- ter uma visão para a modalidade, implicando haver a apresentação das ideias por escrito e outras formas publicitadas na internet e um debate
- promover uma governance interna auditada por entidades independentes, como concursos efectuados na comunicação social e acontece com as empresas privadas
- criar programas com um modelo de desenvolvimento incluindo metas quantificadas
- ter estatísticas publicitadas na internet sobre os resultados alcançados
- colocar praticantes da modalidade em programas de formação para profissões e para líderes dentro e fora da modalidade ou do desporto
- colocar atletas e treinadores em lugares elegíveis para as eleições internas nas federações e organizações nacionais e também nas internacionais da modalidade
- Concepção de uma estruturação visando a modernidade dos clubes e organizações desde a base atentando os valores humanos e de liderança que vão surgindo para renovação do topo com elementos provenientes das estruturas locais de sucesso
- capacidade de apresentação ao desporto e fora do desporto de soluções inovadoras possuindo líderes activos nas estruturas de direcção do desporto nacional
- garantir um relacionamento próximo entre a universidade e a modalidade em múltiplos domínios
- ter uma boa imagem na opinião pública e uma presença assídua nos órgãos de comunicação social
- assegurar níveis de financiamento, independência e sustentabilidade plurais tanto do Estado como do mercado privado
- ser reconhecido pela independência de defesa dos interesses do desporto e da modalidade face aos agentes de maior poder político ou económico
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
domingo, 19 de junho de 2011
Que critérios de avaliação para o desempenho das lideranças no desporto
Alguns critérios ajudam a conceber estilos de liderança mais activa para o desporto:
Francisco Assis do PS contra a juventude do novo governo PSD-PP
O Desporto tem para a troca se Francisco Assis quiser ficar com alguns seniores e deixar jovens subirem na hierarquia de liderança do desporto.
O argumento da falta de experiência choca com o sucesso de José Mourinho e de Tomás Morais e da afirmação que se pede a atletas cada vez mais jovens em inúmeras modalidades. Ver aqui notícia sobre José Mourinho.
O argumento choca com imagens de ministros por essa Europa onde a juventude é superior à senioridade.
No desporto outra situação é distinta da Europa.
A Europa assume a liderança das instituições pelos antigos atletas como Platini, tendo também exemplos de excesso como Blatter. Em Portugal um levantamento da situação permitiria verificar se a percepção de primazia a pessoas reformadas, com larga disponibilidade de militares e dos juristas, é uma realidade clara ou tendencial.
Há razões da fraca valorização da técnica para a ultrapassagem destas mesmas profissões e de desenvolvimento pleno dos atletas tanto os de maior sucesso como outros que teriam na ascenção na estrutura de liderança a afirmação de qualidades e do capital desportivo angariado na competição de alto rendimento.
Este é um dos aspectos a desenvolver futuramente o da avaliação do desempenho de direcções e organizações desportivas que não acompanha e se distingue claramente da avaliação de desempenho que os atletas são sujeitos na competição.
O argumento da falta de experiência choca com o sucesso de José Mourinho e de Tomás Morais e da afirmação que se pede a atletas cada vez mais jovens em inúmeras modalidades. Ver aqui notícia sobre José Mourinho.
O argumento choca com imagens de ministros por essa Europa onde a juventude é superior à senioridade.
No desporto outra situação é distinta da Europa.
A Europa assume a liderança das instituições pelos antigos atletas como Platini, tendo também exemplos de excesso como Blatter. Em Portugal um levantamento da situação permitiria verificar se a percepção de primazia a pessoas reformadas, com larga disponibilidade de militares e dos juristas, é uma realidade clara ou tendencial.
Há razões da fraca valorização da técnica para a ultrapassagem destas mesmas profissões e de desenvolvimento pleno dos atletas tanto os de maior sucesso como outros que teriam na ascenção na estrutura de liderança a afirmação de qualidades e do capital desportivo angariado na competição de alto rendimento.
Este é um dos aspectos a desenvolver futuramente o da avaliação do desempenho de direcções e organizações desportivas que não acompanha e se distingue claramente da avaliação de desempenho que os atletas são sujeitos na competição.
sábado, 18 de junho de 2011
São todos portugueses
Fernando Pimenta, João Ribeiro, Emanuel Silva e David Fernandes, fazem parte da equipa K4 que ganhou a medalha de ouro em Belgrado, ver aqui.
Na canoagem e no rugby há notícias que demonstram que o desporto português está a apurar o capital com que se compete no topo mundial.
Para os homens do desporto a altura dos portugueses tem sido uma limitação e sabem que os Holandeses e pequenos estados como na Croácia existem populações mais altas ao nível europeu.
Esta não é a minha área, e as pessoas do desporto indicam-me que o atletismo conseguiu resultados com jovens oriundos familiarmente de países africanos, nas chamadas disciplinas técnicas, e agora surgem os oriundos de países de leste.
Não sei o que aconteceu no voleibol e parece que conseguiram ultrapassar a altura dos portugueses.
É de notar uma vez mais que a canoagem consegue, não um talento jovem esporádico e que qualquer que tenha sido a razão e que importaria analisar o caso do triatlo, mas a canoagem consegue uma equipa de 4 e todos com um desenvolvimento físico bem claro na foto do jornal i.
Há talvez uma outra explicação para alguns dos resultados em equipas de desportos colectivos e se relacionam com a capacidade dos treinadores portugueses que está a subir, de que Queiroz e Moniz Pereira foram fundamentais, e a conseguirem compreender melhor o capital humano e desportivo que têm nas mãos e a dar-lhe níveis de rendimento suportados por conhecimentos científicos e técnicos mais evoluídos, para além do benefício de treinadores estrangeiros como no caso da canoagem e do voleibol.
Estas notícias são um desafio para o novo governo para compreender o que se está a passar de bom que deve ser protegido e fomentado.
As variáveis são múltiplas e a sua operacionalização apenas se realizará com análises que vão ao âmago dos processos em toda a cadeia de produção desportiva nacional desde a escola aos níveis de topo.
Estamos a falar da afinação da máquina de produção desportiva nos limites do alto rendimento onde se conquistam as medalhas mundiais e olímpicas.
Parece-me com isto, e para acabar, que esta realidade não deve querer dizer que está tudo bem.
Para suscitar e promover o desenvolvimento sustentado há a necessidadede processos de trabalho que eu não tenho observado. Certamente que haverá pessoas que poderão dizer que não são importantes esses procedimentos novos para além dos que já existem.
Deixo os sinais óptimos e a minha leitura de um quadro que é complexo e merece uma abordagem que convença a sociedade portuguesa de um desenvolvimento sustentado para o nosso desporto.
Na canoagem e no rugby há notícias que demonstram que o desporto português está a apurar o capital com que se compete no topo mundial.
Para os homens do desporto a altura dos portugueses tem sido uma limitação e sabem que os Holandeses e pequenos estados como na Croácia existem populações mais altas ao nível europeu.
Esta não é a minha área, e as pessoas do desporto indicam-me que o atletismo conseguiu resultados com jovens oriundos familiarmente de países africanos, nas chamadas disciplinas técnicas, e agora surgem os oriundos de países de leste.
Não sei o que aconteceu no voleibol e parece que conseguiram ultrapassar a altura dos portugueses.
É de notar uma vez mais que a canoagem consegue, não um talento jovem esporádico e que qualquer que tenha sido a razão e que importaria analisar o caso do triatlo, mas a canoagem consegue uma equipa de 4 e todos com um desenvolvimento físico bem claro na foto do jornal i.
Há talvez uma outra explicação para alguns dos resultados em equipas de desportos colectivos e se relacionam com a capacidade dos treinadores portugueses que está a subir, de que Queiroz e Moniz Pereira foram fundamentais, e a conseguirem compreender melhor o capital humano e desportivo que têm nas mãos e a dar-lhe níveis de rendimento suportados por conhecimentos científicos e técnicos mais evoluídos, para além do benefício de treinadores estrangeiros como no caso da canoagem e do voleibol.
Estas notícias são um desafio para o novo governo para compreender o que se está a passar de bom que deve ser protegido e fomentado.
As variáveis são múltiplas e a sua operacionalização apenas se realizará com análises que vão ao âmago dos processos em toda a cadeia de produção desportiva nacional desde a escola aos níveis de topo.
Estamos a falar da afinação da máquina de produção desportiva nos limites do alto rendimento onde se conquistam as medalhas mundiais e olímpicas.
Parece-me com isto, e para acabar, que esta realidade não deve querer dizer que está tudo bem.
Para suscitar e promover o desenvolvimento sustentado há a necessidadede processos de trabalho que eu não tenho observado. Certamente que haverá pessoas que poderão dizer que não são importantes esses procedimentos novos para além dos que já existem.
Deixo os sinais óptimos e a minha leitura de um quadro que é complexo e merece uma abordagem que convença a sociedade portuguesa de um desenvolvimento sustentado para o nosso desporto.
Onde está o desporto? versão dois
Saiu do Ministério da Presidência
Não existe convergência com a Cultura, dando uma leitura de clivagem entre o contributo para a mercantilização e o contributo para o produto económico que definiu a colocação da cultura e um objecto social direccionado para a qualidade de vida no caso do desporto.
Segundo um jornal o Desporto integra o Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto de Miguel Relvas
Há outro jornal que fala em Ministério dos Assuntos Parlamentares, Desporto e Juventude
O INATEL estará na Solidariedade e Segurança Social de Pedro Mota Soares e seria útil que viesse a integrar o ministério Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias, Juventude e Desporto (seguirei esta fórmula)
O desporto é acompanhado pela Juventude?´É a pergunta que permanece. Sendo expectável a diluição da Juventude em várias pastas mas se seguisse um percurso semelhante ao INATEL passando para o Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias Juventude e Desporto concentraria uma área de 'bem-estar' ou de qualidadede vida já tentada há vinte anos como ministério de Sousa Tavares (pai)
A solução para o Desporto tem tanto de inesperado como de inteligente
Cozer o desporto ao tecido autárquico pode ter duas leituras:
Quanto a Miguel Relvas não tendo um conhecimento das suas 'práticas desportivas' aguardam-se novos sinais e também sobre quem convida para a sua viagem.
Existem graus de liberdade para uma actuação e resposta por parte do associativismo desportivo.
O Governo demonstrou que é formado por uma maioria de pessoas com menos de cinquenta anos, o que corresponderia a baixar a idade dos líderes no desporto dos actuais 150 anos para metade para menos de setenta em todo o mandato.
Não se trata da questão de idade, mas de avaliação do desempenho. Numa altura em que inúmeros sectores sociais são avaliados e o copianço já nem dez pode ter, era bom que os líderes do desporto fossem avaliados com transparência e por terceiras pessoas, até porque toda a sua performance se sustenta num forte financiamento público, enquanto que o contributo da actividade própria desses organizações nao tem uma procura social significativa.
As primeiras reuniões entre os novos responsáveis públicos e os responsáveis desportivos vão marcar a legislatura.
Poderá / quererá o desporto renovar-se?
Poderão os líderes do desporto ser cruciais para a transformação e profunda reforma que nos cola ao fim das tabelas europeias?
Até hoje comportaram-se como pessoas conservadoras e sem correrem riscos o que se esperaria que uma nova geração fosse capaz e ousasse defrontar os hábitos antigos.
Pode o governo fazer mais pelo desporto, apesar da primeira impressão que vai ter com os líderes do desporto nacional, do que 'lavar daí as suas mãos', 'as usual'?
O Governo do PSD e do CDS/PP abriu novas expectativas de abertura de portas há muito fechadas.
Oxalá elas não se esmoreçam.
Não existe convergência com a Cultura, dando uma leitura de clivagem entre o contributo para a mercantilização e o contributo para o produto económico que definiu a colocação da cultura e um objecto social direccionado para a qualidade de vida no caso do desporto.
Segundo um jornal o Desporto integra o Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto de Miguel Relvas
Há outro jornal que fala em Ministério dos Assuntos Parlamentares, Desporto e Juventude
O INATEL estará na Solidariedade e Segurança Social de Pedro Mota Soares e seria útil que viesse a integrar o ministério Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias, Juventude e Desporto (seguirei esta fórmula)
O desporto é acompanhado pela Juventude?´É a pergunta que permanece. Sendo expectável a diluição da Juventude em várias pastas mas se seguisse um percurso semelhante ao INATEL passando para o Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias Juventude e Desporto concentraria uma área de 'bem-estar' ou de qualidadede vida já tentada há vinte anos como ministério de Sousa Tavares (pai)
A solução para o Desporto tem tanto de inesperado como de inteligente
Cozer o desporto ao tecido autárquico pode ter duas leituras:
- o desenvolvimento do desporto passa a ser autárquico e parlamentar
- uma forma de conter um sector com os problemas do futebol, na sua máxima expressão
Quanto a Miguel Relvas não tendo um conhecimento das suas 'práticas desportivas' aguardam-se novos sinais e também sobre quem convida para a sua viagem.
Existem graus de liberdade para uma actuação e resposta por parte do associativismo desportivo.
O Governo demonstrou que é formado por uma maioria de pessoas com menos de cinquenta anos, o que corresponderia a baixar a idade dos líderes no desporto dos actuais 150 anos para metade para menos de setenta em todo o mandato.
Não se trata da questão de idade, mas de avaliação do desempenho. Numa altura em que inúmeros sectores sociais são avaliados e o copianço já nem dez pode ter, era bom que os líderes do desporto fossem avaliados com transparência e por terceiras pessoas, até porque toda a sua performance se sustenta num forte financiamento público, enquanto que o contributo da actividade própria desses organizações nao tem uma procura social significativa.
As primeiras reuniões entre os novos responsáveis públicos e os responsáveis desportivos vão marcar a legislatura.
Poderá / quererá o desporto renovar-se?
Poderão os líderes do desporto ser cruciais para a transformação e profunda reforma que nos cola ao fim das tabelas europeias?
Até hoje comportaram-se como pessoas conservadoras e sem correrem riscos o que se esperaria que uma nova geração fosse capaz e ousasse defrontar os hábitos antigos.
Pode o governo fazer mais pelo desporto, apesar da primeira impressão que vai ter com os líderes do desporto nacional, do que 'lavar daí as suas mãos', 'as usual'?
O Governo do PSD e do CDS/PP abriu novas expectativas de abertura de portas há muito fechadas.
Oxalá elas não se esmoreçam.
Desporto com autarquias e assuntos parlamentares
Segundo o jornal i, aqui
'Miguel Relvas, o secretário-geral do PSD, transita para o governo e vai ficar com a pasta de coordenação do executivo, os Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto.'
É uma solução nova.
Enquanto Francisco José Viegas quer retirar a Cultura da influência pública, essa opção não é clara ao juntar o desporto ao parlamento e às autarquias.
È importante ver quem vai ser o Secretário de Estado
'Miguel Relvas, o secretário-geral do PSD, transita para o governo e vai ficar com a pasta de coordenação do executivo, os Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto.'
É uma solução nova.
Enquanto Francisco José Viegas quer retirar a Cultura da influência pública, essa opção não é clara ao juntar o desporto ao parlamento e às autarquias.
È importante ver quem vai ser o Secretário de Estado
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A Canoagem ao máximo
A Canoagem classificou-se em sete de oito finais possíveis nos campeonatos europeus de Belgrado na Sérvia, ver aqui.
O facto de ser uma equipa com vários atletas, homens e mulheres, com uma performance que não é usual em Portugal sugere que existe um método capaz de suportar as características de diferentes atletas.
As vitórias conseguidas e as altas classificações lembram a performance de Vanessa Fernandes antes de sucumbir ao regime intenso a que foi submetida.
Eu não sou técnico desta área e o mínimo que espero é que a Canoagem saiba melhor, do que o Triatlo sabia, o que está a fazer.
O facto de ser uma equipa com vários atletas, homens e mulheres, com uma performance que não é usual em Portugal sugere que existe um método capaz de suportar as características de diferentes atletas.
As vitórias conseguidas e as altas classificações lembram a performance de Vanessa Fernandes antes de sucumbir ao regime intenso a que foi submetida.
Eu não sou técnico desta área e o mínimo que espero é que a Canoagem saiba melhor, do que o Triatlo sabia, o que está a fazer.
Para que serve a economia no desporto?
I
Os recursos que Portugal tem para viver e dedicar ao bem-estar social da população são escassos.
Acontece o mesmo em todos os países europeus. Em média a disponibilidade de cada país para investir em desporto é igual em todos porque todos investem em cabazes de produtos similares como a saúde, transportes, energia, ensino, ciência, cultura e desporto, etc.
Se um país apresentar um desenvolvimento desportivo excelente, no topo da Europa, e outro país tiver um desenvolvimento baixo e na cauda da Europa, pode considerar-se que o primeiro país faz uma melhor aplicação dos seus recursos que dedica ao desporto do que o outro que está no último lugar europeu.
A economia é a ciência que ajuda a compreender como actuar em situações de escassez de recursos. É o que faz a União Europeia. Usou a economia a partir dos anos 80 através do Conselho da Europa e actualmente tenta compreender porque é que os clubes de base têm dificuldades extremas no seu desenvolvimento desportivo.
II
Nas análises que realizam os economistas nem sempre concordam uns com os outros, aliás discordam mais do que concordam. Em Portugal foi patente quando há um par de anos a publicação de vários manifestos de grandes economistas portugueses a afirmarem a sua posição a favor e contra o investimento em grandes projectos.
O investimento em infra-estruturas desportivas, culturais e universitárias seguiu um padrão de realização que concita alguma unanimidade crítica, dados os níveis baixos de uso abaixo de 5% da capacidade instalada.
Os economistas concordam que a sua ciência ajuda a colocar questões que são importantes para explicar e compreender o desenvolvimento económico e a partir daqui discordam sobre a forma de lá chegar. Importa neste ponto conhecer porque chegam os economistas a conclusões distintas sobre a forma de promover o bem-estar.
Há dois aspectos fundamentais na análise dos economistas:
1. Os economistas têm posições diferentes sobre as falhas dos mercados onde competem os agentes privados.
2. Os economistas discordam sobre a necessidade ou não de intervenção do Estado.
Suponhamos que se tratam de monopólios como acontece no desporto e estes produzem um determinado nível de bens que se consideram públicos. Qual é o nível óptimo de produção de bem público pelos monopólios e que satisfazem o bem-estar comum? Esta questão não tem uma resposta objectiva e alguns economistas considerarão que o nível óptimo está alcançado pela produção privada e preferirão deixar o mercado actuar livremente. Outros considerarão que existe espaço para uma intervenção do Estado a fim de incrementar a produção privada de bens públicos.
Aplicando a intervenção do Estado ao desporto surgem algumas questões como: A intervenção do Estado poderá prejudicar a produção privada de desporto? Poderá a intervenção do Estado prejudicar os excelentes resultados obtidos no futebol profissional português caso o Estado corrija os salários em atraso? Os estádios com excessiva dimensão são uma ajuda ou uma dificuldade para os clubes privados? A intervenção do programa Marcha e Corrida do Governo poderá ter uma produção inferior aos agentes privados? Poderão interesses instalados no governo beneficiar determinados agentes e prejudicar a produção do mercado privado como um todo?
Estes exemplos desportivos suscitam respostas distintas por parte dos economistas.
Nem sempre as respostas dadas são as melhores.
Houve estudos no Euro2004 que deram determinadas respostas económicas e que foram aceites pelo governo da altura e que outros economistas e instituições como o Tribunal de Contas e o Ministério das Finanças vieram a contestar apresentando perspectivas diferentes. Hoje muitos economistas usam os estádios como um mau exemplo do investimento nacional das últimas décadas mas não fala de iguais exageros na cultura e nas universidades.
III
Hoje as instituições desportivas tanto públicas como privadas não usam na sua governance e regulação nenhuma informação económica. Face aos resultados produzidos é possível que existam economistas que considerem essa situação normal, enquanto outros prefeririam uma maior atenção aos fundamentos económicos das respectivas performances.
Independentemente da maior ou menor intervenção em cada caso concreto seria útil que o desporto português fundamentasse as suas decisões de política desportiva economicamente para obter um maior produto económico e social para o desporto nacional.
Existem muitos economistas em Portugal e as organizações privadas e os partidos políticos poderão ter a maior amplitude de actuação usando a disponibilidade de técnicos que certamente encontrarão nos seus associados e próximos.
IV
Há uma dificuldade acrescida relacionada com a peculiaridade da produção desportiva.
O desporto não é um bem produzido da mesma forma dos outros bens e isso exige um cuidado adicional. A própria União Europeia tem, por vezes, posições que depois vai melhorando à medida que se apercebe das características específicas do desporto português.
Esta capacidade de corrigir as suas políticas a partir da melhor percepção da produção desportiva é uma característica que não se encontra na política desportiva portuguesa.
A agregação de economistas mesmo de não especialistas em desporto, às equipas directivas seria melhor do que a não existência de economistas como ora acontece.
Os recursos que Portugal tem para viver e dedicar ao bem-estar social da população são escassos.
Acontece o mesmo em todos os países europeus. Em média a disponibilidade de cada país para investir em desporto é igual em todos porque todos investem em cabazes de produtos similares como a saúde, transportes, energia, ensino, ciência, cultura e desporto, etc.
Se um país apresentar um desenvolvimento desportivo excelente, no topo da Europa, e outro país tiver um desenvolvimento baixo e na cauda da Europa, pode considerar-se que o primeiro país faz uma melhor aplicação dos seus recursos que dedica ao desporto do que o outro que está no último lugar europeu.
A economia é a ciência que ajuda a compreender como actuar em situações de escassez de recursos. É o que faz a União Europeia. Usou a economia a partir dos anos 80 através do Conselho da Europa e actualmente tenta compreender porque é que os clubes de base têm dificuldades extremas no seu desenvolvimento desportivo.
II
Nas análises que realizam os economistas nem sempre concordam uns com os outros, aliás discordam mais do que concordam. Em Portugal foi patente quando há um par de anos a publicação de vários manifestos de grandes economistas portugueses a afirmarem a sua posição a favor e contra o investimento em grandes projectos.
O investimento em infra-estruturas desportivas, culturais e universitárias seguiu um padrão de realização que concita alguma unanimidade crítica, dados os níveis baixos de uso abaixo de 5% da capacidade instalada.
Os economistas concordam que a sua ciência ajuda a colocar questões que são importantes para explicar e compreender o desenvolvimento económico e a partir daqui discordam sobre a forma de lá chegar. Importa neste ponto conhecer porque chegam os economistas a conclusões distintas sobre a forma de promover o bem-estar.
Há dois aspectos fundamentais na análise dos economistas:
1. Os economistas têm posições diferentes sobre as falhas dos mercados onde competem os agentes privados.
2. Os economistas discordam sobre a necessidade ou não de intervenção do Estado.
Suponhamos que se tratam de monopólios como acontece no desporto e estes produzem um determinado nível de bens que se consideram públicos. Qual é o nível óptimo de produção de bem público pelos monopólios e que satisfazem o bem-estar comum? Esta questão não tem uma resposta objectiva e alguns economistas considerarão que o nível óptimo está alcançado pela produção privada e preferirão deixar o mercado actuar livremente. Outros considerarão que existe espaço para uma intervenção do Estado a fim de incrementar a produção privada de bens públicos.
Aplicando a intervenção do Estado ao desporto surgem algumas questões como: A intervenção do Estado poderá prejudicar a produção privada de desporto? Poderá a intervenção do Estado prejudicar os excelentes resultados obtidos no futebol profissional português caso o Estado corrija os salários em atraso? Os estádios com excessiva dimensão são uma ajuda ou uma dificuldade para os clubes privados? A intervenção do programa Marcha e Corrida do Governo poderá ter uma produção inferior aos agentes privados? Poderão interesses instalados no governo beneficiar determinados agentes e prejudicar a produção do mercado privado como um todo?
Estes exemplos desportivos suscitam respostas distintas por parte dos economistas.
Nem sempre as respostas dadas são as melhores.
Houve estudos no Euro2004 que deram determinadas respostas económicas e que foram aceites pelo governo da altura e que outros economistas e instituições como o Tribunal de Contas e o Ministério das Finanças vieram a contestar apresentando perspectivas diferentes. Hoje muitos economistas usam os estádios como um mau exemplo do investimento nacional das últimas décadas mas não fala de iguais exageros na cultura e nas universidades.
III
Hoje as instituições desportivas tanto públicas como privadas não usam na sua governance e regulação nenhuma informação económica. Face aos resultados produzidos é possível que existam economistas que considerem essa situação normal, enquanto outros prefeririam uma maior atenção aos fundamentos económicos das respectivas performances.
Independentemente da maior ou menor intervenção em cada caso concreto seria útil que o desporto português fundamentasse as suas decisões de política desportiva economicamente para obter um maior produto económico e social para o desporto nacional.
Existem muitos economistas em Portugal e as organizações privadas e os partidos políticos poderão ter a maior amplitude de actuação usando a disponibilidade de técnicos que certamente encontrarão nos seus associados e próximos.
IV
Há uma dificuldade acrescida relacionada com a peculiaridade da produção desportiva.
O desporto não é um bem produzido da mesma forma dos outros bens e isso exige um cuidado adicional. A própria União Europeia tem, por vezes, posições que depois vai melhorando à medida que se apercebe das características específicas do desporto português.
Esta capacidade de corrigir as suas políticas a partir da melhor percepção da produção desportiva é uma característica que não se encontra na política desportiva portuguesa.
A agregação de economistas mesmo de não especialistas em desporto, às equipas directivas seria melhor do que a não existência de economistas como ora acontece.
A problemática dos estudos
O desporto português tem falta de algumas coisas de que os números da prática desportiva da população e dos resultados internacionais demonstram poderiam ser muito melhores.
Houve outros países da dimensão de Portugal como a Grécia que deram esse salto.
Portugal não o deu no passado.
Portanto, há falta de muitas coisas, não é uma, nem duas, nem três, são muitas.
Essa diferença vê-se também na reputação do desporto português que não é reconhecida pela sociedade e pela economia nacional enquanto a cultura é reconhecida apesar de ter só mil milhões de euros de produto económico, e o desporto ter 1,5 mil milhões de euros segundo o INE.
Na área que trabalho a economia e as estatísticas de produção desportiva, há falta de uma estrutura nacional eficiente de produção de estatísticas e de análise pelos agentes desportivos, que legislatura após legislatura com altos e baixos não avançou.
Sou o único a fazer com regularidade determinadas análises e quando um partido deixa para a véspera das eleições a publicação de um texto sobre os seus números e a sua análise, a coisa não funciona assim noutros lados.
Faltam investigadores que peguem nos números disponibilizados pelo aparelho de produção estatística e façam análises.
Procurar condicionar os resultados para aparecer bem na foto é louvável em família, quando se trata dos resultados desportivos nacionais é para ver com cautela e respeito por quem depende dessa informação para trabalhar.
O que acontece também é que as federações e as universidades não usam as estatísticas do desporto para trabalhar e pensarem o seu futuro.
Se pensassem há muito que tinham exigido aos governos outros posicionamentos políticos sobre as estatísticas.
Aliás os governos condicionaram e fizeram crer que as coisas como estão é que estão bem e daí as federações e as universidades crerem que esse é o seu bem, o que é compreensível, até ao dia em que o país com este comportamento vai à falência e as pessoas acham as consequências, daquilo que foram os seus actos, muito injustas.
Insisto no que tenho referido:
O desporto português necessita de estudo, análises, investigadores, órgãos de investigação, fóruns de debate alargado etc.
O desporto português necessita de democracia plena na sua produção e no seu consumo.
Houve outros países da dimensão de Portugal como a Grécia que deram esse salto.
Portugal não o deu no passado.
Portanto, há falta de muitas coisas, não é uma, nem duas, nem três, são muitas.
Essa diferença vê-se também na reputação do desporto português que não é reconhecida pela sociedade e pela economia nacional enquanto a cultura é reconhecida apesar de ter só mil milhões de euros de produto económico, e o desporto ter 1,5 mil milhões de euros segundo o INE.
Na área que trabalho a economia e as estatísticas de produção desportiva, há falta de uma estrutura nacional eficiente de produção de estatísticas e de análise pelos agentes desportivos, que legislatura após legislatura com altos e baixos não avançou.
Sou o único a fazer com regularidade determinadas análises e quando um partido deixa para a véspera das eleições a publicação de um texto sobre os seus números e a sua análise, a coisa não funciona assim noutros lados.
Faltam investigadores que peguem nos números disponibilizados pelo aparelho de produção estatística e façam análises.
Procurar condicionar os resultados para aparecer bem na foto é louvável em família, quando se trata dos resultados desportivos nacionais é para ver com cautela e respeito por quem depende dessa informação para trabalhar.
O que acontece também é que as federações e as universidades não usam as estatísticas do desporto para trabalhar e pensarem o seu futuro.
Se pensassem há muito que tinham exigido aos governos outros posicionamentos políticos sobre as estatísticas.
Aliás os governos condicionaram e fizeram crer que as coisas como estão é que estão bem e daí as federações e as universidades crerem que esse é o seu bem, o que é compreensível, até ao dia em que o país com este comportamento vai à falência e as pessoas acham as consequências, daquilo que foram os seus actos, muito injustas.
Insisto no que tenho referido:
O desporto português necessita de estudo, análises, investigadores, órgãos de investigação, fóruns de debate alargado etc.
O desporto português necessita de democracia plena na sua produção e no seu consumo.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Se Portugal ganhar 5 medalhas em Londres de quem é o mérito?
É uma pergunta interessante, não é?
Acho que é daquelas questões que apenas tem vencedores e um perdedor que seria eu.
Eu não acredito em milagres porque creio que os milagres são feitos de uma massa especial que Portugal não terá no alto rendimento.
Houve um milagre no ciclismo em Atenas e na alta competição contar com a garantia de milagres para alcançar 5 medalhas é demasiado esforçado.
Portugal ganhar 5 medalhas seria o milagre dos milagres de que eu não me importaria de ser o feliz perdedor.
Creio que em primeiro lugar o mérito seria dos atletas porque tinham conseguido nas difíceis condições nacionais ultrapassar o imaginável e a tradição.
Em segundo lugar faria um compasso de espera antes de imputar outros ganhadores como o COP, as federações ou os governos PS e PSD/PP e os patrocinadores.
O nosso desporto necessita de uma análise criteriosa às condições da sua performance para que os processos correctos sejam valorizados e os menos bons, sejam descontinuados.
Seria bom que os líderes e as instituições públicas e privadas não regateassem elogios aos atletas e treinadores mas que fizessem um esforço para compreender o que se passou e vai passar para que as consagrações não impedissem o conhecimento do que se passa.
Esse trabalho de levantamento do que se passa é um trabalho que não tem sido feito e que prejudica as federações de maior sucesso, mesmo quando elas apoiam o 'business as usual'.
Acho que é daquelas questões que apenas tem vencedores e um perdedor que seria eu.
Eu não acredito em milagres porque creio que os milagres são feitos de uma massa especial que Portugal não terá no alto rendimento.
Houve um milagre no ciclismo em Atenas e na alta competição contar com a garantia de milagres para alcançar 5 medalhas é demasiado esforçado.
Portugal ganhar 5 medalhas seria o milagre dos milagres de que eu não me importaria de ser o feliz perdedor.
Creio que em primeiro lugar o mérito seria dos atletas porque tinham conseguido nas difíceis condições nacionais ultrapassar o imaginável e a tradição.
Em segundo lugar faria um compasso de espera antes de imputar outros ganhadores como o COP, as federações ou os governos PS e PSD/PP e os patrocinadores.
O nosso desporto necessita de uma análise criteriosa às condições da sua performance para que os processos correctos sejam valorizados e os menos bons, sejam descontinuados.
Seria bom que os líderes e as instituições públicas e privadas não regateassem elogios aos atletas e treinadores mas que fizessem um esforço para compreender o que se passou e vai passar para que as consagrações não impedissem o conhecimento do que se passa.
Esse trabalho de levantamento do que se passa é um trabalho que não tem sido feito e que prejudica as federações de maior sucesso, mesmo quando elas apoiam o 'business as usual'.
O capital humano é o recurso mais escasso
O jovem quase doutorado trabalhou alguns meses e andava aflito com medo de perder o emprego precário que tinha.
Hoje a alma saltou-lhe do peito ao mostrar que uma Escola Supeiror de Educação o tinha ou ia contratar.
No pouco que com ele convivi vi que a sua entrega foi instantânea, abundante e ininterrupta. Vi que em conversa ouvia atentamente o que era dito, mesmo que continuasse a teclar no computador, e depois respondia no sentido exigido pela conversa.
Tinha tido uma experiência de dois anos no estrangeiro e inundou todos os colegas com a informação abundante que trouxe dessa experiência. Escreve com facilidade, emenda com prontidão e tem a cabeça bem assente sobre os ombros sabendo pensar e desenvolver um objectivo. Numa conferência que tive conhecimento agarrou a audiência com o power point cuidadosamente preparado e houve quem fugisse ao debate.
É um jovem afectuoso e voluntarioso e felizmente ainda existem instituições em Portugal capazes de reconhecer o valor e o mérito e captá-lo para os seus quadros.
Não digo o nome nem dou outros pormenores para não haver algum dano colateral.
Ao dar aulas surgem raridades e preocupa-me não saber exactamente se terei conseguido estar à altura das suas necessidades.
Os melhores dão luta, diria um corpo a corpo, que se torna complexo com a ajuda da teoria económica e esses debates geram externalidades que trazem consigo a turma para níveis de compreensão mais elevados.
Tenho esperança que estes jovens venham a contribuir mais do que gerações anteriores.
Estas não chegaram a ter a oportunidade que o desporto português não lhes deu pela manutenção de uma governance arcaica e prejudicial às necessidades do desporto e da nossa juventude.
Hoje a alma saltou-lhe do peito ao mostrar que uma Escola Supeiror de Educação o tinha ou ia contratar.
No pouco que com ele convivi vi que a sua entrega foi instantânea, abundante e ininterrupta. Vi que em conversa ouvia atentamente o que era dito, mesmo que continuasse a teclar no computador, e depois respondia no sentido exigido pela conversa.
Tinha tido uma experiência de dois anos no estrangeiro e inundou todos os colegas com a informação abundante que trouxe dessa experiência. Escreve com facilidade, emenda com prontidão e tem a cabeça bem assente sobre os ombros sabendo pensar e desenvolver um objectivo. Numa conferência que tive conhecimento agarrou a audiência com o power point cuidadosamente preparado e houve quem fugisse ao debate.
É um jovem afectuoso e voluntarioso e felizmente ainda existem instituições em Portugal capazes de reconhecer o valor e o mérito e captá-lo para os seus quadros.
Não digo o nome nem dou outros pormenores para não haver algum dano colateral.
Ao dar aulas surgem raridades e preocupa-me não saber exactamente se terei conseguido estar à altura das suas necessidades.
Os melhores dão luta, diria um corpo a corpo, que se torna complexo com a ajuda da teoria económica e esses debates geram externalidades que trazem consigo a turma para níveis de compreensão mais elevados.
Tenho esperança que estes jovens venham a contribuir mais do que gerações anteriores.
Estas não chegaram a ter a oportunidade que o desporto português não lhes deu pela manutenção de uma governance arcaica e prejudicial às necessidades do desporto e da nossa juventude.
No fim da festa as notícias nem sempre são as melhores
Haverá quem faça a festa e haverá quem sugira que a festa teve os seus precalços.
É necessário que haja alguém que guarde a memória da festa e a confronte com outras festas.
Agora o que não se pode pedir é a quem se viu na festa de outrém, que essa pessoa guarde as memórias de quem se divertiu.
Quando digo se divertiu quero dizer exerceu os poderes e responsabilidades próprias do compromisso que assumiu.
Neste momento é possível que algumas pessoas digam o que acharam mal para que os anfitriões seguintes tenham as ideias exactas da nova organização da festa de que foram incumbidos fazer.
As notícias poderão não ser as melhores e poderão ser mais duras para quem sai mas será útil para quem entra saber a realidade das festas que se vão organizando e das expectativas que existem.
Para quem sai da festa há agora o maior tempo do mundo para justificar o que fez e o que sustentou aquilo que fez.
É necessário que haja alguém que guarde a memória da festa e a confronte com outras festas.
Agora o que não se pode pedir é a quem se viu na festa de outrém, que essa pessoa guarde as memórias de quem se divertiu.
Quando digo se divertiu quero dizer exerceu os poderes e responsabilidades próprias do compromisso que assumiu.
Neste momento é possível que algumas pessoas digam o que acharam mal para que os anfitriões seguintes tenham as ideias exactas da nova organização da festa de que foram incumbidos fazer.
As notícias poderão não ser as melhores e poderão ser mais duras para quem sai mas será útil para quem entra saber a realidade das festas que se vão organizando e das expectativas que existem.
Para quem sai da festa há agora o maior tempo do mundo para justificar o que fez e o que sustentou aquilo que fez.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A liderança no desporto: falam José Constantino e António Barreto
Hoje estive com um ex-colega que não falava há muitos anos mas sempre nos fomos acompanhando.
O fundo da conversa foram os desafios das federações em geral e da sua em particular no respeitante à produção desportiva de base.
Avançámos várias ideias nem sempre coincidentes e permitiu ver que de parte a parte havia argumentos fortes e possibilidades de desenvolvimentos.
Entretanto José Constantino no Colectividade Desportiva, aqui, fala do voluntarismo e António Barreto numa entrevista no jornal i, aqui, fala do direito das pessoas poderem trabalhar até mais tarde sem serem obrigadas a sair.
Creio que o âmbito da nota do primeiro são os cargos de liderança e os do segundo aquelas actividades em que o limite de idade é uma imposição legal, não se referindo necessariamente aos lugares de chefia.
Aceitando a argumentação de António Barreto em relação ao diferimento do limite de idade de acordo com condições do próprio individuo e das necessidades do seu trabalho é importante discutir as questões relacionadas com a liderança das organizações desportivas onde se eternizam líderes conhecidos.
Vicente Moura e Gilberto Madail creio que são líderes que se enquadram numa questão da liderança desportiva que deveria ser debatida publicamente.
Há vários casos que apontam para a sua saída e que se nõ houver um debate público tenderão a querer permanecer mais tempo.
As questões que apontam a sua saída são:
Uma das lacunas da liderança nacional é a existência de líderes que se eternizam impedindo o acesso de líderes mais jovens, mesmo que venham a cometer erros.
Os velhos líderes do desporto português, quanto ao modo como actuam e não quanto à idade têm um custo elevado para o desporto português.
Os velhos líderes são inquestionáveis pela distância que criam com a realidade e através do consumo de recursos públicos para sustentar necessidades distintas das necessidades dos atletas que competem e das organizações que produzem o desporto.
O que Gilberto Madail e Vicente Moura deveriam fazer era organizar eleições democráticas e competitivas garantindo o confronto transparente e a independência dos candidatos perante as direcções cessantes ou outras forças, ao mesmo tempo que assegurariam a definição clara do que é melhor para os respectivos sectores.
Mas esta perspectiva parece ser uma contradição nos termos.
Nesta altura o PSD e o PP tem o desafio de colocarem à frente do desporto alguém de dentro do sector capaz de uma dedicação extrema podendo rentabilizar não só o interesse dos partidos como o do desporto.
Outra solução mais usual é o descrédito sobre o sector e nos seus líderes e usar um quadro político partidário o que gera limitações óbvias a observar no último lugar que o desporto português ocupa genericamente na Europa.
Há pessoas no desporto, poucas mas há capazes de fazer um lugar politicamente coerente e potenciador do bem comum nacional através do desporto.
Também há pessoas que são um susto e isto aplica-se a qualquer um.
Terminarei dizendo que há necessidade de uma transformação geracional no desporto português e tudo vai depender do que o PSD e o PP conseguir decidir de bom para o desporto nas próximas horas.
O fundo da conversa foram os desafios das federações em geral e da sua em particular no respeitante à produção desportiva de base.
Avançámos várias ideias nem sempre coincidentes e permitiu ver que de parte a parte havia argumentos fortes e possibilidades de desenvolvimentos.
Entretanto José Constantino no Colectividade Desportiva, aqui, fala do voluntarismo e António Barreto numa entrevista no jornal i, aqui, fala do direito das pessoas poderem trabalhar até mais tarde sem serem obrigadas a sair.
Creio que o âmbito da nota do primeiro são os cargos de liderança e os do segundo aquelas actividades em que o limite de idade é uma imposição legal, não se referindo necessariamente aos lugares de chefia.
Aceitando a argumentação de António Barreto em relação ao diferimento do limite de idade de acordo com condições do próprio individuo e das necessidades do seu trabalho é importante discutir as questões relacionadas com a liderança das organizações desportivas onde se eternizam líderes conhecidos.
Vicente Moura e Gilberto Madail creio que são líderes que se enquadram numa questão da liderança desportiva que deveria ser debatida publicamente.
Há vários casos que apontam para a sua saída e que se nõ houver um debate público tenderão a querer permanecer mais tempo.
As questões que apontam a sua saída são:
- foi durante a sua liderança que aconteceram alguns fracassos quer olímpicos quer do futebol
- particularmente, houve a falha de uma eleição internacional no caso do futebol, prejudicando gravemente a modalidade
- nenhum publica os benefícios materiais e financeiros que recebe pelo desempenho dos cargos que são também pagos por dinheiros públicos
- face a problemas havidos nenhum realizou uma auditoria externa e credível ao acontecido
- nenhum realizou um programa de desenvolvimento sustentado de longo prazo
- nenhum projectou a sua acção sobre o desporto nacional sendo certo que qualquer uma das actividades tem impactos decisivos e nem sempre positivos sobre o desporto nacional
Uma das lacunas da liderança nacional é a existência de líderes que se eternizam impedindo o acesso de líderes mais jovens, mesmo que venham a cometer erros.
Os velhos líderes do desporto português, quanto ao modo como actuam e não quanto à idade têm um custo elevado para o desporto português.
Os velhos líderes são inquestionáveis pela distância que criam com a realidade e através do consumo de recursos públicos para sustentar necessidades distintas das necessidades dos atletas que competem e das organizações que produzem o desporto.
O que Gilberto Madail e Vicente Moura deveriam fazer era organizar eleições democráticas e competitivas garantindo o confronto transparente e a independência dos candidatos perante as direcções cessantes ou outras forças, ao mesmo tempo que assegurariam a definição clara do que é melhor para os respectivos sectores.
Mas esta perspectiva parece ser uma contradição nos termos.
Nesta altura o PSD e o PP tem o desafio de colocarem à frente do desporto alguém de dentro do sector capaz de uma dedicação extrema podendo rentabilizar não só o interesse dos partidos como o do desporto.
Outra solução mais usual é o descrédito sobre o sector e nos seus líderes e usar um quadro político partidário o que gera limitações óbvias a observar no último lugar que o desporto português ocupa genericamente na Europa.
Há pessoas no desporto, poucas mas há capazes de fazer um lugar politicamente coerente e potenciador do bem comum nacional através do desporto.
Também há pessoas que são um susto e isto aplica-se a qualquer um.
Terminarei dizendo que há necessidade de uma transformação geracional no desporto português e tudo vai depender do que o PSD e o PP conseguir decidir de bom para o desporto nas próximas horas.
A economia e as demais ciências do desporto
O fracasso do desporto português observa-se nos níveis de ineficácia do seu produto desportivo.
Por um lado, estão os resultados do alto rendimento e, por outro, está o consumo desportivo da população.
Durante as legislaturas que passaram não houve um pensamento uma acção dos conselheiros nacionais do desporto a exigirem o conhecimento da prática desportiva da população portuguesa nos seus termos mais gerais.
Os trabalhos do Eurobarómetro não impedem o trabalho de casa que os países devem fazer e que justificam uma atenção qualificada principalmente em Portugal quando depois da crise de 2008 começaram os primeiros sinais da crise social com efeitos no decréscimo da procura desportiva da população.
Não se compreende o que discute e faz o Conselho Nacional do Desporto com os clubes de base falidos, com as federações em dificuldades que a falência das pequenas federações mostra, com o fracasso dos resultados olímpicos e depois todo o processo Vanessa Fernandes, os conhecidos salários em atraso, os níveis inferiores de prática dos jovens e que a Educação não actua para obtenção de maiores níveis de conforto desportivo, a crise que vive o futebol português, etc. Aliás a contradição maior será a presença de conselheiros ligados ao futebol e a crise que a modalidade sofre há décadas sem medidas de reforma estrutural.
Há a necessidade de compreender para que serve uma instituição como o CND e a presença de lobistas que representando interesses relevantes apresentam limitações na medida e concepção do óptimo nacional e da compreensão da eficiência na aplicação de recursos escassos para melhorar o interesse da maioria.
A economia tem instrumentos que ajudam a decidir sobre a existência de recursos escassos, mas a economia necessita de outras ciências para melhor sensibilizar a sociedade para o trabalho a fazer em prol do desporto nacional.
O CND tem sido um instrumento sem nervo usado para apaziguar descontentamentos mal estruturados porque esmorecem à mais fugaz das promessas sem futuro e sem sustentação ou relação com a realidade e a as crises que vão surgindo.
Por paradoxal que pareça, para o não economista, o desporto terá beneficiado de milhares de milhões de euros desde o nível central ao local e em toda a estrutura de produção existem níveis de ineficiência da escassa produção nacional.
Centrando a compreensão da crise do desporto no produto observa-se que a produção é pouca e ineficiente e, mesmo assim, não se fazem estudos sociais para compreender o que se está a passar com as famílias, os praticantes e os jovens.
O novo Governo talvez venha a iniciar estudos do que não foi feito no passado. Porém, o melhor seria ter um modelo bem definido para actuar segundo um processo bem concebido, firme e consensualizado com múltiplos agentes desprotivos e não-desportivos.
Por um lado, estão os resultados do alto rendimento e, por outro, está o consumo desportivo da população.
Durante as legislaturas que passaram não houve um pensamento uma acção dos conselheiros nacionais do desporto a exigirem o conhecimento da prática desportiva da população portuguesa nos seus termos mais gerais.
Os trabalhos do Eurobarómetro não impedem o trabalho de casa que os países devem fazer e que justificam uma atenção qualificada principalmente em Portugal quando depois da crise de 2008 começaram os primeiros sinais da crise social com efeitos no decréscimo da procura desportiva da população.
Não se compreende o que discute e faz o Conselho Nacional do Desporto com os clubes de base falidos, com as federações em dificuldades que a falência das pequenas federações mostra, com o fracasso dos resultados olímpicos e depois todo o processo Vanessa Fernandes, os conhecidos salários em atraso, os níveis inferiores de prática dos jovens e que a Educação não actua para obtenção de maiores níveis de conforto desportivo, a crise que vive o futebol português, etc. Aliás a contradição maior será a presença de conselheiros ligados ao futebol e a crise que a modalidade sofre há décadas sem medidas de reforma estrutural.
Há a necessidade de compreender para que serve uma instituição como o CND e a presença de lobistas que representando interesses relevantes apresentam limitações na medida e concepção do óptimo nacional e da compreensão da eficiência na aplicação de recursos escassos para melhorar o interesse da maioria.
A economia tem instrumentos que ajudam a decidir sobre a existência de recursos escassos, mas a economia necessita de outras ciências para melhor sensibilizar a sociedade para o trabalho a fazer em prol do desporto nacional.
O CND tem sido um instrumento sem nervo usado para apaziguar descontentamentos mal estruturados porque esmorecem à mais fugaz das promessas sem futuro e sem sustentação ou relação com a realidade e a as crises que vão surgindo.
Por paradoxal que pareça, para o não economista, o desporto terá beneficiado de milhares de milhões de euros desde o nível central ao local e em toda a estrutura de produção existem níveis de ineficiência da escassa produção nacional.
Centrando a compreensão da crise do desporto no produto observa-se que a produção é pouca e ineficiente e, mesmo assim, não se fazem estudos sociais para compreender o que se está a passar com as famílias, os praticantes e os jovens.
O novo Governo talvez venha a iniciar estudos do que não foi feito no passado. Porém, o melhor seria ter um modelo bem definido para actuar segundo um processo bem concebido, firme e consensualizado com múltiplos agentes desprotivos e não-desportivos.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Já me esquecia desta notícia
Sabia que na primeira década do século XXI se criarem mais ou menos 6 federações 6 ou reorganizaram-se ou reiniciaram trabalhos?
Sabia que no mesmo período faliram cerca de 10 federações 10 ou reintegraram outras federações ou trataram de outros assuntos, etc?
Quer isto dizer que as novas pequenas federações têm alguma dificuldade em sobreviver.
Quer isto dizer que se passarão coisas que justificariam uma análise sobre a base de trabalho das outras federações e também das maiores.
As pequenas federações são importantes ou são as grandes é que interessam?
Como é que se distribui o financiamento público entre as grandes e as pequenas?
E as autarquias, como é que as autarquias olham para as pequenas federações?
Houve alguma pequena federação que tenha chegado a grande federação nas últimas décadas em Portugal?
Sabia que no mesmo período faliram cerca de 10 federações 10 ou reintegraram outras federações ou trataram de outros assuntos, etc?
Quer isto dizer que as novas pequenas federações têm alguma dificuldade em sobreviver.
Quer isto dizer que se passarão coisas que justificariam uma análise sobre a base de trabalho das outras federações e também das maiores.
As pequenas federações são importantes ou são as grandes é que interessam?
Como é que se distribui o financiamento público entre as grandes e as pequenas?
E as autarquias, como é que as autarquias olham para as pequenas federações?
Houve alguma pequena federação que tenha chegado a grande federação nas últimas décadas em Portugal?
Não faz bem ao desporto trabalhar para o calendário eleitoral
As questões no desporto têm de ser realizadas com o escrutinio próprio do sector.
Os atletas de alto rendimento são sujeitos a provas de aptidão únicas em todos os sectores da actividade e todos os sectores competitivos procuram ter sistemas tão completos quanto os do desporto.
Por exemplo, os cientistas sociais analisam o desporto para compreenderem a forma de replicarem a essência das competições desportivas noutros sectores.
Os cientistas portugueses garantem que nenhum sector é tão sujeito a auditorias como a ciência razão porque eles são capazes de apresentar excelentes produtos e instrumentos para o aumento da produtividade nacional.
Hoje encontramos na parte desportiva do Público várias notícias que mostram que há algum trabalho a fazer neste domínio no desporto nacional.
Por exemplo a notícia sobre Vanessa Fernandes diz que 'Paulo Colaço tornou-se treinador de Vanessa Fernandes em Novembro de 2009, depois de uma temporada muito atribulada e da ruptura da atleta com Sérgio Santos, então seu treinador e director técnico da Federação Portuguesa de Triatlo.
“Todos exigimos de mais da Vanessa. Ela era a cara de Portugal no estrangeiro e todos os portugueses se reviam nela e exigiam de mais de uma atleta tão jovem”, referiu o treinador, em declarações à Lusa.
“Todos nos esquecemos que o descanso é tão importante como o treino e a Vanessa esteve demasiado tempo sem tempo para descansar. Qualquer cidadão em situações normais precisa de repousar após uma fase mais dura, quanto mais uma atleta como ela que competia frequentemente nos mais diversos pontos do mundo”, defendeu o professor da Universidade do Porto.'
Estas afirmações são claramente indiciadoras de uma actuação lesiva da atleta e de que não se conhecem as responsabilidades que deveriam ser avaliadas cientificamente.
O potencial de uma atleta é destruído e o actual modelo de alto rendimento limpa o que foi feito sem uma análise capaz de tudo o que se passou.
Quando se pede a um atleta que dê o seu máximo de tal forma que ele é marcado para a vida quer tenha ou não sucesso, todo o modelo de produção tem de ser escrutinado se há um desastre e se há sucesso. no primeiro caso para evitar a sua repetição e no segundo caso para o replicar e adaptar a outras situações.
Ainda mais. A única análise possível / defensável é a científica porque o domínio do alto rendimento é o dos limites do corpo e da mente.
Menos do que a ciência é mau.
Também não é curial trabalhar para as eleições e deixar passar anos sem a mínima informação e de repente em cima das eleições sai o que se diz ser tudo. Ou seja, sai uma coisa que não é ciência. Para ser ciência tem de ser escrutinado e contraditado.
A comunicação social não sabe ciência e põe no ar tudo o que houve e que lhe parece óptimo para o negócio.
Até aquilo que parece ciência e não é ciência serve para o negócio da comunicação social.
Há sectores que fazem da ciência o seu cartão de visita e a demonstração da sua excelência.
Era bom que o desporto usasse estes exemplos cada vez mais.
A ciência é a única saída possível para as crises do desporto e do país.
Sem ciência não se compreende sequer que o momento fulcral que o desporto falhou foi em 2008 quando não efectuou eleições democráticas no COP para renovar a sua liderança e não se teve a coragem e a Visão para juntar COP e CDP.
Caso o novo Governo queira, será necessário compreender bem o passado para estruturar um novo futuro.
Mais uma vez se nota como o novo Governo está sózinho porque afinal como dizem os atletas o COP está envolvido nas dificuldades dos atletas da Vela, como esteve envolvido na falência da Vanessa Fernandes.
O calendário eleitoral faz mal ao desporto, mesmo que haja alguém que esteja agradecido ao dito calendário.
Os atletas de alto rendimento são sujeitos a provas de aptidão únicas em todos os sectores da actividade e todos os sectores competitivos procuram ter sistemas tão completos quanto os do desporto.
Por exemplo, os cientistas sociais analisam o desporto para compreenderem a forma de replicarem a essência das competições desportivas noutros sectores.
Os cientistas portugueses garantem que nenhum sector é tão sujeito a auditorias como a ciência razão porque eles são capazes de apresentar excelentes produtos e instrumentos para o aumento da produtividade nacional.
Hoje encontramos na parte desportiva do Público várias notícias que mostram que há algum trabalho a fazer neste domínio no desporto nacional.
Por exemplo a notícia sobre Vanessa Fernandes diz que 'Paulo Colaço tornou-se treinador de Vanessa Fernandes em Novembro de 2009, depois de uma temporada muito atribulada e da ruptura da atleta com Sérgio Santos, então seu treinador e director técnico da Federação Portuguesa de Triatlo.
“Todos exigimos de mais da Vanessa. Ela era a cara de Portugal no estrangeiro e todos os portugueses se reviam nela e exigiam de mais de uma atleta tão jovem”, referiu o treinador, em declarações à Lusa.
“Todos nos esquecemos que o descanso é tão importante como o treino e a Vanessa esteve demasiado tempo sem tempo para descansar. Qualquer cidadão em situações normais precisa de repousar após uma fase mais dura, quanto mais uma atleta como ela que competia frequentemente nos mais diversos pontos do mundo”, defendeu o professor da Universidade do Porto.'
Estas afirmações são claramente indiciadoras de uma actuação lesiva da atleta e de que não se conhecem as responsabilidades que deveriam ser avaliadas cientificamente.
O potencial de uma atleta é destruído e o actual modelo de alto rendimento limpa o que foi feito sem uma análise capaz de tudo o que se passou.
Quando se pede a um atleta que dê o seu máximo de tal forma que ele é marcado para a vida quer tenha ou não sucesso, todo o modelo de produção tem de ser escrutinado se há um desastre e se há sucesso. no primeiro caso para evitar a sua repetição e no segundo caso para o replicar e adaptar a outras situações.
Ainda mais. A única análise possível / defensável é a científica porque o domínio do alto rendimento é o dos limites do corpo e da mente.
Menos do que a ciência é mau.
Também não é curial trabalhar para as eleições e deixar passar anos sem a mínima informação e de repente em cima das eleições sai o que se diz ser tudo. Ou seja, sai uma coisa que não é ciência. Para ser ciência tem de ser escrutinado e contraditado.
A comunicação social não sabe ciência e põe no ar tudo o que houve e que lhe parece óptimo para o negócio.
Até aquilo que parece ciência e não é ciência serve para o negócio da comunicação social.
Há sectores que fazem da ciência o seu cartão de visita e a demonstração da sua excelência.
Era bom que o desporto usasse estes exemplos cada vez mais.
A ciência é a única saída possível para as crises do desporto e do país.
Sem ciência não se compreende sequer que o momento fulcral que o desporto falhou foi em 2008 quando não efectuou eleições democráticas no COP para renovar a sua liderança e não se teve a coragem e a Visão para juntar COP e CDP.
Caso o novo Governo queira, será necessário compreender bem o passado para estruturar um novo futuro.
Mais uma vez se nota como o novo Governo está sózinho porque afinal como dizem os atletas o COP está envolvido nas dificuldades dos atletas da Vela, como esteve envolvido na falência da Vanessa Fernandes.
O calendário eleitoral faz mal ao desporto, mesmo que haja alguém que esteja agradecido ao dito calendário.
Qual o nível de reformas para o desporto português
Cortar a fundo ou trabalhar decididamente um projecto de grande complexidade e sensibilidade?
Em Portugal muitas reformas são radicais pelo âmbito e incidência que assumem, por exemplo, quando alteram a orgânica ou a estrutura legal e quando não aborda as características essenciais do sector a que se aplicam como tem acontecido no desporto.
Há fracassos da produção desportiva para a população que não encontra nas leis e nos procedimentos de política desportiva uma solução útil.
Ao atacar a democraticidade interna das federações há a possibilidade de se ter deixado sem tratamento a actuação das mesmas federações no mercado do desporto, tanto mais quanto as mesmas federações são financiadas pelo Estado para atingir objectivos de produção desportiva que são desconhecidos da opinião pública e pela opinião desportiva em particular.
Se há federações como a de Rugby e a de Canoagem que recentemente produzem resultados crescentes no alto rendimento o mesmo não se consegue perceber na Natação e no Andebol.
A complexidade da produção desportiva pelo nível alcançado no Futebol e no Atletismo exige instrumentos de um nível de detalhe que outras federações ainda não exigem.
Não há Magnas Cartas que corrijam de uma vez por todas!
Nas legislaturas anteriores foram feitas leis de bases e centros de alto rendimento tanto para federações que deles necessitam como para outras de grande perplexidade como a Parkalgar e o automobilismo.
Investiu-se em tempo e muitos milhões de euros de recursos escassos, ao mesmo tempo que se observava que o alto rendimento fracassava em múltiplos domínios no acesso aos Jogos Olímpicos, nos Jogos Olímpicos, no conceito de desenvolvimento sustentado para os Jogos Olímpicos e no pós-Jogos Olímpicos.
A política desportiva tem de ser sensível às necessidades da estrutura da produção desportiva, tanto privada como pública.
Uma nova política desportiva deverá ter o domínio do conhecimento, da democracia, da concepção e criação de estruturas exemplares (organizativas, técnicas, científicas) tanto para a base, o informal e os micro-clubes, para o nível amador intermédio e para o topo, alto rendimento e profissional.
Já falta pouco para compreender o que se vai passar na legislatura do PSD e do PP.
Em Portugal muitas reformas são radicais pelo âmbito e incidência que assumem, por exemplo, quando alteram a orgânica ou a estrutura legal e quando não aborda as características essenciais do sector a que se aplicam como tem acontecido no desporto.
Há fracassos da produção desportiva para a população que não encontra nas leis e nos procedimentos de política desportiva uma solução útil.
Ao atacar a democraticidade interna das federações há a possibilidade de se ter deixado sem tratamento a actuação das mesmas federações no mercado do desporto, tanto mais quanto as mesmas federações são financiadas pelo Estado para atingir objectivos de produção desportiva que são desconhecidos da opinião pública e pela opinião desportiva em particular.
Se há federações como a de Rugby e a de Canoagem que recentemente produzem resultados crescentes no alto rendimento o mesmo não se consegue perceber na Natação e no Andebol.
A complexidade da produção desportiva pelo nível alcançado no Futebol e no Atletismo exige instrumentos de um nível de detalhe que outras federações ainda não exigem.
Não há Magnas Cartas que corrijam de uma vez por todas!
Nas legislaturas anteriores foram feitas leis de bases e centros de alto rendimento tanto para federações que deles necessitam como para outras de grande perplexidade como a Parkalgar e o automobilismo.
Investiu-se em tempo e muitos milhões de euros de recursos escassos, ao mesmo tempo que se observava que o alto rendimento fracassava em múltiplos domínios no acesso aos Jogos Olímpicos, nos Jogos Olímpicos, no conceito de desenvolvimento sustentado para os Jogos Olímpicos e no pós-Jogos Olímpicos.
A política desportiva tem de ser sensível às necessidades da estrutura da produção desportiva, tanto privada como pública.
Uma nova política desportiva deverá ter o domínio do conhecimento, da democracia, da concepção e criação de estruturas exemplares (organizativas, técnicas, científicas) tanto para a base, o informal e os micro-clubes, para o nível amador intermédio e para o topo, alto rendimento e profissional.
Já falta pouco para compreender o que se vai passar na legislatura do PSD e do PP.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Portugal tem dinheiro para preparar bem os seus melhores atletas
O problema dos campeões da Vela não devia / podia ter chegado aqui, à suspensão da sua actividade.
O problema do dinheiro para a boa preparação dos nossos campeões tem de ser colocado à sociedade e à economia com seriedade e transparência.
Deve ser colocado em tal nível que a sociedade e a economia compreendam que o objectivo é cumprir o acordado e se o objectivo e as metas fracassarem então há consequências.
A economia e a sociedade portuguesas têm de ficar cientes de que há consequências.
Segundo parece há um problema jurídico relacionado com a defesa dos direitos dos atletas.
Os contratos jurídicos realizados entre diferentes agentes privados e o Estado português serão insuficientes para promoverem o bem comum, que é a realização das metas desportivas pelos melhores atletas portugueses, quando uma federação vai à falência por um motivo desportivo, jurídico, económico, ético ou outro.
O desafio que a política desportiva deverá colocar ao direito é, por exemplo:
Obviamente há algumas questões económicas a colocar.
As questões técnicas e económicas ajudariam a dar substância ao instrumento jurídico, mas a pergunta principal seria a da existência de um contrato que protegesse os praticantes e o bem comum.
A palavra ao direito do desporto.
A parte interessante do debate é se se caminhar para uma fórmula jurídica que necessite de transformações / reformas da estrutura jurídica vigente.
O problema do dinheiro para a boa preparação dos nossos campeões tem de ser colocado à sociedade e à economia com seriedade e transparência.
Deve ser colocado em tal nível que a sociedade e a economia compreendam que o objectivo é cumprir o acordado e se o objectivo e as metas fracassarem então há consequências.
A economia e a sociedade portuguesas têm de ficar cientes de que há consequências.
Segundo parece há um problema jurídico relacionado com a defesa dos direitos dos atletas.
Os contratos jurídicos realizados entre diferentes agentes privados e o Estado português serão insuficientes para promoverem o bem comum, que é a realização das metas desportivas pelos melhores atletas portugueses, quando uma federação vai à falência por um motivo desportivo, jurídico, económico, ético ou outro.
O desafio que a política desportiva deverá colocar ao direito é, por exemplo:
- Como fazer um acordo ou um contrato que defenda o bem comum, proteja os nossos atletas, assegurando a realização do óptimo desportivo?
- Juridicamente existe uma solução? duas? mais? ... quais os seus prós e contras? que critérios de aprovação para as soluções apresentadas?
Obviamente há algumas questões económicas a colocar.
- Qual o custo do projecto para um lugar medalhável?
- Qual o custo até ao 8.º lugar?
- Qual o custo até ao 16.º lugar?
- Que repartição de receitas entre financiadores públicos e privados?
- Que beneficios privados como forma da ssumpção de um maior risco por parte de investidores privados?
- Portugal que valias tem para se bater por cada um dos resultados atrás indicados?
- Há campeões nacionais?
- Há uma escola nacional, internacionalmente reconhecida, na modalidade?
As questões técnicas e económicas ajudariam a dar substância ao instrumento jurídico, mas a pergunta principal seria a da existência de um contrato que protegesse os praticantes e o bem comum.
A palavra ao direito do desporto.
A parte interessante do debate é se se caminhar para uma fórmula jurídica que necessite de transformações / reformas da estrutura jurídica vigente.
Velejadores olímpicos suspendem actividade por falta de financiamento
Há dois responsáveis, para a notícia que está aqui.
- O Estado
- O associativismo, na pessoa do seu órgão máximo, o COP
- Há quanto tempo é que esta situação é conhecida e o que é que foi feito para proteger os atletas?
- É aceitável que os atletas portugueses, quando se preparam para competições internacionais como os Jogos Olímpicos sofram por via dos fracassos de instituições privadas, financiadas pelo Estado numa parte significativa das suas actividades?
- É aceitável que os atletas sejam prejudicados por opções do Estado que direccionados para terceiros, sejam os praticantes colocados na linha de fogo?
- Quando as organizações privadas falham por qualquer que seja o motivo não pode o Estado accionar medidas de urgência que protejam os atletas de alto rendimento candidatos aos Jogos Olímpicos?
- As federações vão continuar a depender do Estado e a ser tratadas como instituições públicas? Ou de outra forma: as federações vão passar a ser organizações privadas ou públicas?
- Porquê atribuir meios públicos ao COP se não há forma do COP resolver desafios como este da Vela? Ou de outra forma: que tipo de acordo diferenciado deve o Estado fazer para que estes problemas sejam resolvidos também e de imediato ou preventivamente pelos entes privados?
Trichet: Crise mostra que Europa precisa de regras orçamentais mais duras
O presidente do Banco Central Europeu, aqui, refere a necessidade de medidas orçamentais mais duras.
No actual momento há vários sinais que demonstraram como o desporto teve sinais de que algumas coisas não corriam bem e deveria ter agido de outra forma.
Houve dois sinais importantes e que sugeriram um terceiro:
Paul Krugman, um prémio Nobel da Economia de 2008, dizia há pouco que a Europa está mais indefesa do que a América porque eles têm o Partido Democrático de Obama e a Europa tem líderes europeus e nacionais localizados à direita do espectro político.
Já o tenho dito, no desporto europeu ninguém se preocupa com os países que estão na cauda do bem-estar desportivo.
No desporto é cada um por si custe o que custar.
Por isso as vitórias nacionais na Europa são tão festejadas e as derrotas rapidamente esquecidas a não ser para preparar a vitória (desforra) no ciclo seguinte.
É este o desafio maior do desporto português: ter de contar consigo próprio.
No actual momento há vários sinais que demonstraram como o desporto teve sinais de que algumas coisas não corriam bem e deveria ter agido de outra forma.
Houve dois sinais importantes e que sugeriram um terceiro:
- o primeiro foram os resultados desportivos de Pequim em 2008 que deveriam ter alertado para outro posicionamento do desporto português voltado para a revisão do seu paradigma
- o segundo foi a crise económica de 2008 que sugeriu que as dificuldades ecoonómicas do sector estavam a ser mal resolvidas a par da excessiva dimensão legislativa
- a terceira foi a necessidade de uma nova liderança, instituições e governance
Paul Krugman, um prémio Nobel da Economia de 2008, dizia há pouco que a Europa está mais indefesa do que a América porque eles têm o Partido Democrático de Obama e a Europa tem líderes europeus e nacionais localizados à direita do espectro político.
Já o tenho dito, no desporto europeu ninguém se preocupa com os países que estão na cauda do bem-estar desportivo.
No desporto é cada um por si custe o que custar.
Por isso as vitórias nacionais na Europa são tão festejadas e as derrotas rapidamente esquecidas a não ser para preparar a vitória (desforra) no ciclo seguinte.
É este o desafio maior do desporto português: ter de contar consigo próprio.
PORTUGAL VENCE JAGUARES POR 25-21
Esta foi uma vitória do Rugby, aqui.
O Rugby deu a volta a volta que outras modalidades colectivas ainda não conseguiram alcançar.
Porque será?
O Rugby deu a volta a volta que outras modalidades colectivas ainda não conseguiram alcançar.
Porque será?
Portugal falha acesso ao Euro-2012
Ver a notícia aqui sobre o Andebol nacional.
Seria útil que a comunicação social desse notícias mais desenvolvidas sobre o percurso dos atletas e das selecções nacionais.
Essas notícias mais documentadas dando uma imagem fundamentada do momento, dos feitos e das condições de realização dos mesmos ajudariam a compreender as razões do sucesso e os problemas surgidos.
Seria útil que a comunicação social desse notícias mais desenvolvidas sobre o percurso dos atletas e das selecções nacionais.
Essas notícias mais documentadas dando uma imagem fundamentada do momento, dos feitos e das condições de realização dos mesmos ajudariam a compreender as razões do sucesso e os problemas surgidos.
Benfica critica "excessiva violência" da PSP no final do jogo de futsal contra o Sporting
'Olha o lobo' grita o Benfica. ver aqui.
Esta notícia é verdadeira ou é uma brincadeira?
Depois dos fortes confrontos com as claques do Porto o Benfica agora voltou-se para a polícia colocando à frente jovens e idosos?
Por definição o Benfica deveria ganhar tudo.
O Benfica não ganha nada e entretém-se arriscando o bem-estar dos seus associados.
Dentro de pouco tempo o Benfica vai dizer que está sem associados por causa dos '25%' do IVA.
Esta notícia é verdadeira ou é uma brincadeira?
Depois dos fortes confrontos com as claques do Porto o Benfica agora voltou-se para a polícia colocando à frente jovens e idosos?
Por definição o Benfica deveria ganhar tudo.
O Benfica não ganha nada e entretém-se arriscando o bem-estar dos seus associados.
Dentro de pouco tempo o Benfica vai dizer que está sem associados por causa dos '25%' do IVA.
Presidente e jogador de clube de futebol de Portalegre morre no intervalo de jogo
Esta notícia é uma contradição nos seus termos, porque um presidente de um clube deveria proteger-se e ser conhecedor do risco da prática desportiva.
Aqui fica a notícia.
Aqui fica a notícia.
domingo, 12 de junho de 2011
Areia branca Buscas de homem desaparecido continuam até às 21.00
Por LusaOntem, aqui.
As buscas para encontrar o homem de 26 anos que desapareceu na sexta-feira na praia da Areia Branca, Lourinhã, vão continuar até às 21.00, disse fonte da Polícia Marítima de Peniche.
"Neste momento não existem novidades e as buscam continuam. Vamos continuar as buscas até às 21.00, tal como na sexta-feira, e se não houver novidades as buscas serão retomadas pela manhã de domingo", disse a mesma fonte policial. "Estamos no local com duas embarcações a efectuar as buscas", acrescentou.
O homem desapareceu na sexta-feira quando tomava banho no mar na praia da Areia Branca, que ainda está sem vigilância balnear, que só começa a partir de 15 de Junho, tendo o alerta do desaparecimento sido dado às 18.30.
Na área de jurisdição da capitania de Peniche, entre Caldas da Rainha e Torres Vedras, este é o primeiro caso de desaparecimento, segundo as autoridades marítimas.
As buscas para encontrar o homem de 26 anos que desapareceu na sexta-feira na praia da Areia Branca, Lourinhã, vão continuar até às 21.00, disse fonte da Polícia Marítima de Peniche.
"Neste momento não existem novidades e as buscam continuam. Vamos continuar as buscas até às 21.00, tal como na sexta-feira, e se não houver novidades as buscas serão retomadas pela manhã de domingo", disse a mesma fonte policial. "Estamos no local com duas embarcações a efectuar as buscas", acrescentou.
O homem desapareceu na sexta-feira quando tomava banho no mar na praia da Areia Branca, que ainda está sem vigilância balnear, que só começa a partir de 15 de Junho, tendo o alerta do desaparecimento sido dado às 18.30.
Na área de jurisdição da capitania de Peniche, entre Caldas da Rainha e Torres Vedras, este é o primeiro caso de desaparecimento, segundo as autoridades marítimas.
O desporto tem dez dias depois da posse
Aqui, segundo o Jornal i 'As bases programáticas saídas das negociações (entre o PSD e o PP) não vão constituir um programa de governo encerrado uma vez que cada ministro terá uma palavra a dizer nas questões mais operacionais. O programa terá de ser entregue até dez dias após a tomada de posse para depois ser discutido no Parlamento mas entre os dois partidos há o consenso de encurtar os prazos.'
Está o desporto pronto e apto a ter uma discussão urgente com o novo ministro do desporto, caso este tenha essa necessidade, sobre o fundamental para o sector para nos próximos anos fazer frente à austeridade e lançar as bases da conquista das metas europeias?
Caso exista esta oportunidade, quem negoceia com o governo?
Todos os presidentes das federações?
Só alguns?
Gilberto Madail, Vicente Moura, Fernando Mota, ...?
O Conselho Nacional do Desporto?
Os tempos que aí vêem vão ser certamente estimulantes do ponto de vista da feitura da política e muito mais pressionantes do que foram há seis anos os da maioria PS.
Parece que o Governo vai ter de avançar sózinho, mesmo que estabeleça um mínimo de contactos em sigilo. As razões para avançar sózinho serão:
O desporto necessita de um líder público enormemente comprometido com o desporto para além de uma dimensão intrinsecamente nacional.
Está o desporto pronto e apto a ter uma discussão urgente com o novo ministro do desporto, caso este tenha essa necessidade, sobre o fundamental para o sector para nos próximos anos fazer frente à austeridade e lançar as bases da conquista das metas europeias?
Caso exista esta oportunidade, quem negoceia com o governo?
Todos os presidentes das federações?
Só alguns?
Gilberto Madail, Vicente Moura, Fernando Mota, ...?
O Conselho Nacional do Desporto?
Os tempos que aí vêem vão ser certamente estimulantes do ponto de vista da feitura da política e muito mais pressionantes do que foram há seis anos os da maioria PS.
Parece que o Governo vai ter de avançar sózinho, mesmo que estabeleça um mínimo de contactos em sigilo. As razões para avançar sózinho serão:
- o desporto não está preparado programaticamente para equacionar alternativamente austeridade e reforma estrutural
- o desporto não tem um líder num cargo de topo direccionado para o futuro
- o desporto não tem uma organização líder COP/CDP que represente o interesse comum dos produtores nacionais de desporto
- o desporto não tem nem reconhece em ninguém uma equipa de técnicos, cientistas e investigadores que lhe preparem em muito pouco tempo as alternativas fundamentais do seu futuro
- se o ministro do desporto disser hoje ao desporto que necessita de uma resposta face aos aspectos operacionais colocados pelo governo, a resposta do desporto será fragilmente sustentada
- o desporto está nas nuvens e não fez nada desde início da crise e na entrevista que deu o responsável pelo COP continuou a falar dos Jogos Olímpicos em Lisboa como motivo para a estruturação do sector
- os principais líderes do desporto estão de saída por antiguidade e é no mínimo complicado comprometer o desporto com quem está de saída ou com quem perdeu recentemente eleições internacionais que esperava ganhar para continuar
- a reestruturação orgânica e novas eleições, com líderes respeitados, dar-se-ão apenas dentro de muitos meses e vai ter de fazer parte das negociações do futuro
O desporto necessita de um líder público enormemente comprometido com o desporto para além de uma dimensão intrinsecamente nacional.
sábado, 11 de junho de 2011
O trabalho da Deloitte
Acaba de sair o relatório da Deloitte sobre as contas dos maiores clubes europeus de futebol em 2010-2011. Ver aqui.
A Deloitte é uma multinacional que faz anualmente um trabalho de comparação das contas dos maiores clubes de futebol.
Apura os valores dos vinte maiores clubes europeus e para isso baseia-se nos relatórios e contas dos clubes. Este é um modelo de sucesso que as suas sucursais fazem nos países europeus há muitos anos.
Outras multinacionais fazem trabalhos semelhantes sobre outras modalidades e actividades desportivas na Europa, Estados Unidos e por esse mundo.
A sucursal portuguesa da Deloitte realizou e publicou na Bola relatórios sobre as ligas portuguesas e a partir de determinada altura o projecto faliu.
Será útil que o futebol português volte a beneficiar de um relatório equivalente ao que outros clubes e ligas de futebol de outros países beneficiam.
Há variadas formas de produzir estes relatórios e eles são instrumentos de informação fundamentais para a concorrência dos mercados privados e para o acesso por parte dos decisores públicos a informação corrente sobre a competitividade e equilíbrio dos campeonatos profissionais.
A existência deste relatório é uma questão de objectivo de política pública.
Patrocinadores, bancos, grandes empresas, organizações nacionais e internacionais, autarquias e universidades e simples adeptos e curiosos ou estudiosos estão entre os consumidores desta informação tão importante para o sucesso do futebol europeu.
A Deloitte é uma multinacional que faz anualmente um trabalho de comparação das contas dos maiores clubes de futebol.
Apura os valores dos vinte maiores clubes europeus e para isso baseia-se nos relatórios e contas dos clubes. Este é um modelo de sucesso que as suas sucursais fazem nos países europeus há muitos anos.
Outras multinacionais fazem trabalhos semelhantes sobre outras modalidades e actividades desportivas na Europa, Estados Unidos e por esse mundo.
A sucursal portuguesa da Deloitte realizou e publicou na Bola relatórios sobre as ligas portuguesas e a partir de determinada altura o projecto faliu.
Será útil que o futebol português volte a beneficiar de um relatório equivalente ao que outros clubes e ligas de futebol de outros países beneficiam.
Há variadas formas de produzir estes relatórios e eles são instrumentos de informação fundamentais para a concorrência dos mercados privados e para o acesso por parte dos decisores públicos a informação corrente sobre a competitividade e equilíbrio dos campeonatos profissionais.
A existência deste relatório é uma questão de objectivo de política pública.
Patrocinadores, bancos, grandes empresas, organizações nacionais e internacionais, autarquias e universidades e simples adeptos e curiosos ou estudiosos estão entre os consumidores desta informação tão importante para o sucesso do futebol europeu.
Questões que vão ser esclarecidas no curtíssimo espaço de tempo e são fundamentais para o futuro do desporto
Equacionar algumas perguntas ajuda a encontrar respostas sobre as possibilidades do desporto na próxima legislatura.
São três as respostas imediatas com maior ou menor estruturação:
São três as respostas imediatas com maior ou menor estruturação:
- qual é a localização do desporto:
- situação da cultura, ministério ou secretaria de estado
- o desporto acompanha a cultura ou não
- o desporto tem uma secretaria de estado sozinho ou acompanhado
- o desporto tem uma direcção-geral ou um instituto público
- quem são os responsáveis
- o secretário de estado do desporto
- o director-geral ou presidente do instituto
- o que é o programa de governo
- para o curto prazo
- elevar o consumo desportivo dos carenciados da população portuguesa
- o impacto das medidas da crise nos vários segmentos de produção desportivas
- Londres 2012
- a estrutura de produção desportiva de base, ligado com o número 1 do curto prazo
- para o longo prazo
- o equacionar do desporto português na Europa ou não. Nomeadamente não indicando metas de realização como tem acontecido
- que Estado, respondendo a questões como:
- uma nova orgânica pública?
- o instituto regulador
- a desconcentração para as regiões e a relevância local
- a descentralização de funções para o associativismo
- uma reforma da lei de bases?
Com critérios mais apertados fechavam metade dos cursos
Alberto Amaral, presidente da Agência de Avaliação do Ensino Superior tem no Expresso de 3 de Junho, página 28 do caderno principal, uma frase que diz 'É o que chamo a síndroma dos galinheiros. Quando se fez o primeiro aviário e se viu que dava dinheiro, toda a gente se pôs a fazer o mesmo. Depois foram as minhocas para estrume e os kiwis. No ensino superior aconteceu o mesmo'.
No desporto também, digo eu.
Só que houve um efeito que nos outros sectores é possível funcionar um mercado de concorrência esgotando rapidamente o lucro do mercado.
No desporto a formação do primeiro monopólio esgotou condições para outros empresários se instalarem o que a inacção do Estado permitiu ao monopolista instalado garantir as suas rendas. Há vários exemplos e apenas deixarei o exemplo dos eventos do ténis. Acontece no desporto que o Estado também foi um promotor desses monopólios entrando em concorrência com os agentes privados ao nível da produção local cujo exemplo paradigmático é o INATEL que sendo uma instituição da administração central oferece retalho na restauração, hotelaria, desporto e cultura.
Onde está a falha do mercado no caso do desporto? A regulação do Estado é fundamental para permitir dois objectivos principais: a eficiência e competitividade e a equidade e democracia. Sem a regulação eficiente economicamente do Estado há rendas que são capturadas e externalizadas liquidando a internalização da produção desportiva de base.
A Agência de Avaliação do Ensino Superior é uma instituição pública que avalia as condições de produção e de competitividade do mercado do ensino superior e corrige as falhas do mercado impedindo que a oferta excessiva consuma as margens de lucro e torne improvável a qualidade do ensino.
No desporto não existe uma instituição e um saber administrativo, científico e técnico capaz de fazer o que a actuação presidida por Alberto Amaral faz que é em primeiro lugar ter um registo rigoroso do que se passa no mercado e caracterise esse produto segundo factores positivos e negativos e passando a uma fase decisiva de forçar a correcção dos factores negativos e valorização dos positivos.
Portanto, só tendo líderes superiores e capazes de passar políticas desportivas coerentes é definitivo para o sucesso do desporto português conseguindo acertar gradualmente os critérios para levar as federações a corrigirem a sua actuação.
Há líderes das federações que têm sido incapazes de acompanhar algum movimento de correcção que o Estado procura fazer no seu comportamento, assim como, existem líderes que são verdadeiros senhores na antecipação das transformações do sistema desportivo e no diálogo com aqueles que com eles tratam.
A bola para que tudo ande melhor no desporto continuará a estar do lado do Estado.
No desporto também, digo eu.
Só que houve um efeito que nos outros sectores é possível funcionar um mercado de concorrência esgotando rapidamente o lucro do mercado.
No desporto a formação do primeiro monopólio esgotou condições para outros empresários se instalarem o que a inacção do Estado permitiu ao monopolista instalado garantir as suas rendas. Há vários exemplos e apenas deixarei o exemplo dos eventos do ténis. Acontece no desporto que o Estado também foi um promotor desses monopólios entrando em concorrência com os agentes privados ao nível da produção local cujo exemplo paradigmático é o INATEL que sendo uma instituição da administração central oferece retalho na restauração, hotelaria, desporto e cultura.
Onde está a falha do mercado no caso do desporto? A regulação do Estado é fundamental para permitir dois objectivos principais: a eficiência e competitividade e a equidade e democracia. Sem a regulação eficiente economicamente do Estado há rendas que são capturadas e externalizadas liquidando a internalização da produção desportiva de base.
A Agência de Avaliação do Ensino Superior é uma instituição pública que avalia as condições de produção e de competitividade do mercado do ensino superior e corrige as falhas do mercado impedindo que a oferta excessiva consuma as margens de lucro e torne improvável a qualidade do ensino.
No desporto não existe uma instituição e um saber administrativo, científico e técnico capaz de fazer o que a actuação presidida por Alberto Amaral faz que é em primeiro lugar ter um registo rigoroso do que se passa no mercado e caracterise esse produto segundo factores positivos e negativos e passando a uma fase decisiva de forçar a correcção dos factores negativos e valorização dos positivos.
Portanto, só tendo líderes superiores e capazes de passar políticas desportivas coerentes é definitivo para o sucesso do desporto português conseguindo acertar gradualmente os critérios para levar as federações a corrigirem a sua actuação.
Há líderes das federações que têm sido incapazes de acompanhar algum movimento de correcção que o Estado procura fazer no seu comportamento, assim como, existem líderes que são verdadeiros senhores na antecipação das transformações do sistema desportivo e no diálogo com aqueles que com eles tratam.
A bola para que tudo ande melhor no desporto continuará a estar do lado do Estado.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
O desporto merece um secretário de estado capaz de um nascimento de Portugal para o desporto europeu
Diz Joaquim Aguiar na RTPN no programa Directo ao Assunto, aqui, que a geração dos funcionários dos partidos criou pessoas que se deixam estar no sítio certo até alcançarem os lugares cimeiros. Finaliza dizendo que 'renovar é com os fundadores'.
Tem havido a nomeação de funcionários partidários no desporto que depois são substítuídos por outros funcionários partidários e essa nomeação é glosada pelos líderes associativos. Os cargos públicos da cadeia de liderança pública do desporto são ocupados por funcionários dedicados ao partido começando a ocupação dos lugares pelos lugares dos técnicos que trabalham com as direcções. Isto tem sido mau para o desporto e para os partidos porque ao prejudicar o desporto deveria prejudicar o partido.
Há as histórias sobre coisas que não dignificam quem ocupa os lugares e os partidos que nomearam os seus funcionários para líderes do desporto.
Desconhecendo o que é produzir a actividade desportiva é comum ouvi-los dizer questões que não são correctas ou não ouvi-los de todo porque se apercebem que o melhor é de facto calarem-se para não demonstrarem a sua ignorância sobre as matérias que tutelam.
Por vezes, também fazem promessas que depois não sabem cumprir e porventura não sabem que deviam cumprir, nem avaliam o mal que fazem pelas promessas que não cumprem.
Era bom que isto começasse a ser corrigido.
O desporto necessita de levantar voo para a Europa e isso apenas se fará com equipas bem formadas em múltiplos domínios, conhecedoras do que é o desporto e capazes de dialogar, assumir decisões, conseguir caracterizar os erros cometidos e propor soluções sem perder a face e sem diminuir os outros parceiros de viagem.
Conceber um desporto para a média europeia é um feito que o desporto não alcançou ainda.
Isso tem sido por vezes equacionado mas os caminhos percorridos nem sempre são os aconselhados e a falha surge mais cedo ou mais tarde.
Tem de ser uma pessoa com coragem política e capaz de trabalhar o partido sem sufocar o desporto porque tem de colocar o desporto a ajudar a resolução da crise nacional e colocar o desporto em trilhos definitivamente diferentes do passado.
Passos Coelho e Paulo Portas têm a palavra, mesmo que desconheçam a sua importância decisiva para a renovação do nosso desporto.
Tem havido a nomeação de funcionários partidários no desporto que depois são substítuídos por outros funcionários partidários e essa nomeação é glosada pelos líderes associativos. Os cargos públicos da cadeia de liderança pública do desporto são ocupados por funcionários dedicados ao partido começando a ocupação dos lugares pelos lugares dos técnicos que trabalham com as direcções. Isto tem sido mau para o desporto e para os partidos porque ao prejudicar o desporto deveria prejudicar o partido.
Há as histórias sobre coisas que não dignificam quem ocupa os lugares e os partidos que nomearam os seus funcionários para líderes do desporto.
Desconhecendo o que é produzir a actividade desportiva é comum ouvi-los dizer questões que não são correctas ou não ouvi-los de todo porque se apercebem que o melhor é de facto calarem-se para não demonstrarem a sua ignorância sobre as matérias que tutelam.
Por vezes, também fazem promessas que depois não sabem cumprir e porventura não sabem que deviam cumprir, nem avaliam o mal que fazem pelas promessas que não cumprem.
Era bom que isto começasse a ser corrigido.
O desporto necessita de levantar voo para a Europa e isso apenas se fará com equipas bem formadas em múltiplos domínios, conhecedoras do que é o desporto e capazes de dialogar, assumir decisões, conseguir caracterizar os erros cometidos e propor soluções sem perder a face e sem diminuir os outros parceiros de viagem.
Conceber um desporto para a média europeia é um feito que o desporto não alcançou ainda.
Isso tem sido por vezes equacionado mas os caminhos percorridos nem sempre são os aconselhados e a falha surge mais cedo ou mais tarde.
Tem de ser uma pessoa com coragem política e capaz de trabalhar o partido sem sufocar o desporto porque tem de colocar o desporto a ajudar a resolução da crise nacional e colocar o desporto em trilhos definitivamente diferentes do passado.
Passos Coelho e Paulo Portas têm a palavra, mesmo que desconheçam a sua importância decisiva para a renovação do nosso desporto.
Ciência – fonte de ideias para inovar Portugal
Veja aqui o manifesto pela ciência.
São mais de 1100 os cientistas que já assinaram o manifesto pela ciência tal como antes houve vários da cultura.
No desporto não existe um grupo de catedráticos, um grupo de líderes federativos, uma mão cheia de personalidades do desporto a conceber e avançar e a motivar todo o desporto para um acto equivalente.
O desporto nõ precisa? Eu concordo que o desporto que é medíocre não necessita de manifestos nenhuns!
Barry Hatton um estrangeiro a residir em Portugal escreveu um livro chamado os Portugueses e onde diz no DN de hoje, na última página do caderno principal, que 'às vezes penso que estou a apregoar no deserto qunado digo que Portugal é um grande país'.
Diz o que creio já sugeri no caso do desporto: 'Há o bairro dos médicos, o bairro dos juízes, o bairro dos políticos ... vai-se multiplicando até chegar ao próprio carro, que é o bairro mais pequeno do País. Em vez de se juntarem e de remarem para o mesmo lado'.
Vamos fazer como os cientistas, que não podem ser acusados de não ter boas cabeças a pensar, e criar um manifesto pelo desporto português para ajudar o PSD e o PP a acertarem à primeira em cheio com as necessidades do desporto?
São mais de 1100 os cientistas que já assinaram o manifesto pela ciência tal como antes houve vários da cultura.
No desporto não existe um grupo de catedráticos, um grupo de líderes federativos, uma mão cheia de personalidades do desporto a conceber e avançar e a motivar todo o desporto para um acto equivalente.
O desporto nõ precisa? Eu concordo que o desporto que é medíocre não necessita de manifestos nenhuns!
Barry Hatton um estrangeiro a residir em Portugal escreveu um livro chamado os Portugueses e onde diz no DN de hoje, na última página do caderno principal, que 'às vezes penso que estou a apregoar no deserto qunado digo que Portugal é um grande país'.
Diz o que creio já sugeri no caso do desporto: 'Há o bairro dos médicos, o bairro dos juízes, o bairro dos políticos ... vai-se multiplicando até chegar ao próprio carro, que é o bairro mais pequeno do País. Em vez de se juntarem e de remarem para o mesmo lado'.
Vamos fazer como os cientistas, que não podem ser acusados de não ter boas cabeças a pensar, e criar um manifesto pelo desporto português para ajudar o PSD e o PP a acertarem à primeira em cheio com as necessidades do desporto?
O desafio maior para o novo governo é o quadro de regulação pública
O desporto está cheio de juristas que sabem tudo das três Leis de Bases feitas para o desporto português.
O facto de haver predisposição social para usar o direito e os seus profissionais para tudo no desporto prejudica a vida e a riqueza dos agentes desportivos.
Nos últimos 20 anos foi construído um edifício mental que tem sido extremamente difícil combater.
Porém, os resultados negativos acumulam-se e ou o paradigma evolui para formas mais reprodutivas do capital produzido pelos agentes privados desportivos ou assistir-se-á a uma queda do paradigma que pode ser rápida.
O que aconteceu com as infra-estruturas nacionais mostrou como tudo pára quando o país entra em bancarrota.
Já aqui sugeri que o desporto tem problemas graves e pode estar falido como o país.
Fazer direito do desporto novo é possível porque existe capacidade para isso, como demonstra o trabalho de alguns poucos juristas do direito.
Aqui o mau direito é mais forte porque as pessoas preferem-no porque não foram colocadas perante a situação de beneficiar mais do bom direito e preferirem-no ao mau direito.
Porém, o bom direito tem um problema para as corporações dos juristas e dos políticos do desporto porque exigem para alcançar o seu óptimo abrirem o diálogo para além das suas fronteiras.
O círculo restrito das conferências organizadas pelas corporações mostra como cada uma funciona em círculo restrito com estreitos pontos de contacto com outras áreas e discussão frontal dos desafios maiores do desporto.
Joaquim Aguiar no programa Directo ao Assunto da RTPN dizia que um determinado candidato à liderança do PS tem excesso de verbo para o conteúdo que lá mete. Falava de Francisco Assis.
Esta situação é nacional fala-se imenso têm-se todas as oportunidades e o conteúdo deixa a desejar.
Mas aqui o que acontece é que as pessoas, e no desporto isto acontece imenso, é a escassez de conteúdo relevante.
O mais difícil é que as pessoas se habituaram à escassez que carrega tudo e mais alguma coisa e falha o essencial para o bem-estar.
As Leis de Bases do desporto são disso exemplo porque o essencial no desporto é o seu produto e neste domínio específico há que produzir mais conteúdo.
As Leis de Bases como 'Magnas Cartas', segundo disse Roberto Carneiro para a primeira, deveriam ter permitido ao desporto que se desenvolvesse e a sua falha está na sua incapacidade de incutir à sociedade desportiva uma forma alternativa de actuação. Pelo contrário as Leis de Bases foram em excesso e o desporto está sem saída com inúmeras crises para resolver e um instrumental uni direccionado.
O direito do desporto pelo que está feito e é necessário melhorar e transformar e pelo que existe dentro da cabeça dos líderes desportivos é um desafio tremendo para o novo governo.
O PSD e o PP podem perguntar mas em concreto onde actuar? Algumas ideias:
Pode acontecer quando há a necessidade de tentar ajudar o associativismo a avançar mais depressa em benefício dos portugueses e do país.
O facto de haver predisposição social para usar o direito e os seus profissionais para tudo no desporto prejudica a vida e a riqueza dos agentes desportivos.
Nos últimos 20 anos foi construído um edifício mental que tem sido extremamente difícil combater.
Porém, os resultados negativos acumulam-se e ou o paradigma evolui para formas mais reprodutivas do capital produzido pelos agentes privados desportivos ou assistir-se-á a uma queda do paradigma que pode ser rápida.
O que aconteceu com as infra-estruturas nacionais mostrou como tudo pára quando o país entra em bancarrota.
Já aqui sugeri que o desporto tem problemas graves e pode estar falido como o país.
Fazer direito do desporto novo é possível porque existe capacidade para isso, como demonstra o trabalho de alguns poucos juristas do direito.
Aqui o mau direito é mais forte porque as pessoas preferem-no porque não foram colocadas perante a situação de beneficiar mais do bom direito e preferirem-no ao mau direito.
Porém, o bom direito tem um problema para as corporações dos juristas e dos políticos do desporto porque exigem para alcançar o seu óptimo abrirem o diálogo para além das suas fronteiras.
O círculo restrito das conferências organizadas pelas corporações mostra como cada uma funciona em círculo restrito com estreitos pontos de contacto com outras áreas e discussão frontal dos desafios maiores do desporto.
Joaquim Aguiar no programa Directo ao Assunto da RTPN dizia que um determinado candidato à liderança do PS tem excesso de verbo para o conteúdo que lá mete. Falava de Francisco Assis.
Esta situação é nacional fala-se imenso têm-se todas as oportunidades e o conteúdo deixa a desejar.
Mas aqui o que acontece é que as pessoas, e no desporto isto acontece imenso, é a escassez de conteúdo relevante.
O mais difícil é que as pessoas se habituaram à escassez que carrega tudo e mais alguma coisa e falha o essencial para o bem-estar.
As Leis de Bases do desporto são disso exemplo porque o essencial no desporto é o seu produto e neste domínio específico há que produzir mais conteúdo.
As Leis de Bases como 'Magnas Cartas', segundo disse Roberto Carneiro para a primeira, deveriam ter permitido ao desporto que se desenvolvesse e a sua falha está na sua incapacidade de incutir à sociedade desportiva uma forma alternativa de actuação. Pelo contrário as Leis de Bases foram em excesso e o desporto está sem saída com inúmeras crises para resolver e um instrumental uni direccionado.
O direito do desporto pelo que está feito e é necessário melhorar e transformar e pelo que existe dentro da cabeça dos líderes desportivos é um desafio tremendo para o novo governo.
O PSD e o PP podem perguntar mas em concreto onde actuar? Algumas ideias:
- libertar as federações do Governo
- defender as federações que correm riscos maximizando o bem comum
- mostrar que as federações que prejudicam o bem comum podem ter problemas
- mostrar que a persistência de erros pode ser péssimo para a saúde dos prevaricadores
- abrir uma nova área da regulação pública direccionada para o fomento da regulação privada
- investir na valorização da regulação privada visando a maximização do bem comum ou do bem público
Pode acontecer quando há a necessidade de tentar ajudar o associativismo a avançar mais depressa em benefício dos portugueses e do país.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Ter uma secretária de estado saída de um núcleo de líderes desportivos
A hipótese de uma secretária de estado no desporto faria sentido principalmente se houvesse um núcleo socialmente reconhecido de líderes do desporto e um capital de princípios, organização e objectivos afirmados sustentadamente pelo desporto.
Existem líderes em clubes, federações, empresas e nos partidos e aparelho de Estado mas era importante apostar num respirar comum, aberto e capaz de ultrapassar as limitações e os erros do sector e individuais consolidando o bem comum.
Naturalmente uma coisa é uma secretária de estado saída deste núcleo e da capacidade desta massa crítica e a outra é uma secretária de estado vinda de um partido a qual teria fortes hipóteses de fazer o que já fizeram os seus colegas do outro género.
O núcleo de líderes tem alguns desafios entre os quais se podem apontar:
Existem líderes em clubes, federações, empresas e nos partidos e aparelho de Estado mas era importante apostar num respirar comum, aberto e capaz de ultrapassar as limitações e os erros do sector e individuais consolidando o bem comum.
Naturalmente uma coisa é uma secretária de estado saída deste núcleo e da capacidade desta massa crítica e a outra é uma secretária de estado vinda de um partido a qual teria fortes hipóteses de fazer o que já fizeram os seus colegas do outro género.
O núcleo de líderes tem alguns desafios entre os quais se podem apontar:
- renovação geracional urgente com um forte sentido de companheirismo e de sustentação dos novos líderes para evitar retornos por problemas de uma situação que é de todos e que o relevante é o de renovar o bem comum
- formação dos líderes actuais para novos horizontes de desenvolvimento sustentado e de competitividade desportiva e económica. Ter líderes actuais formados na velha escola sem lhes dar novos instrumentos e horizontes permite a contaminação das soluções novas
- preparação e promoção dos atletas em todos os níveis para assumirem funções activas na estrutura de liderança do desporto português visando quatro objectivos:
- assegurar o crescimento do consumo desportivo em termos latos
- garantir a entrada dos jovens nos quadros das organizações
- constituir um capital de liderança alternativo jovem e dos melhores praticantes para todos os níveis nacionais e internacionais
- particularmente, combater o forte diferencial de participação e consumo desportivo das mulheres incentivando a partilha das responsabilidades de liderança do desporto nacional
Escrever hoje um programa de governo para o desporto
O desporto está menorizado no grupo do PSD e do CDS que vão escrever o programa do governo para a legislatura.
Apenas o PSD tem ideias escritas não tendo o desporto preocupado o CDS em termos eleitorais.
Obviamente que a 'culpa', se quisermos falar nestes termos, não cabe ao CDS.
O desporto tem de saber 'namorar' a sociedade e a economia e impor o respeito dos estrangeiros pelos portugueses através dos seus feitos desportivos.
'Todos os dias' os outros sectores indicam que estão a fazer e a inovar, isto e aquilo, e os investigadores dizem quais os fracassos fundamentais que atravessam acutilantemente a sociedade portuguesa.
Tanto a identificação dos fracassos como a conquista de 'novas fronteiras', salvo seja, abrenúncio, 'vade recto satanás', são aspectos a desenvolver com 'facilidade' se se tiver um quadro conceptual, um paradigma, e um modelo de desenvolvimento sustentado em que estando bem firmes as traves mestras é possível acrescentar o isto e o aquilo mantendo o rumo do desporto em direcção ao futuro e com estas achegas garantir o acesso a janelas de oportunidade e marcar o território de afirmação do desporto.
O mercado potencial de afirmação do desporto português é a população portuguesa, todos os 10 milhões de habitantes, nem mais, nem menos.
Fora e dentro do desporto há pessoas que ignoram ou que desdenham esta obrigação de dar exercício físico a '10 milhões de praticantes'.
O desporto não pode chegar ao início da próxima legislatura com partidos que não tratem de desporto nos seus programas eleitorais.
Isto tem sido uma incapacidade do desporto e dos seus líderes públicos e privados.
Independentemente do que o grupo de trabalho para o programa de governo do PSD e do CDS escrever o desporto vai ter de lá colocar com saber, elegância negocial e cordial frontalidade o que vai faltar e que só o desporto sabe e tem a obrigação de saber.
Eventualmente o desporto poderá jogar com as contradições de princípios entre os dois partidos indo buscar a um e a outro aqueles aspectos que melhor servem os interesses nacionais no desporto.
Eventualmente será útil incentivar os partidos de esquerda a darem o melhor de si no desporto acima do que fizeram no passado.
Está o desporto interessado em trabalhar o seu programa de desporto para a nova legislatura?
Ou vai o desporto ignorar o trabalho do grupo de trabalho do PSD e do CDS e preferir o 'business as usual'?
Apenas o PSD tem ideias escritas não tendo o desporto preocupado o CDS em termos eleitorais.
Obviamente que a 'culpa', se quisermos falar nestes termos, não cabe ao CDS.
O desporto tem de saber 'namorar' a sociedade e a economia e impor o respeito dos estrangeiros pelos portugueses através dos seus feitos desportivos.
'Todos os dias' os outros sectores indicam que estão a fazer e a inovar, isto e aquilo, e os investigadores dizem quais os fracassos fundamentais que atravessam acutilantemente a sociedade portuguesa.
Tanto a identificação dos fracassos como a conquista de 'novas fronteiras', salvo seja, abrenúncio, 'vade recto satanás', são aspectos a desenvolver com 'facilidade' se se tiver um quadro conceptual, um paradigma, e um modelo de desenvolvimento sustentado em que estando bem firmes as traves mestras é possível acrescentar o isto e o aquilo mantendo o rumo do desporto em direcção ao futuro e com estas achegas garantir o acesso a janelas de oportunidade e marcar o território de afirmação do desporto.
O mercado potencial de afirmação do desporto português é a população portuguesa, todos os 10 milhões de habitantes, nem mais, nem menos.
Fora e dentro do desporto há pessoas que ignoram ou que desdenham esta obrigação de dar exercício físico a '10 milhões de praticantes'.
O desporto não pode chegar ao início da próxima legislatura com partidos que não tratem de desporto nos seus programas eleitorais.
Isto tem sido uma incapacidade do desporto e dos seus líderes públicos e privados.
Independentemente do que o grupo de trabalho para o programa de governo do PSD e do CDS escrever o desporto vai ter de lá colocar com saber, elegância negocial e cordial frontalidade o que vai faltar e que só o desporto sabe e tem a obrigação de saber.
Eventualmente o desporto poderá jogar com as contradições de princípios entre os dois partidos indo buscar a um e a outro aqueles aspectos que melhor servem os interesses nacionais no desporto.
Eventualmente será útil incentivar os partidos de esquerda a darem o melhor de si no desporto acima do que fizeram no passado.
Está o desporto interessado em trabalhar o seu programa de desporto para a nova legislatura?
Ou vai o desporto ignorar o trabalho do grupo de trabalho do PSD e do CDS e preferir o 'business as usual'?
quarta-feira, 8 de junho de 2011
O desperdício do investimento em infra-estruturas
Uma das razões do enorme défice nacional que levou à nossa bancarrota foi o investimento em infra-estruturas de que se dá o exemplo dos estádios de futebol e do Euro2004.
Ninguém fala de outros equipamentos como auditórios, centros culturais, pavilhões de congressos, bibliotecas, teatros cuja ocupação é baixa ou muito baixa da ordem dos 2% a 5%.
Como é que foi possível o país ter-se envolvido neste desperdício de recursos, preterindo o investimento nas pessoas e na produção de bens necessários ao consumo efectivo das populações.
Há uma razão histórica que foi a existência de dinheiro livre de custos da União Europeia que justificava a eficácia da despesa e não a eficiência dos recursos empregues face a resultados concretos após o investimento.
Com este enormea fluxo de dinheiro europeu barato instalaram-se poderosas máquinas de aprovar e fazer obra que exigiram um nível de despesa que acabando a despesa europeia teve de ir buscar dinheiro ao futuro.
Essa máquina preocupou-se pouco ou nada com o dia seguinte nem com o facto de algumas das despesas eram sumptuárias com máquinas e equipamentos que sem uso se tornaram obsoletos.
Há tempos houve um programa sobre os estádios em que se mostrava um operador informático no Estádio do Algarve com um equipamento sofisticado de televisão e informático que le reconhecia não servir para nada.
O investimento não foi apenas em betão mas em meios complexos que exigiam níveis de rentabilidade elevados se o objectivo era gerarem rendibilidades positivas.
Nas discussões a que assisti e que se observam na comunicação social sobre outros sectores da actividade como a cultura são raros os agentes desses sectores que referem o investimento para o desenvolvimento das literacias e promoção do bem comum das populações carenciadas.
Afinal os problemas do desporto não são os de uma ilha isolada mas problemas comuns ao desenvolvimento nacional.
Creio contudo que conviria o desporto trabalhar para encontrar soluções próprias mesmo que os problemas sejam comuns a outros sectores.
É a identidade do desporto que poderia ter evitado alguns dos seus males como será a identidade do desporto a dar as melhores soluções para os problemas que comunga com toda a sociedade.
Ninguém fala de outros equipamentos como auditórios, centros culturais, pavilhões de congressos, bibliotecas, teatros cuja ocupação é baixa ou muito baixa da ordem dos 2% a 5%.
Como é que foi possível o país ter-se envolvido neste desperdício de recursos, preterindo o investimento nas pessoas e na produção de bens necessários ao consumo efectivo das populações.
Há uma razão histórica que foi a existência de dinheiro livre de custos da União Europeia que justificava a eficácia da despesa e não a eficiência dos recursos empregues face a resultados concretos após o investimento.
Com este enormea fluxo de dinheiro europeu barato instalaram-se poderosas máquinas de aprovar e fazer obra que exigiram um nível de despesa que acabando a despesa europeia teve de ir buscar dinheiro ao futuro.
Essa máquina preocupou-se pouco ou nada com o dia seguinte nem com o facto de algumas das despesas eram sumptuárias com máquinas e equipamentos que sem uso se tornaram obsoletos.
Há tempos houve um programa sobre os estádios em que se mostrava um operador informático no Estádio do Algarve com um equipamento sofisticado de televisão e informático que le reconhecia não servir para nada.
O investimento não foi apenas em betão mas em meios complexos que exigiam níveis de rentabilidade elevados se o objectivo era gerarem rendibilidades positivas.
Nas discussões a que assisti e que se observam na comunicação social sobre outros sectores da actividade como a cultura são raros os agentes desses sectores que referem o investimento para o desenvolvimento das literacias e promoção do bem comum das populações carenciadas.
Afinal os problemas do desporto não são os de uma ilha isolada mas problemas comuns ao desenvolvimento nacional.
Creio contudo que conviria o desporto trabalhar para encontrar soluções próprias mesmo que os problemas sejam comuns a outros sectores.
É a identidade do desporto que poderia ter evitado alguns dos seus males como será a identidade do desporto a dar as melhores soluções para os problemas que comunga com toda a sociedade.
A nova Secretária de Estado do Desporto
Estes momentos que antecedem a indicação dos felizes contemplados são pelo menos bem divertidos.
Ouvem-se as soluções mais inesperadas e conhecem-se pequenas histórias que afinal toda a gente tem sobre a sua cabeça.
Das muitas hipóteses a inesperada veio da conversa com uma colega em que após a indicação de fulano e beltrano dizia que devia ser uma mulher como Secretária de Estado do Desporto.
Depois procurávamos um nome e ele não aparecia.
Contudo, os partidos têm chamao à política nacional inúmeras militantes que mostram conteúdo personalidade e tecnicamente sólidas e jovens, bonitas e letais.
Porque não uma SED?
Bastará o PSD descobri-la nos seus quadros.
Ou o CDS.
Só que o CDS não aprovou junto dos eleitores um programa para o desporto.
Faz sentido o desporto ser entregue a um partido sem programa para o sector?
Ouvem-se as soluções mais inesperadas e conhecem-se pequenas histórias que afinal toda a gente tem sobre a sua cabeça.
Das muitas hipóteses a inesperada veio da conversa com uma colega em que após a indicação de fulano e beltrano dizia que devia ser uma mulher como Secretária de Estado do Desporto.
Depois procurávamos um nome e ele não aparecia.
Contudo, os partidos têm chamao à política nacional inúmeras militantes que mostram conteúdo personalidade e tecnicamente sólidas e jovens, bonitas e letais.
Porque não uma SED?
Bastará o PSD descobri-la nos seus quadros.
Ou o CDS.
Só que o CDS não aprovou junto dos eleitores um programa para o desporto.
Faz sentido o desporto ser entregue a um partido sem programa para o sector?
Venha um governante que 'dê trabalho' ao desporto
'Nada me diz que se vai mudar algo neste aspecto' esta frase é de José Manuel Meirim que trata da questão da utilidade pública desportiva e refere no Público o descrédito que tantas vezes expressam participantes no blogue Colectividade Desportiva.
Também tenho andado sobre esta matéria e iria por um outro lado.
Acho que um bom governante 'dá trabalho'.
A dimensão e contradição do 'dá trabalho' é extensa e apelativa e sugere o fazer as coisas andar para a frente que seria tão importante concretizar no desporto português.
O que se viu em muitas legislaturas passadas foi o cumprimento de programas de governo.
A dificuldade é que houve com frequência um programa oculto de governo. Esta característica apenas pode ser feita por pessoas em quem se confia e que no fim não se importam de vender a alma e diluir-se na valorização das personagens que lideram mas que elas próprias não conseguem imolar-se em algo superior que é o desporto e o país.
A coisa chegou ao ponto da arbitrariedade e se pegarem em textos técnicos, se truncarem os resultados apresentados, ignorar as necessidades do sistema desportivo e colocar o seu próprio interesse e nome sem respeito por princípios de qualquer espécie.
Ao divulgar os textos não foi incomum ouvir dizer, pessoas com provas dadas, que o que estava escrito era uma ofensa ao desporto.
De facto não se pode ficar preso a estas coisas e tem de se andar para a frente e fazer bem feito oque tem de ser bem feito, mesmo que por vezes doa.
Para muitas pessoas a divulgação dos primeiros nomes dos novos governantes do desporto vai dizer tudo.
Até lá esperemos que quem decida, decida bem para o futuro do nosso desporto.
Esperemos ter pessoas superiores que 'dêem trabalho' democrática e competitivamente a todo o desporto porque é de todo o desporto que se trata e não só uma parte como aconteceu.
Também tenho andado sobre esta matéria e iria por um outro lado.
Acho que um bom governante 'dá trabalho'.
A dimensão e contradição do 'dá trabalho' é extensa e apelativa e sugere o fazer as coisas andar para a frente que seria tão importante concretizar no desporto português.
O que se viu em muitas legislaturas passadas foi o cumprimento de programas de governo.
A dificuldade é que houve com frequência um programa oculto de governo. Esta característica apenas pode ser feita por pessoas em quem se confia e que no fim não se importam de vender a alma e diluir-se na valorização das personagens que lideram mas que elas próprias não conseguem imolar-se em algo superior que é o desporto e o país.
A coisa chegou ao ponto da arbitrariedade e se pegarem em textos técnicos, se truncarem os resultados apresentados, ignorar as necessidades do sistema desportivo e colocar o seu próprio interesse e nome sem respeito por princípios de qualquer espécie.
Ao divulgar os textos não foi incomum ouvir dizer, pessoas com provas dadas, que o que estava escrito era uma ofensa ao desporto.
De facto não se pode ficar preso a estas coisas e tem de se andar para a frente e fazer bem feito oque tem de ser bem feito, mesmo que por vezes doa.
Para muitas pessoas a divulgação dos primeiros nomes dos novos governantes do desporto vai dizer tudo.
Até lá esperemos que quem decida, decida bem para o futuro do nosso desporto.
Esperemos ter pessoas superiores que 'dêem trabalho' democrática e competitivamente a todo o desporto porque é de todo o desporto que se trata e não só uma parte como aconteceu.
terça-feira, 7 de junho de 2011
O desporto está em emergência nacional
O desporto assobia para o lado e o país tem outras preocupações.
Enquanto o desporto assobiar para o lado tudo irá agravar-se.
Há sectores que conseguem ter uma atitude democrática e competitiva colocando à sociedade os problemas que têm com base em princípios europeus e nacionais e em princípios técnicos claros.
A confusão que se gera, por exemplo, sobre a discussão do termo 'regulação' mostra que não existem consensos sobre determinadas matérias que são centrais.
Há partidos que têm elementos chave e conseguem manter a sua audiência, como o PCP, mas isso é insuficiente no caso do desporto.
Os desafios do desporto são grandes e podem ser dolorosos se exigirem a falência ou a reestruturação das organizações que estão tecnicamente falidas.
Era bom que o desporto e teria que ser o desporto a saber fazer o diagnóstico e a propor soluções.
Isso é que não está a acontecer.
Vai ter de ser uma solução por parte do Governo que conviria se deveria fundamentar em princípios, conhecimento aprofundado dos problemas e capacidade de realização muito elevada.
As soluções avançadas e europeias estão na Universidade. Só a Universidade tem a capacidade de criar um novo modelo de desenvolvimento.
Quem tem a chave na mão é o Governo porque o associativismo e as empresas no desporto estão ensimesmadas.
A chave permite aceder ao armário da cenoura, do chicote e da bola de cristal para ver mais longe do que viu algum dos últimos governos na área do desporto.
Há quem me vá matar por dizer isto.
Enquanto o desporto assobiar para o lado tudo irá agravar-se.
Há sectores que conseguem ter uma atitude democrática e competitiva colocando à sociedade os problemas que têm com base em princípios europeus e nacionais e em princípios técnicos claros.
A confusão que se gera, por exemplo, sobre a discussão do termo 'regulação' mostra que não existem consensos sobre determinadas matérias que são centrais.
Há partidos que têm elementos chave e conseguem manter a sua audiência, como o PCP, mas isso é insuficiente no caso do desporto.
Os desafios do desporto são grandes e podem ser dolorosos se exigirem a falência ou a reestruturação das organizações que estão tecnicamente falidas.
Era bom que o desporto e teria que ser o desporto a saber fazer o diagnóstico e a propor soluções.
Isso é que não está a acontecer.
Vai ter de ser uma solução por parte do Governo que conviria se deveria fundamentar em princípios, conhecimento aprofundado dos problemas e capacidade de realização muito elevada.
As soluções avançadas e europeias estão na Universidade. Só a Universidade tem a capacidade de criar um novo modelo de desenvolvimento.
Quem tem a chave na mão é o Governo porque o associativismo e as empresas no desporto estão ensimesmadas.
A chave permite aceder ao armário da cenoura, do chicote e da bola de cristal para ver mais longe do que viu algum dos últimos governos na área do desporto.
Há quem me vá matar por dizer isto.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Deverá a direita fazer o que a esquerda não foi capaz de fazer?
Terá de ser o governo de direita!
É relevante introduzir medidas de racionalidade diferenciada pela cor partidária nos diferentes segmentos do mercado do desporto?
Acho que é por vários motivos
Porque é que no desporto os governos aceitam trabalhar com federações tecnicamente falidas que recebem financiamentos públicos a quase 100%?
Irá o governo depositar nas federações falidas o escasso dinheiro da austeridade?
Poderá o governo de direita maioritário fazer o que a esquerda não conseguiu fazer em muitos anos ao confundir inúmeras características da produção eficiente de desporto trabalhando com algumas federações sem condições e delapidando recursos públicos escassos que poderiam servir melhor as outras federações?
O desporto leia-se COP e CDP não está preparado para ajudar as federações em dificuldades e a dialogar com o governo, que tem de cumprir as medidas de austeridade, sobre o que fazer no desporto.
Dizer que o desporto tem de ser financiado e não deve ser sujeito a medidas de austeridade pode ser uma irresponsabilidade face aos fracassos do mercado do desporto português impedindo ou dificultando a saída da crise.
As soluções para o desporto português não são simples, nunca foram e apenas a acção dos governos no passado permitiu o sucessivo agravamento. Agora com uma crise tremenda é que serão resolvidos? Que estratégia foi esta a seguida pelo COP e CDP?
O governo de maioria de direita tem um trabalho imenso pela frente no mercado do desporto.
Tem de ser o Governo de maioria e de direita porque os governos da maioria e da esquerda não resolveram os problemas que actualmente se vão colocar com transparência.
É relevante introduzir medidas de racionalidade diferenciada pela cor partidária nos diferentes segmentos do mercado do desporto?
Acho que é por vários motivos
- A direita e a esquerda têm princípios identitários que devem ser claros para compreender o que cada um faz.
- Quando se financiam grandes agentes desportivos existe na base uma preocupação de gerar uma capacidade de actuação nesses agentes e se não há uma preocupação de actuar sobre as falhas dos carenciados então pode dizer-se que se está perante um governo de direita. Resposta errada porque não tem sido a direita a fazê-lo.
- Há federações em Portugal que estão tecnicamente falidas. O governo que sistematicamente financia estas federações falidas será um governo de direita que favorece os patrões ou um governo de esquerda?
- Num sistema democrático e com liberdade de expressão, para a actuação de mercados competitivos, a distinção entre direita e esquerda é útil para analisar a verosimilhança das soluções possíveis.
Porque é que no desporto os governos aceitam trabalhar com federações tecnicamente falidas que recebem financiamentos públicos a quase 100%?
Irá o governo depositar nas federações falidas o escasso dinheiro da austeridade?
Poderá o governo de direita maioritário fazer o que a esquerda não conseguiu fazer em muitos anos ao confundir inúmeras características da produção eficiente de desporto trabalhando com algumas federações sem condições e delapidando recursos públicos escassos que poderiam servir melhor as outras federações?
O desporto leia-se COP e CDP não está preparado para ajudar as federações em dificuldades e a dialogar com o governo, que tem de cumprir as medidas de austeridade, sobre o que fazer no desporto.
Dizer que o desporto tem de ser financiado e não deve ser sujeito a medidas de austeridade pode ser uma irresponsabilidade face aos fracassos do mercado do desporto português impedindo ou dificultando a saída da crise.
As soluções para o desporto português não são simples, nunca foram e apenas a acção dos governos no passado permitiu o sucessivo agravamento. Agora com uma crise tremenda é que serão resolvidos? Que estratégia foi esta a seguida pelo COP e CDP?
O governo de maioria de direita tem um trabalho imenso pela frente no mercado do desporto.
Tem de ser o Governo de maioria e de direita porque os governos da maioria e da esquerda não resolveram os problemas que actualmente se vão colocar com transparência.
Portugal vai ter um programa de governo para o desporto à direita
A questão pertinente é se o programa de governo para o desporto vai ser de uma direita europeia ou uma coisa nova como a da esquerda portuguesa das últimas legislaturas.
sábado, 4 de junho de 2011
O Governo de maioria como um produtor de conteúdos de política desportiva
O Governo de maioria tem de ser um produtor de conteúdos de política desportiva junto dos 'opinion makers' do desporto fazendo prevalecer princípios de democracia e competitividade.
Haverá alguém que vai dizer de imediato mas 'isso é o que sempre fizemos'. O que eu digo é que o Governo de maioria não pode queimar articulistas junto das direcções da comunicação social, e por outro lado deve aprender a ler que, se o articulista opta por indicar limitações no conteúdo produzido pelo Governo, então talvez valha a pena analisar melhor as suas medidas de política antes de matar o mensageiro, como tantas vezes se faz, e deixar o desporto com uma eventual má lei para resolver tarde e com piores consequências do que se tivesse actuado aberta e competitivamente.
Agentes como os 'opinion makers' dos jornais, rádios e televisões, e agora nos blogues, necessitam de conteúdos para as suas crónicas e para poderem interpretar com clareza qual o sentido do desenvolvimento desportivo nacional e dos elementos que são úteis e merecem ser promovidos e aqueles elementos que podendo estar desfocados ou errados merecem que a sociedade os interprete na sua real natureza certa ou errada. É justo reconhecer que também os 'opinion makers' também se enganam e são despropositados e que este é um motivo adicional para uma atitude racional e competitiva por parte do Governo de maioria envolvendo-se mais com elementos que por definição não controla nem o deveria fazer ou querer fazer.
Tendo o Governo de maioria um objectivo a cumprir, nomeadamente o relacionado com os objectivos da troika, convém que o conjunto de elementos capazes de falar sobre o desporto o façam com a melhor informação e principalmente as matérias que convenha mais ao desporto encontrar soluções que o beneficiem. Os 'opinion makers' são os elementos de maior sucesso mediático e por esse sucesso são pagos pelos leitores e telespectadores para apresentarem as suas opiniões sobre muitas coisas e as questões da política desportiva devem ser colocadas a estes agentes populares para convencerem a população e os agentes económicos e sociais do trabalho que se faz na administração pública em prol do desenvolvimento desportivo. Os empresários da comunicação social podem promover elementos mas estão atentos à consideração dos leitores e sao abertos a que se exerça certa competitividade entre os aticulistas para promover os mais capazes. Hoje o mercado da opinião livre é maior do que no passado e isso beneficia a população portuguesa e as suas organizações.
Falar de Sidónio Serpa, José Manuel Meirim, Carlos Cardoso, Jenny Candeias, Freitas Lobo, João Querido Manha e os directores dos jornais e das secções de desporto são apenas parte do universo dos 'opinion makers' com presença regular nos consumidores de informação social sem falar nos que têm acesso às televisões e, por exemplo, não existiu da sua parte uma posição unânime e pressionante sobre o desenvolvimento sustentado do desporto escolar.
Particularmente é responsabilidade de um Governo de Portugal definir com clareza qual o nível de prática desportiva para o desporto escolar. Em concreto qual a percentagem que o governo vai criar de participação desportiva escolar em 2011, 2012 e todos os anos até 2030.
Esta questão tão pequena e fulcral que se relaciona com o bem-estar dos nossos filhos e dos filhos dos nossos filhos é assunto tabu, na forma como não é sistematizada socialmente porque segundo dizem os jogos sociais geridos pela Santa Casa da Misericórdia não geram o dinheiro necessário ao desporto escolar e, além disso, a austeridade acordada com a troika impede que o Governo português gaste dinheiro público em desporto para 70% dos jovens portugueses. Antes da troika os motivos eram diferentes e de igual resultado para o não fomento e empenhamento social na produção de desporto para os mais novos.
Outra responsabilidade do Estado e do Governo de maioria é o de fomentar junto do associativismo desportivo e dos empresários de desporto a sua expressão nos órgãos de comunicação e na blogosfera para diversificar as suas opiniões fugindo à possibilidade de captura do Estado pelos líderes privados de maior afirmação social.
Criar e trabalhar uma sociedade democrática e competitiva é um objectivo nem sempre conseguido e no caso de um pequeno sector como o desporto com 'stakeholders' tão grandes como o futebol, o atletismo, o Benfica e o Porto e níveis de literacia desportiva frágeis a actuação junto da comunicação social no sentido da democracia e da competitividade pode ser um primeiro passo para uma legislatura de sucesso desportivo.
Haverá alguém que vai dizer de imediato mas 'isso é o que sempre fizemos'. O que eu digo é que o Governo de maioria não pode queimar articulistas junto das direcções da comunicação social, e por outro lado deve aprender a ler que, se o articulista opta por indicar limitações no conteúdo produzido pelo Governo, então talvez valha a pena analisar melhor as suas medidas de política antes de matar o mensageiro, como tantas vezes se faz, e deixar o desporto com uma eventual má lei para resolver tarde e com piores consequências do que se tivesse actuado aberta e competitivamente.
Agentes como os 'opinion makers' dos jornais, rádios e televisões, e agora nos blogues, necessitam de conteúdos para as suas crónicas e para poderem interpretar com clareza qual o sentido do desenvolvimento desportivo nacional e dos elementos que são úteis e merecem ser promovidos e aqueles elementos que podendo estar desfocados ou errados merecem que a sociedade os interprete na sua real natureza certa ou errada. É justo reconhecer que também os 'opinion makers' também se enganam e são despropositados e que este é um motivo adicional para uma atitude racional e competitiva por parte do Governo de maioria envolvendo-se mais com elementos que por definição não controla nem o deveria fazer ou querer fazer.
Tendo o Governo de maioria um objectivo a cumprir, nomeadamente o relacionado com os objectivos da troika, convém que o conjunto de elementos capazes de falar sobre o desporto o façam com a melhor informação e principalmente as matérias que convenha mais ao desporto encontrar soluções que o beneficiem. Os 'opinion makers' são os elementos de maior sucesso mediático e por esse sucesso são pagos pelos leitores e telespectadores para apresentarem as suas opiniões sobre muitas coisas e as questões da política desportiva devem ser colocadas a estes agentes populares para convencerem a população e os agentes económicos e sociais do trabalho que se faz na administração pública em prol do desenvolvimento desportivo. Os empresários da comunicação social podem promover elementos mas estão atentos à consideração dos leitores e sao abertos a que se exerça certa competitividade entre os aticulistas para promover os mais capazes. Hoje o mercado da opinião livre é maior do que no passado e isso beneficia a população portuguesa e as suas organizações.
Falar de Sidónio Serpa, José Manuel Meirim, Carlos Cardoso, Jenny Candeias, Freitas Lobo, João Querido Manha e os directores dos jornais e das secções de desporto são apenas parte do universo dos 'opinion makers' com presença regular nos consumidores de informação social sem falar nos que têm acesso às televisões e, por exemplo, não existiu da sua parte uma posição unânime e pressionante sobre o desenvolvimento sustentado do desporto escolar.
Particularmente é responsabilidade de um Governo de Portugal definir com clareza qual o nível de prática desportiva para o desporto escolar. Em concreto qual a percentagem que o governo vai criar de participação desportiva escolar em 2011, 2012 e todos os anos até 2030.
Esta questão tão pequena e fulcral que se relaciona com o bem-estar dos nossos filhos e dos filhos dos nossos filhos é assunto tabu, na forma como não é sistematizada socialmente porque segundo dizem os jogos sociais geridos pela Santa Casa da Misericórdia não geram o dinheiro necessário ao desporto escolar e, além disso, a austeridade acordada com a troika impede que o Governo português gaste dinheiro público em desporto para 70% dos jovens portugueses. Antes da troika os motivos eram diferentes e de igual resultado para o não fomento e empenhamento social na produção de desporto para os mais novos.
Outra responsabilidade do Estado e do Governo de maioria é o de fomentar junto do associativismo desportivo e dos empresários de desporto a sua expressão nos órgãos de comunicação e na blogosfera para diversificar as suas opiniões fugindo à possibilidade de captura do Estado pelos líderes privados de maior afirmação social.
Criar e trabalhar uma sociedade democrática e competitiva é um objectivo nem sempre conseguido e no caso de um pequeno sector como o desporto com 'stakeholders' tão grandes como o futebol, o atletismo, o Benfica e o Porto e níveis de literacia desportiva frágeis a actuação junto da comunicação social no sentido da democracia e da competitividade pode ser um primeiro passo para uma legislatura de sucesso desportivo.
Encontro de reflexão sobre o Desporto Escolar
Mão amiga fez-me chegar a convocatória seguinte:
Caros amigos
Amanhã (hoje sábado) vai haver um "Encontro de Reflexão"
Junto as informações:
PU
PROFESSORES UNIDOS
Encontro de Reflexão
A Educação Física e o Desporto Escolar
Situação Actual e Perspectivas Futuras
Voz do Operário
4 de Junho de 2011
10h00 às 17h00
Caros colegas,
Alguns de nós, que há muitos anos estamos ligados ao ensino da Educação Física e do Desporto Escolar, estamos preocupados com a situação que se prevê poder vir a acontecer num futuro próximo, nomeadamente quanto às questões relacionadas com a carga horária da disciplina, as condições para o seu ensino e para a prática desportiva dos jovens e ainda com o estatuto socioprofissional dos professores de Educação Física.
Fruto dessa preocupação decidimos dinamizar um 1º encontro de reflexão e considerámos que, pela premência dos problemas que se podem colocar já no próximo ano lectivo, seria conveniente realizá-lo ainda antes do final do ano de 2010-2011.
O encontro é dirigido a todos os profissionais que leccionam a disciplina de Educação Física e/ou dinamizam actividades do Desporto Escolar, bem como a todos quantos têm a seu cargo a leccionação do Ensino e Expressão Físico-Motora ou a dinamização de actividades físicas no âmbito das AEC’s.
Saudações desportivas
Lisboa, 25 de Maio de 2011
Rogério Mota (ES D. Dinis) Francisco Santos (EB23 José Cardoso Pires)
PROGRAMA:
10h00-- Recepção e funcionamento do Encontro
10h30-- 1º Ciclo –O Programa de E.E.F.M. e as AEC's
12h00-- Carga Horária de E. Física no E. Básico e no E. Secundário (Cursos Profissionais)
13h00-- Almoço
14h30-- Desporto Escolar – que futuro?
16h00-- Curso Tecnológico Desporto/Cursos Profissionais
17h00-- Encerramento
Caros amigos
Amanhã (hoje sábado) vai haver um "Encontro de Reflexão"
Junto as informações:
PU
PROFESSORES UNIDOS
Encontro de Reflexão
A Educação Física e o Desporto Escolar
Situação Actual e Perspectivas Futuras
Voz do Operário
4 de Junho de 2011
10h00 às 17h00
Caros colegas,
Alguns de nós, que há muitos anos estamos ligados ao ensino da Educação Física e do Desporto Escolar, estamos preocupados com a situação que se prevê poder vir a acontecer num futuro próximo, nomeadamente quanto às questões relacionadas com a carga horária da disciplina, as condições para o seu ensino e para a prática desportiva dos jovens e ainda com o estatuto socioprofissional dos professores de Educação Física.
Fruto dessa preocupação decidimos dinamizar um 1º encontro de reflexão e considerámos que, pela premência dos problemas que se podem colocar já no próximo ano lectivo, seria conveniente realizá-lo ainda antes do final do ano de 2010-2011.
O encontro é dirigido a todos os profissionais que leccionam a disciplina de Educação Física e/ou dinamizam actividades do Desporto Escolar, bem como a todos quantos têm a seu cargo a leccionação do Ensino e Expressão Físico-Motora ou a dinamização de actividades físicas no âmbito das AEC’s.
Saudações desportivas
Lisboa, 25 de Maio de 2011
Rogério Mota (ES D. Dinis) Francisco Santos (EB23 José Cardoso Pires)
PROGRAMA:
10h00-- Recepção e funcionamento do Encontro
10h30-- 1º Ciclo –O Programa de E.E.F.M. e as AEC's
12h00-- Carga Horária de E. Física no E. Básico e no E. Secundário (Cursos Profissionais)
13h00-- Almoço
14h30-- Desporto Escolar – que futuro?
16h00-- Curso Tecnológico Desporto/Cursos Profissionais
17h00-- Encerramento
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Mercado, política pública e regulação privada e pública
Um dos problemas do desporto português na última legislatura pode equacionar-se em três pontos:
As federações recearam o novo conceito e agiram no sentido de o congelar.
O mal estava feito:
Uma política mal concebida em torno de um novo conceito
O conceito de desporto do Conselho da Europa roda à volta da actividade física e da competição, referindo a relevância das externalidades produzidas para a saúde e a educação entre outras.
Os economistas usam esta definição a que faltava encontrar a relação material e produtiva entre actividade física e competição.
Na minha tese indico que a competição usa-se em desporto para medir a actividade física.
Pelo conjunto de conceitos apresentado nota-se que existe uma relação intrínseca a todos, a saber:
O atirar a actividade física para cima do desporto foi um acto que marcou a legislatura do desporto, pelo desejo excessivo de destruir o símbolo que o nome desporto é para grande parte do mundo.
Se a actividade física estivesse ausente do conceito de desporto a situação seria diferente.
O conceito do Conselho da Europa é bem conhecido pela ciência do desporto e é o conceito que também a União Europeia usa no Livro Branco.
Compreende-se como um conceito mal apropriado e insuficientemente concebido enquanto instrumento de regulação pública pode minar toda uma legislatura perdida de objectivos visando a maximização do bem comum para a população portuguesa.
O Governo de maioria vai necessitar de conceitos bem definidos, bem aplicados e principalmente bem explicados para uma adesão bem sucedida do associativismo desportivo e das empresas, visando o melhor para si próprios e para a socieade na perspectiva do novo governo.
Se o Governo de maioria conseguir desde uma fase inicial ter mão firme em conceitos básicos como estes que aqui são apresentados, então os agentes desportivos privados descansarão e darão um maior apoio às medidas de política preconizadas, talvez e inclusive as mais duras.
Complementarmente os conceitos apresentados têm consequências para a política pública e para o comportamento dos entes públicos que a maior parte dos países europeus prosseguem e que os tornam ricos em produção desportiva.
Nota final: As pistas sintéticas e conceptuais que aqui deixo são as da minha tese de doutoramento.
- o desejo de introduzir um novo conteúdo para o desporto (vindo do estrangeiro), com a pretensão de ser um novo paradigma
- a pretensão de substituir o conceito de desporto e não explicar como é que as federações iam aproveitar-se dele
- não valorizar o receio de perder protagonismo dos agentes privados os quais deveriam ser pelo contrário os primeiros convidados a partilhar o paradigma
As federações recearam o novo conceito e agiram no sentido de o congelar.
O mal estava feito:
- estabeleceu-se a confusão de conceitos
- falhou-se a mobilização estrutural para o novo conceito
- fragilizou-se o desporto e as federações
- contaminou-se a investigação científica do ciclo legislativo não se promovendo voluntariosamente todas as ciências necessárias ao desenvolvimento sustentado do desporto português
Uma política mal concebida em torno de um novo conceito
O conceito de desporto do Conselho da Europa roda à volta da actividade física e da competição, referindo a relevância das externalidades produzidas para a saúde e a educação entre outras.
Os economistas usam esta definição a que faltava encontrar a relação material e produtiva entre actividade física e competição.
Na minha tese indico que a competição usa-se em desporto para medir a actividade física.
Pelo conjunto de conceitos apresentado nota-se que existe uma relação intrínseca a todos, a saber:
- desporto é o nome do sector
- actividade física (exercício físico para um conceito mais preciso) é o elemento nuclear
- competição mede a actividade física
- condição física são benefícios imateriais produzidos pela actividade física e que geram externalidades quando beneficiam terceiros não envolvidos na transacção inicial
- escolas
- clubes
- empresas, ginásioa e academias
- autarquias e outros departamentos públicos
- formação, da base ao topo da pirâmide
- treino, da base ao topo da pirâmide
- competição, da base ao topo da pirâmide
- os produtores fundamentais de desporto em todo o mundo são o associativismo desportivo produzindo desporto para os sectores menos ricos das populações
- as empresas surgem com uma oferta atraente para os sectores mais ricos da população
- há franjas em que ambos os tipos de organizações privadas se encontram no mercado e os mais atraentes para segmentos específicos da população podem ter chances de sucesso
- as federações como proprietários do direito de produção de toda a actividade desportiva e que são os responsáveis primeiros da regulação privada usariam os conceitos para maximizar o seu produto desportivo, económico e social
- a função reguladora pública efectuada pelas instituições públicas complementaria a regulação privada em todos os domínios do conceito para alcançar o bem comum
O atirar a actividade física para cima do desporto foi um acto que marcou a legislatura do desporto, pelo desejo excessivo de destruir o símbolo que o nome desporto é para grande parte do mundo.
Se a actividade física estivesse ausente do conceito de desporto a situação seria diferente.
O conceito do Conselho da Europa é bem conhecido pela ciência do desporto e é o conceito que também a União Europeia usa no Livro Branco.
Compreende-se como um conceito mal apropriado e insuficientemente concebido enquanto instrumento de regulação pública pode minar toda uma legislatura perdida de objectivos visando a maximização do bem comum para a população portuguesa.
O Governo de maioria vai necessitar de conceitos bem definidos, bem aplicados e principalmente bem explicados para uma adesão bem sucedida do associativismo desportivo e das empresas, visando o melhor para si próprios e para a socieade na perspectiva do novo governo.
Se o Governo de maioria conseguir desde uma fase inicial ter mão firme em conceitos básicos como estes que aqui são apresentados, então os agentes desportivos privados descansarão e darão um maior apoio às medidas de política preconizadas, talvez e inclusive as mais duras.
Complementarmente os conceitos apresentados têm consequências para a política pública e para o comportamento dos entes públicos que a maior parte dos países europeus prosseguem e que os tornam ricos em produção desportiva.
Nota final: As pistas sintéticas e conceptuais que aqui deixo são as da minha tese de doutoramento.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
O erro de dar prioridade aos Jogos Olímpicos em Lisboa é um 'trickledown effect'
Cada vez que se fala sobre os ideais de líderes associativos vem à baila o projecto de organizar os Jogos Olímpicos em Lisboa. O projecto é um erro por colocar o betão à frente dos atletas e do usufruto do desporto pela população portuguesa.
Foi isso que aconteceu na FPF no Euro2004 como a sociedade portuguesa bem percebeu e tão cedo não vai cair noutra desportiva de igual valia.
Os líderes dizem que querem discutir o desenvolvimento desportivo e que pretendem sentar à mesma mesa todos os que irão estar envolvidos nos Jogos Olímpicos. Depois diz-se que nunca se reuniu porque, eles, nunca quiseram.
Depois colocam na comunicação social artigos de opinião que veiculam a ideia cientificamente errada que os Jogos Olímpicos são só lucros e que se pagam a si mesmos. Ou seja, esta posição cientificamente errada levou a uma fractura perante a sociedade quando o que o líder deveria ter feito era discutir internamente antes de valorizar o interesse dos empreiteiros, bancos, consultores internacionais, arquitectos, engenheiros, juristas e economistas para ganharem o seu naco do grande festim de infra-estruturas megalómanas que o desporto português passa bem sem elas.
Os governantes e a sociedade protuguesa portugueses aceitam uma mentira com alguma largueza até ao momento que em a coisa começa a arder e quando existem estádios vazios e propostas de abate dos mesmos pelas autarquias e o país mergulha na bancarrota, as pessoas de bom senso deixariam de falar de uma coisas para falarem de outras que fizessem sentido social. Nem os líderes do desporto têm esse bom senso e essa capacidade de compreender o desporto português, nem tem à sua volta pessoas que dialoguem com ele e burilem as melhores perspectivas de longo prazo para o desporto português trazendo para dentro do desporto a vitalidade social.
Numa recente entrevista à comunicação social um líder desportivo vem com a mesma ladainha do maravilhoso dos Jogos Olímpicos em Lisboa e dos outros que não querem.
Há uma perda evidente de sensibilidade à realidade do nosso desporto e tendo estes líderes decidido manter-se por novos mandatos, depois de fracassos evidentes, deveriam ter promovido as reformas profundas necessárias e ter discutido a ideia da eficácia e da eficiência do modelo do 'trickledown effect' que Portugal prossegue há três décadas.
A teoria do 'trickledown effect' e que a Sra. Tatcher usou no Reino Unido preconiza que o investimento no alto rendimento tem efeito secundários e positivos na recreação fazendo com que todo o desporto se desenvolva.
A realidade de inúmeros países demonstra que o efeito não existe e em Portugal para além das federações e dos partidos políticos que concentram o investimento no alto rendimento, existem outras corporações com posições semelhantes.
É aqui que os líderes portugueses se se assumissem como líderes desportivos nacionais teriam uma posição semelhante à do Comité Olímpico Francês que não só lidera a produção do seu desporto olímpico como é um activo produtor de conhecimento científico sobre o desporto francês.
As organizações fazem conferências para algumas pessoas, não libertando o sector para debates bem liderados, contraditórios e objectivados visando o bem comum no desporto e na sociedade.
Mais uma vez se verifica como os líderes desportivos portugueses não se souberam libertar de outros agentes privados e públicos para dar forma a conceitos alternativos de desenvolvimento desportivo.
Esperemos que o Governo de maioria tenha saber para se libertar desta 'pescadinha de rabo na boca' assumindo o corte com situações de fracasso evidente da liderança do desporto nacional em inúmeros dos seus segmentos.
Por exemplo, o Governo de maioria deve estar ciente que há grandes valores na liderança da produção do desporto português e dada a crise do país importa preservar e trabalhar com esses valores maiores.
Também importa ter em atenção que as medidas públicas não são inócuas e que há fragilidades e nichos de sensibilidade extrema que devem ser defendidos.
Vejamos um exemplo: quando se tira uma utilidade pública há requisições que deixam de se fazer e técnicos que trabalham há muitos anos com os jovens dessa modalidade deixam de o poder fazer e têm que voltar à escola que é o seu lugar de origem na função pública. Um corte administrativo pode ter um custo na destruição de capital humano especializado em produção de desporto para jovens que o Estado quando actua no desporto tem de estar atento e evitar, como parece que terá acontecido.
O Governo de maioria terá de ser o elemento diferenciador e promotor de uma política exemplar na ausência e incapacidade actuais de alguma liderança associativa desportiva.
Foi isso que aconteceu na FPF no Euro2004 como a sociedade portuguesa bem percebeu e tão cedo não vai cair noutra desportiva de igual valia.
Os líderes dizem que querem discutir o desenvolvimento desportivo e que pretendem sentar à mesma mesa todos os que irão estar envolvidos nos Jogos Olímpicos. Depois diz-se que nunca se reuniu porque, eles, nunca quiseram.
Depois colocam na comunicação social artigos de opinião que veiculam a ideia cientificamente errada que os Jogos Olímpicos são só lucros e que se pagam a si mesmos. Ou seja, esta posição cientificamente errada levou a uma fractura perante a sociedade quando o que o líder deveria ter feito era discutir internamente antes de valorizar o interesse dos empreiteiros, bancos, consultores internacionais, arquitectos, engenheiros, juristas e economistas para ganharem o seu naco do grande festim de infra-estruturas megalómanas que o desporto português passa bem sem elas.
Os governantes e a sociedade protuguesa portugueses aceitam uma mentira com alguma largueza até ao momento que em a coisa começa a arder e quando existem estádios vazios e propostas de abate dos mesmos pelas autarquias e o país mergulha na bancarrota, as pessoas de bom senso deixariam de falar de uma coisas para falarem de outras que fizessem sentido social. Nem os líderes do desporto têm esse bom senso e essa capacidade de compreender o desporto português, nem tem à sua volta pessoas que dialoguem com ele e burilem as melhores perspectivas de longo prazo para o desporto português trazendo para dentro do desporto a vitalidade social.
Numa recente entrevista à comunicação social um líder desportivo vem com a mesma ladainha do maravilhoso dos Jogos Olímpicos em Lisboa e dos outros que não querem.
Há uma perda evidente de sensibilidade à realidade do nosso desporto e tendo estes líderes decidido manter-se por novos mandatos, depois de fracassos evidentes, deveriam ter promovido as reformas profundas necessárias e ter discutido a ideia da eficácia e da eficiência do modelo do 'trickledown effect' que Portugal prossegue há três décadas.
A teoria do 'trickledown effect' e que a Sra. Tatcher usou no Reino Unido preconiza que o investimento no alto rendimento tem efeito secundários e positivos na recreação fazendo com que todo o desporto se desenvolva.
A realidade de inúmeros países demonstra que o efeito não existe e em Portugal para além das federações e dos partidos políticos que concentram o investimento no alto rendimento, existem outras corporações com posições semelhantes.
É aqui que os líderes portugueses se se assumissem como líderes desportivos nacionais teriam uma posição semelhante à do Comité Olímpico Francês que não só lidera a produção do seu desporto olímpico como é um activo produtor de conhecimento científico sobre o desporto francês.
As organizações fazem conferências para algumas pessoas, não libertando o sector para debates bem liderados, contraditórios e objectivados visando o bem comum no desporto e na sociedade.
Mais uma vez se verifica como os líderes desportivos portugueses não se souberam libertar de outros agentes privados e públicos para dar forma a conceitos alternativos de desenvolvimento desportivo.
Esperemos que o Governo de maioria tenha saber para se libertar desta 'pescadinha de rabo na boca' assumindo o corte com situações de fracasso evidente da liderança do desporto nacional em inúmeros dos seus segmentos.
Por exemplo, o Governo de maioria deve estar ciente que há grandes valores na liderança da produção do desporto português e dada a crise do país importa preservar e trabalhar com esses valores maiores.
Também importa ter em atenção que as medidas públicas não são inócuas e que há fragilidades e nichos de sensibilidade extrema que devem ser defendidos.
Vejamos um exemplo: quando se tira uma utilidade pública há requisições que deixam de se fazer e técnicos que trabalham há muitos anos com os jovens dessa modalidade deixam de o poder fazer e têm que voltar à escola que é o seu lugar de origem na função pública. Um corte administrativo pode ter um custo na destruição de capital humano especializado em produção de desporto para jovens que o Estado quando actua no desporto tem de estar atento e evitar, como parece que terá acontecido.
O Governo de maioria terá de ser o elemento diferenciador e promotor de uma política exemplar na ausência e incapacidade actuais de alguma liderança associativa desportiva.
As bandeiras do Porto e do Barcelona
Na final da taça europa havia bandeiras para todos os gostos uma por cada nacionalidade dos jogadores e campeões.
Na final da champions apenas as cores do Barcelona.
Serão estas pequenas coisas que fazem a diferença?
Na final da champions apenas as cores do Barcelona.
Serão estas pequenas coisas que fazem a diferença?
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Temos atletas e uma população maravilhosos. Conseguirá o Governo de maioria ser a diferença?
A produção de desporto é um produto extraordinário porque se dirige à população nacional por inteiro e tem a possibilidde de ser reconhecido por ela, que o consome por interiro e em todas as suas características.
A solução a encontrar para contornar com sucesso a presente crise está na economia porque ela foi a principal parte que foi retirada ao desporto nos últimos 20 anos.
Há alguns anos fui a um Congresso da Apogesd e falou um representante dos ginásios o seu discurso falava da maravilhosa carreira da indústria e ele falava de uma forma como se não tivesse falhas de mercado que necessitassem de uma intervenção pública.
Era daquelas conferências que permitia perguntas e sugeri-lhe que dissesse o que seriam coisas que poderiam ser melhores e que se tivesse a oportunidade colocaria a um governante.
Ele não estava a comer bolo-rei como quando Cavaco Silva deu a mesma resposta e a resposta que deu foi: 'Deixe-me trabalhar'.
Ou seja não foi só o Estado a concentrar as suas políticas no direito e noutras áreas como a gestão, foram também e por exemplo os empresários dos ginásios que têm sucesso num mercado cada vez mais apertado porque destinado aos mesmos 40% da população mais ricos e com maior literacia.
Os empresários e os líderes associativos olham de soslaio uns para os outros pensando como o outro se apropria de fatias do negócio que é o seu e ambos aspiram e actuam no sentido de conseguirem fatias de financiamento público que vai chegando a pedido.
Os líderes privados com e sem finanlidade lucrativa lutam pelos mesmos consumidores e pelos mesmos financiadores públicos.
A população portuguesa gosta de desporto, gosta de todo o tipo de actividade física e sabe o que são as externalidades de uma boa condição física.
Portugal tem ex-atletas como o Nuno Delgado que fizeram todo o seu percurso desportivo, familiar (suponho), escolar, universitário, ou Luís Figo como uma fortuna estável, e mesmo o Futre e tantos outros ex-futebolistas de sucesso europeu, tem atletas no apogeu como Ronaldo, Neide Gomes e Nelson Évora, tem equipas como o FCP, agora tem treinadores de futebol no topo e falta-lhe qualquer coisa mais.
Conseguirá o Governo de maioria ser essa diferença de que o desporto português e os magníficos atletas e população tanto necessitam????
A solução a encontrar para contornar com sucesso a presente crise está na economia porque ela foi a principal parte que foi retirada ao desporto nos últimos 20 anos.
Há alguns anos fui a um Congresso da Apogesd e falou um representante dos ginásios o seu discurso falava da maravilhosa carreira da indústria e ele falava de uma forma como se não tivesse falhas de mercado que necessitassem de uma intervenção pública.
Era daquelas conferências que permitia perguntas e sugeri-lhe que dissesse o que seriam coisas que poderiam ser melhores e que se tivesse a oportunidade colocaria a um governante.
Ele não estava a comer bolo-rei como quando Cavaco Silva deu a mesma resposta e a resposta que deu foi: 'Deixe-me trabalhar'.
Ou seja não foi só o Estado a concentrar as suas políticas no direito e noutras áreas como a gestão, foram também e por exemplo os empresários dos ginásios que têm sucesso num mercado cada vez mais apertado porque destinado aos mesmos 40% da população mais ricos e com maior literacia.
Os empresários e os líderes associativos olham de soslaio uns para os outros pensando como o outro se apropria de fatias do negócio que é o seu e ambos aspiram e actuam no sentido de conseguirem fatias de financiamento público que vai chegando a pedido.
Os líderes privados com e sem finanlidade lucrativa lutam pelos mesmos consumidores e pelos mesmos financiadores públicos.
A população portuguesa gosta de desporto, gosta de todo o tipo de actividade física e sabe o que são as externalidades de uma boa condição física.
Portugal tem ex-atletas como o Nuno Delgado que fizeram todo o seu percurso desportivo, familiar (suponho), escolar, universitário, ou Luís Figo como uma fortuna estável, e mesmo o Futre e tantos outros ex-futebolistas de sucesso europeu, tem atletas no apogeu como Ronaldo, Neide Gomes e Nelson Évora, tem equipas como o FCP, agora tem treinadores de futebol no topo e falta-lhe qualquer coisa mais.
Conseguirá o Governo de maioria ser essa diferença de que o desporto português e os magníficos atletas e população tanto necessitam????
Denunciada violência extrema na Escola de Fuzileiros no Barreiro (vídeo)
Isto promete. Ver notícia e vídeo aqui.
As claques dos clubes de futebol ao pé desta rapaziada dos fuzas são meninos de coro.
Será que se se pode dizer que há alguma coisa doente nesta sociedade portuguesa actual em que os cuidados mínimos das actividades físicas dos jovens que passam pelas Forças Armadas não existem e onde podem perder a vida e eventualmente os corpos militares dão mostras de um comportamento como os dos piores filmes de violência gratuita americanos?
Esta violência das forças armadas é para fazerem parte de quê?
Desde quando é que se sabe que isto se passa? E o que se fez? E o que se vai fazer? Demitir o sargento?
Ou isto está tudo 'em boas mãos'? Como dizia Otelo Saraiva de Carvalho quando distribuiu armas do Estado aos amigos?
Algum dos jovens que foram violentados e mortos nos últimos tempos, qual é o seu estrato social e económico?
E as medidas de austeridade ainda nem começaram a doer ...
As claques dos clubes de futebol ao pé desta rapaziada dos fuzas são meninos de coro.
Será que se se pode dizer que há alguma coisa doente nesta sociedade portuguesa actual em que os cuidados mínimos das actividades físicas dos jovens que passam pelas Forças Armadas não existem e onde podem perder a vida e eventualmente os corpos militares dão mostras de um comportamento como os dos piores filmes de violência gratuita americanos?
Esta violência das forças armadas é para fazerem parte de quê?
Desde quando é que se sabe que isto se passa? E o que se fez? E o que se vai fazer? Demitir o sargento?
Ou isto está tudo 'em boas mãos'? Como dizia Otelo Saraiva de Carvalho quando distribuiu armas do Estado aos amigos?
Algum dos jovens que foram violentados e mortos nos últimos tempos, qual é o seu estrato social e económico?
E as medidas de austeridade ainda nem começaram a doer ...
Poderá o desporto fazer alguma coisa contra o aumento da violência latente entre jovens?
Adolescente detido com duas facas de talhante na mochila, por LusaHoje, ver no DN, aqui.
"Um adolescente de 16 anos foi detido pela GNR em Santa Maria da Feira com duas facas de talhante na mochila escolar, informou hoje aquela força policial.
O jovem, que frequenta um curso de Educação e Formação de Operador de Informática na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo de Arrifana, foi detido na terça-feira, cerca das 15:00, numa casa abandonada, situada nas imediações do estabelecimento escolar.
Segundo a GNR, o adolescente tinha na sua posse "duas facas de talhante, uma com 11 centímetros e outra de 14,5 centímetros de lâmina, que transportava na mochila escolar". Em declarações à Lusa, a directora da escola, Guiomar Silva, reconhece que o aluno tem problemas por "mau comportamento", mas assegura que "não é nada de relevante". "Nunca houve problemas nenhuns de violência aqui. Ele tem processos disciplinares por desrespeito aos professores dentro da sala de aula, mas só em termos verbais", adiantou a directora, acrescentando que o aluno "está a ter todo o acompanhamento necessário".
O jovem, que foi detido por posse de arma proibida, foi presente hoje a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito a Termo de Identidade e Residência, baixando o processo à fase de inquérito."
"Um adolescente de 16 anos foi detido pela GNR em Santa Maria da Feira com duas facas de talhante na mochila escolar, informou hoje aquela força policial.
O jovem, que frequenta um curso de Educação e Formação de Operador de Informática na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo de Arrifana, foi detido na terça-feira, cerca das 15:00, numa casa abandonada, situada nas imediações do estabelecimento escolar.
Segundo a GNR, o adolescente tinha na sua posse "duas facas de talhante, uma com 11 centímetros e outra de 14,5 centímetros de lâmina, que transportava na mochila escolar". Em declarações à Lusa, a directora da escola, Guiomar Silva, reconhece que o aluno tem problemas por "mau comportamento", mas assegura que "não é nada de relevante". "Nunca houve problemas nenhuns de violência aqui. Ele tem processos disciplinares por desrespeito aos professores dentro da sala de aula, mas só em termos verbais", adiantou a directora, acrescentando que o aluno "está a ter todo o acompanhamento necessário".
O jovem, que foi detido por posse de arma proibida, foi presente hoje a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito a Termo de Identidade e Residência, baixando o processo à fase de inquérito."
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