Luís Leite repete à saciedade no Colectividade Desportiva que o IDP não lê os documentos das federações.O que nesta acepção não é verdade porque o IDP aceita o que as federações propõem, só que não tem dinheiro para mais.
Há anónimos que fazem listas exaustivas dos méritos do Governo Sócrates no desporto. É aceitável que o façam, assim como é aceitável que outras pessoas tenham dúvidas sobre a bondade destes exercícios sobre si mesmos.
José Manuel Constantino refere que as federações podem nunca aumentar o seu produto desportivo e receber financiamento público. O que é uma realidade.
José Manuel Meirim constata que os programas dos governos são iguais. A leitura dos programas do PS e do PSD são bem distintos.
João Almeida garante que imensos conceitos europeus vão ser aplicados no desporto português e muito vai ser diferente. O PS tem-lo feito há décadas, porque é que agora será diferente?
No seu início o programa do XIX governo fala de Desporto Com Todos (será este um dos novos conceitos referidos por João Almeida?) e Desporto Para Toda a Vida e depois até ao fim fala apenas do alto rendimento.
Alexandre Mestre e João Bibe vão ser a ossatura da legislatura do governo no desporto e vão cumprir o programa e as medidas de austeridade. Os seus propósitos e determinação são claros e há que ter a certeza que o objecto do governo vai ser cumprido e ambos já demonstraram que são capazes de fazer aquilo para que são nomeados, tanto na eleição para o jurista mais influente do mundo, como para cumprir até ao cêntimo o objecto dos Governos no investimento dos estádios do Euro2004.
Há quem diga , eu, por exemplo, que os desafios do desporto estão para além do programa do XIX governo e das medidas de austeridade da troika. Estes dois instrumentos são o invólucro que vai enformar a actuação das federações na presente legislatura.
Há mais acontecimentos a mexerem com o Desporto como a iniciativa do Benfica e de Pais do Amaral face aos direitos da Sport TV, assim como, o estudo da Liga de Futebol e a formação de fundos de investimento para apoiarem a contratação dos maiores clubes portugueses, eventualmente a entrada de investidores estrangeiros no futebol português. A eventual recandidatura de Gilberto Madail e de Vicente Moura serão elementos preponderantes na legislatura.
Esta desconformidade do programa do governo e a dinâmica 'incontrolável' do mercado privado não quer dizer que o Governo através de Alexandre Mestre e João Bibe estejam em maus lençóis. À medida que os documentos e as decisões são tomadas há sempre aspectos novos a surgirem e a sugerirem dificuldades tal como acontece com o programa da troika e a acção do governo.
O PSD necessita de uma equipa forte e contraditória para defrontar os problemas do desporto. É aqui que está a rosa de Alexandre Mestre. Refiro-me a ele porque ele agora está sozinho e tem de ser ele a mostrar que chefia a orquestra como fez Laurentino Dias. Com este último houve resultados divergentes que não parece haver interesse numa análise aprofundada e independente. Há que dar tempo, ao tempo?
Os documentos apresentados e os acontecimentos desportivos estão aí para testar a solidez da equipa de Alexandre Mestre e se o que vai resultar no fim é bom para o desporto.
O que está em causa é o desporto português.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
sábado, 23 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Há pessoas que ainda não perceberam o que se passou
A recente posição de anónimos em blogues sobre nomeações do governo no desporto sugere a velha questão "ouve o que eu digo, não faças o que eu faço".
Há nomeações no desporto que sugerem erros cometidos por pessoas que querem ficar como grandes líderes e há currículos incompletos sobre erros passados que não passam para o futuro.
Esta limitação tem um nome e é um problema de governance da liderança do desprto português.
O desporto tem de criar instituições capazes de nomear os melhores em cada área e tem de conseguir debater os programas e os estudos antes de serem um factoconsumado ou de dífícil emenda.
O óptimo exiguiria que o PSD e o CDS tivessem feito um outro programa dadas as enormes limitações do presente documento.
Feito e aprovado o programa é coerente nomear os líderes de acordo com esses critérios, afinal inferiores.
Foi isto que fez o PS nos seus programas eleitorais e nas suas nomeações de dirigentes desportivos.
O corropio de líderes que entraram e saíram mostraram a fraqueza do conceito inicial.
O desporto deve conseguir escrutinar os programas e os líderes antecipando falsas soluções.
Agora o que fazer com o que se passa?
Boa pergunta, não é?
Há nomeações no desporto que sugerem erros cometidos por pessoas que querem ficar como grandes líderes e há currículos incompletos sobre erros passados que não passam para o futuro.
Esta limitação tem um nome e é um problema de governance da liderança do desprto português.
O desporto tem de criar instituições capazes de nomear os melhores em cada área e tem de conseguir debater os programas e os estudos antes de serem um factoconsumado ou de dífícil emenda.
O óptimo exiguiria que o PSD e o CDS tivessem feito um outro programa dadas as enormes limitações do presente documento.
Feito e aprovado o programa é coerente nomear os líderes de acordo com esses critérios, afinal inferiores.
Foi isto que fez o PS nos seus programas eleitorais e nas suas nomeações de dirigentes desportivos.
O corropio de líderes que entraram e saíram mostraram a fraqueza do conceito inicial.
O desporto deve conseguir escrutinar os programas e os líderes antecipando falsas soluções.
Agora o que fazer com o que se passa?
Boa pergunta, não é?
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Qual será o segredo das vitórias consecutivas dos sevens
Portugal sagrou-se campeão europeu pela oitava vez consecutiva.
Qual será o segredo?
Qual será o segredo?
Online gambling: EU puts Germany under pressure
Ver aqui as preocupações europeias acerca das apostas online no desporto.
Hablamos de Deporte
Aqui está o link para o estudo sobre a prática desportiva feminina e masculina espanhola onde se distingue causas, consequências e soluções.
O desporto português necessita de espíritos iluminados, liderança e democracia
A situação a que chega o Leiria só é possível pela falta de governance na liderança do desporto português com a falta de decisão sobre os problemas.
O futebol é a actividade desportiva com maior sucesso na opinião pública, apenas acompanhada pelo atletismo com menor visibilidade mediática e os problemas claramente não são resolvidos ao longo de anos e anos.
Há falta de decisão para o diagnóstico dos problemas, falta de estruturas e formas de consensualização das resoluções visando o bem comum,
Há líderes e estruturas corporativas que existem ou são nomeados pelo currículo que têm, fazem os seus trabalhos e depois vão-se embora sem terem acumulado alguma massa crítica no e para o desporto. Quando saem as empresas e organizações a quem encomendaram os trabalhos levam o dinheiro público e não se vê nenhum trabalho.
Onde estão as soluções de política desportiva para o Leiria e os outros?
Isto é a causa da crise do Leiria e do futebol português ter chegado ao ponto a que chegou de mais uma região nacional se ver envolvida num processo de falência do seu maior clube de futebol.
O desaparecimento dos clubes de futebol é elevado mas a federação não estuda nem investiga o que há-de fazer e o Estado apesar de ter comprometido centenas de milhões de euros em estádios e de milhares de milhões de euros em actividades desportivas durante décadas não apresenta nem discute soluções com os parceiros privados e públicos.
A governance é fundamental porque só com ela é possível resolver problemas, acumular massa crítica e músculo para levar o desporto mais longe.
O futebol e o estádio do Leiria são o exemplo da necessidade de estudos e de centros de debate para uma decisão consensual.
Como tenho referido o estudo acabado de fazer pela Liga de Clubes é um bom estudo.
Porém, há falta de mais estudos e de líderes que consigam equacionar estudos, como Hermínio Loureiro e Vítor Pereira fizeram para a arbitragem profissional e como Fernando Gomes faz para a competitividade para além das 4 linhas.
Apesar do estudo da arbitragem de Vítor Pereira, Gilberto Madail deixou fugir de Portugal centenas de milhares de euros que as instituições internacionais do futebol tinham para a arbitragem amadora.
Pode acontecer que o estudo da Liga de Clubes, simplesmente caia em saco roto.
Como Passos Coelho terá dito o que está agora em causa não é o que os governos anteriores fizeram. De facto o relevante é o que o novo vai fazer.
Já chega de se perderem anos com não-soluções e justifica-se que as federações e o Estado trabalhem no desbravar das soluções com futuro.
Se Gilberto Madail se recandidatar a presidente da Federação é porque teve alguma graça de alguém, directa ou indirectamente, ou que nada se iria fazer, ou aceitando um novo mega-evento que é a especialidade corrente e que o desporto menos necessita de momento
Outro líder que tem fortes condições para se recandidatar a mais um mandato reside no COP que já apresentou o projecto do museu que o desporto necessita imensamente
Que esperança há que desta vez as coisas sejam melhores do que passado?
Provavelmente os dados foram lançados pelas pessoas que os têm nas mãos há muito
A prazo ver-se-à se houve ingenuidade, demasiada ambição ou um aproveitamento da nova oportunidade que foi facultada.
Nota marginal: hoje a cultura está a nomear responsáveis, a educação, a economia e outros ministérios mostram primeiras medidas. Outros no passado estiveram anos a trabalhar sem falarem com a economia e a sociedade que consome e produz desporto todos os dias.
O futebol é a actividade desportiva com maior sucesso na opinião pública, apenas acompanhada pelo atletismo com menor visibilidade mediática e os problemas claramente não são resolvidos ao longo de anos e anos.
Há falta de decisão para o diagnóstico dos problemas, falta de estruturas e formas de consensualização das resoluções visando o bem comum,
Há líderes e estruturas corporativas que existem ou são nomeados pelo currículo que têm, fazem os seus trabalhos e depois vão-se embora sem terem acumulado alguma massa crítica no e para o desporto. Quando saem as empresas e organizações a quem encomendaram os trabalhos levam o dinheiro público e não se vê nenhum trabalho.
O caso do Leiria não é de hoje.
O Euro2004 foi em 2004 e já nessa altura se poderiam equacionar dificuldades futuras, passaram-se mais duas legislaturas e os débitos acumularam-se. Quem paga estes débitos acumulados?
Isto é o que se passa no desporto português.
Isto é a causa da crise do Leiria e do futebol português ter chegado ao ponto a que chegou de mais uma região nacional se ver envolvida num processo de falência do seu maior clube de futebol.
O desaparecimento dos clubes de futebol é elevado mas a federação não estuda nem investiga o que há-de fazer e o Estado apesar de ter comprometido centenas de milhões de euros em estádios e de milhares de milhões de euros em actividades desportivas durante décadas não apresenta nem discute soluções com os parceiros privados e públicos.
A governance é fundamental porque só com ela é possível resolver problemas, acumular massa crítica e músculo para levar o desporto mais longe.
O futebol e o estádio do Leiria são o exemplo da necessidade de estudos e de centros de debate para uma decisão consensual.
Como tenho referido o estudo acabado de fazer pela Liga de Clubes é um bom estudo.
Porém, há falta de mais estudos e de líderes que consigam equacionar estudos, como Hermínio Loureiro e Vítor Pereira fizeram para a arbitragem profissional e como Fernando Gomes faz para a competitividade para além das 4 linhas.
Apesar do estudo da arbitragem de Vítor Pereira, Gilberto Madail deixou fugir de Portugal centenas de milhares de euros que as instituições internacionais do futebol tinham para a arbitragem amadora.
Pode acontecer que o estudo da Liga de Clubes, simplesmente caia em saco roto.
Como Passos Coelho terá dito o que está agora em causa não é o que os governos anteriores fizeram. De facto o relevante é o que o novo vai fazer.
Já chega de se perderem anos com não-soluções e justifica-se que as federações e o Estado trabalhem no desbravar das soluções com futuro.
Se Gilberto Madail se recandidatar a presidente da Federação é porque teve alguma graça de alguém, directa ou indirectamente, ou que nada se iria fazer, ou aceitando um novo mega-evento que é a especialidade corrente e que o desporto menos necessita de momento
Outro líder que tem fortes condições para se recandidatar a mais um mandato reside no COP que já apresentou o projecto do museu que o desporto necessita imensamente
Que esperança há que desta vez as coisas sejam melhores do que passado?
Provavelmente os dados foram lançados pelas pessoas que os têm nas mãos há muito
A prazo ver-se-à se houve ingenuidade, demasiada ambição ou um aproveitamento da nova oportunidade que foi facultada.
Nota marginal: hoje a cultura está a nomear responsáveis, a educação, a economia e outros ministérios mostram primeiras medidas. Outros no passado estiveram anos a trabalhar sem falarem com a economia e a sociedade que consome e produz desporto todos os dias.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Os desafios continuam a ser grandes pela sua complexidade
As consequências do Euro2004 são importantes e deveriam ter sido analisadas criteriosamente no pós-evento.
O União de Leiria quer ir para a Marinha Grande para sobreviver à estratégia de política desportiva que a Federação Portuguesa de Futebol, a Câmara Municipal de Leiria e o Estado português definiram para os estádios do Euro 2004 e que se tem agravado sem viabilidade à vista por parte de qualquer uma destas organizações.
O facto do Leiria já não vir para Lisboa, como chegou a ser sugerido para o Belenenses em particular, levanta agora um problema com os pequenos clubes da Marinha Grande que têm de arcar com a concorrência do Leiria.
As duas soluções possíveis são:
O União de Leiria quer ir para a Marinha Grande para sobreviver à estratégia de política desportiva que a Federação Portuguesa de Futebol, a Câmara Municipal de Leiria e o Estado português definiram para os estádios do Euro 2004 e que se tem agravado sem viabilidade à vista por parte de qualquer uma destas organizações.
O facto do Leiria já não vir para Lisboa, como chegou a ser sugerido para o Belenenses em particular, levanta agora um problema com os pequenos clubes da Marinha Grande que têm de arcar com a concorrência do Leiria.
As duas soluções possíveis são:
- O Leiria não sair de Leiria e ser encontrada uma solução que não inclua a externalização de capital financeiro do clube para resolver o buraco criado pela decisão de investimento do Estado português, da Federação Portuguesa de Futebol e da Câmara Municipal de Leiria para além do fracasso da gestão desta última.
- O Leiria ressarcir financeiramente os pequenos clubes da Marinha Grande da perda de audiências e de praticantes para além da renda que irá pagar pelo uso de múltiplas instalações que usará na sua estadia desportiva na Marinha Grande.
Outro problema que se coloca é a Liga de Clubes accionar o Leiria podendo excluí-lo do campeonato em que estiver, porque se alteram as condições de competitividade e o campeonato da I Liga passar a ser feito noutro estádio que não o Magalhães Pessoa. Eventualmente a ZON, creio que é o actual patrocinador, pode accionar alguma clausula de salvaguarda dos seus direitos que são afectados pelo desenrolar do campeonato num estádio em condições inferiores às do acordado no contrato.
Uma questão que a Liga de Clubes deveria observar é se os erros da gestão das infraestruturas desportivas das autarquias através das empresas municipais é aceitável.
A Liga de Clubes compromete-se perante um patrocinador a oferecer um determinado anfiteatro para os seus espectáculos, os quais são reconhecidamente ou excessivos para o consumo desportivo local e alguns acumulam processos de gestão desportiva ruinosos e que são vectores da falência dos clubes.
Do ponto de vista das autarquias estas podem dizer que a Liga de Clubes sempre soube o que se passava na gestão municipal dos estádios e que, por isso, uma vez que não existe uma contratação e responsabilização colectiva mas individual, clube a clube, não há a possibilidade da gestão de uma câmara afectar a negociação televisiva e de marketing da Liga de Clubes.
Economicamente as forças vivas de Leiria deveriam pôr um ponto final nesta situação que afecta um dos elementos mais significativos do cabaz de actividades que Leiria tem para competir com as cidades portuguesas e europeias da sua dimensão. Há claramente dois critérios que os leirienses deveriam estar bem atentos para criarem e desenvolverem o seu bem-estar sustentadamente:
- os investimentos realizados, como a participação no Euro2004 e a construção do estádio, representam um activo que devem ser protegidos e não destruídos e isso exige uma estratégia por parte da cidade.
- antes da sua decisão sobre a estratégia da cidade de Leiria, tanto a Federação de Futebol como a Liga de Clubes devem ser questionadas pelas forças vivas de Leiria para conhecer o que têm as duas organizações a oferecer à cidade e à região do produto de futebol quanto à integração dos campeonatos e à sua competitividade desportiva e económica.
Se de facto não é relevante para a cidade e a região de Leiria ter um clube na I Liga nem existe interesse desportivo claro o melhor seria deixar cair o clube e não afectar com a indecisão outras regiões onde outros agentes trabalham para maximizar o seu bem-estar incluindo os seus activos desportivos.
Estes elementos contraditórios aqui sugeridos mostram como a solução económica dos estádios dos clubes da I Liga vai para além da relação entre clube e autarquia e que tanto o Estado como a FPF podem ser chamadas para a consensualização de uma solução economicamente sustentável deste problema do futebol profissional.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
A Liga de Clubes marca golos na 'Competição fora das quatro linhas'
O estudo da Liga de Clube encomendado à Católica do Porto e à Deloitte, em que participam Rui Moreira, José Couceiro e Ricardo Gonçalves (este último para quem o não sabe, o que penso ser o autor material dos estudos da Deloitte que deixaram de ser publicados na penúltima legislatura) é uma raridade no desporto português por vários motivos e que justifica uma análise cuidada que me levou a lê-lo atentamente no último fim-de-semana.
Provavelmente irei lê-lo mais vezes porque tem questões com as quais concordo, outras nem tanto e que justificam um trabalho adicional de leitura e cruzamento de dados para verificar se essas afirmações se sustentam.
Esta necessidade de releitura apenas acontece com os bons trabalhos e os seus autores e proprietário devem estar particularmente satisfeitos com o trabalho oferecido e o investimento realizado.
Entre os aspectos dignos de nota está por exemplo a proposta de negociação centralizada dos direitos televisivos e dos patrocínios, opção esta que os grandes clubes não aceitam como se observa em muitas palavras do presidente do Benfica.
O estudo faz a proposta avançando argumentos que sugerem os bons exemplos europeus, apelam ao interesse comum e à possibilidade de obter maiores valias agregadas do que as actualmente existentes onde os clubes negoceiam com a sua dimensão individual.
Esta questão é suficientemente relevante e que por si justifica a realização do investimento no estudo.
A Liga não é obrigada a aceitar as conclusões do estudo e as propostas realizadas pela equipa universitária e dos peritos é uma solução que cabe aos clubes analisar, aprofundar a informação se achar que isso se justifica, e tomar a melhor decisão de acordo com o melhor interesse do futebol profissional.
Na verdade o que está em causa é o bem comum do negócio do futebol profissional que muitas vezes no passado tem sido capturado por interesses que preferem não aprofundar e exercitar o bem comum.
O estudo mostra que, por um lado, o futebol português tem uma dimensão invejável entre os médios países da Europa do futebol e, por outro, sugere que estão preenchidos os limites que determinam o potencial deste modelo. A contradição evidente posta com clareza pelo estudo incentiva à actuação de política desportiva.
Deste ponto de vista a Liga de Clubes apresenta-se no princípio de legislatura com uma dinâmica superior que sinceramene esperemos todos que não a perca e se afirme com parcerias amplas e empenhadas para um ciclo legislativo inovador, pacífico e potenciador das valias inatas que o futebol português tem demonstrado ser capaz de produzir, apesar das muitas dificuldades que vai conseguindo ultrapassar.
Provavelmente irei lê-lo mais vezes porque tem questões com as quais concordo, outras nem tanto e que justificam um trabalho adicional de leitura e cruzamento de dados para verificar se essas afirmações se sustentam.
Esta necessidade de releitura apenas acontece com os bons trabalhos e os seus autores e proprietário devem estar particularmente satisfeitos com o trabalho oferecido e o investimento realizado.
Entre os aspectos dignos de nota está por exemplo a proposta de negociação centralizada dos direitos televisivos e dos patrocínios, opção esta que os grandes clubes não aceitam como se observa em muitas palavras do presidente do Benfica.
O estudo faz a proposta avançando argumentos que sugerem os bons exemplos europeus, apelam ao interesse comum e à possibilidade de obter maiores valias agregadas do que as actualmente existentes onde os clubes negoceiam com a sua dimensão individual.
Esta questão é suficientemente relevante e que por si justifica a realização do investimento no estudo.
A Liga não é obrigada a aceitar as conclusões do estudo e as propostas realizadas pela equipa universitária e dos peritos é uma solução que cabe aos clubes analisar, aprofundar a informação se achar que isso se justifica, e tomar a melhor decisão de acordo com o melhor interesse do futebol profissional.
Na verdade o que está em causa é o bem comum do negócio do futebol profissional que muitas vezes no passado tem sido capturado por interesses que preferem não aprofundar e exercitar o bem comum.
O estudo mostra que, por um lado, o futebol português tem uma dimensão invejável entre os médios países da Europa do futebol e, por outro, sugere que estão preenchidos os limites que determinam o potencial deste modelo. A contradição evidente posta com clareza pelo estudo incentiva à actuação de política desportiva.
Deste ponto de vista a Liga de Clubes apresenta-se no princípio de legislatura com uma dinâmica superior que sinceramene esperemos todos que não a perca e se afirme com parcerias amplas e empenhadas para um ciclo legislativo inovador, pacífico e potenciador das valias inatas que o futebol português tem demonstrado ser capaz de produzir, apesar das muitas dificuldades que vai conseguindo ultrapassar.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
As sequelas do convívio imprudente do Mar pelo Desporto
O semanário Sol tem uma página com dois artigos sobre os mergulhos trágicos que terão tornado paralisados 20 jovens e outro artigo sobre as actividades radicais a que associam o acidente de mãe e filha em Espanha.
Os jornais não falam destes acidentes e as mortes têm sido menos frequentes nas páginas dos jornais e da restante comunicação social.
Os jovens entre os 10 e os 20 anos são os mais despreocupados e atingidos pela actividade de mar irresponsável.
os nadadores salvadores alertam que as juntas de freguesia e câmaras colocam autocarros de crianças nas praias sem monitores suficientes.
Nas actividade radicais a notícia refere 28 acidentes no surf, 15 no windsurf, 11 no bodyboard e 9 no kitesurf.
O programa do Governo parece ignorar esta situação da relação do desporto com o mar e quer pelo seu potencial quer por estes acidentes graves e muito graves justificam uma atenção do Governo para além do que possa ter sido feito no passado.
A relação do desporto com o mar é uma parte da solução do desenvolvimento e do combate à austeridade e não deve ser como uma parte do problema.
Posso estar enganado mas não sei de medidas que tenham sido accionadas nos últimos anos neste domínio.
Os jornais não falam destes acidentes e as mortes têm sido menos frequentes nas páginas dos jornais e da restante comunicação social.
Os jovens entre os 10 e os 20 anos são os mais despreocupados e atingidos pela actividade de mar irresponsável.
os nadadores salvadores alertam que as juntas de freguesia e câmaras colocam autocarros de crianças nas praias sem monitores suficientes.
Nas actividade radicais a notícia refere 28 acidentes no surf, 15 no windsurf, 11 no bodyboard e 9 no kitesurf.
O programa do Governo parece ignorar esta situação da relação do desporto com o mar e quer pelo seu potencial quer por estes acidentes graves e muito graves justificam uma atenção do Governo para além do que possa ter sido feito no passado.
A relação do desporto com o mar é uma parte da solução do desenvolvimento e do combate à austeridade e não deve ser como uma parte do problema.
Posso estar enganado mas não sei de medidas que tenham sido accionadas nos últimos anos neste domínio.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Deja Vu
- O Presidente do COP a dizer que está satisfeito com o dinheiro que recebe.
- O Presidente do COP a afirmar que a preparação está a decorrer como previsto.
- O Presidente do COP a não falar de medalhas para Londres.
- O Presidente do COP a ir a conferências em Espanha sobre economia do desporto.
- Nenhum líder desportivo ou órgão da comunicação social a falar sobre os nossos campeões para Londres.
- Se não há comunicação social sobre os campeões, não há dinheiro privado e cabe ao Estado assumir toda a despesa.
- As federações caladas ou a falar sozinhas.
- Gilberto Madail a preparar eleições com urgência (???)
- Gilberto Madail a não dizer se é ou não recandidato (!)
- As associações de futebol a prepararem as eleições na FPF.
- As associações de futebol a prepararem um dossier para entregar ao Secretário de Estado.
- Anónimos no Colectividade Desportiva a fazerem a lista das realizações desportivas 'às resmas' dos Governos José Sócrates.
- A Liga Portuguesa de Futebol Profissional faz um novo estudo agora sobre os desafios do futebol profissional.
- A inexistência de debate social sobre uma Visão para o desporto português.
- A inexistência de debate técnico e público sobre o desporto português e as medidas de austeridade.
- ...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
É perigoso não ter aprendido porque é que o país foi à falência
É consequente que quem levou o país para a beira do precipício não reconheça esse seu acto, até porque ele nunca afirmou reconhecer o precipício ou negou-o que muitos viram e sugeriram.
Para certo fundamentalismo no PS recitar a cartilha do realizado pela enésima vez é coerente mas afecta as hipóteses de sobrevivência do país.
A herança do PS é uma parte do problema antes de ser da solução nacional.
Eventualmente alguma da obra responde bem às necessidades, enquanto outra obra afecta a resolução das necessidades.
O governo actual está a descobrir todos os dias uma realidade que foi escondida dos portugueses e da oposição e isso acontece numa altura em que é necessário encontrar e viabilizar soluções para os problemas.
Um dos argumentos pesados dos extremistas que levaram o país para a beira do precipício é que 'obra é obra' e estatísticas são números que se alinham certinhos para demonstrar as coisas bonitas que foram feitas.
Ora, há obra que é obra para o empreiteiro e um custo para a população, os praticantes e as instituições do desporto.
Investir em obra para a inauguração política em alternativa à oferta de factores e condições de trabalho modernas e económicas foi a característica da actuação passada.
Recitar a obra é um ruído surdo que o PS por humildade deveria evitar, para ajudar o desporto e os seus líderes a focarem-se no futuro e não nas obras do passado que por si sós não resolvem as necessidades.
Outra questão é recitar estatísticas de uma forma que deixa deleitados todos os que não usam as estatísticas como instrumentos de trabalho. É lógico porque de facto durante a maior parte do tempo nada se fez, estruturou, criou parcerias ou promoveu publicamente.
Há duas questões fundamentais para o Governo fazer:
- Levantar a cabeça como jogam o Eusébio, Figo, Rui Costa, ou Ronaldo, para citar os melhores, e o Secretário de Estado do Desporto tem de olhar o futuro, mostrá-lo e envolver o desporto e a sociedade.
- Identificar e equacionar a solução dos problemas conceptual e estruturalmente.
Se houve coisa que Laurentino Dias não fez foi levantar a cabeça e olhar o terreno de jogo por inteiro e a baliza adversária, identificada com os desafios do desporto português. Por isso não terá criado um futuro positivo nem conseguiu mobilizar a sociedade e principalmente listar as necessidades financeiras do desporto com o Ministério das Finanças.
Esta solução com as Finanças é dos elementos fundamentais porque ela tem de se solucionar fora das Finanças e no pleno acordo das Finanças para o processo.
Confuso?
Esperemos que haja quem explique e rume em direcção à média europeia.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
A Faculdade de Desporto, da Universidade do Porto, comemora 35 anos amanhã
A sessão solene começa às 16,30 horas.
Junta-se o cartaz da comemoração.
Para ver em detalhe clique sobre a imagem.
Junta-se o cartaz da comemoração.
Para ver em detalhe clique sobre a imagem.
Disse-me um amigo das finanças
Que o meu poste da 'raposa no galinheiro' é equivalente ao que todos os fiscais das finanças recebem quando trabalham noutros sectores da actividade.
Mesmo assim, aceito que as regras das finanças são importantes como são importantes as características dos sectores da actividade.
O desporto necessita de uma oportunidade para potenciar o seu desígnio social e essa oportunidade ão lhe tem sido garantida.
O que é extraordinário é haver alguém com hipóteses de aplicação dos seus conhecimentos por uma vez, duas vezes e três vezes no desporto.
Vamos lá a ver, esta situação é semelhante ao que os juristas andam a fazer, fazem 3 leis de bases e agora vão experimentar outra coisa que ninguém sabe o que é.
Parece que a reforma legislativa se alia aos princípios das Finanças ...
Se aliarmos esta situação àquilo que o anónimo diz que não existe uma relação entre o que o PS fez e a crise económica, orçamental e financeira actual, então podemos concluir que tudo no desporto há-de ser o melhor dos mundos.
Tem a equipa ministerial do desporto em construção a capacidade de ouvir as características próprias do desporto português num contexto moderno?
É esta questão pertinente que interessará observar, para o bem comum produzido pelo desporto, independentemente da fulanização dos cargos.
Mesmo assim, aceito que as regras das finanças são importantes como são importantes as características dos sectores da actividade.
O desporto necessita de uma oportunidade para potenciar o seu desígnio social e essa oportunidade ão lhe tem sido garantida.
O que é extraordinário é haver alguém com hipóteses de aplicação dos seus conhecimentos por uma vez, duas vezes e três vezes no desporto.
Vamos lá a ver, esta situação é semelhante ao que os juristas andam a fazer, fazem 3 leis de bases e agora vão experimentar outra coisa que ninguém sabe o que é.
Parece que a reforma legislativa se alia aos princípios das Finanças ...
Se aliarmos esta situação àquilo que o anónimo diz que não existe uma relação entre o que o PS fez e a crise económica, orçamental e financeira actual, então podemos concluir que tudo no desporto há-de ser o melhor dos mundos.
Tem a equipa ministerial do desporto em construção a capacidade de ouvir as características próprias do desporto português num contexto moderno?
É esta questão pertinente que interessará observar, para o bem comum produzido pelo desporto, independentemente da fulanização dos cargos.
Os Estádios do Euro 2004
A notícia do JN atrás referida tem três aspectos a considerar:
- O custo dos estádios
- O custo agregado, público e privado, que se obtém com a consulta dos relatórios do Tribunal de Contas
- A programação desportiva e a procura actual destas infraestruturas
O estádio de Braga é interessante porque tem associado um projecto de arquitectura de excelência, embora faltem custos que a situação da Câmara de Braga tenda a minorar. De qualquer forma o sucesso desportivo do Braga ajuda a pagar a factura o que não tem sido conseguido nos restantes pequenos palcos do Euro2004.
O de Guimarães que o artigo não refere porque não foi feita uma obra de raiz.
O programa do governo propõe a realização de eventos para gerar activos para o Turismo
Este artigo do JN alerta para a importância do governo fazer o que nunca se fez desde que com o Mundial de Juniores de 1991 se prometeu que é Portugal ter um programa de eventos articulando os benefícios de sectores como o Turismo com os custos dos investimentos desportivos que não têm de ser assumidos pelo desporto, principalmente quando as exigências das federações internacionais para a venda do megaevento se relacionam com características acima das condições desportivas nacionais.
A pista de canoagem de Montemor-o-Velho
O artigo do DN que ocupa as duas páginas centrais foca as seguintes questões:
- faz a cronologia do projecto e descreve a sua inserção na região de Montemor-o-Velho
- refere o nome dos atletas como Beatriz Gomes, Fernando Pimenta, Teresa Portela e João Ribeiro
- descreve o projecto escolar associado ao alto rendimento
- diz vários custos do projecto
- refere que existem quatro federações associadas ao projecto a natação de águas profundas, o triatlo, a canoagem e remo
- Fala sobre os responsáveis do projecto o presidente da câmara, o presidente da canoagem e os outros, o treinador e o coordenador do projecto educativo de "excelência"
É uma boa peça jornalística sobre a canoagem e que raramente se observa noutras modalidades.
Este poderá ser um exemplo daquilo que o programa do governo refere como uma nova relação entre a comunicação social e o desporto
Estádios do Euro 2004 custam 55 mil euros/dia às câmaras municipais
No tícia do Jornal de Notícias, ver aqui.
Onde nascem e treinam os campeões, canoagem, Mondego
O Diário de Notícias tem aqui a indicação de uma notícia sobre a infra-estrutura da canoagem e remo em Montemor o Velho.
domingo, 10 de julho de 2011
Os estudos das ligas e das federações desportivas
Há uma dificuldade efectiva nos estudos realizados no passado pela federação de andebol como agora os realizados pela liga de futebol.
Estes estudos não são varinhas de condão dque tudo solucionam mas são soluções que estão (que devem estar) para além das lógicas de gestão dos dirigentes das organizações associativas.
As reivindicações dos clubes de basquetebol são desejos a vulso que deveriam ser sujeitos a uma análise exterior como a realizada na liga de futebol pela Universidade Católica do Porto e pela Delloitte.
São estes estudos que devem ser apresentados ás instituições públicas para a melhor regulação do Estado.
No caso dos estudos do Andebol que têm muitos anos eles ficaram condicionados pela acção do Estado que manteve as leis sem aprofundar e desenvolver as propostas realizadas pelos estudos.
Todo o desporto necessita de estudos adequados às suas situações mesmo que por exemplo enquanto o estudo do futebol sugere a negociação conjunta dos direitos de televisão, os clubes do basquetebol sugerem a negociação individual.
Esta situação é única naqueles campeonatos em que os maiores clubes possuem um peso na decisão mais importante não havendo por parte da direcção da liga, da federação e do Estado uma posição consentânea com a realidade europeia.
Há novas realidades que os clubes, as ligas e federações não se aperceberam e cabe ao Estado dialogar com estudos e análises que suportem soluções superiores às percepcionadas pelos agentes privados.
Os dados estão nas mãos do Governo agora como estiveram no passado.
A falência do modelo de gestão e de desenvolvimento da federação de basquetebol dá-se numa organização que é uma das fiéis depositárias do espírito 'business as usual' sendo uma das presentes no Conselho Nacional do Desporto e que não produz resultados como outras modalidades colectivas como o Voleibol ou o Rugby.
Estes estudos não são varinhas de condão dque tudo solucionam mas são soluções que estão (que devem estar) para além das lógicas de gestão dos dirigentes das organizações associativas.
As reivindicações dos clubes de basquetebol são desejos a vulso que deveriam ser sujeitos a uma análise exterior como a realizada na liga de futebol pela Universidade Católica do Porto e pela Delloitte.
São estes estudos que devem ser apresentados ás instituições públicas para a melhor regulação do Estado.
No caso dos estudos do Andebol que têm muitos anos eles ficaram condicionados pela acção do Estado que manteve as leis sem aprofundar e desenvolver as propostas realizadas pelos estudos.
Todo o desporto necessita de estudos adequados às suas situações mesmo que por exemplo enquanto o estudo do futebol sugere a negociação conjunta dos direitos de televisão, os clubes do basquetebol sugerem a negociação individual.
Esta situação é única naqueles campeonatos em que os maiores clubes possuem um peso na decisão mais importante não havendo por parte da direcção da liga, da federação e do Estado uma posição consentânea com a realidade europeia.
Há novas realidades que os clubes, as ligas e federações não se aperceberam e cabe ao Estado dialogar com estudos e análises que suportem soluções superiores às percepcionadas pelos agentes privados.
Os dados estão nas mãos do Governo agora como estiveram no passado.
A falência do modelo de gestão e de desenvolvimento da federação de basquetebol dá-se numa organização que é uma das fiéis depositárias do espírito 'business as usual' sendo uma das presentes no Conselho Nacional do Desporto e que não produz resultados como outras modalidades colectivas como o Voleibol ou o Rugby.
sábado, 9 de julho de 2011
Os amigos de Alex
Alexandre Mestre teve as felicitações dos seus colegas europeus que se sentiram honrados com a sua nomeação.
Para além disso já houve cerimónias de Miguel Relvas com Vicente Moura e de Miguel Macedo na polícia.
Há uma pequena diferença entre o Alex do filme e o Alexandre Mestre.
Essa diferença é o facto do Alexandre Mestre estar vivo e haver 'milhões de amigos' que esperam que a sua vida desportiva como secretário de esttado do desporto tenha um resultado extraordinário.
Tudo depende apenas do Alex(andre Mestre).
Para além disso já houve cerimónias de Miguel Relvas com Vicente Moura e de Miguel Macedo na polícia.
Há uma pequena diferença entre o Alex do filme e o Alexandre Mestre.
Essa diferença é o facto do Alexandre Mestre estar vivo e haver 'milhões de amigos' que esperam que a sua vida desportiva como secretário de esttado do desporto tenha um resultado extraordinário.
Tudo depende apenas do Alex(andre Mestre).
A raposa no galinheiro?
João Bibe, segundo dizem assessor na Secretaria de Estado do Desporto, tem uma terceira viagem ao mundo do Desporto:
Se me for permitida uma opinião o problema dos funcionários das finanças nos organismos é o do risco moral.
O exemplo clássico do risco moral é o da pessoa que faz um seguro de saúde e depois corre demasiado e tem um enfarte. O risco moral é a da alteração de comportamento de diligência para fazer as coisas.
No Euro2004 com um fiscal das finanças a controlar as contas deixou de se fazer a avaliação dos estádios para além da despesa pública e do impacto estrito em 2004 o que resultou por exemplo à criação de empresas municipais gastadoras do erário público e incompetentes desportivamente para gerir patrimónios desajustados das estrutura produtiva instalada no terreno.
Há informação económica incompleta no desporto e a generalidade das decisões tomadas no desporto e sobre o desporto procuram soluções de senso comum ou importada por especialistas particulares, como os das finanças, mas que não focam as características peculiares do desporto.
No seio da União Europeia as características peculiares do desporto têm feito o seu caminho com um debate aceso sobre o que é e o que não é desporto dentro dos princípios europeus.
Para as finanças colocar um técnico noutro sector é um investimento porque existe sempre por parte das finanças o problema da informação assimétrica entre o comprador e o vendedor.
É o caso do mercado dos limões. O mercado dos carros em segunda mão tende a ser dominado pela estrutura de informação existente e se por exemplo não houver fiscalizações periódicas os vendedores vão saber mais do que os compradores sobre a qualidade dos carros e os carros em piores condições poderão ser vendidos por preços mais elevados dificultando a venda de bons carros pelo seu preço correcto.
Colocar técnicos nos sectores permite às finanças saber como aplicar bem as suas medidas que não são as mesmas preocupações de eficiência de mercado dos líderes do desporto.
O fiscal das finanças sabe exactamente tudo o que deve ser feito de acordo com a lei para aplicar bem a lei do orçamento e tantas outras, mas não sabe como é que se produz actividade desportiva para um jovem ou um idoso.
O Euro 2004 é mais uma vez um exemplo útil. Foram feitos 10 estádios e muitos de 30.000 lugares porque a UEFA exigia e o Estado se tinha comprometido e as Finanças comprometeram-se com esse programa.
Houve falta de debate frio, democrático e competente sobre o interesse do desporto nacional e se não era melhor Benfica e Sporting e Porto e Boavista jogarem juntos ou se os estádios de 30.000 lugares não podia ter apenas 15 mil lugares e outros tantos amovíveis a desmontar depois do evento.
Este é o tipo de debate sobre o interesse desportivo e sobre o produto desportivo que o desporto não assume e embarca em todo o projecto nacional chame-se Euro2004 ou programa de austeridade da troika.
João Bibe tem uma terceira hipótese eventualmente para corrigir para si ou para terceiros a má imagem deixada na segunda passagem.
Para o desporto poderá ser um novo dar de informação às Finanças e um adiar de criação de um projecto de desenvolvimento desportivo.
O programa do PSD/CDS começa a tomar forma não sendo relevante, agora para as medidas de austeridade, as peculiaridades do desporto e um tratamento adequado sobre onde e como trabalhar para o século XXI.
Com o técnico das Finanças o risco moral vem da parte dos políticos que os nomeiam porque pensam que com funcionários das Finanças o comportamento das outras variáveis como as do óptimo desportivo funciona no melhor dos mundos.
Este pensamento é equivalente àquele do político que usa o direito do desporto para criar um mundo ideal contra os mouros e os corruptos das federações e dos clubes. Depois quando há estatísticas do desporto observa-se que o produto desportivo se mantém insuficiente e na cauda da Europa.
Não se trata de felicitar e de dar os parabéns e de boa sorte a ninguém Caso os objectivos das finanças sejam cumpridos e os do desporto protelados haverá um passivo que se arrastou para o futuro por exemplo o da população que deveria ter consumido mais desporto e não o fez. As finanças irão pagar mais dinheiro na saúde e na segurança social. Mas também isso pode não ser uma perda assumida pelas finanças. Pelo menos será dificil demonstrá-lo porque não vai haver técnicos do desporto a explicarem isso às finanças e depois poderá haver políticos que digam que haverá uma parceria público privada para resolver esse aumento de despesa na saúde.
Fica claro que afinal o modelo do PS é seguido pelo PSD/CDS com a particularidade destes dois último não terem percebido o que se passou há alguns anos atrás nas contas do desporto.
Outra solução que o PSD/CDS poderá repetir é a externalização de serviços como já fez o PS há poucos anos e não ter havido consequências mas ter havido fortes pagamentos dos escassos orçamentos do IDP.
- na sociedade, criada pelo Estado que acompanhou a aplicação dos meios públicos ao Euro 2004, e que foi liderada pelo ex-Secretário de Estado do Desporto Vasco Lynce de Faria, como especialista do ministério das Finanças
- como estrela financeira da liderança de Luís Sardinha, estando pouco tempo e saindo por razões que na altura não foram elogiosas como são muitas das saídas de todo o sítio
- adjunto ou assessor de Alexandre Mestre, passando a acompanhar superiormente a saída de Luís Sardinha
Se me for permitida uma opinião o problema dos funcionários das finanças nos organismos é o do risco moral.
O exemplo clássico do risco moral é o da pessoa que faz um seguro de saúde e depois corre demasiado e tem um enfarte. O risco moral é a da alteração de comportamento de diligência para fazer as coisas.
No Euro2004 com um fiscal das finanças a controlar as contas deixou de se fazer a avaliação dos estádios para além da despesa pública e do impacto estrito em 2004 o que resultou por exemplo à criação de empresas municipais gastadoras do erário público e incompetentes desportivamente para gerir patrimónios desajustados das estrutura produtiva instalada no terreno.
Há informação económica incompleta no desporto e a generalidade das decisões tomadas no desporto e sobre o desporto procuram soluções de senso comum ou importada por especialistas particulares, como os das finanças, mas que não focam as características peculiares do desporto.
No seio da União Europeia as características peculiares do desporto têm feito o seu caminho com um debate aceso sobre o que é e o que não é desporto dentro dos princípios europeus.
Para as finanças colocar um técnico noutro sector é um investimento porque existe sempre por parte das finanças o problema da informação assimétrica entre o comprador e o vendedor.
É o caso do mercado dos limões. O mercado dos carros em segunda mão tende a ser dominado pela estrutura de informação existente e se por exemplo não houver fiscalizações periódicas os vendedores vão saber mais do que os compradores sobre a qualidade dos carros e os carros em piores condições poderão ser vendidos por preços mais elevados dificultando a venda de bons carros pelo seu preço correcto.
Colocar técnicos nos sectores permite às finanças saber como aplicar bem as suas medidas que não são as mesmas preocupações de eficiência de mercado dos líderes do desporto.
O fiscal das finanças sabe exactamente tudo o que deve ser feito de acordo com a lei para aplicar bem a lei do orçamento e tantas outras, mas não sabe como é que se produz actividade desportiva para um jovem ou um idoso.
O Euro 2004 é mais uma vez um exemplo útil. Foram feitos 10 estádios e muitos de 30.000 lugares porque a UEFA exigia e o Estado se tinha comprometido e as Finanças comprometeram-se com esse programa.
Houve falta de debate frio, democrático e competente sobre o interesse do desporto nacional e se não era melhor Benfica e Sporting e Porto e Boavista jogarem juntos ou se os estádios de 30.000 lugares não podia ter apenas 15 mil lugares e outros tantos amovíveis a desmontar depois do evento.
Este é o tipo de debate sobre o interesse desportivo e sobre o produto desportivo que o desporto não assume e embarca em todo o projecto nacional chame-se Euro2004 ou programa de austeridade da troika.
João Bibe tem uma terceira hipótese eventualmente para corrigir para si ou para terceiros a má imagem deixada na segunda passagem.
Para o desporto poderá ser um novo dar de informação às Finanças e um adiar de criação de um projecto de desenvolvimento desportivo.
O programa do PSD/CDS começa a tomar forma não sendo relevante, agora para as medidas de austeridade, as peculiaridades do desporto e um tratamento adequado sobre onde e como trabalhar para o século XXI.
Com o técnico das Finanças o risco moral vem da parte dos políticos que os nomeiam porque pensam que com funcionários das Finanças o comportamento das outras variáveis como as do óptimo desportivo funciona no melhor dos mundos.
Este pensamento é equivalente àquele do político que usa o direito do desporto para criar um mundo ideal contra os mouros e os corruptos das federações e dos clubes. Depois quando há estatísticas do desporto observa-se que o produto desportivo se mantém insuficiente e na cauda da Europa.
Não se trata de felicitar e de dar os parabéns e de boa sorte a ninguém Caso os objectivos das finanças sejam cumpridos e os do desporto protelados haverá um passivo que se arrastou para o futuro por exemplo o da população que deveria ter consumido mais desporto e não o fez. As finanças irão pagar mais dinheiro na saúde e na segurança social. Mas também isso pode não ser uma perda assumida pelas finanças. Pelo menos será dificil demonstrá-lo porque não vai haver técnicos do desporto a explicarem isso às finanças e depois poderá haver políticos que digam que haverá uma parceria público privada para resolver esse aumento de despesa na saúde.
Fica claro que afinal o modelo do PS é seguido pelo PSD/CDS com a particularidade destes dois último não terem percebido o que se passou há alguns anos atrás nas contas do desporto.
Outra solução que o PSD/CDS poderá repetir é a externalização de serviços como já fez o PS há poucos anos e não ter havido consequências mas ter havido fortes pagamentos dos escassos orçamentos do IDP.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Porque faz estudos a liga de clubes de futebol, quando as outras organizações desportivas de Portugal não o fazem?
Em síntese indicarei algumas causas:
- começou por contratar e trabalhar com pessoas com um currículo desportivo de elevada craveira como o árbitro da FIFA e da UEFA Vítor Pereira
- tem stakeholders que trabalham com os bancos e a Bolsa de Valores Imobiliários, principalmente os grandes clubes, que os obriga a comportamentos equivalentes a outras empresas do mercado privado
- assume um modelo democrático e transparente de governance
- fez a renovação bem sucedida da liderança de Valentim Loureiro para Hermínio Loureiro
- manteve-se independente de Laurentino Dias evitando a captura que outros líderes e organizações privadas do desporto não conseguiram e cuja dependência terão assumido como vital para as suas organizações
Por tudo isto, o estudo da Liga é um bom estudo. Eu teria equacionado outros elementos mas o estudo em si é um bom estudo, avançando com novas questões como:
- o equilíbrio competitivo
- a importância da II liga
- a relevância dos clubes não candidatos à Europa
- a negociação colectiva dos direitos de televisão
- a maturação do capital humano importado
- ...
Dois outros pontos relevantes são apresentados:
- os valores agregados não escondem os débitos enormes, sugerindo a falência do mercado, real ou a prazo
- a necessidade de não destruir a predisposição a consumir futebol e principalmente sugerindo formas de a cultivar
Este projecto e o sucesso da liderança da Liga estende-se de Fernando Gomes a Alexandre Mestre os quais serão analisados pelas reformas profundas que conseguirem fazer.
Deixar uma marca que passe para além do seu horizonte de actuação está para além da realidade diária cujo andamento real não é perceptível por ser lento e por vezes contraditório.
Em tempo: Quando falo de Laurentino Dias não é meu objecto elogiá-lo mesmo quando constato o sucesso da sua liderança política.
Não terá sido por causa de Laurentino Dias que o PS perdeu as eleições, mas quanto beneficiaria o PS com outras políticas? Esta frase está no domínio do subjectivo.
É relevante estabelecer padrões e critérios de avaliação a fim de compreender o que se vai passando e a referência aos anos de Laurentino Dias é incontornável.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Os portugueses gostam do seu futebol
O estudo de Alberto Castro e Álvaro Nascimento é interessante, surge com novos dados sobre o futebol profissional e demonstra que os líderes dos clubes têm sabido elevar a predisposição dos portugueses a consumir desporto mesmo acima em termos relativos dos países que mais conquistam grandes resultados.
Os resultados do futebol profissional e das selecções é sustentado porque os países da dimensão de Portugal não produzem actualmente os resultados que Portugal produz.
O estudo tem suficientes elementos inovadores em relação ao que se discute em Portugal colocando opções de produção para sustentar uma posição intermédia de Portugal no contexto do futebol europeu e mundial.
O conceito de 'hub' usado no estudo para caracterizar a captura de rendas na transacção de jogadores que os clubes profissionais e os empresários de jogadores conseguem é um elemento a reter assim como as várias soluções apresentadas que o estudo das dimensões financeiras actuais sustentam.
Estão pois de parabéns Fernando Gomes, Alberto Castro e Álvaro Nascimento pelo produto em curso de ser terminado, foi apenas feita uma apresentação preliminar, certamente que a federação e o futebol também retirarão ilações úteis deste investimento.
Para além dos contributos para fins sérios, para quem gosta de futebol e diria que são muitos a leitura do documento mesmo que em diagonal dará alimento para novas conversas loucas sobre 'a bola'.
Os resultados do futebol profissional e das selecções é sustentado porque os países da dimensão de Portugal não produzem actualmente os resultados que Portugal produz.
O estudo tem suficientes elementos inovadores em relação ao que se discute em Portugal colocando opções de produção para sustentar uma posição intermédia de Portugal no contexto do futebol europeu e mundial.
O conceito de 'hub' usado no estudo para caracterizar a captura de rendas na transacção de jogadores que os clubes profissionais e os empresários de jogadores conseguem é um elemento a reter assim como as várias soluções apresentadas que o estudo das dimensões financeiras actuais sustentam.
Estão pois de parabéns Fernando Gomes, Alberto Castro e Álvaro Nascimento pelo produto em curso de ser terminado, foi apenas feita uma apresentação preliminar, certamente que a federação e o futebol também retirarão ilações úteis deste investimento.
Para além dos contributos para fins sérios, para quem gosta de futebol e diria que são muitos a leitura do documento mesmo que em diagonal dará alimento para novas conversas loucas sobre 'a bola'.
Competição fora das 4 linhas: Estudo da Liga de Futebol
A apresentação do estudo está aqui e o sumário executivo aqui.
A Liga de Futebol está uma vez mais de parabéns pelo estudo realizado desta feita sobre as dimensões financeiras do futebol português e das oportunidades futuras em aberto.
O estudo foi feito pela Faculdade de Economia da Universidade Católica do Porto e pela Delloitte e liderado por Alberto Castro e Álvaro Nascimento.
Farei uma apreciação do mesmo proximamente.
Numa primeira leitura em diagonal o relatório constata o trabalho meritório do futebol profissional, relativizado pelos cinco grandes campeonatos europeus, e abre oportunidades de trabalho para as I e II ligas.
O Link para o site da liga está aqui.
A Liga de Futebol está uma vez mais de parabéns pelo estudo realizado desta feita sobre as dimensões financeiras do futebol português e das oportunidades futuras em aberto.
O estudo foi feito pela Faculdade de Economia da Universidade Católica do Porto e pela Delloitte e liderado por Alberto Castro e Álvaro Nascimento.
Farei uma apreciação do mesmo proximamente.
Numa primeira leitura em diagonal o relatório constata o trabalho meritório do futebol profissional, relativizado pelos cinco grandes campeonatos europeus, e abre oportunidades de trabalho para as I e II ligas.
O Link para o site da liga está aqui.
Benfica, Sporting e os clubes de Lisboa aceitam que o Leiria venha jogar na sua área de influência
O futebol parece estar com algumas dificuldades em pousar os pés no chão.
O Leiria desesperado não sabe o que fazer e o Restelo que está igualmente falido aceita alugar o estádio não percebendo que os espectadores do Leiria serão os seus próprios sócios do Restelo e com isso diminuirá as suas receitas de bilheteira.
O futebol necessitava de ter tido um estudo há muito anos ou no início da época passada.
Laurentino Dias negou a utilidade de estudos económicos em toda a legislatura e atira para cima do período da crise a solução da sua péssima decisão contra a economia do desporto.
Empresas privadas fizeram estudos económicos há alguns anos que não foram concluídos e o Estado não tem uma estrutura vocacionada para esta matéria apesar das fortes contrariedades encontradas pelos agentes desportivos no mercado.
Os líderes dos clubes necessitam de uma ajuda que nunca tiveram.
Pinto da Costa será a favor ou será contra desta solução do Leiria?
O Leiria desesperado não sabe o que fazer e o Restelo que está igualmente falido aceita alugar o estádio não percebendo que os espectadores do Leiria serão os seus próprios sócios do Restelo e com isso diminuirá as suas receitas de bilheteira.
O futebol necessitava de ter tido um estudo há muito anos ou no início da época passada.
Laurentino Dias negou a utilidade de estudos económicos em toda a legislatura e atira para cima do período da crise a solução da sua péssima decisão contra a economia do desporto.
Empresas privadas fizeram estudos económicos há alguns anos que não foram concluídos e o Estado não tem uma estrutura vocacionada para esta matéria apesar das fortes contrariedades encontradas pelos agentes desportivos no mercado.
Os líderes dos clubes necessitam de uma ajuda que nunca tiveram.
Pinto da Costa será a favor ou será contra desta solução do Leiria?
1,2 milhões de euros em policiamento
Ver a notícia do Record, penúltima página de hoje.
O erário público gasta demasiado em violência, começando por permitir que a violência verbal dos líderes privados incendeiem as claques por sistema e aos longo das décadas.
Um dos elementos contraditórios da violência no desporto português é o insuficiente consumo do espectáculo desportivo, a incapacidade de promover a atracção das famílias às competições e a contemporização com a violência. Inúmeros níveis públicos e privados têm falhado, continuando-se a observar as conversas de café pelos responsáveis de política que deveriam apresentar ideias concretas sobre este desafio.
A comunicação social aceita a vacuidade das palavras o que lhe fica bem porque, assim, quando houver violência no espectáculo desportivo as imagens que transmitirem poderão vender mais.
O erário público gasta demasiado em violência, começando por permitir que a violência verbal dos líderes privados incendeiem as claques por sistema e aos longo das décadas.
Um dos elementos contraditórios da violência no desporto português é o insuficiente consumo do espectáculo desportivo, a incapacidade de promover a atracção das famílias às competições e a contemporização com a violência. Inúmeros níveis públicos e privados têm falhado, continuando-se a observar as conversas de café pelos responsáveis de política que deveriam apresentar ideias concretas sobre este desafio.
A comunicação social aceita a vacuidade das palavras o que lhe fica bem porque, assim, quando houver violência no espectáculo desportivo as imagens que transmitirem poderão vender mais.
Formar para o mercado e para o desemprego
A actual proliferação de treinadores de futebol pelos quatro cantos do mundo parece ser contrária à máxima de formar para o desemprego.
Há sucesso nas escolas de desporto e a matéria suscita um debate sobre a competitividade deste mercado universitário.
O sucesso de Carlos Queiroz e de José Mourinho apontam para a Faculdade de Motricidade Humana enquanto o surgimento de Vítor Pereira no Futebol Clube do Porto sugere que a Faculdade de Desporto tem outras valias.
Procurei conversar com vários professores das faculdades e escolas superiores e os dados contraditórios são os seguintes:
Há sucesso nas escolas de desporto e a matéria suscita um debate sobre a competitividade deste mercado universitário.
O sucesso de Carlos Queiroz e de José Mourinho apontam para a Faculdade de Motricidade Humana enquanto o surgimento de Vítor Pereira no Futebol Clube do Porto sugere que a Faculdade de Desporto tem outras valias.
Procurei conversar com vários professores das faculdades e escolas superiores e os dados contraditórios são os seguintes:
- Melo Barreiros ao adoptar a Motricidade de Manuel Sérgio levou a faculdade para um nível científico que permite aos seus licenciados fazer um trabalho em qualquer matéria científica do desporto inclusive sobre qualquer questão desportiva do futebol, ao triatlo ou ao skate.
- As disciplinas de treino das modalidades desapareceram e é possível aos alunos desenvolverem conhecimentos sobre as modalidades a partir de determinado nível de formação na faculdade.
- Com esta transformação professores do treino como Jenny Candeias, José Curado e Jorge Proença abandonaram a escola.
- A progressão destes novos licenciados nas modalidades é mais difícil porque não chegam a compreender a cultura da modalidade. Há casos de sucesso destes treinadores mas a sua progressão é mais difícil.
- O projecto criado por Carlos Queiroz, Mirandela da Costa e Jesualdo Ferreira deu um exemplo significativo aos clubes onde os treinadores licenciados até esse momento eram simples adjuntos e só a partir dessa altura começam a assumir lugares de responsabilidade.
- A Faculdade do Porto terá afirmado o primado do desporto e do treino não só no futebol mas também noutras modalidades como o voleibol, andebol, basquetebol, ginástica, natação e atletismo onde pontifica Vítor Frade como referência maior.
- A UTAD tem obtido resultados no futsal e no basquetebol.
- A Escola Superior de Rio Maior é a primeira criada de raiz focada no treino, no sentido das escolas de leste e alemãs, começando a colocar treinadores em lugares de responsabilidade nos clubes.
Estas notas não esgotam a matéria e poderão conter erros.
O seu objectivo é a apreciação do trabalho das faculdades de desporto como elemento igualmente relevante para o progresso do desporto português.
As opções parecem situar-se entre uma escola centrada nos desafios científicos para responder aos desafios colocados no mercado e uma outra partindo da produção de desporto para campeões no terreno de jogo e no campo científico.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Haverá inúmeras instituições do desporto que não funcionam
Maria José Morgado refere 3, a saber:
Não se fala dela mas desconhece-se o que faz a Fundação do Desporto que segundo corre por aí, até paga salários, quando há décadas nada se vê do seu funcionamento, nem da resposta aos pedidos de socorro de um seu presidente.
Recorde-se que houve imensos envolvidos na criação do Tribunal Arbitral do Desporto o qual durante os anos de incubação já viajou entre Belém, Algés e o Parque das Nações ou outra localização do Ministério da Justiça.
O que acontece é que há quem diga que trabalha durante legislaturas nestas coisas que não se sabe o que fazem e vem uma magistrada Maria José Morgado dizer que as arruaças dos jogos entre os maiores clubes de futebol e jogos de outras modalidades são ninhos de malfeitores.
Como é que o Governo vai querer que os patrocinadores empresariais financiem o desporto se a comunicação social lhes mostra que a sua marca e os seus produtos podem ser associados a cenas de violência gratuita e a afirmações extraordinárias e responsáveis inimputáveis.
O novo Secretário de Estado e outros responsáveis do desporto deveriam preocupar-se com estes problemas que não dependem de mais ninguém e que se houver propostas razoáveis só podem ser aprovadas.
Passar anos sem resolver problemas como estes e gastando rios de dinheiro em policiamento é um atestado de dificuldade de responder a questões que são muito graves e prejudicam enormemente o desporto.
Ninguém quer saber dos problemas reais das federações com estas cenas e estas afirmações que a sociedade portuguesa sabe ser verdade.
Será agora que vai haver um Ministro do Desporto e outro da Justiça a porem um ponto final nestas realidades insuportáveis?
Como já referi, existe uma economia da violência que vive de toda esta desconformidade as claques e os seus facínoras, as direcções dos clubes que as suportam, as polícias, a comunicação social, os opinion makers, os advogados e juristas de serviço, entre outros.
A outra economia boa é aquela que prosperaria com a inexistência destas malfeitorias mas até agora o Estado português e a federação de futebol e a liga não estavam para aí voltados.
- Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude
- Instituto do Desporto de Portugal
- Conselho para Ética e Segurança no Desporto
Não se fala dela mas desconhece-se o que faz a Fundação do Desporto que segundo corre por aí, até paga salários, quando há décadas nada se vê do seu funcionamento, nem da resposta aos pedidos de socorro de um seu presidente.
Recorde-se que houve imensos envolvidos na criação do Tribunal Arbitral do Desporto o qual durante os anos de incubação já viajou entre Belém, Algés e o Parque das Nações ou outra localização do Ministério da Justiça.
O que acontece é que há quem diga que trabalha durante legislaturas nestas coisas que não se sabe o que fazem e vem uma magistrada Maria José Morgado dizer que as arruaças dos jogos entre os maiores clubes de futebol e jogos de outras modalidades são ninhos de malfeitores.
Como é que o Governo vai querer que os patrocinadores empresariais financiem o desporto se a comunicação social lhes mostra que a sua marca e os seus produtos podem ser associados a cenas de violência gratuita e a afirmações extraordinárias e responsáveis inimputáveis.
O novo Secretário de Estado e outros responsáveis do desporto deveriam preocupar-se com estes problemas que não dependem de mais ninguém e que se houver propostas razoáveis só podem ser aprovadas.
Passar anos sem resolver problemas como estes e gastando rios de dinheiro em policiamento é um atestado de dificuldade de responder a questões que são muito graves e prejudicam enormemente o desporto.
Ninguém quer saber dos problemas reais das federações com estas cenas e estas afirmações que a sociedade portuguesa sabe ser verdade.
Será agora que vai haver um Ministro do Desporto e outro da Justiça a porem um ponto final nestas realidades insuportáveis?
Como já referi, existe uma economia da violência que vive de toda esta desconformidade as claques e os seus facínoras, as direcções dos clubes que as suportam, as polícias, a comunicação social, os opinion makers, os advogados e juristas de serviço, entre outros.
A outra economia boa é aquela que prosperaria com a inexistência destas malfeitorias mas até agora o Estado português e a federação de futebol e a liga não estavam para aí voltados.
FUTEBOL Morgado aponta culpados pelo 'off-shore judicial'
No Diário de Notícias, aqui, que se agradece a utilização.
A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) disse hoje que "a Lei é boa, mas a prática é má", acusando governantes e entidades que regulam o futebol pelo "off-shore judicial" e "certeza de impunidade".
Maria José Morgado justificou: "A arquitectura criada pela Lei contra a violência não funciona, não tem funcionado, um pouco por inércia da Liga e da Federação, mas também devido à ausência de uma política criminal nesta área e à jurisprudência em contexto de violência desportiva".
No seminário internacional "Estádios de Sítio, o policiamento da violência", no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa, a responsável apontou ainda o dedo à secretaria de Estado do Desporto e da Juventude, ao Instituto do Desporto de Portugal e ao Conselho para Ética e Segurança no Desporto, devido à quase inexistência das penas administrativas de interdição a adeptos de se deslocarem a recintos desportivos.
"O regime sancionatório não tem tido a aplicação devida e necessária para controlar o fenómeno. Não há sanções nem jogos à porta fechada e as únicas que se conhecem não têm eficácia dissuasora", continuou, descrevendo a situação como um "paraíso judicial desportivo".
Morgado considerou que se vive em Portugal "a certeza da impunidade do infractor" devido à falta de vitalidade do sistema - "o fenómeno progride em espiral e ameaça ficar fora de controlo, exigindo portanto urgentes medidas severas por parte das autoridades e responsáveis do Governo".
A responsável pelo DIAP caracterizou as claques de futebol como "gloriosos GOA (grupos organizados de adeptos), autênticos viveiros de criminalidade associados ao crime organizado", criticando também os "custos exagerados, com prejuízo do erário público e da segurança dos contribuintes", devido ao elevado número de agentes empregues em jogos de risco elevado, nomeadamente no acompanhamento de adeptos.
A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) disse hoje que "a Lei é boa, mas a prática é má", acusando governantes e entidades que regulam o futebol pelo "off-shore judicial" e "certeza de impunidade".
Maria José Morgado justificou: "A arquitectura criada pela Lei contra a violência não funciona, não tem funcionado, um pouco por inércia da Liga e da Federação, mas também devido à ausência de uma política criminal nesta área e à jurisprudência em contexto de violência desportiva".
No seminário internacional "Estádios de Sítio, o policiamento da violência", no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa, a responsável apontou ainda o dedo à secretaria de Estado do Desporto e da Juventude, ao Instituto do Desporto de Portugal e ao Conselho para Ética e Segurança no Desporto, devido à quase inexistência das penas administrativas de interdição a adeptos de se deslocarem a recintos desportivos.
"O regime sancionatório não tem tido a aplicação devida e necessária para controlar o fenómeno. Não há sanções nem jogos à porta fechada e as únicas que se conhecem não têm eficácia dissuasora", continuou, descrevendo a situação como um "paraíso judicial desportivo".
Morgado considerou que se vive em Portugal "a certeza da impunidade do infractor" devido à falta de vitalidade do sistema - "o fenómeno progride em espiral e ameaça ficar fora de controlo, exigindo portanto urgentes medidas severas por parte das autoridades e responsáveis do Governo".
A responsável pelo DIAP caracterizou as claques de futebol como "gloriosos GOA (grupos organizados de adeptos), autênticos viveiros de criminalidade associados ao crime organizado", criticando também os "custos exagerados, com prejuízo do erário público e da segurança dos contribuintes", devido ao elevado número de agentes empregues em jogos de risco elevado, nomeadamente no acompanhamento de adeptos.
Líderes desportivos fortes e o mercado privado nacional e internacional
O governo tem o desafio de gerar líderes associativos fortes capazes de mobilizar a opinião pública à volta das modalidades e das suas bandeiras sejam atletas, equipas ou treinadores.
A existência de um capital de liderança forte, coeso, realizador e competitivo para dentro e para fora do desporto é fundamental para o governo em dois domínios claros com consequências num terceiro:
A existência de um capital de liderança forte, coeso, realizador e competitivo para dentro e para fora do desporto é fundamental para o governo em dois domínios claros com consequências num terceiro:
- Uma capacidade de resposta competitiva aos actos do governo, nomeadamente às medidas de política visando agilizar o mercado e aumentar a sua produtividade.
- Uma imagem mobilizadora da opinião pública e com efeitos de alavancagem de patrocínios das empresas que procuram o desporto para a promoção dos seus serviços e actividades desportivas.
- A criação de oportunidades de centralizar o financiamento associativo no mercado privado.
Não basta definir um conjunto de novas relações entre a comunicação social e as federações, há a necessidade de criar quadros de relações económicas competitivas a tal ponto que passando as federações a trabalhar mais com os patrocinadores privados tenham a possibilidade de resolver com eficiência tanto os ciclos de produção desportiva, como a variação positiva ou negativa do interesse do patrocinador.
Não estou a dizer que os líderes actuais sejam fracos e também não me estou a referir a maus líderes desportivos.
Estou a afirmar que eles devem ser fortes aos olhos daqueles que os vão financiar e consumir os produtos da sua estrutura de produção da sua actividade desportiva.
Estou a afirmar que para eles se tornarem fortes cabe ao Estado através de políticas públicas dar-lhes a oportunidade de assumirem em plenitude as responsabilidades que o país e o desporto hoje lhes exigem.
Há governos que preferem ou não conseguem robustecer a capacidade de liderança do associativismo e tornam-nos fracos.
Há governos que preferem ou não conseguem robustecer a capacidade de liderança do associativismo e tornam-nos fracos.
O próximo Presidente do COP deve ser um líder forte, orgulhar-se dos atletas olímpicos e saber o que se passa nas federações
Quando o presidente do COP se reúne com o Ministro do Desporto deve ser incansável na promoção dos atletas olímpicos.
A população necessita da criação de um estado envolvimento pleno e de orgulho sincero pelos atletas e estes devem ser promovidos em todas as oportunidades pelo Governo, pelo COP e pela federação.
É triste ver um presidente do COP que fala do seu umbigo, do seu dinheiro que o Estado lhe dá e do seu projecto museológico.
Este é que foi o objecto da reunião, num momento tão difícil para o país e para o desporto?
Não é aceitável que não enalteça os atletas olímpicos, não fale das suas medalhas e nem tenha uma única palavra para as condições com que trabalham as federações que municiam com o capital desportivo extraordinário e raro as equipas nacionais presentes aos Jogos Olímpicos.
Obviamente presidente do COP que não representa ou representa mal, perante o Estado os interesses dos seus parceiros associativos então está a prejudicar os reais interesses dos seus parceiros.
Haverá falta de credibilidade de um líder que não defende com intransigência os interesses do desporto português.
É necessário que o desporto português tenha líderes fortes, capazes de equacionar políticas ambiciosas e não tenham o receio de meter as mãos no lume pelos seus objectivos, pelos seus atletas e pelos seus conseguimentos.
Só líderes desportivos fracos são protegidos por estratégias escondidas da opinião pública, como a de não falar de medalhas, nem enaltecer os campeões desportivos nacionais, nem defender o trabalho das federações e os seus desafios actuais.
A população necessita da criação de um estado envolvimento pleno e de orgulho sincero pelos atletas e estes devem ser promovidos em todas as oportunidades pelo Governo, pelo COP e pela federação.
É triste ver um presidente do COP que fala do seu umbigo, do seu dinheiro que o Estado lhe dá e do seu projecto museológico.
Este é que foi o objecto da reunião, num momento tão difícil para o país e para o desporto?
Não é aceitável que não enalteça os atletas olímpicos, não fale das suas medalhas e nem tenha uma única palavra para as condições com que trabalham as federações que municiam com o capital desportivo extraordinário e raro as equipas nacionais presentes aos Jogos Olímpicos.
Obviamente presidente do COP que não representa ou representa mal, perante o Estado os interesses dos seus parceiros associativos então está a prejudicar os reais interesses dos seus parceiros.
Haverá falta de credibilidade de um líder que não defende com intransigência os interesses do desporto português.
É necessário que o desporto português tenha líderes fortes, capazes de equacionar políticas ambiciosas e não tenham o receio de meter as mãos no lume pelos seus objectivos, pelos seus atletas e pelos seus conseguimentos.
Só líderes desportivos fracos são protegidos por estratégias escondidas da opinião pública, como a de não falar de medalhas, nem enaltecer os campeões desportivos nacionais, nem defender o trabalho das federações e os seus desafios actuais.
Quatro questões a dizer a Miguel Relvas, o Ministro do Desporto
Na sua audiência, para além de ter convidado o Primeiro-Ministro e o Ministro do Desporto para os Jogos Olímpicos, o Presidente do COP deveria ter:
- garantido o número de medalhas a que Portugal se candidatava;
- apresentado as contas do projecto Londres 2012 mesmo que corrigindo números, diminuindo uns e aumentando outros e assegurando que essas contas estavam a ser e seriam escrupulosamente cumpridas;
- assegurado que não se candidataria a um novo mandato à frente do COP;
- afirmado que estava a organizar eleições democráticas e competitivas abertas aos melhores candidatos nacionais a futuro líder do COP e do desporto português.
Segundo a comunicação social nenhuma destas questões foi tratada.
Na segunda questão é dito na comunicação social que os números se mantém o que sugere ou que há folga ou que no fechar das contas logo se vê. Terá sido perdida uma oportunidade de prestar contas ao novo responsável governamental apresentando com transparência os desafios colocados na liderança do projecto Londres 2012 para um porto condigno que é o que todos queremos que a selecção de Portugal cumpra.
Ganhar com mérito e perder com dignidade nos Jogos Olímpicos de Londres
Diz o site do COP, aqui, que na reunião com o Ministro Miguel Relvas foi dito que "a preparação olímpica se vai fazer nas melhores condições e, se possível, honrar o desporto português".
Este 'se possível' estará a referir-se a medalhas dizendo que 'se possível' se vai honrar o desporto português com medalhas.
Ora, alguns dos feitos do olimpismo de todos os tempos foram realizados com atletas que perderam e que deram lições de estoicismo e de valores olímpicos intemporais.
Chama-se a isto saber ganhar com fair-play tendo mérito na vitória e dignidade na derrota.
Por se saber perder com dignidade é que se deve dizer com ética, transparência e frontalidade quantas medalhas vai Portugal candidatar-se em Londres 2012.
Se bem que a comunicação social tenha uma interpretação de deve e haver medalhas estrita, o que efectivamente mancha a imagem do desporto é a actuação da liderança e aquilo que parecem ser problemas de treino e preparação olímpica.
Aceita o governo actual que toda esta situação se mantenha?
Esta situação será saudável para os atletas, a quem se pede a exemplaridade dos comportamentos?
Ou será que o COP diz ao Nelson Évora e aos atletas da canoagem: 'se possível' ganha a medalha?
O Museu do Desporto do Comandante Vicente Moura
Depois do Secretário de Estado do Desporto Alexandre Mestre ter referido na posse dos corpos directivos da CDP que se vivem tempos de austeridade o Comandante Vicente Moura procura o comprometimento do Ministro do Desporto Miguel Relvas com o seu Museu do Desporto.
Ver o site do COP aqui.
Não há razão plausível para que o Presidente do COP não se recandidate a novo mandato de 2013 a 2017.
O governo e os portugueses só vão ter boas notícias deste modelo de desenvolvimento desportivo.
Ver o site do COP aqui.
Não há razão plausível para que o Presidente do COP não se recandidate a novo mandato de 2013 a 2017.
O governo e os portugueses só vão ter boas notícias deste modelo de desenvolvimento desportivo.
Programa do XIX governo conclusão
É possível realçar alguns pontos da análise realizada referindo o seguinte:
Numa frase final pode dizer-se que o programa do XIX governo constitucional procura cortar com o passado e com o real, quer não falando deles, quer falando de coisas novas (como foi feito na Lei de Bases do Desporto de 2005).
Tal como o PS em 2005 reconstruiu o seu modelo de actuação a partir dos sucessos anteriores as equipas e os conteúdos, tudo leva a crer que o actual modelo do governo do PSD e do CDS é o de Hermínio Loureiro sem o Euro 2004.
Este é um contributo para o PS começar a construir o seu futuro no desporto.
Independentemente do que está no programa o Ministro do Desporto e o Secretário de Estado do Desporto é que têm a faca e o queijo na mão para demonstrarem que as hipóteses e conclusões colocadas serão reais para o desporto português.
- O programa usa conceitos que são novos e que são usados nos documentos europeus e abrangem um largo espectro da produção desportiva actual.
- A construção das frases de proposta das medidas é confusa impedindo a clarificação do que realmente o PSD e o CDS querem fazer entre a realidade do terreno e uma possível viagem visando a média europeia.
- O programa não tem pontos indicativos dos pontos centrais da actual situação, onde vai actuar e em que dimensão.
- Não há detalhe de medidas de política para a prática desportiva informal e para o 'desporto com todos'.
- O detalhe das futuras medidas do alto rendimento é grande em múltiplos pontos e mesmo quando parece que a frase de início vai tratar do 'desporto com todos' verifica-se que acaba a falar de alto rendimento, talentos, parcerias privadas.
- O modelo por detrás do programa é maioritariamente direccionado para o alto rendimento.
- A austeridade referida pelo secretário de estado sugere que algumas das medidas apresentadas no programa sejam ajustadas ao que chama o contexto macroeconómico.
- O programa não consubstancia um modelo de desenvolvimento sustentado visando a média europeia.
- É uma lacuna grave que o programa do governo não trate com essencialidade o fracasso actual da produção do associativismo desportivo de base. O 'desporto com todos' é um conceito novo como o da actividade física imposto na legislatura passada.
- A actuação do governo deverá orientar-se pelos tradicionais instrumentos legislação, produção pública e subsídios para a produção privada. A maior parte das medidas tratadas podem ter graus diferenciados de legislação, produção pública e subsídios.
- Ou seja, as transformações legislativas não são apenas a revisão da lei de bases, do Conselho Nacional do Desporto, o TAD. Todas as medidas propostas incluem alguma necessidade de ajustamento legislativo ou de produção pública ou de subsídio. Ligar a actuação do governo apenas à produção legislativa é um erro da equipa que pontificou na legislatura precedente.
- Há nos dias que correm a possibilidade de atribuir direitos de propriedade aos produtores privados nomeadamente através de parcerias para a realização de objectivos públicos.
- Entre esses elementos também está o diálogo social não só para dentro do desporto como também para fora do desporto que o programa só fala em termos do turismo o que é fortemente limitado.
- Simultaneamente há grandes projectos nacionais como o Mar e que o programa para o desporto é omisso.
Numa frase final pode dizer-se que o programa do XIX governo constitucional procura cortar com o passado e com o real, quer não falando deles, quer falando de coisas novas (como foi feito na Lei de Bases do Desporto de 2005).
Tal como o PS em 2005 reconstruiu o seu modelo de actuação a partir dos sucessos anteriores as equipas e os conteúdos, tudo leva a crer que o actual modelo do governo do PSD e do CDS é o de Hermínio Loureiro sem o Euro 2004.
Este é um contributo para o PS começar a construir o seu futuro no desporto.
Independentemente do que está no programa o Ministro do Desporto e o Secretário de Estado do Desporto é que têm a faca e o queijo na mão para demonstrarem que as hipóteses e conclusões colocadas serão reais para o desporto português.
Programa do XIX governo 5 várias medidas
As medidas seguintes todas para o alto rendimento não referem o que está a ser feito, poderá contribuir para nova despesa ou não existiam nesta formulação nos governos anteriores. São elas:
A medida seguinte é interminável e sintomática da dificuldade de concepção de um novo modelo:
- Apostar num projecto de identificação e desenvolvimento de jovens talentos no desporto, em particular no âmbito dos Programas de Preparação Olímpica e Paralímpica e das Esperanças Olímpicas (a identificação e o desenvolvimento de talentos tem como paradigma experiências boas como Nelson Évora e experiências más como Vanessa Fernandes. Esta formulação deveria ser mais cautelosae ter algum juízo de valor face ao actual)
- Ajustar os estatutos de acesso ao alto rendimento, compatibilizando-os com a formação escolar dos atletas (“carreiras duais”), com modelos de gestão mista dos centros de alto rendimento; (para além do 'carreiras duais' a frase mistura-as com a gestão mista dos CAR o que é muito confuso)
- Promover o “mecenato desportivo” e integrá-lo no Estatuto dos Benefícios Fiscais; (não fala da Fundação do Desporto que continuará a pagar salários e vem propor algo de improvável na actual conjuntura porque nada no programa sugere onde se vai cortar para obter rendimentos adicionais como nos benefícios fiscais)
- Profissionalizar os agentes desportivos e qualificá-los através de um Plano Nacional de Formação, v.g. nas vertentes da gestão e do treino em parceria com as universidades e, internamente, nas federações; (um programa já existe e as federações estão a trabalhar nele. o governo vai mexer neste programa e como?)
A medida seguinte é interminável e sintomática da dificuldade de concepção de um novo modelo:
- Avaliar e redefinir os critérios públicos de apoio às práticas desportivas tendo em conta o contexto macroeconómico e os novos pressupostos de integração no estatuto de alto rendimento e a sua conciliação com outros financiamentos das federações e comités Olímpico e Paralímpico. Neste contexto, cabe assegurar a requalificação e a melhoria das infra-estruturas e materiais de apoio à prática desportiva como o Centro de Alto Rendimento do Jamor, alterando o seu modelo de gestão, e através da reestruturação do modelo gestionário do serviço público de medicina desportiva, privilegiando a instalação de unidades médicas e de controlo de treino nos Centros de Alto Rendimento com parcerias com o sector privado; (há 1 questão: os critérios públicos de apoios, articulado com o contexto macroeconómico e o novo estatuto de AR. Depois referem-se outras questões a referir isoladamente ou noutro ponto: o CAR do Jamor, o serviço público de medicina, as parcerias com o sector privado. Mais uma vez começa-se num ponto geral e acaba-se num ponto específico que nunca mais se fala. Como tudo tem a ver com tudo, quem quer compreender a racionalidade do modelo apanha uma desorientação de palavras fortes)
- Modernizar e desenvolver o parque desportivo nacional e viabilizar a gestão e utilização das instalações, equipamentos e infra-estruturas existentes com vista ao seu integral aproveitamento;
- Projectar o Desporto Nacional internacionalmente e de forma concertada com o Turismo através de um criterioso apoio à organização de candidaturas a grandes eventos desportivos internacionais na base de um efectivo retorno económico, turístico e desportivo. (isto já se faz desde 1991 quando Portugal organizou o Mundial de futebol junior e depois o Euro 2004 atingiu o seu máximo com os dez estádios, o Pavilhão Atlântico e as Empresas Municipais de Desporto. A fórmula habitual é: o desporto paga a despesa e o turismo arrecada os lucros. A particularidade é que num período de crise o Turismo vai cobrar e algumas federações vão querer ter rendas de eventos mesmo sem ter praticantes ou sem futuro da modalidade)
terça-feira, 5 de julho de 2011
Programa do XIX governo 4, medida 2
A medida destina-se a promover o desporto universitário e tem o mesmo problema da medida anterior, parece que vai tratar do consumo desportivo de todos os universitários e acaba nas Universíadas.
Diz a medida:
'Promover o aumento da prática desportiva no ensino superior, incentivando a criação de serviços desportivos académicos e preparando o estatuto estudante-atleta, bem como o apoio à participação nas Universíadas.'
Partindo o parágrafo em frases obtém-se:
Diz a medida:
'Promover o aumento da prática desportiva no ensino superior, incentivando a criação de serviços desportivos académicos e preparando o estatuto estudante-atleta, bem como o apoio à participação nas Universíadas.'
Partindo o parágrafo em frases obtém-se:
- 'Promover o aumento da prática desportiva no ensino superior, (seria útil uma quantificação e alguma identificação do tipo de consumo que se pretende se esporádico (informal), regular (quantas horas/vezes por semana) e intenso)
- incentivando a criação de serviços desportivos académicos e (privados ou públicos ou privados financiados pelo Estado, que serviços são estes?)
- preparando o estatuto estudante-atleta, (afinal estamos no alto rendimento, o que não tinha sido afirmado antes porque quem lê o programa pensa que ainda era o 'desporto com todos')
- bem como o apoio à participação nas Universíadas.' (Portugal tem uma história nas Universíadas? O que se pretende com esta participação? Porque é que se fala agora desta prova?)
Há a necessidade de explicar bem toda a produção do desporto para a população em idade escolar.
O documento fractura o desporto escolar e o universitário e parece dar uma prioridade à produção pública, quando esta é incapaz de produzir com eficiência desporto para jovens como demonstram as estatísticas do desporto de inúmeros produtores desportivos.
Um outro aspecto relaciona-se com as opções estratégicas. Se o objectivo é o consumo desportivo ao longo da vida as medidas apresentadas até este momento não identificam a forma como este objectivo que é estratégico se concretiza.
Tudo se prepara para que o consumo de 'desporto com todos' não tenha uma formulação cuidadosa e clara para indicar aos agentes privados, associativos e empresariais, quais as preferências do Estado no presente ciclo legislativo e permitir-lhes obter os melhores resultados das medidas do governo.
Não havendo políticas para a base da pirâmide então a hipótese que começa a tomar forma é o desporto de alto rendimento, o qual foi definido em cada um dos pontos até agora tocados pelo programa.
Crianças portuguesas são das que mais têm excesso de peso na Europa
Ver aqui a notícia do SOL.
Precisamente a obesidade é um dos desafios que o Programa do XIX Governo não trata ... ou não terei lido bem.
Precisamente a obesidade é um dos desafios que o Programa do XIX Governo não trata ... ou não terei lido bem.
Programa do XIX governo 3, medida 1
A discussão da viabilidade económica da medida não pode ser feita porque a escrita da medida é confusa; é como partir do Rossio e querer metê-lo na Rua da Betesga ali ao lado.
Diz a medida:
'Realizar um programa que fomente a prática desportiva contínua ao longo da vida, contemplando inicialmente a introdução à prática desportiva e à competição através da dinamização do desporto escolar, clubes e associações e promovendo a identificação, desenvolvimento e profissionalização de talentos em centros de alto rendimento'
Vamos por partes dividindo o parágrafo em frases com sentido:
Diz a medida:
'Realizar um programa que fomente a prática desportiva contínua ao longo da vida, contemplando inicialmente a introdução à prática desportiva e à competição através da dinamização do desporto escolar, clubes e associações e promovendo a identificação, desenvolvimento e profissionalização de talentos em centros de alto rendimento'
Vamos por partes dividindo o parágrafo em frases com sentido:
- 'Realizar um programa que fomente a prática desportiva contínua ao longo da vida,' (sugiro um ponto final. Este é o Rossio de partida)
- 'contemplando inicialmente a introdução à prática desportiva e à competição através da dinamização do desporto escolar,' (começa a falar de desporto escolar, mas quer-se referir ao desporto para os jovens quando mete os clubes)
- 'clubes e' (cá estão eles)
- 'associações e' (que associações são estas? Serão as amigas do futebol de Laurentino Dias? Serão ginásios? Porque é que não se fala das escolinhas? Porque é que não se fala das empresas de desporto?)
- 'promovendo a identificação, desenvolvimento e profissionalização de talentos em centros de alto rendimento.' (cá está a Betesga onde se quer meter o Rossio. A prática desportiva ao longo da vida para toda a população não se relaciona com os 2% ou 3%, ou percentagem inferior nos níveis actuais de prática, que chegam aos Centros de Alto Rendimento)
Este tipo de coisas acontecem quando há alguém que escreve um texto e depois existe outro alguém que revê o texto final e junta várias coisas para diminuir o texto.
Há no 'alguém inicial' uma formatação europeia já detectada na frase sobre 'a aprendizagem ao longo da vida'.
O 'savoir-faire' luso é que deita tudo a perder porque sem alto rendimento a começar nos jovens não há desporto. Vanessa espera pela volta que ainda não foi o suficiente.
Começa-se a perceber que o programa fala de coisas mas faltam-lhe outras mais simples e de base, como escrever uma boa primeira medida de política desportiva.
Programa do XIX governo 2 objectivos estratégicos
Portugal tem necessidades estratégicas de desenvolvimento sustentado que o resumo de 4 pontos é europeu e, ficando lá por cima, não alcança Portugal.
Fala da população saudável, dos carenciados, da sociedade civil (a Europa fala do diálogo social), e fala da corrupção, violência, etc.
Falta Portugal:
Quem ler o Livro Branco e os documentos recentes da União Europeia nota que os 4 pontos estão lá ditos com outras palavras e isso é a estratégia correcta da União.
Se o objectivo estratégico é a média europeia, isso deveria ter sido escrito e concretizado com exemplos temporais.
Sendo o desporto um projecto de longo prazo, o programa trata o que vai fazer intemporalmente.
Referindo coisas europeias o programa não estabelece afinal o que estrategicamente vai concretizar em 4 anos.
Como o PS fez em 6 anos, começou por falar em ética e no Congresso das grandes coisas e no meio fez o que quis. No fim estava tudo feito, o que tinha feito, e não teve de ver o que tinha prometido, com o resultado final.
Estes objectivos estratégicos do PSD e do CDS prestam-se a isso mesmo.
Fala da população saudável, dos carenciados, da sociedade civil (a Europa fala do diálogo social), e fala da corrupção, violência, etc.
Falta Portugal:
- poderia (deveria?) falar das mulheres. A Associação das Mulheres do Desporto vai ser obrigada a convidar o Secretário de Estado e explicar-lhe o que estrategicamente são as mulheres no desporto português ou o que não são e deveriam ser.
- não fala da racionalização e competitividade da produção de desporto pelo associativismo,
- não fala das empresas de desporto que tanta importância têm no processo produtivo do desporto nacional,
- não fala do produto do alto rendimento, as medalhas.
Quem ler o Livro Branco e os documentos recentes da União Europeia nota que os 4 pontos estão lá ditos com outras palavras e isso é a estratégia correcta da União.
Se o objectivo estratégico é a média europeia, isso deveria ter sido escrito e concretizado com exemplos temporais.
Sendo o desporto um projecto de longo prazo, o programa trata o que vai fazer intemporalmente.
Referindo coisas europeias o programa não estabelece afinal o que estrategicamente vai concretizar em 4 anos.
Como o PS fez em 6 anos, começou por falar em ética e no Congresso das grandes coisas e no meio fez o que quis. No fim estava tudo feito, o que tinha feito, e não teve de ver o que tinha prometido, com o resultado final.
Estes objectivos estratégicos do PSD e do CDS prestam-se a isso mesmo.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Programa do XIX governo - desporto 1
Diz na página 96:
'O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos – Desporto com todos e para todos - e pretende criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selecções nacionais e o desporto profissional.'
Era útil que os partidos quando fazem programas usassem os conceitos correntes sem inovarem para que a mensagem seja clara e directa aos interessados.
Quando fala em 'desporto com todos e para todos', parece ser um jogo de palavras, que coloca questões que não responde e aliás a formulação seguinte contradiz.
Fala seguidamente em 'criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selescções nacionais e o desporto profissional' sendo que os dois últimos são parcelas do alto rendimento que os precedem.
Portanto, o 'desporto com todos' refere-se ao desporto escolar e ao alto rendimento.
Se esta é a leitura 'os todos' ficam diminuídos ou então o desporto escolar e o alto rendimento é uma particularização do 'com todos' antes referido.
Esta introdução chama a atenção para a necessidade de ver no resto do programa qual a relevância dos possíveis beneficiários do 'com todos'.
Teria preferido usar apenas a primeira fase: 'O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos.'
Acrescentaria qualquer coisa do género por esta ou outra ordem: através do desporto para todos, desporto escolar e alto rendimento.
De qualquer modo considero uma falta não referir o associativismo desportivo de base.
'O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos – Desporto com todos e para todos - e pretende criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selecções nacionais e o desporto profissional.'
Era útil que os partidos quando fazem programas usassem os conceitos correntes sem inovarem para que a mensagem seja clara e directa aos interessados.
Quando fala em 'desporto com todos e para todos', parece ser um jogo de palavras, que coloca questões que não responde e aliás a formulação seguinte contradiz.
Fala seguidamente em 'criar condições para estimular o desporto escolar, o de alto rendimento, as selescções nacionais e o desporto profissional' sendo que os dois últimos são parcelas do alto rendimento que os precedem.
Portanto, o 'desporto com todos' refere-se ao desporto escolar e ao alto rendimento.
Se esta é a leitura 'os todos' ficam diminuídos ou então o desporto escolar e o alto rendimento é uma particularização do 'com todos' antes referido.
Esta introdução chama a atenção para a necessidade de ver no resto do programa qual a relevância dos possíveis beneficiários do 'com todos'.
Teria preferido usar apenas a primeira fase: 'O Governo entende o Desporto como uma componente essencial do desenvolvimento integral dos cidadãos.'
Acrescentaria qualquer coisa do género por esta ou outra ordem: através do desporto para todos, desporto escolar e alto rendimento.
De qualquer modo considero uma falta não referir o associativismo desportivo de base.
Não concordo que quem vê um programa vê todos
Tenho ouvido várias vezes esta frase que me parece ter várias leituras alternativas: não querer dizer a sua opinião, um cansaço com o que se passa, uma preguiça de investir na caracterização exacta do produto, uma incapacidade de ir mais longe, uma pequena mentira que se quer passar ...
Aceito todas estas alternativas sem nenhum juízo de valor.
Concorde ou não com o programa do PSD CDS para o desporto, o mais fácil é deixar a interpretação do que lá está apenas aos próprios que o fizeram.
Descreverei a minha posição sobre o programa nos próximos dias.
Aceito todas estas alternativas sem nenhum juízo de valor.
Concorde ou não com o programa do PSD CDS para o desporto, o mais fácil é deixar a interpretação do que lá está apenas aos próprios que o fizeram.
Descreverei a minha posição sobre o programa nos próximos dias.
A organização que você sabe enferma, convida-o para ser o rei ou a rainha do baile
O que é que você faz?
Em termos fiscais a melhor situação para se estar, quando o Estado lança um imposto, é você passá-lo para os seus clientes que têm uma situação inelástica e não podem fugir quando você aumenta o preço com o novo imposto.
A hipótese de passar o convite a outro, por exemplo ao chefe, não será plausível e ele é capaz de não gostar.
Sem poder passar o convite a outro, a dúvida neste caso é ir ou não ir à festa sabendo que as alternativas têm uma leitura sobre nós, por terceiros, que nos é incómoda.
Há uma outra hipótese que é haver uma utilidade da dita instituição para o convidado no futuro. Ou seja, a hipótese é brincar com o fogo como faz o aprendiz de feiticeiro. Estar para não estar e deixar passar o tempo. Este filme já se viu e e não dá os melhores resultados.
O melhor será mesmo não estar na pele do feliz convidado.
Em termos fiscais a melhor situação para se estar, quando o Estado lança um imposto, é você passá-lo para os seus clientes que têm uma situação inelástica e não podem fugir quando você aumenta o preço com o novo imposto.
A hipótese de passar o convite a outro, por exemplo ao chefe, não será plausível e ele é capaz de não gostar.
Sem poder passar o convite a outro, a dúvida neste caso é ir ou não ir à festa sabendo que as alternativas têm uma leitura sobre nós, por terceiros, que nos é incómoda.
Há uma outra hipótese que é haver uma utilidade da dita instituição para o convidado no futuro. Ou seja, a hipótese é brincar com o fogo como faz o aprendiz de feiticeiro. Estar para não estar e deixar passar o tempo. Este filme já se viu e e não dá os melhores resultados.
O melhor será mesmo não estar na pele do feliz convidado.
Estatísticas do Desporto
O Instituto do Desporto de Portugal acaba de colocar no seu site as estatísticas das federações.
Ver o link aqui.
Podem consultar-se as publicações do instituto e as estatísticas que actualmente estão no seu site e que irão estar no futuro no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na base de dados PORDATA.
Ver o link aqui.
Podem consultar-se as publicações do instituto e as estatísticas que actualmente estão no seu site e que irão estar no futuro no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na base de dados PORDATA.
Os pequenos exemplos são fulcrais
Há que cultivar o rigor dos 'pequenos exemplos'.
Sem o rigor dos 'pequenos exemplos' estamos sem metade dos subsídios de Natal, fora tudo o mais que vem aí.
Sem os pequenos exemplos que são pequenos, a partir de determinada altura estamos em políticas que exigem imensos investimentos e em que os pequenos exemplos já não fazem mossa.
Os opinion makers da comunicação social deveriam enaltecer os pequenos exemplos e procurar que em todos os actos do Governo houvesse exemplaridade de intenções, de capacidade de realização efectiva e de salvaguarda do valor do euro investido.
Os 'pequenos exemplos' são a nova fronteira do futuro do nosso país.
Sem o rigor dos 'pequenos exemplos' estamos sem metade dos subsídios de Natal, fora tudo o mais que vem aí.
Sem os pequenos exemplos que são pequenos, a partir de determinada altura estamos em políticas que exigem imensos investimentos e em que os pequenos exemplos já não fazem mossa.
Os opinion makers da comunicação social deveriam enaltecer os pequenos exemplos e procurar que em todos os actos do Governo houvesse exemplaridade de intenções, de capacidade de realização efectiva e de salvaguarda do valor do euro investido.
Os 'pequenos exemplos' são a nova fronteira do futuro do nosso país.
O pesadelo em que o PS envolveu o país
Houve pessoas que toda a vida votaram PS e que nos últimos anos questionaram as suas convicções a ponto de tomarem outra alternativa.
São pessoas que não estão dependentes da palavra do chefe e do cartão de crédito.
O grupo que comandou o PS deveria a começar a perceber que existem razões para a areia lhes fugir debaixo dos pés.
Os legionários que contiveram as vozes discordantes agora desapareceram e esperam novo toque a reunir para cumprir o pensamento de um novo chefe.
Mário Soares já disse que o PS necessita de ser refundado o que apela a uma reconstrução impensável há pouco.
Isto que estou a dizer relaciona-se com a percepção do que foi sendo dito nos blogues ao longo dos anos.
Foi dito, por exemplo, que existem limites na Lei de Bases quanto aos fundamentos económicos que a apoiam.
Enquanto o PS se refunda vai ter de ser o PSD a equacionar uma saída deste labirinto na certeza que os agentes privados dominantes vão querer coisas simples e que não mexam muito no que se fazia no passado.
É, por isso, que eles não têm razão e tem de ser o PSD a fazer alguma coisa, até porque do CDS/PP nada se conhece de pensamento desportivo.
São pessoas que não estão dependentes da palavra do chefe e do cartão de crédito.
O grupo que comandou o PS deveria a começar a perceber que existem razões para a areia lhes fugir debaixo dos pés.
Os legionários que contiveram as vozes discordantes agora desapareceram e esperam novo toque a reunir para cumprir o pensamento de um novo chefe.
Mário Soares já disse que o PS necessita de ser refundado o que apela a uma reconstrução impensável há pouco.
Isto que estou a dizer relaciona-se com a percepção do que foi sendo dito nos blogues ao longo dos anos.
Foi dito, por exemplo, que existem limites na Lei de Bases quanto aos fundamentos económicos que a apoiam.
Enquanto o PS se refunda vai ter de ser o PSD a equacionar uma saída deste labirinto na certeza que os agentes privados dominantes vão querer coisas simples e que não mexam muito no que se fazia no passado.
É, por isso, que eles não têm razão e tem de ser o PSD a fazer alguma coisa, até porque do CDS/PP nada se conhece de pensamento desportivo.
Respeitar o valor de cada euro
A importância dos pequenos gestos é relevante quando está instalada uma cultura de não fazer contas, ou de não ter projectos de acordo com os limites que se dispõe.
Quando se aplica como critério o simbolismo dos 'pequenos gestos', por exemplo, a compra de dezenas de computadores passa a ser feita de forma mais criteriosa.
Na verdade face às condições do país dezenas de milhares de euros de despesa são úteis para sectores que necessitam deles imensamente.
O caso dos computadores é interessante porque é possível melhorar a performance dos computadores velhos a ponto de os deixar com performances equivalentes a computadores mais novos.
Tendo bons informáticos é possível corrigir e adequar as muitas funções que os novos computadores têm e que na realidade são escusadas para a maior parte das aplicações feitas pelos funcionários públicos.
Haverá uma minoria de funcionários públicos com graus de exigência superior nas suas funções profissionais e de responsabilidade administrativa que justificam maiores performances e mesmo aí é possível trabalhar.
O mesmo se aplica aos centros de alto rendimento como parece ser o caso do surf em que estão previstos muitos e cujos custos se não avaliaram.
Quem assistiu ao cavalgar do endividamento do país e do garrote que agora todos passamos a ter, rapidamente conclui a importância dos 'pequenos gestos'.
Caso os 'pequenos gestos' sejam desvalorizados pelos opinion makers e tocarem a opinião pública ninguém se vai admirar se um dia o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciar todos os dias um novo PEC.
Segundo João Duque até Maio o governo de José Sócrates endividou-se em mais de dez mil milhões de euros quando o valor do endividamento para todo o ano autorizado pela Assembleia da República era de 12 mil milhões de euros.
Num pequeno serviço público a decisão de comprar 150 computadores por algumas dezenas de milhares de euros é irrisória perante o que o governo fez e, no entanto, são os pequenos gestos os mais relevantes e que serão capazes de levar o país a respeitar cada euro gasto e não contribuir para a bancarrota do país.
Quando se aplica como critério o simbolismo dos 'pequenos gestos', por exemplo, a compra de dezenas de computadores passa a ser feita de forma mais criteriosa.
Na verdade face às condições do país dezenas de milhares de euros de despesa são úteis para sectores que necessitam deles imensamente.
O caso dos computadores é interessante porque é possível melhorar a performance dos computadores velhos a ponto de os deixar com performances equivalentes a computadores mais novos.
Tendo bons informáticos é possível corrigir e adequar as muitas funções que os novos computadores têm e que na realidade são escusadas para a maior parte das aplicações feitas pelos funcionários públicos.
Haverá uma minoria de funcionários públicos com graus de exigência superior nas suas funções profissionais e de responsabilidade administrativa que justificam maiores performances e mesmo aí é possível trabalhar.
O mesmo se aplica aos centros de alto rendimento como parece ser o caso do surf em que estão previstos muitos e cujos custos se não avaliaram.
Quem assistiu ao cavalgar do endividamento do país e do garrote que agora todos passamos a ter, rapidamente conclui a importância dos 'pequenos gestos'.
Caso os 'pequenos gestos' sejam desvalorizados pelos opinion makers e tocarem a opinião pública ninguém se vai admirar se um dia o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciar todos os dias um novo PEC.
Segundo João Duque até Maio o governo de José Sócrates endividou-se em mais de dez mil milhões de euros quando o valor do endividamento para todo o ano autorizado pela Assembleia da República era de 12 mil milhões de euros.
Num pequeno serviço público a decisão de comprar 150 computadores por algumas dezenas de milhares de euros é irrisória perante o que o governo fez e, no entanto, são os pequenos gestos os mais relevantes e que serão capazes de levar o país a respeitar cada euro gasto e não contribuir para a bancarrota do país.
domingo, 3 de julho de 2011
Tenho tido o privilégio de trabalhar no IDP
Cheguei ao desporto e à ex-Direcção-Geral dos Desportos nos anos 80 de Mirandela da Costa e João Boaventura os quais abriam a agência técnica do desporto aos ares da Europa através da colocação de técnicos em todas as áreas que o Conselho da Europa dinamizava com estudos sobre os problemas reais dos sistemas desportivos nacionais.
Desde essa data a institucionalização jurídica foi uma tentação para os líderes públicos do desporto português a ponto de actualmente as reuniões técnicas que a União Europeia promove por essa Europa serem abandonados apesar de conhecidas ou terem o acompanhamento de um jurista, desconhecedor de matérias de outras ciências e que não apresenta relatórios das viagens que realiza.
O espírito inicial de Mirandela da Costa e de João Boaventura sempre foi o de acompanhar os projectos europeus, replicá-los, introduzir essas inovações nas políticas desportivas em Portugal e traduzir e publicar os documentos técnicos que se traziam.
As bibliotecas de desporto nacionais têm exemplares desse trabalho feito na ex-DGD e são muitos os especialistas e professores universitários que passaram pelos grupos de trabalho do Conselho da Europa levados pela mão de uma agência promotora de ciência e técnica.
Pode encontrar-se um paralelismo com o período que José Constantino esteve na Confederação do Desporto de Portugal em que produziu estudos vários ao contrário de líderes que nada publicaram.
Para o novo desporto há que reinventar novas instituições
Quando se sabe pouco de uma matéria, o que se faz parece imenso. Quando são conhecidos exemplos nacionais a realização é relativizada e pode ser tomada pela sua real valia.
O actual governo tem nas suas mãos o início de um novo período em que terá de criar políticas novas e instituições que actualmente 'não existem'.
Hoje o Público tem um artigo na sua revista Pública sobre o o surf intitulado 'Surfar para sair da crise'.
É um artigo de Alexandra Prado Coelho que descreve os novos horizontes que o surf abre para o desporto, o turismo e o país, terminando por salientar o que parecem para as pessoas entrevistadas os excessos de centros de alto rendimento nesta modalidade.
Definitivamente não basta ocupar os lugares e autoelogiar-se.
O desporto é uma construção laboriosa de muitas gerações cujos ganhos podem ser perdidos por pessoas que não tendo capacidades para o lugar a que chegam, destróem mesmo que sem querer o que gerações anteriores de líderes e técnicos acumularam.
Actualemtne assiste-se também à destruição do futuro com medidas e actos que prejudicam o futuro mesmo quando, por exemplo, se compram computadores novos.
As pessoas que passam em primeiro lugar deveriam respeitar o trabalho dos seus predecessores, em segundo deveriam promover a protecção desse capital acumulado no passado, em terceiro criar condições para que a acumulação de capital se continue a realizar durante toda a sua passagem e em quarto deveriam ser humildes quanto às características positivas da sua própria passagem.
É interessante notar como para pessoas que se autoelogiaram tanto durante tantos anos, surjam pessoas das universidades e produtores desportivos de base e uma revista de largo espectro a colocarem reticências a excessos realizados.
A ética e o respeito pelo trabalho dos outros e a humildade pelo seu próprio trabalho é a melhor forma de conseguir passar pelos cargos ajudando a criar instituições que projectam o desporto nacional para suportar e resolver da melhor forma as crises surgidas.
Afinal a principal questão a retirar é que é relevante começar por analisar atentamente o trabalho feito anteriormente para beneficiar de algum bom trabalho que tenha sido feito.
Isso parece surgir na questão da revisão da legislação do desporto.
Desde essa data a institucionalização jurídica foi uma tentação para os líderes públicos do desporto português a ponto de actualmente as reuniões técnicas que a União Europeia promove por essa Europa serem abandonados apesar de conhecidas ou terem o acompanhamento de um jurista, desconhecedor de matérias de outras ciências e que não apresenta relatórios das viagens que realiza.
O espírito inicial de Mirandela da Costa e de João Boaventura sempre foi o de acompanhar os projectos europeus, replicá-los, introduzir essas inovações nas políticas desportivas em Portugal e traduzir e publicar os documentos técnicos que se traziam.
As bibliotecas de desporto nacionais têm exemplares desse trabalho feito na ex-DGD e são muitos os especialistas e professores universitários que passaram pelos grupos de trabalho do Conselho da Europa levados pela mão de uma agência promotora de ciência e técnica.
Pode encontrar-se um paralelismo com o período que José Constantino esteve na Confederação do Desporto de Portugal em que produziu estudos vários ao contrário de líderes que nada publicaram.
Para o novo desporto há que reinventar novas instituições
Quando se sabe pouco de uma matéria, o que se faz parece imenso. Quando são conhecidos exemplos nacionais a realização é relativizada e pode ser tomada pela sua real valia.
O actual governo tem nas suas mãos o início de um novo período em que terá de criar políticas novas e instituições que actualmente 'não existem'.
Hoje o Público tem um artigo na sua revista Pública sobre o o surf intitulado 'Surfar para sair da crise'.
É um artigo de Alexandra Prado Coelho que descreve os novos horizontes que o surf abre para o desporto, o turismo e o país, terminando por salientar o que parecem para as pessoas entrevistadas os excessos de centros de alto rendimento nesta modalidade.
Definitivamente não basta ocupar os lugares e autoelogiar-se.
O desporto é uma construção laboriosa de muitas gerações cujos ganhos podem ser perdidos por pessoas que não tendo capacidades para o lugar a que chegam, destróem mesmo que sem querer o que gerações anteriores de líderes e técnicos acumularam.
Actualemtne assiste-se também à destruição do futuro com medidas e actos que prejudicam o futuro mesmo quando, por exemplo, se compram computadores novos.
As pessoas que passam em primeiro lugar deveriam respeitar o trabalho dos seus predecessores, em segundo deveriam promover a protecção desse capital acumulado no passado, em terceiro criar condições para que a acumulação de capital se continue a realizar durante toda a sua passagem e em quarto deveriam ser humildes quanto às características positivas da sua própria passagem.
É interessante notar como para pessoas que se autoelogiaram tanto durante tantos anos, surjam pessoas das universidades e produtores desportivos de base e uma revista de largo espectro a colocarem reticências a excessos realizados.
A ética e o respeito pelo trabalho dos outros e a humildade pelo seu próprio trabalho é a melhor forma de conseguir passar pelos cargos ajudando a criar instituições que projectam o desporto nacional para suportar e resolver da melhor forma as crises surgidas.
Afinal a principal questão a retirar é que é relevante começar por analisar atentamente o trabalho feito anteriormente para beneficiar de algum bom trabalho que tenha sido feito.
Isso parece surgir na questão da revisão da legislação do desporto.
sábado, 2 de julho de 2011
Os desafios de Alexandre Mestre
Para ter sucesso o desporto depende da liderança pública dada a falência da governance e da eficiência do mercado privado, assim como, da regulação pública do passado.
Há quem suspire por um Alexandre Mestre equivalente a um Laurentino Dias II.
A questão interessante será compreender:
Na mesma altura em que Alexandre Mestre integrou a equipa restrita de José Luís Arnaut para fazer o Relatório Independente patrocinado pela União Europeia e pela UEFA, fiz parte dos economistas que relataram a situação do futebol em cada país europeu e que suportou o modelo económico do Relatório Independente.
Na reunião na sede da UEFA, em Nyon, perante alguns dos seus líderes, foram apresentados os relatórios nacionais, cujo caderno de encargos tinha sido distribuído meses antes e que os economistas nacionais tinham respondido. Após a apresentação dos relatórios nacionais outro grupo de economistas serviu de árbitro e criticou e realçou os aspectos princípais dos relatórios nacionais os quais constituíram os contributos económicos para o Relatório Independente.
Posso dizer que o relatório português passou como um dos que interpretou bem o caderno de encargos e abriu algumas expectativas, estando nessa altura Portugal sob os holofotes por via do Euro2004 e da recém-nomeação de Durão Barroso.
Ora o grupo de trabalho de Laurentino Dias não estava à procura de ir atrás destes procedimentos europeus.
Capturou o Congresso do Desporto da sua esquerda e do PCP dando-lhe a imagem de um acompanhamento amigo e companheiro liquidando hipóteses de reforma equivalente à europeia que o Relatório Independente prometia e que, depois, se abriu do futebol a todo o desporto com o Livro Branco, até chegar ao Tratado de Lisboa e à definiçao pela primeira vez no mundo de uma política desportiva para um continente.
Como Laurentino Dias II, Alexandre Mestre tenderá a fazer política sem estudos económicos segundo certa tradição portuguesa de política desportiva.
Caso Alexandre Mestre faça isso estará a negar a governance europeia. As duas alternativas de política desportiva serão:
Alexandre Mestre está sózinho.
Alguns ministros do novo governo têm surpreendido pela positiva na Assembleia da República e o que se espera é que Alexandre Mestre esteja à altura dos melhores dos seus pares.
Há quem suspire por um Alexandre Mestre equivalente a um Laurentino Dias II.
A questão interessante será compreender:
- A mão que embala o berço: a sua cabeça ou uma terceira.
- O que esperar de um perfil liberal, num sentido positivo, no mais pobre desporto europeu.
Na mesma altura em que Alexandre Mestre integrou a equipa restrita de José Luís Arnaut para fazer o Relatório Independente patrocinado pela União Europeia e pela UEFA, fiz parte dos economistas que relataram a situação do futebol em cada país europeu e que suportou o modelo económico do Relatório Independente.
Na reunião na sede da UEFA, em Nyon, perante alguns dos seus líderes, foram apresentados os relatórios nacionais, cujo caderno de encargos tinha sido distribuído meses antes e que os economistas nacionais tinham respondido. Após a apresentação dos relatórios nacionais outro grupo de economistas serviu de árbitro e criticou e realçou os aspectos princípais dos relatórios nacionais os quais constituíram os contributos económicos para o Relatório Independente.
Posso dizer que o relatório português passou como um dos que interpretou bem o caderno de encargos e abriu algumas expectativas, estando nessa altura Portugal sob os holofotes por via do Euro2004 e da recém-nomeação de Durão Barroso.
Ora o grupo de trabalho de Laurentino Dias não estava à procura de ir atrás destes procedimentos europeus.
Capturou o Congresso do Desporto da sua esquerda e do PCP dando-lhe a imagem de um acompanhamento amigo e companheiro liquidando hipóteses de reforma equivalente à europeia que o Relatório Independente prometia e que, depois, se abriu do futebol a todo o desporto com o Livro Branco, até chegar ao Tratado de Lisboa e à definiçao pela primeira vez no mundo de uma política desportiva para um continente.
Como Laurentino Dias II, Alexandre Mestre tenderá a fazer política sem estudos económicos segundo certa tradição portuguesa de política desportiva.
Caso Alexandre Mestre faça isso estará a negar a governance europeia. As duas alternativas de política desportiva serão:
- Gerir políticas estritas (à portuguesa) do ponto de vista administrativo e jurídico facultando rendas que aprofundarão fracturas actuais. A captura de rendas teve com Laurentino Dias uma institucionalização crescente e este modelo tenderá a assegurá-lo.
- Assumir o risco de passar à história do desporto português como o Secretário de Estado do Desporto que soube elevar a política desportiva de Portugal ao nível equivalente à política desportiva prosseguida pelos Estados desportivamente avançados do norte e do centro da União Europeia. Afinal a captura de rendas como faz o desporto europeu tem sido bastante melhor para o bem comum, não tem?
Alexandre Mestre está sózinho.
Alguns ministros do novo governo têm surpreendido pela positiva na Assembleia da República e o que se espera é que Alexandre Mestre esteja à altura dos melhores dos seus pares.
É necessário simplificar as coisas: A CDP de Luís Santos, Castelo Branco e José Constantino morreu
Eu estava a tornar tudo complicado.
A CDP morreu e as únicas pessoas interessadas na sua existência são as que lá estão.
Estas nem sequer representam nenhuma grande federação desportiva portanto o seu afastamento da realidade desportiva foi realizado pelos próprios que lá estão.
É necessário convencer o Estado que o dinheiro que é entregue à CDP é perdido para o desporto.
A função recreativa e as funções mais complexas que o associativismo não possui, não tem de ser 'pedidas' à CDP porque esta nunca as assumiu.
O COP pode avançar para novas medidas estruturas e funções de regulação privada sem negociar nada com a CDP.
A junção das duas instituições era apenas uma função de retórica que afinal pensando melhor não faz sentido, até porque as pessoas que estão na CDP não pescam absolutamente nada do que serão as novas funções necessárias ao associativismo português.
A CDP vai morrer por si própria se o Estado e as autarquias e as federações deixarem de financiar o CDP em critérios de amizade e de conveniência que não são públicos e aceites pela massa do associativismo desportivo.
A CDP de Luís Santos, Castelo Branco e José Constantino morreu.
Há que trabalhar o COP e com o COP, mesmo que ele não queira nem faça a mínima ideia do que faz e do que deverá fazer.
A CDP morreu e as únicas pessoas interessadas na sua existência são as que lá estão.
Estas nem sequer representam nenhuma grande federação desportiva portanto o seu afastamento da realidade desportiva foi realizado pelos próprios que lá estão.
É necessário convencer o Estado que o dinheiro que é entregue à CDP é perdido para o desporto.
A função recreativa e as funções mais complexas que o associativismo não possui, não tem de ser 'pedidas' à CDP porque esta nunca as assumiu.
O COP pode avançar para novas medidas estruturas e funções de regulação privada sem negociar nada com a CDP.
A junção das duas instituições era apenas uma função de retórica que afinal pensando melhor não faz sentido, até porque as pessoas que estão na CDP não pescam absolutamente nada do que serão as novas funções necessárias ao associativismo português.
A CDP vai morrer por si própria se o Estado e as autarquias e as federações deixarem de financiar o CDP em critérios de amizade e de conveniência que não são públicos e aceites pela massa do associativismo desportivo.
A CDP de Luís Santos, Castelo Branco e José Constantino morreu.
Há que trabalhar o COP e com o COP, mesmo que ele não queira nem faça a mínima ideia do que faz e do que deverá fazer.
O que fazer com o novo governo
Sábado de manhã e desconheço o que trarão as notícias do fim de semana para além das notícias do futebol profissional. Refiro-me às notícias do associativismo desportivo.
As notícias do Governo mostram uma alteração de paradigma pela impossibilidade de manter níveis de iniquidade social crescentes e impeditivos do funcionamento liberal do mercado.
Uso liberal num sentido positivo para o distinguir da matriz anterior.
Mais uma vez Pedro Mota Soares, ministro da segurança social, refere a questões sociais fracturantes da actual situação transferindo para o nível local a produção de serviços públicos protectores das crianças e dos idosos.
Para quem é do desporto a Fundação INATEL é o paradigma de um erro que os governos anteriores aprofundaram mantendo no Estado, central, a produção de serviços de retalho como os de restauração e alojamento das pousadas, da cultura, e do desporto. Mesmo que sob o manto de um benefício para sectores carenciados estes serviços são transversais a outros 3 sectores do turismo, cultura e desporto e não tem razãoa sua manutenção no Ministério de Pedro Mota Soares.
A nova direcção da CDP igual à anterior nunca tratou das questões da recreação e não percebeu o vazio institucional aí existente no desporto português.
Nesta altura a separação entre COP e CDP é um erro porque também o COP vê-se como caixa multibanco dos dinheiros que transitam do Estado para as federações, garantindo rendas a estruturas ociosas no respeitante à transformação e racionalização do modelo de desenvolvimento que se quer integrador da produção associativia e empresarial da base ao topo da pirâmide desportiva.
Tal como o INATEL e a Juventude são organizações da Administração Central a merecerem uma actuação rápida como quer fazer o Governo, o COP e a CDP são organizações privadas que justificam um tipo de actuação igualmente expedito.
Dentro da matriz liberal do actual governo existe um espaço para a captura de funções várias que dariam outro sentido e outra dinâmica ao mercado privado do desporto português.
É nestes factores que se nota a relevância de instituições democráticas e competitivas para além das estruturas corporativas, no bom sentido, cuja dinâmica deveria ser mais efectiva na defesa dos seus interesses para além daqueles que a história produziu e se encontram numa situação sem saída ou pelo menos com atraso de reacção em relação ao que se passa com uma velocidade superior.
Numa palavra ninguém vai dar ao desporto aquilo que o desporto não conseguir colocar em cima da mesa tanto na administração central como na organização associativa para melhor regular e produzir desporto.
As notícias do Governo mostram uma alteração de paradigma pela impossibilidade de manter níveis de iniquidade social crescentes e impeditivos do funcionamento liberal do mercado.
Uso liberal num sentido positivo para o distinguir da matriz anterior.
Mais uma vez Pedro Mota Soares, ministro da segurança social, refere a questões sociais fracturantes da actual situação transferindo para o nível local a produção de serviços públicos protectores das crianças e dos idosos.
Para quem é do desporto a Fundação INATEL é o paradigma de um erro que os governos anteriores aprofundaram mantendo no Estado, central, a produção de serviços de retalho como os de restauração e alojamento das pousadas, da cultura, e do desporto. Mesmo que sob o manto de um benefício para sectores carenciados estes serviços são transversais a outros 3 sectores do turismo, cultura e desporto e não tem razãoa sua manutenção no Ministério de Pedro Mota Soares.
A nova direcção da CDP igual à anterior nunca tratou das questões da recreação e não percebeu o vazio institucional aí existente no desporto português.
Nesta altura a separação entre COP e CDP é um erro porque também o COP vê-se como caixa multibanco dos dinheiros que transitam do Estado para as federações, garantindo rendas a estruturas ociosas no respeitante à transformação e racionalização do modelo de desenvolvimento que se quer integrador da produção associativia e empresarial da base ao topo da pirâmide desportiva.
Tal como o INATEL e a Juventude são organizações da Administração Central a merecerem uma actuação rápida como quer fazer o Governo, o COP e a CDP são organizações privadas que justificam um tipo de actuação igualmente expedito.
Dentro da matriz liberal do actual governo existe um espaço para a captura de funções várias que dariam outro sentido e outra dinâmica ao mercado privado do desporto português.
É nestes factores que se nota a relevância de instituições democráticas e competitivas para além das estruturas corporativas, no bom sentido, cuja dinâmica deveria ser mais efectiva na defesa dos seus interesses para além daqueles que a história produziu e se encontram numa situação sem saída ou pelo menos com atraso de reacção em relação ao que se passa com uma velocidade superior.
Numa palavra ninguém vai dar ao desporto aquilo que o desporto não conseguir colocar em cima da mesa tanto na administração central como na organização associativa para melhor regular e produzir desporto.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Quantos jogadores deve o Benfica contratar para maximizar o seu lucro?
Rui Costa garantiu que tudo estava em boas mãos e que o Benfica ia ter o número certo. Ver aqui no DN.
É reconhecido que a maior parte dos grandes clubes contrata demasiados jogadores, faz estádios ou joga em estádios grandes demais e gasta mais dinheiro do que aquele que a sua capacidade de produção consegue de receitas.
Isto acontece nos Estados Unidos com empresas propriedade de milionários que não se importam de perder dinheiro no desporto desde que promovam a marca e os produtos dos seus conglomerados industriais.
Na Europa diz-se que os clubes não têm finalidade lucrativa e por maioria de razão contrata jogadores para além do rendimento desses mesmos jogadores.
Os gestores dos clubes deveriam parar de contratar quando o rendimento marginal do último jogador contratado fosse igual ao custo marginal da contratação desse mesmo jogador. Nesse ponto o clube venderia o espectáculo pelo preço de mercado com lucro equivalente à diferença entre o custo médio e o preço de mercado.
Esta é das matérias que os alunos prestam atenção e sabem na ponta da língua.
Parece que Rui Costa ex-estrela do Benfica, da selecção e de muitos outros clubes tem como critério de decisão a maximização da utilidade e contrata para além da possibilidade de lucro do clube.
Os 28 jogadores definidos no regulamento do campeonato podem ser ineficientes e levar o clube a assumir riscos que regras racionais evitariam e dariam melhor finalidade à riqueza dos clubes e contribuíriam para a sustentabilidade dos clubes.
Faltará ao regulamento a avaliação da sua eficiência económica para ajudar os clubes a contratar o número ideal de jogadores que maximizem a vitória no campeonato e o lucro nas contas.
É reconhecido que a maior parte dos grandes clubes contrata demasiados jogadores, faz estádios ou joga em estádios grandes demais e gasta mais dinheiro do que aquele que a sua capacidade de produção consegue de receitas.
Isto acontece nos Estados Unidos com empresas propriedade de milionários que não se importam de perder dinheiro no desporto desde que promovam a marca e os produtos dos seus conglomerados industriais.
Na Europa diz-se que os clubes não têm finalidade lucrativa e por maioria de razão contrata jogadores para além do rendimento desses mesmos jogadores.
Os gestores dos clubes deveriam parar de contratar quando o rendimento marginal do último jogador contratado fosse igual ao custo marginal da contratação desse mesmo jogador. Nesse ponto o clube venderia o espectáculo pelo preço de mercado com lucro equivalente à diferença entre o custo médio e o preço de mercado.
Esta é das matérias que os alunos prestam atenção e sabem na ponta da língua.
Parece que Rui Costa ex-estrela do Benfica, da selecção e de muitos outros clubes tem como critério de decisão a maximização da utilidade e contrata para além da possibilidade de lucro do clube.
Os 28 jogadores definidos no regulamento do campeonato podem ser ineficientes e levar o clube a assumir riscos que regras racionais evitariam e dariam melhor finalidade à riqueza dos clubes e contribuíriam para a sustentabilidade dos clubes.
Faltará ao regulamento a avaliação da sua eficiência económica para ajudar os clubes a contratar o número ideal de jogadores que maximizem a vitória no campeonato e o lucro nas contas.
Os líderes do desporto deveriam prestar atenção
Quando um ministro do CDS, Pedro Mota Soares diz que “o sistema de pensões tem sempre de ser justo e assegurar a protecção dos que têm rendimentos mais baixos”. “É precisamente para isso que é preciso libertar o Estado de pagar, no futuro, pensões extraordinariamente elevadas porque isso já não é protecção social, é sim gestão de fortunas”, classificou."
Este ministro não é do BE, do PEV, do PCP, nem do PS.
Ver aqui no Jornal de Negócios.
Tenho defendido que as federações têm andado a perder bom dinheiro nos últimos anos.
Alguns presidentes estão muito agradecidos ao divino espírito santo e ao além, pela sua sorte de receberem cada vez menos e terem de cortar projectos.
Não sei se as palavras do Ministro do CDS lhes faz tocar algumas campainhas...
Mas quem sou eu para dizer que as federações têm sido levadas.
Este ministro não é do BE, do PEV, do PCP, nem do PS.
Ver aqui no Jornal de Negócios.
Tenho defendido que as federações têm andado a perder bom dinheiro nos últimos anos.
Alguns presidentes estão muito agradecidos ao divino espírito santo e ao além, pela sua sorte de receberem cada vez menos e terem de cortar projectos.
Não sei se as palavras do Ministro do CDS lhes faz tocar algumas campainhas...
Mas quem sou eu para dizer que as federações têm sido levadas.
Diz Paulo Curado no Público sobre Alexandre Mestre
Equilibrar inexperiência política
com competência técnica
é a tarefa do novo secretário de Estado do Desporto
Ver o artigo aqui.
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