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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Portugal não está habituado a ganhar

Ver aqui este curioso artigo de Pedro Bidarra no Dinheiro Vivo:

  • "Campeonatos da Europa? Nem um. Óscares ou Palmas de ouro? Nada. Ouro nos Olímpicos? Pouquinhos. Nobeis? Dois. Campeonatos do mundo? Zero."
É interessante ver o Desporto na companhia ilustre da Cultura com C grande.

A comparação é civilizacional e Nacional de Nação.


A semana passada referi a um líder nacional que o desporto tinha vários problemas.
Ele respondeu-me que o desporto era o único sector que criava campeões do mundo. 

Nós até ganhamos campeonatos da Europa e do mundo contrariando Pedro Bidarra e aceitando a argumentação do líder nacional.

Porém, há um sentido nas palavras de Bidarra que o líder não alcança que é o reconhecimento por terceiros da dimensão civilizacional que faz a Europa.

Portugal deveria ganhar europeus e mundiais e jogos olímpicos de tal forma que fosse reconhecido internacional e mundialmente.

Isso não acontece e as palavras e intenções do líder nacional são frágeis e dinossáuricas.

Bidarra tem a seguinte frase que é muito acertada: "A nossa organização social não recompensa o risco e a luta. É por isso que vencer não é um hábito português."

Eu não podia estar mais de acordo.

Existem líderes desportivos pelos quais poderemos ter amizade mas que sem saber tornam o país á sua dimensão e a dimensão dos seus propósitos e dos seus comportamentos são tão pequenos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Estatísticas de Espanha, segundo Armando Inocentes

Espero que Armando Inocentes não se importe que aqui publique algumas estatísticas por si coligidas sobre o sucesso do alto rendimento de Espanha.


"Se regressarmos um pouco atrás (26 de Julho de 2010), dia em que se iniciaram os Europeus de atletismo em Barcelona dei exemplos em karatedopt.blogspot.com:


O espanhol Alberto Contador venceu pela 3ª vez o Tour de France... e repare-se que desde 2006 esta prova velocipédica tem sido sempre ganha por nuestros hermanos...

No futebol, tanto no Europeu como no Mundial, a Espanha sagrou-se campeã...

Nos últimos Jogos Olímpicos, em Pequim, os espanhóis trouxeram para casa 18 medalhas...

No hóquei em patins, apesar de nós termos 15 títulos Mundiais e 20 Europeus, a Espanha venceu os últimos 3 Mundiais assim como os últimos 5 Europeus (e já vão com 14 Mundiais e 14 Europeus, quase a apanharem-nos!)...

Rafael Nadal é o número um do ranking ATP com 8 títulos do Grand Slam, tendo ganho este ano Roland Garros e Wimbledon...

Na fórmula um, Fernando Alonso foi o mais jovem Campeão do Mundo de sempre, vencendo em 2005 e 2006...

No basquetebol Paul Gasol brilha na NBA e o Barcelona é bicampeão da Europa...

No andebol, os espanhóis foram Campeões Mundiais em 2005 e medalha de bronze nas últimas quatro edições dos Jogos Olímpicos...

Até no futsal, desde que a FIFA organiza o mundial, só Brasil e Espanha chegaram ao mais alto lugar do pódio...

Em 2009, a Espanha obteve a sua primeira medalha de ouro nos Mundiais de Natação de Roma...

No Karaté, 20 medalhas de ouro em Campeonatos Mundiais, 20 de prata e 52 de bronze, com mais 3 primeiros lugares, 3 segundos e 2 terceiros no último Europeu em Atenas (e só estamos a falar de séniores)..."

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um feito do Atletismo digno de nota

Susana Feitor, Ana Cabecinha e Inês Henriques nas dez primeiras nos 20 km marcha nos mundiais de Atletismo na Coreia do Sul.
 ver artigo do Público aqui.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ajudar o Sr. Comandante Vicente Moura e o Sr. Dr. Laurentino Dias a evitar incorrerem em ilegalidades

Vicente Moura fala muitas vezes. Os atletas olímpicos, treinadores e líderes, falam pouco e parece que foram mandados calar. Nos outros países não acontece ter-se medo dos atletas falarem e assumirem os lugares de direcção nas organizações desportivas.

De cada vez que VM fala, mais a dúvida se instala sobre os fundamentos éticos, desportivos e legais da bondade de não assumir a conquista de medalhas olímpicas em Londres 2012.

Vejamos as frases que se vão repetindo, para que alguém o ajude a não cometer ilegalidades ou falta de ética olímpica.

Diz o Público, sublinhado meu:
“... o programa que assumi com o governo não prevê lugares de pódio, prevê boa representação, condigna, etc... mais atletas, talvez mais modalidades, mas não mais do que isso”, justificou o presidente do COP.

“Estou ‘proibido’ de falar em medalhas e não falarei até aos Jogos ... Não vamos até Londres assumir nenhum lugar de pódio, nem eu, nem o chefe de missão, mas que podem acontecer, podem”, salientou."


Primeiro nível de perguntas

Nos outros países também é assim ou há um claro assumir do risco do cargo que se ocupa e pelo qual se é remunerado?

Segundo nível de perguntas

É legal fazer um contrato-programa em que o Estado se compromete a atribuir um determinado montante financeiro público sem indicar a que se destina esse subsídio e concretamente ao objectivo fulcral, o número de medalhas?

Caso seja ilegal ele não estará a arrastar com o ex-Scretário de Estado do Desporto?

O Tribunal de Contas, o Ministério das Finanças, o Conselho Nacional do Desporto e a Assembleia da República aceitam este possível esbanjar de recursos públicos em que não há uma clara definição de objectivos desportivos?

Se não se assume o número de medalhas como é que foram calculados os milhões de euro para o projecto de Londres 2012?

Terceiro nível de perguntas

Há ética olímpica perante o espírito universal e perante os atletas, os treinadores e os líderes das modalidades fugir a assumir a candidatura e a ambição de lutar pelo pódio com frontalidade e assumindo em plenitude os resultados dessa ambição nacional?

Quarto nível de perguntas

É possível a qualquer cidadão português fazer um contrato-programa com o Estado em que o objecto seja "boa representação, condigna, etc... mais atletas, talvez mais modalidades"?

Quinto nível de perguntas

Isto vai continuar a ser assim?


Há vários milhões de portugueses que gostariam que lhes explicassem estas questões muito devagarinho para eles poderem fazer pela sua própria vida, também.

Ter uma Visão do futuro olímpico de Portugal

O povo português como todos os povos europeus e de todo o mundo aspira a que os seus jovens se batam nos Jogos Olímpicos para conquistar medalhas e classificar-se entre os melhores.

O orgulho por todos os que conseguiram o ouro, a prata e o bronze olímpico não é menor para aqueles que com ele sonharam, lutaram, deram contributos imensos das suas vidas jovens e alcançaram um máximo inferior ao óptimo que é alcançar um dos três primeiros lugares.

Idealmente o próximo líder olímpico deveria ser alguém que assumisse o futuro e o exemplo de todos os atletas que dão as suas vidas pelo ideal olímpico de todos os portugueses.

A diferença em relação à Europa é que Portugal não consegue conquistar a mesma proporção de riqueza olímpica que outros países conseguiram e conseguem.

Na Europa, Portugal é o último entre os países com a sua dimensão.

O desenvolvimento do desporto português tem sido significativo e isso deve-se ao esforço de todos os que em todos os segmentos desportivos deram o seu máximo e esses passos não devem ser esquecidos.

As federações são organizações que estabelecem metas estratégicas e os clubes os locais de produção do produto desportivo e olímpico.

Fruto do imenso capital investido no desporto português foi possível às federações e outras organizações desportivas criarem sedes, museus e corpos de líderes, técnicos, praticantes e adeptos cuja acumulação de capital humano e social não tem igual no passado desportivo e olímpico português.

Portugal tem estado a investir imenso capital financeiro e os resultados por vezes ganham uma visibilidade grande e outras vezes não são totalmente compreensíveis.

Os resultados do alto rendimento, principalmente no desporto profissional do futebol, tem uma visibilidade grande enquanto as causas desse sucesso necessita de uma maior análise e compreensão.

Olhar apenas para as sedes, os museus e as candidaturas a megaeventos é um discurso desajustado no tempo e nos princípios.

Fazer o mesmo discurso à volta da sede, do mudeu, da viagem com todos os atletas, do contrato em que não se fala das medalhas a conquistar é a marca das legislaturas que passaram.

As medidas de austeridade da troika que o governo se comprometeu a cumprir exige que um produto desportivo como as medalhas não seja escondido por líderes e lideranças frágeis que não ousam falar das medalhas e mobilizar os patrocinadores privados a envolverem-se no sonho olímpico e repartirem com o Estado o ónus do investimento para alcançar o produto de excelência olímpica.

Os futuros líderes desportivos devem ser líderes fortes não temendo assumir as suas responsabilidades, o risco de terem de explicar porque não foi ganha a medalha e terem uma posição ética e de governance inequívoca de nível europeu.

A outra atitude frágil e medrosa é não falar das medalhas a que Portugal se candidata. Desportivamente é inqualificável, económicamente é um prejuízo de quem vive do erário público.

Contratualizar em documentos ou actos públicos que ninguém vai falar das medalhas porque se pode perder é um logro que órgãos como o Tribunal de Contas e o Ministério das Finanças não deveriam aceitar.

Esta é uma péssima imagem que o desporto dá de si para a sociedade e para os próprios atletas e que naturalmente não se poderá esperar com estes propósitos mobilizar e galvanizar a sociedade a companhar o sonho olímpico.

Vai Portugal continuar a assumir o temor anterior e o custo do projecto olímpico exclusivamente para os entes públicos, como está escrito em inúmeras entrevistas nos jornais nacionais?

Quando é que Portugal vai ouvir, de líderes de corpo inteiro, cabeça levantada e olhar frontal, qual o número de medalhas a que o país se candidata em Londres 2012?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ganhar com mérito e perder com dignidade nos Jogos Olímpicos de Londres

Diz o site do COP, aqui, que na reunião com o Ministro Miguel Relvas foi dito que "a preparação olímpica se vai fazer nas melhores condições e, se possível, honrar o desporto português".


Este 'se possível' estará a referir-se a medalhas dizendo que 'se possível' se vai honrar o desporto português com medalhas.


Ora, alguns dos feitos do olimpismo de todos os tempos foram realizados com atletas que perderam e que deram lições de estoicismo e de valores olímpicos intemporais.


Chama-se a isto saber ganhar com  fair-play tendo mérito na vitória e dignidade na derrota. 


Por se saber perder com dignidade é que se deve dizer com ética, transparência e frontalidade quantas medalhas vai Portugal candidatar-se em Londres 2012.


Se bem que a comunicação social tenha uma interpretação de deve e haver medalhas estrita, o que efectivamente mancha a imagem do desporto é a actuação da liderança e aquilo que parecem ser problemas de treino e preparação olímpica.

O governo anterior aceitou primeiro que o COP não justificasse com transparência e um relatório independente o resultado de Pequim 2008 e depois aceitou que o COP não definisse as medalhas a que se candidata em Londres 2012.


Aceita o governo actual que toda esta situação se mantenha?


Esta situação será saudável para os atletas, a quem se pede a exemplaridade dos comportamentos?


Ou será que o COP diz ao Nelson Évora e aos atletas da canoagem: 'se possível' ganha a medalha?

domingo, 26 de junho de 2011

Campeonato da Europa em 2008, Campeonato do Mundo em 2010 e Campeonato da Europa de sub-21 em 2011

A Espanha conquistou as três competições segundo notícia do Público, aqui.

Falta à notícia do Público dizer em que lugares ficou Portugal.

Verficar o lugar de Portugal é economicamente relevante para constatar se existe uma falha na produção de futebol nas selecções ou não.

Já que a federação não faz estudos nem apresenta uma Visão ou um programa de desenvolvimento e já que segundo parece a Liga liderada por Fernando Gomes está a fazer um estudo, esperemos pelos seus elementos para ver até onde foi.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Canoagem, Remo, Voleibol, Atletismo

Vi várias notícias destas modalidades e a da canoagem surge como mais sustentada nas hipóteses de ter uma prestação digna de nota em Londres.

O remo terá ganho uma medalha.

O voleibol terá ganho e perdido na Argentina.

O atletismo terá baixado de divisão


O pré-Jogos Olímpicos sempre deixou os portugueses esperançados com dezenas de primeiros lugares e pódios

A subida tem sido a pulso e subimos um degrau começando a ganhar primeiro nas disciplinas não técnicas, depois subimos outro degrau e passámos às medalhas técnicas

Ultimamente surgiu a possibilidade de vencer e destruir o capital humano e o desportivo acumulado

Estamos a trilhar um caminho e a aprender que também se cometem erros no processo de desenvolvimento


Quem vê uma medalha não vê todas e notar as diferenças será a arte daqueles que conseguem vir a ter sucesso em ambientes competitivos como o desporto europeu

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A Canoagem ao máximo

A Canoagem classificou-se em sete de oito finais possíveis nos campeonatos europeus de Belgrado na Sérvia, ver aqui.

O facto de ser uma equipa com vários atletas, homens e mulheres, com uma performance que não é usual em Portugal sugere que existe um método capaz de suportar as características de diferentes atletas.

As vitórias conseguidas e as altas classificações lembram a performance de Vanessa Fernandes antes de sucumbir ao regime intenso a que foi submetida.

Eu não sou técnico desta área e o mínimo que espero é que a Canoagem saiba melhor, do que o Triatlo sabia, o que está a fazer.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Se Portugal ganhar 5 medalhas em Londres de quem é o mérito?

É uma pergunta interessante, não é?

Acho que é daquelas questões que apenas tem vencedores e um perdedor que seria eu.

Eu não acredito em milagres porque creio que os milagres são feitos de uma massa especial que Portugal não terá no alto rendimento.

Houve um  milagre no ciclismo em Atenas e na alta competição contar com a garantia de milagres para alcançar 5 medalhas é demasiado esforçado.

Portugal ganhar 5 medalhas seria o milagre dos milagres de que eu não me importaria de ser o feliz perdedor.

Creio que em primeiro lugar o mérito seria dos atletas porque tinham conseguido nas difíceis condições nacionais ultrapassar o imaginável e a tradição.

Em segundo lugar faria um compasso de espera antes de imputar outros ganhadores como o COP, as federações ou os governos PS e PSD/PP e os patrocinadores.

O nosso desporto necessita de uma análise criteriosa às condições da sua performance para que os processos correctos sejam valorizados e os menos bons, sejam descontinuados.

Seria bom que os líderes e as instituições públicas e privadas não regateassem elogios aos atletas e treinadores mas que fizessem um esforço para compreender o que se passou e vai passar para que as consagrações não impedissem o conhecimento do que se passa.

Esse trabalho de levantamento do que se passa é um trabalho que não tem sido feito e que prejudica as federações de maior sucesso, mesmo quando elas apoiam o 'business as usual'.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Parabéns a Francis Obikwelo e Neide Gomes

As medalhas ganhas em Paris nos Europeus de Atletismo, são merecidas pelo dois e, por isso, devem ser felicitados calorosamente.


Sem um objectivo e metas institucionalmente o desporto português especializou-se nos recordes nacionais e vive dessas realizações.

Sem objectivos nacionais de contexto europeu Portugal baterá recordes nacionais para todo o sempre.

Desta forma nunca Portugal conseguirá alcançar as médias desportivas europeias.

Os Jogos Olímpicos de Londres serão em 2012 e para ganharmos as duas medalhas do costume teremos de ter pelo menos 10 ou mais campeões europeus e mundiais como em Pequim se se verificar o mesmo nível de eficiência económica.

Vamos contar tudo o que aparecer até ao Verão de 2012.