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domingo, 17 de abril de 2011

O jogo nos clubes

Um dos casos relacionado com o jogo de fortuna e azar é hipoteticamente relatado no DN, aqui, em que um grupo de 12 pessoas é assaltado num gimnodesportivo e a GNR desconhece o que as pessoas lá estavam a fazer.

O monopólio da Santa Casa da Misericórdia não impede que as pessoas prefiram jogar entre elas no seu clube e neste cado no gimnodesportivo alternativamente a jogar no Totoloto e no Euromilhões onde as hipóteses de ganhar um mínimo são menores.

Na Europa há países como o Reino Unido onde o jogo de apostas e as rifas nos clubes são livres.

Cá em Portugal as rusgas da GNR e polícia aos clubes são comuns, não sei se a ASAE também tem estas funções.

O jogo nos clubes é uma área em aberto porque a SCML foge dela como o 'diabo da cruz' na defesa do seu monopólio secular no que é apoiada pelo Turismo e pelos casinos.

O desporto nunca colocou esta matéria em cima das mesa das negociações, não a estuda profundamente e vê os estudos realizados pelo Governo, pela SCML, pelos casinos e pelo Turismo apelar à criminalização do jogo ns clubes.

Para o apostador a aposta no clube é mais visível quanto aos benefícios gerados mesmo que o clube cobre uma taxa de exploração porque o apostador sabe que esse pequeno dinheiro vai beneficiar o clube.

O desporto não estuda matérias como esta e naturalmente acaba por acompanhar juridicamente o que outros por precaução fazem para aumentar o seu pecúlio cada vez mais ao longo das décadas.

É nestes pequenos casos que se observa como há tanto para fazer no desporto português.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Na bancarrota do Estrela da Amadora

Refere o Diário de Notícias que o Estrela da Amadora vai ser vendido em hasta pública.

A falência dos clubes de futebol desde o Farense ao Estrela da Amadora, às dificuldades actuais do Beira-Mar e do Leiria, para não falar dos elevados débitos dos três grandes é em economia um fracasso da regulação privada da federação e em segundo lugar do Estado.

Os milhões de euros públicos enterrados nestes clubes e nalguns estádios seriam o justificativo para um programa de modernização que nem os líderes do futebol, nem os responsáveis públicos alguma vez tentaram resolver nos últimos mais de trinta anos.

Apenas a nota que os clubes já demonstraram ser capazes de produzir o melhor futebol do mundo com regras ineficientes, corrupção, dopagem e tudo o mais.

Para quando o desafio de mostrar à sociedade e à economia que é possível criar condições para a melhor produção desportiva com fundamentos de eficiência económica, boas leis e fundamentos éticos sólidos?

Dinheiro não deveria faltar por duas vias: para sanar a sangria pública dos débitos fiscais e da segurança social e no incentivo aos grandes empresários nacionais e internacionais para investirem no bom produto desportivo do futebol português.