O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
Online gambling: EU puts Germany under pressure
Ver aqui as preocupações europeias acerca das apostas online no desporto.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Os líderes do desporto deveriam prestar atenção
Quando um ministro do CDS, Pedro Mota Soares diz que “o sistema de pensões tem sempre de ser justo e assegurar a protecção dos que têm rendimentos mais baixos”. “É precisamente para isso que é preciso libertar o Estado de pagar, no futuro, pensões extraordinariamente elevadas porque isso já não é protecção social, é sim gestão de fortunas”, classificou."
Este ministro não é do BE, do PEV, do PCP, nem do PS.
Ver aqui no Jornal de Negócios.
Tenho defendido que as federações têm andado a perder bom dinheiro nos últimos anos.
Alguns presidentes estão muito agradecidos ao divino espírito santo e ao além, pela sua sorte de receberem cada vez menos e terem de cortar projectos.
Não sei se as palavras do Ministro do CDS lhes faz tocar algumas campainhas...
Mas quem sou eu para dizer que as federações têm sido levadas.
Este ministro não é do BE, do PEV, do PCP, nem do PS.
Ver aqui no Jornal de Negócios.
Tenho defendido que as federações têm andado a perder bom dinheiro nos últimos anos.
Alguns presidentes estão muito agradecidos ao divino espírito santo e ao além, pela sua sorte de receberem cada vez menos e terem de cortar projectos.
Não sei se as palavras do Ministro do CDS lhes faz tocar algumas campainhas...
Mas quem sou eu para dizer que as federações têm sido levadas.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Como lidar no desporto com os cortes orçamentais privados e públicos?
Esta pergunta foi-me colocada por uma pessoa que queria compreender do ponto de vista económico a razoabilidade e as saídas que a análise económica faculta.
As organizações de direito privado têm como objecto maximizar activos tangíveis e intangíveis.
A maximização do lucro de um ginásio é distinta da maximização da utilidade de uma federação ou de um clube desportivo.
Num caso e noutro os agentes privados ao procurarem maximizar os objectivos acordados e determinados pelos seus associados têm de precaver as ocorrências negativas como o corte de financiamentos públicos que em determinado momento conseguiram accionar face a contrariedades em momentos como os que vivemos actualmente.
Os financiamentos públicos estão ao mesmo nível dos patrocínios que estas organizações conseguem em determinado momento e que no momento seguinte o patrocinador decide que a imagem do seu produto deixará de passar pela actividade desportiva anteriormente oferecida.
O corte pode dar-se tanto por excesso de sucesso preferindo o patrocinador fazer uma pausa na promoção, como pela sua falha. Num caso e noutro as organizações desportivas devem estar atentas ao comportamento dos seus patrocinadores e financiadores.
Estão também neste caso as entidades bancárias que em determinado momento decidem aumentar as taxas dos empréstimos e que impedem e dificultam o financiamento de determinadas actividades e processos de produção desportivo.
Quando chega um momento de crise, como o que atravessamos, a situação é ainda mais difícil e pode acontecer que patrocinadores, bancos e Estado todos alterem o seu comportamento e cabe à organização tomar decisões internas como a de redefinir os seus objectivos e de alterar o centro da sua actividade, tendo de para isso dialogar e negociar com os seus associados.
Outras questões que podem acontecer é a alteração dos comportamentos dos patrocinadores fazendo incidir o custo e o ónus da alteração do seu comportamento anterior sobre a organização desportiva a qual poderá ficar em maus lençóis se não precaveu cenários e instrumentos de actuação alternativos.
As organizações de direito privado têm como objecto maximizar activos tangíveis e intangíveis.
A maximização do lucro de um ginásio é distinta da maximização da utilidade de uma federação ou de um clube desportivo.
Num caso e noutro os agentes privados ao procurarem maximizar os objectivos acordados e determinados pelos seus associados têm de precaver as ocorrências negativas como o corte de financiamentos públicos que em determinado momento conseguiram accionar face a contrariedades em momentos como os que vivemos actualmente.
Os financiamentos públicos estão ao mesmo nível dos patrocínios que estas organizações conseguem em determinado momento e que no momento seguinte o patrocinador decide que a imagem do seu produto deixará de passar pela actividade desportiva anteriormente oferecida.
O corte pode dar-se tanto por excesso de sucesso preferindo o patrocinador fazer uma pausa na promoção, como pela sua falha. Num caso e noutro as organizações desportivas devem estar atentas ao comportamento dos seus patrocinadores e financiadores.
Estão também neste caso as entidades bancárias que em determinado momento decidem aumentar as taxas dos empréstimos e que impedem e dificultam o financiamento de determinadas actividades e processos de produção desportivo.
Quando chega um momento de crise, como o que atravessamos, a situação é ainda mais difícil e pode acontecer que patrocinadores, bancos e Estado todos alterem o seu comportamento e cabe à organização tomar decisões internas como a de redefinir os seus objectivos e de alterar o centro da sua actividade, tendo de para isso dialogar e negociar com os seus associados.
Outras questões que podem acontecer é a alteração dos comportamentos dos patrocinadores fazendo incidir o custo e o ónus da alteração do seu comportamento anterior sobre a organização desportiva a qual poderá ficar em maus lençóis se não precaveu cenários e instrumentos de actuação alternativos.
De um ponto de vista externo é relevante a capacidade da organização representativa do sector encetar negociações em nome do sector devendo as diferentes organizações de base acautelar se a organização de topo é ou não capturada por instituições exteriores ao sector, garantindo-lhe mais-valias que são retiradas às organizações suas representadas ou àquelas que não possuem representatividade que as defendam em processos negociais plurisectoriais.
Na actual fase de crise generalizada Avelino de Jesus, aqui, no Jornal de Negócios, noticia como a Alemanha se defendeu depois da II Guerra Mundial na bancarrota gerada pela aventura hitleriana.
Refere que a negociação conseguiu juros mais baixos e a adequação do período de pagamento e a entrada de agentes políticos diferenciados com elevada capacidade negocial face aos credores e daqueles que provocaram a catástrofe.
Em síntese, as questões que se colocam à criação de um novo ciclo de desenvolvimento desportivo a iniciar num período de crise como o actual, teria para as organizações privadas desportivas algumas soluções de preferência inovadoras:
- Nomeação de novos líderes aumentando a capacidade de negociação do desporto associativo e empresarial;
- Equacionar de um novo modelo de produção considerando a relevância de pelo menos três níveis de produção desportiva: o informal, o formal recreativo e o alto rendimento;
- Face a este novo quadro de produção desportivo revisão das fontes de financiamento privadas e públicas;
- Particularmente no caso do Estado os novos líderes deverão apresentar um quadro de produção e apoio público sustentado e de elevada qualidade técnica em inúmeros domínios, desportivos, económicos e sociais.
O artigo de Avelino de Jesus mostra a possibilidade do desporto trabalhar a crise de uma forma positiva e que afinal mais interessa ao país e à sua população.
domingo, 17 de abril de 2011
O FBI quer fechar empresas de poker na internet
Refere o DN, aqui, ""Fraude bancária, lavagem de dinheiro e jogo ilegal" são as acusações do Departamento de Justiça norte-americano, que reclama cerca de 3 mil milhões de doláres de indemnização."
O poker online tem tido um desenvolvimento explosivo na Europa e a Europa preocupa-se com a maneira de liberalizar o jogo garantindo o seu controlo pelas autoridades públicas.
Pretendem deixar a sua exploração às empresas privadas desde que estas cumpram as leis e as obrigações legais.
Para além disso o jogo de fortuna e azar é uma das fontes para sectores sociais e para o desporto em particular.
É um sector muito dinâmico e moderno que exige reguladores públicos ágeis.
No tempo de Mirandela da Costa o desporto português beneficiou bastante dos dinheiros do jogo e depois perdeu a sua dinâmica com o caso INDESP e com o activismo conjugado de inúmeros agentes concorrentes ao benefício dos dinheiros do jogo como predominantemente o Turismo e a Santa Casa da Misericórdia.
A questão do jogo é que o desporto português não tem objectivos de promoção da prática desportiva da população entretendo-se com as federações, onde pontificam as complicações com o futebol e geram a péssima imagem que todos conhecemos, os apoios às autarquias destinados às infra-estruturas que por via dos estádios de futebol também geram outra faceta crítica da aplicação dos dinheiros do Estado e ao longo dos anos apareceram agentes privados activos que acabaram por conseguir partes do escasso orçamento do desporto.
No caso de entidades como a realização dos eventos, por exemplo, os contratos-programa deveriam ser realizados através do incentivo do número de espectadores e da existência de atletas nacionais de gabarito e não como uma soma global pela realização do mesmo.
Resumindo o desporto português necessita de:
O poker online tem tido um desenvolvimento explosivo na Europa e a Europa preocupa-se com a maneira de liberalizar o jogo garantindo o seu controlo pelas autoridades públicas.
Pretendem deixar a sua exploração às empresas privadas desde que estas cumpram as leis e as obrigações legais.
Para além disso o jogo de fortuna e azar é uma das fontes para sectores sociais e para o desporto em particular.
É um sector muito dinâmico e moderno que exige reguladores públicos ágeis.
No tempo de Mirandela da Costa o desporto português beneficiou bastante dos dinheiros do jogo e depois perdeu a sua dinâmica com o caso INDESP e com o activismo conjugado de inúmeros agentes concorrentes ao benefício dos dinheiros do jogo como predominantemente o Turismo e a Santa Casa da Misericórdia.
A questão do jogo é que o desporto português não tem objectivos de promoção da prática desportiva da população entretendo-se com as federações, onde pontificam as complicações com o futebol e geram a péssima imagem que todos conhecemos, os apoios às autarquias destinados às infra-estruturas que por via dos estádios de futebol também geram outra faceta crítica da aplicação dos dinheiros do Estado e ao longo dos anos apareceram agentes privados activos que acabaram por conseguir partes do escasso orçamento do desporto.
No caso de entidades como a realização dos eventos, por exemplo, os contratos-programa deveriam ser realizados através do incentivo do número de espectadores e da existência de atletas nacionais de gabarito e não como uma soma global pela realização do mesmo.
Resumindo o desporto português necessita de:
- Actuar ao nível da programação da sua actividade no médio e longo prazo;
- Analisar todas as fontes de financiamento e negociar com o Estado e com os agentes privados envolvidos na troca de benefícios cruzados entr todos os sectores;
- Reestruturar a colocação do apoio público no desporto valorizando os impactos na procura desportiva.
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