O empresário Rui Nabeiro retirou o Campomaiorense do futebol profissional e apoia a festa que engalana as ruas de Campo Maior o que lhe custa mais de 800 mil euros por edição da festa que é quando a população de Campo Maior decide fazer.
Segundo a notícia de uma das televisões esperam mais de milhão e meio de visitantes em Agosto.
A reportagem mostrou o caldo de cultura social que envolve o evento e que mobiliza toda a população que engalana mais de 100 ruas de Campo Maior.
A população dedica meses a preparar as flores de papel em grupos de trabalho que competem por criarem a melhor rua, o que não tem um prémio material a não ser o reconhecimento de todos pelo melhor trabalho apresentado.
O que Rui Nabeiro observou terá sido que o investimento na equipa para a I Liga de futebol ia para jogadores cada vez mais caros e sem o envolvimento e carinho patente na actual organização de festas de flores de papel e sem prémios materiais.
Rui Nabeiro enche os Campomaiorenses de orgulho com flores de papel que murcham rapidamente mas cuja memória do feito perdura para além das décadas.
Encontrrar este produto social não é para todas as sociedades nem para todos os empresários, nem para todas as sociedades.
Há alguns anos o desejo de ganhar notoriedade todos os anos levou os organizadores a forçarem a população ao trabalho quase constante o que obrigou a repensar todo o projecto face ao esgotamento que gerava no seu capital social.
Actualmente a realização é mais larga no tempo e o último terá sido há cinco anos.
O futebol como um todo ou as diferentes modalidades desportivas deveriam olhar para este exemplo e conceberem modelos de envolvimento social cativantes e alavancadores do potencial social e humano que cada uma tem para oferecer às populações locais.
Rui Nabeiro também não criou todo o seu Campo Maior sem resolver os desafios que se lhe foram colocando como o da saída do campeonato profissional de futebol, para encontrar a escala do interior alentejano.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
O que é o fundamental
O desporto tem desafios relacionados com o que vai fazer como:
- o que é fundamental no produto desportivo
- o que está a ser feito
- o que deveria ser feito e não o está, quais as falhas na produção e no acesso ao produto
- quanto às leis
- que novos princípios para legislativos
- quais as falhas fundamentais na produção legislativa
- que alternativas legislativas para cada falha
- quanto aos dinheiros
- onde cortar no apoio público
- o que é supérfluo
- o que pode ser cortado até certo limite
- o que não pode ser cortado agora mas poderá sê-lo mais adiante
- o que não pode ser cortado
- o essencial
- o que deveria ter incentivos
- o que pode ter incentivos novos e abandonar ou diminuir mais adiante
- onde ir buscar novas formas de financiamento
- quanto ao produto público
- onde cortar no produto público
- o que é supérfluo
- o que pode ser cortado até certo limite
- o que não pode ser cortado agora mas poderá sê-lo mais adiante
- o que não pode ser cortado
- qual é o produto público essencial que sustenta o desenvolvimento sustentado
- o que promover de produção pública
- quem deve apresentar estas questões ao Estado
- COP e/ou CDP
- Futebol, quem federação, liga, sindicato
- Atletismo
- outras
- a quem apresentar os desafios do desporto
- governo, ministro, secretário de estado, idp
- assembleia da republica, presidenta, partidos
- grandes empresas nacionais, públicas e privadas
- igreja, onj's
- ...
domingo, 1 de maio de 2011
Falta vitalidade na sociedade civil do desporto
O desporto tem suficientes organizações e terá intelectuais capazes de intervir publicamente.
Outra situação é a vitalidade e a abertura de uma sociedade competitiva visando objectivos sociais e civilizacionais maiores.
Há inúmeras instituições que deveriam ser centros de debate, centro de transmissão de vitalidade à sociedade reflectindo as dificuldades e abrindo portas a ideias e a instrumentos antes da decisão de as aplicar e também com capacidade de observar a sua aplicação.
Não haverá necessidade de mais organizações sociais, clubes, grupos de reflexão, associações de finalidades desportivas diversas, blogues já não sei mas se houvesse mais o debate seria mais relaxado e variado.
Obviamente se há determinadas organizações políticas que estarão pela sua filosofia e prática recente reticentes à abertura à sociedade e ao debate público, outras deveria haver capazes de abrir novas fronteiras.
Há alguns anos propus num clube essa abertura e não consegui, mais tarde propus um manifesto, depois um blogue e actualmente estou para aqui…
Culpar o PS, José Sócrates e este Governo há-de render muito. A questão é que são necessários mais do que um para o tango e o que acontece pior é quando se sai da pista de dança apenas porque se procura outro para dançar o mesmo tango.
No desporto nada se aprende com os erros próprios e os dos outros.
O desporto tem de olhar para si próprio e conseguir ir mais longe.
É factual economicamente que o desporto está a patinar em gelo fino e a afundar seguramente no quadro europeu.
Este foi o procedimento do líder do PS em relação ao país durante os anos mais recentes e compreende-se que os dirigentes desportivos pelas condições dificílimas da sua governação federada e nas suas pequenas organizações em conseguirem comportar-se, verem mais longe e forçar o seu destino.
Um facto que demonstra como o desporto vai ser comido na grande voragem das medidas de austeridade é o Governo determinar cortes no apoio financeiro nas principais federações. Ora o desporto é um sector que gera externalidades abundantes para a educação e a saúde havendo propostas para que os cortes orçamentais em todos os sectores económicos tenham a excepção dos dois sectores da actividade, a educação e a saúde.
Há mais exemplos, relacionados com o mercado do produto desportivo, que deveriam ter sido apresentados publicamente ajudando o Governo e os partidos a compreenderem melhor os princípios desportivos europeus e a elaborarem melhores programas de desporto.
Isso era para ontem, definitivamente não é para depois de amanhã…
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