Sem porta-vozes sociais reconhecidos e com alguns maus protagonistas o desporto não consegue colocar as suas características junto dos locais onde se produz a política nacional.
Passaram-se vinte anos quando Porter reconheceu como um sector relevante para Portugal e o desporto português perdeu essa vantagem.
O desporto é considerado como um sector não social ligado a fracassos clamorosos como os estádios do Euro2004, que todos os dias os jornais glozam como fundamento da falência do país, os apitos, a dopagem e os processos judiciais intermináveis largamente protagonizados na comunicação social para uma discussão mais conseguida do que se torna a miséria do sector.
O desporto não tem protagonistas na comunicação social para dar a volta ao resultado falando das questões relevantes da política desportiva e dos interesses desportivos da população portuguesa.
A diferença com os outros sectores é imensa e o actual silêncio do desporto cava mais fundo a queda do sector.
As maiores federações perderão 15% de financiamentos base porque não pertencerão aos sectores sociais que a Troika não terá mexido,segundo se garante ao intervalo de um jogo da Champions League.
Ainda há algumas semanas a Cultura recebeu um pacote adicional de 5 milhões de euros.
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