A Canoagem apurou para Londres 2012 apenas duas embarcações o K4 Helena Rodrigues/Teresa Portela/Joana Vasconcelos/Beatriz Gomes e o K1 Fernando Pimenta, o que está longe das expectativas apregoadas.
Isto já se passou anteriormente que é o de se falar publicamente de resultados com base em factores não essenciais e sem um programa consolidado de alto rendimento.
Quem não é da Canoagem estava expectante nos resultados que surgiam e nas palavras dos responsáveis que não desmentiam e alimentavam certezas. Ainda recentemente cavalgando uns resultados parcelares o presidente e o treinador da Canoagem sugeriam a abertura dos cordões da bolsa pública.
Por um lado, era bom que a federação de Canoagem não alimentasse ilusões, equacionasse a sua realidade e indicasse quais são os seus objectivos reais para Londres 2012.
Por outro, há alguém que passados sessenta dias explique em termos de política desportiva o que se está a passar no alto rendimento sem cavalgar o trabalho de Ilídio Vale e dos miúdos que foram obrigados a emigrar?
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Este COP está sempre a surpreender-nos
Há anos um funcionário do COP garantia num jornal de grande tiragem nacional, na página dos opinion makers importantes, que os Jogos Olímpicos em Portugal eram economicamente justificados e que havia estudos de grandes investigadores de economia que sustentavam a viabilidade ecoonómica dos Jogos Olímpicos e isso era o suficiente para Lisboa ser candidata.
Agora o chefe de missão a Londres, de seu nome Mário Santos e Presidente da Canoagem, diz que falta ao desporto um modelo de sustentabilidade económica porque já tem infra-estruturas. Ver no Diário de Notícias, aqui.
As suas frases merecem ser reproduzidas:
Sobre as frases chamo a atenção do seguinte:
Agora o chefe de missão a Londres, de seu nome Mário Santos e Presidente da Canoagem, diz que falta ao desporto um modelo de sustentabilidade económica porque já tem infra-estruturas. Ver no Diário de Notícias, aqui.
As suas frases merecem ser reproduzidas:
- ""Neste momento, Portugal tem infraestruturas (de qualidade) em várias modalidades. O grande desafio é criar um modelo de sustentabilidade que permita que estas sejam usufruídas não só pelo alto rendimento, mas também para a prática desportiva em geral, fundamental para o desenvolvimento da sociedade", afirmou.
- Mário Santos mostrou-se surpreendido pela ligação dos adeptos húngaros à canoagem, e sonha que esse cenário possa algum dia acontecer em Portugal: "Vão estar cá mais de 20.000 adeptos por dia a pagar para assistir a uma modalidade que não é o futebol. É uma realidade ainda distante para o nosso país".
- "A Hungria suporta por inteiro uma modalidade que não o futebol: há um apoio político, do Estado, privado e da própria comunidade, que se envolve em tudo isto e com grande retorno" continuou Mário Santos.
- Antes de marcar presença na Hungria, Mário Santos esteve em Londres durante uma semana em reuniões, e revelou, que nos contactos que manteve, verificou que os países mais prestigiados no "Mundo" do desporto revelam "um grande envolvimento da sociedade e das empresas na Missão Olímpica"."
As suas frases não são a política mas ajudam a definir objectivos e por isso são relevantes e ainda cima vinda do grupo de pessoas que trabalha para o COP e de quem se ouvem com frequência inverdades, assassinatos técnicos e demagogia a rodos.
- O grande desafio é criar um programa de desenvolvimento sustentado desportivo, económico e social.
- Obviamente as medidas que alavancarão a procura desportiva da população. Está tudo no conceito de 'Desporto Com Todos' na inovadora e nunca tentada fórmula do programa xix governo que todos esperamos, sentados, que dê origem a uma copiosa literatura científica.
- Chama-se ao seu diagnóstico da sociedade e desporto húngaro literacia desportiva.
- O financiamento é também um acto de literacia desportiva. Colocar o desporto sob a liderança de interesses da grande finança pode ser uma consequência do movimento de apropriação das rendas do desporto mas não irá certamente gerar o grande envolvimento preconizado por Mário Santos.
Mário Santos tem um discurso que Vicente Moura tenta quando quer falar dos Jogos Olímpicos em Lisboa. Mário Santos não fala dos Jogos Olímpicos em Lisboa mas formula um discurso baseado em factos que deveriam ser inquestionáveis e adoptados há muito em Portugal.
Não tenho conhecimento que outro chefe de missão tenha feito constatações equivalentes a estas.
A realidade desportiva nacional é mais complexa do que as frases de Mário Santos mas as suas frases são importantes para demonstrar que o que está mal somos nós o nosso desporto e o nosso COP.
Indo de facto Vicente Moura embora como já prometeu, o surgimento de novas posições e protagonistas desportivos irá causar mossa nos privilegiados tradicionais mas fazer bem aos condenados do costume desportivo.
sábado, 23 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
A pista de canoagem de Montemor-o-Velho
O artigo do DN que ocupa as duas páginas centrais foca as seguintes questões:
- faz a cronologia do projecto e descreve a sua inserção na região de Montemor-o-Velho
- refere o nome dos atletas como Beatriz Gomes, Fernando Pimenta, Teresa Portela e João Ribeiro
- descreve o projecto escolar associado ao alto rendimento
- diz vários custos do projecto
- refere que existem quatro federações associadas ao projecto a natação de águas profundas, o triatlo, a canoagem e remo
- Fala sobre os responsáveis do projecto o presidente da câmara, o presidente da canoagem e os outros, o treinador e o coordenador do projecto educativo de "excelência"
É uma boa peça jornalística sobre a canoagem e que raramente se observa noutras modalidades.
Este poderá ser um exemplo daquilo que o programa do governo refere como uma nova relação entre a comunicação social e o desporto
Onde nascem e treinam os campeões, canoagem, Mondego
O Diário de Notícias tem aqui a indicação de uma notícia sobre a infra-estrutura da canoagem e remo em Montemor o Velho.
sábado, 18 de junho de 2011
São todos portugueses
Fernando Pimenta, João Ribeiro, Emanuel Silva e David Fernandes, fazem parte da equipa K4 que ganhou a medalha de ouro em Belgrado, ver aqui.
Na canoagem e no rugby há notícias que demonstram que o desporto português está a apurar o capital com que se compete no topo mundial.
Para os homens do desporto a altura dos portugueses tem sido uma limitação e sabem que os Holandeses e pequenos estados como na Croácia existem populações mais altas ao nível europeu.
Esta não é a minha área, e as pessoas do desporto indicam-me que o atletismo conseguiu resultados com jovens oriundos familiarmente de países africanos, nas chamadas disciplinas técnicas, e agora surgem os oriundos de países de leste.
Não sei o que aconteceu no voleibol e parece que conseguiram ultrapassar a altura dos portugueses.
É de notar uma vez mais que a canoagem consegue, não um talento jovem esporádico e que qualquer que tenha sido a razão e que importaria analisar o caso do triatlo, mas a canoagem consegue uma equipa de 4 e todos com um desenvolvimento físico bem claro na foto do jornal i.
Há talvez uma outra explicação para alguns dos resultados em equipas de desportos colectivos e se relacionam com a capacidade dos treinadores portugueses que está a subir, de que Queiroz e Moniz Pereira foram fundamentais, e a conseguirem compreender melhor o capital humano e desportivo que têm nas mãos e a dar-lhe níveis de rendimento suportados por conhecimentos científicos e técnicos mais evoluídos, para além do benefício de treinadores estrangeiros como no caso da canoagem e do voleibol.
Estas notícias são um desafio para o novo governo para compreender o que se está a passar de bom que deve ser protegido e fomentado.
As variáveis são múltiplas e a sua operacionalização apenas se realizará com análises que vão ao âmago dos processos em toda a cadeia de produção desportiva nacional desde a escola aos níveis de topo.
Estamos a falar da afinação da máquina de produção desportiva nos limites do alto rendimento onde se conquistam as medalhas mundiais e olímpicas.
Parece-me com isto, e para acabar, que esta realidade não deve querer dizer que está tudo bem.
Para suscitar e promover o desenvolvimento sustentado há a necessidadede processos de trabalho que eu não tenho observado. Certamente que haverá pessoas que poderão dizer que não são importantes esses procedimentos novos para além dos que já existem.
Deixo os sinais óptimos e a minha leitura de um quadro que é complexo e merece uma abordagem que convença a sociedade portuguesa de um desenvolvimento sustentado para o nosso desporto.
Na canoagem e no rugby há notícias que demonstram que o desporto português está a apurar o capital com que se compete no topo mundial.
Para os homens do desporto a altura dos portugueses tem sido uma limitação e sabem que os Holandeses e pequenos estados como na Croácia existem populações mais altas ao nível europeu.
Esta não é a minha área, e as pessoas do desporto indicam-me que o atletismo conseguiu resultados com jovens oriundos familiarmente de países africanos, nas chamadas disciplinas técnicas, e agora surgem os oriundos de países de leste.
Não sei o que aconteceu no voleibol e parece que conseguiram ultrapassar a altura dos portugueses.
É de notar uma vez mais que a canoagem consegue, não um talento jovem esporádico e que qualquer que tenha sido a razão e que importaria analisar o caso do triatlo, mas a canoagem consegue uma equipa de 4 e todos com um desenvolvimento físico bem claro na foto do jornal i.
Há talvez uma outra explicação para alguns dos resultados em equipas de desportos colectivos e se relacionam com a capacidade dos treinadores portugueses que está a subir, de que Queiroz e Moniz Pereira foram fundamentais, e a conseguirem compreender melhor o capital humano e desportivo que têm nas mãos e a dar-lhe níveis de rendimento suportados por conhecimentos científicos e técnicos mais evoluídos, para além do benefício de treinadores estrangeiros como no caso da canoagem e do voleibol.
Estas notícias são um desafio para o novo governo para compreender o que se está a passar de bom que deve ser protegido e fomentado.
As variáveis são múltiplas e a sua operacionalização apenas se realizará com análises que vão ao âmago dos processos em toda a cadeia de produção desportiva nacional desde a escola aos níveis de topo.
Estamos a falar da afinação da máquina de produção desportiva nos limites do alto rendimento onde se conquistam as medalhas mundiais e olímpicas.
Parece-me com isto, e para acabar, que esta realidade não deve querer dizer que está tudo bem.
Para suscitar e promover o desenvolvimento sustentado há a necessidadede processos de trabalho que eu não tenho observado. Certamente que haverá pessoas que poderão dizer que não são importantes esses procedimentos novos para além dos que já existem.
Deixo os sinais óptimos e a minha leitura de um quadro que é complexo e merece uma abordagem que convença a sociedade portuguesa de um desenvolvimento sustentado para o nosso desporto.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A Canoagem ao máximo
A Canoagem classificou-se em sete de oito finais possíveis nos campeonatos europeus de Belgrado na Sérvia, ver aqui.
O facto de ser uma equipa com vários atletas, homens e mulheres, com uma performance que não é usual em Portugal sugere que existe um método capaz de suportar as características de diferentes atletas.
As vitórias conseguidas e as altas classificações lembram a performance de Vanessa Fernandes antes de sucumbir ao regime intenso a que foi submetida.
Eu não sou técnico desta área e o mínimo que espero é que a Canoagem saiba melhor, do que o Triatlo sabia, o que está a fazer.
O facto de ser uma equipa com vários atletas, homens e mulheres, com uma performance que não é usual em Portugal sugere que existe um método capaz de suportar as características de diferentes atletas.
As vitórias conseguidas e as altas classificações lembram a performance de Vanessa Fernandes antes de sucumbir ao regime intenso a que foi submetida.
Eu não sou técnico desta área e o mínimo que espero é que a Canoagem saiba melhor, do que o Triatlo sabia, o que está a fazer.
terça-feira, 10 de maio de 2011
A Canoagem vai a Londres com todo o seu potencial celebrar o espírito olímpico
Noticia da Antena Um, aqui.

Joana Vasconcelos Lusa
Após conquistar quatro medalhas este fim de semana na Taça do Mundo de canoagem, a federação aposta em levar sete atletas aos Jogos Olímpicos Londres2012, todos com possibilidades de lutar por lugares de relevo.
Portugal quer apurar pelo menos sete atletas para Londres2012
"O nosso objetivo é levar sete atletas, mas temos mais canoístas com qualidade e capacidade para o fazer. Acima de tudo vamos trabalhar para que todos tenham oportunidades suficientes e estejam na sua melhor forma de sempre para que esse apuramento seja uma realidade", disse Mário Santos, presidente da Federação Portuguesa de Canoagem (FPC).
Depois de ter levado um atleta a Atenas2004 e quatro a Pequim2008, o dirigente, que é igualmente o Chefe de Missão de Portugal a Londres2012, acredita que a Seleção vai brilhar na qualificação para os Jogos Olímpicos, que será feita em agosto na Hungria, durante os Mundiais de canoagem.
"Mais importante do que as quatro medalhas conquistadas na Taça do Mundo (dois ouros, uma prata e um bronze) é o objetivo da qualificação, que é extremamente difícil. Na maior parte das classes está reservada apenas aos sete primeiros do Mundo. Depois de lá entrar, queremos lutar pelos melhores resultados possíveis", vincou.
O promissor início de época internacional, que se segue ao recorde de 17 medalhas internacionais em 2010, confere uma maior confiança ao presidente da FPC.
Portugal quer apurar pelo menos sete atletas para Londres2012
Joana Vasconcelos Lusa
Após conquistar quatro medalhas este fim de semana na Taça do Mundo de canoagem, a federação aposta em levar sete atletas aos Jogos Olímpicos Londres2012, todos com possibilidades de lutar por lugares de relevo.
Portugal quer apurar pelo menos sete atletas para Londres2012
"O nosso objetivo é levar sete atletas, mas temos mais canoístas com qualidade e capacidade para o fazer. Acima de tudo vamos trabalhar para que todos tenham oportunidades suficientes e estejam na sua melhor forma de sempre para que esse apuramento seja uma realidade", disse Mário Santos, presidente da Federação Portuguesa de Canoagem (FPC).
Depois de ter levado um atleta a Atenas2004 e quatro a Pequim2008, o dirigente, que é igualmente o Chefe de Missão de Portugal a Londres2012, acredita que a Seleção vai brilhar na qualificação para os Jogos Olímpicos, que será feita em agosto na Hungria, durante os Mundiais de canoagem.
"Mais importante do que as quatro medalhas conquistadas na Taça do Mundo (dois ouros, uma prata e um bronze) é o objetivo da qualificação, que é extremamente difícil. Na maior parte das classes está reservada apenas aos sete primeiros do Mundo. Depois de lá entrar, queremos lutar pelos melhores resultados possíveis", vincou.
O promissor início de época internacional, que se segue ao recorde de 17 medalhas internacionais em 2010, confere uma maior confiança ao presidente da FPC.
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