Depois do Secretário de Estado do Desporto Alexandre Mestre ter referido na posse dos corpos directivos da CDP que se vivem tempos de austeridade o Comandante Vicente Moura procura o comprometimento do Ministro do Desporto Miguel Relvas com o seu Museu do Desporto.
Ver o site do COP aqui.
Não há razão plausível para que o Presidente do COP não se recandidate a novo mandato de 2013 a 2017.
O governo e os portugueses só vão ter boas notícias deste modelo de desenvolvimento desportivo.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
O que o desporto devia fazer bem
A produção de desporto, consideremos hipoteticamente para 80% da população portuguesa, tem de ser o objectivo para o desenvolvimento desportivo sustentado de Portugal.
Para que este objectivo seja alcançado há que definir um prazo de realização e as taxas de crescimento faseadas.
Por exemplo, o Reino Unido tem desde há décadas planos decenais para o seu desenvolvimento desportivo sustentado os quais foram realizados mesmo durante os períodos de liberalização como durante a Sra. Tatcher quando foram iniciados os contratos de privatização de serviços desportivos autárquicos denominados 'sport competitive tenders'.
Recorde-se que foi neste período que o Reino Unido passou pela vergonha do Heisel Park em que morreram dezenas de italianos e que houve um corte radical com as claques no Reino Unido.
A produção de desporto é o que o desporto português deveria fazer bem feito porque é aquilo que se relaciona com o seu 'saber fazer'.
Falar de investimento em museus, no actual momento de crise nacional acentuada, só se concebe pelo desconhecimento do custo da actividade para os consumidores e das barreiras que existem para o usufruto do bem-estar através do desporto.
Tanto o tecido associativo, como o tecido empresarial do desporto necessitam de programas de longo prazo para aumentarem a sua produção desportiva respondendo à predisposição de consumo de segmentos da população diferenciados que existem desde os carenciados até aos cidadãos com maior literacia e riqueza.
A definição de um museu olímpico como meta imediata representa tanto como o apoio público anual à prática dos atletas de alto rendimento e isso acontece pela ausência de uma estratégia que definindo com clareza a filosofia de um museu nacional olímpico e desportivo defina igualmente o prazo e as condições da sua realização.
O desporto não pode estar ligado ao que certos líderes do desporto habituaram o país.
Tenho apresentado exemplos mostrando que o país está farto das loucuras do desporto porque está a relegar o desporto nas hipóteses nacionais de financiamento e de desenvolvimento.
A produção de prática desportiva é o produto por excelência que o desporto pode oferecer à sociedade mesmo que actualmente tenha dificuldades nalguns segmentos de mercado do desporto.
É precisamente essa clarificação sobre os desafios da produção desportiva que deve incidir a promoção do desporto como sector da actividade nacional com objectivos claros de alcançar níveis de competitividade e produtividade com impactos positivos no desenvolvimento nacional.
Em síntese justifica-se:
1 - Estabelecer as características e as dimensões dos segmentos de produção desportiva, privados e públicos;
1.1 - Identificar os níveis de produção do tecido associativo e do empresarial;
1.2 - Indicar as falhas do mercado privado e as características e níveis de produção pública;
2 - Redefinir os direitos de propriedade das federações e dos agentes privados e promover esses direitos de acordo com princípios de eficiência económica.
Estes dois pontos ajudarão a esclarecer a forma do desporto passar de 45% para níveis superiores de consumo desportivo nacional.
Será o dar 'o seu, a seu dono', o que actualmente nem sempre está esclarecido como é o caso da crise das associações de futebol.
Uma questão interessante será fazer ao contrário do que faz o legislador desportivo português e em vez de esmiuçar as suas responsabilidades públicas, dar-lhes direitos de propriedade privados, como diria Coase, sobre o seu produto material e o intangível, defendê-los dos custos de transacção exorbitantes e ser severo na aplicação da lei geral, muito próxima da lei que se aplica às empresas de outros sectores.
Com estes pequenos passos será possível transformar e tornar mais eficiente economicamente a produção de desporto em Portugal.
Este será o passo para o desporto beneficiar mais das medidas de combate à crise que a curto prazo se abaterão sobre o desporto e que projectos como o do museu olímpico irá ser muito mais prejudicial para o desporto e os seus agentes.
Para que este objectivo seja alcançado há que definir um prazo de realização e as taxas de crescimento faseadas.
Por exemplo, o Reino Unido tem desde há décadas planos decenais para o seu desenvolvimento desportivo sustentado os quais foram realizados mesmo durante os períodos de liberalização como durante a Sra. Tatcher quando foram iniciados os contratos de privatização de serviços desportivos autárquicos denominados 'sport competitive tenders'.
Recorde-se que foi neste período que o Reino Unido passou pela vergonha do Heisel Park em que morreram dezenas de italianos e que houve um corte radical com as claques no Reino Unido.
A produção de desporto é o que o desporto português deveria fazer bem feito porque é aquilo que se relaciona com o seu 'saber fazer'.
Falar de investimento em museus, no actual momento de crise nacional acentuada, só se concebe pelo desconhecimento do custo da actividade para os consumidores e das barreiras que existem para o usufruto do bem-estar através do desporto.
Tanto o tecido associativo, como o tecido empresarial do desporto necessitam de programas de longo prazo para aumentarem a sua produção desportiva respondendo à predisposição de consumo de segmentos da população diferenciados que existem desde os carenciados até aos cidadãos com maior literacia e riqueza.
A definição de um museu olímpico como meta imediata representa tanto como o apoio público anual à prática dos atletas de alto rendimento e isso acontece pela ausência de uma estratégia que definindo com clareza a filosofia de um museu nacional olímpico e desportivo defina igualmente o prazo e as condições da sua realização.
O desporto não pode estar ligado ao que certos líderes do desporto habituaram o país.
Tenho apresentado exemplos mostrando que o país está farto das loucuras do desporto porque está a relegar o desporto nas hipóteses nacionais de financiamento e de desenvolvimento.
A produção de prática desportiva é o produto por excelência que o desporto pode oferecer à sociedade mesmo que actualmente tenha dificuldades nalguns segmentos de mercado do desporto.
É precisamente essa clarificação sobre os desafios da produção desportiva que deve incidir a promoção do desporto como sector da actividade nacional com objectivos claros de alcançar níveis de competitividade e produtividade com impactos positivos no desenvolvimento nacional.
Em síntese justifica-se:
1 - Estabelecer as características e as dimensões dos segmentos de produção desportiva, privados e públicos;
1.1 - Identificar os níveis de produção do tecido associativo e do empresarial;
1.2 - Indicar as falhas do mercado privado e as características e níveis de produção pública;
2 - Redefinir os direitos de propriedade das federações e dos agentes privados e promover esses direitos de acordo com princípios de eficiência económica.
Estes dois pontos ajudarão a esclarecer a forma do desporto passar de 45% para níveis superiores de consumo desportivo nacional.
Será o dar 'o seu, a seu dono', o que actualmente nem sempre está esclarecido como é o caso da crise das associações de futebol.
Uma questão interessante será fazer ao contrário do que faz o legislador desportivo português e em vez de esmiuçar as suas responsabilidades públicas, dar-lhes direitos de propriedade privados, como diria Coase, sobre o seu produto material e o intangível, defendê-los dos custos de transacção exorbitantes e ser severo na aplicação da lei geral, muito próxima da lei que se aplica às empresas de outros sectores.
Com estes pequenos passos será possível transformar e tornar mais eficiente economicamente a produção de desporto em Portugal.
Este será o passo para o desporto beneficiar mais das medidas de combate à crise que a curto prazo se abaterão sobre o desporto e que projectos como o do museu olímpico irá ser muito mais prejudicial para o desporto e os seus agentes.
terça-feira, 15 de março de 2011
O desporto, o Museu e a austeridade
O anúncio do Museu Olímpico pelo COP é uma situação estranha a que a sociedade portuguesa se habituou observar no desporto.
O Museu o Desporto é um objectivo que teve no desporto grandes dirigentes como Orlando Azinhais, ex-dirigente da ex-Direcção-Geral dos Desportos, e que o desporto durante os últimos trinta anos não resolveu.
Mais recentemente na década de 90 o projecto do COP terá crescido após a construção da sede à semelhança de outros comités olímpicos internacionais e nacionais cujo espólio olímpico era incontornável.
Este talvez o elemento interessante que é o facto dos resultados olímpicos do desporto português serem humildes longe de outros países e daí o Museu do Desporto nunca surtir efeito porque o esforço das políticas se centrava na produção e na ultrapassagem das dificuldades da produção desportiva e se compreendia que pouco haveria para mostrar ou ser difícil mostrá-lo.
Hoje, quando a negação da conquista das medalhas por Portugal é respeitada pela comunicação social, ver entrevista de Vicente Moura ao Record e à Antena Um, é que o COP vem dar o Museu como um facto a custar 4 milhões de euros.
Como se o número apresentado fosse sinónimo do valor ser cumprido e de não haver custos de oportunidade de necessidades dos atletas e do desporto protuguês, quando as crises do país são as maiores de muitas décadas e o desporto se dever preparar para cortes certos que irá sofrer nos próximos anos.
Já ninguém se lembrará das promessas do Euro 2004 que foram iguais a estas. O Estado não ia gastar nada, os clubes e o desporto iam ter cornucópias de infra-estruturas, as receitas cresceriam de forma nunca vista e o custo estimado ia ser financiado pelos patocinadores privados.
Um outro facto demonstra como o desporto trabalha por vezes não consolidando os esforços realizados.
Por um lado, a Câmara Municipal de Lisboa apreciou um modelo de Museu do Desporto a que deu a sua aprovação de princípio e que, por exemplo, José Manuel Constantino também teve conhecimento e elogiou no blogue Colectividade Desportiva.
Por outro lado, o Panathlon Clube de Lisboa alertou para a perda de espólio desportivo que poderia estar a acontecer no país chamando a atenção para medidas de salvaguarda descentralizadas com a actuação do associativismo desportivo e das autarquias locais.
O anúncio do COP parece não olhar para estes esforços de outrém no domínio da museologia desportiva e não terá tentado consolidar os esforços verificados, ou talvez tenha.
Afinal a Câmara Municipal de Lisboa que teria em mente criar o Museu do Desporto no Pavilhão Carlos Lopes é a instituição que dá os terrenos para o Museu Olímpico.
Talvez se possa compreender a actuação e as boas intenções da Câmara Municipal de Lisboa se se compreender que as cidades actuam como monopólios em competição diferenciando as suas ofertas e instalando capacidade excedentária para competir no mercado das cidades do mundo. Os dois museus são também um activo da cultura que aqui benefícia e beneficia-se do desporto.
Os dois museus, o do Desporto e o Olímpico, parecem ganhar uma lógica nova na perspectiva da qualificação da oferta cultural de Lisboa mas do ponto de vista do desporto haverá dúvidas que os dois sejam um benefício e não há garantias que a prazo não se transformem em novos desafios como já acontece com outras infra-estruturas desportivas por esse país fora.
Confuso e 'para o' deprimido?
Espere pelas cenas dos próximos capítulos.
O Museu o Desporto é um objectivo que teve no desporto grandes dirigentes como Orlando Azinhais, ex-dirigente da ex-Direcção-Geral dos Desportos, e que o desporto durante os últimos trinta anos não resolveu.
Mais recentemente na década de 90 o projecto do COP terá crescido após a construção da sede à semelhança de outros comités olímpicos internacionais e nacionais cujo espólio olímpico era incontornável.
Este talvez o elemento interessante que é o facto dos resultados olímpicos do desporto português serem humildes longe de outros países e daí o Museu do Desporto nunca surtir efeito porque o esforço das políticas se centrava na produção e na ultrapassagem das dificuldades da produção desportiva e se compreendia que pouco haveria para mostrar ou ser difícil mostrá-lo.
Hoje, quando a negação da conquista das medalhas por Portugal é respeitada pela comunicação social, ver entrevista de Vicente Moura ao Record e à Antena Um, é que o COP vem dar o Museu como um facto a custar 4 milhões de euros.
Como se o número apresentado fosse sinónimo do valor ser cumprido e de não haver custos de oportunidade de necessidades dos atletas e do desporto protuguês, quando as crises do país são as maiores de muitas décadas e o desporto se dever preparar para cortes certos que irá sofrer nos próximos anos.
Já ninguém se lembrará das promessas do Euro 2004 que foram iguais a estas. O Estado não ia gastar nada, os clubes e o desporto iam ter cornucópias de infra-estruturas, as receitas cresceriam de forma nunca vista e o custo estimado ia ser financiado pelos patocinadores privados.
Um outro facto demonstra como o desporto trabalha por vezes não consolidando os esforços realizados.
Por um lado, a Câmara Municipal de Lisboa apreciou um modelo de Museu do Desporto a que deu a sua aprovação de princípio e que, por exemplo, José Manuel Constantino também teve conhecimento e elogiou no blogue Colectividade Desportiva.
Por outro lado, o Panathlon Clube de Lisboa alertou para a perda de espólio desportivo que poderia estar a acontecer no país chamando a atenção para medidas de salvaguarda descentralizadas com a actuação do associativismo desportivo e das autarquias locais.
O anúncio do COP parece não olhar para estes esforços de outrém no domínio da museologia desportiva e não terá tentado consolidar os esforços verificados, ou talvez tenha.
Afinal a Câmara Municipal de Lisboa que teria em mente criar o Museu do Desporto no Pavilhão Carlos Lopes é a instituição que dá os terrenos para o Museu Olímpico.
Talvez se possa compreender a actuação e as boas intenções da Câmara Municipal de Lisboa se se compreender que as cidades actuam como monopólios em competição diferenciando as suas ofertas e instalando capacidade excedentária para competir no mercado das cidades do mundo. Os dois museus são também um activo da cultura que aqui benefícia e beneficia-se do desporto.
Os dois museus, o do Desporto e o Olímpico, parecem ganhar uma lógica nova na perspectiva da qualificação da oferta cultural de Lisboa mas do ponto de vista do desporto haverá dúvidas que os dois sejam um benefício e não há garantias que a prazo não se transformem em novos desafios como já acontece com outras infra-estruturas desportivas por esse país fora.
Confuso e 'para o' deprimido?
Espere pelas cenas dos próximos capítulos.
sexta-feira, 11 de março de 2011
O cálculo económico do investimento num museu do desporto
Haverá dúvidas sobre a oportunidade da iniciativa do COP e também que existam investidores privados dispostos a trabalhar um projecto cuja rendibilidade não está demonstrada nem sequer se tentou no artigo do Expresso de hoje.
Linearmente aqui ficam alguns elementos que deveriam estar subjacentes à protecção da memória do desporto português, adequado ao momento difícil que o país atravessa.
Este é um exercício 'escolar' que poderia solicitar a apresentação da análise económica necessária para fundamentar a decisão pública sobre a realidade da museologia do desporto em Portugal e que maximizasse o bem-estar social e o produto olímpico.
1 - Face ao actual momento medidas cautelares seriam úteis. Portugal não tem tradição na promoção da história do seu desporto. Há memória do desporto, há cidadãos que dedicaram a sua vida ao desporto e famílias que guardam o espólio de familiares, há ideias e projectos. Desconhecesse a sua sustentação económica e principalmente o custo de oportunidade entre este investimento e as necessidades do olímpismo que deixam de ser realizados com esta aplicação.
2 - Houve três iniciativas: Sob a liderança de Maria Emília Azinhais o Panathlon Clube de Lisboa desenvolveu algumas ideias de protecção do espólio desportivo nacional existente desde o nível autárquico e do alertar para a perda irreparável, nada se fazendo. A Câmara Municipal de Lisboa parece querer transformar o Pavilhão Carlos Lopes num Museu do Desporto para o qual possuirá um conceito desportivo e histórico apelativo. O Museu Olímpico é um projecto antigo do COP e que agora parece avançar.
3 - O nosso desporto deveria equacionar se de facto existe dinheiro e procura para dois museus do desporto em Lisboa. Investir agora milhões de euros em projectos duplicados quando o dinheiro é escasso, quer para acudir aos erros do passado que para potenciar o futuro, pode ser um erro que irá acrescer exigências de financiamento ao futuro com a gestão de projectos que por mais tecnologicamente evoluídos que sejam não se conhecem estudos a suportar o esforço exigido.
4 - Para resolver da melhor forma este desafio economicamente colocam-se os seguintes pontos:
a - Analisar 4 alternativas museológicas a serem explicadas científica e tecnicamente nos domínios desportivo, da história, da filosofia, entre outros:
i - Um conceito museulógico para a CML;
ii - Um conceito museulógico para o COP;
iii - Um conceito museulógico e desportivo único agregando a iniciativa da CML e do COP;
iv - A hipótese de atrasar o projecto, não fazendo nenhum museu mas criando uma política activa de salvaguarda do espólio nacional de todo o desporto. Neste caso deveria ser explicitado quais as características do prazo necessário a que as condições do desporto e do país justificassem uma determinada solução museulógica.
b - Qual o custo de cada uma das alternativas desde o investimento, à gestão durante o período de pagamento do investimento realizado. A procura pela museologia do desporto e o desenvolvimento de áreas adicionais como a investigação histórica são apontamentos de avaliação dos custos e das receitas .
c - Estudo de questões adicionais como as soluções de direito de propriedade e de gestão das quatro soluções por uma ou mais do que uma organizações privadas e da expectativa do envolvimento do Estado na sua dimensão Central e Local estendendo-se não só a Lisboa mas a todo o país como uma rede de interessados sem o qual alguns espólios locais correrão o risco de desaparecer.
d - Avaliação económica custo-benefício dos impactos das quatro alternativas, da criação de postos de trabalho, e dos custos de oportunidade face a necessidades alternativas que se deixariam de realizar.
Estes pontos parecem demasiados, mas são possíveis de fazer desde que se queira fazer e impossíveis de fazer se se acredita que nada adianta.
Nota final, de um processo que exige um trabalho de grande fôlego:
A agregação do COP e da CDP seria um contributo que daria outra dimensão e legitimidade às pretensões amplas do associativismo desportivo no domínio da museologia.
Linearmente aqui ficam alguns elementos que deveriam estar subjacentes à protecção da memória do desporto português, adequado ao momento difícil que o país atravessa.
Este é um exercício 'escolar' que poderia solicitar a apresentação da análise económica necessária para fundamentar a decisão pública sobre a realidade da museologia do desporto em Portugal e que maximizasse o bem-estar social e o produto olímpico.
1 - Face ao actual momento medidas cautelares seriam úteis. Portugal não tem tradição na promoção da história do seu desporto. Há memória do desporto, há cidadãos que dedicaram a sua vida ao desporto e famílias que guardam o espólio de familiares, há ideias e projectos. Desconhecesse a sua sustentação económica e principalmente o custo de oportunidade entre este investimento e as necessidades do olímpismo que deixam de ser realizados com esta aplicação.
2 - Houve três iniciativas: Sob a liderança de Maria Emília Azinhais o Panathlon Clube de Lisboa desenvolveu algumas ideias de protecção do espólio desportivo nacional existente desde o nível autárquico e do alertar para a perda irreparável, nada se fazendo. A Câmara Municipal de Lisboa parece querer transformar o Pavilhão Carlos Lopes num Museu do Desporto para o qual possuirá um conceito desportivo e histórico apelativo. O Museu Olímpico é um projecto antigo do COP e que agora parece avançar.
3 - O nosso desporto deveria equacionar se de facto existe dinheiro e procura para dois museus do desporto em Lisboa. Investir agora milhões de euros em projectos duplicados quando o dinheiro é escasso, quer para acudir aos erros do passado que para potenciar o futuro, pode ser um erro que irá acrescer exigências de financiamento ao futuro com a gestão de projectos que por mais tecnologicamente evoluídos que sejam não se conhecem estudos a suportar o esforço exigido.
4 - Para resolver da melhor forma este desafio economicamente colocam-se os seguintes pontos:
a - Analisar 4 alternativas museológicas a serem explicadas científica e tecnicamente nos domínios desportivo, da história, da filosofia, entre outros:
i - Um conceito museulógico para a CML;
ii - Um conceito museulógico para o COP;
iii - Um conceito museulógico e desportivo único agregando a iniciativa da CML e do COP;
iv - A hipótese de atrasar o projecto, não fazendo nenhum museu mas criando uma política activa de salvaguarda do espólio nacional de todo o desporto. Neste caso deveria ser explicitado quais as características do prazo necessário a que as condições do desporto e do país justificassem uma determinada solução museulógica.
b - Qual o custo de cada uma das alternativas desde o investimento, à gestão durante o período de pagamento do investimento realizado. A procura pela museologia do desporto e o desenvolvimento de áreas adicionais como a investigação histórica são apontamentos de avaliação dos custos e das receitas .
c - Estudo de questões adicionais como as soluções de direito de propriedade e de gestão das quatro soluções por uma ou mais do que uma organizações privadas e da expectativa do envolvimento do Estado na sua dimensão Central e Local estendendo-se não só a Lisboa mas a todo o país como uma rede de interessados sem o qual alguns espólios locais correrão o risco de desaparecer.
d - Avaliação económica custo-benefício dos impactos das quatro alternativas, da criação de postos de trabalho, e dos custos de oportunidade face a necessidades alternativas que se deixariam de realizar.
Estes pontos parecem demasiados, mas são possíveis de fazer desde que se queira fazer e impossíveis de fazer se se acredita que nada adianta.
Nota final, de um processo que exige um trabalho de grande fôlego:
A agregação do COP e da CDP seria um contributo que daria outra dimensão e legitimidade às pretensões amplas do associativismo desportivo no domínio da museologia.
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