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terça-feira, 30 de agosto de 2011

É altura de deixar jogar, para o Desporto ganhar

Durante os últimos anos no Colectividade Desportiva e em 2011 neste blogue marquei uma posição crítica sobre o que se passava na política desportiva.

Tal como num jogo de xadrez ou de futebol ou do que se quiser, é chegado o momento de esperar pelo jogo do adversário de competição para o deixar respirar e poder colocar em jogo todo o seu potencial.

A capacidade de expor o jogo e de responder a esse jogo, éo que se passa no desporto diariamente e em todas as modalidades, é o que se vai passar.

Os tempos e os intervenientes são mais fluidos e indeterminados mas o espírito equivale-se. O espírito é o mesmo, o espírito é ganhar-lhes, para fazer o desporto português desenvolver-se sustentadamente.

Nesta fase do jogo e do campeonato uma intensicação do esforço é escusado e eventualmente mal compreendido.

Independente dos sinais e da postura, o jogo tem de correr e contar com o melhor do adversário ou adversários que aparecerem a jogo.

Esperemos todos que o ou os adversários consigam dar o seu melhor, não se dope, não seja corrupto, nem actue com violência.

Esperemos que não desiluda quem neles acreditou e surpreenda pela positiva aqueles adversários que têm capacidade de se surpreenderem pelas coisas boas.

Tenha princípios éticos elevados e com fair-play britânico saiba ganhar e saiba perder qualquer que seja o seu output desportivo no terreno de jogo.

Para que a população portuguesa maximize os benefícios que retire de um consumo desportivo pleno.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Europa é um terreno de batalha e o desporto de Portugal não o toma como tal

O cenário da criação de fundos europeus para atender aos países da periferia está a transforma-se num outro modelo de concentração de poder efectivo nalguns países do norte da Europa.

o modelo europeu que transferiu fundos para os novos membros falhou por via das regras de funcionamento integrado das economias e por comportamentos próprios que os países da periferia não acautelaram.

Em particular Portugal acumulou erros que não são de hoje e se podem identificar como surgindo inicialmente há mais de vinte anos.

O desporto português está nesta via nacional errando as condições de competitividade desportiva.

Não há sinais ou afirmações de que esta situação se altere no curto prazo.

Mesmo que em Londres Portugal consiga medalhas como nunca produziu no passado na ordem das 4 ou 5 o modelo vigente tem falhas graves e necessita de uma reforma profunda que ninguém sabe e trabalha para o que isso é por se relacionar continuamente com modelos e lideranças do passado português.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Europa e Portugal: a diferença pelo produto desportivo

São duas realidades opostas no domínio do desporto.

A análise económica e de outras áreas do conhecimento é inequívoca no que a Europa constrói no domínio do desporto e aquilo que Portugal faz.

A Europa é o único elemento que permite construir um horizonte material sólido.

O comportamento dos agentes desportivos nacionais, públicos e privados, contradiz o que a Europa faz e impede o bem-estar europeu da população nacional.

Não há que confundir os elementos nacionais que vogam a estratosfera europeia e aquilo que fazem e trazem para o todo nacional.

A actuação europeia dos especialistas de desporto nacionais faz-se segundo o 'saber-fazer' e a liderança europeia e em Portugal os especialistas de desporto portugueses comportam-se como os operários e os funcionários de base portugueses em qualquer outra função e que os fazem tão apreciados, segundo dizem, dos europeus mesmo dos mais desenvolvidos.

Os especialistas nacionais transferidos para Portugal ou nascidos no solo nacional o seu objecto é a captura de rendas e a externalização de benefícios dos segmentos vitais da produção desportiva, minando a racionalidade peculiar do produto desportivo europeu.

A capacidade de acompanhar os modelos de pensamento desportivo europeus mais avançados não lhes dá a compreensão do que se passa no solo pátrio e querendo impor racionalidades que julgam fundamentais não compreendem, e até que ponto quererão compreender, a diferenciação nacional que faz a riqueza europeia e o mercado desportivo mais competitivo do mundo.

Enquanto na Europa o processo de produção de política desportiva afasta elementos menos significativos em Portugal é possível pelos jogos partidários e corporativos haver elementos que legislatura após legislatura falham objectivos nacionais simples, como a produção de estatísticas e a prestação de contas desportivas, e que impedem a construção de um modelo que internalize as valias e impeça o acumular de erros e singularidades nefastas.

Houve a oportunidade de criar uma realidade com jogadores de grande qualidade existentes no mercado da política desportiva nacional. Porém, escolhem-se jogadores que não fizeram história em campeonatos anteriores e que também fracassaram.

Algumas limitações do programa para a legislatura até não seriam graves havendo agentes capazes de levantar a cabeça dos negócios pequenos em que se envolvem e olhar a totalidade do tabuleiro de jogo.

A magia do desporto de Carlos Lopes a Nelson Évora, de Eusébio, Figo a Cristiano Ronaldo e de tantos outros que noutras modalidades alcançam os mais altos lugares é a sua capacidade de jogarem para além do espaço desportivo em que se defrontam com o adversário directo e do seu conhecimento acima e para além do imediato.

Mas os elementos capazes de levantar a cabeça e pensar o jogo onde estão e quem são?

Porque é que em Portugal esses elementos são preteridos, vilependiados e escorraçados?

Uma coisa é certa: Certa bancarrota e alguns dos limites do desporto português deve-se certamente aos elementos que se vão sentando em cima do pote e principalmente daqueles que justificam o injustificável não percebendo o seu contributo decisivo para o caminho que o desporto trilha e que foi por si escolhido.

A dificuldade de Portugal singrar não se deve à dificuldade dos cargos e à oposição das condições de base nacionais mas sim à clara incapacidade de quem está em cima do pote de lhe dar a aplicação útil para o futuro desportivo nacional.

sábado, 25 de junho de 2011

O desporto come-se a si próprio

O país aplaude, gosta de desporto e se a alegria produzida é muita porque não comê-lo?

Dois exemplos de como se estraga aquilo que é bm feito no desporto português:

Estádio Universitário de Lisboa tem a haver meio milhão de euros cativados pelas finanças. Não tem com que pagar a fornecedores e treinadores e João Roquete o presidente diz que há hipóteses de fechar. Hoje vão fazer um piquenique para chamar a atenção para o caso. Vem descrito no Jornal de Negócios de ontem, na página 34. 

Sporting Clube de Portugal, aqui no jornal i, os olheiros que fizeram o sucesso da formação do clube estão a ser preteridos por estruturas burocráticas que impedem que o clube beneficie do conhecimento à flor da pele dos seus profissionais e que já demonstraram que o sabem fazer e que geraram benefícios desportivos e lucros económicos segnificativos paara o clube e o desporto português.

Como é que estas coisas acontecem?
O EUL tem uma frequência de um milhão de pessoas e é central numa área terciária e universitária das mais relevantes da cidade. O desporto e a oferta de actividades desportivas deveriam ser pronmovidas e a acção do estado e das finanças não deveria ser a de obter rendas mas a de promover ainda mais o usufruto desportivo do complexo.
No SCP os milhões gerados e os do Ronaldo e de outras importantes estrelas que segundo consta vão pingando tem na base o trabalho que liga o grande clube ao clube de base onde se realizam os jogos e os talentos promissores evoluem.

As Finanças e as Direcções do dos clubes portugueses matam os espaços desportivos, os clubes de base e os olheiros, em nome de tecnocracias, austeridades e modernidades de quem quer andar acima do limite de velocidade da base da pirâmide, em vez de a proteger e dar-lhe condições de sucesso.

Existe incompetência na compreensão do processo de produção do desporto que faz as sociedades modernas evoluírem a ritmos superiores e sustentados.

A actuação das Finanças portuguesas não é diferente do intermediário que compra e vende jogadores apenas com o objectivo de maximizar o su lucro, daquele que faz eventos sem um consumo privado assegurado, ou do construtor civil que faz o estádio quanto maior melhor, e do gestor de empresa pública de desporto que recebe 5 mil euros por mês, carro e cartão de crédito que a actividade desportiva que a sua empresa municipal não gera.

É esta incapacidade de produzir desporto que gera a má reputação, os erros existem das Finanças e do Governo, aos grandes clubes e empresários e às federações COP e CDP, tecnicamente os treinadores e professores de educação física, investigadores e faculdades do desporto não assumem um paradigma.



Necessitamos de um modelo de desenvolvimento desportivo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os dilemas velho bom aluno

Pedro Lains apresenta no Jornal de Negócios, aqui, como um Manifesto a alternativa que se coloca ao Governo entre 'Reformas e Ideologias'.

Põe a questão:
Ou Portugal adopta o modelo de Estado social de Bruxelas ou segue um modelo como o inglês que é um exemplo único na Europa desenvolvida.


O Desporto português tem vogado águas que, prosseguindo o modelo francês pelo seu intervencionismo, deixa contudo largas faixas do mercado livres para a captura de rendas excessivas sem a consolidação social que o modelo europeu continuamente advoga em todo o continente mais desenvolvido para o desporto e durante muitas décadas.

Os tempos que se avizinham serão do ponto de vista do debate do modelo de desenvolvimento nacional profícuos e podem abrir espaço a uma intervenção do PS numa próxima reencarnação como já aconteceu quando se fez a segunda Lei de Bases do Desporto a qual não teve a substância para suportar o embate da realidade desportiva e das fracturas que não assumiu nem procurou viabilizar.

Mas estou-me a adiantar ao que será ... e apesar das expectativas positivas, as coisas vão-se esclarecendo nem sempre com os melhores motivos e realizações