O facto dos jovens jogadores portugueses, que escolhem o caminho da profissionalização, não terem lugar na I Liga é uma questão económica em dois níveis.
Primeiro é mais rentável para um treinador ou presidente de uma equipa ou clube da I Liga sentar-se e negociar com um empresário do que com um representante de um clube amador português.
Segundo o produto sul americano vem melhor preparado com mais horas de jogo nas primeiras equipas como se viu em Bogotá quando os jogadores portugueses começaram a ter dores de esgotamento físico.
Ou seja, a final foi perdida pela falta de medidas de fundo no desporto e no futebol português.
A situação é conhecida há muito como o sindicato de jogadores vem alertando e também pela inconsequência dos seus actos. O Sindicato foi capturado por duas vias: pela captura corporativa que mantém há demasiado tempo um líder no sindicato que se esgotou e pela captura dos Governos PS. Há algum tempo deveria ter havido eleições e eleito um jogador para a Presidência do Sindicato o que está a falhar porque com os anos que já passaram há muito que o Sindicato deveria ter dado formação universitária a vários ex-jogadores incluindo a jurídica e a económica a fim de garantir a liderança dos jogadores mas Joaquim Evangelista deixou-se levar e capturar a vários níveis.
O desafio é em primeiro lugar da Federação e de Gilberto Madail que deveria ter acciionado estudos, análises e medidas, o que nunca fez.
Quem perdeu a final de Bogotá foram os ex-ministro e exsecretário de estado do desporto e ex-presidente do IDP que nos últimos 6 anos não trabalharam esta variável do desenvolvimento de base do alto rendimento do futebol e das restantes modalidades.
Foi uma negligência sustentada em duas legislaturas!
Houve tempo, meios, instituições como um Conselho Nacional do Desporto, que aprovaria instantaneamente medidas destas, mas que demonstra ser uma inutilidade institucional e material quanto à concepção do desenvolvimento desportivo nacional porque nem sequer foram capazes de propôr ao ex-SED e ao ex-IDP e fazer aprovar as medidas que afinal se verificam ser fundamentais para o futuro, que foi a madrugada de domingo.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Gilberto Madail e Joaquim Evangelista apelam à contratação de jogadores portugueses
Este pedido é para a comunicação social sem efeitos práticos na situação real dos jogadores portugueses e com consequências negativas nas selecções nacionais de futebol que perderão fulgor.
O produto desportivo latino-americano tem vários factores a seu favor:
Com o maior respeito, não tem efeito nenhum no mercado de contratação de jogadores amadores e profissionais, porque os líderes dos clubes e os empresários regem-se pelo lucro gerado nas tansacções efectuadas
Qual o significado do pedido?
Os empresários que compram e vendem jogadores na América Latina e na Europa e toda a cadeia de intermediários que a legislação vigente em Portugal protege ou é omissa na protecção dos jogadores
O que é possível fazer na defesa dos jogadores de futebol nacionais e na potenciação das selecções de futebol?
Definir princípios fundamentais de política desportiva nacional e agir em conformidade
Quem está a ser prejudicado e deve sair beneficiado de uma regulamentação que maximize o mercado de trabalho do futebol nacional e o seu produto agregado?
Tem décadas e irá agravar-se
O produto desportivo latino-americano tem vários factores a seu favor:
- tem maior qualidade por unidade de produto contratado
- é mais barato
- tão barato, que distribui maiores mais-valias do que o produto nacional
- a legislação vigente em Portugal do desporto, da federação e da liga beneficia a contratação de estrangeiros e não protege a contratação de jogadores nacionais
- os princípios desportivos da União Europeia prejudicam os mercados de formação de jogadores nacionais dos países europeus
Com o maior respeito, não tem efeito nenhum no mercado de contratação de jogadores amadores e profissionais, porque os líderes dos clubes e os empresários regem-se pelo lucro gerado nas tansacções efectuadas
Qual o significado do pedido?
- o reconhecimento da existência de um problema grave cujos prejudicados são os jogadores nascidos em Portugal e os micro e pequenos clubes de base
- a afirmação, por omissão, de que nem a federação de futebol nem o sindicato irão fazer mais nada para defenderem os jogadores nacionais
Os empresários que compram e vendem jogadores na América Latina e na Europa e toda a cadeia de intermediários que a legislação vigente em Portugal protege ou é omissa na protecção dos jogadores
O que é possível fazer na defesa dos jogadores de futebol nacionais e na potenciação das selecções de futebol?
Definir princípios fundamentais de política desportiva nacional e agir em conformidade
Quem está a ser prejudicado e deve sair beneficiado de uma regulamentação que maximize o mercado de trabalho do futebol nacional e o seu produto agregado?
- A população, os jovens e os jogadores
- Os clubes de toda a cadeia de produção de futebol amador e profissional, com destaque para os que se encontram na base
- Note-se que mesmo os clubes da primeira liga abaixo dos 3/4/5 grandes são perdedores
- As selecções nacionais
Tem décadas e irá agravar-se
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