sábado, 14 de maio de 2011

I Convenção Internacional de Gestão do Desporto

Faculdade do Desporto, Universidade Porto
20/21 de Maio de 2011
 1ª Conferência: Políticas Desportivas: gestão municipal vs gestão empresarial
1.    Professor Catedrático da F.M.H.- Gustavo Pires
2.    Presidente da C.M. de Oliveira de Azeméis - Hermínio Loureiro
3.    Presidente do Conselho de Administração da Empresa Oeiras Viva - José Manuel Constantino
1ª Palestra: Competição e Arbitragem - da ética à regulação
António Cunha, Armando Inocentes e Vítor Pereira.
2ª Palestra: “Como se cria um produto desportivo? O programa Neomove®”, Empresa Laborsano, apresentação de Miguel Maia, Gerente e Diretor Financeiro de serviços da empresa.
Lançamento do livro da autoria de Carlos Januário: Políticas Públicas Desportivas: estudo centrado nos municípios da área metropolitana do Porto, Apresentação a cargo de José Manuel Constantino.
3ª Palestra: "Como organizar cursos de salvamento aquático?"
Professor do Departamento de Actividade Física e Desporto da Universidade de Múrcia - José Arturo Abraldes
4ª Palestra: Organizações Desportivas: gerir é liderar e liderar é gerir?
Professor Universitário e Gestor no Brasil. Estudante do 3º Ciclo da FADE


5ª Palestra: É o Futebol um espetáculo rentável e seguro?
1. Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Fernando Gomes
2. Selecionador Nacional de Futebol, Paulo Bento (a confirmar)
2ª Conferência: Política, Desporto e Direito – direitos humanos e gestão de programas desportivos.
1.     Presidente da F.P. Atletismo - Fernando Mota
2.     Jurista e Professor da FMH e da UNL - José Manuel Meirim
3.     Presidente da Associação Portuguesa Mulheres e Desporto – Paula Botelho Gomes

I jornadas direito desporto

Universidade Lusíada de Lisboa
Coordenação Cientíca de: Mestre Alexandre Miguel Mestre, Mestre Lúcio Miguel Correia, Prof. Pedro Ortins Bettencourt e Mestre Soa Barros Carvalhosa
Inscrições, programa completo e informações complementares em
:

Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto
- José Ribeiro e Castro
Cessação do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva
- Eduardo Fanha Vieira
A Suspensão do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva
- Lúcio Miguel Correia
Os rendimentos da actividade desportiva e a questão da dupla tributação
Lourenço
- Paulo
O Código Contributivo e Impacto no Desporto
- Catarina Pontes
Arbitragem Prossional ou Prossionalismo na Arbitragem
- João Morais
O art. 17º do Regulamento e Estatuto das Transferências de Jogadores da FIFA
Guilherme Muller
-
Marcas e Patentes no Desporto - Regime Jurídico
- Diogo Guia
O Direito ao Espectáculo Desportivo
- Pedro Cordeiro
Empresários Desportivos
- João Diogo Manteigas
Liderança e gestão de con-itos
- Tomaz Morais
Regime Jurídico dos Treinadores de Desporto
- Pedro Henriques
Fair Play Económico e Financeiro da UEFA
- Emanuel Medeiros
Sociedades Anónimas Desportivas - Um testemunho
- Fernando Gomes
Licenciamento de Clubes (a nível internacional)
- Luís Paulo Relógio
Marketing e comunicação no Vodafone Rali de Portugal
- Carlos Barbosa
Patrocínios, Sustentabilidade e Risco
- Alberto da Ponte
A relevância da comercialização da imagem do praticante desportivo
Carvalhosa
- Soa Barros
Evolução dos Fundos de Investimento e Passes de Jogadores de Futebol
Miranda
- Nuno
Violência no Desporto
- Miguel Furtado
As especicidades do Contrato de Trabalho Desportivo
- Pedro Ortins Bettencourt
O Pedido de Insolvência da SAD pelo praticante desportivo
- José Rebelo
“Tribunal do Desporto em Portugal”: Porquê? Quando? Como?
Mestre
- Alexandre MiguelAdministração na Sociedade Anónima Desportiva - Ricardo Costa

O programa do CDS também não fala de desporto

Está aqui.
Quanto à Cultura segue os sound-bites das indústrias criativas e a comercialização através do turismo.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

a reputação do desporto está no máximo no BE

O link para o programa eleitoral do Bloco de Esquerda está aqui.

O programa nada diz de desporto ou de cultura.

Os treze milhões de dívida do futebol às Finanças

À atenção do Dr. Fernando Gomes

É mais um dos factos que aumentam a má reputação do futebol.

As Finanças pela enésima vez pede o pagamento da dívida quando ela estará a ser paga de acordo com os descontos aceites dos prémios do Totobola.

Não é possível para a reputação do futebol ter o homem do fraque das Finanças estrategicamente a exigir, no momento de crise do país, dinheiros que o futebol não tem ou não estivessem grandes clubes com indicadores financeiros no vermelho e clubes como o Leiria, Setúbal, Belenenses e outros com salários em atraso e outras peripécias.

Este deveria ter sido um dos passos resolvidos nos cem anos que o Dr. Gilberto Madail tem da FPF através dos seus negócios do Euro 2004 e com os espanhóis da candidatura ao mundial de 2018.

Tem de ser a Liga de Clubes a liderar a negociação não só da resolução das dívidas ao fisco e à segurança social como a equacionar um modelo para a liga profissional de futebol que salve os poucos clubes médios do futebol português e permita aos grandes clubes sair pelo seu pé dos apertos que as políticas desportivas pretéritas não resolveram.

A reputação do futebol joga-se em dois tabuleiros:
1.      No primeiro, o futebol profissional tem uma comunicação social rendida aos seus êxitos desportivos;
2.      No segundo, todos os escândalos são inadmissíveis porque beliscam a imagem do futebol como negócio e promotor da imagem dos patrocinadores afectando uma importante fonte de receitas.

Les jeux sont faits (desculpem-me o francês)

Depois do ciclo que começou a cair em 2008 chegamos a umas eleições que irão ter a oportunidade de definir o futuro para depois de 2012.

Até este momento existem características que marcam o fecho de um ciclo e faltam as do novo ciclo.

As instituições do desporto fazem o seu melhor organizando os seus congressos e marcando a actualidade com iniciativas que tem estado no seu âmbito realizar. as conferências de gestores têm os seus gestores, as de juristas os seus juristas. A Liga de Clubes de Futebol vai fazer um estudo que se aguarda com expectativa. Joaquim Evangelista deu uma entrevista à Antena Um e Record que passa como o testemunho deste momento e algumas questões sobre o que o futebol poderia ter de melhor na sua perspectiva. Não esquecer o fair-play sempre pesado e para o amarelo do pinto do Porto.

Numa palavra a sociedade civil dá passos que devem ser incentivados e tomados como sinais e elementos a considerar num diálogo que se quer democrático, aberto e principalmente transparente.

Por agora vou desacelerar.

Agradeço toda a atenção de que fui alvo nestes tempos próximos e que me prestaram com regularidade.

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Canoagem vai a Londres com todo o seu potencial celebrar o espírito olímpico

Noticia da Antena Um, aqui.

Portugal quer apurar pelo menos sete atletas para Londres2012

Portugal quer apurar pelo menos sete atletas para Londres2012

Joana Vasconcelos Lusa

Após conquistar quatro medalhas este fim de semana na Taça do Mundo de canoagem, a federação aposta em levar sete atletas aos Jogos Olímpicos Londres2012, todos com possibilidades de lutar por lugares de relevo.

Portugal quer apurar pelo menos sete atletas para Londres2012


"O nosso objetivo é levar sete atletas, mas temos mais canoístas com qualidade e capacidade para o fazer. Acima de tudo vamos trabalhar para que todos tenham oportunidades suficientes e estejam na sua melhor forma de sempre para que esse apuramento seja uma realidade", disse Mário Santos, presidente da Federação Portuguesa de Canoagem (FPC).

Depois de ter levado um atleta a Atenas2004 e quatro a Pequim2008, o dirigente, que é igualmente o Chefe de Missão de Portugal a Londres2012, acredita que a Seleção vai brilhar na qualificação para os Jogos Olímpicos, que será feita em agosto na Hungria, durante os Mundiais de canoagem.

"Mais importante do que as quatro medalhas conquistadas na Taça do Mundo (dois ouros, uma prata e um bronze) é o objetivo da qualificação, que é extremamente difícil. Na maior parte das classes está reservada apenas aos sete primeiros do Mundo. Depois de lá entrar, queremos lutar pelos melhores resultados possíveis", vincou.

O promissor início de época internacional, que se segue ao recorde de 17 medalhas internacionais em 2010, confere uma maior confiança ao presidente da FPC.

Joaquim Evangelista: entrevista relevante à Antena Um e Record

Está aqui.

Barcelona fraudulento

Os árbitros da FIFA e da UEFA deveriam abrir um processo ao Barcelona por fraude sistemática nas competições europeias.

O vídeo demonstra que foi à margem das leis a forma do Barcelona ganhar vantagem sobre o Real Madrid, assim como, o Barcelona terá corrompido os seus jogadores para simular agressões dos jogadores do Real Madrid que não aconteceram.

O processo é bastante grave porque se os árbitros da FIFA e da UEFA contemporizam com estas ilegalidades o exemplo de fair-play e de jogar o jogo pelo jogo cai pela base arrastando imitações dos jogadores e equipas de todos os campeonatos de futebol do mundo.

Os árbitros da FIFA e da UEFA assim como a sua comissão de velhinhas glórias do que é que necessitarão para actuar sobre o clube patrocinado pela UNESCO?

Coragem talvez!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Os actores do Barcelona

As imagens são evidentes que a ética já foi chão que deu uvas no Barcelona.

Ver aqui.

Tenho que admitir que afinal a violência não está do lado do Mourinho, que existe falcatrua.

Contudo, a violência colou à sua imagem porque ele usa as palavras e as ideias com violência e o fair-play europeu está ausente de alguns dos seus comportamentos.

Sobre a junção das organizações associativas privadas

Não é possível colocar num programa partidário de governo a junção de organismos desportivos privados.

O que o programa do PSD não tem, nem o do PS, até agora são as políticas que definam a sustentabilidade das organizações a quem entregam recursos que são públicos para a obtenção de serviços públicos produzidos por entes privados.

Há situações de ineficiência contratual com o associativismo desportivo que prejudicam o Estado português e a produção de bens públicos no alto rendimento desportivo nacional.

Quando há demasiadas organizações, presidentes e vice-presidentes, vogais, administrativos, sedes e equipamento vário, viaturas, cartões de crédito, jantares no Casino Estoril isso será aceitável para as próprias organizações privadas e menos aceitável em organizações financiadas pelo erário público.

Note-se que se estas organizações desportivas privadas tivessem um currículo invejável e de sucesso desportivo como as suas congéneres europeias ainda seria possível compreender a complexidade da estrutura.

Conhecem-se exemplos de outros países exemplares desportivamente que juntaram o respectivo CO e a CD.

Porém, o desporto português com estas estruturas duplicadas demonstra que não consegue produzir porque são estruturas directivas pesadas e sem competências desportivas com raras excepções.

O atletismo, o judo, a canoagem e não me querendo alongar mais, outras pessoas poderão acrescentar outras modalidades, possuem valências e competências claramente de topo no desporto português.

Há organizações como o COP e a CDP que não se compreende bem o que fazem de útil para o produto desportivo português.

Foi isso que se perguntou a sociedade portuguesa em 2008 quando conheceu a ineficácia do contrato-programa para Pequim. Desde há muito o Estado tem feito pouco para esclarecer esta situação com risco acrescido para o financiamento público como se observa quando o COP faz um contrato-programa que não cumpre e mantém uma actuação como se fosse a organização com a melhor governance desportiva desta Europa que nunca conseguiu ser.

Há que compreender qual o âmbito da actuação das organizações desportivas de topo nacionais e estas têm duas opções:
  1. No âmbito da sua produção privada fazem o que muito bem entenderem com os seus capitais próprios, não dependendo financeiramente do Estado;
  2. Porque o Estado solicita produto desportivo público para gerar um bem-estar adicional para os portugueses e as federações aceitam produzir esses serviços, o Estado e as organizações privadas têm de acertar questões relacionadas com a estrutura de produção de serviços públicos por entes privados. Isto quer dizer que a produção de serviços públicos tem de ser feita segundo critérios de eficiência e de produtividade bem definidos que maximizem o output e o impacto dos fundos públicos.

Ou os partidos concorrentes às eleições falam destas questões de maior competência para o objecto da política desportiva ou então as próximas eleições trarão mais do mesmo, com as mesmas pessoas, mesmo que o desporto e a cultura passem a estar no mesmo ministério.

Certamente que os agentes privados gostariam de obter o melhor resultados para os financiamentos públicos e gostariam de ouvir o que pensam os partidos concorrentes às eleições legislativas para poderem adequar o seu comportamento desportivo, económico e social.

Os líderes desportivos mais conscientes estarão preocupados porque notam a carência de iniciativas políticas e técnicas, documentos, especialistas, programas especializados para maximizar o produto desportivo e melhorar o bem-estar dos portugueses.

Os líderes das federações são obrigados a acompanhar duas organizações o COP e a CDP e sabem melhor do que ninguém que o seu trabalho é questionável e os resultados das suas modalidades no contexto europeu vai decaindo ou não cresce como estes líderes prometeram quando foram eleitos e alvitram que Portugal não possui uma liderança inequívoca no desporto.

Era bom que os partidos falassem sobre esta dificuldade de produtividade do desporto.

O debate eleitoral tem trazido a relevância da produtividade dos trabalhadores portugueses para o futuro da economia e do país.

Quando se falará da produtividade da liderança desportiva para o sucesso do desporto português?

domingo, 8 de maio de 2011

Programa do PSD

O programa do PSD está aqui.

A utilidade dos programas é a possibilidade de conseguir manter um discurso coerente com as eleições e para depois das eleições transmitir ao programa de governo ou da oposição um fio condutor.

Pareceu-me que o programa do PS era uma continuação da legislatura, como aliás isso está afirmado.

Este programa do PSD tem aspectos interessantes e limitações:

1.      Aspectos relevantes:
a.       Põe a Cultura em paralelo com o Desporto;
b.      Fala de um programa
c.       Inclui o desporto em várias áreas como a educação, o exterior, o Estado social e o turismo
2.      Limitações
a.       Não fala da junção dos comités olímpicos e da CDP
b.      Não adianta estatísticas ou índices de realização
c.       Não fala das empresas do desporto fala da concorrência e isso pode aplicar-se às federações também
d.      Não fala das leis do desporto e o que vai fazer com elas

Foi uma leitura muito rápida que suscita as notas que deixo.

O Estado deveria fazer um estudo sobre o futebol ou melhor ainda um Livro Branco sobre o desporto português

As outras modalidades estão convencidas de tudo o que lhes dizem sobre a maravilha da política desportiva nacional ficarão preocupados quando a Liga de Clubes de Futebol apresentar o seu estudo.

Mas o relevante é que o estudo da Liga vai de facto trazer as preocupações privadas do futebol e colocarão essas preocupações como objectivos públicos que interessam a todas as modalidades.



A história não é nova e temos comportamentos diferentes na União Europeia e na Austrália e em Portugal.
A União Europeia fez um estudo em parceria com a UEFA, o Relatório Independente (Arnaut). As outras federações criticaram o RI e a União Europeia fez rapidamente o Livro Branco onde aprofundou o trabalho anterior e manteve a estrutura e a formulação de política desportiva.

Na Austrália o Governo vai fazer um estudo sobre o seu futebol. Ver aqui. Trata-se de um estudo sobre o mega-evento da Taça da Ásia e que o Governo analisa os problemas de toda a modalidade.

Nos anos mais recentes a história em Portugal foi a destruição dos poucos esforços privados e não criação de estudos e análises por entes públicos sobre a produção desportiva nacional. Vejamos o exemplo da Liga de Clubes.

A Liga de Clubes fez há anos um estudo económico sobre a arbitragem que suportava o modelo da arbitragem liderado por Vítor Pereira o qual considerava ser o adequado para Portugal de acordo com o modelo da FIFA e UEFA que ele conhecia bem, como melhor árbitro nacional.

Quando o estudo foi apresentado na Alfândega do Porto Houve quem criticasse e disse que se procurava dar um passo maior do que a perna e que ia fazer diferente. Nada fez ao fim destes anos todos. A história restante é conhecida:
  1. A arbitragem da Liga foi queimada em lume brando pelo campeonato dos clubes profissionais falidos e pela comunicação social com as pequenas histórias de cada jogo;
  2. A federação não desenvolveu um novo modelo de arbitragem;
  3. Outros focos de instabilidade que podiam ter sido analisados e solucionados como a violência, a corrupção, a falência dos clubes, o fracasso das selecções de futebol e a sua reputação dão sinais para a sociedade negativos continuados.
Na perspectiva pública os elementos que interessa analisar são:
  1. O futebol português tem uma base social de apoio magnífica nacional e internacional;
  2. O futebol português pode chegar ao milhão de praticantes federados (desde que se equaciona assumir essa meta) e apenas tem 150.000;
  3. Os clubes de base, os clubes amadores pagam salários a amadores estrangeiros estão falidos e necessitam de aumentar o número dos seus praticantes e de resolver o problema dos amadores remunerados;
  4. Não há dinheiro público para dar prática formal através dos ginásios, academias e escolinhas à maior parte da juventude portuguesa, mas é através destas organizações que os actos de política se orientam colocando a racionalidade do edifício de produção do futebol de pernas para o ar;
  5. Na prática profissional há contradições relacionadas com os direitos de propriedade do associativismo desportivo que está a ser expropriado pelos agentes e pelos comportamentos liberalizantes que impedem a criação de uma massa crítica de capital humano, social e organizacional única capaz de sustentar quer o desporto profissional e a geração sustentada de capital financeiro nos clubes na I Liga, quer o aumento do produto apropriado pelos sectores a jusante consumidores de conteúdos relacionados com a comunicação social, o marketing, etc, quer a transfiguração das selecções nacionais de futebol.
Ou seja, o mais fácil seria o Estado fazer um Livro Branco do Desporto português para todas as modalidades, como fez a Europa.

Alguém virá dizer mas isso é o que é feito no Conselho Nacional de Desporto.

Ora isso não é correcto porque o que faz o CND nada é público.

A União Europeia e todos os países desenvolvidos do mundo que fazem estudos anunciam publicamente o que fazem e quem o faz. O CND tem um regime de concobinato naturalmente sigiloso e incapaz de resolver os problemas do país.

A União Europeia tem reuniões com os agentes privados do desporto europeu e tem uma base científica nos documentos de política que faz, que se sustentam em estudos e todos são do domínio público.

Os trabalhos da CND não se conhecem e quando as consequências dos seus putativos actos chegam ao domínio público verifica-se que são uma miséria para o interesse dos praticantes e dos agentes menos influentes e os grandes contentam-se com as migalhas que lhes chegam às mãos. Toda a situação é por demais deprimente e degradante e todos estão contentes dentro e fora do CND.


Quanto ao estudo da Liga de Clubes de futebol é mais provável que alguém faça o mesmo que já fez com Hermínio Loureiro, ex-presidente da Liga de Clubes e com Vítor Pereira presidente da arbitragem profissional.

Quando Fernando Gomes, actual presidente da Liga de Clubes, apresentar o seu estudo da I Liga virá alguém queimar o estudo e dizer que para nada serve e não vai apresentar nada em alternativa, prejudicando objectivamente o futebol e os agentes privados para toda a legislatura e mais uma década de divergência europeia.

Criticar por criticar sem a assumpção de fazer e dar a cara pelo feito é o que se faz.

Mas em Portugal remunera destruir o trabalho alheio, em particular o económico e o social, e se quando se tem a jactância de atentar contra o trabalho do melhor árbitro português, o que é que não se será capaz de fazer mais?

Com a crítica feroz ao estudo de Vítor Pereira destruindo o seu suporte técnico e económico a mensagem que se passou foi: se no desporto português vocês fizerem estudos económicos eu irei destruir o que fizerem.

O país tem 20% de pobres e pessoas com fome e 40% de pessoas que não pagam IRS, ou seja uma percentagem acumulado de 60% de população carenciada de desporto e houve a coragem de durante os últimos anos não se fazer o mínimo estudo sobre as características sociais e económicas da prática desportiva nacional.

Os líderes do desporto portugueses não têm a mínima ideia do que é que estão a fazer e quais os impactos das medidas que negociam.

Acerca do exercício físico e da Marcha e Corrida

A investigação na Universidade Técnica de Lisboa dá passos de gigante acerca do exercício físico e do programa Marcha e Corrida.
  1. Um estudo recente realizado pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano. Conclusão: Segundo conclusão do Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa, cada português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, concluindo pela sua economia e que há áreas em que os portugueses não precisam da troika para nada.

sábado, 7 de maio de 2011

No desporto e na cultura a troika somos nós

Portugal, nós nunca ambicionámos ter cem por cento dos praticantes.

Nós não acompanhámos o século XX do desporto europeu. Esse fardo de ignorância tolhe a nossa disponibilidade para nos engrandecermos no desporto europeu.

Pensámos ser mais fácil ambicionar ter medalhas que elas apareciam, como apareceram e aparecem.

Deixámo-nos enganar pelas medalhas ganhas em valor absoluto. Eusébio, Carlos Lopes, Rosa Mota, Carlos Queiroz, a geração de ouro, Euro2004, Ronaldo, Mourinho, final portuguesa de Dubblin, são tudo medalhas que ilustram que não temos limites e que os nossos limites somos nós próprios, as nossas mentiras a nós próprias, a nossa falta de ética e arrogância.

Quando relativizamos e comparamos os nossos resultados com os outros vemos que as coisas são diferentes e acobardamo-nos.

Tornamo-nos pequenos e aceitamos ser inferiores aos outros.


Temos de ambicionar valores desportivos da média europeia.

Devemos começar pelos nossos filhos.

Necessitamos de fazer a nossa troika do desporto e estabelecer um Memorando de Entendimento aceite por todos os agentes do desporto e dirigido à sociedade apra a mobilização de vontades e recursos extraordinários e escassos.

A participação desportiva é esse o objecto nacional maior.

Nele devem estar medidas horizontais e estudos e intrumentos a que nos obrigamos a cumprir.

Porquê aceitar que troikas estrangeiras façam a nossa responsabilidade?

O PS, CNAPEF e a SPEF, por exemplo, e a APOGESD também laboram num erro comum

O Partido Socialista, o Conselho Nacional das Associações de Professores e Profissionais de Educação Física, a Sociedade Portuguesa de Educação Física, a Associação Portuguesa de Gestão do Desporto falam das condições gerais do funcionamento do desporto português como se aquilo que dizem se aplique da mesma forma a uma indústria com 10% de praticantes desportivos jovens ou para uma indústria com 50%, 60%, 70% ou mais praticantes desportivos no seio da população em idade escolar.

Já a Associação Portuguesa Mulheres e Desporto laboram outro erro e deveriam inundar o país com o fracasso da equidade da prática desportiva desportiva e pecam por défice clamoroso de fazerem ouvir a sua voz e as suas razões. Tem havido uma convergência da prática das mulheres para os índices dos homens mas os valores são medíocres.
Todas estas organizações estão erradas ou falham o essencial.

O problema não é estarem erradas.

O problema é não estudarem, não conhecerem o exemplo europeu, não assumirem uma ambição plena e não reconhecerem o erro nacional e o seu e não trabalharem consistentemente para actuar sobre outra perspectiva condicente com a realidade nacional no seio da Europa do desporto.

Ainda não foram publicados os programas do PSD, PCP, CDS, PV ou BE mas o mais certo é laborarem deste erro comum em Portugal.

O documento da troika é quantificado e os documentos do desporto também devem ser quantificados.

A CNAPEF e a SPEF, assim como, a APOGESD parece que ficam com os seus interesses corporativos todos resolvidos. Os prejudicados são a juventude e a população portuguesa, ou seja, sem prática os prejudicados são os profissionais do desporto.

A APMD não deveria contemporizar com a sua menorização objectiva.



Agora passo às palavras mais duras:

I
Intelectualmente não é muito inteligente como estratégia, pois não?

Esta situação nacional é uma vergonha, não é?

Quem são os líderes desportivos que serão capazes de se envergonhar desta situação e estão na disposição de dar a sua cara e a sua palavra por um desporto na média europeia?



II
Há um argumento de que somos pequenos e não podemos produzir mais desporto é incoerente porque os países mais pequenos da Europa são os que possuem indicadores agregados mais desenvolvidos e superiores aos dos grandes países.

Países europeus com 3, 4, 5 milhões de habitantes estão quase todos à nossa frente.

Isto é uma vergonha, isto é contrário ao interesse da população portuguesa e com os resultados desportivos de Portugal a espessura das suas instituições, do seu aparelho produtivo e do seu mercado privado é mais fina e são os próprios postos de trabalho dos profissionais destas organizações que estão em causa.

As lideranças desportivas objectivamente não defendem os interesses dos seus associados. As lideranças prejudicam os seus associados.

Só lideranças fracas não assumem e não impõem negociações sobre o aumento da prática da população portuguesa para níveis europeus numa geração.
Essa é a razão porque estamos em último lugar na Europa: os lideres nas universidades, na políticas, nas corporações, no associativismo e nas empresas são medíocres porque não assumem objectivos que comportem o risco de cumprir metas europeias para Portugal subir na média europeia.

Há duas consequências:
  1. Portugal diverge na Europa do desporto;
  2. O desporto não acompanha a competitividade dos outros sectores nacionais.


III
Mas é assim que todos temos actuado há décadas.

Os partidos políticos que não são atrasados mentais, de ética política andam distraídos e contam os euros recebidos entre fazer política com negligência, preferem não se comprometer nada e dão aquilo que é pedido pelas corporações de desporto que dizem que são obviamente quem mais sabe de desporto e o que o desporto precisa.

Se são quem mais sabe de desporto porque é que aceitam soluções menores no quadro europeu, quando medidas as suas acções perante os princípios desportivos, culturais e nacionais?

Os políticos se não se querem comportar como mal deveriam colocar a situação fundamental que era perguntar:

"Vossas Excelências que sabem tanto de desporto digam-me o que é necessário para darmos prática desportiva a toda a população portuguesa.
Nós necessitamos de economizar na saúde, educação e segurança social, prometi conteúdos desportivos e culturais ao turismo para eles trazerem euros para pager as nossas dívidas e prometi empregos sustentáveis no desporto às famílias quando lhes peço votos.
Digam-me como fariam e vamos a ver se isso interessa à política do meu partido para o bem-estar nacional?"

As reuniões entre políticos e organizações corporativas a CNAPEF e a SPEF, assim como, a APOGESD, as reuniões do Conselho Nacional do Desporto correm sempre com intenso cheiro a rosas, salvo seja, e afinal é objectivamente inaceitável muito do resultado do trabalho feito.



Conclusão
Recomendo vivamente aos líderes desportivos a consulta urgente ao psiquiatra para definir se a sua incapacidade de definir e exigir objectivos de aumento da participação desportiva dos portugueses para a média europeia não se deve a masoquismo. A outra hipótese é serem incompetentes ou estarem a receber dinheiro, benefícios e mordomias para definir metas abaixo do óptimo europeu de Portugal. Quem é que vos compra são os partidos, os empresários, os vossos associados?

Assumir metas acima do 'business as usual' é um risco que Vossas Exas. não correm e presidem aos pobres destinos do desporto português.


Nota acessória
Pois é caros amigos porque tenho a certeza de ter amigos em todas essas organizações e a leitura que faço do Vosso output organizacional e ético é claramente insustentável como pessoas que se prezam e amam o Vosso país.

O futuro de Portugal está também nas nossas mãos, há pessoas que já não alcançam a realidade e é necessário encontrar soluções, por vezes imaginativas, para as ultrapassar e também ter a força para colocar no terreno as medidas que beneficiarão o todo e os nossos filhos indubitavelmente e que afastam as pessoas que já não vão lá.

Começo a estar desesperado por Portugal não definir a curto prazo as suas políticas desportivas com base em estatísticas claras e se comprometer pela sua honra a cumprir essas metas mediante os recursos atribuídos pela sociedade para chegar à média europeia no médio prazo.


As troikas da vida
A troika não fala de desporto como não fala de cultura.

Era o que faltava que viessem pessoas de fora a dizer ao desporto português o que fazer para resolver a sua crise.

Ou será que estou enganado?

Redondamente enganado?

Terei sido mal-educado e desrespeitador no que atrás digo e sugiro?

Ou terei sido duro e frontal demonstrando as consequências e a face real do desporto português e das políticas que todos fazemos e colocado a responsabilização do que se passa nas Vossas mãos?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Estamos num regime que é democrático?

Sem uma bitola independente, sem liberdade de expressão, sem democracia ou na ausência de princípios inamovíveis sobre o certo e o errado, o errado, o erradíssimo e o inadmissível tornam-se moeda corrente, boa moeda, em nome de entes superiores sacrificados e inomináveis.

Também sem princípios e sem políticas expressas de que se prestam contas há pachorra para todos os peditórios, mesmo para aqueles que sendo ricos sabem as esquinas para a captura de recursos públicos mesmo os escassos como no desporto.

As leis, os programas públicos e os tribunais estão a jeito e são inamovíveis na sua incapacidade e na sua prepotência para a aceitação da sua negligência.

E afinal o que fazer no desporto?

Produzir desporto para 80% da população?

Como é que se produz desporto para 80% da população?

Dar desporto escolar a 10% dos jovens é europeiamente aceitável?

É legal defender que 100% da população portuguesa deveria praticar alguma forma de desporto, chame-se recreação, desporto para todos, ou exercício físico?

Se não é para dar o bem-estar social, também através do desporto, o regime democrático português para que serve?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Na Grécia antiga Cronus e Rea comiam os filhos quando estes nasciam

Rea para proteger o sexto filho, Zeus, esconde-o nas montanhas de Creta com o apoio de Cretans e a cabra sagrada Amalteia alimenta Zeus no início da sua vida.


O facto de Portugal não estruturar claramente um projecto de usufruto do desporto para a maior parte da sua juventude é um exemplo próximo da lenda grega.

Nos últimos vinte anos Portugal recusa-se a cativar e canalizar para a sua juventude os meios necessários (humanos, monetários, organizativos, científicos, ...) e objectivamente alimenta-se do que não atribui à sua juventude impedindo a sua juventude de crescer e prosperar a 100%.

Portugal não concebe definir a necessidade de financiamento para a prática desportiva de toda a sua juventude e não considera como intocáveis os meios destinados a elevar o usufruto pleno e potencial de desporto da sua população jovem ao nível da Europa ou ao nível dos seus mais ambiciosos objectivos neste domínio.

Cronus rever-se-ia no comportamento dos portugueses. Como somos deuses podemos alimentar-nos dos alimentos dos nossos filhos e não somos europeus.



É nesta contradição que melhor se materializa o Estado Exíguo definido por Adriano Moreira.

A contradição é entre as necessidades da juventude e a inépcia desportiva nacional, pública e privada, no que respeita a um domínio que deveria ser intocável e primordial como a juventude.

Portugal alimenta-se desses valores sagrados em vez de os aplicar nos seus filhos e dar o gozo da prática desportiva a todos sem excepção.



Os eleitos que lideram o desporto escolar são orgulhosos dos menos de 10% dos jovens que praticam desporto, mesmo quando lhes dizem que na Catalunha são 70% os jovens em idade escolar a usufruir de desporto.

Há duas décadas que as políticas desportivas para a juventude falham e os governos nada fizeram de efectivo para fazer crescer a participação dos jovens para valores europeus. O Estado aumentou os subsídios e os resultados continuaram a não aparecer primeiro com o Totoloto e depois com o Euromilhões. As federações não se interessaram o bastante para assumirem a liderança da produção desportiva de base actuando em parceria com escolas, autarquias e clubes.



 

Necessitamos que a troika chegue ao desporto português para podermos passar de adoradores de Cronos, a europeus e cidadãos do mundo que amam, protegem e potenciam a sua juventude também através do desporto.

Tal como o país só a troika poderá dar ao desporto a cabeça que não tem com os princípios, os instrumentos e a perseverança necessária para alcançar a média europeia apesar das medidas de austeridade que aí estão.

Sem a adequação das medidas da troika ao desporto a situação que me serviu de ilustração, de absoluto desajustamento entre as necessidades da nossa juventude e o que foi atribuído a inúmeras gerações de jovens portugueses durante os últimos vinte anos, irá tornar-se ainda mais insuportável se nos tornarmos europeus com as medidas que a troika aplicar a outros sectores.

O desporto europeu e mundial evoluiu e talvez a troika consiga regular o desporto nacional para manter os jovens no desporto, combinado acordos vantajosos entre a pluralidade de parceiros relevantes, para elevar a prática desportiva dos nossos jovens rapidamente aos 70%.

As regras da troika deveriam proteger o jovem e a sua prática desportiva, deveria ser exigente quanto às responsabilidades das grandes instituições do desporto e da educação e também envolver responsavelmente toda a estrutura associativa e a empresarial, deveria exigir transparência e ser severo na protecção dos direitos dos jovens e na correcta aplicação dos recursos destinados ao sector, assim como, na auditoria e apreciação periódica dos resultados. Por fim a troika deveria criar novos poderes no desporto e eventualmente na sociedade para ajudar os responsáveis a controlar futuras crises na produção de desporto para os jovens portugueses.

Apesar do que digo, acho mesmo que só com a troika a acompanhar.



Como certos líderes nacionais vivemos no reino do subliminar e do oblívio onde os outros povos concebem a vida dos seus deuses bárbaros.


Há coisas que não devia ser necessário ninguém exaltar-se para serem feitas.
E não vai ser por alguém se exaltar que serão feitas, nem que seja algo primordial como a juventude de Portugal.

Mas porque somos deuses necessitamos de troikas.

Atentamente de Vossas Excelências

Fernando Tenreiro

Puro como o cristal (do inglês 'cristal clear')

Nenhum partido apresentou as medidas estruturais da troika.

Todos concordarão que o caminho de Portugal era directo para o abismo.

Todos concordarão com os propósitos subjacentes às iniciativas da troika, embora discordando da sua formulação, dimensões e impactos particulares, são vitais para o país.

Conclusão

Se este é pacificamente o cenário nacional, é certo que a troika não falou do desporto, não vai falar e ninguém exterior ao desporto dará ao desporto o que a troika deu ao país ou dará o equivalente às características e necessidades do desporto.

Há quem engane João Lagos

O conhecido empresário do Estoril Open veio afirmar que paga mais impostos do que recebe de subsídios.

Enfim, toda a gente gostaria de receber do Estado mais do que paga de impostos mas isso tem a conhecida consequência de levar o Estado à falência e depois pedir muito dinheiro para pagar não só o capital que necessita para fornecer bens essenciais, como também para pagar os juros devidos à finança nacional e internacional.

Estão a enganar João Lagos!

Quem disse a João Lagos que ele devia exigir mais subsídios enganou-o e está a levá-lo a um beco sem saída que é a situação que o Open do Estoril tem há décadas a receber apoios públicos e o ténis nacional não tem estrelas, nenhum português vai longe no ténis como os espanhóis e apenas os mais ricos que praticam ténis engrossam as bancadas do Jamor.

João Lagos deveria assumir uma lógica empresarial mais agressiva perante o Estado português na óptica das políticas desportivas europeias.

Dizem a João Lagos que ele deveria exigir um estádio mas o Estado central e local não vê grande espingarda no pequeno Estoril Open sem estrelas portuguesas e sem estádios cheios e adeptos enlouquecidos às centenas de milhares, apenas com um mega-evento anual em território nacional e vai atrasando o passo ao centro de ténis de raiz para o maior evento português nesta modalidade.

João Lagos deveria exigir um programa para fomento da prática desportiva pelos jovens, pela oferta de ténis nas escolas e nos clube de bairro, por um programa de acompanhamento de talentos sério, por um programa de especialização e desenvolvimento de estrelas do ténis com base numa Escola Nacional de Ténis que bebesse das melhores mundiais e alguma coisa aprendesse com os espanhóis.

Com estas exigências a criatividade e empreendedorismo de João Lagos iria encontrar nichos de actividades no seio de um mercado competitivo de produção de ténis em múltiplas camadas sobrepostas capazes de gerar rendas eventualmente monopolistas interessantes em qualquer negócio, como se faz no desporto europeu. Passar de poucos milhares de praticantes para dezenas e centenas de milhar é o objectivo material de criação de massa crítica para suportar um alto rendimento com rendibilidades financeiras interessantes.

Enquanto João Lagos for aconselhado a capturar rendas dos frágeis líderes e orçamentos públicos, directamente para o seu mini-mega-evento nacional as taxas de rendibilidade que naturalmente consegue são desmotivadoras como João Lagos tantas vezes afiança na comunicação social nestes anos todos de Estoril Open.

Era bom que alguém convencesse João Lagos que neste momento de crise é relevante mexer no errado modelo de produção do ténis e do desporto português.

Essa pessoa deveria também asseverar a João Lagos que não pense em olhar apenas para o umbigo do ténis e exigir medidas para o ténis sem olhar e abranger a totalidade do desporto.

João Lagos deve ser convencido a, a partir da sua modalidade e do seu mega-evento, incentivar a modernização simultânea de todo o desporto português.

Sem o todo do desporto nacional o ténis é, salvo seja, uma mercearia no bairro do desporto europeu.

Com algumas adaptações os conselhos deste género aplicam-se a modalidades como o futebol, o atletismo, o voleibol, o andebol, o basquetebol, a ginástica, a natação para focar as modalidades com um discurso próximo de João Lagos com algumas matizes e peculiaridades.