Os grandes clubes portugueses serão monopólios em competição porque:
1 - O número de clubes é pequeno em Portugal mas é grande no continente europeu;
2 - Actuam num mercado sem barreiras à entrada, embora o esforço para lá se manterem seja enorme e o Boavista faliu, enquanto o Braga iremos ver o que lhe acontece. Em teoria não há barreiras à entrada, embora em Portugal elas se façam sentir e internacionalmente as barreiras não existam;
3 - Diferenciam os seus produtos, nas actividades oferecidas e têm um marketing agressivo na rotação das estrelas do futebol com o apoio da comunicação social;
4 - Caso um dos clubes baixe o preço os outros não irão sofrer um baixamento do seu consumo significativo. Ou colocado de outra forma os clientes de um clube não passarão para o outro;
5 - A curva da procura é decrescente;
6 - A curva da receita marginal está abaixo da curva da procura;
7 - Para maximizarem o seu rendimento os grandes clubes produzem uma quantidade tal onde o custo marginal é igual à receita marginal e cobram o preço mais alto dessa quantidade;
8 - O lucro económico no longo prazo é zero;
9 - Com os grandes estádios os grandes clubes podem discriminar o preço;
10 - Os estádios garantem o excesso de capacidade instalada no longo prazo.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
sexta-feira, 18 de março de 2011
A economia dos grandes clubes portugueses
Os grandes clubes portugueses Benfica, Sporting e Porto criaram uma economia que tem qualidades e que deveria ser defendida.
O Manifesto dos sportinguistas
O Manifesto dos sportinguistas
António Fidalgo
João Barata
Luciano Amaral
Luis Sousa
Miguel Poiares Maduro
Pedro Fajardo
Pedro Lomba
Pedro Sousa
é apelativo para desenvolver algumas ideias sobre a racionalidade ecoonómica destas organizações económicas que são únicas na Europa e no mundo.
Estes três clubes portugueses têm a capacidade de todas as épocas desportivas terem uma equipa estabilizada e venderem os seus melhores jogadores, e apenas os melhores, e competir com outra equipa no ano seguinte.
Ninguém na Europa o faz porque apenas Portugal possui o saber comprar, desenvolver e vender contratos de jogadores de futebol conseguindo classificar-se como um dos melhores países europeus relativamente à sua dimensão humana e económica.
Se se considerar a proporção relativa entre os resultados do futebol e o restante produto desportivo, a distância ainda é maior do que noutros países e coloca certamente Portugal em primeiro lugar, porque apenas produzimos futebol enquanto os outros países europeus possuem uma massa critica humana, económica e desportiva superior à portuguesa.
Porém, os clubes estão em risco porque têm trabalhado com a magnífica criatividade e liberalidade dos seus dirigentes e adeptos o que se, por um lado, tem gerado resultados internacionais razoáveis, por outro, irão arriscar as novas leis da UEFA relacionadas com o fair-play financeiro, para além das dificuldades de resolverem características nacionais prejudiciais principalmente ao nível institucional e de governance.
Neste domínio os clubes portugueses necessitam de trabalhar com uma base de associativismo desportivo de base em vez de gerarem uma tragédia dos comuns ao nível das classes sociais carenciadas.
A captura sistemática das externalidades e dos talentos formados pelo associativismo de base impede estes pequenos e micro clubes de internalizarem os benefícios da sua actividade que é única e insubstituível.
São estes clubes que formam as populações consumidoras do desporto de alto rendimento gerado pelos grandes clubes.
Em Portugal a iliteracia desportiva gerou a aceitação irracional pela geração de capital financeiro por estes grandes clubes, aceitando a morte dos pequenos e micro clubes, que debilitam o desporto nacional, e impossibilitam a criação de capital humano e social para suportar o aumento da produtividade de Portugal em múltiplos domínios.
Reafirmo uma vez mais que a economia dos grandes clubes portugueses é única no mundo e que é a ciência, nomeadamente a económica, que lhe podem dar uma mão para ser assertiva no sucesso europeu no século XXI.
Manifesto Por Um Debate Diferente Sobre o Futuro do Sporting
O Sporting até tem sócios que fazem manifestos pelo clube. Ver aqui.
O manifesto tem três pontos fundamentais:
1 - modelo de identidade do Sporting que se terá perdido;
2 - transparência na gestão para justificar o agravamento das contas;
3 - a partir da identidade do sporting liderar o modelo de futebol nacional.
O manifesto tem três pontos fundamentais:
1 - modelo de identidade do Sporting que se terá perdido;
2 - transparência na gestão para justificar o agravamento das contas;
3 - a partir da identidade do sporting liderar o modelo de futebol nacional.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Amartya Sen dá três conselhos
O desporto português poderia aprender com o prémio Nobel da Economia, Amartya Sen, três conselhos sobre o défice, a austeridade e a resolução dos problemas.
No primeiro diz que é possível escolher o momento de reduzir o défice sugerindo a possibilidade de aplicar as medidas para um momento de desenvolvimento da economia e não quando o clima geral é de retração.
No segundo diz que é possível escolher as medidas de austeridade entre as que possuem consequências mais gravosas e as outras com melhores resultados no desenvolvimento.
Em tercceiro diz o prémio Nobel que a melhor forma de pensar os problemas da economia, sociedade, política e democracia é o debate público e o raciocínio público.
Para o desporto estas mensagens têm um significado de abertura:
1 - Compreender o melhor momento para actuar as políticas do desporto.
2 - Escolher as medidas que possam satisfazer partes em conflitos sejam as finanças e os ginásios ou sejam as associações e a federação respectiva.
3 - Debater e raciocinar em público.
Porque será que não o fazemos no desporto português?
No primeiro diz que é possível escolher o momento de reduzir o défice sugerindo a possibilidade de aplicar as medidas para um momento de desenvolvimento da economia e não quando o clima geral é de retração.
No segundo diz que é possível escolher as medidas de austeridade entre as que possuem consequências mais gravosas e as outras com melhores resultados no desenvolvimento.
Em tercceiro diz o prémio Nobel que a melhor forma de pensar os problemas da economia, sociedade, política e democracia é o debate público e o raciocínio público.
Para o desporto estas mensagens têm um significado de abertura:
1 - Compreender o melhor momento para actuar as políticas do desporto.
2 - Escolher as medidas que possam satisfazer partes em conflitos sejam as finanças e os ginásios ou sejam as associações e a federação respectiva.
3 - Debater e raciocinar em público.
Porque será que não o fazemos no desporto português?
Como é que os donos dos Parques Aquáticos destruíram a sua indústria?
Dando o exemplo do Estádio Nacional este poste é à consideração dos donos dos ginásios e academias.
Há alguns anos atrás os parques aquáticos PA eram um negócio florescente que a população portuguesa consumia gostosamente.
Vários acidentes menores demonstraram o risco da actividade que os donos dos PA olharam sem retirarem as devidas ilações, até que tiveram que morrer duas crianças no Restelo para acabarem com o negócio.
Houve uma negligência grosseira por parte dos operadores que nunca compreenderam o alcance do que se passava.
Na piscina do Estádio Nacional quando um cidadão quer usufruir das actividades desportivas lá oferecidas a pessoa tem de fazer uma análise à sua condição física.
Recentemente um praticante que terá vindo de um grande operador o Holmes Place fez o exame no Estádio Nacional e tinha a tensão alta pelo que lhe disseram que apenas praticaria uma actividade física na piscina do Estádio Nacional se fosse ao médico e regularizasse a sua condição física.
O bom trabalho do Estádio Nacional com os seus praticantes é de enaltecer e um exemplo como com processos simples é possível evitar maiores acidentes que uma vez acontecendo podem destruir a indústria dos ginásios e academias.
Espero que a AGAP e a Holmes Place não se atirem ao mensageiro e façam antes por encontrar soluções que melhorem a sua imagem junto dos consumidores, que também passa pelo ouvir-dizer, que foi o que eu aqui fiz e aqui deixo, pelo mesmo valor com que me contaram.
Há alguns anos atrás os parques aquáticos PA eram um negócio florescente que a população portuguesa consumia gostosamente.
Vários acidentes menores demonstraram o risco da actividade que os donos dos PA olharam sem retirarem as devidas ilações, até que tiveram que morrer duas crianças no Restelo para acabarem com o negócio.
Houve uma negligência grosseira por parte dos operadores que nunca compreenderam o alcance do que se passava.
Na piscina do Estádio Nacional quando um cidadão quer usufruir das actividades desportivas lá oferecidas a pessoa tem de fazer uma análise à sua condição física.
Recentemente um praticante que terá vindo de um grande operador o Holmes Place fez o exame no Estádio Nacional e tinha a tensão alta pelo que lhe disseram que apenas praticaria uma actividade física na piscina do Estádio Nacional se fosse ao médico e regularizasse a sua condição física.
O bom trabalho do Estádio Nacional com os seus praticantes é de enaltecer e um exemplo como com processos simples é possível evitar maiores acidentes que uma vez acontecendo podem destruir a indústria dos ginásios e academias.
Espero que a AGAP e a Holmes Place não se atirem ao mensageiro e façam antes por encontrar soluções que melhorem a sua imagem junto dos consumidores, que também passa pelo ouvir-dizer, que foi o que eu aqui fiz e aqui deixo, pelo mesmo valor com que me contaram.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Nem tudo o que se passa noutros sectores é correcto no desporto
O desporto é diferente.
Chamam-se as peculiariedades do desporto segundo Walter Neale lhes chamou em 1964.
Várias pessoas amigas enviaram-me o artigo do economista Álvaro Santos Pereira (ASP) sobre o encerramento dos institutos públicos para poupar os gastos do Estado.
No artigo de ASP falava-se no Instituto do Desporto de Portugal e propunha-se a possibilidade de extinção de grande parte das instituições públicas apresentadas no artigo.
Tenho dúvidas profundas sobre a razoabilidade dessa medida para o desporto como já o demonstrei neste blogue.
O desporto é um sector produtor de co-produtos, quando consegue internalizar receitas, e também gera externalidades abundantes que os países mais desenvolvidos do mundo investem e aproveitam.
Nós temos falhas ao nível da produção e ao nível da regulação desportiva tanto a privada como a pública o que nos coloca no último lugar europeu.
Para observar melhor a importância do desporto e não olhar muito para o que dizem algumas pessoas, façamos algumas contas.
Se considerarmos que o gasto médio em desporto da população portuguesa é de 200 euros por ano, obtemos um valor de despesa das familias, consideremos 45% da população, 4.500.000 praticantes, igual a 900 milhões de euros.
Aplicando um IVA de 6% temos uma receita fiscal, antes do aumento para 23%, de 54 milhões de euros que é quase o orçamento do IDP de 79 milhões de euros.
O aumento do IVA para 23% faz com que o fisco receba em 2011 um valor aproximado de 207.000.000 euros.
Ou seja, com o aumento e sem os cortes, que ainda vai fazer, o fisco tem um lucro com o desporto da ordem dos 130 milhões de euros.
Por aqui se vê como o ministério das finanças gosta de desporto!
Mas as contas vão ser diferentes porque:
1 - os ginásios não estão a cobrar o IVA aos clientes;
2 - alguns vão fugir ao fisco;
3 - outros vão preferir cortar custos e despedir funcionários;
4 - alunos que estudam gestão do desporto e trabalham em organizações desportivas como ginásios abandonam os estudos;
5 - alguns irão engrossar o desemprego e outros haverá que vendo coarctada a hipótese de estudar irão ter vidas mais precárias do que se continuassem os estudos;
6 - os desempregados e aqueles que constroem vidas precárias são gastadores do Orçamento do Estado;
7 - parte da população irá deixar de praticar desporto e neste momento de crise haverá pessoas que necessitariam de praticar uma actividade desportiva para aumentar a sua produtividade, que não beneficiarão de incentivos para tal e isso é um défice adicional para as contas das finanças.
As finanças não vão arrecadar os 130 milhões de euros e podemos ver o efeito de uma política desportiva inversa:
1 - o Estado incentiva a prática desportiva da população com algumas economias que passa a fazer;
2 - investe na prática desportiva da população passando de 4,5 milhões de praticantes para 6 milhões de praticantes;
3 - recebe de iva, ainda a 6%, 108 milhões de euros o que lhe permite aumentar o orçamento do desporto;
4 - angaria benefícios intangíveis e monetários do aumento da produtividade da população e da melhoria da sua saúde através da prática desportiva.
ASP tem ideias para sanear as contas do Estado.
Todos os economistas nesta altura têm ideias sobre as finanças do país.
Esperemos que Álvaro Santos Pereira venha a conhecer melhor as peculiariedades do desporto e vire para outros sectores as boas ideias liberais que certamente tem mas que não se aplicam ao desporto da forma que ele pensa.
Estas ideias que eu aqui deixo são ideias que necessitam de ser trabalhadas profundamente.
O desporto necessita de ideias e de trabalho, muito trabalho que tem evitado fazer.
Como as contas que apresento demonstram o benefício dessas contas pode equacionar-se em milhões de euros.
Chamam-se as peculiariedades do desporto segundo Walter Neale lhes chamou em 1964.
Várias pessoas amigas enviaram-me o artigo do economista Álvaro Santos Pereira (ASP) sobre o encerramento dos institutos públicos para poupar os gastos do Estado.
No artigo de ASP falava-se no Instituto do Desporto de Portugal e propunha-se a possibilidade de extinção de grande parte das instituições públicas apresentadas no artigo.
Tenho dúvidas profundas sobre a razoabilidade dessa medida para o desporto como já o demonstrei neste blogue.
O desporto é um sector produtor de co-produtos, quando consegue internalizar receitas, e também gera externalidades abundantes que os países mais desenvolvidos do mundo investem e aproveitam.
Nós temos falhas ao nível da produção e ao nível da regulação desportiva tanto a privada como a pública o que nos coloca no último lugar europeu.
Para observar melhor a importância do desporto e não olhar muito para o que dizem algumas pessoas, façamos algumas contas.
Se considerarmos que o gasto médio em desporto da população portuguesa é de 200 euros por ano, obtemos um valor de despesa das familias, consideremos 45% da população, 4.500.000 praticantes, igual a 900 milhões de euros.
Aplicando um IVA de 6% temos uma receita fiscal, antes do aumento para 23%, de 54 milhões de euros que é quase o orçamento do IDP de 79 milhões de euros.
O aumento do IVA para 23% faz com que o fisco receba em 2011 um valor aproximado de 207.000.000 euros.
Ou seja, com o aumento e sem os cortes, que ainda vai fazer, o fisco tem um lucro com o desporto da ordem dos 130 milhões de euros.
Por aqui se vê como o ministério das finanças gosta de desporto!
Mas as contas vão ser diferentes porque:
1 - os ginásios não estão a cobrar o IVA aos clientes;
2 - alguns vão fugir ao fisco;
3 - outros vão preferir cortar custos e despedir funcionários;
4 - alunos que estudam gestão do desporto e trabalham em organizações desportivas como ginásios abandonam os estudos;
5 - alguns irão engrossar o desemprego e outros haverá que vendo coarctada a hipótese de estudar irão ter vidas mais precárias do que se continuassem os estudos;
6 - os desempregados e aqueles que constroem vidas precárias são gastadores do Orçamento do Estado;
7 - parte da população irá deixar de praticar desporto e neste momento de crise haverá pessoas que necessitariam de praticar uma actividade desportiva para aumentar a sua produtividade, que não beneficiarão de incentivos para tal e isso é um défice adicional para as contas das finanças.
As finanças não vão arrecadar os 130 milhões de euros e podemos ver o efeito de uma política desportiva inversa:
1 - o Estado incentiva a prática desportiva da população com algumas economias que passa a fazer;
2 - investe na prática desportiva da população passando de 4,5 milhões de praticantes para 6 milhões de praticantes;
3 - recebe de iva, ainda a 6%, 108 milhões de euros o que lhe permite aumentar o orçamento do desporto;
4 - angaria benefícios intangíveis e monetários do aumento da produtividade da população e da melhoria da sua saúde através da prática desportiva.
ASP tem ideias para sanear as contas do Estado.
Todos os economistas nesta altura têm ideias sobre as finanças do país.
Esperemos que Álvaro Santos Pereira venha a conhecer melhor as peculiariedades do desporto e vire para outros sectores as boas ideias liberais que certamente tem mas que não se aplicam ao desporto da forma que ele pensa.
Estas ideias que eu aqui deixo são ideias que necessitam de ser trabalhadas profundamente.
O desporto necessita de ideias e de trabalho, muito trabalho que tem evitado fazer.
Como as contas que apresento demonstram o benefício dessas contas pode equacionar-se em milhões de euros.
O que o desporto devia fazer bem
A produção de desporto, consideremos hipoteticamente para 80% da população portuguesa, tem de ser o objectivo para o desenvolvimento desportivo sustentado de Portugal.
Para que este objectivo seja alcançado há que definir um prazo de realização e as taxas de crescimento faseadas.
Por exemplo, o Reino Unido tem desde há décadas planos decenais para o seu desenvolvimento desportivo sustentado os quais foram realizados mesmo durante os períodos de liberalização como durante a Sra. Tatcher quando foram iniciados os contratos de privatização de serviços desportivos autárquicos denominados 'sport competitive tenders'.
Recorde-se que foi neste período que o Reino Unido passou pela vergonha do Heisel Park em que morreram dezenas de italianos e que houve um corte radical com as claques no Reino Unido.
A produção de desporto é o que o desporto português deveria fazer bem feito porque é aquilo que se relaciona com o seu 'saber fazer'.
Falar de investimento em museus, no actual momento de crise nacional acentuada, só se concebe pelo desconhecimento do custo da actividade para os consumidores e das barreiras que existem para o usufruto do bem-estar através do desporto.
Tanto o tecido associativo, como o tecido empresarial do desporto necessitam de programas de longo prazo para aumentarem a sua produção desportiva respondendo à predisposição de consumo de segmentos da população diferenciados que existem desde os carenciados até aos cidadãos com maior literacia e riqueza.
A definição de um museu olímpico como meta imediata representa tanto como o apoio público anual à prática dos atletas de alto rendimento e isso acontece pela ausência de uma estratégia que definindo com clareza a filosofia de um museu nacional olímpico e desportivo defina igualmente o prazo e as condições da sua realização.
O desporto não pode estar ligado ao que certos líderes do desporto habituaram o país.
Tenho apresentado exemplos mostrando que o país está farto das loucuras do desporto porque está a relegar o desporto nas hipóteses nacionais de financiamento e de desenvolvimento.
A produção de prática desportiva é o produto por excelência que o desporto pode oferecer à sociedade mesmo que actualmente tenha dificuldades nalguns segmentos de mercado do desporto.
É precisamente essa clarificação sobre os desafios da produção desportiva que deve incidir a promoção do desporto como sector da actividade nacional com objectivos claros de alcançar níveis de competitividade e produtividade com impactos positivos no desenvolvimento nacional.
Em síntese justifica-se:
1 - Estabelecer as características e as dimensões dos segmentos de produção desportiva, privados e públicos;
1.1 - Identificar os níveis de produção do tecido associativo e do empresarial;
1.2 - Indicar as falhas do mercado privado e as características e níveis de produção pública;
2 - Redefinir os direitos de propriedade das federações e dos agentes privados e promover esses direitos de acordo com princípios de eficiência económica.
Estes dois pontos ajudarão a esclarecer a forma do desporto passar de 45% para níveis superiores de consumo desportivo nacional.
Será o dar 'o seu, a seu dono', o que actualmente nem sempre está esclarecido como é o caso da crise das associações de futebol.
Uma questão interessante será fazer ao contrário do que faz o legislador desportivo português e em vez de esmiuçar as suas responsabilidades públicas, dar-lhes direitos de propriedade privados, como diria Coase, sobre o seu produto material e o intangível, defendê-los dos custos de transacção exorbitantes e ser severo na aplicação da lei geral, muito próxima da lei que se aplica às empresas de outros sectores.
Com estes pequenos passos será possível transformar e tornar mais eficiente economicamente a produção de desporto em Portugal.
Este será o passo para o desporto beneficiar mais das medidas de combate à crise que a curto prazo se abaterão sobre o desporto e que projectos como o do museu olímpico irá ser muito mais prejudicial para o desporto e os seus agentes.
Para que este objectivo seja alcançado há que definir um prazo de realização e as taxas de crescimento faseadas.
Por exemplo, o Reino Unido tem desde há décadas planos decenais para o seu desenvolvimento desportivo sustentado os quais foram realizados mesmo durante os períodos de liberalização como durante a Sra. Tatcher quando foram iniciados os contratos de privatização de serviços desportivos autárquicos denominados 'sport competitive tenders'.
Recorde-se que foi neste período que o Reino Unido passou pela vergonha do Heisel Park em que morreram dezenas de italianos e que houve um corte radical com as claques no Reino Unido.
A produção de desporto é o que o desporto português deveria fazer bem feito porque é aquilo que se relaciona com o seu 'saber fazer'.
Falar de investimento em museus, no actual momento de crise nacional acentuada, só se concebe pelo desconhecimento do custo da actividade para os consumidores e das barreiras que existem para o usufruto do bem-estar através do desporto.
Tanto o tecido associativo, como o tecido empresarial do desporto necessitam de programas de longo prazo para aumentarem a sua produção desportiva respondendo à predisposição de consumo de segmentos da população diferenciados que existem desde os carenciados até aos cidadãos com maior literacia e riqueza.
A definição de um museu olímpico como meta imediata representa tanto como o apoio público anual à prática dos atletas de alto rendimento e isso acontece pela ausência de uma estratégia que definindo com clareza a filosofia de um museu nacional olímpico e desportivo defina igualmente o prazo e as condições da sua realização.
O desporto não pode estar ligado ao que certos líderes do desporto habituaram o país.
Tenho apresentado exemplos mostrando que o país está farto das loucuras do desporto porque está a relegar o desporto nas hipóteses nacionais de financiamento e de desenvolvimento.
A produção de prática desportiva é o produto por excelência que o desporto pode oferecer à sociedade mesmo que actualmente tenha dificuldades nalguns segmentos de mercado do desporto.
É precisamente essa clarificação sobre os desafios da produção desportiva que deve incidir a promoção do desporto como sector da actividade nacional com objectivos claros de alcançar níveis de competitividade e produtividade com impactos positivos no desenvolvimento nacional.
Em síntese justifica-se:
1 - Estabelecer as características e as dimensões dos segmentos de produção desportiva, privados e públicos;
1.1 - Identificar os níveis de produção do tecido associativo e do empresarial;
1.2 - Indicar as falhas do mercado privado e as características e níveis de produção pública;
2 - Redefinir os direitos de propriedade das federações e dos agentes privados e promover esses direitos de acordo com princípios de eficiência económica.
Estes dois pontos ajudarão a esclarecer a forma do desporto passar de 45% para níveis superiores de consumo desportivo nacional.
Será o dar 'o seu, a seu dono', o que actualmente nem sempre está esclarecido como é o caso da crise das associações de futebol.
Uma questão interessante será fazer ao contrário do que faz o legislador desportivo português e em vez de esmiuçar as suas responsabilidades públicas, dar-lhes direitos de propriedade privados, como diria Coase, sobre o seu produto material e o intangível, defendê-los dos custos de transacção exorbitantes e ser severo na aplicação da lei geral, muito próxima da lei que se aplica às empresas de outros sectores.
Com estes pequenos passos será possível transformar e tornar mais eficiente economicamente a produção de desporto em Portugal.
Este será o passo para o desporto beneficiar mais das medidas de combate à crise que a curto prazo se abaterão sobre o desporto e que projectos como o do museu olímpico irá ser muito mais prejudicial para o desporto e os seus agentes.
terça-feira, 15 de março de 2011
O desporto, o Museu e a austeridade
O anúncio do Museu Olímpico pelo COP é uma situação estranha a que a sociedade portuguesa se habituou observar no desporto.
O Museu o Desporto é um objectivo que teve no desporto grandes dirigentes como Orlando Azinhais, ex-dirigente da ex-Direcção-Geral dos Desportos, e que o desporto durante os últimos trinta anos não resolveu.
Mais recentemente na década de 90 o projecto do COP terá crescido após a construção da sede à semelhança de outros comités olímpicos internacionais e nacionais cujo espólio olímpico era incontornável.
Este talvez o elemento interessante que é o facto dos resultados olímpicos do desporto português serem humildes longe de outros países e daí o Museu do Desporto nunca surtir efeito porque o esforço das políticas se centrava na produção e na ultrapassagem das dificuldades da produção desportiva e se compreendia que pouco haveria para mostrar ou ser difícil mostrá-lo.
Hoje, quando a negação da conquista das medalhas por Portugal é respeitada pela comunicação social, ver entrevista de Vicente Moura ao Record e à Antena Um, é que o COP vem dar o Museu como um facto a custar 4 milhões de euros.
Como se o número apresentado fosse sinónimo do valor ser cumprido e de não haver custos de oportunidade de necessidades dos atletas e do desporto protuguês, quando as crises do país são as maiores de muitas décadas e o desporto se dever preparar para cortes certos que irá sofrer nos próximos anos.
Já ninguém se lembrará das promessas do Euro 2004 que foram iguais a estas. O Estado não ia gastar nada, os clubes e o desporto iam ter cornucópias de infra-estruturas, as receitas cresceriam de forma nunca vista e o custo estimado ia ser financiado pelos patocinadores privados.
Um outro facto demonstra como o desporto trabalha por vezes não consolidando os esforços realizados.
Por um lado, a Câmara Municipal de Lisboa apreciou um modelo de Museu do Desporto a que deu a sua aprovação de princípio e que, por exemplo, José Manuel Constantino também teve conhecimento e elogiou no blogue Colectividade Desportiva.
Por outro lado, o Panathlon Clube de Lisboa alertou para a perda de espólio desportivo que poderia estar a acontecer no país chamando a atenção para medidas de salvaguarda descentralizadas com a actuação do associativismo desportivo e das autarquias locais.
O anúncio do COP parece não olhar para estes esforços de outrém no domínio da museologia desportiva e não terá tentado consolidar os esforços verificados, ou talvez tenha.
Afinal a Câmara Municipal de Lisboa que teria em mente criar o Museu do Desporto no Pavilhão Carlos Lopes é a instituição que dá os terrenos para o Museu Olímpico.
Talvez se possa compreender a actuação e as boas intenções da Câmara Municipal de Lisboa se se compreender que as cidades actuam como monopólios em competição diferenciando as suas ofertas e instalando capacidade excedentária para competir no mercado das cidades do mundo. Os dois museus são também um activo da cultura que aqui benefícia e beneficia-se do desporto.
Os dois museus, o do Desporto e o Olímpico, parecem ganhar uma lógica nova na perspectiva da qualificação da oferta cultural de Lisboa mas do ponto de vista do desporto haverá dúvidas que os dois sejam um benefício e não há garantias que a prazo não se transformem em novos desafios como já acontece com outras infra-estruturas desportivas por esse país fora.
Confuso e 'para o' deprimido?
Espere pelas cenas dos próximos capítulos.
O Museu o Desporto é um objectivo que teve no desporto grandes dirigentes como Orlando Azinhais, ex-dirigente da ex-Direcção-Geral dos Desportos, e que o desporto durante os últimos trinta anos não resolveu.
Mais recentemente na década de 90 o projecto do COP terá crescido após a construção da sede à semelhança de outros comités olímpicos internacionais e nacionais cujo espólio olímpico era incontornável.
Este talvez o elemento interessante que é o facto dos resultados olímpicos do desporto português serem humildes longe de outros países e daí o Museu do Desporto nunca surtir efeito porque o esforço das políticas se centrava na produção e na ultrapassagem das dificuldades da produção desportiva e se compreendia que pouco haveria para mostrar ou ser difícil mostrá-lo.
Hoje, quando a negação da conquista das medalhas por Portugal é respeitada pela comunicação social, ver entrevista de Vicente Moura ao Record e à Antena Um, é que o COP vem dar o Museu como um facto a custar 4 milhões de euros.
Como se o número apresentado fosse sinónimo do valor ser cumprido e de não haver custos de oportunidade de necessidades dos atletas e do desporto protuguês, quando as crises do país são as maiores de muitas décadas e o desporto se dever preparar para cortes certos que irá sofrer nos próximos anos.
Já ninguém se lembrará das promessas do Euro 2004 que foram iguais a estas. O Estado não ia gastar nada, os clubes e o desporto iam ter cornucópias de infra-estruturas, as receitas cresceriam de forma nunca vista e o custo estimado ia ser financiado pelos patocinadores privados.
Um outro facto demonstra como o desporto trabalha por vezes não consolidando os esforços realizados.
Por um lado, a Câmara Municipal de Lisboa apreciou um modelo de Museu do Desporto a que deu a sua aprovação de princípio e que, por exemplo, José Manuel Constantino também teve conhecimento e elogiou no blogue Colectividade Desportiva.
Por outro lado, o Panathlon Clube de Lisboa alertou para a perda de espólio desportivo que poderia estar a acontecer no país chamando a atenção para medidas de salvaguarda descentralizadas com a actuação do associativismo desportivo e das autarquias locais.
O anúncio do COP parece não olhar para estes esforços de outrém no domínio da museologia desportiva e não terá tentado consolidar os esforços verificados, ou talvez tenha.
Afinal a Câmara Municipal de Lisboa que teria em mente criar o Museu do Desporto no Pavilhão Carlos Lopes é a instituição que dá os terrenos para o Museu Olímpico.
Talvez se possa compreender a actuação e as boas intenções da Câmara Municipal de Lisboa se se compreender que as cidades actuam como monopólios em competição diferenciando as suas ofertas e instalando capacidade excedentária para competir no mercado das cidades do mundo. Os dois museus são também um activo da cultura que aqui benefícia e beneficia-se do desporto.
Os dois museus, o do Desporto e o Olímpico, parecem ganhar uma lógica nova na perspectiva da qualificação da oferta cultural de Lisboa mas do ponto de vista do desporto haverá dúvidas que os dois sejam um benefício e não há garantias que a prazo não se transformem em novos desafios como já acontece com outras infra-estruturas desportivas por esse país fora.
Confuso e 'para o' deprimido?
Espere pelas cenas dos próximos capítulos.
O dilema de Gilberto Madail
Gilberto Madail diz que se esforçou e agora não aceita a recriminação por aplicar um modelo institucional para a modalidade cuja recusa pelos seus associados poderá colocar a federação fora da lei.
Toda a discussão não consegue distinguir os objectivos dos associados de, por exemplo, dos objectivos de aumentar o produto desportivo da federação.
Alguns associados vêm uma ameaça ao seu modo de actuação e estão dispostos a levar a sua dúvida às últimas consequências.
Caminharam todos para um beco sem saída a falar sobre o que a FIFA e a UEFA querem e não falam sobre aquilo que quererá o praticante desportivo português ou se a reforma ora em discussão tem os impactos esperados de melhoria do produto do futebol em todas as suas dimensões e qual a dimensão dessa transformação.
É aqui que bate o saber fazer de Gilberto Madail que trouxe o Euro 2004 para Portugal, quase trazia o Mundial 2018, agora tem uns estatutos novos e não demonstrou aos seus associados se com esses estatutos os associados continuam a produzir o mesmo, se vão produzir mais, se deixarão de existir para, por exemplo, a modalidade dedicar-se apenas ao desporto profissional com jogadores estrangeiros.
Gilberto é um economista de formação e tem sensibilidade para os números relacionados com os negócios, como referiu sobre a candidatura ao Mundial2018, e esse é o problema dos associados a quem não terá sido explicado qual o seu benefício no negócio que querem à viva força que eles assumam.
Potencialmente podendo a federação de futebol passar de 140.000 praticantes para muitos mais praticantes, todo este litigar administrativo e jurídico ganharia em passar para o domínio desportivo e para a concepção de um outro modelo de desenvolvimento sustentado para o futebol português porque actualmente faltam elementos para compreender o que está bem e o que´se pode melhorar na produção do futebol português desde a sua base ao topo.
Toda a discussão não consegue distinguir os objectivos dos associados de, por exemplo, dos objectivos de aumentar o produto desportivo da federação.
Alguns associados vêm uma ameaça ao seu modo de actuação e estão dispostos a levar a sua dúvida às últimas consequências.
Caminharam todos para um beco sem saída a falar sobre o que a FIFA e a UEFA querem e não falam sobre aquilo que quererá o praticante desportivo português ou se a reforma ora em discussão tem os impactos esperados de melhoria do produto do futebol em todas as suas dimensões e qual a dimensão dessa transformação.
É aqui que bate o saber fazer de Gilberto Madail que trouxe o Euro 2004 para Portugal, quase trazia o Mundial 2018, agora tem uns estatutos novos e não demonstrou aos seus associados se com esses estatutos os associados continuam a produzir o mesmo, se vão produzir mais, se deixarão de existir para, por exemplo, a modalidade dedicar-se apenas ao desporto profissional com jogadores estrangeiros.
Gilberto é um economista de formação e tem sensibilidade para os números relacionados com os negócios, como referiu sobre a candidatura ao Mundial2018, e esse é o problema dos associados a quem não terá sido explicado qual o seu benefício no negócio que querem à viva força que eles assumam.
Potencialmente podendo a federação de futebol passar de 140.000 praticantes para muitos mais praticantes, todo este litigar administrativo e jurídico ganharia em passar para o domínio desportivo e para a concepção de um outro modelo de desenvolvimento sustentado para o futebol português porque actualmente faltam elementos para compreender o que está bem e o que´se pode melhorar na produção do futebol português desde a sua base ao topo.
A Itália venceu a França no torneio das seis nações e nós quando é que o faremos?
Pela primeira vez a Itália venceu a França e isso demonstra que os resultados não estão feitos.
Tomás Morais foi o rosto de que no rugby Portugal pode subir a sua produção acentuadamente.
Aos resultados no alto rendimento juntou-se a adesão da população que esgotou a capacidade de produção dos clubes e das estruturas federadas.
O rugby deveria passar para a fase seguinte com dois objectivos:
1 - Consolidar os passos dados no alto rendimento para conseguir avançar para modelos de produção no alto rendimento ainda mais avançados. Este é um objectivo de qualidade e de excelência.
2 - Firmar e potenciar a adesão da população, da economia e da sociedade criando uma massa crítica capaz de exigir e consumir rugby de qualidade equivalente ao europeu. Este é um objectivo de quantidade e de qualidade. Por exemplo o rugby português deveria colocar em cima da mesa passar dos actuais 5.000 praticantes para os 50.000 no prazo de dez anos. O valor que indico é propositadamente descomunal como era o objectivo de fazer o que Tomás Morais fez numa modalidade como o rugby e como certamente pensarão os italianos.
Um e outro objectivo são aliciantes e estão interligados. É a massa crítica da base desportiva, económica e social que alavancará os meios fundamentais à optimização da excelência.
Tomás Morais foi o rosto de que no rugby Portugal pode subir a sua produção acentuadamente.
Aos resultados no alto rendimento juntou-se a adesão da população que esgotou a capacidade de produção dos clubes e das estruturas federadas.
O rugby deveria passar para a fase seguinte com dois objectivos:
1 - Consolidar os passos dados no alto rendimento para conseguir avançar para modelos de produção no alto rendimento ainda mais avançados. Este é um objectivo de qualidade e de excelência.
2 - Firmar e potenciar a adesão da população, da economia e da sociedade criando uma massa crítica capaz de exigir e consumir rugby de qualidade equivalente ao europeu. Este é um objectivo de quantidade e de qualidade. Por exemplo o rugby português deveria colocar em cima da mesa passar dos actuais 5.000 praticantes para os 50.000 no prazo de dez anos. O valor que indico é propositadamente descomunal como era o objectivo de fazer o que Tomás Morais fez numa modalidade como o rugby e como certamente pensarão os italianos.
Um e outro objectivo são aliciantes e estão interligados. É a massa crítica da base desportiva, económica e social que alavancará os meios fundamentais à optimização da excelência.
O desporto puro é o que faz a Europa mais desenvolvida
Os objectivos de política centram-se em Portugal do lado da argumentação política do que nos índices materiais de produção económica e social do desporto.
Portugal não tem o desporto segundo as características mais avançadas do mundo.
Esse modelo pratica-se na Europa e em países como o Canadá e a Austrália entre outros.
Criar o desporto do Século XXI em Portugal significa produzir desporto para uma percentagem significativa da população por exemplo acima dos sessenta por cento segundo indicadores de bem-estar humano, social e cultural.
Para que sessenta por cento da população pratiquem desporto é necessário ir ao encontro dessas populações perguntando-lhes o que querem consumir e equacionando o melhor produto desportivo, com as melhores técnicas e recursos humanos, a custos comportáveis com a bolsa desses consumidores e com as disponibilidades públicas, centrais e locais, que maximizam o produto desportivo nacional, a criação de postos de trabalho, o aumento do Produto Interno Bruto e as exportações.
Não há desporto puro quando se trata de produzir bem-estar para a população.
Pode haver pessoas que concebam formas de desporto puro.
Porém, o objecto da produção e do bem-estar nacional através do desporto, para uma percentagem tão grande da população, pode fazer-se de práticas que de acordo com os puristas estejam contaminadas por factores 'impuros' na sua concepção ideal.
O ideal, o puro de uma forma pragmática para Portugal é a sua capacidade de copiar o que de melhor fazem a Europa e os melhores países do mundo no domínio do desporto.
O desporto puro é o desporto que fazem bem feito os países que são melhores do que Portugal.
Este é o modelo de desenvolvimento sustentado que Portugal deve procurar produzir.
Portugal não tem o desporto segundo as características mais avançadas do mundo.
Esse modelo pratica-se na Europa e em países como o Canadá e a Austrália entre outros.
Criar o desporto do Século XXI em Portugal significa produzir desporto para uma percentagem significativa da população por exemplo acima dos sessenta por cento segundo indicadores de bem-estar humano, social e cultural.
Para que sessenta por cento da população pratiquem desporto é necessário ir ao encontro dessas populações perguntando-lhes o que querem consumir e equacionando o melhor produto desportivo, com as melhores técnicas e recursos humanos, a custos comportáveis com a bolsa desses consumidores e com as disponibilidades públicas, centrais e locais, que maximizam o produto desportivo nacional, a criação de postos de trabalho, o aumento do Produto Interno Bruto e as exportações.
Não há desporto puro quando se trata de produzir bem-estar para a população.
Pode haver pessoas que concebam formas de desporto puro.
Porém, o objecto da produção e do bem-estar nacional através do desporto, para uma percentagem tão grande da população, pode fazer-se de práticas que de acordo com os puristas estejam contaminadas por factores 'impuros' na sua concepção ideal.
O ideal, o puro de uma forma pragmática para Portugal é a sua capacidade de copiar o que de melhor fazem a Europa e os melhores países do mundo no domínio do desporto.
O desporto puro é o desporto que fazem bem feito os países que são melhores do que Portugal.
Este é o modelo de desenvolvimento sustentado que Portugal deve procurar produzir.
Eficiência económica e convergência ou divergência com a União Europeia
Os conceitos económicos são definições cuja aplicação ajuda os abentes, as instituições e os sectores a progredirem económica e socialmente.
A eficiência relaciona o output e o seu custo.
A produção eficiente é aquela que é feita pela melhor aplicação dos recursos existentes.
Na verdade o desporto poderá estar a fazer a melhor aplicação dos recursos que estão disponibilizados ao desporto.
A única forma de verificar se o desporto português é eficiente é compará-lo com os resultados de eficiência de outros países.
Sem fazer esses estudos o desporto português desconhece onde está, como se está a comportar e para onde vai.
A pergunta mais interessante é a seguinte:
Com os recursos que aplica e os resultados que produz no desporto, Portugal está a convergir para as médias da União Europeia ou está a divergir?
A eficiência relaciona o output e o seu custo.
A produção eficiente é aquela que é feita pela melhor aplicação dos recursos existentes.
Na verdade o desporto poderá estar a fazer a melhor aplicação dos recursos que estão disponibilizados ao desporto.
A única forma de verificar se o desporto português é eficiente é compará-lo com os resultados de eficiência de outros países.
Sem fazer esses estudos o desporto português desconhece onde está, como se está a comportar e para onde vai.
A pergunta mais interessante é a seguinte:
Com os recursos que aplica e os resultados que produz no desporto, Portugal está a convergir para as médias da União Europeia ou está a divergir?
segunda-feira, 14 de março de 2011
O desafio do desporto nacional não são os impostos elevados
O aumento do IVA para a prática desportiva actual não é significativa para o desenvolvimento desportivo actual.
Na actualidade os líderes desportivos são inamovíveis tendo sido incapazes de alavancar o capital desportivo dos anos noventa e do início do século vinte e um para níveis superiores de performance desporiva europeia e global e foram também incapazes de suster as quebras desse importante capital que se observaram em Pequim.
A questão fundamental para as pessoas que trabalham no desporto é que devem esperar que as medidas de política tenham objectivos bem concebidos e sejam economicamente eficientes.
O aumento do IVA tem consequências que o desporto não controla.
O desporto não trabalhou para controlar o IVA ou para controlar algum dos seus factores de desenvlvimeno.
A sustentação do desenvolvimento é um processo exigente e complexo mas é o único que permite ultrapassar as médias euopeias.
Outros agentes como na cultura e o golfe fazem estudos e dizem que os fazem e usam em seu proveito as tendências da realidade económica e social nacional.
O desporto não só não faz estudos como tem posições de um extremo isolamento dizendo que existe um desporto ideal e que há pessoas que o querem destruir acusando a sociedade e a economia.
Pierre de Coubertin não diria melhor do desporto profissional e do alto rendimento.
Pierre de Coubertain não se reconheceria no desporto de hoje.
O desporto de hoje, como somatório de contradições, é o 'acquis' civilizacional e cultural que a União Europeia celebra para projectar para o século XXI.
Que tal fazer de outra maneira: Ir à luta e criar o desporto português do século XXI?
Para isto em vez de fecharmos os olhos à economia e à sociedade, que tal abrir os olhos e desafiar os agentes desportivos a fazerem como os outros fazem?
Na actualidade os líderes desportivos são inamovíveis tendo sido incapazes de alavancar o capital desportivo dos anos noventa e do início do século vinte e um para níveis superiores de performance desporiva europeia e global e foram também incapazes de suster as quebras desse importante capital que se observaram em Pequim.
A questão fundamental para as pessoas que trabalham no desporto é que devem esperar que as medidas de política tenham objectivos bem concebidos e sejam economicamente eficientes.
O aumento do IVA tem consequências que o desporto não controla.
O desporto não trabalhou para controlar o IVA ou para controlar algum dos seus factores de desenvlvimeno.
A sustentação do desenvolvimento é um processo exigente e complexo mas é o único que permite ultrapassar as médias euopeias.
Outros agentes como na cultura e o golfe fazem estudos e dizem que os fazem e usam em seu proveito as tendências da realidade económica e social nacional.
O desporto não só não faz estudos como tem posições de um extremo isolamento dizendo que existe um desporto ideal e que há pessoas que o querem destruir acusando a sociedade e a economia.
Pierre de Coubertin não diria melhor do desporto profissional e do alto rendimento.
Pierre de Coubertain não se reconheceria no desporto de hoje.
O desporto de hoje, como somatório de contradições, é o 'acquis' civilizacional e cultural que a União Europeia celebra para projectar para o século XXI.
Que tal fazer de outra maneira: Ir à luta e criar o desporto português do século XXI?
Para isto em vez de fecharmos os olhos à economia e à sociedade, que tal abrir os olhos e desafiar os agentes desportivos a fazerem como os outros fazem?
domingo, 13 de março de 2011
Para que servirão o COP e a CDP juntos?
Há um fracasso da actuação separada do COP e CDP e que a junção COP/CDP exige áreas e funções tratadas de forma inovadora.
As áreas serão três:
As áreas serão três:
1. A regulação privada visando a maximização do produto desportivo
a. Informal, relações com o associativismo de base, as autarquias e as escolas
b. Recreação, racionalidade dos campeonatos amadores
c. Alto Rendimento e desporto profissional, actividades dos atletas, treinadores e outros especialistas, CAR's
2. Arbitragem de conflitos e auditorias
a. Informal e preventiva junto das federações
b. Auditorias técnicas e financeiras
3. Cultura e ciência olímpica e desportiva
a. Museu Olímpico e o Desporto
b. Ciência e investigação
Podem ser mais ou menos ou organizadas de forma distinta da apresentada atrás.
Relevante é a descentralização de funções do Estado, IDP e autarquias, para o associativismo e a capacidade de execução de funções de maximização do produto desportivo.
Para que esse objectivo se concretize há que observar novas funções do COP/CDP:
1. Conceber e actuar mediante um plano de longo prazo a vários ciclos olímpicos;
a. Negociar com o Estado os objectivos privados e os objectivos públicos;
b. Negociar com o Estado as responsabilidades do financiamento público;
c. Articular com as suas federações os objectivos desportivos, os custos, as perspectivas de receitas;
d. Acompanhar a aplicação do programa pelas federações;
2. Receber do Estado montantes plurianuais, geri-los de acordo com os compromissos assumidos e prestar contas quanto aos resultados desportivos e à aplicação das receitas;
3. Avaliar e prestar contas aos patrocinadores dos resultados dos compromissos assumidos;
Estas áreas e funções devem ser desenvolvidas na perspectiva da descentralização de responsabilidades com o Estado.
As áreas e funções de actuação do Estado passariam a ser outras que já desenvolvi noutros lados e a que certamente voltarei.
Neste momento, o objecto do poste foi indicar soluções para o fracasso da actuação da regulação privada que se assiste com a separação entre COP e CDP.
sábado, 12 de março de 2011
Poste (aberto) ao CDS, PSD, PS, PCP, BE e Verdes
Duas perguntas, cuja resposta vos poderá interessar:
1. Qual a situação desportiva de Portugal na Europa?
2. O que poderia fazer a Assembleia da República?
Qual a situação desportiva de Portugal na Europa?
Foi a Europa democrata cristã, social-democrata, socialista, comunista e verde que nos últimos sessenta anos tornaram o desporto europeu a referência global que a União Europeia projecta para o século XXI.
O momento que atravessamos exige medidas corajosas porque as crises, a desportiva e as outras, tornam-nos desconformes como bons alunos da Europa.
O desporto é o exemplo que, desde o fim do século XIX, mostra como Portugal andou longe do que faziam os outros países europeus.
O nosso desporto tem insuficiências porque temos sido incapazes de acertar os projectos que ajudam as organizações desportivas de outros países europeus a classificarem-se à nossa frente. Falhámos na colocação desses projectos de sucesso ao serviço das instituições desportivas nacionais.
Portugal tem um desenvolvimento desportivo como nunca teve no passado e, por um lado, tem nichos no alto rendimento e no desporto profissional com capacidades iguais aos outros países europeus. Por outro, há fracassos no mercado da recreação desportiva, principalmente os relacionados com os carenciados e com a igualdade de género.
O modelo de desenvolvimento desportivo especializou-se na externalização de capital desportivo, humano e social que o desporto produz para a rendibilidade financeira. A externalização de mais-valias gera, o que os economistas, chamam uma ‘tragédia dos comuns’.
Os bens comuns desportivos são aqueles que permitem o desenvolvimento sustentado das sociedades modernas europeias. Estes bens comuns são os jovens praticantes, o associativismo desportivo de base, os clubes médios e os grandes clubes, e, actualmente, os técnicos de desporto.
A acumulação financeira beneficiando do desporto faz-se com a captura destas externalidades sobre as formas associativas mais simples como nos micro e pequenos clubes e com a especulação do capital desportivo de excelência na actividade profissional. Também para benefício da acumulação financeira são obtidas rendas públicas desadequadas nos eventos e nas infra-estruturas.
Coloca-se o desafio de salvaguardando os bens comuns desportivos e sociais garantir o desenvolvimento desportivo sustentado e a viabilização dos tecidos associativo e empresarial da base ao do topo da pirâmide de produção desportiva nacional.
O que deveria fazer a Assembleia da República? [1]
Faltam as políticas que agilizando o mercado do desporto, nomeadamente através das organizações com finalidade lucrativa, não deixem de proteger os bens comuns do desporto e da sociedade portuguesa. O problema em si não é a acumulação financeira verificada para alguns agentes. A captura, para além do nível de sustentação do capital desportivo, humano e social na sociedade portuguesa, é a limitação fundamental que o modelo de desenvolvimento vigente comporta. Também cabe ao Estado regular o mercado do desporto para que as organizações com finalidade lucrativa promovam o bem comum e medidas que desencorajem a sua delapidação que a todos prejudica.
O modelo de desenvolvimento desportivo imposto pelo Euro 2004, em 1997/8, com a sua candidatura à UEFA, apresenta sinais de esgotamento nomeadamente com a demissão de presidente da Federação de Atletismo de Fernando Mota, um líder desportivo ímpar no associativismo desportivo nacional, e pela incapacidade de renovar a liderança de federações como a de Futebol, o Comité Olímpico ou a Confederação do Desporto.
Este ponto da saúde das instituições desportivas é fundamental porque penso que toca directamente o trabalho de V. Exas. na Assembleia da República. A regulação pública do desporto português tem de ser capaz de promover e proteger os melhores líderes desportivos e contribuir para a renovação daqueles que não apresentam resultados desportivos nem maximizam o potencial nacional neste sector tão importante para a população e para a economia nacional. Passará pela AR a valorização da ética desportiva e a definição e operacionalização de objectivos desportivos relacionados com a cultura e a civilização europeia de que Portugal está relegado no último lugar na maior parte das estatísticas desportivas europeias.
A Assembleia da República desconhecerá o que é o desporto moderno, ou seja, não conhecerá as estatísticas do desporto nacionais e europeias e não terá estudos para compreender se a regulação desportiva que passa pelas suas mãos atinge os objectivos europeus de Portugal no domínio do desporto.
Quando a AR dialoga com agentes desportivos, não conhecendo estudos e estatísticas actuais sobre o desporto, fala sobre o que estes estão preocupados e a AR é capturada pelas preocupações legítimas dos seus interlocutores. Com este comportamento é o futuro de Portugal que a AR comprometerá.
Dizer que o modelo de desenvolvimento desportivo actual suporta os líderes fora de prazo é insuficiente porque a legislação desportiva actual define mal as instituições do desporto, as suas atribuições e a racionalidade do seu comportamento visando o bem-estar social.
Com as crises que Portugal atravessa a necessidade de redefinição das instituições no desporto deve ser efectiva olhando para outros sectores da actividade nacional e passando, por exemplo, por:
1. Transferir o Desporto do Ministério da Presidência para o Ministério da Cultura para dar, ao Desporto e à Cultura, num mesmo ministério uma maior responsabilização, competitividade e visibilidade comum de áreas fundamentais da civilização europeia. Este ministério poderia incluir ainda outros sectores relacionados com o bem-estar da população como a Juventude.
2. Acabar com a dispersão pública entre alto rendimento e recreação através da:
a. Inserção da Fundação INATEL no IDP, com o objectivo de concentrar o fomento da recreação. Adicionalmente retirar ao INATEL as funções de retalho desportivo, cultural e de restauração desconcentrando-os para as autarquias. É dificilmente explicável que um órgão da Administração Central como o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social tenha operações de retalho de desporto, cultura e turismo, como é o caso, concorrendo com os agentes privados como são as federações desportivas com os dinheiros que são obtidos das apostas mútuas. A Fundação INATEL é um remanescente do Estado Novo quando este combatia o associativismo desportivo com a Mocidade Portuguesa e a FNAT para a alegria no trabalho.
b. Agregação do Desporto Escolar ao IDP num novo modelo local para a produção desportiva entre as escolas, de todos os níveis, as autarquias e o associativismo desportivo.
3. Descentralizar funções de regulação para um novo órgão privado, obtido com a junção do Comité Olímpico e da Confederação do Desporto, iniciativa que a Alemanha realizou há anos e que a Assembleia da República portuguesa não notou. Esta medida agilizaria a agência pública do desporto, o IDP, com a transferência de actos administrativos e de responsabilidades de regulação privada que o novel órgão COP/CDP passaria a cumprir. Duas iniciativas do associativismo poderiam ser atribuídas ao COP/CDP retirando o encargo à Administração central e fazendo como acontece noutros países. Tanto o Tribunal
Arbitral do Desporto como o Museu do Desporto são órgãos com viabilidade de responsabilização privada e não da administração central que o Estado português não compreendeu e se apega como feito de realização de política desportiva.
Arbitral do Desporto como o Museu do Desporto são órgãos com viabilidade de responsabilização privada e não da administração central que o Estado português não compreendeu e se apega como feito de realização de política desportiva.
4. Esta transformação permitiria ao IDP focar-se na concepção, preparação, desenvolvimento e avaliação das medidas para apresentação aos governantes de projectos de decisão política desportiva ainda melhor fundamentados. Sugere-se à AR deixar de aceitar a mudança de nome da agência do desporto que agora se chama IDP por cada volta da legislatura, no mínimo, por desperdício de recursos públicos.
5. A dinamização técnica e administrativa dos órgãos regionais do IDP seria fundamental para a resolução dos estrangulamentos actuais do desporto português ao nível local e relacionados com a tragédia dos comuns desportivos que refiro em primeiro lugar.
6. Muito mais faltando para criar e desenvolver um novo modelo de produção desportiva, estes são alguns passos possíveis a colocar inicialmente.
Em síntese:
1. Neste poste:
a. Alertei para a existência de tragédias dos comuns no desporto nacional;
b. Propus e caracterizei a criação de melhores instituições desportivas públicas e privadas;
c. Sugeri a redefinição da regulação pública e sugiro um outro olhar para a regulação privada;
d. Foquei a importância da decisão de política a partir dos estudos e das estatísticas na área do desporto;
2. Fernando Mota saiu porque como líder exemplar sabe que se atingiu o limite no actual modelo de desenvolvimento desportivo.
3. Outros agentes deveriam não esperar pelos resultados dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 e accionar desde já propostas de transformação que a concretizar-se dentro de algum tempo dariam a hipótese ao desporto português de iniciar o ciclo olímpico de 2013-2016 num quadro de desenvolvimento desportivo renovado.
4. Um ano e meio seria o tempo necessário para realizar no Outono de 2012, depois dos JO, uma grande conferência do desporto, organizada pelas instituições privadas do desporto, baseada em estudos e estatísticas desportivas que sinalizassem o futuro do desporto perante a sociedade e a economia portuguesa.
O que apresento a V. Exas. é a oportunidade de darem um desporto novo à população portuguesa.
A situação passada é irrelevante se V. Exas. conseguirem emendar os Vossos passos e trabalharem em conjunto um futuro desportivo para Portugal.
Apesar do que aquilo que alguns de V. Exas. possam pensar e dizer os estudos e as estatísticas europeias não demonstram que Portugal tenha uma realidade distinta da que aqui Vos sugiro.
A decisão de a transformarem está nas Vossas mãos e seria um desperdício, que a riqueza das Vossas posições, inviabilizasse um futuro na média europeia para o consumo desportivo da população portuguesa. [1] Não dominando o objecto e funções da Assembleia da República aqui deixo sugestões que V. Exas. escolherão as que respondam aos Vossos desígnios constitucionais e regulamentares.
Perguntas a Vicente Moura pela comunicação social
A entrevista à Antena 1 e Record decorre em bom ritmo e para além das perguntas feitas algumas mais poderiam ser feitas. Não seria nesta entrevista e aqui ficam questões adicionais:
- Quantas medalhas olímpicas é Portugal candidato em Londres 2012? Quantos lugares até ao 8.º lugar? Quantos lugares até ao 16º?
- Porque é que o futebol está a falhar e o que é que o o presidente do COP fez para corrigir o fracasso do futebol em 2008?
- O que é que pretendeu fazer no seu mandato depois de Pequim e o que é que conseguiu até agora 2011?
- O desporto não tem como refere mas o COP tem actualmente um programa de longo prazo?
- Quem é que deveria fazer o programa de longo prazo do desporto, que referiu a necessidade várias vezes?
- Como é que o COP trabalha sem um programa de longo prazo, considerando que a construção de um campeão é um trabalho de décadas?
- Era possível o COP arbitrar informalmente os lítígios do associativismo desportivo, mesmo sem haver a legislação que o Estado está a preparar?
- Quais as condições fundamentais para que as eleições do COP permitissem a eleição do melhor presidente do COP para o desporto português?
- Porque é que não promoveu a junção do COP e da CDP?
- Quem ou que factores impedem este projecto?
- Acha-o viável e útil para Portugal?
- Quais as suas relações e principais resultados com a Secretaria de Estado do Desporto? O que melhoraria nessas relações? O que é que acha que se deveria corrigir?
- Existe alguma condição que impessa a sua saída e exija a sua continuação por mais um mandato para 2017 à frente do COP?
- Quantas medalhas olímpicas é Portugal candidato em Londres 2012? Quantos lugares até ao 8.º lugar? Quantos lugares até ao 16º?
- Porque é que o futebol está a falhar e o que é que o o presidente do COP fez para corrigir o fracasso do futebol em 2008?
- O que é que pretendeu fazer no seu mandato depois de Pequim e o que é que conseguiu até agora 2011?
- O desporto não tem como refere mas o COP tem actualmente um programa de longo prazo?
- Quem é que deveria fazer o programa de longo prazo do desporto, que referiu a necessidade várias vezes?
- Como é que o COP trabalha sem um programa de longo prazo, considerando que a construção de um campeão é um trabalho de décadas?
- Era possível o COP arbitrar informalmente os lítígios do associativismo desportivo, mesmo sem haver a legislação que o Estado está a preparar?
- Quais as condições fundamentais para que as eleições do COP permitissem a eleição do melhor presidente do COP para o desporto português?
- Porque é que não promoveu a junção do COP e da CDP?
- Quem ou que factores impedem este projecto?
- Acha-o viável e útil para Portugal?
- Quais as suas relações e principais resultados com a Secretaria de Estado do Desporto? O que melhoraria nessas relações? O que é que acha que se deveria corrigir?
- Existe alguma condição que impessa a sua saída e exija a sua continuação por mais um mandato para 2017 à frente do COP?
sexta-feira, 11 de março de 2011
O cálculo económico do investimento num museu do desporto
Haverá dúvidas sobre a oportunidade da iniciativa do COP e também que existam investidores privados dispostos a trabalhar um projecto cuja rendibilidade não está demonstrada nem sequer se tentou no artigo do Expresso de hoje.
Linearmente aqui ficam alguns elementos que deveriam estar subjacentes à protecção da memória do desporto português, adequado ao momento difícil que o país atravessa.
Este é um exercício 'escolar' que poderia solicitar a apresentação da análise económica necessária para fundamentar a decisão pública sobre a realidade da museologia do desporto em Portugal e que maximizasse o bem-estar social e o produto olímpico.
1 - Face ao actual momento medidas cautelares seriam úteis. Portugal não tem tradição na promoção da história do seu desporto. Há memória do desporto, há cidadãos que dedicaram a sua vida ao desporto e famílias que guardam o espólio de familiares, há ideias e projectos. Desconhecesse a sua sustentação económica e principalmente o custo de oportunidade entre este investimento e as necessidades do olímpismo que deixam de ser realizados com esta aplicação.
2 - Houve três iniciativas: Sob a liderança de Maria Emília Azinhais o Panathlon Clube de Lisboa desenvolveu algumas ideias de protecção do espólio desportivo nacional existente desde o nível autárquico e do alertar para a perda irreparável, nada se fazendo. A Câmara Municipal de Lisboa parece querer transformar o Pavilhão Carlos Lopes num Museu do Desporto para o qual possuirá um conceito desportivo e histórico apelativo. O Museu Olímpico é um projecto antigo do COP e que agora parece avançar.
3 - O nosso desporto deveria equacionar se de facto existe dinheiro e procura para dois museus do desporto em Lisboa. Investir agora milhões de euros em projectos duplicados quando o dinheiro é escasso, quer para acudir aos erros do passado que para potenciar o futuro, pode ser um erro que irá acrescer exigências de financiamento ao futuro com a gestão de projectos que por mais tecnologicamente evoluídos que sejam não se conhecem estudos a suportar o esforço exigido.
4 - Para resolver da melhor forma este desafio economicamente colocam-se os seguintes pontos:
a - Analisar 4 alternativas museológicas a serem explicadas científica e tecnicamente nos domínios desportivo, da história, da filosofia, entre outros:
i - Um conceito museulógico para a CML;
ii - Um conceito museulógico para o COP;
iii - Um conceito museulógico e desportivo único agregando a iniciativa da CML e do COP;
iv - A hipótese de atrasar o projecto, não fazendo nenhum museu mas criando uma política activa de salvaguarda do espólio nacional de todo o desporto. Neste caso deveria ser explicitado quais as características do prazo necessário a que as condições do desporto e do país justificassem uma determinada solução museulógica.
b - Qual o custo de cada uma das alternativas desde o investimento, à gestão durante o período de pagamento do investimento realizado. A procura pela museologia do desporto e o desenvolvimento de áreas adicionais como a investigação histórica são apontamentos de avaliação dos custos e das receitas .
c - Estudo de questões adicionais como as soluções de direito de propriedade e de gestão das quatro soluções por uma ou mais do que uma organizações privadas e da expectativa do envolvimento do Estado na sua dimensão Central e Local estendendo-se não só a Lisboa mas a todo o país como uma rede de interessados sem o qual alguns espólios locais correrão o risco de desaparecer.
d - Avaliação económica custo-benefício dos impactos das quatro alternativas, da criação de postos de trabalho, e dos custos de oportunidade face a necessidades alternativas que se deixariam de realizar.
Estes pontos parecem demasiados, mas são possíveis de fazer desde que se queira fazer e impossíveis de fazer se se acredita que nada adianta.
Nota final, de um processo que exige um trabalho de grande fôlego:
A agregação do COP e da CDP seria um contributo que daria outra dimensão e legitimidade às pretensões amplas do associativismo desportivo no domínio da museologia.
Linearmente aqui ficam alguns elementos que deveriam estar subjacentes à protecção da memória do desporto português, adequado ao momento difícil que o país atravessa.
Este é um exercício 'escolar' que poderia solicitar a apresentação da análise económica necessária para fundamentar a decisão pública sobre a realidade da museologia do desporto em Portugal e que maximizasse o bem-estar social e o produto olímpico.
1 - Face ao actual momento medidas cautelares seriam úteis. Portugal não tem tradição na promoção da história do seu desporto. Há memória do desporto, há cidadãos que dedicaram a sua vida ao desporto e famílias que guardam o espólio de familiares, há ideias e projectos. Desconhecesse a sua sustentação económica e principalmente o custo de oportunidade entre este investimento e as necessidades do olímpismo que deixam de ser realizados com esta aplicação.
2 - Houve três iniciativas: Sob a liderança de Maria Emília Azinhais o Panathlon Clube de Lisboa desenvolveu algumas ideias de protecção do espólio desportivo nacional existente desde o nível autárquico e do alertar para a perda irreparável, nada se fazendo. A Câmara Municipal de Lisboa parece querer transformar o Pavilhão Carlos Lopes num Museu do Desporto para o qual possuirá um conceito desportivo e histórico apelativo. O Museu Olímpico é um projecto antigo do COP e que agora parece avançar.
3 - O nosso desporto deveria equacionar se de facto existe dinheiro e procura para dois museus do desporto em Lisboa. Investir agora milhões de euros em projectos duplicados quando o dinheiro é escasso, quer para acudir aos erros do passado que para potenciar o futuro, pode ser um erro que irá acrescer exigências de financiamento ao futuro com a gestão de projectos que por mais tecnologicamente evoluídos que sejam não se conhecem estudos a suportar o esforço exigido.
4 - Para resolver da melhor forma este desafio economicamente colocam-se os seguintes pontos:
a - Analisar 4 alternativas museológicas a serem explicadas científica e tecnicamente nos domínios desportivo, da história, da filosofia, entre outros:
i - Um conceito museulógico para a CML;
ii - Um conceito museulógico para o COP;
iii - Um conceito museulógico e desportivo único agregando a iniciativa da CML e do COP;
iv - A hipótese de atrasar o projecto, não fazendo nenhum museu mas criando uma política activa de salvaguarda do espólio nacional de todo o desporto. Neste caso deveria ser explicitado quais as características do prazo necessário a que as condições do desporto e do país justificassem uma determinada solução museulógica.
b - Qual o custo de cada uma das alternativas desde o investimento, à gestão durante o período de pagamento do investimento realizado. A procura pela museologia do desporto e o desenvolvimento de áreas adicionais como a investigação histórica são apontamentos de avaliação dos custos e das receitas .
c - Estudo de questões adicionais como as soluções de direito de propriedade e de gestão das quatro soluções por uma ou mais do que uma organizações privadas e da expectativa do envolvimento do Estado na sua dimensão Central e Local estendendo-se não só a Lisboa mas a todo o país como uma rede de interessados sem o qual alguns espólios locais correrão o risco de desaparecer.
d - Avaliação económica custo-benefício dos impactos das quatro alternativas, da criação de postos de trabalho, e dos custos de oportunidade face a necessidades alternativas que se deixariam de realizar.
Estes pontos parecem demasiados, mas são possíveis de fazer desde que se queira fazer e impossíveis de fazer se se acredita que nada adianta.
Nota final, de um processo que exige um trabalho de grande fôlego:
A agregação do COP e da CDP seria um contributo que daria outra dimensão e legitimidade às pretensões amplas do associativismo desportivo no domínio da museologia.
quinta-feira, 10 de março de 2011
A espuma do Desporto moderno
Pedro Miguel Neves, no Público escreve que 'Estas eleições têm tudo. Política, banca e generais' referindo-se ao Sporting.
Outra peça na Revista Única do Expresso, de 5 de Março, feita por Pedro Candeias e Bruno Roseiro, na pg. 66, falava dos gastos das nossas estrelas do futebol de Vítor Baptista a Cristiano Ronaldo.
No Expresso o deslumbramento pelas fantasias das mega-estrelas é equivalente à atracção pelo Sporting (pelo abismo dirá o benfiquista) de figuras da política, das forças armadas e da banca para melhor guardarem o dinheiro que lá colocaram.
Tudo isto é possível desde que o desporto tenha uma base sólida.
O problema é que o desporto português tem uma massa crítica amadora e de adeptos dos clubes que não sustenta a dimensão das exigências para possuir um clube como o Sporting.
As nossas estrelas que estão no estrangeiro dependem e têm os pés bens assentes em massas desportivas dos países mais desenvolvidos do mundo. Os seus salários estão assegurados enquanto as suas competências se mantiverem e porque esses mercados são competitivos e genericamente são economicamente eficientes.
A vertigem pelo Sporting é para o maior dos estados de alma ...
Agora, mais a sério, esta adesão ao Sporting pelos seus sócios é o exemplo de como a sociedade portuguesa aderirá ao desporto nacional caso os seus horizontes se venham a desanuviar.
Outra peça na Revista Única do Expresso, de 5 de Março, feita por Pedro Candeias e Bruno Roseiro, na pg. 66, falava dos gastos das nossas estrelas do futebol de Vítor Baptista a Cristiano Ronaldo.
No Expresso o deslumbramento pelas fantasias das mega-estrelas é equivalente à atracção pelo Sporting (pelo abismo dirá o benfiquista) de figuras da política, das forças armadas e da banca para melhor guardarem o dinheiro que lá colocaram.
Tudo isto é possível desde que o desporto tenha uma base sólida.
O problema é que o desporto português tem uma massa crítica amadora e de adeptos dos clubes que não sustenta a dimensão das exigências para possuir um clube como o Sporting.
As nossas estrelas que estão no estrangeiro dependem e têm os pés bens assentes em massas desportivas dos países mais desenvolvidos do mundo. Os seus salários estão assegurados enquanto as suas competências se mantiverem e porque esses mercados são competitivos e genericamente são economicamente eficientes.
A vertigem pelo Sporting é para o maior dos estados de alma ...
Agora, mais a sério, esta adesão ao Sporting pelos seus sócios é o exemplo de como a sociedade portuguesa aderirá ao desporto nacional caso os seus horizontes se venham a desanuviar.
Qual a diferença, no produto económico do futebol, entre Gilberto Madail e outro líder
Para o Estado em Portugal deveria ser indiferente que à frente do futebol ou no seu interior estivesse o líder A, B ou C, ou uma qualquer estrutura de associados, desde que o futebol actuasse com competitividade monopolística contribuindo para a maximização do produto desportivo nacional.
Coloquemos de lado as questões éticas e as legais.
Tratemos apenas a questão económica.
O Estado português, os governos e as autarquias, ao subsidiarem o futebol durante décadas como um monopólio natural, desde antes do 25 de Abril, tornaram a federação um quase monopólio público. Sem o risco da actividade privada e o benefício de rendas públicas.
A garantia de subsídios públicos, aos agentes do futebol, principalmente aqueles com finalidade lucrativa, independentemente dos resultados desportivos e das mais-valias humanas e sociais produzidas pelo sector terá gerado preferências de liderança que sustentam o modelo.
A regulação pública subsidiou o futebol como extensões públicas e não visando a eficiência económica e a concorrência dos monopólios do desporto. Desta forma a regulação pública no desporto nacional não define e não alcança objectivos europeus e preferirá os líderes desportivos que se compromentem menos com a produção de resultados desportivos do que a conformidade dos princípios da regulação pública.
Gilberto Madail tem o mérito de manter durante o seu mandato as rendas que os seus associados mais activos necessitam, gerando níveis financeiros interessantes através dos eventos, dos estádios e da liberalização do futebol profisisonal.
Noutra perspectiva para além do aspecto da democraticidade o desconforto das associações do futebol pode relacionar-se economicamente também com as queixas das estruturas federadas centrais junto do financiador público acerca dos custos que arcam com a existência das associações distritais ou regionais.
Ao retirar a força administrativa das associações nas federações, a legislação poderá ter adequado a realidade da maior parte das federações correspondendo ao interesse de concentrar os fundos públicos no financiamento de alto rendimento pela estrutura central de cada federação.
Se esta nova realidade vai gerar mais produto desportivo ou se vai permitir a acumulação de benefícios financeiros através do alto rendimento no topo federado é uma realidade que será interessante observar.
Num caso e no outro não é por enquanto claro qual a geração de mais-valia desportiva, humana e social que estas novas composições administrativa e financeira terão no produto das federações e, em particular, no futebol.
A retirada de valor às associações é uma tendência que vem detrás por dois impulsos:
- Um, a necessidade pública de concentrar meios financeiros escassos em novos agentes com maior relevância para o alto rendimento;
- Outro, a subvalorização ou mesmo a quebra de relevância das associações desportivas ligadas aos clubes de base, que as associações deixaram de representar face à valorização das organizações com finalidade desportiva mais ágeis na captura das rendas da actividade desportiva e dos subsídios públicos por vezes os centrais e também os locais.
Que alternativa para esta situação?
Por exemplo: um modelo de desenvolvimento desportivo novo passando pela consideração das federações como monopólios em competição pela conquista de mercado desportivo em todos os segmentos de prática como no informal e no formal recreativo e no alto rendimento.
Uma coisa é certa: nenhum Estado do mundo tem dinheiro para desenvolver o seu desporto para a maior parte da população apenas com organizações com finalidade lucrativa.
Esta análise económica demonstra a necessidade de racionalidade e modernidade para que as federações tenham pontos de desenvolvimento desportivo mais sólidos na sua base.
Com associações ou organizações de outro nome as federações necessitam de órgãos técnicos desconcentrados para trabalharem com a base da sua pirâmide.
...
Coloquemos de lado as questões éticas e as legais.
Tratemos apenas a questão económica.
O Estado português, os governos e as autarquias, ao subsidiarem o futebol durante décadas como um monopólio natural, desde antes do 25 de Abril, tornaram a federação um quase monopólio público. Sem o risco da actividade privada e o benefício de rendas públicas.
A garantia de subsídios públicos, aos agentes do futebol, principalmente aqueles com finalidade lucrativa, independentemente dos resultados desportivos e das mais-valias humanas e sociais produzidas pelo sector terá gerado preferências de liderança que sustentam o modelo.
A regulação pública subsidiou o futebol como extensões públicas e não visando a eficiência económica e a concorrência dos monopólios do desporto. Desta forma a regulação pública no desporto nacional não define e não alcança objectivos europeus e preferirá os líderes desportivos que se compromentem menos com a produção de resultados desportivos do que a conformidade dos princípios da regulação pública.
Gilberto Madail tem o mérito de manter durante o seu mandato as rendas que os seus associados mais activos necessitam, gerando níveis financeiros interessantes através dos eventos, dos estádios e da liberalização do futebol profisisonal.
Noutra perspectiva para além do aspecto da democraticidade o desconforto das associações do futebol pode relacionar-se economicamente também com as queixas das estruturas federadas centrais junto do financiador público acerca dos custos que arcam com a existência das associações distritais ou regionais.
Ao retirar a força administrativa das associações nas federações, a legislação poderá ter adequado a realidade da maior parte das federações correspondendo ao interesse de concentrar os fundos públicos no financiamento de alto rendimento pela estrutura central de cada federação.
Se esta nova realidade vai gerar mais produto desportivo ou se vai permitir a acumulação de benefícios financeiros através do alto rendimento no topo federado é uma realidade que será interessante observar.
Num caso e no outro não é por enquanto claro qual a geração de mais-valia desportiva, humana e social que estas novas composições administrativa e financeira terão no produto das federações e, em particular, no futebol.
A retirada de valor às associações é uma tendência que vem detrás por dois impulsos:
- Um, a necessidade pública de concentrar meios financeiros escassos em novos agentes com maior relevância para o alto rendimento;
- Outro, a subvalorização ou mesmo a quebra de relevância das associações desportivas ligadas aos clubes de base, que as associações deixaram de representar face à valorização das organizações com finalidade desportiva mais ágeis na captura das rendas da actividade desportiva e dos subsídios públicos por vezes os centrais e também os locais.
Que alternativa para esta situação?
Por exemplo: um modelo de desenvolvimento desportivo novo passando pela consideração das federações como monopólios em competição pela conquista de mercado desportivo em todos os segmentos de prática como no informal e no formal recreativo e no alto rendimento.
Uma coisa é certa: nenhum Estado do mundo tem dinheiro para desenvolver o seu desporto para a maior parte da população apenas com organizações com finalidade lucrativa.
Esta análise económica demonstra a necessidade de racionalidade e modernidade para que as federações tenham pontos de desenvolvimento desportivo mais sólidos na sua base.
Com associações ou organizações de outro nome as federações necessitam de órgãos técnicos desconcentrados para trabalharem com a base da sua pirâmide.
...
Na sua posse Cavaco Silva não fala do desporto
Este facto era esperado.
Convençamo-nos que a imagem do desporto na sociedade portuguesa é má, próximo do péssimo.
Num discurso que certamente pretendeu ser fundamental e preparado minuciosamente o desporto aparece para valorizar o papel das empresas e o empreendedorismo.
Diz Cavaco Silva a meio do discurso, divulgado no Público: "é essencial valorizar o papel das empresas e do empreendedorismo, da mesma forma que se celebra, por exemplo, o sucesso dos nossos atletas na obtenção de títulos internacionais."
Cavaco Silva não fala do sucesso dos atletas, usa a divulgação do seu sucesso como exemplo para terceiros.
A Cultura tem uma referência distinta.
Ou seja, Cavaco Silva não encontrou virtudes no desporto para Portugal na prática informal, na recreação e no alto rendimento para os portugueses e para o país.
Os líderes nacionais não têm tempo a perder com sectores que não se fazem respeitar pelos benefícios que geram para o país e quando aparecem não é pelos melhores motivos.
O desporto não tem líderes nacionais, não tem um líder ou líderes inquestionáveis, que criem e sustentem a actualidade nacional e digam à política, à economia e à sociedade para confiarem no desporto porque este está preparado para defrontar as crises e tem contributos decisivos para o futuro de Portugal.
Aos mais novos, que procuram uma solução de vida no desporto, direi: invistam noutro sector porque o desporto não tem nada para oferecer para o Vosso futuro.
Fujam daqui enquanto são novos!
Convençamo-nos que a imagem do desporto na sociedade portuguesa é má, próximo do péssimo.
Num discurso que certamente pretendeu ser fundamental e preparado minuciosamente o desporto aparece para valorizar o papel das empresas e o empreendedorismo.
Diz Cavaco Silva a meio do discurso, divulgado no Público: "é essencial valorizar o papel das empresas e do empreendedorismo, da mesma forma que se celebra, por exemplo, o sucesso dos nossos atletas na obtenção de títulos internacionais."
Cavaco Silva não fala do sucesso dos atletas, usa a divulgação do seu sucesso como exemplo para terceiros.
A Cultura tem uma referência distinta.
Ou seja, Cavaco Silva não encontrou virtudes no desporto para Portugal na prática informal, na recreação e no alto rendimento para os portugueses e para o país.
Os líderes nacionais não têm tempo a perder com sectores que não se fazem respeitar pelos benefícios que geram para o país e quando aparecem não é pelos melhores motivos.
O desporto não tem líderes nacionais, não tem um líder ou líderes inquestionáveis, que criem e sustentem a actualidade nacional e digam à política, à economia e à sociedade para confiarem no desporto porque este está preparado para defrontar as crises e tem contributos decisivos para o futuro de Portugal.
Aos mais novos, que procuram uma solução de vida no desporto, direi: invistam noutro sector porque o desporto não tem nada para oferecer para o Vosso futuro.
Fujam daqui enquanto são novos!
quarta-feira, 9 de março de 2011
Aligeirar o Estado das suas responsabilidades?
O José Manuel Constantino no Colectividade Desportiva parece aligeirar o Estado das suas responsabilidades no tocante aos atletas de alto rendimento.
Compreendendo a sua ideia lamento contrapor-lhe uma posição de responsabilização do Estado que é também aquela que economicamente é benéfica para o país.
Os resultados do alto rendimento são um bem público que os Estados deste mundo pagam, com excepções que se vão conhecendo a Leste e na Ásia.
Portugal desde início dos jogos da era moderna não se comportou como outros países fizeram.
Há uma responsabilidade pessoal no percurso do alto rendimento que não se aplica a pessoas e a famílias com uma literacia que não sabe o que é o desporto moderno nas suas externalidades positivas e nas negativas também.
As primeiras estão sobre-valorizadas e as segundas sub-valorizadas.
Sei de atletas, de famílias bem estabelecidas na vida, com problemas médicos actuais e elas também estão indefesas.
No programa na SIC de Mário Crespo de hoje, 9 de Março, esteve o professor Adriano Moreira a dizer que a responsabilidade de promover as hipóteses de estudo e emprego para os jovens é do Estado. Ora, esta situação ainda mais se aplica às hipóteses de vida dos atletas de alto rendimento.
O Estado português tem actuado interesseiramente capturando os benefícios e deixando aos atletas os custos.
O exemplo desta situação é a incapacidade dos atletas dizerem o que verdadeiramente se passa nos outros países e em Portugal.
Os atletas não têm líderes que defendam os seus direitos porque nem o Estado nem o associativismo promove os atletas a líderes esclarecidos.
O Estado português é responsável pelo que se passa porque não faz estudos e análises da realidade, porque sabe o que se passa noutros países e deixa a situação arrastar-se entre nós, porque em casos concretos foi informado, acompanhou ao longo dos anos e pouco diferenciou em décadas de regulação desportiva.
O desporto de alto rendimento é um bem público cujas vicissitudes não devem ser retiradas ou minimizadas ao Estado, porque as famílias desconhecem aquilo em que se envolvem, porque as empresas não querem saber do destino do atleta.
Tem de ser o Estado a actuar em primeiro lugar.
Em segundo está o COP e a par as federações. Estes deveriam ter programas bem estruturados de responsabilização privado e público mas o cop atravessa uma fase de inimputabilidade que afecta todo o tecido associativo.
Este é um domínio sensível da ética porque potenciar os jovens e as famílias para o alto rendimento e para o desporto profissional, sem medidas de protecção e salvaguarda de todo o potencial do jovem é um erro e é uma negligência porque o custo de actuar atempadamente seria mais baixo do que o custo de corrigir todo o mal feito.
Mais uma vez se demonstra como o debate sobre o que se passa no desporto português está nos seus primórdios se queremos vir a alcançar médias desportivas europeias.
Aconselho os leitores a seguirem igualmente o blogue Colectividade Desportiva, que agora tem contado com novas intervenções, por constituir uma fonte de conhecimento desportivo com os quais se pode concordar e discordar.
A abertura de espaços de debate sobre os desafios do desporto é uma necessidade para Portugal avançar mais depressa com o que deve fazer de equivalente ao que se passa na Europa.
Compreendendo a sua ideia lamento contrapor-lhe uma posição de responsabilização do Estado que é também aquela que economicamente é benéfica para o país.
Os resultados do alto rendimento são um bem público que os Estados deste mundo pagam, com excepções que se vão conhecendo a Leste e na Ásia.
Portugal desde início dos jogos da era moderna não se comportou como outros países fizeram.
Há uma responsabilidade pessoal no percurso do alto rendimento que não se aplica a pessoas e a famílias com uma literacia que não sabe o que é o desporto moderno nas suas externalidades positivas e nas negativas também.
As primeiras estão sobre-valorizadas e as segundas sub-valorizadas.
Sei de atletas, de famílias bem estabelecidas na vida, com problemas médicos actuais e elas também estão indefesas.
No programa na SIC de Mário Crespo de hoje, 9 de Março, esteve o professor Adriano Moreira a dizer que a responsabilidade de promover as hipóteses de estudo e emprego para os jovens é do Estado. Ora, esta situação ainda mais se aplica às hipóteses de vida dos atletas de alto rendimento.
O Estado português tem actuado interesseiramente capturando os benefícios e deixando aos atletas os custos.
O exemplo desta situação é a incapacidade dos atletas dizerem o que verdadeiramente se passa nos outros países e em Portugal.
Os atletas não têm líderes que defendam os seus direitos porque nem o Estado nem o associativismo promove os atletas a líderes esclarecidos.
O Estado português é responsável pelo que se passa porque não faz estudos e análises da realidade, porque sabe o que se passa noutros países e deixa a situação arrastar-se entre nós, porque em casos concretos foi informado, acompanhou ao longo dos anos e pouco diferenciou em décadas de regulação desportiva.
O desporto de alto rendimento é um bem público cujas vicissitudes não devem ser retiradas ou minimizadas ao Estado, porque as famílias desconhecem aquilo em que se envolvem, porque as empresas não querem saber do destino do atleta.
Tem de ser o Estado a actuar em primeiro lugar.
Em segundo está o COP e a par as federações. Estes deveriam ter programas bem estruturados de responsabilização privado e público mas o cop atravessa uma fase de inimputabilidade que afecta todo o tecido associativo.
Este é um domínio sensível da ética porque potenciar os jovens e as famílias para o alto rendimento e para o desporto profissional, sem medidas de protecção e salvaguarda de todo o potencial do jovem é um erro e é uma negligência porque o custo de actuar atempadamente seria mais baixo do que o custo de corrigir todo o mal feito.
Mais uma vez se demonstra como o debate sobre o que se passa no desporto português está nos seus primórdios se queremos vir a alcançar médias desportivas europeias.
Aconselho os leitores a seguirem igualmente o blogue Colectividade Desportiva, que agora tem contado com novas intervenções, por constituir uma fonte de conhecimento desportivo com os quais se pode concordar e discordar.
A abertura de espaços de debate sobre os desafios do desporto é uma necessidade para Portugal avançar mais depressa com o que deve fazer de equivalente ao que se passa na Europa.
terça-feira, 8 de março de 2011
Para os gregos os jogos olímpicos são sagrados
Os jogos olímpicos de 2004 representaram um passivo entre outros passivos na falência da Grécia e que no conjunto a levaram à bancarrota.
Portugal tem apenas estádios enquanto a Grécia foram não só as imensas infra-estruturas para todas as modalidades olímpicas e também os enormes gastos de segurança que tiveram de assumir após o 11 de Setembro.
De vez em quando há políticos nacionais que voltam a falar dos investimentos nos estádios de futebol o que é significativo para autarquias que necessitam de investir em políticas de desenvolvimento e de bem-estar para as suas populações e têm os débitos do investimento para assumir.
Essas críticas têm razão mas simultaneamente o desporto deve chamar a atenção que o sucesso desportivo foi imenso e que é possível ter políticas diferentes na construção de infra-estruturas quando se investe em mega-eventos desportivos.
Todo o processo de investimento em estádios foi catastrófico pela fraqueza política e pela pressão dos agentes privados ganhadores liderados pelo interesse da UEFA representado por Gilberto Madail enquanto presidente da federação de futebol.
Este ponto é fundamental porque Portugal necessita de uma maior força da política desportiva para captar em primeiro lugar o interesse dos agentes privados desportivos, que são quem executa a política desportiva, e depois ganhar a confiança da sociedade através do cumprimentos dos programas, de geração de mais-valias e da palavra dada segundo princípios éticos transparentes.
O desporto grego tem uma diferença adicional do português e para o melhor. A Grécia ganha vitórias em muitas modalidades desportivas e certamente a diferença é que os gregos não se queixarão tanto como os portugueses porque para eles os jogos olímpicos e o desporto são sagrados.
Portugal tem apenas estádios enquanto a Grécia foram não só as imensas infra-estruturas para todas as modalidades olímpicas e também os enormes gastos de segurança que tiveram de assumir após o 11 de Setembro.
De vez em quando há políticos nacionais que voltam a falar dos investimentos nos estádios de futebol o que é significativo para autarquias que necessitam de investir em políticas de desenvolvimento e de bem-estar para as suas populações e têm os débitos do investimento para assumir.
Essas críticas têm razão mas simultaneamente o desporto deve chamar a atenção que o sucesso desportivo foi imenso e que é possível ter políticas diferentes na construção de infra-estruturas quando se investe em mega-eventos desportivos.
Todo o processo de investimento em estádios foi catastrófico pela fraqueza política e pela pressão dos agentes privados ganhadores liderados pelo interesse da UEFA representado por Gilberto Madail enquanto presidente da federação de futebol.
Este ponto é fundamental porque Portugal necessita de uma maior força da política desportiva para captar em primeiro lugar o interesse dos agentes privados desportivos, que são quem executa a política desportiva, e depois ganhar a confiança da sociedade através do cumprimentos dos programas, de geração de mais-valias e da palavra dada segundo princípios éticos transparentes.
O desporto grego tem uma diferença adicional do português e para o melhor. A Grécia ganha vitórias em muitas modalidades desportivas e certamente a diferença é que os gregos não se queixarão tanto como os portugueses porque para eles os jogos olímpicos e o desporto são sagrados.
O futebol de Portugal e da Alemanha
A propósito da venda do estádio do Borussia de Dortmund o Gato Maltez faz uma comparação entre o futebol português e alemão.
Procuremos aprofundar um pouco mais estas diferenças
Procuremos aprofundar um pouco mais estas diferenças
Na economia do desporto alemã se o Borussia não acertasse as contas ia à falência e baixava de divisão.
O Borussia compete num campeonato nacional competitivo entre todos os seus participantes e onde a gestão da liga garante que os estádios encham em todos os jogos.
A economia do desporto português é diferente.
As direcções dos clubes podem ter comportamentos de governance de risco que podem levar os clubes à falência como aconteceu com um ex-presidente da Liga de Clubes.
A governance da federação, liga de clubes e Estado aceitam demasiados riscos. As cidades aceitam que os seus principais clubes vão à falência e não pressionam as direcções dos clubes e da Liga de clubes a corrigir os erros que se acumulam e que são do conhecimento público do topo à base da I Liga. Os patrocinadores aceitam financiar os clubes e os campeonatos falidos.
O fracasso principal do futebol português está na ética e na governance.
As vitórias europeias dos clubes nacionais são o exemplo que Portugal sabe construir equipas que todos os anos perdem os melhores jogadores para a Europa. Falta ao futebol português investir na credibilização do futebol da primeira liga e simultaneamente investir no equilíbrio da base do futebol amador e dos respectivos campeonatos.
Os resultados seriam extraordinários mas existe um peso excessivo dos princípios que sustentam que a actividade profissional é a determinante no futebol moderno.
Não é como o demonstram não só os alemães omo o Barcelona. O futebol europeu já não acredita que o futebol da I liga dos países e da Champions sirvam para alavancar mais-valias financeiras extraordinárias.
Há grandes negócios no futebol de topo mas segundo princípios de fair-play financeiro.
Esse é o sentido da UEFA e que a União Europeia aceita.
Nós temos casos de sucesso extraordinário como Ronaldo, Mourinho e Jorge Mendes mas estes são excepções que o futebol cria e permite e faz dele um sect0or económico entusiasmante mas isso é tudo.
Ronaldo, Mourinho e Jorge Mendes são excepções como Belmiro de Azevedo, Warren Buffet ou outro multimilionário mundial qualquer.
O exemplo do Gato Maltez com o Borussia tem interesse porque as boas ideias devem ser mostradas para compreendermos da sua viabilização em Portugal.
Não será economicamente viável ao Benfica, Sporting ou Porto venderem os seus estádios porque economicamente podem viver nesta economia do futebol português nos seus próprios estádios e falidos financeiramente ou a caminhar para lá.
A crise do desporto e as medidas de austeridade actuais
A austeridade que começou a ser aplicada em 2011 vem encontrar um desporto em crise há alguns anos.
Como refiro noutro poste recente os períodos de desenvolvimento desportivo nacional nos últimos trinta e cinco anos são três:
1 - Modelo Melo de Carvalho, de 1974 ao início da década de 1980. Cerca de 7 anos.
2 - Modelo Mirandela da Costa, até 1995 ou 1997/8 com a atribuição da organização do Euro2004 a Portugal. Cerca de 15 anos.
3 - Modelo Euro 2004 apresenta limitações actualmente como a recusa de presidentes como na federação de futebol e no comité olímpico e a saída de um presidente com provas dadas como Fernando Mota da Federação de Atletismo e caso Portugal não conquiste medalhas em 2012 indica que há a necessidade de formular um novo modelo para o desenvolvimento desportivo nacional. Expectativa do modelo de cerca de 13 anos.
Observemos as características de cada modelo:
Modelo 1 - Objecto fundamental desporto para todos e associativismo de base. Instrumento principal produção pública e associativa de desporto. Maior desafio é o nível de desenvolvimento desportivo baixo.
Modelo 2 - Objecto fundamental alto rendimento e secundarização da recreação. Instrumentos principais: incentivo público ao alto rendimento, reformulação do todo legislativo herdado, grande capacidade para conquistar espaço político para o desporto, criação da confederação para dividir as federações. Maior desafio acompanhar a solicitação da sociedade portuguesa no campo do desporto moderno. Maiores limitações esperar por impactos indirectos do alto rendimento para potenciar o desporto de base e a recreação, não ter conseguido tornar ainda mais complexa a política desportiva e fiucar fechado no direito do desporto. Melhores resultados as medalhas obtidas nos jogos olímpicos.
Modelo 3 - Objecto fundamental subordinação da política desportiva ao Governo (consequência do Caso INDESP). Instrumentos principais a política, o direito, o investimento em infra-estruturas, estádios e centros de alto rendimento, os eventos, o namoro aos ginásios e outros agentes com finalidade lucrativa. Maiores limitações a tradicional incapacidade nacional de trabalhar a base da pirâmide de produção desportiva, a ausência de debate transparente das medidas de política e dos seus resultados, acentuar da subsídio dependência das organizações associativas desportivas nacionais.
Actualmente as crises e as medidas de austeridade vão asfixiar o desporto e impedir os carenciados de praticarem desporto, os clubes terão maior dificuldade em maximizarem as suas receitas provenientes da prática desportiva, as autarquias poderão restringir o seu financiamento ao desporto, as empresas procurarão redefinir as suas políticas de marketing e não havendo casos de sucesso no alto rendimento e no trabalho dos clubes de base a origem privada de financiamento será limitada.
Faltam ao desporto atletas de alto rendimento assim como faltam as escolas de desporto reconhecidas nacional e internacionalmente.
Moniz Pereira foi uma escola reconhecida internacionalmente, assim como, Carlos Queiroz. O atletismo demonstrou poder produzir medalhas em todo o espectro da modalidade. Mas como noutras modalidades por exemplo o triatlo, o judo, o voleibol e a canoagem há trabalho, há resultados e pergunta-se há escola? Existe base científica e técnica, organizativa e governance para o futuro?
O futuro do desporto precisa de ir aonde ainda não foi em 35 anos de desenvolvimento desportivo o que o leva a afastar-se das médias desportivas europeias.
Para isso haverá a necessidade de contar com líderes desportivos capazes de exigir às universidades resultados consonantes com objectivos europeus. Face às hipóteses abertas pela investigação científica, os novos líderes do desporto deverão ser capazes de assumir a sua responabilidade e risco para objectivos europeus e universais.
Esta é a forma de ultrapassar as medidas de austeridade vigentes e mesmo outras mais que apareçam pela frente do desporto nacional.
O problema da austeridade para o desporto está no seu interior.
Como refiro noutro poste recente os períodos de desenvolvimento desportivo nacional nos últimos trinta e cinco anos são três:
1 - Modelo Melo de Carvalho, de 1974 ao início da década de 1980. Cerca de 7 anos.
2 - Modelo Mirandela da Costa, até 1995 ou 1997/8 com a atribuição da organização do Euro2004 a Portugal. Cerca de 15 anos.
3 - Modelo Euro 2004 apresenta limitações actualmente como a recusa de presidentes como na federação de futebol e no comité olímpico e a saída de um presidente com provas dadas como Fernando Mota da Federação de Atletismo e caso Portugal não conquiste medalhas em 2012 indica que há a necessidade de formular um novo modelo para o desenvolvimento desportivo nacional. Expectativa do modelo de cerca de 13 anos.
Observemos as características de cada modelo:
Modelo 1 - Objecto fundamental desporto para todos e associativismo de base. Instrumento principal produção pública e associativa de desporto. Maior desafio é o nível de desenvolvimento desportivo baixo.
Modelo 2 - Objecto fundamental alto rendimento e secundarização da recreação. Instrumentos principais: incentivo público ao alto rendimento, reformulação do todo legislativo herdado, grande capacidade para conquistar espaço político para o desporto, criação da confederação para dividir as federações. Maior desafio acompanhar a solicitação da sociedade portuguesa no campo do desporto moderno. Maiores limitações esperar por impactos indirectos do alto rendimento para potenciar o desporto de base e a recreação, não ter conseguido tornar ainda mais complexa a política desportiva e fiucar fechado no direito do desporto. Melhores resultados as medalhas obtidas nos jogos olímpicos.
Modelo 3 - Objecto fundamental subordinação da política desportiva ao Governo (consequência do Caso INDESP). Instrumentos principais a política, o direito, o investimento em infra-estruturas, estádios e centros de alto rendimento, os eventos, o namoro aos ginásios e outros agentes com finalidade lucrativa. Maiores limitações a tradicional incapacidade nacional de trabalhar a base da pirâmide de produção desportiva, a ausência de debate transparente das medidas de política e dos seus resultados, acentuar da subsídio dependência das organizações associativas desportivas nacionais.
Actualmente as crises e as medidas de austeridade vão asfixiar o desporto e impedir os carenciados de praticarem desporto, os clubes terão maior dificuldade em maximizarem as suas receitas provenientes da prática desportiva, as autarquias poderão restringir o seu financiamento ao desporto, as empresas procurarão redefinir as suas políticas de marketing e não havendo casos de sucesso no alto rendimento e no trabalho dos clubes de base a origem privada de financiamento será limitada.
Faltam ao desporto atletas de alto rendimento assim como faltam as escolas de desporto reconhecidas nacional e internacionalmente.
Moniz Pereira foi uma escola reconhecida internacionalmente, assim como, Carlos Queiroz. O atletismo demonstrou poder produzir medalhas em todo o espectro da modalidade. Mas como noutras modalidades por exemplo o triatlo, o judo, o voleibol e a canoagem há trabalho, há resultados e pergunta-se há escola? Existe base científica e técnica, organizativa e governance para o futuro?
O futuro do desporto precisa de ir aonde ainda não foi em 35 anos de desenvolvimento desportivo o que o leva a afastar-se das médias desportivas europeias.
Para isso haverá a necessidade de contar com líderes desportivos capazes de exigir às universidades resultados consonantes com objectivos europeus. Face às hipóteses abertas pela investigação científica, os novos líderes do desporto deverão ser capazes de assumir a sua responabilidade e risco para objectivos europeus e universais.
Esta é a forma de ultrapassar as medidas de austeridade vigentes e mesmo outras mais que apareçam pela frente do desporto nacional.
O problema da austeridade para o desporto está no seu interior.
Falhas na aplicação do direito desportivo
Comentário colocado no blogue Colectividade Desportiva sobre os limites do debate legislativo no desporto:
Este debate chega ao ponto do non-sense que é interessante constatar de novo, porque a matéria é recorrente, e é parte do discurso de certas pessoas da política desportiva.
Há uma crise do desporto que vem de longe e este discurso tem uma fixação nos outros.
Para simplificar foquemos o gentil anónimo.
O anónimo sempre pensou que os líderes e funcionários das federações, ligas e clubes são corruptos.
Politicamente o anónimo não tem a coragem de o afirmar e condiciona toda a política pública nesta fixação.
O anónimo pensa que quando, ele anónimo, pensa qual é a melhor forma de preencher o IRS para obter um imposto mais baixo isso é legal. Todos pensamos e fazemos isso, em todo o mundo todos os habitantes da terra fazem-no.
O mesmo acto da parte de uma federação, liga ou clube desportivo é uma ilegalidade no pensamento do anónimo. Considerando as diferenças basta ler o sentido das suas palavras nestes comentários.
O anónimo tem uma posição para as federações e outra para o COP e acrescenta "Tanto mais que, se eles estabelecem tais regras, é porque as federações desportivas nisso consentem...e, assim, não têm mais do que merecem!"
Não se espere que o anónimo veja a contraditório do seu pensamento.
O anónimo tem uma posição definitiva sobre os agentes privados desportivos.
Esta posição veiculada anonimamente destrói a estrutura de debate técnico e científico do desporto português por impotência no debate fundamental sobre as causas e as consequências do que há décadas o legislador vende aos governos da república para o desporto.
No blogue http://desportoeconomia.blogspot.com/ faço uma interpretação da crise actual e da forma de a combater com medidas de política desportiva sem passar necessariamente por aprofundamentos da lei de bases do desporto.
José Manuel Meirim tem sido sistemático na sua análise da dificuldade de aplicação do direito do desporto em vigor, na aplicação polítivca do seu próprio direito. Este é o debate político da desconformidade da política face ao legislado.
Ora a limitação do legislado face à realidade está na realidade desportiva nacional que não se pode potenciar com dogmas religiosos e com a assumpção de que as pessoas do desporto são criminosos.
Há que trabalhar os princípios e os objectivos europeus que são superiores ao produto legislativo que o anónimo produz, para desenvolver sustentadamente o desporto português do ponto de vista mais alargado dos fundamentos científicos e técnicos.
A partir daqui é possível olhar e resolver os problemas com os instrumentos do Estado através da legislação, subsidiação e produção desportiva pública. Também existem soluções de regulação que devem ser colocadas nas mãos dos líderes desportivos nacionais.
É este o objectivo que pretendo desenvolver no blogue 'o desporto e a sua economia'.
Este debate chega ao ponto do non-sense que é interessante constatar de novo, porque a matéria é recorrente, e é parte do discurso de certas pessoas da política desportiva.
Há uma crise do desporto que vem de longe e este discurso tem uma fixação nos outros.
Para simplificar foquemos o gentil anónimo.
O anónimo sempre pensou que os líderes e funcionários das federações, ligas e clubes são corruptos.
Politicamente o anónimo não tem a coragem de o afirmar e condiciona toda a política pública nesta fixação.
O anónimo pensa que quando, ele anónimo, pensa qual é a melhor forma de preencher o IRS para obter um imposto mais baixo isso é legal. Todos pensamos e fazemos isso, em todo o mundo todos os habitantes da terra fazem-no.
O mesmo acto da parte de uma federação, liga ou clube desportivo é uma ilegalidade no pensamento do anónimo. Considerando as diferenças basta ler o sentido das suas palavras nestes comentários.
O anónimo tem uma posição para as federações e outra para o COP e acrescenta "Tanto mais que, se eles estabelecem tais regras, é porque as federações desportivas nisso consentem...e, assim, não têm mais do que merecem!"
Não se espere que o anónimo veja a contraditório do seu pensamento.
O anónimo tem uma posição definitiva sobre os agentes privados desportivos.
Esta posição veiculada anonimamente destrói a estrutura de debate técnico e científico do desporto português por impotência no debate fundamental sobre as causas e as consequências do que há décadas o legislador vende aos governos da república para o desporto.
No blogue http://desportoeconomia.blogspot.com/ faço uma interpretação da crise actual e da forma de a combater com medidas de política desportiva sem passar necessariamente por aprofundamentos da lei de bases do desporto.
José Manuel Meirim tem sido sistemático na sua análise da dificuldade de aplicação do direito do desporto em vigor, na aplicação polítivca do seu próprio direito. Este é o debate político da desconformidade da política face ao legislado.
Ora a limitação do legislado face à realidade está na realidade desportiva nacional que não se pode potenciar com dogmas religiosos e com a assumpção de que as pessoas do desporto são criminosos.
Há que trabalhar os princípios e os objectivos europeus que são superiores ao produto legislativo que o anónimo produz, para desenvolver sustentadamente o desporto português do ponto de vista mais alargado dos fundamentos científicos e técnicos.
A partir daqui é possível olhar e resolver os problemas com os instrumentos do Estado através da legislação, subsidiação e produção desportiva pública. Também existem soluções de regulação que devem ser colocadas nas mãos dos líderes desportivos nacionais.
É este o objectivo que pretendo desenvolver no blogue 'o desporto e a sua economia'.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Parabéns a Francis Obikwelo e Neide Gomes
As medalhas ganhas em Paris nos Europeus de Atletismo, são merecidas pelo dois e, por isso, devem ser felicitados calorosamente.
Sem um objectivo e metas institucionalmente o desporto português especializou-se nos recordes nacionais e vive dessas realizações.
Sem objectivos nacionais de contexto europeu Portugal baterá recordes nacionais para todo o sempre.
Desta forma nunca Portugal conseguirá alcançar as médias desportivas europeias.
Os Jogos Olímpicos de Londres serão em 2012 e para ganharmos as duas medalhas do costume teremos de ter pelo menos 10 ou mais campeões europeus e mundiais como em Pequim se se verificar o mesmo nível de eficiência económica.
Vamos contar tudo o que aparecer até ao Verão de 2012.
Sem um objectivo e metas institucionalmente o desporto português especializou-se nos recordes nacionais e vive dessas realizações.
Sem objectivos nacionais de contexto europeu Portugal baterá recordes nacionais para todo o sempre.
Desta forma nunca Portugal conseguirá alcançar as médias desportivas europeias.
Os Jogos Olímpicos de Londres serão em 2012 e para ganharmos as duas medalhas do costume teremos de ter pelo menos 10 ou mais campeões europeus e mundiais como em Pequim se se verificar o mesmo nível de eficiência económica.
Vamos contar tudo o que aparecer até ao Verão de 2012.
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