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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Competição fora das 4 linhas: Estudo da Liga de Futebol

A apresentação do estudo está aqui e o sumário executivo aqui.

A Liga de Futebol está uma vez mais de parabéns pelo estudo realizado desta feita sobre as dimensões financeiras do futebol português e das oportunidades futuras em aberto.

O estudo foi feito pela Faculdade de Economia da Universidade Católica do Porto e pela Delloitte e liderado por Alberto Castro e Álvaro Nascimento.

Farei uma apreciação do mesmo proximamente.

Numa primeira leitura em diagonal o relatório constata o trabalho meritório do futebol profissional, relativizado pelos cinco grandes campeonatos europeus, e abre oportunidades de trabalho para as I e II ligas.

O Link para o site da liga está aqui.

sábado, 2 de julho de 2011

O que fazer com o novo governo

Sábado de manhã e desconheço o que trarão as notícias do fim de semana para além das notícias do futebol profissional. Refiro-me às notícias do associativismo desportivo.

As notícias do Governo mostram uma alteração de paradigma pela impossibilidade de manter níveis de iniquidade social crescentes e impeditivos do funcionamento liberal do mercado.

Uso liberal num sentido positivo para o distinguir da matriz anterior.

Mais uma vez Pedro Mota Soares, ministro da segurança social, refere a questões sociais fracturantes da actual situação transferindo para o nível local a produção de serviços públicos protectores das crianças e dos idosos.

Para quem é do desporto a Fundação INATEL é o paradigma de um erro que os governos anteriores aprofundaram mantendo no Estado, central, a produção de serviços de retalho como os de restauração e alojamento das pousadas, da cultura, e do desporto. Mesmo que sob o manto de um benefício para sectores carenciados estes serviços são transversais a outros 3 sectores do turismo, cultura e desporto e não tem razãoa sua manutenção no Ministério de Pedro Mota Soares.

A nova direcção da CDP igual à anterior nunca tratou das questões da recreação e não percebeu o vazio institucional aí existente no desporto português.

Nesta altura a separação entre COP e CDP é um erro porque também o COP vê-se como caixa multibanco dos dinheiros que transitam do Estado para as federações, garantindo rendas a estruturas ociosas no respeitante à transformação e racionalização do modelo de desenvolvimento que se quer integrador da produção associativia e empresarial da base ao topo da pirâmide desportiva.

Tal como o INATEL e a Juventude são organizações da Administração Central a merecerem uma actuação rápida como quer fazer o Governo, o COP e a CDP são organizações privadas que justificam um tipo de actuação igualmente expedito.

Dentro da matriz liberal do actual governo existe um espaço para a captura de funções várias que dariam outro sentido e outra dinâmica ao mercado privado do desporto português.

É nestes factores que se nota a relevância de instituições democráticas e competitivas para além das estruturas corporativas, no bom sentido, cuja dinâmica deveria ser mais efectiva na defesa dos seus interesses para além daqueles que a história produziu e se encontram numa situação sem saída ou pelo menos com atraso de reacção em relação ao que se passa com uma velocidade superior.

Numa palavra ninguém vai dar ao desporto aquilo que o desporto não conseguir colocar em cima da mesa tanto na administração central como na organização associativa para melhor regular e produzir desporto.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Na bancarrota do Estrela da Amadora

Refere o Diário de Notícias que o Estrela da Amadora vai ser vendido em hasta pública.

A falência dos clubes de futebol desde o Farense ao Estrela da Amadora, às dificuldades actuais do Beira-Mar e do Leiria, para não falar dos elevados débitos dos três grandes é em economia um fracasso da regulação privada da federação e em segundo lugar do Estado.

Os milhões de euros públicos enterrados nestes clubes e nalguns estádios seriam o justificativo para um programa de modernização que nem os líderes do futebol, nem os responsáveis públicos alguma vez tentaram resolver nos últimos mais de trinta anos.

Apenas a nota que os clubes já demonstraram ser capazes de produzir o melhor futebol do mundo com regras ineficientes, corrupção, dopagem e tudo o mais.

Para quando o desafio de mostrar à sociedade e à economia que é possível criar condições para a melhor produção desportiva com fundamentos de eficiência económica, boas leis e fundamentos éticos sólidos?

Dinheiro não deveria faltar por duas vias: para sanar a sangria pública dos débitos fiscais e da segurança social e no incentivo aos grandes empresários nacionais e internacionais para investirem no bom produto desportivo do futebol português.