O desporto está menorizado no grupo do PSD e do CDS que vão escrever o programa do governo para a legislatura.
Apenas o PSD tem ideias escritas não tendo o desporto preocupado o CDS em termos eleitorais.
Obviamente que a 'culpa', se quisermos falar nestes termos, não cabe ao CDS.
O desporto tem de saber 'namorar' a sociedade e a economia e impor o respeito dos estrangeiros pelos portugueses através dos seus feitos desportivos.
'Todos os dias' os outros sectores indicam que estão a fazer e a inovar, isto e aquilo, e os investigadores dizem quais os fracassos fundamentais que atravessam acutilantemente a sociedade portuguesa.
Tanto a identificação dos fracassos como a conquista de 'novas fronteiras', salvo seja, abrenúncio, 'vade recto satanás', são aspectos a desenvolver com 'facilidade' se se tiver um quadro conceptual, um paradigma, e um modelo de desenvolvimento sustentado em que estando bem firmes as traves mestras é possível acrescentar o isto e o aquilo mantendo o rumo do desporto em direcção ao futuro e com estas achegas garantir o acesso a janelas de oportunidade e marcar o território de afirmação do desporto.
O mercado potencial de afirmação do desporto português é a população portuguesa, todos os 10 milhões de habitantes, nem mais, nem menos.
Fora e dentro do desporto há pessoas que ignoram ou que desdenham esta obrigação de dar exercício físico a '10 milhões de praticantes'.
O desporto não pode chegar ao início da próxima legislatura com partidos que não tratem de desporto nos seus programas eleitorais.
Isto tem sido uma incapacidade do desporto e dos seus líderes públicos e privados.
Independentemente do que o grupo de trabalho para o programa de governo do PSD e do CDS escrever o desporto vai ter de lá colocar com saber, elegância negocial e cordial frontalidade o que vai faltar e que só o desporto sabe e tem a obrigação de saber.
Eventualmente o desporto poderá jogar com as contradições de princípios entre os dois partidos indo buscar a um e a outro aqueles aspectos que melhor servem os interesses nacionais no desporto.
Eventualmente será útil incentivar os partidos de esquerda a darem o melhor de si no desporto acima do que fizeram no passado.
Está o desporto interessado em trabalhar o seu programa de desporto para a nova legislatura?
Ou vai o desporto ignorar o trabalho do grupo de trabalho do PSD e do CDS e preferir o 'business as usual'?
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
O desperdício do investimento em infra-estruturas
Uma das razões do enorme défice nacional que levou à nossa bancarrota foi o investimento em infra-estruturas de que se dá o exemplo dos estádios de futebol e do Euro2004.
Ninguém fala de outros equipamentos como auditórios, centros culturais, pavilhões de congressos, bibliotecas, teatros cuja ocupação é baixa ou muito baixa da ordem dos 2% a 5%.
Como é que foi possível o país ter-se envolvido neste desperdício de recursos, preterindo o investimento nas pessoas e na produção de bens necessários ao consumo efectivo das populações.
Há uma razão histórica que foi a existência de dinheiro livre de custos da União Europeia que justificava a eficácia da despesa e não a eficiência dos recursos empregues face a resultados concretos após o investimento.
Com este enormea fluxo de dinheiro europeu barato instalaram-se poderosas máquinas de aprovar e fazer obra que exigiram um nível de despesa que acabando a despesa europeia teve de ir buscar dinheiro ao futuro.
Essa máquina preocupou-se pouco ou nada com o dia seguinte nem com o facto de algumas das despesas eram sumptuárias com máquinas e equipamentos que sem uso se tornaram obsoletos.
Há tempos houve um programa sobre os estádios em que se mostrava um operador informático no Estádio do Algarve com um equipamento sofisticado de televisão e informático que le reconhecia não servir para nada.
O investimento não foi apenas em betão mas em meios complexos que exigiam níveis de rentabilidade elevados se o objectivo era gerarem rendibilidades positivas.
Nas discussões a que assisti e que se observam na comunicação social sobre outros sectores da actividade como a cultura são raros os agentes desses sectores que referem o investimento para o desenvolvimento das literacias e promoção do bem comum das populações carenciadas.
Afinal os problemas do desporto não são os de uma ilha isolada mas problemas comuns ao desenvolvimento nacional.
Creio contudo que conviria o desporto trabalhar para encontrar soluções próprias mesmo que os problemas sejam comuns a outros sectores.
É a identidade do desporto que poderia ter evitado alguns dos seus males como será a identidade do desporto a dar as melhores soluções para os problemas que comunga com toda a sociedade.
Ninguém fala de outros equipamentos como auditórios, centros culturais, pavilhões de congressos, bibliotecas, teatros cuja ocupação é baixa ou muito baixa da ordem dos 2% a 5%.
Como é que foi possível o país ter-se envolvido neste desperdício de recursos, preterindo o investimento nas pessoas e na produção de bens necessários ao consumo efectivo das populações.
Há uma razão histórica que foi a existência de dinheiro livre de custos da União Europeia que justificava a eficácia da despesa e não a eficiência dos recursos empregues face a resultados concretos após o investimento.
Com este enormea fluxo de dinheiro europeu barato instalaram-se poderosas máquinas de aprovar e fazer obra que exigiram um nível de despesa que acabando a despesa europeia teve de ir buscar dinheiro ao futuro.
Essa máquina preocupou-se pouco ou nada com o dia seguinte nem com o facto de algumas das despesas eram sumptuárias com máquinas e equipamentos que sem uso se tornaram obsoletos.
Há tempos houve um programa sobre os estádios em que se mostrava um operador informático no Estádio do Algarve com um equipamento sofisticado de televisão e informático que le reconhecia não servir para nada.
O investimento não foi apenas em betão mas em meios complexos que exigiam níveis de rentabilidade elevados se o objectivo era gerarem rendibilidades positivas.
Nas discussões a que assisti e que se observam na comunicação social sobre outros sectores da actividade como a cultura são raros os agentes desses sectores que referem o investimento para o desenvolvimento das literacias e promoção do bem comum das populações carenciadas.
Afinal os problemas do desporto não são os de uma ilha isolada mas problemas comuns ao desenvolvimento nacional.
Creio contudo que conviria o desporto trabalhar para encontrar soluções próprias mesmo que os problemas sejam comuns a outros sectores.
É a identidade do desporto que poderia ter evitado alguns dos seus males como será a identidade do desporto a dar as melhores soluções para os problemas que comunga com toda a sociedade.
A nova Secretária de Estado do Desporto
Estes momentos que antecedem a indicação dos felizes contemplados são pelo menos bem divertidos.
Ouvem-se as soluções mais inesperadas e conhecem-se pequenas histórias que afinal toda a gente tem sobre a sua cabeça.
Das muitas hipóteses a inesperada veio da conversa com uma colega em que após a indicação de fulano e beltrano dizia que devia ser uma mulher como Secretária de Estado do Desporto.
Depois procurávamos um nome e ele não aparecia.
Contudo, os partidos têm chamao à política nacional inúmeras militantes que mostram conteúdo personalidade e tecnicamente sólidas e jovens, bonitas e letais.
Porque não uma SED?
Bastará o PSD descobri-la nos seus quadros.
Ou o CDS.
Só que o CDS não aprovou junto dos eleitores um programa para o desporto.
Faz sentido o desporto ser entregue a um partido sem programa para o sector?
Ouvem-se as soluções mais inesperadas e conhecem-se pequenas histórias que afinal toda a gente tem sobre a sua cabeça.
Das muitas hipóteses a inesperada veio da conversa com uma colega em que após a indicação de fulano e beltrano dizia que devia ser uma mulher como Secretária de Estado do Desporto.
Depois procurávamos um nome e ele não aparecia.
Contudo, os partidos têm chamao à política nacional inúmeras militantes que mostram conteúdo personalidade e tecnicamente sólidas e jovens, bonitas e letais.
Porque não uma SED?
Bastará o PSD descobri-la nos seus quadros.
Ou o CDS.
Só que o CDS não aprovou junto dos eleitores um programa para o desporto.
Faz sentido o desporto ser entregue a um partido sem programa para o sector?
Venha um governante que 'dê trabalho' ao desporto
'Nada me diz que se vai mudar algo neste aspecto' esta frase é de José Manuel Meirim que trata da questão da utilidade pública desportiva e refere no Público o descrédito que tantas vezes expressam participantes no blogue Colectividade Desportiva.
Também tenho andado sobre esta matéria e iria por um outro lado.
Acho que um bom governante 'dá trabalho'.
A dimensão e contradição do 'dá trabalho' é extensa e apelativa e sugere o fazer as coisas andar para a frente que seria tão importante concretizar no desporto português.
O que se viu em muitas legislaturas passadas foi o cumprimento de programas de governo.
A dificuldade é que houve com frequência um programa oculto de governo. Esta característica apenas pode ser feita por pessoas em quem se confia e que no fim não se importam de vender a alma e diluir-se na valorização das personagens que lideram mas que elas próprias não conseguem imolar-se em algo superior que é o desporto e o país.
A coisa chegou ao ponto da arbitrariedade e se pegarem em textos técnicos, se truncarem os resultados apresentados, ignorar as necessidades do sistema desportivo e colocar o seu próprio interesse e nome sem respeito por princípios de qualquer espécie.
Ao divulgar os textos não foi incomum ouvir dizer, pessoas com provas dadas, que o que estava escrito era uma ofensa ao desporto.
De facto não se pode ficar preso a estas coisas e tem de se andar para a frente e fazer bem feito oque tem de ser bem feito, mesmo que por vezes doa.
Para muitas pessoas a divulgação dos primeiros nomes dos novos governantes do desporto vai dizer tudo.
Até lá esperemos que quem decida, decida bem para o futuro do nosso desporto.
Esperemos ter pessoas superiores que 'dêem trabalho' democrática e competitivamente a todo o desporto porque é de todo o desporto que se trata e não só uma parte como aconteceu.
Também tenho andado sobre esta matéria e iria por um outro lado.
Acho que um bom governante 'dá trabalho'.
A dimensão e contradição do 'dá trabalho' é extensa e apelativa e sugere o fazer as coisas andar para a frente que seria tão importante concretizar no desporto português.
O que se viu em muitas legislaturas passadas foi o cumprimento de programas de governo.
A dificuldade é que houve com frequência um programa oculto de governo. Esta característica apenas pode ser feita por pessoas em quem se confia e que no fim não se importam de vender a alma e diluir-se na valorização das personagens que lideram mas que elas próprias não conseguem imolar-se em algo superior que é o desporto e o país.
A coisa chegou ao ponto da arbitrariedade e se pegarem em textos técnicos, se truncarem os resultados apresentados, ignorar as necessidades do sistema desportivo e colocar o seu próprio interesse e nome sem respeito por princípios de qualquer espécie.
Ao divulgar os textos não foi incomum ouvir dizer, pessoas com provas dadas, que o que estava escrito era uma ofensa ao desporto.
De facto não se pode ficar preso a estas coisas e tem de se andar para a frente e fazer bem feito oque tem de ser bem feito, mesmo que por vezes doa.
Para muitas pessoas a divulgação dos primeiros nomes dos novos governantes do desporto vai dizer tudo.
Até lá esperemos que quem decida, decida bem para o futuro do nosso desporto.
Esperemos ter pessoas superiores que 'dêem trabalho' democrática e competitivamente a todo o desporto porque é de todo o desporto que se trata e não só uma parte como aconteceu.
terça-feira, 7 de junho de 2011
O desporto está em emergência nacional
O desporto assobia para o lado e o país tem outras preocupações.
Enquanto o desporto assobiar para o lado tudo irá agravar-se.
Há sectores que conseguem ter uma atitude democrática e competitiva colocando à sociedade os problemas que têm com base em princípios europeus e nacionais e em princípios técnicos claros.
A confusão que se gera, por exemplo, sobre a discussão do termo 'regulação' mostra que não existem consensos sobre determinadas matérias que são centrais.
Há partidos que têm elementos chave e conseguem manter a sua audiência, como o PCP, mas isso é insuficiente no caso do desporto.
Os desafios do desporto são grandes e podem ser dolorosos se exigirem a falência ou a reestruturação das organizações que estão tecnicamente falidas.
Era bom que o desporto e teria que ser o desporto a saber fazer o diagnóstico e a propor soluções.
Isso é que não está a acontecer.
Vai ter de ser uma solução por parte do Governo que conviria se deveria fundamentar em princípios, conhecimento aprofundado dos problemas e capacidade de realização muito elevada.
As soluções avançadas e europeias estão na Universidade. Só a Universidade tem a capacidade de criar um novo modelo de desenvolvimento.
Quem tem a chave na mão é o Governo porque o associativismo e as empresas no desporto estão ensimesmadas.
A chave permite aceder ao armário da cenoura, do chicote e da bola de cristal para ver mais longe do que viu algum dos últimos governos na área do desporto.
Há quem me vá matar por dizer isto.
Enquanto o desporto assobiar para o lado tudo irá agravar-se.
Há sectores que conseguem ter uma atitude democrática e competitiva colocando à sociedade os problemas que têm com base em princípios europeus e nacionais e em princípios técnicos claros.
A confusão que se gera, por exemplo, sobre a discussão do termo 'regulação' mostra que não existem consensos sobre determinadas matérias que são centrais.
Há partidos que têm elementos chave e conseguem manter a sua audiência, como o PCP, mas isso é insuficiente no caso do desporto.
Os desafios do desporto são grandes e podem ser dolorosos se exigirem a falência ou a reestruturação das organizações que estão tecnicamente falidas.
Era bom que o desporto e teria que ser o desporto a saber fazer o diagnóstico e a propor soluções.
Isso é que não está a acontecer.
Vai ter de ser uma solução por parte do Governo que conviria se deveria fundamentar em princípios, conhecimento aprofundado dos problemas e capacidade de realização muito elevada.
As soluções avançadas e europeias estão na Universidade. Só a Universidade tem a capacidade de criar um novo modelo de desenvolvimento.
Quem tem a chave na mão é o Governo porque o associativismo e as empresas no desporto estão ensimesmadas.
A chave permite aceder ao armário da cenoura, do chicote e da bola de cristal para ver mais longe do que viu algum dos últimos governos na área do desporto.
Há quem me vá matar por dizer isto.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Deverá a direita fazer o que a esquerda não foi capaz de fazer?
Terá de ser o governo de direita!
É relevante introduzir medidas de racionalidade diferenciada pela cor partidária nos diferentes segmentos do mercado do desporto?
Acho que é por vários motivos
Porque é que no desporto os governos aceitam trabalhar com federações tecnicamente falidas que recebem financiamentos públicos a quase 100%?
Irá o governo depositar nas federações falidas o escasso dinheiro da austeridade?
Poderá o governo de direita maioritário fazer o que a esquerda não conseguiu fazer em muitos anos ao confundir inúmeras características da produção eficiente de desporto trabalhando com algumas federações sem condições e delapidando recursos públicos escassos que poderiam servir melhor as outras federações?
O desporto leia-se COP e CDP não está preparado para ajudar as federações em dificuldades e a dialogar com o governo, que tem de cumprir as medidas de austeridade, sobre o que fazer no desporto.
Dizer que o desporto tem de ser financiado e não deve ser sujeito a medidas de austeridade pode ser uma irresponsabilidade face aos fracassos do mercado do desporto português impedindo ou dificultando a saída da crise.
As soluções para o desporto português não são simples, nunca foram e apenas a acção dos governos no passado permitiu o sucessivo agravamento. Agora com uma crise tremenda é que serão resolvidos? Que estratégia foi esta a seguida pelo COP e CDP?
O governo de maioria de direita tem um trabalho imenso pela frente no mercado do desporto.
Tem de ser o Governo de maioria e de direita porque os governos da maioria e da esquerda não resolveram os problemas que actualmente se vão colocar com transparência.
É relevante introduzir medidas de racionalidade diferenciada pela cor partidária nos diferentes segmentos do mercado do desporto?
Acho que é por vários motivos
- A direita e a esquerda têm princípios identitários que devem ser claros para compreender o que cada um faz.
- Quando se financiam grandes agentes desportivos existe na base uma preocupação de gerar uma capacidade de actuação nesses agentes e se não há uma preocupação de actuar sobre as falhas dos carenciados então pode dizer-se que se está perante um governo de direita. Resposta errada porque não tem sido a direita a fazê-lo.
- Há federações em Portugal que estão tecnicamente falidas. O governo que sistematicamente financia estas federações falidas será um governo de direita que favorece os patrões ou um governo de esquerda?
- Num sistema democrático e com liberdade de expressão, para a actuação de mercados competitivos, a distinção entre direita e esquerda é útil para analisar a verosimilhança das soluções possíveis.
Porque é que no desporto os governos aceitam trabalhar com federações tecnicamente falidas que recebem financiamentos públicos a quase 100%?
Irá o governo depositar nas federações falidas o escasso dinheiro da austeridade?
Poderá o governo de direita maioritário fazer o que a esquerda não conseguiu fazer em muitos anos ao confundir inúmeras características da produção eficiente de desporto trabalhando com algumas federações sem condições e delapidando recursos públicos escassos que poderiam servir melhor as outras federações?
O desporto leia-se COP e CDP não está preparado para ajudar as federações em dificuldades e a dialogar com o governo, que tem de cumprir as medidas de austeridade, sobre o que fazer no desporto.
Dizer que o desporto tem de ser financiado e não deve ser sujeito a medidas de austeridade pode ser uma irresponsabilidade face aos fracassos do mercado do desporto português impedindo ou dificultando a saída da crise.
As soluções para o desporto português não são simples, nunca foram e apenas a acção dos governos no passado permitiu o sucessivo agravamento. Agora com uma crise tremenda é que serão resolvidos? Que estratégia foi esta a seguida pelo COP e CDP?
O governo de maioria de direita tem um trabalho imenso pela frente no mercado do desporto.
Tem de ser o Governo de maioria e de direita porque os governos da maioria e da esquerda não resolveram os problemas que actualmente se vão colocar com transparência.
Portugal vai ter um programa de governo para o desporto à direita
A questão pertinente é se o programa de governo para o desporto vai ser de uma direita europeia ou uma coisa nova como a da esquerda portuguesa das últimas legislaturas.
sábado, 4 de junho de 2011
O Governo de maioria como um produtor de conteúdos de política desportiva
O Governo de maioria tem de ser um produtor de conteúdos de política desportiva junto dos 'opinion makers' do desporto fazendo prevalecer princípios de democracia e competitividade.
Haverá alguém que vai dizer de imediato mas 'isso é o que sempre fizemos'. O que eu digo é que o Governo de maioria não pode queimar articulistas junto das direcções da comunicação social, e por outro lado deve aprender a ler que, se o articulista opta por indicar limitações no conteúdo produzido pelo Governo, então talvez valha a pena analisar melhor as suas medidas de política antes de matar o mensageiro, como tantas vezes se faz, e deixar o desporto com uma eventual má lei para resolver tarde e com piores consequências do que se tivesse actuado aberta e competitivamente.
Agentes como os 'opinion makers' dos jornais, rádios e televisões, e agora nos blogues, necessitam de conteúdos para as suas crónicas e para poderem interpretar com clareza qual o sentido do desenvolvimento desportivo nacional e dos elementos que são úteis e merecem ser promovidos e aqueles elementos que podendo estar desfocados ou errados merecem que a sociedade os interprete na sua real natureza certa ou errada. É justo reconhecer que também os 'opinion makers' também se enganam e são despropositados e que este é um motivo adicional para uma atitude racional e competitiva por parte do Governo de maioria envolvendo-se mais com elementos que por definição não controla nem o deveria fazer ou querer fazer.
Tendo o Governo de maioria um objectivo a cumprir, nomeadamente o relacionado com os objectivos da troika, convém que o conjunto de elementos capazes de falar sobre o desporto o façam com a melhor informação e principalmente as matérias que convenha mais ao desporto encontrar soluções que o beneficiem. Os 'opinion makers' são os elementos de maior sucesso mediático e por esse sucesso são pagos pelos leitores e telespectadores para apresentarem as suas opiniões sobre muitas coisas e as questões da política desportiva devem ser colocadas a estes agentes populares para convencerem a população e os agentes económicos e sociais do trabalho que se faz na administração pública em prol do desenvolvimento desportivo. Os empresários da comunicação social podem promover elementos mas estão atentos à consideração dos leitores e sao abertos a que se exerça certa competitividade entre os aticulistas para promover os mais capazes. Hoje o mercado da opinião livre é maior do que no passado e isso beneficia a população portuguesa e as suas organizações.
Falar de Sidónio Serpa, José Manuel Meirim, Carlos Cardoso, Jenny Candeias, Freitas Lobo, João Querido Manha e os directores dos jornais e das secções de desporto são apenas parte do universo dos 'opinion makers' com presença regular nos consumidores de informação social sem falar nos que têm acesso às televisões e, por exemplo, não existiu da sua parte uma posição unânime e pressionante sobre o desenvolvimento sustentado do desporto escolar.
Particularmente é responsabilidade de um Governo de Portugal definir com clareza qual o nível de prática desportiva para o desporto escolar. Em concreto qual a percentagem que o governo vai criar de participação desportiva escolar em 2011, 2012 e todos os anos até 2030.
Esta questão tão pequena e fulcral que se relaciona com o bem-estar dos nossos filhos e dos filhos dos nossos filhos é assunto tabu, na forma como não é sistematizada socialmente porque segundo dizem os jogos sociais geridos pela Santa Casa da Misericórdia não geram o dinheiro necessário ao desporto escolar e, além disso, a austeridade acordada com a troika impede que o Governo português gaste dinheiro público em desporto para 70% dos jovens portugueses. Antes da troika os motivos eram diferentes e de igual resultado para o não fomento e empenhamento social na produção de desporto para os mais novos.
Outra responsabilidade do Estado e do Governo de maioria é o de fomentar junto do associativismo desportivo e dos empresários de desporto a sua expressão nos órgãos de comunicação e na blogosfera para diversificar as suas opiniões fugindo à possibilidade de captura do Estado pelos líderes privados de maior afirmação social.
Criar e trabalhar uma sociedade democrática e competitiva é um objectivo nem sempre conseguido e no caso de um pequeno sector como o desporto com 'stakeholders' tão grandes como o futebol, o atletismo, o Benfica e o Porto e níveis de literacia desportiva frágeis a actuação junto da comunicação social no sentido da democracia e da competitividade pode ser um primeiro passo para uma legislatura de sucesso desportivo.
Haverá alguém que vai dizer de imediato mas 'isso é o que sempre fizemos'. O que eu digo é que o Governo de maioria não pode queimar articulistas junto das direcções da comunicação social, e por outro lado deve aprender a ler que, se o articulista opta por indicar limitações no conteúdo produzido pelo Governo, então talvez valha a pena analisar melhor as suas medidas de política antes de matar o mensageiro, como tantas vezes se faz, e deixar o desporto com uma eventual má lei para resolver tarde e com piores consequências do que se tivesse actuado aberta e competitivamente.
Agentes como os 'opinion makers' dos jornais, rádios e televisões, e agora nos blogues, necessitam de conteúdos para as suas crónicas e para poderem interpretar com clareza qual o sentido do desenvolvimento desportivo nacional e dos elementos que são úteis e merecem ser promovidos e aqueles elementos que podendo estar desfocados ou errados merecem que a sociedade os interprete na sua real natureza certa ou errada. É justo reconhecer que também os 'opinion makers' também se enganam e são despropositados e que este é um motivo adicional para uma atitude racional e competitiva por parte do Governo de maioria envolvendo-se mais com elementos que por definição não controla nem o deveria fazer ou querer fazer.
Tendo o Governo de maioria um objectivo a cumprir, nomeadamente o relacionado com os objectivos da troika, convém que o conjunto de elementos capazes de falar sobre o desporto o façam com a melhor informação e principalmente as matérias que convenha mais ao desporto encontrar soluções que o beneficiem. Os 'opinion makers' são os elementos de maior sucesso mediático e por esse sucesso são pagos pelos leitores e telespectadores para apresentarem as suas opiniões sobre muitas coisas e as questões da política desportiva devem ser colocadas a estes agentes populares para convencerem a população e os agentes económicos e sociais do trabalho que se faz na administração pública em prol do desenvolvimento desportivo. Os empresários da comunicação social podem promover elementos mas estão atentos à consideração dos leitores e sao abertos a que se exerça certa competitividade entre os aticulistas para promover os mais capazes. Hoje o mercado da opinião livre é maior do que no passado e isso beneficia a população portuguesa e as suas organizações.
Falar de Sidónio Serpa, José Manuel Meirim, Carlos Cardoso, Jenny Candeias, Freitas Lobo, João Querido Manha e os directores dos jornais e das secções de desporto são apenas parte do universo dos 'opinion makers' com presença regular nos consumidores de informação social sem falar nos que têm acesso às televisões e, por exemplo, não existiu da sua parte uma posição unânime e pressionante sobre o desenvolvimento sustentado do desporto escolar.
Particularmente é responsabilidade de um Governo de Portugal definir com clareza qual o nível de prática desportiva para o desporto escolar. Em concreto qual a percentagem que o governo vai criar de participação desportiva escolar em 2011, 2012 e todos os anos até 2030.
Esta questão tão pequena e fulcral que se relaciona com o bem-estar dos nossos filhos e dos filhos dos nossos filhos é assunto tabu, na forma como não é sistematizada socialmente porque segundo dizem os jogos sociais geridos pela Santa Casa da Misericórdia não geram o dinheiro necessário ao desporto escolar e, além disso, a austeridade acordada com a troika impede que o Governo português gaste dinheiro público em desporto para 70% dos jovens portugueses. Antes da troika os motivos eram diferentes e de igual resultado para o não fomento e empenhamento social na produção de desporto para os mais novos.
Outra responsabilidade do Estado e do Governo de maioria é o de fomentar junto do associativismo desportivo e dos empresários de desporto a sua expressão nos órgãos de comunicação e na blogosfera para diversificar as suas opiniões fugindo à possibilidade de captura do Estado pelos líderes privados de maior afirmação social.
Criar e trabalhar uma sociedade democrática e competitiva é um objectivo nem sempre conseguido e no caso de um pequeno sector como o desporto com 'stakeholders' tão grandes como o futebol, o atletismo, o Benfica e o Porto e níveis de literacia desportiva frágeis a actuação junto da comunicação social no sentido da democracia e da competitividade pode ser um primeiro passo para uma legislatura de sucesso desportivo.
Encontro de reflexão sobre o Desporto Escolar
Mão amiga fez-me chegar a convocatória seguinte:
Caros amigos
Amanhã (hoje sábado) vai haver um "Encontro de Reflexão"
Junto as informações:
PU
PROFESSORES UNIDOS
Encontro de Reflexão
A Educação Física e o Desporto Escolar
Situação Actual e Perspectivas Futuras
Voz do Operário
4 de Junho de 2011
10h00 às 17h00
Caros colegas,
Alguns de nós, que há muitos anos estamos ligados ao ensino da Educação Física e do Desporto Escolar, estamos preocupados com a situação que se prevê poder vir a acontecer num futuro próximo, nomeadamente quanto às questões relacionadas com a carga horária da disciplina, as condições para o seu ensino e para a prática desportiva dos jovens e ainda com o estatuto socioprofissional dos professores de Educação Física.
Fruto dessa preocupação decidimos dinamizar um 1º encontro de reflexão e considerámos que, pela premência dos problemas que se podem colocar já no próximo ano lectivo, seria conveniente realizá-lo ainda antes do final do ano de 2010-2011.
O encontro é dirigido a todos os profissionais que leccionam a disciplina de Educação Física e/ou dinamizam actividades do Desporto Escolar, bem como a todos quantos têm a seu cargo a leccionação do Ensino e Expressão Físico-Motora ou a dinamização de actividades físicas no âmbito das AEC’s.
Saudações desportivas
Lisboa, 25 de Maio de 2011
Rogério Mota (ES D. Dinis) Francisco Santos (EB23 José Cardoso Pires)
PROGRAMA:
10h00-- Recepção e funcionamento do Encontro
10h30-- 1º Ciclo –O Programa de E.E.F.M. e as AEC's
12h00-- Carga Horária de E. Física no E. Básico e no E. Secundário (Cursos Profissionais)
13h00-- Almoço
14h30-- Desporto Escolar – que futuro?
16h00-- Curso Tecnológico Desporto/Cursos Profissionais
17h00-- Encerramento
Caros amigos
Amanhã (hoje sábado) vai haver um "Encontro de Reflexão"
Junto as informações:
PU
PROFESSORES UNIDOS
Encontro de Reflexão
A Educação Física e o Desporto Escolar
Situação Actual e Perspectivas Futuras
Voz do Operário
4 de Junho de 2011
10h00 às 17h00
Caros colegas,
Alguns de nós, que há muitos anos estamos ligados ao ensino da Educação Física e do Desporto Escolar, estamos preocupados com a situação que se prevê poder vir a acontecer num futuro próximo, nomeadamente quanto às questões relacionadas com a carga horária da disciplina, as condições para o seu ensino e para a prática desportiva dos jovens e ainda com o estatuto socioprofissional dos professores de Educação Física.
Fruto dessa preocupação decidimos dinamizar um 1º encontro de reflexão e considerámos que, pela premência dos problemas que se podem colocar já no próximo ano lectivo, seria conveniente realizá-lo ainda antes do final do ano de 2010-2011.
O encontro é dirigido a todos os profissionais que leccionam a disciplina de Educação Física e/ou dinamizam actividades do Desporto Escolar, bem como a todos quantos têm a seu cargo a leccionação do Ensino e Expressão Físico-Motora ou a dinamização de actividades físicas no âmbito das AEC’s.
Saudações desportivas
Lisboa, 25 de Maio de 2011
Rogério Mota (ES D. Dinis) Francisco Santos (EB23 José Cardoso Pires)
PROGRAMA:
10h00-- Recepção e funcionamento do Encontro
10h30-- 1º Ciclo –O Programa de E.E.F.M. e as AEC's
12h00-- Carga Horária de E. Física no E. Básico e no E. Secundário (Cursos Profissionais)
13h00-- Almoço
14h30-- Desporto Escolar – que futuro?
16h00-- Curso Tecnológico Desporto/Cursos Profissionais
17h00-- Encerramento
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Mercado, política pública e regulação privada e pública
Um dos problemas do desporto português na última legislatura pode equacionar-se em três pontos:
As federações recearam o novo conceito e agiram no sentido de o congelar.
O mal estava feito:
Uma política mal concebida em torno de um novo conceito
O conceito de desporto do Conselho da Europa roda à volta da actividade física e da competição, referindo a relevância das externalidades produzidas para a saúde e a educação entre outras.
Os economistas usam esta definição a que faltava encontrar a relação material e produtiva entre actividade física e competição.
Na minha tese indico que a competição usa-se em desporto para medir a actividade física.
Pelo conjunto de conceitos apresentado nota-se que existe uma relação intrínseca a todos, a saber:
O atirar a actividade física para cima do desporto foi um acto que marcou a legislatura do desporto, pelo desejo excessivo de destruir o símbolo que o nome desporto é para grande parte do mundo.
Se a actividade física estivesse ausente do conceito de desporto a situação seria diferente.
O conceito do Conselho da Europa é bem conhecido pela ciência do desporto e é o conceito que também a União Europeia usa no Livro Branco.
Compreende-se como um conceito mal apropriado e insuficientemente concebido enquanto instrumento de regulação pública pode minar toda uma legislatura perdida de objectivos visando a maximização do bem comum para a população portuguesa.
O Governo de maioria vai necessitar de conceitos bem definidos, bem aplicados e principalmente bem explicados para uma adesão bem sucedida do associativismo desportivo e das empresas, visando o melhor para si próprios e para a socieade na perspectiva do novo governo.
Se o Governo de maioria conseguir desde uma fase inicial ter mão firme em conceitos básicos como estes que aqui são apresentados, então os agentes desportivos privados descansarão e darão um maior apoio às medidas de política preconizadas, talvez e inclusive as mais duras.
Complementarmente os conceitos apresentados têm consequências para a política pública e para o comportamento dos entes públicos que a maior parte dos países europeus prosseguem e que os tornam ricos em produção desportiva.
Nota final: As pistas sintéticas e conceptuais que aqui deixo são as da minha tese de doutoramento.
- o desejo de introduzir um novo conteúdo para o desporto (vindo do estrangeiro), com a pretensão de ser um novo paradigma
- a pretensão de substituir o conceito de desporto e não explicar como é que as federações iam aproveitar-se dele
- não valorizar o receio de perder protagonismo dos agentes privados os quais deveriam ser pelo contrário os primeiros convidados a partilhar o paradigma
As federações recearam o novo conceito e agiram no sentido de o congelar.
O mal estava feito:
- estabeleceu-se a confusão de conceitos
- falhou-se a mobilização estrutural para o novo conceito
- fragilizou-se o desporto e as federações
- contaminou-se a investigação científica do ciclo legislativo não se promovendo voluntariosamente todas as ciências necessárias ao desenvolvimento sustentado do desporto português
Uma política mal concebida em torno de um novo conceito
O conceito de desporto do Conselho da Europa roda à volta da actividade física e da competição, referindo a relevância das externalidades produzidas para a saúde e a educação entre outras.
Os economistas usam esta definição a que faltava encontrar a relação material e produtiva entre actividade física e competição.
Na minha tese indico que a competição usa-se em desporto para medir a actividade física.
Pelo conjunto de conceitos apresentado nota-se que existe uma relação intrínseca a todos, a saber:
- desporto é o nome do sector
- actividade física (exercício físico para um conceito mais preciso) é o elemento nuclear
- competição mede a actividade física
- condição física são benefícios imateriais produzidos pela actividade física e que geram externalidades quando beneficiam terceiros não envolvidos na transacção inicial
- escolas
- clubes
- empresas, ginásioa e academias
- autarquias e outros departamentos públicos
- formação, da base ao topo da pirâmide
- treino, da base ao topo da pirâmide
- competição, da base ao topo da pirâmide
- os produtores fundamentais de desporto em todo o mundo são o associativismo desportivo produzindo desporto para os sectores menos ricos das populações
- as empresas surgem com uma oferta atraente para os sectores mais ricos da população
- há franjas em que ambos os tipos de organizações privadas se encontram no mercado e os mais atraentes para segmentos específicos da população podem ter chances de sucesso
- as federações como proprietários do direito de produção de toda a actividade desportiva e que são os responsáveis primeiros da regulação privada usariam os conceitos para maximizar o seu produto desportivo, económico e social
- a função reguladora pública efectuada pelas instituições públicas complementaria a regulação privada em todos os domínios do conceito para alcançar o bem comum
O atirar a actividade física para cima do desporto foi um acto que marcou a legislatura do desporto, pelo desejo excessivo de destruir o símbolo que o nome desporto é para grande parte do mundo.
Se a actividade física estivesse ausente do conceito de desporto a situação seria diferente.
O conceito do Conselho da Europa é bem conhecido pela ciência do desporto e é o conceito que também a União Europeia usa no Livro Branco.
Compreende-se como um conceito mal apropriado e insuficientemente concebido enquanto instrumento de regulação pública pode minar toda uma legislatura perdida de objectivos visando a maximização do bem comum para a população portuguesa.
O Governo de maioria vai necessitar de conceitos bem definidos, bem aplicados e principalmente bem explicados para uma adesão bem sucedida do associativismo desportivo e das empresas, visando o melhor para si próprios e para a socieade na perspectiva do novo governo.
Se o Governo de maioria conseguir desde uma fase inicial ter mão firme em conceitos básicos como estes que aqui são apresentados, então os agentes desportivos privados descansarão e darão um maior apoio às medidas de política preconizadas, talvez e inclusive as mais duras.
Complementarmente os conceitos apresentados têm consequências para a política pública e para o comportamento dos entes públicos que a maior parte dos países europeus prosseguem e que os tornam ricos em produção desportiva.
Nota final: As pistas sintéticas e conceptuais que aqui deixo são as da minha tese de doutoramento.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
O erro de dar prioridade aos Jogos Olímpicos em Lisboa é um 'trickledown effect'
Cada vez que se fala sobre os ideais de líderes associativos vem à baila o projecto de organizar os Jogos Olímpicos em Lisboa. O projecto é um erro por colocar o betão à frente dos atletas e do usufruto do desporto pela população portuguesa.
Foi isso que aconteceu na FPF no Euro2004 como a sociedade portuguesa bem percebeu e tão cedo não vai cair noutra desportiva de igual valia.
Os líderes dizem que querem discutir o desenvolvimento desportivo e que pretendem sentar à mesma mesa todos os que irão estar envolvidos nos Jogos Olímpicos. Depois diz-se que nunca se reuniu porque, eles, nunca quiseram.
Depois colocam na comunicação social artigos de opinião que veiculam a ideia cientificamente errada que os Jogos Olímpicos são só lucros e que se pagam a si mesmos. Ou seja, esta posição cientificamente errada levou a uma fractura perante a sociedade quando o que o líder deveria ter feito era discutir internamente antes de valorizar o interesse dos empreiteiros, bancos, consultores internacionais, arquitectos, engenheiros, juristas e economistas para ganharem o seu naco do grande festim de infra-estruturas megalómanas que o desporto português passa bem sem elas.
Os governantes e a sociedade protuguesa portugueses aceitam uma mentira com alguma largueza até ao momento que em a coisa começa a arder e quando existem estádios vazios e propostas de abate dos mesmos pelas autarquias e o país mergulha na bancarrota, as pessoas de bom senso deixariam de falar de uma coisas para falarem de outras que fizessem sentido social. Nem os líderes do desporto têm esse bom senso e essa capacidade de compreender o desporto português, nem tem à sua volta pessoas que dialoguem com ele e burilem as melhores perspectivas de longo prazo para o desporto português trazendo para dentro do desporto a vitalidade social.
Numa recente entrevista à comunicação social um líder desportivo vem com a mesma ladainha do maravilhoso dos Jogos Olímpicos em Lisboa e dos outros que não querem.
Há uma perda evidente de sensibilidade à realidade do nosso desporto e tendo estes líderes decidido manter-se por novos mandatos, depois de fracassos evidentes, deveriam ter promovido as reformas profundas necessárias e ter discutido a ideia da eficácia e da eficiência do modelo do 'trickledown effect' que Portugal prossegue há três décadas.
A teoria do 'trickledown effect' e que a Sra. Tatcher usou no Reino Unido preconiza que o investimento no alto rendimento tem efeito secundários e positivos na recreação fazendo com que todo o desporto se desenvolva.
A realidade de inúmeros países demonstra que o efeito não existe e em Portugal para além das federações e dos partidos políticos que concentram o investimento no alto rendimento, existem outras corporações com posições semelhantes.
É aqui que os líderes portugueses se se assumissem como líderes desportivos nacionais teriam uma posição semelhante à do Comité Olímpico Francês que não só lidera a produção do seu desporto olímpico como é um activo produtor de conhecimento científico sobre o desporto francês.
As organizações fazem conferências para algumas pessoas, não libertando o sector para debates bem liderados, contraditórios e objectivados visando o bem comum no desporto e na sociedade.
Mais uma vez se verifica como os líderes desportivos portugueses não se souberam libertar de outros agentes privados e públicos para dar forma a conceitos alternativos de desenvolvimento desportivo.
Esperemos que o Governo de maioria tenha saber para se libertar desta 'pescadinha de rabo na boca' assumindo o corte com situações de fracasso evidente da liderança do desporto nacional em inúmeros dos seus segmentos.
Por exemplo, o Governo de maioria deve estar ciente que há grandes valores na liderança da produção do desporto português e dada a crise do país importa preservar e trabalhar com esses valores maiores.
Também importa ter em atenção que as medidas públicas não são inócuas e que há fragilidades e nichos de sensibilidade extrema que devem ser defendidos.
Vejamos um exemplo: quando se tira uma utilidade pública há requisições que deixam de se fazer e técnicos que trabalham há muitos anos com os jovens dessa modalidade deixam de o poder fazer e têm que voltar à escola que é o seu lugar de origem na função pública. Um corte administrativo pode ter um custo na destruição de capital humano especializado em produção de desporto para jovens que o Estado quando actua no desporto tem de estar atento e evitar, como parece que terá acontecido.
O Governo de maioria terá de ser o elemento diferenciador e promotor de uma política exemplar na ausência e incapacidade actuais de alguma liderança associativa desportiva.
Foi isso que aconteceu na FPF no Euro2004 como a sociedade portuguesa bem percebeu e tão cedo não vai cair noutra desportiva de igual valia.
Os líderes dizem que querem discutir o desenvolvimento desportivo e que pretendem sentar à mesma mesa todos os que irão estar envolvidos nos Jogos Olímpicos. Depois diz-se que nunca se reuniu porque, eles, nunca quiseram.
Depois colocam na comunicação social artigos de opinião que veiculam a ideia cientificamente errada que os Jogos Olímpicos são só lucros e que se pagam a si mesmos. Ou seja, esta posição cientificamente errada levou a uma fractura perante a sociedade quando o que o líder deveria ter feito era discutir internamente antes de valorizar o interesse dos empreiteiros, bancos, consultores internacionais, arquitectos, engenheiros, juristas e economistas para ganharem o seu naco do grande festim de infra-estruturas megalómanas que o desporto português passa bem sem elas.
Os governantes e a sociedade protuguesa portugueses aceitam uma mentira com alguma largueza até ao momento que em a coisa começa a arder e quando existem estádios vazios e propostas de abate dos mesmos pelas autarquias e o país mergulha na bancarrota, as pessoas de bom senso deixariam de falar de uma coisas para falarem de outras que fizessem sentido social. Nem os líderes do desporto têm esse bom senso e essa capacidade de compreender o desporto português, nem tem à sua volta pessoas que dialoguem com ele e burilem as melhores perspectivas de longo prazo para o desporto português trazendo para dentro do desporto a vitalidade social.
Numa recente entrevista à comunicação social um líder desportivo vem com a mesma ladainha do maravilhoso dos Jogos Olímpicos em Lisboa e dos outros que não querem.
Há uma perda evidente de sensibilidade à realidade do nosso desporto e tendo estes líderes decidido manter-se por novos mandatos, depois de fracassos evidentes, deveriam ter promovido as reformas profundas necessárias e ter discutido a ideia da eficácia e da eficiência do modelo do 'trickledown effect' que Portugal prossegue há três décadas.
A teoria do 'trickledown effect' e que a Sra. Tatcher usou no Reino Unido preconiza que o investimento no alto rendimento tem efeito secundários e positivos na recreação fazendo com que todo o desporto se desenvolva.
A realidade de inúmeros países demonstra que o efeito não existe e em Portugal para além das federações e dos partidos políticos que concentram o investimento no alto rendimento, existem outras corporações com posições semelhantes.
É aqui que os líderes portugueses se se assumissem como líderes desportivos nacionais teriam uma posição semelhante à do Comité Olímpico Francês que não só lidera a produção do seu desporto olímpico como é um activo produtor de conhecimento científico sobre o desporto francês.
As organizações fazem conferências para algumas pessoas, não libertando o sector para debates bem liderados, contraditórios e objectivados visando o bem comum no desporto e na sociedade.
Mais uma vez se verifica como os líderes desportivos portugueses não se souberam libertar de outros agentes privados e públicos para dar forma a conceitos alternativos de desenvolvimento desportivo.
Esperemos que o Governo de maioria tenha saber para se libertar desta 'pescadinha de rabo na boca' assumindo o corte com situações de fracasso evidente da liderança do desporto nacional em inúmeros dos seus segmentos.
Por exemplo, o Governo de maioria deve estar ciente que há grandes valores na liderança da produção do desporto português e dada a crise do país importa preservar e trabalhar com esses valores maiores.
Também importa ter em atenção que as medidas públicas não são inócuas e que há fragilidades e nichos de sensibilidade extrema que devem ser defendidos.
Vejamos um exemplo: quando se tira uma utilidade pública há requisições que deixam de se fazer e técnicos que trabalham há muitos anos com os jovens dessa modalidade deixam de o poder fazer e têm que voltar à escola que é o seu lugar de origem na função pública. Um corte administrativo pode ter um custo na destruição de capital humano especializado em produção de desporto para jovens que o Estado quando actua no desporto tem de estar atento e evitar, como parece que terá acontecido.
O Governo de maioria terá de ser o elemento diferenciador e promotor de uma política exemplar na ausência e incapacidade actuais de alguma liderança associativa desportiva.
As bandeiras do Porto e do Barcelona
Na final da taça europa havia bandeiras para todos os gostos uma por cada nacionalidade dos jogadores e campeões.
Na final da champions apenas as cores do Barcelona.
Serão estas pequenas coisas que fazem a diferença?
Na final da champions apenas as cores do Barcelona.
Serão estas pequenas coisas que fazem a diferença?
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Temos atletas e uma população maravilhosos. Conseguirá o Governo de maioria ser a diferença?
A produção de desporto é um produto extraordinário porque se dirige à população nacional por inteiro e tem a possibilidde de ser reconhecido por ela, que o consome por interiro e em todas as suas características.
A solução a encontrar para contornar com sucesso a presente crise está na economia porque ela foi a principal parte que foi retirada ao desporto nos últimos 20 anos.
Há alguns anos fui a um Congresso da Apogesd e falou um representante dos ginásios o seu discurso falava da maravilhosa carreira da indústria e ele falava de uma forma como se não tivesse falhas de mercado que necessitassem de uma intervenção pública.
Era daquelas conferências que permitia perguntas e sugeri-lhe que dissesse o que seriam coisas que poderiam ser melhores e que se tivesse a oportunidade colocaria a um governante.
Ele não estava a comer bolo-rei como quando Cavaco Silva deu a mesma resposta e a resposta que deu foi: 'Deixe-me trabalhar'.
Ou seja não foi só o Estado a concentrar as suas políticas no direito e noutras áreas como a gestão, foram também e por exemplo os empresários dos ginásios que têm sucesso num mercado cada vez mais apertado porque destinado aos mesmos 40% da população mais ricos e com maior literacia.
Os empresários e os líderes associativos olham de soslaio uns para os outros pensando como o outro se apropria de fatias do negócio que é o seu e ambos aspiram e actuam no sentido de conseguirem fatias de financiamento público que vai chegando a pedido.
Os líderes privados com e sem finanlidade lucrativa lutam pelos mesmos consumidores e pelos mesmos financiadores públicos.
A população portuguesa gosta de desporto, gosta de todo o tipo de actividade física e sabe o que são as externalidades de uma boa condição física.
Portugal tem ex-atletas como o Nuno Delgado que fizeram todo o seu percurso desportivo, familiar (suponho), escolar, universitário, ou Luís Figo como uma fortuna estável, e mesmo o Futre e tantos outros ex-futebolistas de sucesso europeu, tem atletas no apogeu como Ronaldo, Neide Gomes e Nelson Évora, tem equipas como o FCP, agora tem treinadores de futebol no topo e falta-lhe qualquer coisa mais.
Conseguirá o Governo de maioria ser essa diferença de que o desporto português e os magníficos atletas e população tanto necessitam????
A solução a encontrar para contornar com sucesso a presente crise está na economia porque ela foi a principal parte que foi retirada ao desporto nos últimos 20 anos.
Há alguns anos fui a um Congresso da Apogesd e falou um representante dos ginásios o seu discurso falava da maravilhosa carreira da indústria e ele falava de uma forma como se não tivesse falhas de mercado que necessitassem de uma intervenção pública.
Era daquelas conferências que permitia perguntas e sugeri-lhe que dissesse o que seriam coisas que poderiam ser melhores e que se tivesse a oportunidade colocaria a um governante.
Ele não estava a comer bolo-rei como quando Cavaco Silva deu a mesma resposta e a resposta que deu foi: 'Deixe-me trabalhar'.
Ou seja não foi só o Estado a concentrar as suas políticas no direito e noutras áreas como a gestão, foram também e por exemplo os empresários dos ginásios que têm sucesso num mercado cada vez mais apertado porque destinado aos mesmos 40% da população mais ricos e com maior literacia.
Os empresários e os líderes associativos olham de soslaio uns para os outros pensando como o outro se apropria de fatias do negócio que é o seu e ambos aspiram e actuam no sentido de conseguirem fatias de financiamento público que vai chegando a pedido.
Os líderes privados com e sem finanlidade lucrativa lutam pelos mesmos consumidores e pelos mesmos financiadores públicos.
A população portuguesa gosta de desporto, gosta de todo o tipo de actividade física e sabe o que são as externalidades de uma boa condição física.
Portugal tem ex-atletas como o Nuno Delgado que fizeram todo o seu percurso desportivo, familiar (suponho), escolar, universitário, ou Luís Figo como uma fortuna estável, e mesmo o Futre e tantos outros ex-futebolistas de sucesso europeu, tem atletas no apogeu como Ronaldo, Neide Gomes e Nelson Évora, tem equipas como o FCP, agora tem treinadores de futebol no topo e falta-lhe qualquer coisa mais.
Conseguirá o Governo de maioria ser essa diferença de que o desporto português e os magníficos atletas e população tanto necessitam????
Denunciada violência extrema na Escola de Fuzileiros no Barreiro (vídeo)
Isto promete. Ver notícia e vídeo aqui.
As claques dos clubes de futebol ao pé desta rapaziada dos fuzas são meninos de coro.
Será que se se pode dizer que há alguma coisa doente nesta sociedade portuguesa actual em que os cuidados mínimos das actividades físicas dos jovens que passam pelas Forças Armadas não existem e onde podem perder a vida e eventualmente os corpos militares dão mostras de um comportamento como os dos piores filmes de violência gratuita americanos?
Esta violência das forças armadas é para fazerem parte de quê?
Desde quando é que se sabe que isto se passa? E o que se fez? E o que se vai fazer? Demitir o sargento?
Ou isto está tudo 'em boas mãos'? Como dizia Otelo Saraiva de Carvalho quando distribuiu armas do Estado aos amigos?
Algum dos jovens que foram violentados e mortos nos últimos tempos, qual é o seu estrato social e económico?
E as medidas de austeridade ainda nem começaram a doer ...
As claques dos clubes de futebol ao pé desta rapaziada dos fuzas são meninos de coro.
Será que se se pode dizer que há alguma coisa doente nesta sociedade portuguesa actual em que os cuidados mínimos das actividades físicas dos jovens que passam pelas Forças Armadas não existem e onde podem perder a vida e eventualmente os corpos militares dão mostras de um comportamento como os dos piores filmes de violência gratuita americanos?
Esta violência das forças armadas é para fazerem parte de quê?
Desde quando é que se sabe que isto se passa? E o que se fez? E o que se vai fazer? Demitir o sargento?
Ou isto está tudo 'em boas mãos'? Como dizia Otelo Saraiva de Carvalho quando distribuiu armas do Estado aos amigos?
Algum dos jovens que foram violentados e mortos nos últimos tempos, qual é o seu estrato social e económico?
E as medidas de austeridade ainda nem começaram a doer ...
Poderá o desporto fazer alguma coisa contra o aumento da violência latente entre jovens?
Adolescente detido com duas facas de talhante na mochila, por LusaHoje, ver no DN, aqui.
"Um adolescente de 16 anos foi detido pela GNR em Santa Maria da Feira com duas facas de talhante na mochila escolar, informou hoje aquela força policial.
O jovem, que frequenta um curso de Educação e Formação de Operador de Informática na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo de Arrifana, foi detido na terça-feira, cerca das 15:00, numa casa abandonada, situada nas imediações do estabelecimento escolar.
Segundo a GNR, o adolescente tinha na sua posse "duas facas de talhante, uma com 11 centímetros e outra de 14,5 centímetros de lâmina, que transportava na mochila escolar". Em declarações à Lusa, a directora da escola, Guiomar Silva, reconhece que o aluno tem problemas por "mau comportamento", mas assegura que "não é nada de relevante". "Nunca houve problemas nenhuns de violência aqui. Ele tem processos disciplinares por desrespeito aos professores dentro da sala de aula, mas só em termos verbais", adiantou a directora, acrescentando que o aluno "está a ter todo o acompanhamento necessário".
O jovem, que foi detido por posse de arma proibida, foi presente hoje a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito a Termo de Identidade e Residência, baixando o processo à fase de inquérito."
"Um adolescente de 16 anos foi detido pela GNR em Santa Maria da Feira com duas facas de talhante na mochila escolar, informou hoje aquela força policial.
O jovem, que frequenta um curso de Educação e Formação de Operador de Informática na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo de Arrifana, foi detido na terça-feira, cerca das 15:00, numa casa abandonada, situada nas imediações do estabelecimento escolar.
Segundo a GNR, o adolescente tinha na sua posse "duas facas de talhante, uma com 11 centímetros e outra de 14,5 centímetros de lâmina, que transportava na mochila escolar". Em declarações à Lusa, a directora da escola, Guiomar Silva, reconhece que o aluno tem problemas por "mau comportamento", mas assegura que "não é nada de relevante". "Nunca houve problemas nenhuns de violência aqui. Ele tem processos disciplinares por desrespeito aos professores dentro da sala de aula, mas só em termos verbais", adiantou a directora, acrescentando que o aluno "está a ter todo o acompanhamento necessário".
O jovem, que foi detido por posse de arma proibida, foi presente hoje a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito a Termo de Identidade e Residência, baixando o processo à fase de inquérito."
terça-feira, 31 de maio de 2011
Duas perguntas públicas à FPF
- A FPF considera que as eleições para presidente da FIFA devem ser adiadas ou mantidas?
- A FPF considera que a FIFA deve iniciar um processo de reforma estrutural como propõem outros membros?
segunda-feira, 30 de maio de 2011
O modelo prosseguido vai cobrar um custo muito alto ao desporto
Até parece que o dinheiro que existe é muito como tenho referido nos últimos postes.
A questão da falta de eficiência vem somar-se às condições da sua inexistência no desporto.
O país está a acordar para a necessidade de independentemente do Governo, que vier a ser eleito, haver desde já um Alto-comissário que articule entre todos os ministérios e outras instituições como a Assembleia da República as medidas da troika porque os prazos dados pelos credores são apertados.
Não se sabe publicamente se o Governo demissionário está a tomar estas medidas ou quaisquer outras. O PSD diz que nada lhe está a ser comunicado.
No caso do desporto a questão estará na confiança que o associativismo e as empresas têm no trabalho do Governo.
Se decorrer de acordo com o hábito quando o Governo apresentar as suas soluções o desporto vai aceitá-lo seguramente como aceitou ficar sem o Tribunal Arbitral do Desporto no COP.
Entretanto, podemos desde já considerar que o poder de compra dos portugueses vai cair drasticamente nos próximos dois anos e as organizações desportivas que não exportam bens transaccionáveis nem alteram a produtividade do seu produto desportivo verão o seu poder de venda cair para níveis impróprios para cardíacos.
É provável que a despesa pública em desporto caia ainda mais e as federações deveriam estar a conceber como se deverão defender de uma quebra em cenários alternativos de 5% a 10% ou de 15% a 30%.
Estas soluções deveriam ser concebidas pelo COP e CDP tendo soluções para cortes ligeiros e cortes graves da despesa pública.
Houve federações que tinham pensado parar algumas das suas actividades e agora avançaram de novo com elas. Há, portanto, falta de informação e de concepção de estratégias alternativas. Os erros vão aparecer e com a crise as suas consequências serão ainda piores.
O desporto com outra liderança não deveria esperar pela eleição do governo.
São duas coisas distintas que o desporto não separa e vai pagar pela sua incompetência económica.
Enquanto economista e face a tudo o que se passa a questão é que o desporto não tem um discurso económico e a partir daí não tem um discurso forte para negociar com o governo e a sociedade.
Por exemplo, a questão do Tribunal Arbitral do Desporto tem fundamentos económicos fortes que sustentam a sua colocação num COP/CDP racionalizado, modernizado e funcionando com princípios de eficiência económica e democracia em defesa dos direitos das federações.
Ora o COP é aquilo que Manuel Brito já disse que era o IDP, uma caixa multibanco, onde as federações vão levantar o seu salário.
Este simulacro de organização desportiva de topo não é uma agência reguladora da actividade desportiva produzida por agentes privados e visando maximizar o seu produto desportivo em todas as suas vertentes.
Vendo o relatório da Comissão a que se refere o poste de JMMeirim no Colectividade Desportiva lá estão os 'poderes públicos' os quais não possuem uma substância racionalizadora dos comportamentos dos agentes privados associativos mas que os juristas gostam de referir assiduamente como relevantes para a decisão de produção desportiva das federações. Acontece que o fundamental não são as federações e os poderes que o Estado lhes dá ou deixa de dar. O fundamental é a produção de desporto para a geração de bem-estar para a população o qual tem de ser produzido no mercado privado de desporto. A acção de financiamento do Estado é para aumentar o produto privado para níveis que o mercado, pessoas e patrocinadores, não financia.
O problema dos 'poderes públicos' é que eles transformam uma decisão de produção que se deveria fazer de acordo com incentivos de mercado numa decisão pública que se impõe ao mercado privado. Este princípio de actuação no desporto português subverteu a liberdade e o risco da produção privada, tal como acontece na Europa, para impôr o interesse público que desconhece a produção de desporto e impõe o interesse dos agentes públicos.
As estatísticas são importantes mas de momento existem outros limites graves como a necessidade de uma nova concepção do produto desportivo, a conceptualização da racionalidade da produção, o envolvimento dos agentes técnicos de todo o cariz na transformação do desporto visando um horizonte de longo prazo como fazem os outros países europeus.
Há uma incapacidade por parte dos líderes desportivos e das suas equipas técnicas e direcções de reagirem à crise nos termos em que ela vai atingir o país, o desporto e as suas organizações em particular.
O desporto vai pagar caro todas estas suas limitações.
A questão da falta de eficiência vem somar-se às condições da sua inexistência no desporto.
O país está a acordar para a necessidade de independentemente do Governo, que vier a ser eleito, haver desde já um Alto-comissário que articule entre todos os ministérios e outras instituições como a Assembleia da República as medidas da troika porque os prazos dados pelos credores são apertados.
Não se sabe publicamente se o Governo demissionário está a tomar estas medidas ou quaisquer outras. O PSD diz que nada lhe está a ser comunicado.
No caso do desporto a questão estará na confiança que o associativismo e as empresas têm no trabalho do Governo.
Se decorrer de acordo com o hábito quando o Governo apresentar as suas soluções o desporto vai aceitá-lo seguramente como aceitou ficar sem o Tribunal Arbitral do Desporto no COP.
Entretanto, podemos desde já considerar que o poder de compra dos portugueses vai cair drasticamente nos próximos dois anos e as organizações desportivas que não exportam bens transaccionáveis nem alteram a produtividade do seu produto desportivo verão o seu poder de venda cair para níveis impróprios para cardíacos.
É provável que a despesa pública em desporto caia ainda mais e as federações deveriam estar a conceber como se deverão defender de uma quebra em cenários alternativos de 5% a 10% ou de 15% a 30%.
Estas soluções deveriam ser concebidas pelo COP e CDP tendo soluções para cortes ligeiros e cortes graves da despesa pública.
Houve federações que tinham pensado parar algumas das suas actividades e agora avançaram de novo com elas. Há, portanto, falta de informação e de concepção de estratégias alternativas. Os erros vão aparecer e com a crise as suas consequências serão ainda piores.
O desporto com outra liderança não deveria esperar pela eleição do governo.
São duas coisas distintas que o desporto não separa e vai pagar pela sua incompetência económica.
Enquanto economista e face a tudo o que se passa a questão é que o desporto não tem um discurso económico e a partir daí não tem um discurso forte para negociar com o governo e a sociedade.
Por exemplo, a questão do Tribunal Arbitral do Desporto tem fundamentos económicos fortes que sustentam a sua colocação num COP/CDP racionalizado, modernizado e funcionando com princípios de eficiência económica e democracia em defesa dos direitos das federações.
Ora o COP é aquilo que Manuel Brito já disse que era o IDP, uma caixa multibanco, onde as federações vão levantar o seu salário.
Este simulacro de organização desportiva de topo não é uma agência reguladora da actividade desportiva produzida por agentes privados e visando maximizar o seu produto desportivo em todas as suas vertentes.
Vendo o relatório da Comissão a que se refere o poste de JMMeirim no Colectividade Desportiva lá estão os 'poderes públicos' os quais não possuem uma substância racionalizadora dos comportamentos dos agentes privados associativos mas que os juristas gostam de referir assiduamente como relevantes para a decisão de produção desportiva das federações. Acontece que o fundamental não são as federações e os poderes que o Estado lhes dá ou deixa de dar. O fundamental é a produção de desporto para a geração de bem-estar para a população o qual tem de ser produzido no mercado privado de desporto. A acção de financiamento do Estado é para aumentar o produto privado para níveis que o mercado, pessoas e patrocinadores, não financia.
O problema dos 'poderes públicos' é que eles transformam uma decisão de produção que se deveria fazer de acordo com incentivos de mercado numa decisão pública que se impõe ao mercado privado. Este princípio de actuação no desporto português subverteu a liberdade e o risco da produção privada, tal como acontece na Europa, para impôr o interesse público que desconhece a produção de desporto e impõe o interesse dos agentes públicos.
As estatísticas são importantes mas de momento existem outros limites graves como a necessidade de uma nova concepção do produto desportivo, a conceptualização da racionalidade da produção, o envolvimento dos agentes técnicos de todo o cariz na transformação do desporto visando um horizonte de longo prazo como fazem os outros países europeus.
Há uma incapacidade por parte dos líderes desportivos e das suas equipas técnicas e direcções de reagirem à crise nos termos em que ela vai atingir o país, o desporto e as suas organizações em particular.
O desporto vai pagar caro todas estas suas limitações.
Pai morre afogado ao tentar salvar filho
Segundo o Expresso, ver aqui:
Um homem de 50 anos morreu afogado hoje, na praia dos Dois Irmãos, em Arcozelo (Vila Nova de Gaia), depois de ter tentado resgatar o filho de 12 anos do mar, disse à Lusa fonte dos Bombeiros da Aguda.
De acordo com fonte dos Bombeiros Voluntários da Aguda, o homem com 50 anos afogou-se ao final da manhã, quando tentava retirar o filho que "estava aflito" no mar. O filho acabou por sair da água sem problemas.
O pai foi retirado do mar por uma embarcação dos Bombeiros Voluntários da Aguda, em paragem cardíaca, tendo sido assistido no local e depois transportado para o Hospital Santos Silva, em Gaia, onde foi declarado o óbito.
Segundo a mesma fonte, o mar não estava especialmente agitado, mas "o Caneiro dos Dois Irmãos é um sítio perigoso", onde já se registaram mais mortes por afogamento.
Um homem de 50 anos morreu afogado hoje, na praia dos Dois Irmãos, em Arcozelo (Vila Nova de Gaia), depois de ter tentado resgatar o filho de 12 anos do mar, disse à Lusa fonte dos Bombeiros da Aguda.
De acordo com fonte dos Bombeiros Voluntários da Aguda, o homem com 50 anos afogou-se ao final da manhã, quando tentava retirar o filho que "estava aflito" no mar. O filho acabou por sair da água sem problemas.
O pai foi retirado do mar por uma embarcação dos Bombeiros Voluntários da Aguda, em paragem cardíaca, tendo sido assistido no local e depois transportado para o Hospital Santos Silva, em Gaia, onde foi declarado o óbito.
Segundo a mesma fonte, o mar não estava especialmente agitado, mas "o Caneiro dos Dois Irmãos é um sítio perigoso", onde já se registaram mais mortes por afogamento.
domingo, 29 de maio de 2011
Nuno Delgado promove maior aula de judo do mundo
Segundo o Diário de Notícias, aqui.
por Lusa Hoje
O antigo presidente da África do Sul Nelson Mandela e a sua mulher Graça Michel estão surpreendidos com a dimensão que está a ganhar a maior aula do mundo de judo, liderada por Nuno Delgado.
"Nuno, estamos muito felizes. Obrigado por tudo! Nunca imaginámos que isto ganhasse esta dimensão. A iniciativa atingiu proporções extraordinárias. Estamos todos muito orgulhosos", disse Graça Machel ao medalhado olímpico Nuno Delgado, citada pela assessoria de imprensa da iniciativa.
A maior aula do mundo realiza-se quarta-feira, 1 de Junho, no Terreiro do Paço, em Lisboa, integrada no lançamento mundial da iniciativa Mandela Day 2011 e promovida pelo movimento cívico Achieve, Collect & Give Back. O judoca Nuno Delgado quer juntar milhares de crianças e jovens portugueses até aos 25 anos.
Desejando "a todos muito sucesso", a mulher do histórico líder sul-africano tranquilizou os admiradores de Mandela, de 92 anos, que viajou recentemente para a sua cidade natal, Qubu, o que levantou dúvidas sobre o seu estado de saúde.
"Madiba está estável e feliz por estar na sua terra natal", disse Graça Machel.
O Mandela Day 2011/Maior Aula de Judo do Mundo tem a co-organização da Câmara Municipal de Lisboa e o apoio oficial da Fundação Nelson Mandela e das secretarias de Estado dos Transportes, da Juventude e Desporto, da Educação e da Defesa.
por Lusa Hoje
O antigo presidente da África do Sul Nelson Mandela e a sua mulher Graça Michel estão surpreendidos com a dimensão que está a ganhar a maior aula do mundo de judo, liderada por Nuno Delgado.
"Nuno, estamos muito felizes. Obrigado por tudo! Nunca imaginámos que isto ganhasse esta dimensão. A iniciativa atingiu proporções extraordinárias. Estamos todos muito orgulhosos", disse Graça Machel ao medalhado olímpico Nuno Delgado, citada pela assessoria de imprensa da iniciativa.
A maior aula do mundo realiza-se quarta-feira, 1 de Junho, no Terreiro do Paço, em Lisboa, integrada no lançamento mundial da iniciativa Mandela Day 2011 e promovida pelo movimento cívico Achieve, Collect & Give Back. O judoca Nuno Delgado quer juntar milhares de crianças e jovens portugueses até aos 25 anos.
Desejando "a todos muito sucesso", a mulher do histórico líder sul-africano tranquilizou os admiradores de Mandela, de 92 anos, que viajou recentemente para a sua cidade natal, Qubu, o que levantou dúvidas sobre o seu estado de saúde.
"Madiba está estável e feliz por estar na sua terra natal", disse Graça Machel.
O Mandela Day 2011/Maior Aula de Judo do Mundo tem a co-organização da Câmara Municipal de Lisboa e o apoio oficial da Fundação Nelson Mandela e das secretarias de Estado dos Transportes, da Juventude e Desporto, da Educação e da Defesa.
Eficiência económica, externalidades desportivas e política pública
Quando observamos um mercado que gera um produto de 9 mil milhões de euros em 6 anos devemos ter em atenção os objectivos que se procuram maximizar com o seu produto.
Sendo os recursos escassos a primeira pergunta é se os recursos colocados à disposição pela sociedade atingem os objectivos com eficiência. Sumariamente será a de obter o máximo de produto com o mínimo de despesa.
É isso que fazemos quando vamos ao mercado e trazemos um cabaz de compras que obtivemos comprando os produtos que mais nos agradavam pelo preço mais baixo. Para isso negociámos com os vendedores, perguntando os preços, comparando a qualidade e decidindo por uma compra.
Se um governo tem o potencial de 70 milhões de euros para investir no desporto por ano ou de 420 milhões de euros por parte de uma das suas agências e de 1,8 mil milhões por parte das autarquias estes são montantes muito elevados e que exigem desde início da governação a afirmação dos objectivos do investimento.
Ao trabalhar com políticas de desporto sem ter uma preocupação de eficiência económica pode acontecer que o investimento realizado seja ineficiente ou mau por vários motivos:
1. se se fazem infra-estruturas sem uso, como parte dos estádios do Euro2004 fica-se à mercê dos 'opinion-makers' atacam todo o projecto quando existe um erro com as infra-estruturas bem claro
2. outro tipo de erros é a predominância das preferências dos agentes públicos que impõem soluções desajustadas, erradas, porque desconhecem de facto como agem os produtores desportivos ou como se deve produzir desporto com eficiência
3. os agentes públicos também erram quando beneficiam agentes pontuais em prejuízo da sociedade e da população em geral
4. o processo de negociação no mercado é susceptível de ser apropriado pelos agentes mais activos
5. os direitos de propriedade não sendo bem definidos geram situações de ineficiência
Existem outros problemas mas vamos fixar apenas estes como demonstrativos que o produto do mercado desportivo pode não ser eficientemente maximizado pela acção do Estado.
Outra razão da ineficiência do mercado é a produção de externalidades que são benefícios que terceiros se apropriam sem terem feito parte da transacção de mercado que gerou esse benefício.
O exemplo mais comum é o dos benefícios da saúde que aumentam a produtividade dos cidadãos e trabalhadores e que a economia como um todo beneficia mas quem paga a transacção privada é o seu consumidor.
Estamos portanto perante duas acções possíveis do Estado ou de política pública desportiva:
1. Assegurar a eficiência da produção e da transacção de desporto cuja dimensão deverá procurar alcançar a totalidade da população
2. Internalizar os benefícios externos apropriados pela sociedade e pela economia graças à produção desportiva eficiente
Então e a democracia do funcionamento das organizações desportivas? perguntam algumas pessoas. As federações são corruptas! acrescentam logo de seguida.
A aplicação dos princípios sejam os constitucionais, sejam os olímpicos dão aos agentes desportivos e ao Estado instrumentos que aplicados ao mercado lhes permitem trabalhar melhor e alcançar um maior produto desportivo, no caso concreto deste sector. A literatura científica demonstra que as sociedades com melhores instituições e menor corrupção produzem um maior produto desportivo em cada um dos seus segmentos sejam o informal, a recreação formal e o alto rendimento.
Conclusão
Face ao nível frágil de produto desportivo nacional é plausível que haja aspectos relacionados com a falta de democracia e de eficiência no seio das organizações privadas e no funcionamento das instituições públicas associadas ao desporto.
A eficiência económica é um instrumento útil ao desporto quando a economia está bem e para a resolução do que está mal a eficiência é ainda mais útil, porque aconselha a investir melhor para resolver os problemas existentes.
Na actual situação desportiva nacional em que os recursos se vão tornar ainda mais escassos, com as medidas de austeridade da troika, conviria ao desporto atentar à boa aplicação dos seus recursos escassos e a conseguir também internalizar as externalidades que vai gerando para a sociedade.
Este exercício para o Governo de maioria é também relevante porque existem desafios a transformar tanto na regulação privada no seio do associativismo desportivo, como com as empresas produtoras de desporto, como nas organizações públicas que trabalham e que regulam o mercado do desporto.
Sendo os recursos escassos a primeira pergunta é se os recursos colocados à disposição pela sociedade atingem os objectivos com eficiência. Sumariamente será a de obter o máximo de produto com o mínimo de despesa.
É isso que fazemos quando vamos ao mercado e trazemos um cabaz de compras que obtivemos comprando os produtos que mais nos agradavam pelo preço mais baixo. Para isso negociámos com os vendedores, perguntando os preços, comparando a qualidade e decidindo por uma compra.
Se um governo tem o potencial de 70 milhões de euros para investir no desporto por ano ou de 420 milhões de euros por parte de uma das suas agências e de 1,8 mil milhões por parte das autarquias estes são montantes muito elevados e que exigem desde início da governação a afirmação dos objectivos do investimento.
Ao trabalhar com políticas de desporto sem ter uma preocupação de eficiência económica pode acontecer que o investimento realizado seja ineficiente ou mau por vários motivos:
1. se se fazem infra-estruturas sem uso, como parte dos estádios do Euro2004 fica-se à mercê dos 'opinion-makers' atacam todo o projecto quando existe um erro com as infra-estruturas bem claro
2. outro tipo de erros é a predominância das preferências dos agentes públicos que impõem soluções desajustadas, erradas, porque desconhecem de facto como agem os produtores desportivos ou como se deve produzir desporto com eficiência
3. os agentes públicos também erram quando beneficiam agentes pontuais em prejuízo da sociedade e da população em geral
4. o processo de negociação no mercado é susceptível de ser apropriado pelos agentes mais activos
5. os direitos de propriedade não sendo bem definidos geram situações de ineficiência
Existem outros problemas mas vamos fixar apenas estes como demonstrativos que o produto do mercado desportivo pode não ser eficientemente maximizado pela acção do Estado.
Outra razão da ineficiência do mercado é a produção de externalidades que são benefícios que terceiros se apropriam sem terem feito parte da transacção de mercado que gerou esse benefício.
O exemplo mais comum é o dos benefícios da saúde que aumentam a produtividade dos cidadãos e trabalhadores e que a economia como um todo beneficia mas quem paga a transacção privada é o seu consumidor.
Estamos portanto perante duas acções possíveis do Estado ou de política pública desportiva:
1. Assegurar a eficiência da produção e da transacção de desporto cuja dimensão deverá procurar alcançar a totalidade da população
2. Internalizar os benefícios externos apropriados pela sociedade e pela economia graças à produção desportiva eficiente
Então e a democracia do funcionamento das organizações desportivas? perguntam algumas pessoas. As federações são corruptas! acrescentam logo de seguida.
A aplicação dos princípios sejam os constitucionais, sejam os olímpicos dão aos agentes desportivos e ao Estado instrumentos que aplicados ao mercado lhes permitem trabalhar melhor e alcançar um maior produto desportivo, no caso concreto deste sector. A literatura científica demonstra que as sociedades com melhores instituições e menor corrupção produzem um maior produto desportivo em cada um dos seus segmentos sejam o informal, a recreação formal e o alto rendimento.
Conclusão
Face ao nível frágil de produto desportivo nacional é plausível que haja aspectos relacionados com a falta de democracia e de eficiência no seio das organizações privadas e no funcionamento das instituições públicas associadas ao desporto.
A eficiência económica é um instrumento útil ao desporto quando a economia está bem e para a resolução do que está mal a eficiência é ainda mais útil, porque aconselha a investir melhor para resolver os problemas existentes.
Na actual situação desportiva nacional em que os recursos se vão tornar ainda mais escassos, com as medidas de austeridade da troika, conviria ao desporto atentar à boa aplicação dos seus recursos escassos e a conseguir também internalizar as externalidades que vai gerando para a sociedade.
Este exercício para o Governo de maioria é também relevante porque existem desafios a transformar tanto na regulação privada no seio do associativismo desportivo, como com as empresas produtoras de desporto, como nas organizações públicas que trabalham e que regulam o mercado do desporto.
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