Há uma dificuldade efectiva nos estudos realizados no passado pela federação de andebol como agora os realizados pela liga de futebol.
Estes estudos não são varinhas de condão dque tudo solucionam mas são soluções que estão (que devem estar) para além das lógicas de gestão dos dirigentes das organizações associativas.
As reivindicações dos clubes de basquetebol são desejos a vulso que deveriam ser sujeitos a uma análise exterior como a realizada na liga de futebol pela Universidade Católica do Porto e pela Delloitte.
São estes estudos que devem ser apresentados ás instituições públicas para a melhor regulação do Estado.
No caso dos estudos do Andebol que têm muitos anos eles ficaram condicionados pela acção do Estado que manteve as leis sem aprofundar e desenvolver as propostas realizadas pelos estudos.
Todo o desporto necessita de estudos adequados às suas situações mesmo que por exemplo enquanto o estudo do futebol sugere a negociação conjunta dos direitos de televisão, os clubes do basquetebol sugerem a negociação individual.
Esta situação é única naqueles campeonatos em que os maiores clubes possuem um peso na decisão mais importante não havendo por parte da direcção da liga, da federação e do Estado uma posição consentânea com a realidade europeia.
Há novas realidades que os clubes, as ligas e federações não se aperceberam e cabe ao Estado dialogar com estudos e análises que suportem soluções superiores às percepcionadas pelos agentes privados.
Os dados estão nas mãos do Governo agora como estiveram no passado.
A falência do modelo de gestão e de desenvolvimento da federação de basquetebol dá-se numa organização que é uma das fiéis depositárias do espírito 'business as usual' sendo uma das presentes no Conselho Nacional do Desporto e que não produz resultados como outras modalidades colectivas como o Voleibol ou o Rugby.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
domingo, 10 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
Os amigos de Alex
Alexandre Mestre teve as felicitações dos seus colegas europeus que se sentiram honrados com a sua nomeação.
Para além disso já houve cerimónias de Miguel Relvas com Vicente Moura e de Miguel Macedo na polícia.
Há uma pequena diferença entre o Alex do filme e o Alexandre Mestre.
Essa diferença é o facto do Alexandre Mestre estar vivo e haver 'milhões de amigos' que esperam que a sua vida desportiva como secretário de esttado do desporto tenha um resultado extraordinário.
Tudo depende apenas do Alex(andre Mestre).
Para além disso já houve cerimónias de Miguel Relvas com Vicente Moura e de Miguel Macedo na polícia.
Há uma pequena diferença entre o Alex do filme e o Alexandre Mestre.
Essa diferença é o facto do Alexandre Mestre estar vivo e haver 'milhões de amigos' que esperam que a sua vida desportiva como secretário de esttado do desporto tenha um resultado extraordinário.
Tudo depende apenas do Alex(andre Mestre).
A raposa no galinheiro?
João Bibe, segundo dizem assessor na Secretaria de Estado do Desporto, tem uma terceira viagem ao mundo do Desporto:
Se me for permitida uma opinião o problema dos funcionários das finanças nos organismos é o do risco moral.
O exemplo clássico do risco moral é o da pessoa que faz um seguro de saúde e depois corre demasiado e tem um enfarte. O risco moral é a da alteração de comportamento de diligência para fazer as coisas.
No Euro2004 com um fiscal das finanças a controlar as contas deixou de se fazer a avaliação dos estádios para além da despesa pública e do impacto estrito em 2004 o que resultou por exemplo à criação de empresas municipais gastadoras do erário público e incompetentes desportivamente para gerir patrimónios desajustados das estrutura produtiva instalada no terreno.
Há informação económica incompleta no desporto e a generalidade das decisões tomadas no desporto e sobre o desporto procuram soluções de senso comum ou importada por especialistas particulares, como os das finanças, mas que não focam as características peculiares do desporto.
No seio da União Europeia as características peculiares do desporto têm feito o seu caminho com um debate aceso sobre o que é e o que não é desporto dentro dos princípios europeus.
Para as finanças colocar um técnico noutro sector é um investimento porque existe sempre por parte das finanças o problema da informação assimétrica entre o comprador e o vendedor.
É o caso do mercado dos limões. O mercado dos carros em segunda mão tende a ser dominado pela estrutura de informação existente e se por exemplo não houver fiscalizações periódicas os vendedores vão saber mais do que os compradores sobre a qualidade dos carros e os carros em piores condições poderão ser vendidos por preços mais elevados dificultando a venda de bons carros pelo seu preço correcto.
Colocar técnicos nos sectores permite às finanças saber como aplicar bem as suas medidas que não são as mesmas preocupações de eficiência de mercado dos líderes do desporto.
O fiscal das finanças sabe exactamente tudo o que deve ser feito de acordo com a lei para aplicar bem a lei do orçamento e tantas outras, mas não sabe como é que se produz actividade desportiva para um jovem ou um idoso.
O Euro 2004 é mais uma vez um exemplo útil. Foram feitos 10 estádios e muitos de 30.000 lugares porque a UEFA exigia e o Estado se tinha comprometido e as Finanças comprometeram-se com esse programa.
Houve falta de debate frio, democrático e competente sobre o interesse do desporto nacional e se não era melhor Benfica e Sporting e Porto e Boavista jogarem juntos ou se os estádios de 30.000 lugares não podia ter apenas 15 mil lugares e outros tantos amovíveis a desmontar depois do evento.
Este é o tipo de debate sobre o interesse desportivo e sobre o produto desportivo que o desporto não assume e embarca em todo o projecto nacional chame-se Euro2004 ou programa de austeridade da troika.
João Bibe tem uma terceira hipótese eventualmente para corrigir para si ou para terceiros a má imagem deixada na segunda passagem.
Para o desporto poderá ser um novo dar de informação às Finanças e um adiar de criação de um projecto de desenvolvimento desportivo.
O programa do PSD/CDS começa a tomar forma não sendo relevante, agora para as medidas de austeridade, as peculiaridades do desporto e um tratamento adequado sobre onde e como trabalhar para o século XXI.
Com o técnico das Finanças o risco moral vem da parte dos políticos que os nomeiam porque pensam que com funcionários das Finanças o comportamento das outras variáveis como as do óptimo desportivo funciona no melhor dos mundos.
Este pensamento é equivalente àquele do político que usa o direito do desporto para criar um mundo ideal contra os mouros e os corruptos das federações e dos clubes. Depois quando há estatísticas do desporto observa-se que o produto desportivo se mantém insuficiente e na cauda da Europa.
Não se trata de felicitar e de dar os parabéns e de boa sorte a ninguém Caso os objectivos das finanças sejam cumpridos e os do desporto protelados haverá um passivo que se arrastou para o futuro por exemplo o da população que deveria ter consumido mais desporto e não o fez. As finanças irão pagar mais dinheiro na saúde e na segurança social. Mas também isso pode não ser uma perda assumida pelas finanças. Pelo menos será dificil demonstrá-lo porque não vai haver técnicos do desporto a explicarem isso às finanças e depois poderá haver políticos que digam que haverá uma parceria público privada para resolver esse aumento de despesa na saúde.
Fica claro que afinal o modelo do PS é seguido pelo PSD/CDS com a particularidade destes dois último não terem percebido o que se passou há alguns anos atrás nas contas do desporto.
Outra solução que o PSD/CDS poderá repetir é a externalização de serviços como já fez o PS há poucos anos e não ter havido consequências mas ter havido fortes pagamentos dos escassos orçamentos do IDP.
- na sociedade, criada pelo Estado que acompanhou a aplicação dos meios públicos ao Euro 2004, e que foi liderada pelo ex-Secretário de Estado do Desporto Vasco Lynce de Faria, como especialista do ministério das Finanças
- como estrela financeira da liderança de Luís Sardinha, estando pouco tempo e saindo por razões que na altura não foram elogiosas como são muitas das saídas de todo o sítio
- adjunto ou assessor de Alexandre Mestre, passando a acompanhar superiormente a saída de Luís Sardinha
Se me for permitida uma opinião o problema dos funcionários das finanças nos organismos é o do risco moral.
O exemplo clássico do risco moral é o da pessoa que faz um seguro de saúde e depois corre demasiado e tem um enfarte. O risco moral é a da alteração de comportamento de diligência para fazer as coisas.
No Euro2004 com um fiscal das finanças a controlar as contas deixou de se fazer a avaliação dos estádios para além da despesa pública e do impacto estrito em 2004 o que resultou por exemplo à criação de empresas municipais gastadoras do erário público e incompetentes desportivamente para gerir patrimónios desajustados das estrutura produtiva instalada no terreno.
Há informação económica incompleta no desporto e a generalidade das decisões tomadas no desporto e sobre o desporto procuram soluções de senso comum ou importada por especialistas particulares, como os das finanças, mas que não focam as características peculiares do desporto.
No seio da União Europeia as características peculiares do desporto têm feito o seu caminho com um debate aceso sobre o que é e o que não é desporto dentro dos princípios europeus.
Para as finanças colocar um técnico noutro sector é um investimento porque existe sempre por parte das finanças o problema da informação assimétrica entre o comprador e o vendedor.
É o caso do mercado dos limões. O mercado dos carros em segunda mão tende a ser dominado pela estrutura de informação existente e se por exemplo não houver fiscalizações periódicas os vendedores vão saber mais do que os compradores sobre a qualidade dos carros e os carros em piores condições poderão ser vendidos por preços mais elevados dificultando a venda de bons carros pelo seu preço correcto.
Colocar técnicos nos sectores permite às finanças saber como aplicar bem as suas medidas que não são as mesmas preocupações de eficiência de mercado dos líderes do desporto.
O fiscal das finanças sabe exactamente tudo o que deve ser feito de acordo com a lei para aplicar bem a lei do orçamento e tantas outras, mas não sabe como é que se produz actividade desportiva para um jovem ou um idoso.
O Euro 2004 é mais uma vez um exemplo útil. Foram feitos 10 estádios e muitos de 30.000 lugares porque a UEFA exigia e o Estado se tinha comprometido e as Finanças comprometeram-se com esse programa.
Houve falta de debate frio, democrático e competente sobre o interesse do desporto nacional e se não era melhor Benfica e Sporting e Porto e Boavista jogarem juntos ou se os estádios de 30.000 lugares não podia ter apenas 15 mil lugares e outros tantos amovíveis a desmontar depois do evento.
Este é o tipo de debate sobre o interesse desportivo e sobre o produto desportivo que o desporto não assume e embarca em todo o projecto nacional chame-se Euro2004 ou programa de austeridade da troika.
João Bibe tem uma terceira hipótese eventualmente para corrigir para si ou para terceiros a má imagem deixada na segunda passagem.
Para o desporto poderá ser um novo dar de informação às Finanças e um adiar de criação de um projecto de desenvolvimento desportivo.
O programa do PSD/CDS começa a tomar forma não sendo relevante, agora para as medidas de austeridade, as peculiaridades do desporto e um tratamento adequado sobre onde e como trabalhar para o século XXI.
Com o técnico das Finanças o risco moral vem da parte dos políticos que os nomeiam porque pensam que com funcionários das Finanças o comportamento das outras variáveis como as do óptimo desportivo funciona no melhor dos mundos.
Este pensamento é equivalente àquele do político que usa o direito do desporto para criar um mundo ideal contra os mouros e os corruptos das federações e dos clubes. Depois quando há estatísticas do desporto observa-se que o produto desportivo se mantém insuficiente e na cauda da Europa.
Não se trata de felicitar e de dar os parabéns e de boa sorte a ninguém Caso os objectivos das finanças sejam cumpridos e os do desporto protelados haverá um passivo que se arrastou para o futuro por exemplo o da população que deveria ter consumido mais desporto e não o fez. As finanças irão pagar mais dinheiro na saúde e na segurança social. Mas também isso pode não ser uma perda assumida pelas finanças. Pelo menos será dificil demonstrá-lo porque não vai haver técnicos do desporto a explicarem isso às finanças e depois poderá haver políticos que digam que haverá uma parceria público privada para resolver esse aumento de despesa na saúde.
Fica claro que afinal o modelo do PS é seguido pelo PSD/CDS com a particularidade destes dois último não terem percebido o que se passou há alguns anos atrás nas contas do desporto.
Outra solução que o PSD/CDS poderá repetir é a externalização de serviços como já fez o PS há poucos anos e não ter havido consequências mas ter havido fortes pagamentos dos escassos orçamentos do IDP.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Porque faz estudos a liga de clubes de futebol, quando as outras organizações desportivas de Portugal não o fazem?
Em síntese indicarei algumas causas:
- começou por contratar e trabalhar com pessoas com um currículo desportivo de elevada craveira como o árbitro da FIFA e da UEFA Vítor Pereira
- tem stakeholders que trabalham com os bancos e a Bolsa de Valores Imobiliários, principalmente os grandes clubes, que os obriga a comportamentos equivalentes a outras empresas do mercado privado
- assume um modelo democrático e transparente de governance
- fez a renovação bem sucedida da liderança de Valentim Loureiro para Hermínio Loureiro
- manteve-se independente de Laurentino Dias evitando a captura que outros líderes e organizações privadas do desporto não conseguiram e cuja dependência terão assumido como vital para as suas organizações
Por tudo isto, o estudo da Liga é um bom estudo. Eu teria equacionado outros elementos mas o estudo em si é um bom estudo, avançando com novas questões como:
- o equilíbrio competitivo
- a importância da II liga
- a relevância dos clubes não candidatos à Europa
- a negociação colectiva dos direitos de televisão
- a maturação do capital humano importado
- ...
Dois outros pontos relevantes são apresentados:
- os valores agregados não escondem os débitos enormes, sugerindo a falência do mercado, real ou a prazo
- a necessidade de não destruir a predisposição a consumir futebol e principalmente sugerindo formas de a cultivar
Este projecto e o sucesso da liderança da Liga estende-se de Fernando Gomes a Alexandre Mestre os quais serão analisados pelas reformas profundas que conseguirem fazer.
Deixar uma marca que passe para além do seu horizonte de actuação está para além da realidade diária cujo andamento real não é perceptível por ser lento e por vezes contraditório.
Em tempo: Quando falo de Laurentino Dias não é meu objecto elogiá-lo mesmo quando constato o sucesso da sua liderança política.
Não terá sido por causa de Laurentino Dias que o PS perdeu as eleições, mas quanto beneficiaria o PS com outras políticas? Esta frase está no domínio do subjectivo.
É relevante estabelecer padrões e critérios de avaliação a fim de compreender o que se vai passando e a referência aos anos de Laurentino Dias é incontornável.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Os portugueses gostam do seu futebol
O estudo de Alberto Castro e Álvaro Nascimento é interessante, surge com novos dados sobre o futebol profissional e demonstra que os líderes dos clubes têm sabido elevar a predisposição dos portugueses a consumir desporto mesmo acima em termos relativos dos países que mais conquistam grandes resultados.
Os resultados do futebol profissional e das selecções é sustentado porque os países da dimensão de Portugal não produzem actualmente os resultados que Portugal produz.
O estudo tem suficientes elementos inovadores em relação ao que se discute em Portugal colocando opções de produção para sustentar uma posição intermédia de Portugal no contexto do futebol europeu e mundial.
O conceito de 'hub' usado no estudo para caracterizar a captura de rendas na transacção de jogadores que os clubes profissionais e os empresários de jogadores conseguem é um elemento a reter assim como as várias soluções apresentadas que o estudo das dimensões financeiras actuais sustentam.
Estão pois de parabéns Fernando Gomes, Alberto Castro e Álvaro Nascimento pelo produto em curso de ser terminado, foi apenas feita uma apresentação preliminar, certamente que a federação e o futebol também retirarão ilações úteis deste investimento.
Para além dos contributos para fins sérios, para quem gosta de futebol e diria que são muitos a leitura do documento mesmo que em diagonal dará alimento para novas conversas loucas sobre 'a bola'.
Os resultados do futebol profissional e das selecções é sustentado porque os países da dimensão de Portugal não produzem actualmente os resultados que Portugal produz.
O estudo tem suficientes elementos inovadores em relação ao que se discute em Portugal colocando opções de produção para sustentar uma posição intermédia de Portugal no contexto do futebol europeu e mundial.
O conceito de 'hub' usado no estudo para caracterizar a captura de rendas na transacção de jogadores que os clubes profissionais e os empresários de jogadores conseguem é um elemento a reter assim como as várias soluções apresentadas que o estudo das dimensões financeiras actuais sustentam.
Estão pois de parabéns Fernando Gomes, Alberto Castro e Álvaro Nascimento pelo produto em curso de ser terminado, foi apenas feita uma apresentação preliminar, certamente que a federação e o futebol também retirarão ilações úteis deste investimento.
Para além dos contributos para fins sérios, para quem gosta de futebol e diria que são muitos a leitura do documento mesmo que em diagonal dará alimento para novas conversas loucas sobre 'a bola'.
Competição fora das 4 linhas: Estudo da Liga de Futebol
A apresentação do estudo está aqui e o sumário executivo aqui.
A Liga de Futebol está uma vez mais de parabéns pelo estudo realizado desta feita sobre as dimensões financeiras do futebol português e das oportunidades futuras em aberto.
O estudo foi feito pela Faculdade de Economia da Universidade Católica do Porto e pela Delloitte e liderado por Alberto Castro e Álvaro Nascimento.
Farei uma apreciação do mesmo proximamente.
Numa primeira leitura em diagonal o relatório constata o trabalho meritório do futebol profissional, relativizado pelos cinco grandes campeonatos europeus, e abre oportunidades de trabalho para as I e II ligas.
O Link para o site da liga está aqui.
A Liga de Futebol está uma vez mais de parabéns pelo estudo realizado desta feita sobre as dimensões financeiras do futebol português e das oportunidades futuras em aberto.
O estudo foi feito pela Faculdade de Economia da Universidade Católica do Porto e pela Delloitte e liderado por Alberto Castro e Álvaro Nascimento.
Farei uma apreciação do mesmo proximamente.
Numa primeira leitura em diagonal o relatório constata o trabalho meritório do futebol profissional, relativizado pelos cinco grandes campeonatos europeus, e abre oportunidades de trabalho para as I e II ligas.
O Link para o site da liga está aqui.
Benfica, Sporting e os clubes de Lisboa aceitam que o Leiria venha jogar na sua área de influência
O futebol parece estar com algumas dificuldades em pousar os pés no chão.
O Leiria desesperado não sabe o que fazer e o Restelo que está igualmente falido aceita alugar o estádio não percebendo que os espectadores do Leiria serão os seus próprios sócios do Restelo e com isso diminuirá as suas receitas de bilheteira.
O futebol necessitava de ter tido um estudo há muito anos ou no início da época passada.
Laurentino Dias negou a utilidade de estudos económicos em toda a legislatura e atira para cima do período da crise a solução da sua péssima decisão contra a economia do desporto.
Empresas privadas fizeram estudos económicos há alguns anos que não foram concluídos e o Estado não tem uma estrutura vocacionada para esta matéria apesar das fortes contrariedades encontradas pelos agentes desportivos no mercado.
Os líderes dos clubes necessitam de uma ajuda que nunca tiveram.
Pinto da Costa será a favor ou será contra desta solução do Leiria?
O Leiria desesperado não sabe o que fazer e o Restelo que está igualmente falido aceita alugar o estádio não percebendo que os espectadores do Leiria serão os seus próprios sócios do Restelo e com isso diminuirá as suas receitas de bilheteira.
O futebol necessitava de ter tido um estudo há muito anos ou no início da época passada.
Laurentino Dias negou a utilidade de estudos económicos em toda a legislatura e atira para cima do período da crise a solução da sua péssima decisão contra a economia do desporto.
Empresas privadas fizeram estudos económicos há alguns anos que não foram concluídos e o Estado não tem uma estrutura vocacionada para esta matéria apesar das fortes contrariedades encontradas pelos agentes desportivos no mercado.
Os líderes dos clubes necessitam de uma ajuda que nunca tiveram.
Pinto da Costa será a favor ou será contra desta solução do Leiria?
1,2 milhões de euros em policiamento
Ver a notícia do Record, penúltima página de hoje.
O erário público gasta demasiado em violência, começando por permitir que a violência verbal dos líderes privados incendeiem as claques por sistema e aos longo das décadas.
Um dos elementos contraditórios da violência no desporto português é o insuficiente consumo do espectáculo desportivo, a incapacidade de promover a atracção das famílias às competições e a contemporização com a violência. Inúmeros níveis públicos e privados têm falhado, continuando-se a observar as conversas de café pelos responsáveis de política que deveriam apresentar ideias concretas sobre este desafio.
A comunicação social aceita a vacuidade das palavras o que lhe fica bem porque, assim, quando houver violência no espectáculo desportivo as imagens que transmitirem poderão vender mais.
O erário público gasta demasiado em violência, começando por permitir que a violência verbal dos líderes privados incendeiem as claques por sistema e aos longo das décadas.
Um dos elementos contraditórios da violência no desporto português é o insuficiente consumo do espectáculo desportivo, a incapacidade de promover a atracção das famílias às competições e a contemporização com a violência. Inúmeros níveis públicos e privados têm falhado, continuando-se a observar as conversas de café pelos responsáveis de política que deveriam apresentar ideias concretas sobre este desafio.
A comunicação social aceita a vacuidade das palavras o que lhe fica bem porque, assim, quando houver violência no espectáculo desportivo as imagens que transmitirem poderão vender mais.
Formar para o mercado e para o desemprego
A actual proliferação de treinadores de futebol pelos quatro cantos do mundo parece ser contrária à máxima de formar para o desemprego.
Há sucesso nas escolas de desporto e a matéria suscita um debate sobre a competitividade deste mercado universitário.
O sucesso de Carlos Queiroz e de José Mourinho apontam para a Faculdade de Motricidade Humana enquanto o surgimento de Vítor Pereira no Futebol Clube do Porto sugere que a Faculdade de Desporto tem outras valias.
Procurei conversar com vários professores das faculdades e escolas superiores e os dados contraditórios são os seguintes:
Há sucesso nas escolas de desporto e a matéria suscita um debate sobre a competitividade deste mercado universitário.
O sucesso de Carlos Queiroz e de José Mourinho apontam para a Faculdade de Motricidade Humana enquanto o surgimento de Vítor Pereira no Futebol Clube do Porto sugere que a Faculdade de Desporto tem outras valias.
Procurei conversar com vários professores das faculdades e escolas superiores e os dados contraditórios são os seguintes:
- Melo Barreiros ao adoptar a Motricidade de Manuel Sérgio levou a faculdade para um nível científico que permite aos seus licenciados fazer um trabalho em qualquer matéria científica do desporto inclusive sobre qualquer questão desportiva do futebol, ao triatlo ou ao skate.
- As disciplinas de treino das modalidades desapareceram e é possível aos alunos desenvolverem conhecimentos sobre as modalidades a partir de determinado nível de formação na faculdade.
- Com esta transformação professores do treino como Jenny Candeias, José Curado e Jorge Proença abandonaram a escola.
- A progressão destes novos licenciados nas modalidades é mais difícil porque não chegam a compreender a cultura da modalidade. Há casos de sucesso destes treinadores mas a sua progressão é mais difícil.
- O projecto criado por Carlos Queiroz, Mirandela da Costa e Jesualdo Ferreira deu um exemplo significativo aos clubes onde os treinadores licenciados até esse momento eram simples adjuntos e só a partir dessa altura começam a assumir lugares de responsabilidade.
- A Faculdade do Porto terá afirmado o primado do desporto e do treino não só no futebol mas também noutras modalidades como o voleibol, andebol, basquetebol, ginástica, natação e atletismo onde pontifica Vítor Frade como referência maior.
- A UTAD tem obtido resultados no futsal e no basquetebol.
- A Escola Superior de Rio Maior é a primeira criada de raiz focada no treino, no sentido das escolas de leste e alemãs, começando a colocar treinadores em lugares de responsabilidade nos clubes.
Estas notas não esgotam a matéria e poderão conter erros.
O seu objectivo é a apreciação do trabalho das faculdades de desporto como elemento igualmente relevante para o progresso do desporto português.
As opções parecem situar-se entre uma escola centrada nos desafios científicos para responder aos desafios colocados no mercado e uma outra partindo da produção de desporto para campeões no terreno de jogo e no campo científico.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Haverá inúmeras instituições do desporto que não funcionam
Maria José Morgado refere 3, a saber:
Não se fala dela mas desconhece-se o que faz a Fundação do Desporto que segundo corre por aí, até paga salários, quando há décadas nada se vê do seu funcionamento, nem da resposta aos pedidos de socorro de um seu presidente.
Recorde-se que houve imensos envolvidos na criação do Tribunal Arbitral do Desporto o qual durante os anos de incubação já viajou entre Belém, Algés e o Parque das Nações ou outra localização do Ministério da Justiça.
O que acontece é que há quem diga que trabalha durante legislaturas nestas coisas que não se sabe o que fazem e vem uma magistrada Maria José Morgado dizer que as arruaças dos jogos entre os maiores clubes de futebol e jogos de outras modalidades são ninhos de malfeitores.
Como é que o Governo vai querer que os patrocinadores empresariais financiem o desporto se a comunicação social lhes mostra que a sua marca e os seus produtos podem ser associados a cenas de violência gratuita e a afirmações extraordinárias e responsáveis inimputáveis.
O novo Secretário de Estado e outros responsáveis do desporto deveriam preocupar-se com estes problemas que não dependem de mais ninguém e que se houver propostas razoáveis só podem ser aprovadas.
Passar anos sem resolver problemas como estes e gastando rios de dinheiro em policiamento é um atestado de dificuldade de responder a questões que são muito graves e prejudicam enormemente o desporto.
Ninguém quer saber dos problemas reais das federações com estas cenas e estas afirmações que a sociedade portuguesa sabe ser verdade.
Será agora que vai haver um Ministro do Desporto e outro da Justiça a porem um ponto final nestas realidades insuportáveis?
Como já referi, existe uma economia da violência que vive de toda esta desconformidade as claques e os seus facínoras, as direcções dos clubes que as suportam, as polícias, a comunicação social, os opinion makers, os advogados e juristas de serviço, entre outros.
A outra economia boa é aquela que prosperaria com a inexistência destas malfeitorias mas até agora o Estado português e a federação de futebol e a liga não estavam para aí voltados.
- Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude
- Instituto do Desporto de Portugal
- Conselho para Ética e Segurança no Desporto
Não se fala dela mas desconhece-se o que faz a Fundação do Desporto que segundo corre por aí, até paga salários, quando há décadas nada se vê do seu funcionamento, nem da resposta aos pedidos de socorro de um seu presidente.
Recorde-se que houve imensos envolvidos na criação do Tribunal Arbitral do Desporto o qual durante os anos de incubação já viajou entre Belém, Algés e o Parque das Nações ou outra localização do Ministério da Justiça.
O que acontece é que há quem diga que trabalha durante legislaturas nestas coisas que não se sabe o que fazem e vem uma magistrada Maria José Morgado dizer que as arruaças dos jogos entre os maiores clubes de futebol e jogos de outras modalidades são ninhos de malfeitores.
Como é que o Governo vai querer que os patrocinadores empresariais financiem o desporto se a comunicação social lhes mostra que a sua marca e os seus produtos podem ser associados a cenas de violência gratuita e a afirmações extraordinárias e responsáveis inimputáveis.
O novo Secretário de Estado e outros responsáveis do desporto deveriam preocupar-se com estes problemas que não dependem de mais ninguém e que se houver propostas razoáveis só podem ser aprovadas.
Passar anos sem resolver problemas como estes e gastando rios de dinheiro em policiamento é um atestado de dificuldade de responder a questões que são muito graves e prejudicam enormemente o desporto.
Ninguém quer saber dos problemas reais das federações com estas cenas e estas afirmações que a sociedade portuguesa sabe ser verdade.
Será agora que vai haver um Ministro do Desporto e outro da Justiça a porem um ponto final nestas realidades insuportáveis?
Como já referi, existe uma economia da violência que vive de toda esta desconformidade as claques e os seus facínoras, as direcções dos clubes que as suportam, as polícias, a comunicação social, os opinion makers, os advogados e juristas de serviço, entre outros.
A outra economia boa é aquela que prosperaria com a inexistência destas malfeitorias mas até agora o Estado português e a federação de futebol e a liga não estavam para aí voltados.
FUTEBOL Morgado aponta culpados pelo 'off-shore judicial'
No Diário de Notícias, aqui, que se agradece a utilização.
A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) disse hoje que "a Lei é boa, mas a prática é má", acusando governantes e entidades que regulam o futebol pelo "off-shore judicial" e "certeza de impunidade".
Maria José Morgado justificou: "A arquitectura criada pela Lei contra a violência não funciona, não tem funcionado, um pouco por inércia da Liga e da Federação, mas também devido à ausência de uma política criminal nesta área e à jurisprudência em contexto de violência desportiva".
No seminário internacional "Estádios de Sítio, o policiamento da violência", no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa, a responsável apontou ainda o dedo à secretaria de Estado do Desporto e da Juventude, ao Instituto do Desporto de Portugal e ao Conselho para Ética e Segurança no Desporto, devido à quase inexistência das penas administrativas de interdição a adeptos de se deslocarem a recintos desportivos.
"O regime sancionatório não tem tido a aplicação devida e necessária para controlar o fenómeno. Não há sanções nem jogos à porta fechada e as únicas que se conhecem não têm eficácia dissuasora", continuou, descrevendo a situação como um "paraíso judicial desportivo".
Morgado considerou que se vive em Portugal "a certeza da impunidade do infractor" devido à falta de vitalidade do sistema - "o fenómeno progride em espiral e ameaça ficar fora de controlo, exigindo portanto urgentes medidas severas por parte das autoridades e responsáveis do Governo".
A responsável pelo DIAP caracterizou as claques de futebol como "gloriosos GOA (grupos organizados de adeptos), autênticos viveiros de criminalidade associados ao crime organizado", criticando também os "custos exagerados, com prejuízo do erário público e da segurança dos contribuintes", devido ao elevado número de agentes empregues em jogos de risco elevado, nomeadamente no acompanhamento de adeptos.
A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) disse hoje que "a Lei é boa, mas a prática é má", acusando governantes e entidades que regulam o futebol pelo "off-shore judicial" e "certeza de impunidade".
Maria José Morgado justificou: "A arquitectura criada pela Lei contra a violência não funciona, não tem funcionado, um pouco por inércia da Liga e da Federação, mas também devido à ausência de uma política criminal nesta área e à jurisprudência em contexto de violência desportiva".
No seminário internacional "Estádios de Sítio, o policiamento da violência", no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa, a responsável apontou ainda o dedo à secretaria de Estado do Desporto e da Juventude, ao Instituto do Desporto de Portugal e ao Conselho para Ética e Segurança no Desporto, devido à quase inexistência das penas administrativas de interdição a adeptos de se deslocarem a recintos desportivos.
"O regime sancionatório não tem tido a aplicação devida e necessária para controlar o fenómeno. Não há sanções nem jogos à porta fechada e as únicas que se conhecem não têm eficácia dissuasora", continuou, descrevendo a situação como um "paraíso judicial desportivo".
Morgado considerou que se vive em Portugal "a certeza da impunidade do infractor" devido à falta de vitalidade do sistema - "o fenómeno progride em espiral e ameaça ficar fora de controlo, exigindo portanto urgentes medidas severas por parte das autoridades e responsáveis do Governo".
A responsável pelo DIAP caracterizou as claques de futebol como "gloriosos GOA (grupos organizados de adeptos), autênticos viveiros de criminalidade associados ao crime organizado", criticando também os "custos exagerados, com prejuízo do erário público e da segurança dos contribuintes", devido ao elevado número de agentes empregues em jogos de risco elevado, nomeadamente no acompanhamento de adeptos.
Líderes desportivos fortes e o mercado privado nacional e internacional
O governo tem o desafio de gerar líderes associativos fortes capazes de mobilizar a opinião pública à volta das modalidades e das suas bandeiras sejam atletas, equipas ou treinadores.
A existência de um capital de liderança forte, coeso, realizador e competitivo para dentro e para fora do desporto é fundamental para o governo em dois domínios claros com consequências num terceiro:
A existência de um capital de liderança forte, coeso, realizador e competitivo para dentro e para fora do desporto é fundamental para o governo em dois domínios claros com consequências num terceiro:
- Uma capacidade de resposta competitiva aos actos do governo, nomeadamente às medidas de política visando agilizar o mercado e aumentar a sua produtividade.
- Uma imagem mobilizadora da opinião pública e com efeitos de alavancagem de patrocínios das empresas que procuram o desporto para a promoção dos seus serviços e actividades desportivas.
- A criação de oportunidades de centralizar o financiamento associativo no mercado privado.
Não basta definir um conjunto de novas relações entre a comunicação social e as federações, há a necessidade de criar quadros de relações económicas competitivas a tal ponto que passando as federações a trabalhar mais com os patrocinadores privados tenham a possibilidade de resolver com eficiência tanto os ciclos de produção desportiva, como a variação positiva ou negativa do interesse do patrocinador.
Não estou a dizer que os líderes actuais sejam fracos e também não me estou a referir a maus líderes desportivos.
Estou a afirmar que eles devem ser fortes aos olhos daqueles que os vão financiar e consumir os produtos da sua estrutura de produção da sua actividade desportiva.
Estou a afirmar que para eles se tornarem fortes cabe ao Estado através de políticas públicas dar-lhes a oportunidade de assumirem em plenitude as responsabilidades que o país e o desporto hoje lhes exigem.
Há governos que preferem ou não conseguem robustecer a capacidade de liderança do associativismo e tornam-nos fracos.
Há governos que preferem ou não conseguem robustecer a capacidade de liderança do associativismo e tornam-nos fracos.
O próximo Presidente do COP deve ser um líder forte, orgulhar-se dos atletas olímpicos e saber o que se passa nas federações
Quando o presidente do COP se reúne com o Ministro do Desporto deve ser incansável na promoção dos atletas olímpicos.
A população necessita da criação de um estado envolvimento pleno e de orgulho sincero pelos atletas e estes devem ser promovidos em todas as oportunidades pelo Governo, pelo COP e pela federação.
É triste ver um presidente do COP que fala do seu umbigo, do seu dinheiro que o Estado lhe dá e do seu projecto museológico.
Este é que foi o objecto da reunião, num momento tão difícil para o país e para o desporto?
Não é aceitável que não enalteça os atletas olímpicos, não fale das suas medalhas e nem tenha uma única palavra para as condições com que trabalham as federações que municiam com o capital desportivo extraordinário e raro as equipas nacionais presentes aos Jogos Olímpicos.
Obviamente presidente do COP que não representa ou representa mal, perante o Estado os interesses dos seus parceiros associativos então está a prejudicar os reais interesses dos seus parceiros.
Haverá falta de credibilidade de um líder que não defende com intransigência os interesses do desporto português.
É necessário que o desporto português tenha líderes fortes, capazes de equacionar políticas ambiciosas e não tenham o receio de meter as mãos no lume pelos seus objectivos, pelos seus atletas e pelos seus conseguimentos.
Só líderes desportivos fracos são protegidos por estratégias escondidas da opinião pública, como a de não falar de medalhas, nem enaltecer os campeões desportivos nacionais, nem defender o trabalho das federações e os seus desafios actuais.
A população necessita da criação de um estado envolvimento pleno e de orgulho sincero pelos atletas e estes devem ser promovidos em todas as oportunidades pelo Governo, pelo COP e pela federação.
É triste ver um presidente do COP que fala do seu umbigo, do seu dinheiro que o Estado lhe dá e do seu projecto museológico.
Este é que foi o objecto da reunião, num momento tão difícil para o país e para o desporto?
Não é aceitável que não enalteça os atletas olímpicos, não fale das suas medalhas e nem tenha uma única palavra para as condições com que trabalham as federações que municiam com o capital desportivo extraordinário e raro as equipas nacionais presentes aos Jogos Olímpicos.
Obviamente presidente do COP que não representa ou representa mal, perante o Estado os interesses dos seus parceiros associativos então está a prejudicar os reais interesses dos seus parceiros.
Haverá falta de credibilidade de um líder que não defende com intransigência os interesses do desporto português.
É necessário que o desporto português tenha líderes fortes, capazes de equacionar políticas ambiciosas e não tenham o receio de meter as mãos no lume pelos seus objectivos, pelos seus atletas e pelos seus conseguimentos.
Só líderes desportivos fracos são protegidos por estratégias escondidas da opinião pública, como a de não falar de medalhas, nem enaltecer os campeões desportivos nacionais, nem defender o trabalho das federações e os seus desafios actuais.
Quatro questões a dizer a Miguel Relvas, o Ministro do Desporto
Na sua audiência, para além de ter convidado o Primeiro-Ministro e o Ministro do Desporto para os Jogos Olímpicos, o Presidente do COP deveria ter:
- garantido o número de medalhas a que Portugal se candidatava;
- apresentado as contas do projecto Londres 2012 mesmo que corrigindo números, diminuindo uns e aumentando outros e assegurando que essas contas estavam a ser e seriam escrupulosamente cumpridas;
- assegurado que não se candidataria a um novo mandato à frente do COP;
- afirmado que estava a organizar eleições democráticas e competitivas abertas aos melhores candidatos nacionais a futuro líder do COP e do desporto português.
Segundo a comunicação social nenhuma destas questões foi tratada.
Na segunda questão é dito na comunicação social que os números se mantém o que sugere ou que há folga ou que no fechar das contas logo se vê. Terá sido perdida uma oportunidade de prestar contas ao novo responsável governamental apresentando com transparência os desafios colocados na liderança do projecto Londres 2012 para um porto condigno que é o que todos queremos que a selecção de Portugal cumpra.
Ganhar com mérito e perder com dignidade nos Jogos Olímpicos de Londres
Diz o site do COP, aqui, que na reunião com o Ministro Miguel Relvas foi dito que "a preparação olímpica se vai fazer nas melhores condições e, se possível, honrar o desporto português".
Este 'se possível' estará a referir-se a medalhas dizendo que 'se possível' se vai honrar o desporto português com medalhas.
Ora, alguns dos feitos do olimpismo de todos os tempos foram realizados com atletas que perderam e que deram lições de estoicismo e de valores olímpicos intemporais.
Chama-se a isto saber ganhar com fair-play tendo mérito na vitória e dignidade na derrota.
Por se saber perder com dignidade é que se deve dizer com ética, transparência e frontalidade quantas medalhas vai Portugal candidatar-se em Londres 2012.
Se bem que a comunicação social tenha uma interpretação de deve e haver medalhas estrita, o que efectivamente mancha a imagem do desporto é a actuação da liderança e aquilo que parecem ser problemas de treino e preparação olímpica.
Aceita o governo actual que toda esta situação se mantenha?
Esta situação será saudável para os atletas, a quem se pede a exemplaridade dos comportamentos?
Ou será que o COP diz ao Nelson Évora e aos atletas da canoagem: 'se possível' ganha a medalha?
O Museu do Desporto do Comandante Vicente Moura
Depois do Secretário de Estado do Desporto Alexandre Mestre ter referido na posse dos corpos directivos da CDP que se vivem tempos de austeridade o Comandante Vicente Moura procura o comprometimento do Ministro do Desporto Miguel Relvas com o seu Museu do Desporto.
Ver o site do COP aqui.
Não há razão plausível para que o Presidente do COP não se recandidate a novo mandato de 2013 a 2017.
O governo e os portugueses só vão ter boas notícias deste modelo de desenvolvimento desportivo.
Ver o site do COP aqui.
Não há razão plausível para que o Presidente do COP não se recandidate a novo mandato de 2013 a 2017.
O governo e os portugueses só vão ter boas notícias deste modelo de desenvolvimento desportivo.
Programa do XIX governo conclusão
É possível realçar alguns pontos da análise realizada referindo o seguinte:
Numa frase final pode dizer-se que o programa do XIX governo constitucional procura cortar com o passado e com o real, quer não falando deles, quer falando de coisas novas (como foi feito na Lei de Bases do Desporto de 2005).
Tal como o PS em 2005 reconstruiu o seu modelo de actuação a partir dos sucessos anteriores as equipas e os conteúdos, tudo leva a crer que o actual modelo do governo do PSD e do CDS é o de Hermínio Loureiro sem o Euro 2004.
Este é um contributo para o PS começar a construir o seu futuro no desporto.
Independentemente do que está no programa o Ministro do Desporto e o Secretário de Estado do Desporto é que têm a faca e o queijo na mão para demonstrarem que as hipóteses e conclusões colocadas serão reais para o desporto português.
- O programa usa conceitos que são novos e que são usados nos documentos europeus e abrangem um largo espectro da produção desportiva actual.
- A construção das frases de proposta das medidas é confusa impedindo a clarificação do que realmente o PSD e o CDS querem fazer entre a realidade do terreno e uma possível viagem visando a média europeia.
- O programa não tem pontos indicativos dos pontos centrais da actual situação, onde vai actuar e em que dimensão.
- Não há detalhe de medidas de política para a prática desportiva informal e para o 'desporto com todos'.
- O detalhe das futuras medidas do alto rendimento é grande em múltiplos pontos e mesmo quando parece que a frase de início vai tratar do 'desporto com todos' verifica-se que acaba a falar de alto rendimento, talentos, parcerias privadas.
- O modelo por detrás do programa é maioritariamente direccionado para o alto rendimento.
- A austeridade referida pelo secretário de estado sugere que algumas das medidas apresentadas no programa sejam ajustadas ao que chama o contexto macroeconómico.
- O programa não consubstancia um modelo de desenvolvimento sustentado visando a média europeia.
- É uma lacuna grave que o programa do governo não trate com essencialidade o fracasso actual da produção do associativismo desportivo de base. O 'desporto com todos' é um conceito novo como o da actividade física imposto na legislatura passada.
- A actuação do governo deverá orientar-se pelos tradicionais instrumentos legislação, produção pública e subsídios para a produção privada. A maior parte das medidas tratadas podem ter graus diferenciados de legislação, produção pública e subsídios.
- Ou seja, as transformações legislativas não são apenas a revisão da lei de bases, do Conselho Nacional do Desporto, o TAD. Todas as medidas propostas incluem alguma necessidade de ajustamento legislativo ou de produção pública ou de subsídio. Ligar a actuação do governo apenas à produção legislativa é um erro da equipa que pontificou na legislatura precedente.
- Há nos dias que correm a possibilidade de atribuir direitos de propriedade aos produtores privados nomeadamente através de parcerias para a realização de objectivos públicos.
- Entre esses elementos também está o diálogo social não só para dentro do desporto como também para fora do desporto que o programa só fala em termos do turismo o que é fortemente limitado.
- Simultaneamente há grandes projectos nacionais como o Mar e que o programa para o desporto é omisso.
Numa frase final pode dizer-se que o programa do XIX governo constitucional procura cortar com o passado e com o real, quer não falando deles, quer falando de coisas novas (como foi feito na Lei de Bases do Desporto de 2005).
Tal como o PS em 2005 reconstruiu o seu modelo de actuação a partir dos sucessos anteriores as equipas e os conteúdos, tudo leva a crer que o actual modelo do governo do PSD e do CDS é o de Hermínio Loureiro sem o Euro 2004.
Este é um contributo para o PS começar a construir o seu futuro no desporto.
Independentemente do que está no programa o Ministro do Desporto e o Secretário de Estado do Desporto é que têm a faca e o queijo na mão para demonstrarem que as hipóteses e conclusões colocadas serão reais para o desporto português.
Subscrever:
Mensagens (Atom)