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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

É bom de ver que os critérios de política desportiva estão erradíssimos

A Canoagem andou a fazer alarde de sucessos equivalentes aos do Triatlo de Vanessa Fernandes.

Qualquer taça mundial da Canoagem foi uma oportunidade para mostrar trabalho absoluto e recentemente subir de tom e exigir mais financiamento público que os outros não mereciam o dinheiro que estava a ser retirado à Canoagem.

Porque é que o Triatlo primeiro e, agora, a Canoagem encenam resultados inverosímeis a nível mundial e olímpico, outras federações fizeram-no no passado e a comunicação social desportiva, e os blogues onde me incluo, embarcam nesta festa, festivaleira à atenção de José Constantino.

A razão é que os critérios de política desportiva aceitam estes resultados com um valor desportivo absoluto que não possuem.

Quando não existem programas, nem estão definidos os resultados objectivos num quadro geral de competitividade europeia e mundial que deverão ser alcançados, então é possível o país embarcar em ilusões até à véspera das competições olímpicas e, depois, ou dizer que é tudo uma questão de sorte e azar e que não se deve pressionar os atletas que dão o seu melhor e que moralmente a viagem a Londres está superiormente justificada apesar da derrota, ou, em caso de vitória, fazer a grande festa, com todos os índios e cowboys sem excepção, para calar os maldizentes que os bolsos da nação são muito fundos.

Alguém deveria chamar à atenção da Canoagem e outras federações que segundo os princípios da república e da economia portuguesa, que de leis não sei nada:

  1. a federação deve indicar quantas medalhas e atletas se candidata em Londres 2012 com o dinheiro que recebe dos fundos públicos
  2. a federação terá de ter disponíveis para auditores nomeados pelo Estado toda a informação técnica, desportiva, de gestão, financeira da gestão do projecto financiado pelo Estado
  3. a federação deverá justificar todos os resultados obtidos em relatórios por si produzidos e poderá igualmente rever as metas na medida em que o desenrolar do projecto Londres 2012 assim o justificar quer baixando, quer aumentando as expectativas iniciais 
  4. a liderança da federação deveria ser premiada pelo Estado caso conseguisse vários resultados alternativos:
    1. conquistar as metas definidas anteriormente
    2. obter resultados de eficiência na gestão do projecto em comparação com outras federações nacionais
    3. obter resultados que se destacassem a nível europeu e mundial nomeadamente se alcançasse níveis de resultados desportivos superlativos, como possuir uma escola de modalidade ou de disciplina reconhecida globalmente pontuada por mais do que um atleta ou equipa cumulativamente campeões mundiais e olímpicos
Há que tornar a vida dos presidentes da federações desportivas e das suas direcções associativas mais interessantes e, isso, os teóricos das políticas desportivas das últimas décadas não têm conseguido como se pode demonstrar pelos resultados produzidos.

Copiar o PS é bestial, esperemos sentados para vermos os resultados.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sobre a Natação diz Luís Leite no Colectividade Desportiva

Ver aqui.

«não posso deixar de fazer algumas referências às classificações obtidas pela Natação portuguesa nos Campeonatos do Mundo em Shanghai, a 12 meses dos Jogos Olímpicos de Londres.


Assim:

1) Portugal apenas conseguiu apresentar 8 nadadores;

2) Apenas um nadador (Diogo Carvalho) conseguiu ser semi-finalista, com um 12º e um 14º lugares nos 200m e 400m estilos, com mínimos olímpicos, classificações consideradas excelentes;

3) Apenas mais um nadador (Simão Morgado), com 30 anos (notável!), conseguiu ficar na 1ª metade da classificação, em 22º lugar nos 100m Mariposa;

4) Os restantes 6 representantes de Portugal ficaram todos na 2ª metade da classificação nas respectivas disciplinas;

5) 28 países obtiveram medalhas, sendo 19 países europeus;

6) Portugal foi um dos poucos países europeus que nem um finalista conseguiu, apesar de na Natação apenas participarem um máximo de dois atletas por país, ao contrário do Atletismo, em que podem participar três, mais os anteriores campeões do mundo;

7) A Natação é claramente uma modalidade olímpica importante, que acaba por ser um espelho fiel do desenvolvimento desportivo dos países;»

domingo, 26 de junho de 2011

Campeonato da Europa em 2008, Campeonato do Mundo em 2010 e Campeonato da Europa de sub-21 em 2011

A Espanha conquistou as três competições segundo notícia do Público, aqui.

Falta à notícia do Público dizer em que lugares ficou Portugal.

Verficar o lugar de Portugal é economicamente relevante para constatar se existe uma falha na produção de futebol nas selecções ou não.

Já que a federação não faz estudos nem apresenta uma Visão ou um programa de desenvolvimento e já que segundo parece a Liga liderada por Fernando Gomes está a fazer um estudo, esperemos pelos seus elementos para ver até onde foi.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Por fim, o jornal Público pega em Vanessa Fernandes

A revista Pública vai publicar no domingo um trabalho sobre Vanessa Fernandes. Ver anúncio aqui.

Há a possibilidade de ter havido um conhecimento de um comportamento compulsivo que não foi tratado minimamente ou com negligência.

Já falei inúmeras vezes neste blogue de Vanessa Fernandes como exemplo extremo de alguma coisa que não está bem no alto rendimento nacional.

Para que o bem dos nossos atletas de alto rendimento seja protegido e o seu potencial plenamente alcançado e também, que a Vanessa Fernandes tenha um melhor futuro do que lhe aconteceu, esperemos que haja a coragem de explicar bem tudo o que se passou e as medidas necessárias para evitar a sua repetição e contágio.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Canoagem, Remo, Voleibol, Atletismo

Vi várias notícias destas modalidades e a da canoagem surge como mais sustentada nas hipóteses de ter uma prestação digna de nota em Londres.

O remo terá ganho uma medalha.

O voleibol terá ganho e perdido na Argentina.

O atletismo terá baixado de divisão


O pré-Jogos Olímpicos sempre deixou os portugueses esperançados com dezenas de primeiros lugares e pódios

A subida tem sido a pulso e subimos um degrau começando a ganhar primeiro nas disciplinas não técnicas, depois subimos outro degrau e passámos às medalhas técnicas

Ultimamente surgiu a possibilidade de vencer e destruir o capital humano e o desportivo acumulado

Estamos a trilhar um caminho e a aprender que também se cometem erros no processo de desenvolvimento


Quem vê uma medalha não vê todas e notar as diferenças será a arte daqueles que conseguem vir a ter sucesso em ambientes competitivos como o desporto europeu

domingo, 19 de junho de 2011

Natalie du Toit, um exemplo olímpico

Com a devida vénia ao Público está aqui a

Entrevista Natalie du Toit: "A tragédia não é falhar os nossos objectivos mas sim não ter objectivos"18.06.2011 - 15:53 Hugo Daniel SousaAFP


Natalie du Toit nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008

Natalie du Toit, de 27 anos, é uma das nadadoras mais conhecidas do mundo, porque se transformou num dos exemplos mais inspiradores da história do desporto. Apesar de ter ficado sem a perna esquerda abaixo do joelho, após um acidente de viação em 2001, continuou a perseguir o sonho de participar nos Jogos Olímpicos e conseguiu qualificar-se para Pequim 2008.
Agora tenta novo apuramento, desta vez para os Jogos Olímpicos de Londres, após os quais dará por terminada a sua carreira. A sul-africana está em Setúbal, para participar na terceira etapa da Taça do Mundo de natação em águas livres, e falou ao PÚBLICO sobre a experiência de competir com os melhores do mundo sem ter as mesmas "armas" que os adversários. Du Toit quer ser lembrada como "alguém trabalhador e perseverante" e diz que o seu caso mostra que as pessoas podem atingir os objectivos se lutarem muito por eles. E tem como mote nas suas palestras a ideia de que a grande tragédia não é falhar os objectivos, mas sim não ter objectivos a atingir.

O mote do seu site oficial é "Sê tudo o que queres ser". A minha pergunta é: o que é a Natalie du Toit deseja ser?
(risos) Esse mote quer dizer que as pessoas podem alcançar os seus objectivos. Estar nos Jogos Olímpicos era o meu maior sonho e já o consegui. E se eu consegui, as outras pessoas também o podem fazer.

Disse há três anos que qualificar-se para os Jogos Olímpicos de Pequim foi como escalar o Evereste. É possível repetir essa façanha em Londres 2012?
A minha federação ainda não escolheu a equipa que vai estar nos Mundiais deste ano [em que se jogam as primeiras vagas para os Jogos de Londres], mas obviamente que é algo que gostava de atingir. Já estou qualificada para os Paralímpicos e vou estar em Londres, mas claro que também quero estar nos Olímpicos.

Em relação há quatro anos, sente-se em melhor ou pior forma?
Tem sido um percurso difícil. Tenho treinado muito nos últimos meses e espero competir a um bom nível.

Pensa vir no próximo ano a Setúbal, onde são atribuídas as últimas vagas para os Jogos Olímpicos?
Ainda não conheço o local de competição, mas a hospitalidade nestes dias tem sido óptima. É bom estar aqui com um ano de antecedência, porque dá para conhecer o local de competição.

A sua ideia é tentar qualificar-se apenas nas águas abertas ou também em provas na piscina?
Só nos Paralímpicos é que vou estar nas provas na piscina.

Já anunciou que vai terminar a carreira após Londres 2012. Porquê?
É altura de parar, de deixar de lutar e de seguir com a minha vida.

Já é conhecida no mundo inteiro. Sente-se como um exemplo para os outros?
Sou um dos casos que mostram às pessoas que podem cumprir os seus desejos, se quiserem muito. Demorei 18 anos a atingir o sonho de estar nos Jogos Olímpicos e para muitas pessoas isso não acontece. Mas é preciso trabalhar muito e ter uma equipa à volta. Tenho um grupo de pessoas que trabalham comigo, que sempre acreditaram e que me ajudaram muito.

Quando não está a treinar ou a competir, o que faz?
Não me resta muito tempo, porque treino seis a sete horas por dia. Às vezes, vejo um pouco de televisão, leio, mas não tenho muito tempo para sair e ir a festas.

Mas sei que às vezes dá palestras a estudantes. Qual é a mensagem que lhes passa?
A mensagem é que a tragédia na vida não é falhar os nossos objectivos, mas sim não ter objectivos para atingir. Passo a ideia de que tudo é possível se acreditarmos. Nunca saberei como teria sido a minha vida se não tivesse tido o acidente, mas segui em frente.

Mas já não vê esse acidente como uma tragédia?
Bem, é verdade que aconteceram coisas boas depois disso, mas claro que sinto a falta da perna. Foi perder uma parte de mim, mas tenho de seguir em frente.

Ainda pensa muito em como teria sido a sua carreira se aquele acidente não tivesse acontecido?
É impossível esquecer completamente, porque todos os dias sou lembrada disso, porque tenho uma prótese [que tira para nadar]. Mas claro que penso que tenho de ultrapassar isto. Nem sempre é fácil, mas há muita gente que acredita em mim.

Hoje compete com os melhores nadadores do mundo. Isso obriga-a a treinar muito mais do que os outros?
Sim, claro. Tenho de treinar mais do que os outros, porque o meu corpo não é igual. Tenho de treinar aspectos que os outros não precisam.

Já lhe fizeram centenas de perguntas sobre a sua vida e a sua carreira. Há alguma pergunta que nunca lhe fizeram e a que gostasse de responder?
(risos) Bem, há muita gente que pensa que eu sou a pessoa mais optimista do mundo, mas na verdade devo ser das mais pessimistas. As pessoas à minha volta é que são muito optimistas e isso fez uma grande diferença. Outras pessoas pensam que foi fácil, mas foi muito difícil para mim e para as pessoas que me rodeiam.

Como gostaria de ser recordada no mundo do desporto?
Como alguém trabalhador e perseverante

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Portugal tem dinheiro para preparar bem os seus melhores atletas

O problema dos campeões da Vela não devia / podia ter chegado aqui, à suspensão da sua actividade.

O problema do dinheiro para a boa preparação dos nossos campeões tem de ser colocado à sociedade e à economia com seriedade e transparência.

Deve ser colocado em tal nível que a sociedade e a economia compreendam que o objectivo é cumprir o acordado e se o objectivo e as metas fracassarem então há consequências.

A economia e a sociedade portuguesas têm de ficar cientes de que há consequências.


Segundo parece há um problema jurídico relacionado com a defesa dos direitos dos atletas.

Os contratos jurídicos realizados entre diferentes agentes privados e o Estado português serão insuficientes para promoverem o bem comum, que é a realização das metas desportivas pelos melhores atletas portugueses, quando uma federação vai à falência por um motivo desportivo, jurídico, económico, ético ou outro.

O desafio que a política desportiva deverá colocar ao direito é, por exemplo:
  • Como fazer um acordo ou um contrato que defenda o bem comum, proteja os nossos atletas, assegurando a realização do óptimo desportivo?
  • Juridicamente existe uma solução? duas? mais? ... quais os seus prós e contras? que critérios de aprovação para as soluções apresentadas?

Obviamente há algumas questões económicas a colocar.
  • Qual o custo do projecto para um lugar medalhável?
  • Qual o custo até ao 8.º lugar?
  • Qual o custo até ao 16.º lugar?
  • Que repartição de receitas entre financiadores públicos e privados?
  • Que beneficios privados como forma da ssumpção de um maior risco por parte de investidores privados?
  • Portugal que valias tem para se bater por cada um dos resultados atrás indicados?
Do ponto de vista técnico:
  • Há campeões nacionais?
  • Há uma escola nacional, internacionalmente reconhecida, na modalidade?

As questões técnicas e económicas ajudariam a dar substância ao instrumento jurídico, mas a pergunta principal seria a da existência de um contrato que protegesse os praticantes e o bem comum.

A palavra ao direito do desporto.

A parte interessante do debate é se se caminhar para uma fórmula jurídica que necessite de transformações / reformas da estrutura jurídica vigente.

Velejadores olímpicos suspendem actividade por falta de financiamento

Há dois responsáveis, para a notícia que está aqui.
  1. O Estado
  2. O associativismo, na pessoa do seu órgão máximo, o COP
Os próximos líderes deverão olhar para questões como as seguintes:
  1. Há quanto tempo é que esta situação é conhecida e o que é que foi feito para proteger os atletas?
  2. É aceitável que os atletas portugueses, quando se preparam para competições internacionais como os Jogos Olímpicos sofram por via dos fracassos de instituições privadas, financiadas pelo Estado numa parte significativa das suas actividades?
  3. É aceitável que os atletas sejam prejudicados por opções do Estado que direccionados para terceiros, sejam os praticantes colocados na linha de fogo?
  4. Quando as organizações privadas falham por qualquer que seja o motivo não pode o Estado accionar medidas de urgência que protejam os atletas de alto rendimento candidatos aos Jogos Olímpicos?
  5. As federações vão continuar a depender do Estado e a ser tratadas como instituições públicas? Ou de outra forma: as federações vão passar a ser organizações privadas ou públicas?
  6. Porquê atribuir meios públicos ao COP se não há forma do COP resolver desafios como este da Vela? Ou de outra forma: que tipo de acordo diferenciado deve o Estado fazer para que estes problemas sejam resolvidos também e de imediato ou preventivamente pelos entes privados?

PORTUGAL VENCE JAGUARES POR 25-21

Esta foi uma vitória do Rugby, aqui.

O Rugby deu a volta a volta que outras modalidades colectivas ainda não conseguiram alcançar.

Porque será?

Portugal falha acesso ao Euro-2012

Ver a notícia aqui sobre o Andebol nacional.

Seria útil que a comunicação social desse notícias mais desenvolvidas sobre o percurso dos atletas e das selecções nacionais.

Essas notícias mais documentadas dando uma imagem fundamentada do momento, dos feitos e das condições de realização dos mesmos ajudariam a compreender as razões do sucesso e os problemas surgidos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O projecto económico Vanessa Fernandes valeu 2 milhões de euros

O caso de Vanessa Fernandes afinal até pode ser uma das características pesadas e bem negativas do desporto português e não ter valor extraordinário por não ser único e ser mais um exemplo comum de uma má característica.

A destruição de um talento extraordinário pode demonstrar bem que o desporto português destrói capital desportivo na pessoa dos atletas jovens e que a estrutura federada não tendo competência há muito que sabe o que faz.

Segundo me conta um técnico de desporto numa acção da natação o conceituado treinador Vasconcelos Raposo terá dito que existe uma especialização precoce e uma saturação do treino com demasiadas horas que destroem a vitalidade juvenil dos nossos talentos na natação e noutras modalidades.

Este facto a ser real e ser conhecido por parte dos treindaores nacionais demonstra um facto que é o da existência de um problema de competência técnica dos treinadores que destróem os atletas jovens e da incapacidade dos treinadores e do modelo para identificarem um problema estrutural e lutarem pela sua modificação cabal.

Os treinadores até alertam para casos de jovens que deram os primeiros passos e depois abandonaram e dá-se o caso de Susana Feitor campeã antes do tempo e de outros jovens que acompanharam Vanessa Fernandes e desapareceram com menos estrépido e principalmente menos desperdício.

A economia ajuda a compreender a enormidade do feito:

Uma atleta extraordinária como a Vanessa Fernandes é um activo desportivo, económico e social que pode ser monetariamente avaliado para quantificar a relevância para o mercado do desporto.

Uma atleta de excepção gera mais-valias significativas e cria postos de trabalhos, para além de ter um contributo positivo para a Balança de Transacções Correntes numa escala que pode varia conforme o sucesso alcançado.

Face à sua juventude esperar-se-ia que Vanessa Fernandes tivesse um percurso longo dos 19 anos até aos 34 anos, na hipótese optimista. Algumas coisas correram tão mal que a jovem arrancou e caiu destruída no primeiro ciclo olímpico.

Se a Vanessa Fernandes pudesse competir até a 2020 alcançando os 34 anos e 4 ciclos olímpicos e se
tivesse ganho 500 milhões de euros no ciclo 2005-2008, então teria uma expectativa de ganhos de 2 milhões de euros de receita bruta.

Acontece que a Vanessa Fernandes ficou destruída ao fim do primeiro ciclo olímpico.

Ganhou apenas meio milhão de euros e perdeu um milhão e meio de euros.

Este é um valor preliminar de uma análise rápida que exige outro tipo de cálculos para alcançar o valor potencial do projecto económico Vanessa Fernandes.

Segundo parece o COP reconhece alguma responsabilidade e quer pagar-lhe 44 ou 45 mil euros, não se percebe a que título e como é que as contas são feitas. Parecem ser feitas em cima do joelho porque não têm uma base técnica mínima. Parece ser uma conta de merceeiro o que tem os seus méritos ao nível da mercearia mas limites evidentes por se tratar de um bem público e por sinal complexo.

Por exemplo, há outros interessados pelas vitórias de Vanessa Fernandes e foram a sua equipa técnica, os clubes onde trabalhava, a federação, o COP e o Estado.

Todos estes agentes e instituições beneficiaram das vitórias impostas que foram destruidoras do talento da jovem.

Há várias questões que estão aqui em causa:
  1. Se há um aspecto limpo neste processo é compreender que a responsabilidade do que se passou não é da família. Tal como quando vamos ao médico a família não interessa e a responsabilidade do que se passa com a cura da doença é dos médicos e das suas equipas e não é da família. Para um atleta de alta competição tudo o que a Vanessa fez e a destruiu foi da responsabilidade das equipas técnicas nos diferentes níveis clube, federação, COP, Estado. Se as equipas científicas e técnicas se deixaram corromper pela família então só tinham um passo a dar e era afastarem-se do processo.
  2. Nenhuma equipa técnica parece ter tido a competência e a capacidade profissional para detectar científica e tecnicamente o que se passava antecipadamente e definir e propor outros ritmos de formação, treino e competição.
  3. As mesmas questões colocam-se ao nível da liderança cujas chefias e responsáveis não tiveram o sentido das responsabilidades do que se passava e não actuou ao nível exigido.
  4. Falando com outros treinadores desportivos nomeadamente os relacionados com as federações, alguns defendem corporativamente o trabalho da equipa técnica e recusam aceitar que o trabalho foi, por exemplo, a levar a instituição Vanessa Fernandes à bancarrota. 
  5. O prejuízo da Vanessa Fernandes pode avaliar-se em valores ainda superiores a 500 mil euros bastando para isso somar todos os prémios directos e indirectos recebidos pela atleta e distribuídos também pelos clubes a que pertenceu e as equipas técnicas envolvidas. Esse valores devem estar na posse da atleta e da sua família. Depois há dois cenários possíveis aceitar que a VF tinha ainda 3 ciclos olímpicos, vindo a ganhar para cima de 1,5 milhões de euros, ou noutro cenário menor com 2 c.o. ultrapassar uma receita de um milhão de euros.
Os 45 mil euros definidos pelo COP não fazem sentido do ponto de vista formal quanto à sustentação da missão e do objecto do projecto Vanessa Fernandes.

Há uma responsabilidade técnica clara dos treinadores portugueses em que existem casos de sucesso como no atletismo com a Neide Gomes e Nelson Évora e no judo e canoagem entre mais algumas.

Não se percebe também de onde saiu o dinheiro que o COP deu e se existe formalização legal para a despesa que não foi explicada publicamente ou se saiu dos cofres do COP segundo decisão da sua Direcção que será solidária.



Onde falha o sistema desportivo actual?
  1. Há que criar projectos complexos de acordo com o produto e o processo produtivo em causa: Vanessa Fernandes é um projecto raro e de extrema complexidade e isso não foi respeitado.
  2. A falha técnica surge como primeiro aspecto porque não teve em conta o longo prazo que deveria ter em consideração o potencial de médio prazo e não a exploração imediata.
  3. A s dimensões jurídicas relacionadas com os direitos de propriedade e as responsabilidades foram / são mal construídas e acumulam à primeira falha.
  4. A análise económica deveria ter sido desencadeada no trajecto para Pequim em 2008 à medida que a certeza do potencial da atleta se aprofundava. A chegada de dinheiro fresco, as páginas dos jornais com publicidade e as multidões deram a dimensão da captura financeira e tapou a protecção à jovem talento e a todo o projecto que deveria ser protegido.
  5. Sem a análise ao erro qde destruir talentos do desporto português e sem o benchmark dos resultados e das desistências internacionais em todo o percurso dos atletas a ilusão do sucesso foi fatal.

Conclusão
O COP como já referi várias vezes não parece capaz de liderar genericamente os destinos dos jovens talentos portugueses.

Há necessidade de fazer investigação e auditorias para compreender o que está mal no alto rendimento nacional e ajudar os agentes privados a tomar as melhores decisões para que estas não aconteçam esporadicamente como acontece nalgumas modalidades mas que os exemplos positivos sejam mais comuns e sustentados.

Não se trata de levar ninguém a juízo mas precisamente trata-se de evitar que os técnicos e líderes desportivos associativos desportivos cometam mais erros do que os que estão a ser regularmente cometidos sobre os jovens atletas e talentos nacionais e também que venham a responder em tribunal pelas consequências negativas de alguns dos seus actos.


Como se demonstra de novo, numa nova matéria o trabalho de renovação do desporto é grande em profundidade e extensão.

O modelo do desporto português está falido científica e tecnicamente, juridicamente e os resultados ecoonómicos criados são frágeis e soçobram na primeira contrariedade.

Os dinheiros ganhos actualmente são os do fracasso e não se comparam aos milhões que seriam o sucesso económico do desporto português potencial.

O défice ainda é maior porque para além dos cortes orçamentais e má condução técnica e de liderança que destrói carreiras vale no caso do projecto de VF, pelo menos, menos 1,5 milhões de euros de capital desportivo e social destruído por incompetência ou negligência ou avidez.

O valor de Vanessa Fernandes não tem custo é um custo imenso.

Esta matéria não está esgotada.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Recorde mundial absoluto para o Futebol Clube do Porto dos 80 em 90 pontos possíveis

Há dois fracassos económicos para o facto do FCP ganhar 89% dos pontos, 80 pontos em 90 pontos possíveis, no campeonato de 2010/2011, da I Liga nacional:
  1. na regulação privada: federação e liga nacional;
  2. na regulação pública: governo.
Os dois reguladores, o público e o privado, falham ao admitirem a possibilidade de um clube acumular uma percentagem superior a 50% dos pontos possíveis a um clube do campeonato profissional.

Em consequência desta situação o campeonato da I Liga tem menores audiências nos campos e nas televisões e menores receitas de publicidade.

A falha da I Liga em criar um campeonato mais competitivo é uma consequência de não apenas esta falha da admissibilidade de percentagens anormais, que não se observa nos campeonatos europeus mais competitivos, e deve-se também a outras falhas, por exemplo, como a impossibilidade da Liga negociar os direitos de transmissão em conjunto para todos os clubes.


A federação e o Estado aceitam que haja inúmeros agentes que obtêm rendas de monopólio enormes para a pequena dimensão do desporto português.

O exemplo claro das mais valias geradas pelo desporto português está a criação de um grupo económico baseado nos direitos de transmissão televisiva. Não estou a adjectivar esse facto estou a evidenciar que o desporto português gera meios financeiros avultados. É evidente que houve mérito de alguém para que esse grupo se formasse e eventualmente alguma coisa que não corre bem porque há margens que continuam a sair do desporto sem que o regulador privado na federação ou o regulador público tenham uma atitude sequer que acompanhamento do que se faz na Europa.
A federação deveria ser a primeira interessada a suscitar a racionalidade económica dos campeonatos profissionais mas prefere não o fazer.

A actuação da federação de futebol prejudica o desporto quando os clubes vão à falência por actos de gestão sem nexo e equilíbrio e principalmente porque não racionalizando a regulação privada é fautora das condições de falência dos clubes.


Para os associados do Porto é uma maravilha mas a questão do ponto de vista do líder desportivo racional é se a existência de maior competitividade no campeonato e dentro da liga entre os diferentes campeonatos, do topo, do meio e do fim da tabela não deveriam ser maiores para entusiasmarem e predisporem os adeptos para a despesa em futebol profissional.

Afinal estamos a falar de quem também não consegue organizar as selecções nacionais para o mais alto nível de competição que a Espanha demonstra saber fazer.


Os 89% de pontos possíveis do FCP são uma anormalidade como tantas outras do futebol português e que prejudicam o desporto e o país.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Aligeirar o Estado das suas responsabilidades?

O José Manuel Constantino no Colectividade Desportiva parece aligeirar o Estado das suas responsabilidades no tocante aos atletas de alto rendimento.

Compreendendo a sua ideia lamento contrapor-lhe uma posição de responsabilização do Estado que é também aquela que economicamente é benéfica para o país.

Os resultados do alto rendimento são um bem público que os Estados deste mundo pagam, com excepções que se vão conhecendo a Leste e na Ásia.

Portugal desde início dos jogos da era moderna não se comportou como outros países fizeram.

Há uma responsabilidade pessoal no percurso do alto rendimento que não se aplica a pessoas e a famílias com uma literacia que não sabe o que é o desporto moderno nas suas externalidades positivas e nas negativas também.

As primeiras estão sobre-valorizadas e as segundas sub-valorizadas.

Sei de atletas, de famílias bem estabelecidas na vida, com problemas médicos actuais e elas também estão indefesas.

No programa na SIC de Mário Crespo de hoje, 9 de Março, esteve o professor Adriano Moreira a dizer que a responsabilidade de promover as hipóteses de estudo e emprego para os jovens é do Estado. Ora, esta situação ainda mais se aplica às hipóteses de vida dos atletas de alto rendimento.

O Estado português tem actuado interesseiramente capturando os benefícios e deixando aos atletas os custos.

O exemplo desta situação é a incapacidade dos atletas dizerem o que verdadeiramente se passa nos outros países e em Portugal.

Os atletas não têm líderes que defendam os seus direitos porque nem o Estado nem o associativismo promove os atletas a líderes esclarecidos.

O Estado português é responsável pelo que se passa porque não faz estudos e análises da realidade, porque sabe o que se passa noutros países e deixa a situação arrastar-se entre nós, porque em casos concretos foi informado, acompanhou ao longo dos anos e pouco diferenciou em décadas de regulação desportiva.

O desporto de alto rendimento é um bem público cujas vicissitudes não devem ser retiradas ou minimizadas ao Estado, porque as famílias desconhecem aquilo em que se envolvem, porque as empresas não querem saber do destino do atleta.

Tem de ser o Estado a actuar em primeiro lugar.

Em segundo está o COP e a par as federações. Estes deveriam ter programas bem estruturados de responsabilização privado e público mas o cop atravessa uma fase de inimputabilidade que afecta todo o tecido associativo.

Este é um domínio sensível da ética porque potenciar os jovens e as famílias para o alto rendimento e para o desporto profissional, sem medidas de protecção e salvaguarda de todo o potencial do jovem é um erro e é uma negligência porque o custo de actuar atempadamente seria mais baixo do que o custo de corrigir todo o mal feito.

Mais uma vez se demonstra como o debate sobre o que se passa no desporto português está nos seus primórdios se queremos vir a alcançar médias desportivas europeias.

Aconselho os leitores a seguirem igualmente o blogue Colectividade Desportiva, que agora tem contado com novas intervenções, por constituir uma fonte de conhecimento desportivo com os quais se pode concordar e discordar.

A abertura de espaços de debate sobre os desafios do desporto é uma necessidade para Portugal avançar mais depressa com o que deve fazer de equivalente ao que se passa na Europa.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Atletas olímpicos hoje no DN

A peça de Cipriano Lucas no DN é boa ao falar da situação dos atletas em fim de carreira.

No papel fala dos casos de Albertina Dias, Rita Borralho, Teresa Machado, e de futebolistas como Vítor Baptista e Moinhos e de casos do Brasil e dos Estados Unidos. Refere a leitura legislativa actual relacionada com o pós-carreira enquanto promessa não cumprida pelos Governos há muitos anos. Entrevista José Manuel Constantino Ex-presidente do IDP.

A questão que pretendo colocar é a que o investimento feito na formação adequada de um atleta de alto rendimento alavanca benefícios humanos e sociais que medidos monetariamente ultrapassam todo o investimento inicial.

A questão do Estado não são as suas obrigações abstratas constitucionais, legais ou de qualquer ordem. A questão do Estado colocam-se nos benefícios materiais que o Estado obtém investindo nos jovens e que a sociedade colhe não só ao longo da carreira desportiva mas também ao longo de toda a vida do atleta.

Ou seja, o atleta de alto rendimento mesmo que tenha um sucesso médio com as competições, as relações sociais, a presença na comunicação social, os métodos de trabalho exigentes do alto rendimento, tem um capital humano e social que outros cidadãos não alcançam.

O desporto de alto rendimento é um pacote de potencialidades que dão ao atleta uma massa crítica fundamental para toda a vida.

O Estado deve investir nos jovens na sua carreira de alto rendimento porque isso alavanca uma panóplia de oportunidades superior a outros cidadãos com percursos não-desportivos.

Insisto que o alto rendimento nacional deveria ter uma auditoria técnica, financeira, económica e social antes de estabelecer qualquer programa com os presidentes das federações no Conselho Nacional do Desporto ou na Assembleia da República.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Nélson Évora o topo do alto rendimento nacional

O artigo do Público refere que o panorama da competição no triplo salto está a mudar e enumera os valores consolidados Christian Olsson, sueco, Phillips Idowu, inglês, e Marian Oprea, romeno, e os emergentes como Teddy Tamgho, jovem francês e todos em boa forma.

Alguns dobraram os trinta, como Nelson Évora atravessam ou atravessaram lesões e isso demonstra que o que Portugal tem de fazer é investir e cuidar bem de Nelson Évora. Esta competição é normal e certamente que o Nelson Évora de ouro de Pequim tem capacidade para lidar com ela e que não conta com facilidades e almoços grátis de medalhas embrulhadas em papel celofane e entregue na casa do artista.

A federação de Atletismo demonstrou que apesar das limitações nacionais é a única que produz com regularidade medalhas olímpicas e isso dá confiança ao país que o atleta está em boas mãos.

A questão preocupante do alto rendimento nacional não é o capital humano. Temos jovens e temos capacidade científica, técnica e organizativa para produzir muito mais desporto e ao melhor nível europeu e mundial.

O nosso problema é um problema de governance em que os reformados das forças armadas e de outros sectores sociais são avessos ao investimento na juventude e à ética aplicada a si próprios.

Se o atletismo protege até certo ponto os seus atletas o caso de Albertina Dias e Teresa Machado demonstram que existem problemas nacionais relacionados com o cuidado humano, cultural, civilizacional na defesa da nossa juventude que não são ou não foram comprometidos.

Um atleta de alto rendimento bem formado em todos os campos fundamentais é um líder nacional e um gerador de impactos positivos imensos para a sociedade.

Portugal tem uma atitude execrável porque conta os cêntimos do dinheiro que dá aos atletas no desporto em investimento directo e indirecto, mantendo líderes desconhecedores da ética dos seus comportamentos, e paga milhões aos mesmos líderes ou aparentados que cortam na valorização da juventude portuguesa.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Que dirão Teresa Machado e Albertina Machado à magna decisão? E a AR? O que faz a AR?

Diz o Público que “Uma verba de 45 mil euros vai ser colocada à disposição de Vanessa Fernandes, para financiar a sua recuperação desportiva.”

A frase é vaga como demonstra o jornal depois, porque refere: “Esta verba engloba os montantes de apoio que estavam previstos na sua totalidade para o corrente ano no que respeita à bolsa da atleta e do seu treinador (para os Jogos Olímpicos de Londres 2012) e igualmente ‘os apoios previstos no quadro competitivo da Federação Portuguesa de Triatlo’, adianta o COP, num comunicado publicado no seu site.”

Ou seja, dada a dimensão mediática da atleta o COP parece nada fazer e depois de saber da baixa da atleta garante-lhe e à federação que planeou mal a actividade todo o dinheiro anterior sem uma reformulação pública da política.

Que dirão Albertina Dias e Teresa Machado, elas que foram até ao fim do arco-íris e verificaram que não havia nenhum pote de ouro.

O fracasso da actuação da federação e do COP observa-se nos problemas de saúde que impedem a atleta de se dedicar à modalidade visando um resultado olímpico específico e que tanto a federação como o COP não explicaram ao país com transparência que tenham feito todo o possível equivalente ao que outros países fazem e face às necessidades específicas da Vanessa Fernandes de todos os portugueses.

A transparência das explicações é devida por se tratarem de dinheiros públicos.

Não estando a atleta na melhor forma e havendo Jogos Olímpicos para o ano e o país em crise profunda, os dinheiros assegurados são para que objectivos? Estes dinheiros poderão ser aplicados noutros atletas e noutras modalidades com maior potencial no actual momento ou não e porque razão?

O problema de momento não são os fracassos porque os desafios aparecem em projectos de elevado risco como os olímpicos e o que interessa é a forma como são resolvidos e, neste caso, a explicação do COP é tudo menos transparente e parece menos curial atribuir o mesmo financiamento entre duas situações distintas de uma atleta que afiança estar sem forma competitiva e receber à mesma todo o dinheiro que teria se estivesse em plena forma.

O COP sabendo da situação há muito tempo não fez um inquérito à destruição do capital desportivo e humano da Vanessa Fernandes nem apresentou nenhum relatório sobre todo o processo de preparação da atleta.

Aliás o desenvolvimento da jovem aparece como uma actuação contrária à formação e desenvolvimento de uma atleta de elevadíssimo nível e que terá não só destruído muito do potencial da atleta como aplicado a outros jovens estes fugiram da modalidade face aos métodos excessivos aplicados a todos.

O COP não se responsabiliza pelo que se passou com a Vanessa Fernandes e predispõe-se a usar fundos públicos para cavalgar mediaticamente o infortúnio da atleta atribuindo-lhe esses fundos como se ela estivesse na plenitude da sua forma em 2011 para ser medalhada em 2012, em Londres.

A esta destruição da juventude portuguesa através do desporto a Assembleia da República não olha e não vê, não inquere, não audita, não estrutura boas leis e instituições modernas e competitivas.

A Assembleia da República só pode estar distraída e desconhecer o significado do desporto moderno para a projecção global e para o futuro de Portugal.

E isso já acontece há algum tempo porque continuamos a estar na cauda da Europa e a AR não o vê.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Albertina Dias: Para mim, é como São Tomé: ver para crer 2

As questões que levantei no poste anterior com o mesmo nome podem ser, por exemplo, estruturadas da seguinte forma:

1.Levantamento da situação

a.Fazer um levantamento por modalidade dos atletas que estiveram em três categorias: Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus da modalidade, desde 1975 em diante. Distinguir os medalhados, dos que ficaram entre os dez primeiros, daqueles que ficaram até ao 20.º lugar e dos restantes.
b.Conhecer quais destes atletas estão actualmente no desporto e genericamente quais os que possuem situações económicas e sociais difíceis. As federações devem ser capazes de dar esta informação.
c.Fazer um levantamento dos custos por modalidade dos atletas para chegar aos Jogos Olímpicos e nas modalidades não olímpicas a um nível semelhante.
d.Conhecer exemplos de sucesso de outros países de desenvolvimento de atletas de alto rendimento.
e.Conhecer os erros de outros países no desenvolvimento de atletas de alto rendimento.

2.Fazer uma auditoria científica e técnica ao alto rendimento português, nos domínios desportivo, legislativo, económico e social.

3.Responsabilizar o COP/CDP pela liderança dos resultados de toda a cadeia de produção do alto rendimento incluindo os resultados do futebol e das modalidades não olímpicas.

4.Criar um programa nacional de alto rendimento que:
a.Tenha objectivos para alcançar a média europeia e defenda e promova os atletas de alto rendimento na plenitude dos seus direitos enquanto cidadãos e atletas extraordinários.
b.Seja financiado pelo Estado e pelas empresas a quem as instituições privadas e públicas desportivas prestem contas públicas através da comunicação social da aplicação dos meios e dos resultados produzidos antes de os discutir no Conselho Nacional do Desporto.