Villas-Boas tomou as libras e largou a hipótese de ganhar a champions com o Porto.
Nem sequer quis testar um jogo com o Barcelona.
Deixa uma equipa nas mãos do santo do costume S. Pinto da Costa, carago!
O Porto apanhou um directo e foi ao tapete, o que também aconteceria se algum dos seus melhores jogadores Hulk ou Falcão tivessem saído.
Chamaram a Figo pesetero.
Se Villas Boas fizer opleno e ganhar a Champions ganha uma amizade para a vida na pessoa de José Mourinho.
A única hipótese de Pinto da Costa é cerrar fileiras e ganhar a Champions.
Nesta altura a Champions para Pinto da Costa é ficar à frente do Abramovitch na Champions de 2011-2112.
Ou seja o Porto passar mais uma eliminatória do que o Chelsea
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Canoagem, Remo, Voleibol, Atletismo
Vi várias notícias destas modalidades e a da canoagem surge como mais sustentada nas hipóteses de ter uma prestação digna de nota em Londres.
O remo terá ganho uma medalha.
O voleibol terá ganho e perdido na Argentina.
O atletismo terá baixado de divisão
O pré-Jogos Olímpicos sempre deixou os portugueses esperançados com dezenas de primeiros lugares e pódios
A subida tem sido a pulso e subimos um degrau começando a ganhar primeiro nas disciplinas não técnicas, depois subimos outro degrau e passámos às medalhas técnicas
Ultimamente surgiu a possibilidade de vencer e destruir o capital humano e o desportivo acumulado
Estamos a trilhar um caminho e a aprender que também se cometem erros no processo de desenvolvimento
Quem vê uma medalha não vê todas e notar as diferenças será a arte daqueles que conseguem vir a ter sucesso em ambientes competitivos como o desporto europeu
O remo terá ganho uma medalha.
O voleibol terá ganho e perdido na Argentina.
O atletismo terá baixado de divisão
O pré-Jogos Olímpicos sempre deixou os portugueses esperançados com dezenas de primeiros lugares e pódios
A subida tem sido a pulso e subimos um degrau começando a ganhar primeiro nas disciplinas não técnicas, depois subimos outro degrau e passámos às medalhas técnicas
Ultimamente surgiu a possibilidade de vencer e destruir o capital humano e o desportivo acumulado
Estamos a trilhar um caminho e a aprender que também se cometem erros no processo de desenvolvimento
Quem vê uma medalha não vê todas e notar as diferenças será a arte daqueles que conseguem vir a ter sucesso em ambientes competitivos como o desporto europeu
As palavras de Marcelo Rebelo de Sousa sobre Miguel Relvas
Ontem na TVI Marcelo Rebelo de Sousa criticou a opção de Miguel Relvas acumular o lugar de secretário-geral com o de ministro dos assuntos parlamentares
Há um desmentido da Lusa em vários jornais a dizer que Miguel Relvas tem de se demitir do cargo partidário por obrigação estatutária, assumindo o cargo de ministro por inteiro
Para o desporto mantém-se a sua importância pequena, parecendo ser ignorado na comunicação social. Agora os sinais de Rebelo de Sousa apontam para uma posição mais partidária do que a dimensão técnica elogiada na maior parte dos restantes membros do governo
Caso a opção partidária se mantenha essa será uma dimensão menor para as aspirações de uma modernização do desporto face ao impacto das medidas de austeridade para combate à crise
Recorde-se que nos governos do PS, o que foi determinante foi a opção partidária para o desporto e a opção técnica na cultura cujos resultados actuais demonstram um percurso de menor sucesso para o desporto. Recorde-se que, segundo a comunicação social, a cultura nos últimos meses chegou a receber um financiamento adicional de 5 milhões de euros, enquanto o desporto via cortado um montante próximo no apoio às federações
Aguardemos a clarificação do que pretende o governo para o desporto com a nomeação dos outros responsáveis e as palavras que tiverem a dizer sobre o seu futuro
Há um desmentido da Lusa em vários jornais a dizer que Miguel Relvas tem de se demitir do cargo partidário por obrigação estatutária, assumindo o cargo de ministro por inteiro
Para o desporto mantém-se a sua importância pequena, parecendo ser ignorado na comunicação social. Agora os sinais de Rebelo de Sousa apontam para uma posição mais partidária do que a dimensão técnica elogiada na maior parte dos restantes membros do governo
Caso a opção partidária se mantenha essa será uma dimensão menor para as aspirações de uma modernização do desporto face ao impacto das medidas de austeridade para combate à crise
Recorde-se que nos governos do PS, o que foi determinante foi a opção partidária para o desporto e a opção técnica na cultura cujos resultados actuais demonstram um percurso de menor sucesso para o desporto. Recorde-se que, segundo a comunicação social, a cultura nos últimos meses chegou a receber um financiamento adicional de 5 milhões de euros, enquanto o desporto via cortado um montante próximo no apoio às federações
Aguardemos a clarificação do que pretende o governo para o desporto com a nomeação dos outros responsáveis e as palavras que tiverem a dizer sobre o seu futuro
domingo, 19 de junho de 2011
Quato textos do Ministro das Finanças Vitor Gaspar
Obtido no Blasfémias, aqui.
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http://www3.eeg.uminho.pt/economia/nipe/euro10years/papers/Miguel_St%20Aubyn.pdf
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http://www.cnb.cz/miranda2/export/sites/www.cnb.cz/en/research/research_publications/cnb_wp/download/cnbwp_2008_14.pdf
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http://www.euro50.org/2010/brussels/Gaspar.pdf
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http://www.bportugal.pt/pt-PT/OBancoeoEurosistema/IntervencoesPublicas/Lists/FolderDeListaComLinks/Attachments/104/intervpub20100910.pdf
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http://www3.eeg.uminho.pt/economia/nipe/euro10years/papers/Miguel_St%20Aubyn.pdf
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http://www.cnb.cz/miranda2/export/sites/www.cnb.cz/en/research/research_publications/cnb_wp/download/cnbwp_2008_14.pdf
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http://www.euro50.org/2010/brussels/Gaspar.pdf
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http://www.bportugal.pt/pt-PT/OBancoeoEurosistema/IntervencoesPublicas/Lists/FolderDeListaComLinks/Attachments/104/intervpub20100910.pdf
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A política desportiva europeia não é um modelo de convergência para o bem-estar desportivo
O Modelo Europeu de Desporto não possui uma formalização económica.
Teoricamente em economia é possível justificá-lo da seguinte forma:
O que a Europa faz é actuar sobre os fracassos da produção desportiva nacional relacionados com a violência, doping, corrupção, com a formação de monopólios como os do jogo electrónico, com a protecção dos clubes de base, os voluntários, mas, por exemplo, não tem uma preocupação estrita com dificuldades indicadas pelos líderes desportivos como a protecção dos talentos desportivos nacionais.
Porém, o funcionamento do mercado profissional já exigiu à União Europeia uma actuação como quando os agentes do G18 no futebol e outros de outras modalidades pretenderam extorquir em absoluto as mais-valias das externalidades pela criação de ligas de clubes profissionais como centros de captura das rendas da produção em pirâmide do Modelo Europeu de Desporto.
O mais importante desta actuação continental é que ela pode ter consequências negativas como a divergência entre os países que seguem as características técnicas e económicas do mesmo modelo nacional e dos países que não conseguem acompanhá-lo como é o caso de Portugal.
Aliás Portugal é a excepção ao sucesso do modelo desportivo e económico nacional que se pratica na Europa segundo as 3 variantes do norte e centro, leste e sul.
O modelo de leste eventualmente convergirá para o modelo do sul ou para o do norte e centro.
Os dois sub-modelos fundamentais, do norte e centro e o do sul, distinguem-se pela produção recreativa que no norte e centro é fundamental para o sucesso do consumo da maior parte da população, enquanto ao sul o incentivo à recreação e à prática informal é menor.
A questão da convergência torna-se relevante quando o país entra em bancarrota.
Se num período de desenvolvimento, os fracassos do modelo desportivo nacional passam despercebidas, num período com uma crise generalizada devido à bancarrota os factores negativos tomarão uma dinâmica mais visível, particularmente de uma trajectória de divergência.
É por este motivo que as políticas seguidas no passado terão consequências económicas significativas que os líderes desportivos começarão a observar com a aplicação das medidas de austeridade do memorando assinado com o FMI, UE e BCE.
Teoricamente em economia é possível justificá-lo da seguinte forma:
- A produção nacional dos países que integram a União Europeia é eficiente e a regualação nacional também é capaz de resolver com eficiência os fracassos que possui.
- Todos os países geram um produto agregado a nível europeu que colocam a Europa como o continente com maior e melhor produto desportivo mundial.
- Desta forma nunca se colocou à União Europeia formalizar economicamente o seu Modelo Europeu porque não há fracassos na produção desportiva agregada que exijam uma intervenção continental.
O que a Europa faz é actuar sobre os fracassos da produção desportiva nacional relacionados com a violência, doping, corrupção, com a formação de monopólios como os do jogo electrónico, com a protecção dos clubes de base, os voluntários, mas, por exemplo, não tem uma preocupação estrita com dificuldades indicadas pelos líderes desportivos como a protecção dos talentos desportivos nacionais.
Porém, o funcionamento do mercado profissional já exigiu à União Europeia uma actuação como quando os agentes do G18 no futebol e outros de outras modalidades pretenderam extorquir em absoluto as mais-valias das externalidades pela criação de ligas de clubes profissionais como centros de captura das rendas da produção em pirâmide do Modelo Europeu de Desporto.
O mais importante desta actuação continental é que ela pode ter consequências negativas como a divergência entre os países que seguem as características técnicas e económicas do mesmo modelo nacional e dos países que não conseguem acompanhá-lo como é o caso de Portugal.
Aliás Portugal é a excepção ao sucesso do modelo desportivo e económico nacional que se pratica na Europa segundo as 3 variantes do norte e centro, leste e sul.
O modelo de leste eventualmente convergirá para o modelo do sul ou para o do norte e centro.
Os dois sub-modelos fundamentais, do norte e centro e o do sul, distinguem-se pela produção recreativa que no norte e centro é fundamental para o sucesso do consumo da maior parte da população, enquanto ao sul o incentivo à recreação e à prática informal é menor.
A questão da convergência torna-se relevante quando o país entra em bancarrota.
Se num período de desenvolvimento, os fracassos do modelo desportivo nacional passam despercebidas, num período com uma crise generalizada devido à bancarrota os factores negativos tomarão uma dinâmica mais visível, particularmente de uma trajectória de divergência.
É por este motivo que as políticas seguidas no passado terão consequências económicas significativas que os líderes desportivos começarão a observar com a aplicação das medidas de austeridade do memorando assinado com o FMI, UE e BCE.
Hulk não terá sido seleccionado para a selecção do Brasil
Não encontro onde está a notícia de ontem ou antes de ontem que dizia a não convocação de Hulk pela convocação de outro jogador mais jovem, à Messi, e de um grande clube, mas sem as provas dadas pelo jogador do Porto.
O mercado de formação de jogadores de futebol de alto nível parece ser inesgotável no Brasil e o trajecto dos clubes portugueses para a sua valorização tem dados mostras de estar a ser mais concorrido.
Também por estes dias noticiava-se que Mourinho, usava Ronaldo, o fenómeno, para seu olheiro no Brasil.
Tudo estará mais no equilíbrio da utilização de jogadores estrangeiros, que Platini questiona, e na capacidade da estrutural empresarial e clubistica ser eficiente na contratação dos melhores ao melhor preço para formar equipas para o topo da tabela classificiativa das provas europeias.
Os treinadores dos escalões juvenis portugueses já se queixaram na falência da formação nacional para certas posições.
Esta é das áreas que nenhum líder do futebol português tem uma palavra a dizer e que produza nas suas estruturas um documento, propostas, análises, soluções para o futebol português.
Há três níveis distintos de intervenção:
O mercado de formação de jogadores de futebol de alto nível parece ser inesgotável no Brasil e o trajecto dos clubes portugueses para a sua valorização tem dados mostras de estar a ser mais concorrido.
Também por estes dias noticiava-se que Mourinho, usava Ronaldo, o fenómeno, para seu olheiro no Brasil.
Tudo estará mais no equilíbrio da utilização de jogadores estrangeiros, que Platini questiona, e na capacidade da estrutural empresarial e clubistica ser eficiente na contratação dos melhores ao melhor preço para formar equipas para o topo da tabela classificiativa das provas europeias.
Os treinadores dos escalões juvenis portugueses já se queixaram na falência da formação nacional para certas posições.
Esta é das áreas que nenhum líder do futebol português tem uma palavra a dizer e que produza nas suas estruturas um documento, propostas, análises, soluções para o futebol português.
Há três níveis distintos de intervenção:
- A Liga de clubes e o Sindicato. Podendo juntar-se os empresários de jogadores que terão uma posição liberal em relação aos estrangeiros mas que têm uma galinha de ovos de ouro nas suas mãos e a estão a estrangular.
- A federação que vê, sabe e olha e nada faz.
- O Estado que deveria fomentar o conhecimento do fracasso do mercado, promover o debate e propor soluções, incluindo em paralelo com soluções europeias e mundiais.
Natalie du Toit, um exemplo olímpico
Com a devida vénia ao Público está aqui a
Entrevista Natalie du Toit: "A tragédia não é falhar os nossos objectivos mas sim não ter objectivos"18.06.2011 - 15:53 Hugo Daniel SousaAFP
Natalie du Toit nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008
Natalie du Toit, de 27 anos, é uma das nadadoras mais conhecidas do mundo, porque se transformou num dos exemplos mais inspiradores da história do desporto. Apesar de ter ficado sem a perna esquerda abaixo do joelho, após um acidente de viação em 2001, continuou a perseguir o sonho de participar nos Jogos Olímpicos e conseguiu qualificar-se para Pequim 2008.
Agora tenta novo apuramento, desta vez para os Jogos Olímpicos de Londres, após os quais dará por terminada a sua carreira. A sul-africana está em Setúbal, para participar na terceira etapa da Taça do Mundo de natação em águas livres, e falou ao PÚBLICO sobre a experiência de competir com os melhores do mundo sem ter as mesmas "armas" que os adversários. Du Toit quer ser lembrada como "alguém trabalhador e perseverante" e diz que o seu caso mostra que as pessoas podem atingir os objectivos se lutarem muito por eles. E tem como mote nas suas palestras a ideia de que a grande tragédia não é falhar os objectivos, mas sim não ter objectivos a atingir.
O mote do seu site oficial é "Sê tudo o que queres ser". A minha pergunta é: o que é a Natalie du Toit deseja ser?
(risos) Esse mote quer dizer que as pessoas podem alcançar os seus objectivos. Estar nos Jogos Olímpicos era o meu maior sonho e já o consegui. E se eu consegui, as outras pessoas também o podem fazer.
Disse há três anos que qualificar-se para os Jogos Olímpicos de Pequim foi como escalar o Evereste. É possível repetir essa façanha em Londres 2012?
A minha federação ainda não escolheu a equipa que vai estar nos Mundiais deste ano [em que se jogam as primeiras vagas para os Jogos de Londres], mas obviamente que é algo que gostava de atingir. Já estou qualificada para os Paralímpicos e vou estar em Londres, mas claro que também quero estar nos Olímpicos.
Em relação há quatro anos, sente-se em melhor ou pior forma?
Tem sido um percurso difícil. Tenho treinado muito nos últimos meses e espero competir a um bom nível.
Pensa vir no próximo ano a Setúbal, onde são atribuídas as últimas vagas para os Jogos Olímpicos?
Ainda não conheço o local de competição, mas a hospitalidade nestes dias tem sido óptima. É bom estar aqui com um ano de antecedência, porque dá para conhecer o local de competição.
A sua ideia é tentar qualificar-se apenas nas águas abertas ou também em provas na piscina?
Só nos Paralímpicos é que vou estar nas provas na piscina.
Já anunciou que vai terminar a carreira após Londres 2012. Porquê?
É altura de parar, de deixar de lutar e de seguir com a minha vida.
Já é conhecida no mundo inteiro. Sente-se como um exemplo para os outros?
Sou um dos casos que mostram às pessoas que podem cumprir os seus desejos, se quiserem muito. Demorei 18 anos a atingir o sonho de estar nos Jogos Olímpicos e para muitas pessoas isso não acontece. Mas é preciso trabalhar muito e ter uma equipa à volta. Tenho um grupo de pessoas que trabalham comigo, que sempre acreditaram e que me ajudaram muito.
Quando não está a treinar ou a competir, o que faz?
Não me resta muito tempo, porque treino seis a sete horas por dia. Às vezes, vejo um pouco de televisão, leio, mas não tenho muito tempo para sair e ir a festas.
Mas sei que às vezes dá palestras a estudantes. Qual é a mensagem que lhes passa?
A mensagem é que a tragédia na vida não é falhar os nossos objectivos, mas sim não ter objectivos para atingir. Passo a ideia de que tudo é possível se acreditarmos. Nunca saberei como teria sido a minha vida se não tivesse tido o acidente, mas segui em frente.
Mas já não vê esse acidente como uma tragédia?
Bem, é verdade que aconteceram coisas boas depois disso, mas claro que sinto a falta da perna. Foi perder uma parte de mim, mas tenho de seguir em frente.
Ainda pensa muito em como teria sido a sua carreira se aquele acidente não tivesse acontecido?
É impossível esquecer completamente, porque todos os dias sou lembrada disso, porque tenho uma prótese [que tira para nadar]. Mas claro que penso que tenho de ultrapassar isto. Nem sempre é fácil, mas há muita gente que acredita em mim.
Hoje compete com os melhores nadadores do mundo. Isso obriga-a a treinar muito mais do que os outros?
Sim, claro. Tenho de treinar mais do que os outros, porque o meu corpo não é igual. Tenho de treinar aspectos que os outros não precisam.
Já lhe fizeram centenas de perguntas sobre a sua vida e a sua carreira. Há alguma pergunta que nunca lhe fizeram e a que gostasse de responder?
(risos) Bem, há muita gente que pensa que eu sou a pessoa mais optimista do mundo, mas na verdade devo ser das mais pessimistas. As pessoas à minha volta é que são muito optimistas e isso fez uma grande diferença. Outras pessoas pensam que foi fácil, mas foi muito difícil para mim e para as pessoas que me rodeiam.
Como gostaria de ser recordada no mundo do desporto?
Como alguém trabalhador e perseverante
Entrevista Natalie du Toit: "A tragédia não é falhar os nossos objectivos mas sim não ter objectivos"18.06.2011 - 15:53 Hugo Daniel SousaAFP
Natalie du Toit nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008
Natalie du Toit, de 27 anos, é uma das nadadoras mais conhecidas do mundo, porque se transformou num dos exemplos mais inspiradores da história do desporto. Apesar de ter ficado sem a perna esquerda abaixo do joelho, após um acidente de viação em 2001, continuou a perseguir o sonho de participar nos Jogos Olímpicos e conseguiu qualificar-se para Pequim 2008.
Agora tenta novo apuramento, desta vez para os Jogos Olímpicos de Londres, após os quais dará por terminada a sua carreira. A sul-africana está em Setúbal, para participar na terceira etapa da Taça do Mundo de natação em águas livres, e falou ao PÚBLICO sobre a experiência de competir com os melhores do mundo sem ter as mesmas "armas" que os adversários. Du Toit quer ser lembrada como "alguém trabalhador e perseverante" e diz que o seu caso mostra que as pessoas podem atingir os objectivos se lutarem muito por eles. E tem como mote nas suas palestras a ideia de que a grande tragédia não é falhar os objectivos, mas sim não ter objectivos a atingir.
O mote do seu site oficial é "Sê tudo o que queres ser". A minha pergunta é: o que é a Natalie du Toit deseja ser?
(risos) Esse mote quer dizer que as pessoas podem alcançar os seus objectivos. Estar nos Jogos Olímpicos era o meu maior sonho e já o consegui. E se eu consegui, as outras pessoas também o podem fazer.
Disse há três anos que qualificar-se para os Jogos Olímpicos de Pequim foi como escalar o Evereste. É possível repetir essa façanha em Londres 2012?
A minha federação ainda não escolheu a equipa que vai estar nos Mundiais deste ano [em que se jogam as primeiras vagas para os Jogos de Londres], mas obviamente que é algo que gostava de atingir. Já estou qualificada para os Paralímpicos e vou estar em Londres, mas claro que também quero estar nos Olímpicos.
Em relação há quatro anos, sente-se em melhor ou pior forma?
Tem sido um percurso difícil. Tenho treinado muito nos últimos meses e espero competir a um bom nível.
Pensa vir no próximo ano a Setúbal, onde são atribuídas as últimas vagas para os Jogos Olímpicos?
Ainda não conheço o local de competição, mas a hospitalidade nestes dias tem sido óptima. É bom estar aqui com um ano de antecedência, porque dá para conhecer o local de competição.
A sua ideia é tentar qualificar-se apenas nas águas abertas ou também em provas na piscina?
Só nos Paralímpicos é que vou estar nas provas na piscina.
Já anunciou que vai terminar a carreira após Londres 2012. Porquê?
É altura de parar, de deixar de lutar e de seguir com a minha vida.
Já é conhecida no mundo inteiro. Sente-se como um exemplo para os outros?
Sou um dos casos que mostram às pessoas que podem cumprir os seus desejos, se quiserem muito. Demorei 18 anos a atingir o sonho de estar nos Jogos Olímpicos e para muitas pessoas isso não acontece. Mas é preciso trabalhar muito e ter uma equipa à volta. Tenho um grupo de pessoas que trabalham comigo, que sempre acreditaram e que me ajudaram muito.
Quando não está a treinar ou a competir, o que faz?
Não me resta muito tempo, porque treino seis a sete horas por dia. Às vezes, vejo um pouco de televisão, leio, mas não tenho muito tempo para sair e ir a festas.
Mas sei que às vezes dá palestras a estudantes. Qual é a mensagem que lhes passa?
A mensagem é que a tragédia na vida não é falhar os nossos objectivos, mas sim não ter objectivos para atingir. Passo a ideia de que tudo é possível se acreditarmos. Nunca saberei como teria sido a minha vida se não tivesse tido o acidente, mas segui em frente.
Mas já não vê esse acidente como uma tragédia?
Bem, é verdade que aconteceram coisas boas depois disso, mas claro que sinto a falta da perna. Foi perder uma parte de mim, mas tenho de seguir em frente.
Ainda pensa muito em como teria sido a sua carreira se aquele acidente não tivesse acontecido?
É impossível esquecer completamente, porque todos os dias sou lembrada disso, porque tenho uma prótese [que tira para nadar]. Mas claro que penso que tenho de ultrapassar isto. Nem sempre é fácil, mas há muita gente que acredita em mim.
Hoje compete com os melhores nadadores do mundo. Isso obriga-a a treinar muito mais do que os outros?
Sim, claro. Tenho de treinar mais do que os outros, porque o meu corpo não é igual. Tenho de treinar aspectos que os outros não precisam.
Já lhe fizeram centenas de perguntas sobre a sua vida e a sua carreira. Há alguma pergunta que nunca lhe fizeram e a que gostasse de responder?
(risos) Bem, há muita gente que pensa que eu sou a pessoa mais optimista do mundo, mas na verdade devo ser das mais pessimistas. As pessoas à minha volta é que são muito optimistas e isso fez uma grande diferença. Outras pessoas pensam que foi fácil, mas foi muito difícil para mim e para as pessoas que me rodeiam.
Como gostaria de ser recordada no mundo do desporto?
Como alguém trabalhador e perseverante
Que critérios de avaliação para o desempenho das lideranças no desporto
Alguns critérios ajudam a conceber estilos de liderança mais activa para o desporto:
- ter uma visão para a modalidade, implicando haver a apresentação das ideias por escrito e outras formas publicitadas na internet e um debate
- promover uma governance interna auditada por entidades independentes, como concursos efectuados na comunicação social e acontece com as empresas privadas
- criar programas com um modelo de desenvolvimento incluindo metas quantificadas
- ter estatísticas publicitadas na internet sobre os resultados alcançados
- colocar praticantes da modalidade em programas de formação para profissões e para líderes dentro e fora da modalidade ou do desporto
- colocar atletas e treinadores em lugares elegíveis para as eleições internas nas federações e organizações nacionais e também nas internacionais da modalidade
- Concepção de uma estruturação visando a modernidade dos clubes e organizações desde a base atentando os valores humanos e de liderança que vão surgindo para renovação do topo com elementos provenientes das estruturas locais de sucesso
- capacidade de apresentação ao desporto e fora do desporto de soluções inovadoras possuindo líderes activos nas estruturas de direcção do desporto nacional
- garantir um relacionamento próximo entre a universidade e a modalidade em múltiplos domínios
- ter uma boa imagem na opinião pública e uma presença assídua nos órgãos de comunicação social
- assegurar níveis de financiamento, independência e sustentabilidade plurais tanto do Estado como do mercado privado
- ser reconhecido pela independência de defesa dos interesses do desporto e da modalidade face aos agentes de maior poder político ou económico
Francisco Assis do PS contra a juventude do novo governo PSD-PP
O Desporto tem para a troca se Francisco Assis quiser ficar com alguns seniores e deixar jovens subirem na hierarquia de liderança do desporto.
O argumento da falta de experiência choca com o sucesso de José Mourinho e de Tomás Morais e da afirmação que se pede a atletas cada vez mais jovens em inúmeras modalidades. Ver aqui notícia sobre José Mourinho.
O argumento choca com imagens de ministros por essa Europa onde a juventude é superior à senioridade.
No desporto outra situação é distinta da Europa.
A Europa assume a liderança das instituições pelos antigos atletas como Platini, tendo também exemplos de excesso como Blatter. Em Portugal um levantamento da situação permitiria verificar se a percepção de primazia a pessoas reformadas, com larga disponibilidade de militares e dos juristas, é uma realidade clara ou tendencial.
Há razões da fraca valorização da técnica para a ultrapassagem destas mesmas profissões e de desenvolvimento pleno dos atletas tanto os de maior sucesso como outros que teriam na ascenção na estrutura de liderança a afirmação de qualidades e do capital desportivo angariado na competição de alto rendimento.
Este é um dos aspectos a desenvolver futuramente o da avaliação do desempenho de direcções e organizações desportivas que não acompanha e se distingue claramente da avaliação de desempenho que os atletas são sujeitos na competição.
O argumento da falta de experiência choca com o sucesso de José Mourinho e de Tomás Morais e da afirmação que se pede a atletas cada vez mais jovens em inúmeras modalidades. Ver aqui notícia sobre José Mourinho.
O argumento choca com imagens de ministros por essa Europa onde a juventude é superior à senioridade.
No desporto outra situação é distinta da Europa.
A Europa assume a liderança das instituições pelos antigos atletas como Platini, tendo também exemplos de excesso como Blatter. Em Portugal um levantamento da situação permitiria verificar se a percepção de primazia a pessoas reformadas, com larga disponibilidade de militares e dos juristas, é uma realidade clara ou tendencial.
Há razões da fraca valorização da técnica para a ultrapassagem destas mesmas profissões e de desenvolvimento pleno dos atletas tanto os de maior sucesso como outros que teriam na ascenção na estrutura de liderança a afirmação de qualidades e do capital desportivo angariado na competição de alto rendimento.
Este é um dos aspectos a desenvolver futuramente o da avaliação do desempenho de direcções e organizações desportivas que não acompanha e se distingue claramente da avaliação de desempenho que os atletas são sujeitos na competição.
sábado, 18 de junho de 2011
São todos portugueses
Fernando Pimenta, João Ribeiro, Emanuel Silva e David Fernandes, fazem parte da equipa K4 que ganhou a medalha de ouro em Belgrado, ver aqui.
Na canoagem e no rugby há notícias que demonstram que o desporto português está a apurar o capital com que se compete no topo mundial.
Para os homens do desporto a altura dos portugueses tem sido uma limitação e sabem que os Holandeses e pequenos estados como na Croácia existem populações mais altas ao nível europeu.
Esta não é a minha área, e as pessoas do desporto indicam-me que o atletismo conseguiu resultados com jovens oriundos familiarmente de países africanos, nas chamadas disciplinas técnicas, e agora surgem os oriundos de países de leste.
Não sei o que aconteceu no voleibol e parece que conseguiram ultrapassar a altura dos portugueses.
É de notar uma vez mais que a canoagem consegue, não um talento jovem esporádico e que qualquer que tenha sido a razão e que importaria analisar o caso do triatlo, mas a canoagem consegue uma equipa de 4 e todos com um desenvolvimento físico bem claro na foto do jornal i.
Há talvez uma outra explicação para alguns dos resultados em equipas de desportos colectivos e se relacionam com a capacidade dos treinadores portugueses que está a subir, de que Queiroz e Moniz Pereira foram fundamentais, e a conseguirem compreender melhor o capital humano e desportivo que têm nas mãos e a dar-lhe níveis de rendimento suportados por conhecimentos científicos e técnicos mais evoluídos, para além do benefício de treinadores estrangeiros como no caso da canoagem e do voleibol.
Estas notícias são um desafio para o novo governo para compreender o que se está a passar de bom que deve ser protegido e fomentado.
As variáveis são múltiplas e a sua operacionalização apenas se realizará com análises que vão ao âmago dos processos em toda a cadeia de produção desportiva nacional desde a escola aos níveis de topo.
Estamos a falar da afinação da máquina de produção desportiva nos limites do alto rendimento onde se conquistam as medalhas mundiais e olímpicas.
Parece-me com isto, e para acabar, que esta realidade não deve querer dizer que está tudo bem.
Para suscitar e promover o desenvolvimento sustentado há a necessidadede processos de trabalho que eu não tenho observado. Certamente que haverá pessoas que poderão dizer que não são importantes esses procedimentos novos para além dos que já existem.
Deixo os sinais óptimos e a minha leitura de um quadro que é complexo e merece uma abordagem que convença a sociedade portuguesa de um desenvolvimento sustentado para o nosso desporto.
Na canoagem e no rugby há notícias que demonstram que o desporto português está a apurar o capital com que se compete no topo mundial.
Para os homens do desporto a altura dos portugueses tem sido uma limitação e sabem que os Holandeses e pequenos estados como na Croácia existem populações mais altas ao nível europeu.
Esta não é a minha área, e as pessoas do desporto indicam-me que o atletismo conseguiu resultados com jovens oriundos familiarmente de países africanos, nas chamadas disciplinas técnicas, e agora surgem os oriundos de países de leste.
Não sei o que aconteceu no voleibol e parece que conseguiram ultrapassar a altura dos portugueses.
É de notar uma vez mais que a canoagem consegue, não um talento jovem esporádico e que qualquer que tenha sido a razão e que importaria analisar o caso do triatlo, mas a canoagem consegue uma equipa de 4 e todos com um desenvolvimento físico bem claro na foto do jornal i.
Há talvez uma outra explicação para alguns dos resultados em equipas de desportos colectivos e se relacionam com a capacidade dos treinadores portugueses que está a subir, de que Queiroz e Moniz Pereira foram fundamentais, e a conseguirem compreender melhor o capital humano e desportivo que têm nas mãos e a dar-lhe níveis de rendimento suportados por conhecimentos científicos e técnicos mais evoluídos, para além do benefício de treinadores estrangeiros como no caso da canoagem e do voleibol.
Estas notícias são um desafio para o novo governo para compreender o que se está a passar de bom que deve ser protegido e fomentado.
As variáveis são múltiplas e a sua operacionalização apenas se realizará com análises que vão ao âmago dos processos em toda a cadeia de produção desportiva nacional desde a escola aos níveis de topo.
Estamos a falar da afinação da máquina de produção desportiva nos limites do alto rendimento onde se conquistam as medalhas mundiais e olímpicas.
Parece-me com isto, e para acabar, que esta realidade não deve querer dizer que está tudo bem.
Para suscitar e promover o desenvolvimento sustentado há a necessidadede processos de trabalho que eu não tenho observado. Certamente que haverá pessoas que poderão dizer que não são importantes esses procedimentos novos para além dos que já existem.
Deixo os sinais óptimos e a minha leitura de um quadro que é complexo e merece uma abordagem que convença a sociedade portuguesa de um desenvolvimento sustentado para o nosso desporto.
Onde está o desporto? versão dois
Saiu do Ministério da Presidência
Não existe convergência com a Cultura, dando uma leitura de clivagem entre o contributo para a mercantilização e o contributo para o produto económico que definiu a colocação da cultura e um objecto social direccionado para a qualidade de vida no caso do desporto.
Segundo um jornal o Desporto integra o Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto de Miguel Relvas
Há outro jornal que fala em Ministério dos Assuntos Parlamentares, Desporto e Juventude
O INATEL estará na Solidariedade e Segurança Social de Pedro Mota Soares e seria útil que viesse a integrar o ministério Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias, Juventude e Desporto (seguirei esta fórmula)
O desporto é acompanhado pela Juventude?´É a pergunta que permanece. Sendo expectável a diluição da Juventude em várias pastas mas se seguisse um percurso semelhante ao INATEL passando para o Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias Juventude e Desporto concentraria uma área de 'bem-estar' ou de qualidadede vida já tentada há vinte anos como ministério de Sousa Tavares (pai)
A solução para o Desporto tem tanto de inesperado como de inteligente
Cozer o desporto ao tecido autárquico pode ter duas leituras:
Quanto a Miguel Relvas não tendo um conhecimento das suas 'práticas desportivas' aguardam-se novos sinais e também sobre quem convida para a sua viagem.
Existem graus de liberdade para uma actuação e resposta por parte do associativismo desportivo.
O Governo demonstrou que é formado por uma maioria de pessoas com menos de cinquenta anos, o que corresponderia a baixar a idade dos líderes no desporto dos actuais 150 anos para metade para menos de setenta em todo o mandato.
Não se trata da questão de idade, mas de avaliação do desempenho. Numa altura em que inúmeros sectores sociais são avaliados e o copianço já nem dez pode ter, era bom que os líderes do desporto fossem avaliados com transparência e por terceiras pessoas, até porque toda a sua performance se sustenta num forte financiamento público, enquanto que o contributo da actividade própria desses organizações nao tem uma procura social significativa.
As primeiras reuniões entre os novos responsáveis públicos e os responsáveis desportivos vão marcar a legislatura.
Poderá / quererá o desporto renovar-se?
Poderão os líderes do desporto ser cruciais para a transformação e profunda reforma que nos cola ao fim das tabelas europeias?
Até hoje comportaram-se como pessoas conservadoras e sem correrem riscos o que se esperaria que uma nova geração fosse capaz e ousasse defrontar os hábitos antigos.
Pode o governo fazer mais pelo desporto, apesar da primeira impressão que vai ter com os líderes do desporto nacional, do que 'lavar daí as suas mãos', 'as usual'?
O Governo do PSD e do CDS/PP abriu novas expectativas de abertura de portas há muito fechadas.
Oxalá elas não se esmoreçam.
Não existe convergência com a Cultura, dando uma leitura de clivagem entre o contributo para a mercantilização e o contributo para o produto económico que definiu a colocação da cultura e um objecto social direccionado para a qualidade de vida no caso do desporto.
Segundo um jornal o Desporto integra o Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto de Miguel Relvas
Há outro jornal que fala em Ministério dos Assuntos Parlamentares, Desporto e Juventude
O INATEL estará na Solidariedade e Segurança Social de Pedro Mota Soares e seria útil que viesse a integrar o ministério Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias, Juventude e Desporto (seguirei esta fórmula)
O desporto é acompanhado pela Juventude?´É a pergunta que permanece. Sendo expectável a diluição da Juventude em várias pastas mas se seguisse um percurso semelhante ao INATEL passando para o Ministério dos Assuntos Parlamentares, Autarquias Juventude e Desporto concentraria uma área de 'bem-estar' ou de qualidadede vida já tentada há vinte anos como ministério de Sousa Tavares (pai)
A solução para o Desporto tem tanto de inesperado como de inteligente
Cozer o desporto ao tecido autárquico pode ter duas leituras:
- o desenvolvimento do desporto passa a ser autárquico e parlamentar
- uma forma de conter um sector com os problemas do futebol, na sua máxima expressão
Quanto a Miguel Relvas não tendo um conhecimento das suas 'práticas desportivas' aguardam-se novos sinais e também sobre quem convida para a sua viagem.
Existem graus de liberdade para uma actuação e resposta por parte do associativismo desportivo.
O Governo demonstrou que é formado por uma maioria de pessoas com menos de cinquenta anos, o que corresponderia a baixar a idade dos líderes no desporto dos actuais 150 anos para metade para menos de setenta em todo o mandato.
Não se trata da questão de idade, mas de avaliação do desempenho. Numa altura em que inúmeros sectores sociais são avaliados e o copianço já nem dez pode ter, era bom que os líderes do desporto fossem avaliados com transparência e por terceiras pessoas, até porque toda a sua performance se sustenta num forte financiamento público, enquanto que o contributo da actividade própria desses organizações nao tem uma procura social significativa.
As primeiras reuniões entre os novos responsáveis públicos e os responsáveis desportivos vão marcar a legislatura.
Poderá / quererá o desporto renovar-se?
Poderão os líderes do desporto ser cruciais para a transformação e profunda reforma que nos cola ao fim das tabelas europeias?
Até hoje comportaram-se como pessoas conservadoras e sem correrem riscos o que se esperaria que uma nova geração fosse capaz e ousasse defrontar os hábitos antigos.
Pode o governo fazer mais pelo desporto, apesar da primeira impressão que vai ter com os líderes do desporto nacional, do que 'lavar daí as suas mãos', 'as usual'?
O Governo do PSD e do CDS/PP abriu novas expectativas de abertura de portas há muito fechadas.
Oxalá elas não se esmoreçam.
Desporto com autarquias e assuntos parlamentares
Segundo o jornal i, aqui
'Miguel Relvas, o secretário-geral do PSD, transita para o governo e vai ficar com a pasta de coordenação do executivo, os Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto.'
É uma solução nova.
Enquanto Francisco José Viegas quer retirar a Cultura da influência pública, essa opção não é clara ao juntar o desporto ao parlamento e às autarquias.
È importante ver quem vai ser o Secretário de Estado
'Miguel Relvas, o secretário-geral do PSD, transita para o governo e vai ficar com a pasta de coordenação do executivo, os Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto.'
É uma solução nova.
Enquanto Francisco José Viegas quer retirar a Cultura da influência pública, essa opção não é clara ao juntar o desporto ao parlamento e às autarquias.
È importante ver quem vai ser o Secretário de Estado
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A Canoagem ao máximo
A Canoagem classificou-se em sete de oito finais possíveis nos campeonatos europeus de Belgrado na Sérvia, ver aqui.
O facto de ser uma equipa com vários atletas, homens e mulheres, com uma performance que não é usual em Portugal sugere que existe um método capaz de suportar as características de diferentes atletas.
As vitórias conseguidas e as altas classificações lembram a performance de Vanessa Fernandes antes de sucumbir ao regime intenso a que foi submetida.
Eu não sou técnico desta área e o mínimo que espero é que a Canoagem saiba melhor, do que o Triatlo sabia, o que está a fazer.
O facto de ser uma equipa com vários atletas, homens e mulheres, com uma performance que não é usual em Portugal sugere que existe um método capaz de suportar as características de diferentes atletas.
As vitórias conseguidas e as altas classificações lembram a performance de Vanessa Fernandes antes de sucumbir ao regime intenso a que foi submetida.
Eu não sou técnico desta área e o mínimo que espero é que a Canoagem saiba melhor, do que o Triatlo sabia, o que está a fazer.
Para que serve a economia no desporto?
I
Os recursos que Portugal tem para viver e dedicar ao bem-estar social da população são escassos.
Acontece o mesmo em todos os países europeus. Em média a disponibilidade de cada país para investir em desporto é igual em todos porque todos investem em cabazes de produtos similares como a saúde, transportes, energia, ensino, ciência, cultura e desporto, etc.
Se um país apresentar um desenvolvimento desportivo excelente, no topo da Europa, e outro país tiver um desenvolvimento baixo e na cauda da Europa, pode considerar-se que o primeiro país faz uma melhor aplicação dos seus recursos que dedica ao desporto do que o outro que está no último lugar europeu.
A economia é a ciência que ajuda a compreender como actuar em situações de escassez de recursos. É o que faz a União Europeia. Usou a economia a partir dos anos 80 através do Conselho da Europa e actualmente tenta compreender porque é que os clubes de base têm dificuldades extremas no seu desenvolvimento desportivo.
II
Nas análises que realizam os economistas nem sempre concordam uns com os outros, aliás discordam mais do que concordam. Em Portugal foi patente quando há um par de anos a publicação de vários manifestos de grandes economistas portugueses a afirmarem a sua posição a favor e contra o investimento em grandes projectos.
O investimento em infra-estruturas desportivas, culturais e universitárias seguiu um padrão de realização que concita alguma unanimidade crítica, dados os níveis baixos de uso abaixo de 5% da capacidade instalada.
Os economistas concordam que a sua ciência ajuda a colocar questões que são importantes para explicar e compreender o desenvolvimento económico e a partir daqui discordam sobre a forma de lá chegar. Importa neste ponto conhecer porque chegam os economistas a conclusões distintas sobre a forma de promover o bem-estar.
Há dois aspectos fundamentais na análise dos economistas:
1. Os economistas têm posições diferentes sobre as falhas dos mercados onde competem os agentes privados.
2. Os economistas discordam sobre a necessidade ou não de intervenção do Estado.
Suponhamos que se tratam de monopólios como acontece no desporto e estes produzem um determinado nível de bens que se consideram públicos. Qual é o nível óptimo de produção de bem público pelos monopólios e que satisfazem o bem-estar comum? Esta questão não tem uma resposta objectiva e alguns economistas considerarão que o nível óptimo está alcançado pela produção privada e preferirão deixar o mercado actuar livremente. Outros considerarão que existe espaço para uma intervenção do Estado a fim de incrementar a produção privada de bens públicos.
Aplicando a intervenção do Estado ao desporto surgem algumas questões como: A intervenção do Estado poderá prejudicar a produção privada de desporto? Poderá a intervenção do Estado prejudicar os excelentes resultados obtidos no futebol profissional português caso o Estado corrija os salários em atraso? Os estádios com excessiva dimensão são uma ajuda ou uma dificuldade para os clubes privados? A intervenção do programa Marcha e Corrida do Governo poderá ter uma produção inferior aos agentes privados? Poderão interesses instalados no governo beneficiar determinados agentes e prejudicar a produção do mercado privado como um todo?
Estes exemplos desportivos suscitam respostas distintas por parte dos economistas.
Nem sempre as respostas dadas são as melhores.
Houve estudos no Euro2004 que deram determinadas respostas económicas e que foram aceites pelo governo da altura e que outros economistas e instituições como o Tribunal de Contas e o Ministério das Finanças vieram a contestar apresentando perspectivas diferentes. Hoje muitos economistas usam os estádios como um mau exemplo do investimento nacional das últimas décadas mas não fala de iguais exageros na cultura e nas universidades.
III
Hoje as instituições desportivas tanto públicas como privadas não usam na sua governance e regulação nenhuma informação económica. Face aos resultados produzidos é possível que existam economistas que considerem essa situação normal, enquanto outros prefeririam uma maior atenção aos fundamentos económicos das respectivas performances.
Independentemente da maior ou menor intervenção em cada caso concreto seria útil que o desporto português fundamentasse as suas decisões de política desportiva economicamente para obter um maior produto económico e social para o desporto nacional.
Existem muitos economistas em Portugal e as organizações privadas e os partidos políticos poderão ter a maior amplitude de actuação usando a disponibilidade de técnicos que certamente encontrarão nos seus associados e próximos.
IV
Há uma dificuldade acrescida relacionada com a peculiaridade da produção desportiva.
O desporto não é um bem produzido da mesma forma dos outros bens e isso exige um cuidado adicional. A própria União Europeia tem, por vezes, posições que depois vai melhorando à medida que se apercebe das características específicas do desporto português.
Esta capacidade de corrigir as suas políticas a partir da melhor percepção da produção desportiva é uma característica que não se encontra na política desportiva portuguesa.
A agregação de economistas mesmo de não especialistas em desporto, às equipas directivas seria melhor do que a não existência de economistas como ora acontece.
Os recursos que Portugal tem para viver e dedicar ao bem-estar social da população são escassos.
Acontece o mesmo em todos os países europeus. Em média a disponibilidade de cada país para investir em desporto é igual em todos porque todos investem em cabazes de produtos similares como a saúde, transportes, energia, ensino, ciência, cultura e desporto, etc.
Se um país apresentar um desenvolvimento desportivo excelente, no topo da Europa, e outro país tiver um desenvolvimento baixo e na cauda da Europa, pode considerar-se que o primeiro país faz uma melhor aplicação dos seus recursos que dedica ao desporto do que o outro que está no último lugar europeu.
A economia é a ciência que ajuda a compreender como actuar em situações de escassez de recursos. É o que faz a União Europeia. Usou a economia a partir dos anos 80 através do Conselho da Europa e actualmente tenta compreender porque é que os clubes de base têm dificuldades extremas no seu desenvolvimento desportivo.
II
Nas análises que realizam os economistas nem sempre concordam uns com os outros, aliás discordam mais do que concordam. Em Portugal foi patente quando há um par de anos a publicação de vários manifestos de grandes economistas portugueses a afirmarem a sua posição a favor e contra o investimento em grandes projectos.
O investimento em infra-estruturas desportivas, culturais e universitárias seguiu um padrão de realização que concita alguma unanimidade crítica, dados os níveis baixos de uso abaixo de 5% da capacidade instalada.
Os economistas concordam que a sua ciência ajuda a colocar questões que são importantes para explicar e compreender o desenvolvimento económico e a partir daqui discordam sobre a forma de lá chegar. Importa neste ponto conhecer porque chegam os economistas a conclusões distintas sobre a forma de promover o bem-estar.
Há dois aspectos fundamentais na análise dos economistas:
1. Os economistas têm posições diferentes sobre as falhas dos mercados onde competem os agentes privados.
2. Os economistas discordam sobre a necessidade ou não de intervenção do Estado.
Suponhamos que se tratam de monopólios como acontece no desporto e estes produzem um determinado nível de bens que se consideram públicos. Qual é o nível óptimo de produção de bem público pelos monopólios e que satisfazem o bem-estar comum? Esta questão não tem uma resposta objectiva e alguns economistas considerarão que o nível óptimo está alcançado pela produção privada e preferirão deixar o mercado actuar livremente. Outros considerarão que existe espaço para uma intervenção do Estado a fim de incrementar a produção privada de bens públicos.
Aplicando a intervenção do Estado ao desporto surgem algumas questões como: A intervenção do Estado poderá prejudicar a produção privada de desporto? Poderá a intervenção do Estado prejudicar os excelentes resultados obtidos no futebol profissional português caso o Estado corrija os salários em atraso? Os estádios com excessiva dimensão são uma ajuda ou uma dificuldade para os clubes privados? A intervenção do programa Marcha e Corrida do Governo poderá ter uma produção inferior aos agentes privados? Poderão interesses instalados no governo beneficiar determinados agentes e prejudicar a produção do mercado privado como um todo?
Estes exemplos desportivos suscitam respostas distintas por parte dos economistas.
Nem sempre as respostas dadas são as melhores.
Houve estudos no Euro2004 que deram determinadas respostas económicas e que foram aceites pelo governo da altura e que outros economistas e instituições como o Tribunal de Contas e o Ministério das Finanças vieram a contestar apresentando perspectivas diferentes. Hoje muitos economistas usam os estádios como um mau exemplo do investimento nacional das últimas décadas mas não fala de iguais exageros na cultura e nas universidades.
III
Hoje as instituições desportivas tanto públicas como privadas não usam na sua governance e regulação nenhuma informação económica. Face aos resultados produzidos é possível que existam economistas que considerem essa situação normal, enquanto outros prefeririam uma maior atenção aos fundamentos económicos das respectivas performances.
Independentemente da maior ou menor intervenção em cada caso concreto seria útil que o desporto português fundamentasse as suas decisões de política desportiva economicamente para obter um maior produto económico e social para o desporto nacional.
Existem muitos economistas em Portugal e as organizações privadas e os partidos políticos poderão ter a maior amplitude de actuação usando a disponibilidade de técnicos que certamente encontrarão nos seus associados e próximos.
IV
Há uma dificuldade acrescida relacionada com a peculiaridade da produção desportiva.
O desporto não é um bem produzido da mesma forma dos outros bens e isso exige um cuidado adicional. A própria União Europeia tem, por vezes, posições que depois vai melhorando à medida que se apercebe das características específicas do desporto português.
Esta capacidade de corrigir as suas políticas a partir da melhor percepção da produção desportiva é uma característica que não se encontra na política desportiva portuguesa.
A agregação de economistas mesmo de não especialistas em desporto, às equipas directivas seria melhor do que a não existência de economistas como ora acontece.
A problemática dos estudos
O desporto português tem falta de algumas coisas de que os números da prática desportiva da população e dos resultados internacionais demonstram poderiam ser muito melhores.
Houve outros países da dimensão de Portugal como a Grécia que deram esse salto.
Portugal não o deu no passado.
Portanto, há falta de muitas coisas, não é uma, nem duas, nem três, são muitas.
Essa diferença vê-se também na reputação do desporto português que não é reconhecida pela sociedade e pela economia nacional enquanto a cultura é reconhecida apesar de ter só mil milhões de euros de produto económico, e o desporto ter 1,5 mil milhões de euros segundo o INE.
Na área que trabalho a economia e as estatísticas de produção desportiva, há falta de uma estrutura nacional eficiente de produção de estatísticas e de análise pelos agentes desportivos, que legislatura após legislatura com altos e baixos não avançou.
Sou o único a fazer com regularidade determinadas análises e quando um partido deixa para a véspera das eleições a publicação de um texto sobre os seus números e a sua análise, a coisa não funciona assim noutros lados.
Faltam investigadores que peguem nos números disponibilizados pelo aparelho de produção estatística e façam análises.
Procurar condicionar os resultados para aparecer bem na foto é louvável em família, quando se trata dos resultados desportivos nacionais é para ver com cautela e respeito por quem depende dessa informação para trabalhar.
O que acontece também é que as federações e as universidades não usam as estatísticas do desporto para trabalhar e pensarem o seu futuro.
Se pensassem há muito que tinham exigido aos governos outros posicionamentos políticos sobre as estatísticas.
Aliás os governos condicionaram e fizeram crer que as coisas como estão é que estão bem e daí as federações e as universidades crerem que esse é o seu bem, o que é compreensível, até ao dia em que o país com este comportamento vai à falência e as pessoas acham as consequências, daquilo que foram os seus actos, muito injustas.
Insisto no que tenho referido:
O desporto português necessita de estudo, análises, investigadores, órgãos de investigação, fóruns de debate alargado etc.
O desporto português necessita de democracia plena na sua produção e no seu consumo.
Houve outros países da dimensão de Portugal como a Grécia que deram esse salto.
Portugal não o deu no passado.
Portanto, há falta de muitas coisas, não é uma, nem duas, nem três, são muitas.
Essa diferença vê-se também na reputação do desporto português que não é reconhecida pela sociedade e pela economia nacional enquanto a cultura é reconhecida apesar de ter só mil milhões de euros de produto económico, e o desporto ter 1,5 mil milhões de euros segundo o INE.
Na área que trabalho a economia e as estatísticas de produção desportiva, há falta de uma estrutura nacional eficiente de produção de estatísticas e de análise pelos agentes desportivos, que legislatura após legislatura com altos e baixos não avançou.
Sou o único a fazer com regularidade determinadas análises e quando um partido deixa para a véspera das eleições a publicação de um texto sobre os seus números e a sua análise, a coisa não funciona assim noutros lados.
Faltam investigadores que peguem nos números disponibilizados pelo aparelho de produção estatística e façam análises.
Procurar condicionar os resultados para aparecer bem na foto é louvável em família, quando se trata dos resultados desportivos nacionais é para ver com cautela e respeito por quem depende dessa informação para trabalhar.
O que acontece também é que as federações e as universidades não usam as estatísticas do desporto para trabalhar e pensarem o seu futuro.
Se pensassem há muito que tinham exigido aos governos outros posicionamentos políticos sobre as estatísticas.
Aliás os governos condicionaram e fizeram crer que as coisas como estão é que estão bem e daí as federações e as universidades crerem que esse é o seu bem, o que é compreensível, até ao dia em que o país com este comportamento vai à falência e as pessoas acham as consequências, daquilo que foram os seus actos, muito injustas.
Insisto no que tenho referido:
O desporto português necessita de estudo, análises, investigadores, órgãos de investigação, fóruns de debate alargado etc.
O desporto português necessita de democracia plena na sua produção e no seu consumo.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Se Portugal ganhar 5 medalhas em Londres de quem é o mérito?
É uma pergunta interessante, não é?
Acho que é daquelas questões que apenas tem vencedores e um perdedor que seria eu.
Eu não acredito em milagres porque creio que os milagres são feitos de uma massa especial que Portugal não terá no alto rendimento.
Houve um milagre no ciclismo em Atenas e na alta competição contar com a garantia de milagres para alcançar 5 medalhas é demasiado esforçado.
Portugal ganhar 5 medalhas seria o milagre dos milagres de que eu não me importaria de ser o feliz perdedor.
Creio que em primeiro lugar o mérito seria dos atletas porque tinham conseguido nas difíceis condições nacionais ultrapassar o imaginável e a tradição.
Em segundo lugar faria um compasso de espera antes de imputar outros ganhadores como o COP, as federações ou os governos PS e PSD/PP e os patrocinadores.
O nosso desporto necessita de uma análise criteriosa às condições da sua performance para que os processos correctos sejam valorizados e os menos bons, sejam descontinuados.
Seria bom que os líderes e as instituições públicas e privadas não regateassem elogios aos atletas e treinadores mas que fizessem um esforço para compreender o que se passou e vai passar para que as consagrações não impedissem o conhecimento do que se passa.
Esse trabalho de levantamento do que se passa é um trabalho que não tem sido feito e que prejudica as federações de maior sucesso, mesmo quando elas apoiam o 'business as usual'.
Acho que é daquelas questões que apenas tem vencedores e um perdedor que seria eu.
Eu não acredito em milagres porque creio que os milagres são feitos de uma massa especial que Portugal não terá no alto rendimento.
Houve um milagre no ciclismo em Atenas e na alta competição contar com a garantia de milagres para alcançar 5 medalhas é demasiado esforçado.
Portugal ganhar 5 medalhas seria o milagre dos milagres de que eu não me importaria de ser o feliz perdedor.
Creio que em primeiro lugar o mérito seria dos atletas porque tinham conseguido nas difíceis condições nacionais ultrapassar o imaginável e a tradição.
Em segundo lugar faria um compasso de espera antes de imputar outros ganhadores como o COP, as federações ou os governos PS e PSD/PP e os patrocinadores.
O nosso desporto necessita de uma análise criteriosa às condições da sua performance para que os processos correctos sejam valorizados e os menos bons, sejam descontinuados.
Seria bom que os líderes e as instituições públicas e privadas não regateassem elogios aos atletas e treinadores mas que fizessem um esforço para compreender o que se passou e vai passar para que as consagrações não impedissem o conhecimento do que se passa.
Esse trabalho de levantamento do que se passa é um trabalho que não tem sido feito e que prejudica as federações de maior sucesso, mesmo quando elas apoiam o 'business as usual'.
O capital humano é o recurso mais escasso
O jovem quase doutorado trabalhou alguns meses e andava aflito com medo de perder o emprego precário que tinha.
Hoje a alma saltou-lhe do peito ao mostrar que uma Escola Supeiror de Educação o tinha ou ia contratar.
No pouco que com ele convivi vi que a sua entrega foi instantânea, abundante e ininterrupta. Vi que em conversa ouvia atentamente o que era dito, mesmo que continuasse a teclar no computador, e depois respondia no sentido exigido pela conversa.
Tinha tido uma experiência de dois anos no estrangeiro e inundou todos os colegas com a informação abundante que trouxe dessa experiência. Escreve com facilidade, emenda com prontidão e tem a cabeça bem assente sobre os ombros sabendo pensar e desenvolver um objectivo. Numa conferência que tive conhecimento agarrou a audiência com o power point cuidadosamente preparado e houve quem fugisse ao debate.
É um jovem afectuoso e voluntarioso e felizmente ainda existem instituições em Portugal capazes de reconhecer o valor e o mérito e captá-lo para os seus quadros.
Não digo o nome nem dou outros pormenores para não haver algum dano colateral.
Ao dar aulas surgem raridades e preocupa-me não saber exactamente se terei conseguido estar à altura das suas necessidades.
Os melhores dão luta, diria um corpo a corpo, que se torna complexo com a ajuda da teoria económica e esses debates geram externalidades que trazem consigo a turma para níveis de compreensão mais elevados.
Tenho esperança que estes jovens venham a contribuir mais do que gerações anteriores.
Estas não chegaram a ter a oportunidade que o desporto português não lhes deu pela manutenção de uma governance arcaica e prejudicial às necessidades do desporto e da nossa juventude.
Hoje a alma saltou-lhe do peito ao mostrar que uma Escola Supeiror de Educação o tinha ou ia contratar.
No pouco que com ele convivi vi que a sua entrega foi instantânea, abundante e ininterrupta. Vi que em conversa ouvia atentamente o que era dito, mesmo que continuasse a teclar no computador, e depois respondia no sentido exigido pela conversa.
Tinha tido uma experiência de dois anos no estrangeiro e inundou todos os colegas com a informação abundante que trouxe dessa experiência. Escreve com facilidade, emenda com prontidão e tem a cabeça bem assente sobre os ombros sabendo pensar e desenvolver um objectivo. Numa conferência que tive conhecimento agarrou a audiência com o power point cuidadosamente preparado e houve quem fugisse ao debate.
É um jovem afectuoso e voluntarioso e felizmente ainda existem instituições em Portugal capazes de reconhecer o valor e o mérito e captá-lo para os seus quadros.
Não digo o nome nem dou outros pormenores para não haver algum dano colateral.
Ao dar aulas surgem raridades e preocupa-me não saber exactamente se terei conseguido estar à altura das suas necessidades.
Os melhores dão luta, diria um corpo a corpo, que se torna complexo com a ajuda da teoria económica e esses debates geram externalidades que trazem consigo a turma para níveis de compreensão mais elevados.
Tenho esperança que estes jovens venham a contribuir mais do que gerações anteriores.
Estas não chegaram a ter a oportunidade que o desporto português não lhes deu pela manutenção de uma governance arcaica e prejudicial às necessidades do desporto e da nossa juventude.
No fim da festa as notícias nem sempre são as melhores
Haverá quem faça a festa e haverá quem sugira que a festa teve os seus precalços.
É necessário que haja alguém que guarde a memória da festa e a confronte com outras festas.
Agora o que não se pode pedir é a quem se viu na festa de outrém, que essa pessoa guarde as memórias de quem se divertiu.
Quando digo se divertiu quero dizer exerceu os poderes e responsabilidades próprias do compromisso que assumiu.
Neste momento é possível que algumas pessoas digam o que acharam mal para que os anfitriões seguintes tenham as ideias exactas da nova organização da festa de que foram incumbidos fazer.
As notícias poderão não ser as melhores e poderão ser mais duras para quem sai mas será útil para quem entra saber a realidade das festas que se vão organizando e das expectativas que existem.
Para quem sai da festa há agora o maior tempo do mundo para justificar o que fez e o que sustentou aquilo que fez.
É necessário que haja alguém que guarde a memória da festa e a confronte com outras festas.
Agora o que não se pode pedir é a quem se viu na festa de outrém, que essa pessoa guarde as memórias de quem se divertiu.
Quando digo se divertiu quero dizer exerceu os poderes e responsabilidades próprias do compromisso que assumiu.
Neste momento é possível que algumas pessoas digam o que acharam mal para que os anfitriões seguintes tenham as ideias exactas da nova organização da festa de que foram incumbidos fazer.
As notícias poderão não ser as melhores e poderão ser mais duras para quem sai mas será útil para quem entra saber a realidade das festas que se vão organizando e das expectativas que existem.
Para quem sai da festa há agora o maior tempo do mundo para justificar o que fez e o que sustentou aquilo que fez.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A liderança no desporto: falam José Constantino e António Barreto
Hoje estive com um ex-colega que não falava há muitos anos mas sempre nos fomos acompanhando.
O fundo da conversa foram os desafios das federações em geral e da sua em particular no respeitante à produção desportiva de base.
Avançámos várias ideias nem sempre coincidentes e permitiu ver que de parte a parte havia argumentos fortes e possibilidades de desenvolvimentos.
Entretanto José Constantino no Colectividade Desportiva, aqui, fala do voluntarismo e António Barreto numa entrevista no jornal i, aqui, fala do direito das pessoas poderem trabalhar até mais tarde sem serem obrigadas a sair.
Creio que o âmbito da nota do primeiro são os cargos de liderança e os do segundo aquelas actividades em que o limite de idade é uma imposição legal, não se referindo necessariamente aos lugares de chefia.
Aceitando a argumentação de António Barreto em relação ao diferimento do limite de idade de acordo com condições do próprio individuo e das necessidades do seu trabalho é importante discutir as questões relacionadas com a liderança das organizações desportivas onde se eternizam líderes conhecidos.
Vicente Moura e Gilberto Madail creio que são líderes que se enquadram numa questão da liderança desportiva que deveria ser debatida publicamente.
Há vários casos que apontam para a sua saída e que se nõ houver um debate público tenderão a querer permanecer mais tempo.
As questões que apontam a sua saída são:
Uma das lacunas da liderança nacional é a existência de líderes que se eternizam impedindo o acesso de líderes mais jovens, mesmo que venham a cometer erros.
Os velhos líderes do desporto português, quanto ao modo como actuam e não quanto à idade têm um custo elevado para o desporto português.
Os velhos líderes são inquestionáveis pela distância que criam com a realidade e através do consumo de recursos públicos para sustentar necessidades distintas das necessidades dos atletas que competem e das organizações que produzem o desporto.
O que Gilberto Madail e Vicente Moura deveriam fazer era organizar eleições democráticas e competitivas garantindo o confronto transparente e a independência dos candidatos perante as direcções cessantes ou outras forças, ao mesmo tempo que assegurariam a definição clara do que é melhor para os respectivos sectores.
Mas esta perspectiva parece ser uma contradição nos termos.
Nesta altura o PSD e o PP tem o desafio de colocarem à frente do desporto alguém de dentro do sector capaz de uma dedicação extrema podendo rentabilizar não só o interesse dos partidos como o do desporto.
Outra solução mais usual é o descrédito sobre o sector e nos seus líderes e usar um quadro político partidário o que gera limitações óbvias a observar no último lugar que o desporto português ocupa genericamente na Europa.
Há pessoas no desporto, poucas mas há capazes de fazer um lugar politicamente coerente e potenciador do bem comum nacional através do desporto.
Também há pessoas que são um susto e isto aplica-se a qualquer um.
Terminarei dizendo que há necessidade de uma transformação geracional no desporto português e tudo vai depender do que o PSD e o PP conseguir decidir de bom para o desporto nas próximas horas.
O fundo da conversa foram os desafios das federações em geral e da sua em particular no respeitante à produção desportiva de base.
Avançámos várias ideias nem sempre coincidentes e permitiu ver que de parte a parte havia argumentos fortes e possibilidades de desenvolvimentos.
Entretanto José Constantino no Colectividade Desportiva, aqui, fala do voluntarismo e António Barreto numa entrevista no jornal i, aqui, fala do direito das pessoas poderem trabalhar até mais tarde sem serem obrigadas a sair.
Creio que o âmbito da nota do primeiro são os cargos de liderança e os do segundo aquelas actividades em que o limite de idade é uma imposição legal, não se referindo necessariamente aos lugares de chefia.
Aceitando a argumentação de António Barreto em relação ao diferimento do limite de idade de acordo com condições do próprio individuo e das necessidades do seu trabalho é importante discutir as questões relacionadas com a liderança das organizações desportivas onde se eternizam líderes conhecidos.
Vicente Moura e Gilberto Madail creio que são líderes que se enquadram numa questão da liderança desportiva que deveria ser debatida publicamente.
Há vários casos que apontam para a sua saída e que se nõ houver um debate público tenderão a querer permanecer mais tempo.
As questões que apontam a sua saída são:
- foi durante a sua liderança que aconteceram alguns fracassos quer olímpicos quer do futebol
- particularmente, houve a falha de uma eleição internacional no caso do futebol, prejudicando gravemente a modalidade
- nenhum publica os benefícios materiais e financeiros que recebe pelo desempenho dos cargos que são também pagos por dinheiros públicos
- face a problemas havidos nenhum realizou uma auditoria externa e credível ao acontecido
- nenhum realizou um programa de desenvolvimento sustentado de longo prazo
- nenhum projectou a sua acção sobre o desporto nacional sendo certo que qualquer uma das actividades tem impactos decisivos e nem sempre positivos sobre o desporto nacional
Uma das lacunas da liderança nacional é a existência de líderes que se eternizam impedindo o acesso de líderes mais jovens, mesmo que venham a cometer erros.
Os velhos líderes do desporto português, quanto ao modo como actuam e não quanto à idade têm um custo elevado para o desporto português.
Os velhos líderes são inquestionáveis pela distância que criam com a realidade e através do consumo de recursos públicos para sustentar necessidades distintas das necessidades dos atletas que competem e das organizações que produzem o desporto.
O que Gilberto Madail e Vicente Moura deveriam fazer era organizar eleições democráticas e competitivas garantindo o confronto transparente e a independência dos candidatos perante as direcções cessantes ou outras forças, ao mesmo tempo que assegurariam a definição clara do que é melhor para os respectivos sectores.
Mas esta perspectiva parece ser uma contradição nos termos.
Nesta altura o PSD e o PP tem o desafio de colocarem à frente do desporto alguém de dentro do sector capaz de uma dedicação extrema podendo rentabilizar não só o interesse dos partidos como o do desporto.
Outra solução mais usual é o descrédito sobre o sector e nos seus líderes e usar um quadro político partidário o que gera limitações óbvias a observar no último lugar que o desporto português ocupa genericamente na Europa.
Há pessoas no desporto, poucas mas há capazes de fazer um lugar politicamente coerente e potenciador do bem comum nacional através do desporto.
Também há pessoas que são um susto e isto aplica-se a qualquer um.
Terminarei dizendo que há necessidade de uma transformação geracional no desporto português e tudo vai depender do que o PSD e o PP conseguir decidir de bom para o desporto nas próximas horas.
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