O clube tem passado maus bocados com investimentos avultados e sem retorno, perdas financeiras significativas e o abandono ao interesse da sua massa associativa.
O associativismo do Belenenses poderia ser a sua salvação mas a existência de um Bingo no centro da cidade lançou as hipóteses da captura de rendas através de várias actividades desportivas profissionais, desequilibrando a relevância da voz e do interesse dos associados.
A área de influência das actividades associativas desportivas do clube é demograficamente grande e os investimentos em infra-estruturas significativo.
Porque fracassa a gestão associativa do clube?
O desejo absurdo de apropriação das rendas do clube através de um clube com inúmeras actividades profissionais deveria ser comedida e limitada a parâmetros de racionalidade estritos relacionados com a sustentação da actividade amadora e um percurso profissional sem loucuras e pautado pela dedicação associativa.
Os falcões e profissionais que aparecem em todos os clubes nacionais sabem quando aparecer, capturar rendas e desaparecer com a falência de tantos clubes como o Boavista, Farense, Salgueiros e outros que ao longo das décadas têm falido sem que a Liga ou a Federação encontrem modelos de actuação sustentáveis no tempo.
Outros países e grandes clubes por essa Europa têm falências semelhantes e dificuldades, assim como, existem soluções que vão sendo testadas e nalguns casos mantêm uma maior parte dos clubes desses países a salvo das bancarrotas.
As bancarrotas dos clubes são porções de capital social que é destruído prejudicando as populações e o desenvolvimento desportivo nacional.
O benchmarking europeu da situação do futebol português demonstrará que em Portugal há uma falha sistémica que ultrapassa o futebol.
Em Portugal os clubes têm mais do que uma actividade, enquanto na Europa os clubes serão maioritariamente monomodalidade desportiva.
Na medida em que os clubes produzam mais do que uma actividade e a bancarrota do futebol arraste as outras modalidades, o desafio da sua solução já não pertence exclusivamente à federação da modalidade estende-se ao Estado e ao COP e CDP se estivessem para aí voltados.
O exemplo da privatização do futebol do Belenenses é o de mais um clube que irá saltar da caçarola a ferver para o lume.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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terça-feira, 28 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Mercado, política pública e regulação privada e pública
Um dos problemas do desporto português na última legislatura pode equacionar-se em três pontos:
As federações recearam o novo conceito e agiram no sentido de o congelar.
O mal estava feito:
Uma política mal concebida em torno de um novo conceito
O conceito de desporto do Conselho da Europa roda à volta da actividade física e da competição, referindo a relevância das externalidades produzidas para a saúde e a educação entre outras.
Os economistas usam esta definição a que faltava encontrar a relação material e produtiva entre actividade física e competição.
Na minha tese indico que a competição usa-se em desporto para medir a actividade física.
Pelo conjunto de conceitos apresentado nota-se que existe uma relação intrínseca a todos, a saber:
O atirar a actividade física para cima do desporto foi um acto que marcou a legislatura do desporto, pelo desejo excessivo de destruir o símbolo que o nome desporto é para grande parte do mundo.
Se a actividade física estivesse ausente do conceito de desporto a situação seria diferente.
O conceito do Conselho da Europa é bem conhecido pela ciência do desporto e é o conceito que também a União Europeia usa no Livro Branco.
Compreende-se como um conceito mal apropriado e insuficientemente concebido enquanto instrumento de regulação pública pode minar toda uma legislatura perdida de objectivos visando a maximização do bem comum para a população portuguesa.
O Governo de maioria vai necessitar de conceitos bem definidos, bem aplicados e principalmente bem explicados para uma adesão bem sucedida do associativismo desportivo e das empresas, visando o melhor para si próprios e para a socieade na perspectiva do novo governo.
Se o Governo de maioria conseguir desde uma fase inicial ter mão firme em conceitos básicos como estes que aqui são apresentados, então os agentes desportivos privados descansarão e darão um maior apoio às medidas de política preconizadas, talvez e inclusive as mais duras.
Complementarmente os conceitos apresentados têm consequências para a política pública e para o comportamento dos entes públicos que a maior parte dos países europeus prosseguem e que os tornam ricos em produção desportiva.
Nota final: As pistas sintéticas e conceptuais que aqui deixo são as da minha tese de doutoramento.
- o desejo de introduzir um novo conteúdo para o desporto (vindo do estrangeiro), com a pretensão de ser um novo paradigma
- a pretensão de substituir o conceito de desporto e não explicar como é que as federações iam aproveitar-se dele
- não valorizar o receio de perder protagonismo dos agentes privados os quais deveriam ser pelo contrário os primeiros convidados a partilhar o paradigma
As federações recearam o novo conceito e agiram no sentido de o congelar.
O mal estava feito:
- estabeleceu-se a confusão de conceitos
- falhou-se a mobilização estrutural para o novo conceito
- fragilizou-se o desporto e as federações
- contaminou-se a investigação científica do ciclo legislativo não se promovendo voluntariosamente todas as ciências necessárias ao desenvolvimento sustentado do desporto português
Uma política mal concebida em torno de um novo conceito
O conceito de desporto do Conselho da Europa roda à volta da actividade física e da competição, referindo a relevância das externalidades produzidas para a saúde e a educação entre outras.
Os economistas usam esta definição a que faltava encontrar a relação material e produtiva entre actividade física e competição.
Na minha tese indico que a competição usa-se em desporto para medir a actividade física.
Pelo conjunto de conceitos apresentado nota-se que existe uma relação intrínseca a todos, a saber:
- desporto é o nome do sector
- actividade física (exercício físico para um conceito mais preciso) é o elemento nuclear
- competição mede a actividade física
- condição física são benefícios imateriais produzidos pela actividade física e que geram externalidades quando beneficiam terceiros não envolvidos na transacção inicial
- escolas
- clubes
- empresas, ginásioa e academias
- autarquias e outros departamentos públicos
- formação, da base ao topo da pirâmide
- treino, da base ao topo da pirâmide
- competição, da base ao topo da pirâmide
- os produtores fundamentais de desporto em todo o mundo são o associativismo desportivo produzindo desporto para os sectores menos ricos das populações
- as empresas surgem com uma oferta atraente para os sectores mais ricos da população
- há franjas em que ambos os tipos de organizações privadas se encontram no mercado e os mais atraentes para segmentos específicos da população podem ter chances de sucesso
- as federações como proprietários do direito de produção de toda a actividade desportiva e que são os responsáveis primeiros da regulação privada usariam os conceitos para maximizar o seu produto desportivo, económico e social
- a função reguladora pública efectuada pelas instituições públicas complementaria a regulação privada em todos os domínios do conceito para alcançar o bem comum
O atirar a actividade física para cima do desporto foi um acto que marcou a legislatura do desporto, pelo desejo excessivo de destruir o símbolo que o nome desporto é para grande parte do mundo.
Se a actividade física estivesse ausente do conceito de desporto a situação seria diferente.
O conceito do Conselho da Europa é bem conhecido pela ciência do desporto e é o conceito que também a União Europeia usa no Livro Branco.
Compreende-se como um conceito mal apropriado e insuficientemente concebido enquanto instrumento de regulação pública pode minar toda uma legislatura perdida de objectivos visando a maximização do bem comum para a população portuguesa.
O Governo de maioria vai necessitar de conceitos bem definidos, bem aplicados e principalmente bem explicados para uma adesão bem sucedida do associativismo desportivo e das empresas, visando o melhor para si próprios e para a socieade na perspectiva do novo governo.
Se o Governo de maioria conseguir desde uma fase inicial ter mão firme em conceitos básicos como estes que aqui são apresentados, então os agentes desportivos privados descansarão e darão um maior apoio às medidas de política preconizadas, talvez e inclusive as mais duras.
Complementarmente os conceitos apresentados têm consequências para a política pública e para o comportamento dos entes públicos que a maior parte dos países europeus prosseguem e que os tornam ricos em produção desportiva.
Nota final: As pistas sintéticas e conceptuais que aqui deixo são as da minha tese de doutoramento.
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