A exaltação que refiro é o encontrar de soluções superiores. Não é a exaltação da exaltação.
Há momentos em que as coisas devem ser colocadas e depois esses momentos passam e não voltam para trás.
O discurso da ética e da determinação de combater as externalidades negativas do desporto faz-se inicialmente e depois retoma-se, fortalecendo-se na medida em que as circunstâncias o suscitam.
Não o fazendo, acaba-se por correr atrás do prejuízo que contamina não só quem teve o receio de equacionar o futuro, como o todo orgânico de que se faz parte.
O exemplo da agressão ao árbitro de futebol Pedro Proença é claramente o deixar-se ser ultrapassado pela circunstâncias porque não há uma posição inicial clara.
Houve um encontro com as polícias em que nada ficou para a história. Perdeu-se o momento. Agora o processo é o de correr atrás do prejuízo. As pessoas não sabiam que isto ia acontecer? Ou estas pessoas actuam por hábito em Portugal atrás do prejuízo do desporto e agora do Pedro Proença que ficou sem dois dentes? Parece que o processo não se agravou nos últimos anos e as pessoas estão virgens perante a complexidade da realidade desportiva que se deixou evoluir livremente e se contemporizou.
Há extremos nos blogues e há usos equilibrados e a capacidade de envolver a sociedade e o desporto no debate que devem ser usados.
O exemplo governamental recente é pré-século XXI com o controlo dos órgãos de comunicação social que se compram e vendem, com aspas e sem aspas, mas que é possível ter elementos que controlam e sugerem o que seria melhor. A preocupação de controlar existirá sempre.
O século XXI com a Internet exige estruturas de diálogo mais complexas capazes de evoluir positivamente com a abundância de informação e de interpretações avulsas e contraditórias.
Os blogues são uma fronteira actual a ser alimentada para melhor compreender o mercado, a política, a sociedade e os ideais.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
Mostrar mensagens com a etiqueta democracia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta democracia. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Estamos num regime que é democrático?
Sem uma bitola independente, sem liberdade de expressão, sem democracia ou na ausência de princípios inamovíveis sobre o certo e o errado, o errado, o erradíssimo e o inadmissível tornam-se moeda corrente, boa moeda, em nome de entes superiores sacrificados e inomináveis.
Também sem princípios e sem políticas expressas de que se prestam contas há pachorra para todos os peditórios, mesmo para aqueles que sendo ricos sabem as esquinas para a captura de recursos públicos mesmo os escassos como no desporto.
As leis, os programas públicos e os tribunais estão a jeito e são inamovíveis na sua incapacidade e na sua prepotência para a aceitação da sua negligência.
E afinal o que fazer no desporto?
Produzir desporto para 80% da população?
Como é que se produz desporto para 80% da população?
Dar desporto escolar a 10% dos jovens é europeiamente aceitável?
É legal defender que 100% da população portuguesa deveria praticar alguma forma de desporto, chame-se recreação, desporto para todos, ou exercício físico?
Se não é para dar o bem-estar social, também através do desporto, o regime democrático português para que serve?
Também sem princípios e sem políticas expressas de que se prestam contas há pachorra para todos os peditórios, mesmo para aqueles que sendo ricos sabem as esquinas para a captura de recursos públicos mesmo os escassos como no desporto.
As leis, os programas públicos e os tribunais estão a jeito e são inamovíveis na sua incapacidade e na sua prepotência para a aceitação da sua negligência.
E afinal o que fazer no desporto?
Produzir desporto para 80% da população?
Como é que se produz desporto para 80% da população?
Dar desporto escolar a 10% dos jovens é europeiamente aceitável?
É legal defender que 100% da população portuguesa deveria praticar alguma forma de desporto, chame-se recreação, desporto para todos, ou exercício físico?
Se não é para dar o bem-estar social, também através do desporto, o regime democrático português para que serve?
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Saber usar a palavra, saber entrar, saber sair e saber governar o país
Adriano Moreira, aqui, refere como é fundamental para um presidente saber usar a palavra.
O constitucionalista Jorge Miranda afirma que o presidente da república deveria ter demitido o governo depois do seu discurso de tomada de posse ou o governo deveria ter-se demitido ou o presidente deveria ter promovido o entendimento entre os partidos.
O PS depois do fracasso da tragédia grega na versão do 'ritual da cicuta' irá possivelmente passar à tragédia romana na versão 'também tu Brutus?'.
No congresso observou-se a versão da tragédia segundo os espanhóis quando António Vitorino e António Costa clamaram por José Sócrates mais alto do que a oposição. No final do franquismo dizia-se: 'Franco mais alto do que Carrero Blanco', quando este foi assassinado com uma bomba que projectou o carro em que seguia para o telhado de um convento onde foi-lhe dada a extrema unção...
Definitivamente nós estamos mal connosco próprios.
O gozo dos nossos políticos e de Portugal na Europa e no mundo, ver aqui uma cena atingindo o presidente do PSD, é equivalente ao que fazemos quando apreciamos os males dos outros. Não é de estranhar os povos europeus actuarem como nós fazemos.
O mal é nosso.
O que ressalta é que a precaução de ter evitado a bancarrota em primeira instância, o PS tendo falhado como falhou porque se tornou morbidamente obeso e está sem reflexos vitais, os sinais de alerta e os instrumentos de democracia do presidente da república, à Assembleia da República, aos partidos da oposição, à comunicação social e demais instituições foram incapazes de realinhar o país com a governance europeia.
O que está a acontecer é que a(s) alternativa(s) não se distingue(m) na obesidade mórbida sendo incapaz(es) de colocar hipóteses claramente a visão europeia.
O constitucionalista Jorge Miranda afirma que o presidente da república deveria ter demitido o governo depois do seu discurso de tomada de posse ou o governo deveria ter-se demitido ou o presidente deveria ter promovido o entendimento entre os partidos.
O PS depois do fracasso da tragédia grega na versão do 'ritual da cicuta' irá possivelmente passar à tragédia romana na versão 'também tu Brutus?'.
No congresso observou-se a versão da tragédia segundo os espanhóis quando António Vitorino e António Costa clamaram por José Sócrates mais alto do que a oposição. No final do franquismo dizia-se: 'Franco mais alto do que Carrero Blanco', quando este foi assassinado com uma bomba que projectou o carro em que seguia para o telhado de um convento onde foi-lhe dada a extrema unção...
Definitivamente nós estamos mal connosco próprios.
O gozo dos nossos políticos e de Portugal na Europa e no mundo, ver aqui uma cena atingindo o presidente do PSD, é equivalente ao que fazemos quando apreciamos os males dos outros. Não é de estranhar os povos europeus actuarem como nós fazemos.
O mal é nosso.
O que ressalta é que a precaução de ter evitado a bancarrota em primeira instância, o PS tendo falhado como falhou porque se tornou morbidamente obeso e está sem reflexos vitais, os sinais de alerta e os instrumentos de democracia do presidente da república, à Assembleia da República, aos partidos da oposição, à comunicação social e demais instituições foram incapazes de realinhar o país com a governance europeia.
O que está a acontecer é que a(s) alternativa(s) não se distingue(m) na obesidade mórbida sendo incapaz(es) de colocar hipóteses claramente a visão europeia.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Sobre o debate da privatização da CGD
No blogue The Portuguese Economoy, aqui, diz Ricardo Reis que:
"This debate puzzles me. When I think of the big policy challenges in the Portuguese financial markets in the next 6-12 months, it is not privatizing the State bank that comes to my mind. Rather, it is whether or not to (partially) nationalize the private banks."
A questão sobre as opiniões distintas que as pessoas podem ter é o mais corriqueiro que pode haver para a saúde intelectual da sociedade portuguesa.
Entre os economistas a privatização da CGD toma posições diferentes prós, Álvaro Santos Pereira, e contra, Pedro Lains, enquanto Ricardo Reis coloca em cima da mesa a hipótese da nacionalização de alguns bancos privados portugueses.
No debate no Colectividade Desportiva sobre as questões do Direito do Desporto assumir posições diferentes da nomenclatura é heresia por parte de pessoas que assinam anonimamente e sugerindo que assumem posições oficiais.
A sugestão que instituições públicas e privadas de topo apenas se expressem pelo anonimato é uma figura inteiramente comprometedora, para não ir mais longe, para as ditas instituições.
Tomemos um caso em concreto relacionado com a economia do desporto e o tratamento que lhe é dado pela legislação portuguesa.
A comunidade espanhola de Valência publicou uma Lei do Desporto e da Actividade Física a qual possui inúmeras referências à economia e aos princípios económicos a que sujeita a produção da actividade desportiva valenciana.
Por este exemplo se vê o péssimo preconceito intelectual e o unanimismo do legislador e do decisor que na Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto de Portugal não usa uma única vez o termo economia e dela foge como 'o diabo da cruz'.
Mais importante ainda é que as consequências desse procedimento de retirar por lei a economia ao desporto português tem consequências que ou o legislador ignora ou actua com determinação clara, assumindo o prejuízo para o desporto, o que num caso e noutro é um acto preconceituoso contra o desporto português.
Estes actos não são contra a economia, eles são contra o desporto português porque para tratar das questões económicas do desporto os instrumentos mais eficientes são instrumentos económicos e não de qualquer outra ciência do desporto.
O que não quer dizer que a economia seja a única mas o que torna a liquidação efectiva da economia no desporto um acto gravoso para o desporto português é que se oferecem outras soluções como se fossem igualmente eficientes ou matando o debate técnico sobre o conteúdo e as implicações das políticas em todas as suas dimensões.
A história dos fundamentos e das consequências destes comportamentos poderá ser feita no futuro quando passar a haver mais informação e estatísticas que actualmente ou não são divulgadas ou não se sabe como analisar e compreender.
"This debate puzzles me. When I think of the big policy challenges in the Portuguese financial markets in the next 6-12 months, it is not privatizing the State bank that comes to my mind. Rather, it is whether or not to (partially) nationalize the private banks."
A questão sobre as opiniões distintas que as pessoas podem ter é o mais corriqueiro que pode haver para a saúde intelectual da sociedade portuguesa.
Entre os economistas a privatização da CGD toma posições diferentes prós, Álvaro Santos Pereira, e contra, Pedro Lains, enquanto Ricardo Reis coloca em cima da mesa a hipótese da nacionalização de alguns bancos privados portugueses.
No debate no Colectividade Desportiva sobre as questões do Direito do Desporto assumir posições diferentes da nomenclatura é heresia por parte de pessoas que assinam anonimamente e sugerindo que assumem posições oficiais.
A sugestão que instituições públicas e privadas de topo apenas se expressem pelo anonimato é uma figura inteiramente comprometedora, para não ir mais longe, para as ditas instituições.
Tomemos um caso em concreto relacionado com a economia do desporto e o tratamento que lhe é dado pela legislação portuguesa.
A comunidade espanhola de Valência publicou uma Lei do Desporto e da Actividade Física a qual possui inúmeras referências à economia e aos princípios económicos a que sujeita a produção da actividade desportiva valenciana.
Por este exemplo se vê o péssimo preconceito intelectual e o unanimismo do legislador e do decisor que na Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto de Portugal não usa uma única vez o termo economia e dela foge como 'o diabo da cruz'.
Mais importante ainda é que as consequências desse procedimento de retirar por lei a economia ao desporto português tem consequências que ou o legislador ignora ou actua com determinação clara, assumindo o prejuízo para o desporto, o que num caso e noutro é um acto preconceituoso contra o desporto português.
Estes actos não são contra a economia, eles são contra o desporto português porque para tratar das questões económicas do desporto os instrumentos mais eficientes são instrumentos económicos e não de qualquer outra ciência do desporto.
O que não quer dizer que a economia seja a única mas o que torna a liquidação efectiva da economia no desporto um acto gravoso para o desporto português é que se oferecem outras soluções como se fossem igualmente eficientes ou matando o debate técnico sobre o conteúdo e as implicações das políticas em todas as suas dimensões.
A história dos fundamentos e das consequências destes comportamentos poderá ser feita no futuro quando passar a haver mais informação e estatísticas que actualmente ou não são divulgadas ou não se sabe como analisar e compreender.
Subscrever:
Mensagens (Atom)