O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
quinta-feira, 24 de março de 2011
Palavras de Vicente Moura em 2007
As frases, que estão aqui, falam por si:
(bold do autor do blogue)
"Outro resultado desse protocolo foi ter passado para o Comité Olímpico a responsabilidade de gestão do projecto, ou, por outras palavras: recebemos do IDP, com a mão esquerda, a verba de catorze milhões de euros, orçamentada para o projecto Pequim 2008, e com a mão direita entregamos essa verba às federações, mediante critérios definidos por nós. Acompanhamo-las depois e trabalhamos directamente com elas. Penso que se cumpriu com isto um slogan que é "menos Estado, melhor Estado!"."
VM confunde o facto de receber e entregar dinheiro com o aumento do produto que nesta altura esperava fosse muito significativa. Ver a frase seguinte:
Depois continua com afirmações que se verificaram em Pequim em 2008 nunca se concretizarem:
"Fiz esta promessa e responsabilizo-me por ela, porque realmente acredito que chegaremos lá, isto se não a ultrapassarmos."
Mais à frente fala do que não sabe:
"Para já, eu apenas quero que o Estado perceba que somos capazes de fazer um trabalho bem feito, com rigor, e muito mais económico, porque o que estamos aqui a fazer com meia duzia de pessoas, teria que fazer o IDP com mais de quinhentas, e os gastos administrativos seriam muitissimo maiores."
Desconhece ou não equaciona a relevância do associativismo para a definição da prática desportiva da população na Europa:
"Apesar de estar a lutar por resultados nos próximos Jogos Olímpicos, se eu tivesse que escolher entre esses resultados ou ter 40% dos jovens Portugueses a praticar Desporto, eu escolheria perder a minha aposta em relação às medalhas. "
Palavras para quê?
"então eu disse que, como até tenho um inimigo de estimação, só para o aborrecer, vou ficar...
Por fim surgem os Jogos Olímpicos em Portugal embrulhado num programa que só não diz quem o vai fazer, porque ele até já está feito e pensado:
(o governo) "Não está interessado. De facto, até reage mal quando eu falo desta matéria, porque deve pensar que a opinião pública vai achar que estou louco ao querer com isto e gastar 2 ou 3 mil milhões de euros, mas eu tenho isto tudo projectado e planeado.
Ainda não conseguiu os Jogos Olímpicos de Portugal mas vai haver o Museu do Desporto.
(bold do autor do blogue)
"Outro resultado desse protocolo foi ter passado para o Comité Olímpico a responsabilidade de gestão do projecto, ou, por outras palavras: recebemos do IDP, com a mão esquerda, a verba de catorze milhões de euros, orçamentada para o projecto Pequim 2008, e com a mão direita entregamos essa verba às federações, mediante critérios definidos por nós. Acompanhamo-las depois e trabalhamos directamente com elas. Penso que se cumpriu com isto um slogan que é "menos Estado, melhor Estado!"."
VM confunde o facto de receber e entregar dinheiro com o aumento do produto que nesta altura esperava fosse muito significativa. Ver a frase seguinte:
"Nunca se obtiveram resultados sequer aproximados aos do ano passado,(em 2006) quer a nível continental, quer a nível mundial.
Já este ano (em 2007) Portugal está a progredir, com as federações e os técnicos a fazerem um belissimo trabalho.
Tenho também mencionado isto em diversas ocasiões: pela primeira vez temos onze atletas no nível de medalhados dum Projecto Olímpico, ou seja, temos onze atletas com possibilidades reais de ganhar medalhas nas proximas Olimpiadas!"
Depois continua com afirmações que se verificaram em Pequim em 2008 nunca se concretizarem:
"Em troca dos catorze milhões de Euros, escrevi uma carta, que está no IDP, a dizer que se dessem o apoio obteríamos quatro a cinco medalhas e sessenta e quatro pontos, quando nós nunca conseguimos ultrapassar os quarenta e quatro, quarenta e cinco.
Isto está escrito, o que significa que quando acabarem os Jogos Olimpicos alguem vai cobrar essa promessa…e eu próprio cobrarei a mim mesmo.""Fiz esta promessa e responsabilizo-me por ela, porque realmente acredito que chegaremos lá, isto se não a ultrapassarmos."
Mais à frente fala do que não sabe:
"Para já, eu apenas quero que o Estado perceba que somos capazes de fazer um trabalho bem feito, com rigor, e muito mais económico, porque o que estamos aqui a fazer com meia duzia de pessoas, teria que fazer o IDP com mais de quinhentas, e os gastos administrativos seriam muitissimo maiores."
Desconhece ou não equaciona a relevância do associativismo para a definição da prática desportiva da população na Europa:
"Apesar de estar a lutar por resultados nos próximos Jogos Olímpicos, se eu tivesse que escolher entre esses resultados ou ter 40% dos jovens Portugueses a praticar Desporto, eu escolheria perder a minha aposta em relação às medalhas. "
Palavras para quê?
"então eu disse que, como até tenho um inimigo de estimação, só para o aborrecer, vou ficar...
...porque a minha intenção real é retirar-me em março de 2009, depois dos Jogos Olímpicos.
O que vai acontecer é que, se for um fracasso, evidentemente isso vai-se cumprir, se não for, e só para irritar este meu inimigo, pode ser que fique..."
"Em Portugal diz-se: "Este ano vou ser campeão nacional, este ano vou ganhar as três taças..." - e depois não se ganha nada, e tudo fica como antes. O que eu estou a querer dizer é que, comigo, nada ficará como antes! Portanto, tem que começar a haver uma responsabilização, há que pagar o preço e eu estou disposto a pagá-lo. Digo mais: o Desporto, é, em Portugal, a única área que aumenta a auto-estima do povo, que nos junta a ouvir o Hino e a chorar a olhar para a Bandeira hasteada num mastro. Todos os outros sectores só nos dão vontade de emigrar para outro país, por isso temos que começar a tratar de nós próprios, temos que ter orgulho nas coisas que estamos a fazer, ou daqui a dez ou vinte anos estamos completamente dissolvidos na Europa!... "
Por fim surgem os Jogos Olímpicos em Portugal embrulhado num programa que só não diz quem o vai fazer, porque ele até já está feito e pensado:
"Acho que temos que arranjar um objectivo redundante, que junte à volta de uma mesa o Governo, as Autarquias, o Comité Olímpico, as Federações, as Empresas - e traçar um objectivo, um plano de desenvolvimente desportivo!
(a iniciativa) Tem que ser minha, sim.
Mas o que acontece é que o COP precisa que as pessoas estejam receptivas, não a uma hipotética candidatura, mas sim a estudar o problema, ver se é possivel e para quando, ou, se não fôr possivel, então não é, mas que se estude!"
(o governo) "Não está interessado. De facto, até reage mal quando eu falo desta matéria, porque deve pensar que a opinião pública vai achar que estou louco ao querer com isto e gastar 2 ou 3 mil milhões de euros, mas eu tenho isto tudo projectado e planeado.
Por exemplo, o Aeroporto da Portela vai sair dali, a área daria uma Aldeia Olímpica excepcional, porque tem uma auto-estrada, poderia construir-se uma estação de metro, espaços verdes, eu tenho tudo projectado já, mas de facto não é possível uma candidatura ter sucesso se não tiver o apoio unânime de todas as entidades públicas do país."
Ainda não conseguiu os Jogos Olímpicos de Portugal mas vai haver o Museu do Desporto.
Oxigenar as soluções
O desporto português está sufocado.
É comum ouvir que os dirigentes desportivos dizer não estão preocupados com os praticantes dos clubes.
A política desportiva dirige-se para pequenos e micro líderes de organizações que lutam pela sua sobrevivência num mercado falido e subsídio-dependente do Estado.
Com essas micro e pequenas organizações conseguem subir aos níveis mais altos da nação.
Falta estatura, a quem com eles lida, para lhes indicar princípios e soluções de responsabilização e risco que os tornem homens de maior impacto social e económico geradores de produto desportivo competitivo e de externalidades abundantes na educação, saúde, economia e segurança dos portugueses.
Os políticos no desporto não ouvem nem conversam partindo para soluções de complexidade crescente que aliás não admitem porque a sua capacidade de diálogo é curta.
Gilberto Madail perdeu a eleição na Europa porque a UEFA percebeu que quem não consegue aprovar estatutos, está num país em bancarrota, nem tem resultados nas selecções nem na champions league então é de uma segunda ordem. Não percebeu que o modelo do Euro2004 chegou ao fim e que a Europa percebeu que a magia de Portugal chegou ao fim.
Não percebeu que deveria já ter projectado Luís Figo para os areópagos europeus do futebol, como não percebeu que as selecções de jovens já não vencem nada e que todo o pudor foi perdido quando Portugal leva à Europa problemas de má educação entre dirigentes de topo como se fossem assuntos de Estado. Não é o único líder a trabalhar mal as suas estrelas porque outros dirigentes de outras federações e organizações desportivas nacionais fazem o mesmo.
As soluções que tenho apresentado neste blogue não têm a pretensão de se projectarem no sistema desportivo.
As máquinas políticas têm uma vida própria e todas as ideias levam uma volta significativa até sair um instrumento de política acabado.
As ideias que vou colocando visam oxigenar as soluções de política desportiva.
O medo de levar instrumentos inovadores aos dirigentes desportivos portugueses aceita as suas características: são fechados, pensam que sabem tudo, fazem o que pensam, destróem a diferença, falam do que não sabem.
Os dirigentes desportivos portugueses pensam que o Estado existe exclusivamente para lhes dar dinheiro.
Estão redondamente enganados.
Os dirigentes desportivos dos países mais ricos do mundo recebem muito menos dinheiro do Estado, por vezes nenhum, e movimentam montantes de capital que os dirigentes desportivos portugueses nem sonham alcançar. Também têm o orgulho de não dependerem do Estado para cumprir os seus objectivos sociais e económicos.
Ouvir os dirigentes desportivos é importante para conhecer os limites e os fracassos da produção desportiva privada.
A política desportiva nacional necessita do oxigénio das ciências do desporto e das outras áreas o que actualmente, ou é recusado, ou são encontradas formas de forçar a mão da política menor sem fôlego de longo prazo.
Há vários anos fiz calculos estatísticos e caracterizei certo nível de prática desportiva.
Anos depois uma investigação noutra área da ciência coincidiu na caracterização.
Foi correcto ter feito a investigação. Ambas as investigações.
O problema é não promover a divulgação, o debate e as conclusões sobre o que fazer com esse conhecimento.
O debate deve ser umacto fácil como respirar sendo igualmente vital.
A característica que detectei há alguns anos corresponde a uma falha da produção desportiva, permanece e não é resolvida.
Os dirigentes desportivos não olham, não vêem e menorizam.
Chegam a ser arrogantes na sua teimosia.
A sociedade portuguesa sabe disso.
Oxigenar as soluções é um atentado à forma de fazer a política desportiva nacional porque as pessoas que actualmente fazem a política desportiva vivem um mundo pequeno e à parte com um modelo de trabalho que se apurou apenas em Portugal nos últimos vinte anos.
Irá esse modelo ser questionado ou continuarão as suas características reverênciais?
É comum ouvir que os dirigentes desportivos dizer não estão preocupados com os praticantes dos clubes.
A política desportiva dirige-se para pequenos e micro líderes de organizações que lutam pela sua sobrevivência num mercado falido e subsídio-dependente do Estado.
Com essas micro e pequenas organizações conseguem subir aos níveis mais altos da nação.
Falta estatura, a quem com eles lida, para lhes indicar princípios e soluções de responsabilização e risco que os tornem homens de maior impacto social e económico geradores de produto desportivo competitivo e de externalidades abundantes na educação, saúde, economia e segurança dos portugueses.
Os políticos no desporto não ouvem nem conversam partindo para soluções de complexidade crescente que aliás não admitem porque a sua capacidade de diálogo é curta.
Gilberto Madail perdeu a eleição na Europa porque a UEFA percebeu que quem não consegue aprovar estatutos, está num país em bancarrota, nem tem resultados nas selecções nem na champions league então é de uma segunda ordem. Não percebeu que o modelo do Euro2004 chegou ao fim e que a Europa percebeu que a magia de Portugal chegou ao fim.
Não percebeu que deveria já ter projectado Luís Figo para os areópagos europeus do futebol, como não percebeu que as selecções de jovens já não vencem nada e que todo o pudor foi perdido quando Portugal leva à Europa problemas de má educação entre dirigentes de topo como se fossem assuntos de Estado. Não é o único líder a trabalhar mal as suas estrelas porque outros dirigentes de outras federações e organizações desportivas nacionais fazem o mesmo.
As soluções que tenho apresentado neste blogue não têm a pretensão de se projectarem no sistema desportivo.
As máquinas políticas têm uma vida própria e todas as ideias levam uma volta significativa até sair um instrumento de política acabado.
As ideias que vou colocando visam oxigenar as soluções de política desportiva.
O medo de levar instrumentos inovadores aos dirigentes desportivos portugueses aceita as suas características: são fechados, pensam que sabem tudo, fazem o que pensam, destróem a diferença, falam do que não sabem.
Os dirigentes desportivos portugueses pensam que o Estado existe exclusivamente para lhes dar dinheiro.
Estão redondamente enganados.
Os dirigentes desportivos dos países mais ricos do mundo recebem muito menos dinheiro do Estado, por vezes nenhum, e movimentam montantes de capital que os dirigentes desportivos portugueses nem sonham alcançar. Também têm o orgulho de não dependerem do Estado para cumprir os seus objectivos sociais e económicos.
Ouvir os dirigentes desportivos é importante para conhecer os limites e os fracassos da produção desportiva privada.
A política desportiva nacional necessita do oxigénio das ciências do desporto e das outras áreas o que actualmente, ou é recusado, ou são encontradas formas de forçar a mão da política menor sem fôlego de longo prazo.
Há vários anos fiz calculos estatísticos e caracterizei certo nível de prática desportiva.
Anos depois uma investigação noutra área da ciência coincidiu na caracterização.
Foi correcto ter feito a investigação. Ambas as investigações.
O problema é não promover a divulgação, o debate e as conclusões sobre o que fazer com esse conhecimento.
O debate deve ser umacto fácil como respirar sendo igualmente vital.
A característica que detectei há alguns anos corresponde a uma falha da produção desportiva, permanece e não é resolvida.
Os dirigentes desportivos não olham, não vêem e menorizam.
Chegam a ser arrogantes na sua teimosia.
A sociedade portuguesa sabe disso.
Oxigenar as soluções é um atentado à forma de fazer a política desportiva nacional porque as pessoas que actualmente fazem a política desportiva vivem um mundo pequeno e à parte com um modelo de trabalho que se apurou apenas em Portugal nos últimos vinte anos.
Irá esse modelo ser questionado ou continuarão as suas características reverênciais?
quarta-feira, 23 de março de 2011
Disse António Barreto à SIC notícias, Edição da Noite, agora às 22,30
Frases com um conteúdo aproximado do que disse e que apanhei:
Ver estas e outras frases aqui.
... o primeiro-ministro não tem cortesia ...
... o PS é forte a bater nos fracos e nos frágeis
... resolve bem os problemas dos amigos ...
... o país não sobrevive com o radicalismo destes pequenos políticos ...
... foi um gesto deliberado para forçar a ira; se não foi deliberado, este homem precisa de descanso, acredito que foi deliberado ...
... das poucas boas notícias de hoje é ele ter saído ...
... Portugal necessita de se defender de José Sócrates ...
... os políticos correm o risco de actuarem com enorme deslealdade para com a população porque desconhecendo a real situação económica ...
... em dois meses é possível informar os portugueses e se isso não fôr dito, isso será desleal com os portugueses ...
...
Ver estas e outras frases aqui.
... o primeiro-ministro não tem cortesia ...
... o PS é forte a bater nos fracos e nos frágeis
... resolve bem os problemas dos amigos ...
... o país não sobrevive com o radicalismo destes pequenos políticos ...
... foi um gesto deliberado para forçar a ira; se não foi deliberado, este homem precisa de descanso, acredito que foi deliberado ...
... das poucas boas notícias de hoje é ele ter saído ...
... Portugal necessita de se defender de José Sócrates ...
... os políticos correm o risco de actuarem com enorme deslealdade para com a população porque desconhecendo a real situação económica ...
... em dois meses é possível informar os portugueses e se isso não fôr dito, isso será desleal com os portugueses ...
...
terça-feira, 22 de março de 2011
O Benfica, a Olivedesportos e o fisco
O jornal i entrevista o dirigente do Benfica, Domingos Soares Oliveira, acerca da marca Benfica.
Obviamente o Benfica é o maior e ainda o será muito mais maior no futuro.
Uma parte importante da entrevista são as relações com a Olivedesportos.
O Benfica como todos os clubes, as federações e os operados de eventos desportivos não estão satisfeitos com o que recebem e o mais importante é que a existência da Olivedesportos poderia ajudar mais o desporto de que vive.
Uma primeira questão relaciona-se com as audiências dos jogos que diminuem com a transmissão e que por essa Europa existem exemplos documentados em várias modalidades para além do futebol. Para contrariar esta situação é de ter políticas de espectadores atraentes e dinâmicas para os sócios e adeptos.
Uma segunda questão diz respeito ao poder de monopólio dos operadores televisivos e à existência de barreiras à entrada de operações no mercado das transmissões desportivas que a Olivedesportos conquistou ao longo dos anos e que torna muito difícil aos operadores televisivos entrarem no mercado.
Do ponto de vista da política pública o Estado deveria estabelecer direitos de propriedade diferenciados que permitissem aos agentes desportivos maximizarem a sua receita desportiva.
O Estado ao favorecer operadores acaba por afectar o futuro do desporto.
Isto acontece porque não tendo o Estado meios financeiros bastantes para fomentar e alavancar o desporto português para a média europeia, deveria incentivar a competitividade dos mercados a jusante das competições desportivas podendo inclusive beneficiar fiscalmente toda a área dos patrocínios aos direitos de imagem para se libertar de financiamentos que são ruinosos para o orçamento do Estado mas que são bastante interessantes para os patrocinadores privados.
Estão neste caso o Estoril Open de que João Lagos se queixava de falta de financiamentos públicos, pelos vistos que também não eram necessários, e, também, de provas de modalidades com uma imagem mediática significativa como o golfe, ténis, automobilismo e motociclismo, etc.
Os beneficios fiscais não se fariam para estas modalidades ao nível do IVA mas ao nível das operações de marketing, patrocínios e de transmissão de eventos. Apenas fazendo contas se encontrariam os valores apropriados para maximizar o interesse do desporto e do país.
Obviamente o Benfica é o maior e ainda o será muito mais maior no futuro.
Uma parte importante da entrevista são as relações com a Olivedesportos.
O Benfica como todos os clubes, as federações e os operados de eventos desportivos não estão satisfeitos com o que recebem e o mais importante é que a existência da Olivedesportos poderia ajudar mais o desporto de que vive.
Uma primeira questão relaciona-se com as audiências dos jogos que diminuem com a transmissão e que por essa Europa existem exemplos documentados em várias modalidades para além do futebol. Para contrariar esta situação é de ter políticas de espectadores atraentes e dinâmicas para os sócios e adeptos.
Uma segunda questão diz respeito ao poder de monopólio dos operadores televisivos e à existência de barreiras à entrada de operações no mercado das transmissões desportivas que a Olivedesportos conquistou ao longo dos anos e que torna muito difícil aos operadores televisivos entrarem no mercado.
Do ponto de vista da política pública o Estado deveria estabelecer direitos de propriedade diferenciados que permitissem aos agentes desportivos maximizarem a sua receita desportiva.
O Estado ao favorecer operadores acaba por afectar o futuro do desporto.
Isto acontece porque não tendo o Estado meios financeiros bastantes para fomentar e alavancar o desporto português para a média europeia, deveria incentivar a competitividade dos mercados a jusante das competições desportivas podendo inclusive beneficiar fiscalmente toda a área dos patrocínios aos direitos de imagem para se libertar de financiamentos que são ruinosos para o orçamento do Estado mas que são bastante interessantes para os patrocinadores privados.
Estão neste caso o Estoril Open de que João Lagos se queixava de falta de financiamentos públicos, pelos vistos que também não eram necessários, e, também, de provas de modalidades com uma imagem mediática significativa como o golfe, ténis, automobilismo e motociclismo, etc.
Os beneficios fiscais não se fariam para estas modalidades ao nível do IVA mas ao nível das operações de marketing, patrocínios e de transmissão de eventos. Apenas fazendo contas se encontrariam os valores apropriados para maximizar o interesse do desporto e do país.
Disse Lídia Jorge à Antena 2, agora às 18,55
Frases do género:
... Não creio que os portugueses sejam um povo de castrados ...
... Há pessoas que farão coisas para impedir a continuação das dificuldades e essas eventualmente não serão conhecidas ...
...
... Não creio que os portugueses sejam um povo de castrados ...
... Há pessoas que farão coisas para impedir a continuação das dificuldades e essas eventualmente não serão conhecidas ...
...
Salvar os dedos, preservar o futuro
A prática desportiva dos jovens deveria ser preservada a todo o custo.
O desporto já há muito deveria estar a passar a mensagem para a sociedade definindo as necessidades básicas, as novas relações e soluções de defesa do essencial para a actividade corrente.
Receio não haver condições para uma atitude de avaliação profunda das condições da situação do desporto porque o Conselho Nacional do Desporto é uma caixa de ressonância dos agentes mais activos, não existe o reconhecimento de líderes que tenham posições desenvolvimento sustentado, existe a reverência perante o curto prazo e as solicitações pontuais e não existe a capacidade de liderar um projecto de investigação rápido para projectar o desporto na actual situação de crise do país.
O desporto está assim por sua própria culpa.
As crises económica, orçamental, social e política começou há pelo menos dois anos e o desporto entreteu-se com os seus problemas e não sabe pensar a sua situação em contexto dinâmico do que faz a economia e a sociedade e ter a capacidade de dinamicamente responder a esses desafios que lhe exigem acção e não inação e cabeça na areia.
O Presidente do COP e o do Atletismo usam as entrevistas na Antena Um e no Record para anunciarem o Museu Olimpico e trocarem de galhardetes, os blogues do desporto discutem efemérides e o 'meu umbigo', os juristas a conformidade e a desconformidade da magnífica lei do desporto e arredores, e as Universidades cientificamente formam para o desemprego ... desportivo.
Se há sector em Portugal que não está à rasca é o do Desporto!
Diz-se que nos fornos de asfixia alemães as próprias mães quando chegava o momento final abandonavam os filhos e lutavam por um lugar na escapatória que inexoravelmente estava fechada.
O Desporto sem Princípios procura iludir a asfixia que vai sentindo e acenar para uma escapatória que não vai estar lá.
Sem uma visão estruturada do desporto, seja Pedro Passos Coelho, seja José Sócrates, terão uma dificuldade muito grande em resolver os actuais desafios do desporto visando o seu desenvolvimento.
O que irão fazer será responder aos agentes do desporto e do não-desporto mais activos e matar o futuro do desporto português em nome de uma ou das quatro crises que nenhuma se preocupa com a crise do próprio desporto.
O desporto já há muito deveria estar a passar a mensagem para a sociedade definindo as necessidades básicas, as novas relações e soluções de defesa do essencial para a actividade corrente.
Receio não haver condições para uma atitude de avaliação profunda das condições da situação do desporto porque o Conselho Nacional do Desporto é uma caixa de ressonância dos agentes mais activos, não existe o reconhecimento de líderes que tenham posições desenvolvimento sustentado, existe a reverência perante o curto prazo e as solicitações pontuais e não existe a capacidade de liderar um projecto de investigação rápido para projectar o desporto na actual situação de crise do país.
O desporto está assim por sua própria culpa.
As crises económica, orçamental, social e política começou há pelo menos dois anos e o desporto entreteu-se com os seus problemas e não sabe pensar a sua situação em contexto dinâmico do que faz a economia e a sociedade e ter a capacidade de dinamicamente responder a esses desafios que lhe exigem acção e não inação e cabeça na areia.
O Presidente do COP e o do Atletismo usam as entrevistas na Antena Um e no Record para anunciarem o Museu Olimpico e trocarem de galhardetes, os blogues do desporto discutem efemérides e o 'meu umbigo', os juristas a conformidade e a desconformidade da magnífica lei do desporto e arredores, e as Universidades cientificamente formam para o desemprego ... desportivo.
Se há sector em Portugal que não está à rasca é o do Desporto!
Diz-se que nos fornos de asfixia alemães as próprias mães quando chegava o momento final abandonavam os filhos e lutavam por um lugar na escapatória que inexoravelmente estava fechada.
O Desporto sem Princípios procura iludir a asfixia que vai sentindo e acenar para uma escapatória que não vai estar lá.
Sem uma visão estruturada do desporto, seja Pedro Passos Coelho, seja José Sócrates, terão uma dificuldade muito grande em resolver os actuais desafios do desporto visando o seu desenvolvimento.
O que irão fazer será responder aos agentes do desporto e do não-desporto mais activos e matar o futuro do desporto português em nome de uma ou das quatro crises que nenhuma se preocupa com a crise do próprio desporto.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Corrupção: Crime é impune em Portugal por causa da prescrição de processos judiciais
Notícia da Visão refere que a prescrição dos processos judiciais torna a corrupção impune em Portugal, segundo o pólo nacional da Transparency International.
Já Maria José Morgado tinha dito no sábado ao Expresso, pg. 25, de 19 Março 2011, que 'há lodo nos tribunais' e que 'as reformas criminais laxistas dos últimos anos, produto de patos-bravos legislativos, corroeram a autoridade do Estado e a força da lei.'
Independentemente das palavras ditas, estas duas notícias sugerem causas para o país arder e que agora olhando desporto não deveremos deixar de lado a hipótese da ineficácia legislativa, qualquer que seja a razão do seu fracasso.
Garante-se que o regime jurídico tem boas intensões e que Lourenço Pinto, entre tantos outros, são uns malandros.
O desporto tem de saber criar boas instituições e prosseguir os princípios europeus para conseguir desenvolver o desporto.
O desporto não tem sabido criar boas instituições e não prossegue princípios europeus.
No momento em que são oficiais da Justiça e organizações independentes a coincidirem nas criticas ao modelo legislativo nacional, era útil que o desporto focasse a sua atenção no seu direito, não como solução milagrosa para tudo, mas que olhasse criticamente para o que está feito e o que há para fazer, considerando o direito do desporto como um instrumento entre tantos outros que tomados em complementaridade criarão soluções eficazes com o menor esforço organizacional e financeiro.
Já Maria José Morgado tinha dito no sábado ao Expresso, pg. 25, de 19 Março 2011, que 'há lodo nos tribunais' e que 'as reformas criminais laxistas dos últimos anos, produto de patos-bravos legislativos, corroeram a autoridade do Estado e a força da lei.'
Independentemente das palavras ditas, estas duas notícias sugerem causas para o país arder e que agora olhando desporto não deveremos deixar de lado a hipótese da ineficácia legislativa, qualquer que seja a razão do seu fracasso.
Garante-se que o regime jurídico tem boas intensões e que Lourenço Pinto, entre tantos outros, são uns malandros.
O desporto tem de saber criar boas instituições e prosseguir os princípios europeus para conseguir desenvolver o desporto.
O desporto não tem sabido criar boas instituições e não prossegue princípios europeus.
No momento em que são oficiais da Justiça e organizações independentes a coincidirem nas criticas ao modelo legislativo nacional, era útil que o desporto focasse a sua atenção no seu direito, não como solução milagrosa para tudo, mas que olhasse criticamente para o que está feito e o que há para fazer, considerando o direito do desporto como um instrumento entre tantos outros que tomados em complementaridade criarão soluções eficazes com o menor esforço organizacional e financeiro.
É a ética que está em causa que aplicada às boas instituições toma o nome de governance
A história mais recente que aconteceu ao futebol português levou os seus líderes desportivos a aprovarem os estatutos na generalidade e a não aprovarem com quórum três dos artigos.
Se esta situação redundar numa tragédia então:
1 - Alguém não está a agir bem.
2 - Alguém não está a ter a capacidade de liderar a federação.
Estas pessoas deveriam ser responsabilizadas pelo que estão a fazer através das instituições da modalidade, porque estes actos prejudicam a prática do futebol pelos portugueses, e do país, porque o futebol tem uma dimensão tal que os seus actos têm consequências nacionais que deveriam ser bem avalisadas.
Há a percepção da possibilidade de se estar à espera de enganar a UEFA e a FIFA que foram chamadas para tratar do problema nacional, quando nunca deveriam ter sido chamadas.
Houve um atestado de menoridade quando alguém em Portugal se dirige a organismos internacionais e lhes perguntam se o que estão a fazer no seu nível de subsidieridade está bem, porque a partir desse momento passam a depender e a não ser soberanos.
O poder desportivo da principal modalidade desportiva é fraco e disso foi dado conhecimento internacional.
Se no fim disto tudo alguém se recandidata e sacode a chuva das suas acções é porque ao mais alto nível não se quer saber o que se passa, nem querem problemas com uma modalidade ou com os agentes que estão no sector.
O mesmo é dizer que o desporto está isolado e abandonado e tem de partir de si uma nova orientação e visibilidade perante a sociedade e, como se vê no caso presente, perante a Europa e o mundo.
O desporto português necessita de boas instituições para permitir beneficiar de melhorias como sejam a maior democraticidade dos órgãos directivos das federações.
Se o objectivo é um princípio político, como a introdução de democracia, e ele levanta as desconformidades tão evidentemente prejudiciais que podem afectar clubes e selecções, então há que repensar os instrumentos de introdução da democracia.
Se se considerar que não é tragédia a FIFA não actuar sobre a FPF e os estatutos aprovados na generalidade entrarem em vigor, alguém sabe dizer qual a validade formal desse instrumento jurídico aprovado na generalidade e com menos três artigos na especialidade e que serão fulcrais para a dita democracia?
Se esta situação redundar numa tragédia então:
1 - Alguém não está a agir bem.
2 - Alguém não está a ter a capacidade de liderar a federação.
Estas pessoas deveriam ser responsabilizadas pelo que estão a fazer através das instituições da modalidade, porque estes actos prejudicam a prática do futebol pelos portugueses, e do país, porque o futebol tem uma dimensão tal que os seus actos têm consequências nacionais que deveriam ser bem avalisadas.
Há a percepção da possibilidade de se estar à espera de enganar a UEFA e a FIFA que foram chamadas para tratar do problema nacional, quando nunca deveriam ter sido chamadas.
Houve um atestado de menoridade quando alguém em Portugal se dirige a organismos internacionais e lhes perguntam se o que estão a fazer no seu nível de subsidieridade está bem, porque a partir desse momento passam a depender e a não ser soberanos.
O poder desportivo da principal modalidade desportiva é fraco e disso foi dado conhecimento internacional.
Se no fim disto tudo alguém se recandidata e sacode a chuva das suas acções é porque ao mais alto nível não se quer saber o que se passa, nem querem problemas com uma modalidade ou com os agentes que estão no sector.
O mesmo é dizer que o desporto está isolado e abandonado e tem de partir de si uma nova orientação e visibilidade perante a sociedade e, como se vê no caso presente, perante a Europa e o mundo.
O desporto português necessita de boas instituições para permitir beneficiar de melhorias como sejam a maior democraticidade dos órgãos directivos das federações.
Se o objectivo é um princípio político, como a introdução de democracia, e ele levanta as desconformidades tão evidentemente prejudiciais que podem afectar clubes e selecções, então há que repensar os instrumentos de introdução da democracia.
Se se considerar que não é tragédia a FIFA não actuar sobre a FPF e os estatutos aprovados na generalidade entrarem em vigor, alguém sabe dizer qual a validade formal desse instrumento jurídico aprovado na generalidade e com menos três artigos na especialidade e que serão fulcrais para a dita democracia?
As competições desportivas de Lisboa e do Porto exemplos de discriminação de produto
As provas de Lisboa e do Porto mostram o interesse destas áreas metropolitanas oferecerem provas desportivas e culturais que atraiam turistas nacionais e estrangeiros e fixem as suas populações.
As provas de maior sucesso são as que conseguem discriminar actividades e simultaneamente consigam a discriminação de preços para garantir o maior lucro para os seus investidores com finalidade lucrativa.
Estas corridas geram externalidades públicas para outros segmentos económicos como a restauração e os transportes razão para o interesse e o envolvimento das respectivas Câmaras Municipais.
A meia maratona de Lisboa inclui:
1 - avós e netos
2 - mini maratona
3 e 4 - meia maratona amadores e profissionais
5 e 6 - cadeira de rodas amadores e profissionais
O circuito da Boavista do Porto inclui:
1 e 2 - motas e exposição
3 - automóveis antigos
4 - circuito europeu
Um e outro exemplo foram construídos ao longo das décadas com políticas locais consistentes e que a formação de uma população consumidora destas actividades gera benefícios acrescidos no longo prazo.
Economicamente as áreas metropolitanas são exemplos de monopólios em competição e que procuram diversificar a sua oferta sobre os seus concorrentes nacionais e internacionais.
Portugal por tradição não faz estudos sobre estas realizações ao contrário de outras cidades que conhecem através de estudos económicos como e onde investir para maximizar o bem-estar das suas populações.
As provas de maior sucesso são as que conseguem discriminar actividades e simultaneamente consigam a discriminação de preços para garantir o maior lucro para os seus investidores com finalidade lucrativa.
Estas corridas geram externalidades públicas para outros segmentos económicos como a restauração e os transportes razão para o interesse e o envolvimento das respectivas Câmaras Municipais.
A meia maratona de Lisboa inclui:
1 - avós e netos
2 - mini maratona
3 e 4 - meia maratona amadores e profissionais
5 e 6 - cadeira de rodas amadores e profissionais
O circuito da Boavista do Porto inclui:
1 e 2 - motas e exposição
3 - automóveis antigos
4 - circuito europeu
Um e outro exemplo foram construídos ao longo das décadas com políticas locais consistentes e que a formação de uma população consumidora destas actividades gera benefícios acrescidos no longo prazo.
Economicamente as áreas metropolitanas são exemplos de monopólios em competição e que procuram diversificar a sua oferta sobre os seus concorrentes nacionais e internacionais.
Portugal por tradição não faz estudos sobre estas realizações ao contrário de outras cidades que conhecem através de estudos económicos como e onde investir para maximizar o bem-estar das suas populações.
domingo, 20 de março de 2011
Ver entrevista de Fernando Mota
Fernando Mota dá uma entrevista em muitos meses ao Jornal Record e Antena Um.
Afinal as coisas com Vicente Moura passaram-se de forma diferente.
Ver a entrevista aqui.
Sabe a pouco ...
É razoável como aquecimento.
Naturalmente FM é um fundista...
Afinal as coisas com Vicente Moura passaram-se de forma diferente.
Ver a entrevista aqui.
Sabe a pouco ...
É razoável como aquecimento.
Naturalmente FM é um fundista...
Portugal vence em pólo aquático
A federação de natação está de parabéns ao ter vencido só com vitórias o torneio de seis nações compostas por Portugal, Suíça, Dinamarca, Irlanda, República Checa e Suécia. ver aqui.
Não são países qualquer do desporto europeu e mundial.
Sem ser uma vitória num europeu ou mundial é uma disciplina de equipa onde Portugal apenas agora parece destacar-se pela primeira vez.
Para os especialistas da natação aqui deixo a necessária provocação:
Não são países qualquer do desporto europeu e mundial.
Sem ser uma vitória num europeu ou mundial é uma disciplina de equipa onde Portugal apenas agora parece destacar-se pela primeira vez.
Para os especialistas da natação aqui deixo a necessária provocação:
- Porque é que a natação não ganha medalhas como o atletismo?
- O que é que o atletismo tem que a natação não vai lá?
Na reconsideração de Fernando Mota
As causas que geraram a demissão de Fernando Mota não se resolveram em alguns dias.
O tempo dirá qual foi o conjunto de causas internas e externas que levaram à demissão em primeiro lugar.
O atletismo e Fernando Mota têm sido o subsídio olímpico do desporto português e os erros que envolvem o olimpismo português relacionam-se com a insuficiente compreensão dos graus de liberdade que influenciam exteriormente o atletismo e as suas características internas, para estabelecer patamares de desenvolvimento nacional baseados na boa experiência e na correcção dos desafios que ainda não se resolveram
A reconsideração de FM tem de ser acompanhada com preocupação porque os seus graus de liberdade poderão ter diminuído.
Se houve razões da demissão, relacionadas com as condições de funcionamento do modelo de produção desportivo nacional, essas razões não se resolveram, nem foram explicadas e agora Fernando Mota arca sobre si responnsabilidades que estão para além da federação de atletismo.
Isto poderá não ser bom para o desporto, para o atletismo e a sua federação e para Fernando Mota.
Os Jogos de Londres estão feitos porque não é credível que as coisas se desajustassem ou melhorassem em um ano e poucos meses que faltam.
Vamos colocar os limites da produção desportiva em dois pontos:
Boa sorte a Fernando Mota
O tempo dirá qual foi o conjunto de causas internas e externas que levaram à demissão em primeiro lugar.
O atletismo e Fernando Mota têm sido o subsídio olímpico do desporto português e os erros que envolvem o olimpismo português relacionam-se com a insuficiente compreensão dos graus de liberdade que influenciam exteriormente o atletismo e as suas características internas, para estabelecer patamares de desenvolvimento nacional baseados na boa experiência e na correcção dos desafios que ainda não se resolveram
A reconsideração de FM tem de ser acompanhada com preocupação porque os seus graus de liberdade poderão ter diminuído.
Se houve razões da demissão, relacionadas com as condições de funcionamento do modelo de produção desportivo nacional, essas razões não se resolveram, nem foram explicadas e agora Fernando Mota arca sobre si responnsabilidades que estão para além da federação de atletismo.
Isto poderá não ser bom para o desporto, para o atletismo e a sua federação e para Fernando Mota.
Os Jogos de Londres estão feitos porque não é credível que as coisas se desajustassem ou melhorassem em um ano e poucos meses que faltam.
Vamos colocar os limites da produção desportiva em dois pontos:
- Não existe um programa de criação de liderança moderna no sistema desportivo nacional. Há a necessidade de formar os dirigentes actuais nomeadamente os mais novos e há que preparar os atletas para o assumir de cargos e níveis de responsabilidades modernos. A reforma da governance e das instituições é fundamental. Tenho sugerido começar por juntar o COP e a CDP que constituíriam sinais às federações do que deveriam e poderiam fazer;
- Seria útil actuar sobre a base do modelo de produção promovendo um estilo de vida activo dos portugueses através da prática de actividade física e de desporto. A remoção das barreiras de acesso e a difusão de informação são actos necessários. Promover a oferta de oportunidades de prática através da disponibilização de infra-estruturas e de técnicos e voluntários qualificados é um outro vector de incentivo da prática.
Boa sorte a Fernando Mota
sábado, 19 de março de 2011
De choque em choque até ao suicídio final
Ontem dizia-me um economista que 'o que isto precisa de vez em quando é de um choque' para poder avançar.
Quem não se lembra dos choques de há anos atrás, dos resultados a que socialmente estamos a assistir e do prolongar para o futuro desses choques para a nossa bancarrota?
Este economista pertence a um dos sectores que medem em milhões de euros de benefícios próprios todos os choques possíveis e imaginários. 'A bem da nação'?
Quem não se lembra dos choques de há anos atrás, dos resultados a que socialmente estamos a assistir e do prolongar para o futuro desses choques para a nossa bancarrota?
Este economista pertence a um dos sectores que medem em milhões de euros de benefícios próprios todos os choques possíveis e imaginários. 'A bem da nação'?
O que é bom para os grandes clubes, é bom para o desporto e para os portugueses?
Os nossos grandes clubes são uma boa solução a nível europeu mas é necessário internalizar os seus benefícios sob pena da externalização, que se mantém, destruir a criação dos grandes clubes.
O caso das associações e dos estatutos da federação de futebol mostram que soluções que promovem apenas a partilha do bolo são difíceis de aceitar pelos perdedores.
Quando os níveis de procura desportiva nacional são os mais atrasados na Europa existem soluções que podem ajudar a rededifinir a partilha em crescimento.
O fracasso do Benfica na Champions League é o exemplo de que o modelo tem de ser melhorado para garantir uma maior sustentabilidade ao modelo dos nossos grandes clubes.
O Benfica parece estar preso por arames, o Porto tem um modelo que ninguém põe as mãos no lume, embora seja desportivamente exemplar na Europa e no mundo, e o Sporting está cheio de figuras que eventualmente se desvanecem com o prosseguir do campeonato como já aconteceu e ninguém se responsabiliza por nada do que se vai passando de menos bom.
A governance dos grandes clubes deve sustentar um modelo de produção de desporto que tenha os pés bens assentes na vitalidade da base e das estruturas intermédias do desporto português que actualmente está por dinamizar.
O modelo social, sem finalidade lucrativa, à semelhança do Barcelona, foi destruída nos anos noventa com a dispersão dos activos sociais acumulados durante décadas em bolsa, sem se garantir um modelo atraente para os grandes empresários portugueses que seriam os naturais investidores nos grandes clubes.
A política desportiva, a regulação pública, não assegurou condições de trabalho a investidores nacionais predispostos a arriscarem e a investirem a sua imagem num dos grandes clubes nacionais.
Se os seus propósitos são tão bons como os dos líderes tradicionais dos grandes clubes então é o modelo que não está cultural e civilizacionalmente a ser debatido.
A externalização de capitais a que se assiste não tem nome quanto àqueles que capturam as mais-valias e desse modo o débito acumulado não tem responsáveis visíveis.
Há alguns anos foi destruído o único instrumento que fazia luz sobre a saúde dos grandes clubes e da I e II Liga e que era o Relatório feito pela Deloite e publicado pelo jornal a Bola.
O regulador privado a federação deixou morrer a iniciativa e não exigiu à sua associada a Liga de Clubes e ao Estado, o regulador público, para a necessidade desse relatório, assim como, para outros níveis de competição.
Os grandes clubes nacionais tanto podem chegar à final e vencer a Liga Europa como ficarem pelo caminho.
Neste momento existe um bom produto e há que melhorá-lo e dar-lhe melhores princípios europeus do fair-play financeiro, às lideranças que acumulam capital desportivo, humano e social, aos associados com direitos claros sem a presença de claques e de arruaças em todos os jogos ou de jogadores dopados commo refere a instituição que controla o doping.
O caso das associações e dos estatutos da federação de futebol mostram que soluções que promovem apenas a partilha do bolo são difíceis de aceitar pelos perdedores.
Quando os níveis de procura desportiva nacional são os mais atrasados na Europa existem soluções que podem ajudar a rededifinir a partilha em crescimento.
O fracasso do Benfica na Champions League é o exemplo de que o modelo tem de ser melhorado para garantir uma maior sustentabilidade ao modelo dos nossos grandes clubes.
O Benfica parece estar preso por arames, o Porto tem um modelo que ninguém põe as mãos no lume, embora seja desportivamente exemplar na Europa e no mundo, e o Sporting está cheio de figuras que eventualmente se desvanecem com o prosseguir do campeonato como já aconteceu e ninguém se responsabiliza por nada do que se vai passando de menos bom.
A governance dos grandes clubes deve sustentar um modelo de produção de desporto que tenha os pés bens assentes na vitalidade da base e das estruturas intermédias do desporto português que actualmente está por dinamizar.
O modelo social, sem finalidade lucrativa, à semelhança do Barcelona, foi destruída nos anos noventa com a dispersão dos activos sociais acumulados durante décadas em bolsa, sem se garantir um modelo atraente para os grandes empresários portugueses que seriam os naturais investidores nos grandes clubes.
A política desportiva, a regulação pública, não assegurou condições de trabalho a investidores nacionais predispostos a arriscarem e a investirem a sua imagem num dos grandes clubes nacionais.
Se os seus propósitos são tão bons como os dos líderes tradicionais dos grandes clubes então é o modelo que não está cultural e civilizacionalmente a ser debatido.
A externalização de capitais a que se assiste não tem nome quanto àqueles que capturam as mais-valias e desse modo o débito acumulado não tem responsáveis visíveis.
Há alguns anos foi destruído o único instrumento que fazia luz sobre a saúde dos grandes clubes e da I e II Liga e que era o Relatório feito pela Deloite e publicado pelo jornal a Bola.
O regulador privado a federação deixou morrer a iniciativa e não exigiu à sua associada a Liga de Clubes e ao Estado, o regulador público, para a necessidade desse relatório, assim como, para outros níveis de competição.
Os grandes clubes nacionais tanto podem chegar à final e vencer a Liga Europa como ficarem pelo caminho.
Neste momento existe um bom produto e há que melhorá-lo e dar-lhe melhores princípios europeus do fair-play financeiro, às lideranças que acumulam capital desportivo, humano e social, aos associados com direitos claros sem a presença de claques e de arruaças em todos os jogos ou de jogadores dopados commo refere a instituição que controla o doping.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Os grandes clubes portugueses: fundamentos económicos
Os grandes clubes portugueses serão monopólios em competição porque:
1 - O número de clubes é pequeno em Portugal mas é grande no continente europeu;
2 - Actuam num mercado sem barreiras à entrada, embora o esforço para lá se manterem seja enorme e o Boavista faliu, enquanto o Braga iremos ver o que lhe acontece. Em teoria não há barreiras à entrada, embora em Portugal elas se façam sentir e internacionalmente as barreiras não existam;
3 - Diferenciam os seus produtos, nas actividades oferecidas e têm um marketing agressivo na rotação das estrelas do futebol com o apoio da comunicação social;
4 - Caso um dos clubes baixe o preço os outros não irão sofrer um baixamento do seu consumo significativo. Ou colocado de outra forma os clientes de um clube não passarão para o outro;
5 - A curva da procura é decrescente;
6 - A curva da receita marginal está abaixo da curva da procura;
7 - Para maximizarem o seu rendimento os grandes clubes produzem uma quantidade tal onde o custo marginal é igual à receita marginal e cobram o preço mais alto dessa quantidade;
8 - O lucro económico no longo prazo é zero;
9 - Com os grandes estádios os grandes clubes podem discriminar o preço;
10 - Os estádios garantem o excesso de capacidade instalada no longo prazo.
1 - O número de clubes é pequeno em Portugal mas é grande no continente europeu;
2 - Actuam num mercado sem barreiras à entrada, embora o esforço para lá se manterem seja enorme e o Boavista faliu, enquanto o Braga iremos ver o que lhe acontece. Em teoria não há barreiras à entrada, embora em Portugal elas se façam sentir e internacionalmente as barreiras não existam;
3 - Diferenciam os seus produtos, nas actividades oferecidas e têm um marketing agressivo na rotação das estrelas do futebol com o apoio da comunicação social;
4 - Caso um dos clubes baixe o preço os outros não irão sofrer um baixamento do seu consumo significativo. Ou colocado de outra forma os clientes de um clube não passarão para o outro;
5 - A curva da procura é decrescente;
6 - A curva da receita marginal está abaixo da curva da procura;
7 - Para maximizarem o seu rendimento os grandes clubes produzem uma quantidade tal onde o custo marginal é igual à receita marginal e cobram o preço mais alto dessa quantidade;
8 - O lucro económico no longo prazo é zero;
9 - Com os grandes estádios os grandes clubes podem discriminar o preço;
10 - Os estádios garantem o excesso de capacidade instalada no longo prazo.
A economia dos grandes clubes portugueses
Os grandes clubes portugueses Benfica, Sporting e Porto criaram uma economia que tem qualidades e que deveria ser defendida.
O Manifesto dos sportinguistas
O Manifesto dos sportinguistas
António Fidalgo
João Barata
Luciano Amaral
Luis Sousa
Miguel Poiares Maduro
Pedro Fajardo
Pedro Lomba
Pedro Sousa
é apelativo para desenvolver algumas ideias sobre a racionalidade ecoonómica destas organizações económicas que são únicas na Europa e no mundo.
Estes três clubes portugueses têm a capacidade de todas as épocas desportivas terem uma equipa estabilizada e venderem os seus melhores jogadores, e apenas os melhores, e competir com outra equipa no ano seguinte.
Ninguém na Europa o faz porque apenas Portugal possui o saber comprar, desenvolver e vender contratos de jogadores de futebol conseguindo classificar-se como um dos melhores países europeus relativamente à sua dimensão humana e económica.
Se se considerar a proporção relativa entre os resultados do futebol e o restante produto desportivo, a distância ainda é maior do que noutros países e coloca certamente Portugal em primeiro lugar, porque apenas produzimos futebol enquanto os outros países europeus possuem uma massa critica humana, económica e desportiva superior à portuguesa.
Porém, os clubes estão em risco porque têm trabalhado com a magnífica criatividade e liberalidade dos seus dirigentes e adeptos o que se, por um lado, tem gerado resultados internacionais razoáveis, por outro, irão arriscar as novas leis da UEFA relacionadas com o fair-play financeiro, para além das dificuldades de resolverem características nacionais prejudiciais principalmente ao nível institucional e de governance.
Neste domínio os clubes portugueses necessitam de trabalhar com uma base de associativismo desportivo de base em vez de gerarem uma tragédia dos comuns ao nível das classes sociais carenciadas.
A captura sistemática das externalidades e dos talentos formados pelo associativismo de base impede estes pequenos e micro clubes de internalizarem os benefícios da sua actividade que é única e insubstituível.
São estes clubes que formam as populações consumidoras do desporto de alto rendimento gerado pelos grandes clubes.
Em Portugal a iliteracia desportiva gerou a aceitação irracional pela geração de capital financeiro por estes grandes clubes, aceitando a morte dos pequenos e micro clubes, que debilitam o desporto nacional, e impossibilitam a criação de capital humano e social para suportar o aumento da produtividade de Portugal em múltiplos domínios.
Reafirmo uma vez mais que a economia dos grandes clubes portugueses é única no mundo e que é a ciência, nomeadamente a económica, que lhe podem dar uma mão para ser assertiva no sucesso europeu no século XXI.
Manifesto Por Um Debate Diferente Sobre o Futuro do Sporting
O Sporting até tem sócios que fazem manifestos pelo clube. Ver aqui.
O manifesto tem três pontos fundamentais:
1 - modelo de identidade do Sporting que se terá perdido;
2 - transparência na gestão para justificar o agravamento das contas;
3 - a partir da identidade do sporting liderar o modelo de futebol nacional.
O manifesto tem três pontos fundamentais:
1 - modelo de identidade do Sporting que se terá perdido;
2 - transparência na gestão para justificar o agravamento das contas;
3 - a partir da identidade do sporting liderar o modelo de futebol nacional.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Amartya Sen dá três conselhos
O desporto português poderia aprender com o prémio Nobel da Economia, Amartya Sen, três conselhos sobre o défice, a austeridade e a resolução dos problemas.
No primeiro diz que é possível escolher o momento de reduzir o défice sugerindo a possibilidade de aplicar as medidas para um momento de desenvolvimento da economia e não quando o clima geral é de retração.
No segundo diz que é possível escolher as medidas de austeridade entre as que possuem consequências mais gravosas e as outras com melhores resultados no desenvolvimento.
Em tercceiro diz o prémio Nobel que a melhor forma de pensar os problemas da economia, sociedade, política e democracia é o debate público e o raciocínio público.
Para o desporto estas mensagens têm um significado de abertura:
1 - Compreender o melhor momento para actuar as políticas do desporto.
2 - Escolher as medidas que possam satisfazer partes em conflitos sejam as finanças e os ginásios ou sejam as associações e a federação respectiva.
3 - Debater e raciocinar em público.
Porque será que não o fazemos no desporto português?
No primeiro diz que é possível escolher o momento de reduzir o défice sugerindo a possibilidade de aplicar as medidas para um momento de desenvolvimento da economia e não quando o clima geral é de retração.
No segundo diz que é possível escolher as medidas de austeridade entre as que possuem consequências mais gravosas e as outras com melhores resultados no desenvolvimento.
Em tercceiro diz o prémio Nobel que a melhor forma de pensar os problemas da economia, sociedade, política e democracia é o debate público e o raciocínio público.
Para o desporto estas mensagens têm um significado de abertura:
1 - Compreender o melhor momento para actuar as políticas do desporto.
2 - Escolher as medidas que possam satisfazer partes em conflitos sejam as finanças e os ginásios ou sejam as associações e a federação respectiva.
3 - Debater e raciocinar em público.
Porque será que não o fazemos no desporto português?
Como é que os donos dos Parques Aquáticos destruíram a sua indústria?
Dando o exemplo do Estádio Nacional este poste é à consideração dos donos dos ginásios e academias.
Há alguns anos atrás os parques aquáticos PA eram um negócio florescente que a população portuguesa consumia gostosamente.
Vários acidentes menores demonstraram o risco da actividade que os donos dos PA olharam sem retirarem as devidas ilações, até que tiveram que morrer duas crianças no Restelo para acabarem com o negócio.
Houve uma negligência grosseira por parte dos operadores que nunca compreenderam o alcance do que se passava.
Na piscina do Estádio Nacional quando um cidadão quer usufruir das actividades desportivas lá oferecidas a pessoa tem de fazer uma análise à sua condição física.
Recentemente um praticante que terá vindo de um grande operador o Holmes Place fez o exame no Estádio Nacional e tinha a tensão alta pelo que lhe disseram que apenas praticaria uma actividade física na piscina do Estádio Nacional se fosse ao médico e regularizasse a sua condição física.
O bom trabalho do Estádio Nacional com os seus praticantes é de enaltecer e um exemplo como com processos simples é possível evitar maiores acidentes que uma vez acontecendo podem destruir a indústria dos ginásios e academias.
Espero que a AGAP e a Holmes Place não se atirem ao mensageiro e façam antes por encontrar soluções que melhorem a sua imagem junto dos consumidores, que também passa pelo ouvir-dizer, que foi o que eu aqui fiz e aqui deixo, pelo mesmo valor com que me contaram.
Há alguns anos atrás os parques aquáticos PA eram um negócio florescente que a população portuguesa consumia gostosamente.
Vários acidentes menores demonstraram o risco da actividade que os donos dos PA olharam sem retirarem as devidas ilações, até que tiveram que morrer duas crianças no Restelo para acabarem com o negócio.
Houve uma negligência grosseira por parte dos operadores que nunca compreenderam o alcance do que se passava.
Na piscina do Estádio Nacional quando um cidadão quer usufruir das actividades desportivas lá oferecidas a pessoa tem de fazer uma análise à sua condição física.
Recentemente um praticante que terá vindo de um grande operador o Holmes Place fez o exame no Estádio Nacional e tinha a tensão alta pelo que lhe disseram que apenas praticaria uma actividade física na piscina do Estádio Nacional se fosse ao médico e regularizasse a sua condição física.
O bom trabalho do Estádio Nacional com os seus praticantes é de enaltecer e um exemplo como com processos simples é possível evitar maiores acidentes que uma vez acontecendo podem destruir a indústria dos ginásios e academias.
Espero que a AGAP e a Holmes Place não se atirem ao mensageiro e façam antes por encontrar soluções que melhorem a sua imagem junto dos consumidores, que também passa pelo ouvir-dizer, que foi o que eu aqui fiz e aqui deixo, pelo mesmo valor com que me contaram.
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