto.
Eventualmente será útil incentivar os partidos de esquerda a darem o melhor de si no desporto acima do que fizeram no passado.
Está o desporto interessado em trabalhar o seu programa de desporto para a nova legislatura?
Ou vai o desporto ignorar o trabalho do grupo de trabalho do PSD e do CDS e preferir o 'business as usual'?
Apenas o PSD tem ideias escritas não tendo o desporto preocupado o CDS em termos eleitorais.
Obviamente que a 'culpa', se quisermos falar nestes termos, não cabe ao CDS.
O desporto tem de saber 'namorar' a sociedade e a economia e impor o respeito dos estrangeiros pelos portugueses através dos seus feitos desportivos.
'Todos os dias' os outros sectores indicam que estão a fazer e a inovar, isto e aquilo, e os investigadores dizem quais os fracassos fundamentais que atravessam acutilantemente a sociedade portuguesa.
Tanto a identificação dos fracassos como a conquista de 'novas fronteiras', salvo seja, abrenúncio, 'vade recto satanás', são aspectos a desenvolver com 'facilidade' se se tiver um quadro conceptual, um paradigma, e um modelo de desenvolvimento sustentado em que estando bem firmes as traves mestras é possível acrescentar o isto e o aquilo mantendo o rumo do desporto em direcção ao futuro e com estas achegas garantir o acesso a janelas de oportunidade e marcar o território de afirmação do desporto.
O mercado potencial de afirmação do desporto português é a população portuguesa, todos os 10 milhões de habitantes, nem mais, nem menos.
Fora e dentro do desporto há pessoas que ignoram ou que desdenham esta obrigação de dar exercício físico a '10 milhões de praticantes'.
O desporto não pode chegar ao início da próxima legislatura com partidos que não tratem de desporto nos seus programas eleitorais.
Isto tem sido uma incapacidade do desporto e dos seus líderes públicos e privados.
Independentemente do que o grupo de trabalho para o programa de governo do PSD e do CDS escrever o desporto vai ter de lá colocar com saber, elegância negocial e cordial frontalidade o que vai faltar e que só o desporto sabe e tem a obrigação de saber.
Eventualmente o desporto poderá jogar com as contradições de princípios entre os dois partidos indo buscar a um e a outro aqueles aspectos que melhor servem os interesses nacionais no desporto.
Eventualmente será útil incentivar os partidos de esquerda a darem o melhor de si no desporto acima do que fizeram no passado.
Está o desporto interessado em trabalhar o seu programa de desporto para a nova legislatura?
Ou vai o desporto ignorar o trabalho do grupo de trabalho do PSD e do CDS e preferir o 'business as usual'?
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Portugal vai ter um programa de governo para o desporto à direita
A questão pertinente é se o programa de governo para o desporto vai ser de uma direita europeia ou uma coisa nova como a da esquerda portuguesa das últimas legislaturas.
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