Portugal sagrou-se campeão europeu pela oitava vez consecutiva.
Qual será o segredo?
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
O rugby e o atletismo são próximos
São modalidades que ganharam o estatuto de produtoras de estrelas pelo nível de alto rendimento alcançado junto da população portuguesa.
Falharam ou parece-me que falharam a internalização do sucesso criado.
A internalização do sucesso a que me refiro é a produção de actividades para uma maior percentagem da população portuguesa.
Pode perguntar-se porque é que o atletismo e o rugby não passaram rapidamente para dezenas de milhares de praticantes federados gerados o sucesso da respectiva elite?
A inexistência de uma estrutura de produção de rugby e de atletismo saudável e competitiva é a razão pela qual o seu número de praticantes não cresce com taxas mais significativas.
O modelo de produção desportiva nacional orienta-se para o segmento de alto rendimento que é alimentado pelo carácter esporádico do surgimento de talentos jovens.
Fracassando a criação da respectiva massa crítica de base as federações vêem-se impedidas de diversificar o seu financiamento público e privado, dinamizar uma estrutura produtiva ampla e competitiva e de suscitar maiores audiências ao respectivo alto rendimento que produz em níveis inferiores do que se tivesse uma massa crítica de base bem estruturada.
Creio que nenhuma destas modalidades fez alguma vez um estudo económico e provavelmente terão sido desaconselhadas, pelos Governos e especialistas, a fazê-lo baseadas nos impactos virtuosos da boa legislação e do financiamento públicos.
Será interessante observar se o novo governo vai dar uma maior liberdade e responsabilização às federações, assim como, a protecção para projectos de maior risco que venham a assumir nessa conformidade como a quantificação e qualificação do produto da sua massa crítica.
Falharam ou parece-me que falharam a internalização do sucesso criado.
A internalização do sucesso a que me refiro é a produção de actividades para uma maior percentagem da população portuguesa.
Pode perguntar-se porque é que o atletismo e o rugby não passaram rapidamente para dezenas de milhares de praticantes federados gerados o sucesso da respectiva elite?
A inexistência de uma estrutura de produção de rugby e de atletismo saudável e competitiva é a razão pela qual o seu número de praticantes não cresce com taxas mais significativas.
O modelo de produção desportiva nacional orienta-se para o segmento de alto rendimento que é alimentado pelo carácter esporádico do surgimento de talentos jovens.
Fracassando a criação da respectiva massa crítica de base as federações vêem-se impedidas de diversificar o seu financiamento público e privado, dinamizar uma estrutura produtiva ampla e competitiva e de suscitar maiores audiências ao respectivo alto rendimento que produz em níveis inferiores do que se tivesse uma massa crítica de base bem estruturada.
Creio que nenhuma destas modalidades fez alguma vez um estudo económico e provavelmente terão sido desaconselhadas, pelos Governos e especialistas, a fazê-lo baseadas nos impactos virtuosos da boa legislação e do financiamento públicos.
Será interessante observar se o novo governo vai dar uma maior liberdade e responsabilização às federações, assim como, a protecção para projectos de maior risco que venham a assumir nessa conformidade como a quantificação e qualificação do produto da sua massa crítica.
A FP Rugby apresentou plano estratégico a 4 anos
A notícia do Record de hoje, pg. 30, acaba com a seguinte frase:
A modalidade recebeu '... recentemente, convites da Roménia e Inglaterra para jogos particulares. "Não temos agenda nem recursos".'
Primeiro, a federação fez um estudo estratégico do ponto de vista desportivo mas não o fez do ponto de vista social e económico.
Segundo, este é o tipo de cortes que as federações fazem quando os recursos se tornam escassos.
Os elos da cadeia tornam-se mais finos com a escassez de recursos e o desenvolvimento faz-se com maior lentidão.
Além disso a perda mais significativa é suportada pelos atletas que não se queixam nem ninguém detecta a perda porque não se estudam os impactos sociais.
Creio não haver dúvidas para a sociedade portuguesa que a Federação de Rugby tem um trabalho baseado em factores dinâmicos e princípios sérios visando o desenvolvimento sustentado.
Esta frase de Tomás Morais levanta as seguintes questões:
Só trabalhando tendo em vista o médio e o longo prazo será possível cativar as empresas para o projecto do Rugby nacional e encontrar uma rede de apoios que permita à federação e aos seus projectos não serem apanhados pelas legítimas alterações de estratégia de patrocínios tanto do Estado como das empresas
A federação de Rugby é certamente rica em associados e particularmente nas disciplinas técnicas capazes de realização de estudos sociais e económicos e deveria investir nestes instrumentos de apoio à sua decisão feitos pelos seus mais próximos investigadores e instituições.
Mesmo que o novo governo mantenha uma posição equivalente ao de outros governos de não investir em estudos sociais, a federação de Rugby deveria equacionar a solução que melhor defende para não prejudicar a evolução das suas selecções e aproveitar ao máximo a predisposição à competição com Portugal que a sua excelente performance suscita por esse mundo.
A modalidade recebeu '... recentemente, convites da Roménia e Inglaterra para jogos particulares. "Não temos agenda nem recursos".'
Primeiro, a federação fez um estudo estratégico do ponto de vista desportivo mas não o fez do ponto de vista social e económico.
Segundo, este é o tipo de cortes que as federações fazem quando os recursos se tornam escassos.
Os elos da cadeia tornam-se mais finos com a escassez de recursos e o desenvolvimento faz-se com maior lentidão.
Além disso a perda mais significativa é suportada pelos atletas que não se queixam nem ninguém detecta a perda porque não se estudam os impactos sociais.
Creio não haver dúvidas para a sociedade portuguesa que a Federação de Rugby tem um trabalho baseado em factores dinâmicos e princípios sérios visando o desenvolvimento sustentado.
Esta frase de Tomás Morais levanta as seguintes questões:
- qual é o objectivo agregado da federação de rugby
- no alto rendimento e nas suas disciplinas e escalões, consolidação de metas a que nível
- na prática desportiva de base, nos micro e pequenos clubes, nos jovens, quantas dezenas de milhares de praticantes, ou que taxa de crescimento anual
- que impactos sociais e económicos se esperam pela realização deste produto desportivo
- quem são os ganhadores dos impactos a quem a federação fará acordos nacionais e pontuais para suportar os objectivos definidos
Só trabalhando tendo em vista o médio e o longo prazo será possível cativar as empresas para o projecto do Rugby nacional e encontrar uma rede de apoios que permita à federação e aos seus projectos não serem apanhados pelas legítimas alterações de estratégia de patrocínios tanto do Estado como das empresas
A federação de Rugby é certamente rica em associados e particularmente nas disciplinas técnicas capazes de realização de estudos sociais e económicos e deveria investir nestes instrumentos de apoio à sua decisão feitos pelos seus mais próximos investigadores e instituições.
Mesmo que o novo governo mantenha uma posição equivalente ao de outros governos de não investir em estudos sociais, a federação de Rugby deveria equacionar a solução que melhor defende para não prejudicar a evolução das suas selecções e aproveitar ao máximo a predisposição à competição com Portugal que a sua excelente performance suscita por esse mundo.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
PORTUGAL VENCE JAGUARES POR 25-21
Esta foi uma vitória do Rugby, aqui.
O Rugby deu a volta a volta que outras modalidades colectivas ainda não conseguiram alcançar.
Porque será?
O Rugby deu a volta a volta que outras modalidades colectivas ainda não conseguiram alcançar.
Porque será?
terça-feira, 29 de março de 2011
This country is hungry for greatness
Esta frase atribuída a Nelson Mandela, no filme Invictus de Clint Eastwood e protagonizado por Morgan Freeman, encerra a acutilância da percepção de Mandela para o que de essencial concebia para a África do Sul.
Mandela serviu a África do Sul fracturada através de um instrumento do regime racista percepcionando a essência do desporto olímpico de todos os tempos: a galvanização dos povos através do ideário em torna da excelência desportiva.
Em nenhum momento do filme se observa que Mandela se tenha servido do rugby e do desporto em proveito próprio.
Devemos ter vergonha de frases e discursos que realçam a pequenez de Portugal o que é uma redonda mentira.
Na Europa os países mais pequenos possuem produtividades olímpicas superiores aos grandes países.
A pequenez existe e reside nos líderes que são incapazes de equacionar um objectivo de grandiosidade para Portugal no desporto global.
Essa pequenez é infame para além de passar inteiramente à margem da ética olímpica que a Europa toda pratica e que em Portugal há quem assegure que se pratica.
Podia lá ser de outra forma?
Procura-se um Mandela para o desporto português!
terça-feira, 15 de março de 2011
A Itália venceu a França no torneio das seis nações e nós quando é que o faremos?
Pela primeira vez a Itália venceu a França e isso demonstra que os resultados não estão feitos.
Tomás Morais foi o rosto de que no rugby Portugal pode subir a sua produção acentuadamente.
Aos resultados no alto rendimento juntou-se a adesão da população que esgotou a capacidade de produção dos clubes e das estruturas federadas.
O rugby deveria passar para a fase seguinte com dois objectivos:
1 - Consolidar os passos dados no alto rendimento para conseguir avançar para modelos de produção no alto rendimento ainda mais avançados. Este é um objectivo de qualidade e de excelência.
2 - Firmar e potenciar a adesão da população, da economia e da sociedade criando uma massa crítica capaz de exigir e consumir rugby de qualidade equivalente ao europeu. Este é um objectivo de quantidade e de qualidade. Por exemplo o rugby português deveria colocar em cima da mesa passar dos actuais 5.000 praticantes para os 50.000 no prazo de dez anos. O valor que indico é propositadamente descomunal como era o objectivo de fazer o que Tomás Morais fez numa modalidade como o rugby e como certamente pensarão os italianos.
Um e outro objectivo são aliciantes e estão interligados. É a massa crítica da base desportiva, económica e social que alavancará os meios fundamentais à optimização da excelência.
Tomás Morais foi o rosto de que no rugby Portugal pode subir a sua produção acentuadamente.
Aos resultados no alto rendimento juntou-se a adesão da população que esgotou a capacidade de produção dos clubes e das estruturas federadas.
O rugby deveria passar para a fase seguinte com dois objectivos:
1 - Consolidar os passos dados no alto rendimento para conseguir avançar para modelos de produção no alto rendimento ainda mais avançados. Este é um objectivo de qualidade e de excelência.
2 - Firmar e potenciar a adesão da população, da economia e da sociedade criando uma massa crítica capaz de exigir e consumir rugby de qualidade equivalente ao europeu. Este é um objectivo de quantidade e de qualidade. Por exemplo o rugby português deveria colocar em cima da mesa passar dos actuais 5.000 praticantes para os 50.000 no prazo de dez anos. O valor que indico é propositadamente descomunal como era o objectivo de fazer o que Tomás Morais fez numa modalidade como o rugby e como certamente pensarão os italianos.
Um e outro objectivo são aliciantes e estão interligados. É a massa crítica da base desportiva, económica e social que alavancará os meios fundamentais à optimização da excelência.
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