quarta-feira, 20 de abril de 2011

Como lidar no desporto com os cortes orçamentais privados e públicos?

Esta pergunta foi-me colocada por uma pessoa que queria compreender do ponto de vista económico a razoabilidade e as saídas que a análise económica faculta.


As organizações de direito privado têm como objecto maximizar activos tangíveis e intangíveis.

A maximização do lucro de um ginásio é distinta da maximização da utilidade de uma federação ou de um clube desportivo.

Num caso e noutro os agentes privados ao procurarem maximizar os objectivos acordados e determinados pelos seus associados têm de precaver as ocorrências negativas como o corte de financiamentos públicos que em determinado momento conseguiram accionar face a contrariedades em momentos como os que vivemos actualmente.

Os financiamentos públicos estão ao mesmo nível dos patrocínios que estas organizações conseguem em determinado momento e que no momento seguinte o patrocinador decide que a imagem do seu produto deixará de passar pela actividade desportiva anteriormente oferecida.

O corte pode dar-se tanto por excesso de sucesso preferindo o patrocinador fazer uma pausa na promoção, como pela sua falha. Num caso e noutro as organizações desportivas devem estar atentas ao comportamento dos seus patrocinadores e financiadores.

Estão também neste caso as entidades bancárias que em determinado momento decidem aumentar as taxas dos empréstimos e que impedem e dificultam o financiamento de determinadas actividades e processos de produção desportivo.


Quando chega um momento de crise, como o que atravessamos, a situação é ainda mais difícil e pode acontecer que patrocinadores, bancos e Estado todos alterem o seu comportamento e cabe à organização tomar decisões internas como a de redefinir os seus objectivos e de alterar o centro da sua actividade, tendo de para isso dialogar e negociar com os seus associados.

Outras questões que podem acontecer é a alteração dos comportamentos dos patrocinadores fazendo incidir o custo e o ónus da alteração do seu comportamento anterior sobre a organização desportiva a qual poderá ficar em maus lençóis se não precaveu cenários e instrumentos de actuação alternativos.

De um ponto de vista externo é relevante a capacidade da organização representativa do sector encetar negociações em nome do sector devendo as diferentes organizações de base acautelar se a organização de topo é ou não capturada por instituições exteriores ao sector, garantindo-lhe mais-valias que são retiradas às organizações suas representadas ou àquelas que não possuem representatividade que as defendam em processos negociais plurisectoriais.


Na actual fase de crise generalizada Avelino de Jesus, aqui, no Jornal de Negócios, noticia como a Alemanha se defendeu depois da II Guerra Mundial na bancarrota gerada pela aventura hitleriana.

Refere que a negociação conseguiu juros mais baixos e a adequação do período de pagamento e a entrada de agentes políticos diferenciados com elevada capacidade negocial face aos credores e daqueles que provocaram a catástrofe.


Em síntese, as questões que se colocam à criação de um novo ciclo de desenvolvimento desportivo a iniciar num período de crise como o actual, teria para as organizações privadas desportivas algumas soluções de preferência inovadoras:
  1. Nomeação de novos líderes aumentando a capacidade de negociação do desporto associativo e empresarial;
  2. Equacionar de um novo modelo de produção considerando a relevância de pelo menos três níveis de produção desportiva: o informal, o formal recreativo e o alto rendimento;
  3. Face a este novo quadro de produção desportivo revisão das fontes de financiamento privadas e públicas;
  4. Particularmente no caso do Estado os novos líderes deverão apresentar um quadro de produção e apoio público sustentado e de elevada qualidade técnica em inúmeros domínios, desportivos, económicos e sociais.


O artigo de Avelino de Jesus mostra a possibilidade do desporto trabalhar a crise de uma forma positiva e que afinal mais interessa ao país e à sua população.

Kill Bill (por exemplo Santana, Sócrates, Laurentino, et al)

O Kill Passos Coelho ainda é cedo...


A TVCine 1 deu ontem a comédia hilariante Kill Bill que está ao nível das que criam novos estereótipos no cinema americano.

Do ponto de vista artístico parodia as artes marciais orientais, a rivalidade entre japoneses e chineses, usa vários suportes de banda desenhada e fotográficos numa história contada por pequenos capítulos para não entendiar o espectador.

O objecto do filme é a discussão sobre as consequências das nossas decisões, usando como tema a morte, o tema mais forte que pode ser oferecido numa narrativa, principalmente quando misturado com o amor e a vida como faz a peça.

A morte é o negócio de um gang de americanos e asiáticos-americanos que a partir de determinada altura entra em entropia e destrói-se aniquilando sistematicamente todos os membros do grupo até chegar ao Bill.

Simultaneamente a heroína encontra a solução de continuidade, que não contarei aqui qual é.


O suscitar do tema é interessante tanto para Portugal como para o seu desporto onde se coloca a questão de definir um novo paradigma que aniquilará pela rotura das suas contradições todo o processo que sustentava o paradigma anterior.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A televisão e o desporto: a ineficiência nacional

O desporto português tem dificuldades em explorar os benefícios que os restantes mercados desportivos beneficiam na Europa.

Colocando de outra forma, a televisão é mais um instrumento de política desportiva que o desporto em Portugal usa com direitos inferiores e responsabilidades superiores do que outros mercados do desporto europeus.

Por si só a relação entre o nosso desporto e a nossa televisão exigiria um estudo económico que conseguisse maximizar simultaneamente o interesse dos operadores de televisão e os produtores desportivos de conteúdos televisivos.

Como os produtores desportivos têm referido, as receitas televisivas são maiores na Europa do que em Portugal. Isto significa segundo a sua percepção que existem receitas que são apropriadas pelos operadores televisivos nacionais acima do que operadores televisivos fazem na Europa.

Tanto a actividade informal, como a formal recreativa das federações como o alto rendimento poderão beneficiar mais dos operadores das televisões e da comunicação social nacional do que actualmente acontece.

Para uma abordagem jurídica da lei da televisão publicada pelo Governo ver o poste 'A televisão e o desporto' de José Manuel Meirim, aqui, no blogue Colectividade Desportiva.

Um conceito de produção desportiva

Um dos centros do nosso fracasso desportivo estará na definição de produto desportivo.

Falamos dos clubes, empresas, ligas, federações, jovens que se matam e aleijam a praticar desporto, andamos atrás do Ronaldo e do Mourinho. Depois a Jéssica Augusto e o Frederico Gil dão um 'ar da sua graça' demonstrando que existe mais desporto para além do futebol e temos a cabeça cheia de ideias e falta-nos o âmago do produto e da produção que é o desporto.

Temos qualidades únicas de produção desportiva e não as exploramos ou, dizendo de outra forma, não as potenciamos porque a exploração que fazemos esgota o desenvolvimento sustentado do todo, faltando-nos saberes que a Europa descobriu ao longo do século XX mantendo-se na liderança do desporto mundial. Nós não conseguimos sequer sair do último lugar europeu.


Tenho a percepção de que à medida que o país for compreendendo o logro recente e as palavras se forem tornando mais duras na sua apreciação, haverá a curiosidade para compreender vias alternativas àquilo que foi feito no desporto e em seu nome.

Fizeram-se leis de bases e regimes jurídicos e existem leis e despachos que tendo de ser cumpridos afectam o comportamento dos agentes privados e incentivam comportamentos maus e desincentivam o desporto porque afinal se sabe mal o que é o desporto moderno, aquele que é praticado na Europa.

Nesta altura não estamos muito longe da década de sessenta do século passado quando se descobriu que o futebol tinha uma dimensão nacional, de orgulho e amor-próprio que nenhum outro sector fazia por mais apadrinhado que fosse pelo regime.

Agora deixam-se as autarquias tratar das populações como antes a Mocidade Portuguesa ocupava os jovens com actividades extracurriculares.


Não existe uma política desportiva nova que explique e sustente a actuação específica das autarquias.

Estas são compradas com fundos comunitários e contratos-programa com a administração central, que lhes sugam os rendimentos desportivos durante décadas em nome do alto rendimento, que se diz que as federações produzem orgulhosamente.

Sem dúvida que o fazem orgulhosamente mas fazem-no com pouca eficácia, fazem-no menos bem feito do que o fazem as federações dos países com quem Portugal compete na Europa e no mundo.

As federações portuguesas não estão a compreender o potencial da estrutura vertical de produção desportiva do Modelo Europeu de Desporto e fixam-se no seu topo porque é para o topo que recebem dinheiro público. Mas ganhariam muito mais trabalhando toda a estrutura vertical do informal ao alto rendimento.


A sede de conhecimento de um modelo de desenvolvimento desportivo que sustente o seu crescimento, crie postos de trabalho, produza capital social local abundante através da protecção dos clubes de bairro e atraia agentes económicos competitivos procura hoje compreender porque é que as federações portuguesas falham o seu produto desportivo, elas que são o alfa e o ómega do desporto nacional, são as instituições que têm os melhores e mais conhecedores técnicos e líderes do desporto português, alguns apoiados pelos investigadores e catedráticos de maior nomeada nacional.

A resposta poderá ser mais simples e estar na capacidade de produzir e debater ideias e acumular conhecimento que se estruture em boas instituições públicas e privadas para além das corporações e dos partidos.

Esse debate a começar deve fixar-se na definição de produto sob pena de chamando muitos nomes, desporto para todos, informal, formal, alto rendimento, actividade física, desporto, recreação, futebol, judo, etc., Portugal acaba por não conseguir fixar o elemento fundamental que identifica e distingue o desporto de todos os outros sectores da actividade produtiva.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Os alarmes económicos para Portugal

Junto estão duas ligações a intervenções de Estela Barbot a única voz portuguesa no FMI, na SIC, aqui, e no Cachimbo de Margritte, aqui, um debate com António Barreto, João Duque e Miguel Morgado moderado por Graça Franco na Rádio Renascença.

Isto está tudo muito mal os sociólogos e os económistas mostram como a situação está mal.

Do desporto não vejo as pessoas do desporto a falar o que quer que seja.

A nomeação de Alexandre Mestre como um dos vinte juristas do desporto mais influentes do mundo

Esta atribuição corresponde a uma situação que merece uma análise para além das notícias da comunicação social. Compreende-se que a comunicação social ávida de espaço comunicacional e de ícones chamativos tenha relatado o facto sem uma maior contextualização.

Fazer parte dos ‘vinte mais’ a nível mundial, no domínio do desporto é um feito relevante que tanto é possível noutras áreas, como já aconteceu, sem que tal tenha sido projectado pela comunicação social.

Ou seja, é relevante que o mérito se mantenha para além das vicissitudes que afligem o desporto português.

Que contexto e que alternativas se estão a colocar ao desporto português?

Sem outros elementos, distintos do ‘follow the money track’, aqui ficam elementos adicionais e conjecturas.
1.      Há dois elementos para contar a história:
a.      A acumulação de capital desportivo de Portugal teve o seu ponto alto com o Euro 2004, onde pontifica o capital financeiro e os construtores das infra-estruturas desportivas que se projectam no mercado mundial dos mega-eventos. Junta-se a maturidade de Cristiano Ronaldo e a existência simultânea de segundas linhas nacionais mantêm a selecção de futebol com um rendimento desportivo muito elevado mundialmente e a continuada proficiência do Porto e de Jorge Mendes de fazerem contratações de jogadores e treinadores entre os mais sonantes da actualidade. Este é o modelo do sucesso no topo do desporto português.
b.     A nomeação de Durão Barroso para Presidente da Comissão Europeia trouxe o elemento comunitário adicional que colocou José Luís Arnaut da PLMJ como coordenador do Relatório Independente elaborado entre a União Europeia e a UEFA e, indirectamente, por exemplo a nomeação de Emanuel Medeiros para Presidente da Associação de Ligas Europeias de Futebol Profissional.
2.      Como se estrutura uma profissão de jurista do desporto na Europa e no mundo?
a.      A política desportiva da União Europeia em construção tem elementos jurídicos que sendo seguida por algumas dezenas de juristas de todos os países europeus se alicerça em reuniões da União Europeia, Comissão e Parlamento, por exemplo, e pelos casos que vão parar a outras instâncias como o Tribunal Arbitral do Desporto de Lausane e que, pela relevância do maior e melhor mercado desportivo do mundo, interessam aos juristas de todo o mundo.
b.     Os elementos atrás descritos demonstram que a partir do sucesso do futebol português principalmente desportivo, jogadores, clubes e empresários, e financeiro tenha sido ‘fácil’ à maior empresa de advogados de Portugal se posicionar, dando respostas eficazes do ponto de vista jurídico aos contratos realizados pelos agentes portugueses mais activos que contratam com contrapartes europeias e mundiais relevantes, projectar os seus activos internacionalmente.
c.      Os congressos e outras reuniões de direito do desporto, as revistas da especialidade nacionais e internacionais são activos adicionais que valorizam a imagem de marca e a consolidam visando a visibilidade do desporto.
d.     A projecção de reuniões no Comité Olímpico de Portugal onde se juntam especialistas internacionais de direito de desporto e líderes empresariais e associativos fazem parte da política de valorização dos activos do direito do desporto.
3.      Três elementos finais:
a.      Há um elemento fundamental do direito desportivo português e que é José Chabert que desde sempre fez outro percurso distinguindo-se do de Alexandre Mestre. O primeiro tem um percurso do ‘direito público’ trabalhando próximo de inúmeras secretarias de estado do desporto ao longo de mais de trinta anos e o segundo mais próximo do ‘direito privado’ incluindo uma incursão na Lei de Bases do Desporto de 2005.
b.     O sucesso do ‘direito privado’ é independente e depende da eficácia do ‘direito público’ nacional.
                                                              i.     É independente porque tem de responder aos princípios do direito internacional para manter os seus resultados e a procura dos agentes do mercado do direito nacionais e internacionais.
                                                            ii.     Depende porque os fracassos do ‘direito público’ afectam directamente a actuação dos profissionais do direito desportivo nacionais.
c.      Desportiva, económica e socialmente o desporto português está no último lugar europeu e o sucesso do futebol que terá alavancado a realidade jurídica nacional poderá deixar de produzir os elementos desportivos relevantes do passado. Principalmente o fracasso mais importante do desporto português está na excessiva valorização do alto rendimento, particularmente do futebol profissional, ou pondo em sentido contrário, está na desvalorização quer da prática desportiva informal, quer da recreativa associativa da população portuguesa. Deixando de produzir activos desportivos e com a crise e a recessão que o país já passa os negócios do desporto português tenderão a minguar, tanto mais que o ‘direito público’ português se comporta de forma distinta do europeu.

No curto prazo a possível existência de um governo de maioria e de uma política desportiva distinta dos últimos anos justifica a necessidade de compreender os fundamentos e a forma como se faz o direito do desporto em Portugal e na Europa e a sua relevância para além dos ‘sound bits’ da comunicação social.

domingo, 17 de abril de 2011

O jogo nos clubes

Um dos casos relacionado com o jogo de fortuna e azar é hipoteticamente relatado no DN, aqui, em que um grupo de 12 pessoas é assaltado num gimnodesportivo e a GNR desconhece o que as pessoas lá estavam a fazer.

O monopólio da Santa Casa da Misericórdia não impede que as pessoas prefiram jogar entre elas no seu clube e neste cado no gimnodesportivo alternativamente a jogar no Totoloto e no Euromilhões onde as hipóteses de ganhar um mínimo são menores.

Na Europa há países como o Reino Unido onde o jogo de apostas e as rifas nos clubes são livres.

Cá em Portugal as rusgas da GNR e polícia aos clubes são comuns, não sei se a ASAE também tem estas funções.

O jogo nos clubes é uma área em aberto porque a SCML foge dela como o 'diabo da cruz' na defesa do seu monopólio secular no que é apoiada pelo Turismo e pelos casinos.

O desporto nunca colocou esta matéria em cima das mesa das negociações, não a estuda profundamente e vê os estudos realizados pelo Governo, pela SCML, pelos casinos e pelo Turismo apelar à criminalização do jogo ns clubes.

Para o apostador a aposta no clube é mais visível quanto aos benefícios gerados mesmo que o clube cobre uma taxa de exploração porque o apostador sabe que esse pequeno dinheiro vai beneficiar o clube.

O desporto não estuda matérias como esta e naturalmente acaba por acompanhar juridicamente o que outros por precaução fazem para aumentar o seu pecúlio cada vez mais ao longo das décadas.

É nestes pequenos casos que se observa como há tanto para fazer no desporto português.

O FBI quer fechar empresas de poker na internet

Refere o DN, aqui, ""Fraude bancária, lavagem de dinheiro e jogo ilegal" são as acusações do Departamento de Justiça norte-americano, que reclama cerca de 3 mil milhões de doláres de indemnização."

O poker online tem tido um desenvolvimento explosivo na Europa e a Europa preocupa-se com a maneira de liberalizar o jogo garantindo o seu controlo pelas autoridades públicas.

Pretendem deixar a sua exploração às empresas privadas desde que estas cumpram as leis e as obrigações legais.

Para além disso o jogo de fortuna e azar é uma das fontes para sectores sociais e para o desporto em particular.

É um sector muito dinâmico e moderno que exige reguladores públicos ágeis.

No tempo de Mirandela da Costa o desporto português beneficiou bastante dos dinheiros do jogo e depois perdeu a sua dinâmica com o caso INDESP e com o activismo conjugado de inúmeros agentes concorrentes ao benefício dos dinheiros do jogo como predominantemente o Turismo e a Santa Casa da Misericórdia.

A questão do jogo é que o desporto português não tem objectivos de promoção da prática desportiva da população entretendo-se com as federações, onde pontificam as complicações com o futebol e geram a péssima imagem que todos conhecemos, os apoios às autarquias destinados às infra-estruturas que por via dos estádios de futebol também geram outra faceta crítica da aplicação dos dinheiros do Estado e ao longo dos anos apareceram agentes privados activos que acabaram por conseguir partes do escasso orçamento do desporto.

No caso de entidades como a realização dos eventos, por exemplo, os contratos-programa deveriam ser realizados através do incentivo do número de espectadores e da existência de atletas nacionais de gabarito e não como uma soma global pela realização do mesmo.

Resumindo o desporto português necessita de:
  1. Actuar ao nível da programação da sua actividade no médio e longo prazo;
  2. Analisar todas as fontes de financiamento e negociar com o Estado e com os agentes privados envolvidos na troca de benefícios cruzados entr todos os sectores;
  3. Reestruturar a colocação do apoio público no desporto valorizando os impactos na procura desportiva.
Ir buscar dinheiro para conseguir mais dinheiro sem uma nova actuação racional a montante e a jusante não é bom conselheiro e pode levantar suspeitas de despesismo e descontrolo das políticas.

sábado, 16 de abril de 2011

Obviamente Medina Carreira não tem razão

Ele espera que por serem dois partidos estes possam assumir a correcção que escapa a um partido na realização de políticas demagógicas e despesistas.

Depois confunde as coisas e fala genericamente de seis milhões de portugueses como beneficiados.

Como se fosse possível as PPP, auto-estradas, hospitais, material militar e militarizável, e tantas outras benesses para grupos específicos fosse obra de um único partido.

Como se os seis milhões de portugueses não fossem os mesmos seis milhões de ludibriados por uma máquina de propaganda bem oleada para o saque organizado da riqueza do país.

Nada foi feito em benefício da população sem que os partidos beneficiassem directa e indirectamente, pelo silêncio e pela incapacidade de oposição democrática eficiente ao nível do que a Europa faz.

O social que cresce mais do que as possibilidades encobre aqueles que beneficiam mais. As duplas e triplas reformas e as reformas hostentatórias são factos que os países mais desenvolvidos da Europa não usam e colocam fora-da-lei. Este será o caminho para a moralização desta realidade e de tantas outras que permitem a riqueza da 'beautifull people' que nos governa.

Medina Carreira está descoroçoado e demonstra-o há muito.

A criminalização dos decisores públicos que sugere é uma solução que nenhum partido está disposto a assumir.

A caravana alegre em que o PS se transformou leva António Costa, José Vitorino e Ferro Rodrigues.

Quem diria! Também tu Brutus!

A assassinada nesta tragédia é a população portuguesa e pela mão dos mais altos representantes dos partidos e das instituições nacionais actuais.

Funcionários e funções: a doença dos custos

Ouvimos falar de despedimentos na função pública para combater o défice e nada é tao errado como esta obsessão com o emprego de pessoas que garantem actividades fundamentais para uma democracia política moderna possa funcionar.

As pessoas que falam de despedimentos na função pública ignoram um conceito que se chama 'doença dos custos'.

Há actividades como o desporto, a cultura, a educação e a saúde que não aumentam a sua produtividade ao contrário por exemplo o fabrico de carros que permite que, desde o início do século passado, os carros que demoravam meses a serem construídos, actualmente levem segundos e fracções de segundo em média.

Há sectores cuja produtividade pode subir em exponencial garantindo milhões aos seus proprietários enquanto outros sectores necessitam do mesmo número de pessoas para funções iguais ao longo dos tempos.

Uma peça de Mozart ou Bethoven tem o mesmo número de artistas hoje e há séculos quando foram compostas.

Um jogo de futebol ocupa 11 jogadores desde que o modelo foi instituído no início do século passado.

Os maiores empregadores na função pública são funções que nenhum empresário privado está dispostos a pagar, porque estas actividades públicas têm a chamada coença dos custos.

Porém, é possível melhorar a performance dos funcionários e os críticos que advogam o despedimento na função pública fariam melhor em observar as funções essenciais da administração pública e principalmente a capacidade das chefias para liderarem os departamentos públicos.

O fracasso da administração pública portuguesa está na fraca capacidade de liderança dos quadros partidários que são colocados no topo da hierarquia da administração pública e são incapazes de obter a produtividade devida aos funcionários que têm sob a sua liderança.

Os banqueiros unem-se para tratar dos seus problemas

Os presidentes das federações trabalham em separado com e sem crise.

Segundo se diz o PSD já reuniu com alguns presidentes considerados próximos das suas cores.

O PS terá feito o mesmo.

Este é o procedimento comum ao longo das décadas ouvem-se os presidentes das federações e alguns especialistas e está feito o trabalho para a legislatura do desporto.


Dentro de algum tempo começará a ver-se quem são os vencedores e os perdedores no mercado financeiro e no mercado do desporto.

Jesus, Villas-Boas e Domingos o mesmo pensamento estratégico do jogo

Luís Freitas Lobo, no Expresso, pg 47, 16ABR2011, destaca este conceito que atravessa diferentes gerações de treinadores nacionais para colocarem três equipas portuguesas nos quartos de final de uma taça europeia como outros quatro países europeus de grande dimensão.

Há matéria para aprofundar a capacidade portuguesa e dar a face à escola  de futebol português.

Cá está daquelas lacunas que a federação deveria ter assumido desde Carlos Queiroz há mais de 30 anos.

Mas a federação não sabe ver a essencia do que se poderia chamar a Escola Portuguesa de Futebol e dar cartas por esse mundo.

Afinal essa escola teria como imagens primordiais apenas José Mourinho e Carlos Queiroz no campo do treino.

Teria também Pinto da Costa no campo da liderança de clubes de sucesso europeu.

Chegaria à criação de estrelas globais como Luís Figo e Cristiano Ronaldo.

Mas a Federação, a Liga, o Sindicato não conseguem dialogar visando objectivos superiores à existência de cada um.

Que faz o Estado? Parece que é fazer estádios e instalações sem viabilidade técnico-desportiva e económica e social e criminalizar miudezas na UEFA e FIFA, não se admirando de Portugal perder lugares nos mais altos lugares do futebol mundial.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A festa da Taça Europa e o momento político português

O desporto tem destas coisas e o futebol português mais do que as outras modalidades é a modalidade que galvaniza e faz por estimular o país ao topo desportivo.

Todos os países têm uma modalidade igual ao nosso futebol.

Alguns países conseguiram criar mais do que uma.

Tivesse a política desportiva apostado na última década em objectivos europeus fazendo o Euro 2004 e sabendo reformar e projectar o país para as médias desportivas europeias e hoje o desporto conseguiria ser um instrumento extraordinário para o momento de crises que vivemos.

O país agradeceria a afirmação do orgulho nacional através do futebol uma actividade em que todo o português conhece bem todos os inimigos e uma vitória tão escassa, quando se sabe hoje que as vitórias ficam todas nos grandes países do futebol europeu, isso seria um lenitivo nacional e uma afirmação europeia e mundial no momento certo.

O desporto vai 'fazer a festa' pontual e não vai alavancar em seu benefício os resultados obtidos porque o modelo vigente irá externalizar os benefícios gerados pelo trajecto do clubes e na final de Dublin para alguns ganhadores e será incapaz de internalizar visando o bem-estar social.

Sem maximizar a vitória e a presença das três equipas num espírito e num orgulho único em torno do futebol e do desporto o país não identifica quem é o produtor de quem tem uma dívida e que é a população portuguesa e o seu associativismo desportivo.



Nenhum partido apresenta ideias para o desporto e a vitória portuguesa vai arder como um fósforo.

Qual será o partido que na grave crise que vivemos será capaz de dizer que temos de mudar de política e as medidas de austeridade devem ser melhor pensadas no caso do desporto, evitando lugares comuns e outros economicismos.

No desporto não há boas instituições e não há confiança no modelo existente, assim como, não existe capital humano consubstanciado em liderança esclarecida capaz de dizer ao país qual vai ser o caminho e o país não vai aceitar e passar o cheque com o dinheiro necessário para modificar os vectores estruturantes do desporto português a partir da própria situação de crise em que vivemos porque isso é o que faz maximizar o produto do desporto como solução para a crise e não como crise dentro da crise, tal como o desporto português é visto actualmente.

Se Durão Barroso tivesse ficado em Portugal ...

... hoje seria / estaria tão bem como José Sócrates.

Obviamente Durão Barroso perdeu a oportunidade de ser como José Sócrates quando tinha tantas possibilidades senão muitas mais de o ultrapassar ...

António Guterres e Jorge Sampaio compreenderam o sarilho em que o país se metia e, à vez, um zarpou para outras andanças e, o outro, ainda procurou flectir para outra situação e amarrou o país definitivamente à sua desgraça.



Acontece que Durão Barroso ao optar por emigrar como qualquer outro cidadão português teve de actuar com o melhor da sua capacidade dentro de um quadro institucional europeu que acolheu a sua maneira de saber fazer, liderar e convencer politicamente a exigente e impoluta Europa para um segundo mandato.

José Mourinho como treinador teve uma melhor preparação no Barcelona e quando voltou a Portugal, passa meteoricamente por um grande clube falhado, como teima em ser o Benfica, e é capturado por Pinto da Costa na detecção do capital humano que lhe interessa adquirir segundo a melhor qualidade específica para determinado objectivo do clube e os limites financeiros da sua carteira de recursos humanos de elevadíssimo nível.

Para o comum dos mortais 'comprar barato sai caro'.

Pinto da Costa compra barato e vende caro, com falhas de percurso e com um sucesso globalmente reconhecido.

Isto não é para todos e dadas as apostas em jogo 'até assusta' a começar pelos líderes desportivos e chegando aos políticos.

Sem um bom quadro institucional, Pinto da Costa e outros elementos de menor dimensão e igual propensão para a liberalidade que nos fazem um caso tão odiado actualmente pelos finlandeses e outros nórdicos, os empresários nacionais de maior cabedal evitam investir ou patrocinar o futebol e o desporto.

Assim, os grandes clubes portugueses apenas atraem figuras de segundo plano sem relevo económico, social ou cultural nacional.

O fracasso do desporto português é um fracasso político que encontra as suas raízes na incapacidade de Portugal nos últimos 110 anos de acompanhar a produção e os objectivos da política desportiva europeia e mundial.

A universidade respeita a liberalidade e a oportunidade das situações e não arrisca assumir tanto a ética quanto a ciência que se diz portadora.




Isto a propósito da performance dos três clubes portugueses que se classificaram para as meias-finais da Taça Europa, Porto, Benfica e Braga.

Com uma política desportiva alicerçada na estrutura piramidal do Modelo Europeu do Desporto e prosseguindo os princípios éticos, de governance e de fair-play financeiro da UEFA o futebol poderia ser para Portugal um exemplo europeu.

O que os líderes desportivos fazem à margem da lei, a sua violência marcando e imitando os comportamentos marginalizáveis de certos líderes políticos permite-lhes ter resultados desportivos únicos a nível europeu.

Falta ao desporto português ter princípios e agentes capazes de os assumir e aplicar.

Fica cada vez mais a consciência que a capacidade de liderança dos clubes e das federações no sucesso pontual que conseguem, poderia ser potenciado prosseguindo regras europeias.


Se Durão Barroso faz um percurso limpo no topo político europeu, se José Mourinho é o líder incontestado dos treinadores em todo o mundo, se Cristiano Ronaldo vai marcando com os magníficos ensinamentos que lhe foram dados no Manchester United, era bom que não partíssemos a loiça no futebol, como estamos a fazer com o país, deixando arrastar por mais tempo a falta de reforma da modalidade e do desporto português.

As transformações no desporto europeu para a criação da política desportiva comunitária começaram há mais de dez anos e Portugal não tem acompanhado nenhum dos instrumentos dessa política.

Não era pedir muito.

Seria fazer o que faz a Europa.

Seria 'apenas' fazer o que Portugal não faz há mais de cem anos ...

Saber usar a palavra, saber entrar, saber sair e saber governar o país

Adriano Moreira, aqui, refere como é fundamental para um presidente saber usar a palavra.

O constitucionalista Jorge Miranda afirma que o presidente da república deveria ter demitido o governo depois do seu discurso de tomada de posse ou o governo deveria ter-se demitido ou o presidente deveria ter promovido o entendimento entre os partidos.

O PS depois do fracasso da tragédia grega na versão do 'ritual da cicuta' irá possivelmente passar à tragédia romana na versão 'também tu Brutus?'.

No congresso observou-se a versão da tragédia segundo os espanhóis quando António Vitorino e António Costa clamaram por José Sócrates mais alto do que a oposição. No final do franquismo dizia-se: 'Franco mais alto do que Carrero Blanco', quando este foi assassinado com uma bomba que projectou o carro em que seguia para o telhado de um convento onde foi-lhe dada a extrema unção...


Definitivamente nós estamos mal connosco próprios.

O gozo dos nossos políticos e de Portugal na Europa e no mundo, ver aqui uma cena atingindo o presidente do PSD, é equivalente ao que fazemos quando apreciamos os males dos outros. Não é de estranhar os povos europeus actuarem como nós fazemos.

O mal é nosso.

O que ressalta é que a precaução de ter evitado a bancarrota em primeira instância, o PS tendo falhado como falhou porque se tornou morbidamente obeso e está sem reflexos vitais, os sinais de alerta e os instrumentos de democracia do presidente da república, à Assembleia da República, aos partidos da oposição, à comunicação social e demais instituições foram incapazes de realinhar o país com a governance europeia.

O que está a acontecer é que a(s) alternativa(s) não se distingue(m) na obesidade mórbida sendo incapaz(es) de colocar hipóteses claramente a visão europeia.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A House of Lords mostra como deveria / poderia actuar a nossa Assembleia da República em benefício do desporto nacional

Os ingleses apesar de eurocépticos acabam de aprovar um relatório que apoia a actuação da União Europeia e o orçamento para o desporto, ver aqui.

Os Lordes ingleses são apoiantes incondicionantes do seu desporto e incentivam a UE a actuar em dois níveis distintos ao nível dos clubes de base e no topo através do diálogo com os agentes de ambos os sectores.

Afirmam que o desporto não devia ser olhado como uma área periférica e que a Europa ganharia mais caso o desporto fosse observado como um instrumento eficaz e poderoso na realização de objectivos transversais ao espectro político.

Sugerem que o desporto deve ser um elemento essencial em todas as políticas porque é vulnerável às consequências não intencionais da legislação de outras áreas.


Há que distinguir dois pontos principais na actuação dos Lordes britânicos:
  1. Fazem um relatório crítico sobre a política desportiva europeia;
  2. O relatório é divulgado publicamente na Europa é elogiado e um exemplo.


Quando fará a nossa Assembleia da República um relatório crítico sobre o desporto português com qualidade de nível europeu?

Quanto vale uma vida humana?

As vidas que se perdem em acidentes desportivos ou ficam truncadas por incapacidades para a vida têm um valor que pode ser medido monetariamente.

Se o valor da vida é incalculável, a sua quantificação ajuda a medir o custo dos acidentes e a estabelecer um limite ao custo das actividades que previnam a ocorrência dos problemas e dos acidentes e salvem as vidas. É difícil exigir à sociedade que tome medidas de custo incalculável para evitar a perda de vidas humanas. O estudo do valor da vida humana é um instrumento para balizar os limites das intervenções e das indemnizações por exemplo para cada tipo de acidente que resulte na perda de vidas humanas ou de limitações do usufruto da vida.


Aqui, é possível encontrar um paper que dá um valor para os acidentes de autóveis nos Estados Unidos denominado "Using Mandated Speed Limits to Measure the Value of a Statistical Life", de Orley Ashenfelter, de Princeton University e de Michael Greenstone, da University of Chicago.

O artigo refere que em 1987 o governo dos Estados Unidos aumentou o limite de velocidade de 55 milhas por hora para 65 mph. O estudo compara as horas salvas e as mortes acontecidas. Assim, o aumento de 2mph no limite de velocidade é equivalente a 3,5% e aumenta o nível de fatalidades em 35%. Dos dados obtidos pouparam-se 125.000 por vida perdida. Avaliando as horas por uma taxa salarial horária média o estudo indica que os Estados americano estão dispostos a aceitar uma perda de 1,54 milhões de dólares de (valores de 1997). O modelo criado permite estabelecer que o valor estatístico da vida é inferior a 1,54 milhões de dólares.


A matéria científica do Valor da Vida é importante para as seguradoras e outras organizações cuja actividade se relaciona com projectos que estabelecem melhorias para os cidadãos e os consumidores.

Esta análise deveria / poderia ser realizada em Portugal para compreender a relevância do mar para os portugueses e a dimensão de um programa de largo espectro como é sugerido no poste anterior.

O número de mortes no mar e nas águas em Portugal é superior a 10 mortes por época balnear. Tomando o valor de 1,54 milhões de euros por morte obtém-se um valor de 15,4 milhões de euros para essas mesmas mortes e este valor dá a ideia da ordem de grandeza das medidas nacionais que tivessem um impacto efectivo a 100% na promoção da segurança do usufruto do mar e das águas pela população portuguesa.

Quanto vale uma vida afogada no mar, na albufeira, no rio ou na piscina nova lá de casa

Como em demasiadas coisas Portugal valoriza pouco as vidas dos jovens e dos adultos que estando fisicamente bem se aventuram na água sem as competências ou o respeito que lhe é devido.

Foi desenvolvido o Programa sobre o Mar tendo altos patrocínios do Presidente da República e do Governo e os jovens portugueses continuam a 'morrer como tordos' atraídos pela água onde os espera uma morte certa porque não possuem as valências que lhes permitem tirar o maior partido desse capital indiscutivelmente português.

Portugal tem programas para imensas coisas e não tem para salvar a vida da sua população que por ignorância ou por negligência própria ou de terceiros cedem à água e aos seus atractivos.

As centenas de mortes anuais resultantes de acidentes na água são milhares com o passar dos anos e que se estendem a aspectos inadmissíveis como:
  1. As federações aquáticas que não dão um programa completo de ensino da natação e de respeito pelas actividades aquáticas direccionado para toda a população;
  2. As piscinas nas vivendas onde se afogam os bebés por desleixo e incúria de familiares e empresas vendedoras deste tipo de equipamentos;
  3. Os pescadores que não usam os coletes quando se fazem ao mar e que segundo a autoridade marítima ajudaria a salvar vidas;
  4. ...
Estes casos possuem algum trabalho bem feito como a Câmara Municipal de Lisboa, que pretende que todos os alunos do primeiro ciclo saibam nadar e a Câmara Municipal de Cascais também com um programa marítimo trabalhando com várias federações.


Como equacionar um programa para salvar a vida dos portugueses e tornar mais efectivo o seu aproveitamento do convívio com o mar e a água?
  1. Fazer a contabilidade de todos os mortos, aleijados e prejudicados por acidentes com a água nos últimos dez anos em Portugal;
  2. Accionar um programa de largo espectro com um ponto de ancoragem no programa do Mar que Hernani Lopes deu um contributo significativo;
  3. Fazer o programa que usando recursos públicos exemplares seja atraente para as empresas e os patrocinadores com base num slogan direccionado para a valorização dos portugueses e com um forte impacto mediático nacional e nos locais de maior usufruto da água e do mar;
  4. Atrair maciçamente a comunicação social ao programa
  5. Articular a actuação da administração local, dos clubes e empresas e das escolas;
  6. Juntar o desporto e a juventude, a educação, a saúde e as autoridades marítimas para estruturarem a produção de resultados medidos regularmente a par da reavaliação do efectuado e dos seus resultados;
  7. Mobilizar a indústria de material desportivo relacionada com o mar e as águas das piscinas, às canoas Nelo e aos equipamentos do têxtil ao calçado;
  8. Incentivar os clubes e o voluntariado das populações;
  9. ...

Fazer agora ou esperar pelas negociações internacionais e a formação de um Governo de maioria?

Diga você se acha estas medidas são para ontem ou para depois de amanhã?

Prática desportiva: escalões etários

Fiz esta pirâmide de prática desportiva para compreender a estrutura da procura e da oferta da prática desportiva nacional.

Foi feita em 2007/2008 e corresponde aos dados da oferta do desporto escolar, a amarelo, dos praticantes federados, a azul, dos praticantes do INATEL, a roxo, e dos ginásios, a verde.



As conclusões do quadro são as seguintes:
  1. Existe um grande espaço que se pode dizer está entre a prática formal que estes números indicam a população de cada escalão etário;
  2. As perdas do desporto escolar em cada novo escalão etário é massiva que nem o desporto escolar nem o desporto federado recuperam;
  3. Provavelmente aqueles que praticam desporto nos restantes escalões possuem dinheiro e disponibilidades para o fazerem.
  4. Não existem estatísticas sobre a prática desportiva realizada nas autarquias.
  5. O total da oferta das organizações que se aponta é de 1,2 milhões de praticantes, 12% da população.
Apesar de feito em 2007/2008 o quadro nunca serviu para a política desportiva, nem para nenhuma instituição que trabalha no desporto para resolver os problemas que são patentes.

Não trabalhar com estatísticas e prosseguir uma política desportiva à bolina da comunicação social é cómodo porque não levanta problemas sobre se existem objectivos de política quanto ao produto produzido.

Neste caso, certamente que haverá razões para o desequilíbrio.

A desculpa tradicional do país pequeno não serve porque é a dimensão do país que deveria determinar uma procura adequada a toda a população, o que definitivamente não acontece.

Seria bom que o Governo de maioria determinasse políticas desportivas em resposta aos dados da oferta da prática desportiva.

Os dados aqui apresentados correspondem aos dados dos organismos referidos e sugere como é necessário trabalhar estes organismos para amplificarem a sua actuação e aumentarem o seu produto desportivo quanto à prática da população.

Outros estudos deverão ser feitos para melhor compreender as características desta procura e desta oferta de prática desportiva.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Barcelos Rapaz de 16 anos morre afogado no Rio Cávado

Começou a mortandade de cidadãos portugueses nas águas, ver aqui a notícia.
Trarei ao blogue todos os casos relatados na comunicação social e eu tenha conhecimento.
 
O deixa andar durante décadas dos órgãos e instituições do Estado, nomeadamente da Educação, da Saúde, da Juventude e do Desporto, é uma falta de dignidade de um povo que não se dá ao respeito por si mesmo e de cuidado básico pelos seus.