Realiza-se em Dezembro a conferência anual da Apogesd anunciada no endereço www.apogesd.pt.
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
O Porto pensa que o que é bom para o Porto é bom para o futebol e o país
O futebol está prestes a perder um promissor presidente da liga de clubes e ganhar um incerto presidente da federação.
Estão mais em causa funções e do que as pessoas propriamente ditas.
Como refere Joaquim Evangelista é necessário ouvir os candidatos significando com isso a necessidade de apurar o que se fará depois das eleições.
O futebol português tem tido uma performance extraordinária e é um caso raro como a Nokia para os finlandeses.
A diferença é que o futebol em Portugal e em todo o mundo tem um impacto económico e uma criação de emprego que é uma fracção ínfima do impacto da Nokia para a Finlândia.
A Finlândia também teve uma escola de desporto no atletismo e não fez disso um caso único apostando noutras dimensões desportivas enquanto Portugal põem os ovos desportivos todos no cesto do futebol.
Agora o caso de sucesso do modelo do Porto que tem puxado pelo futebol português e equacionado o modelo de desenvolvimento desportivo a seu contento quer liderar a federação.
A questão principal é se o Porto vai conseguir arrecadar rendas adicionais na liderança do futebol nacional ou se era melhor consolidar, agora com Fernando Gomes, o trabalho realizado por Hermínio Loureiro na Liga.
O estudo realizado recentemente por decisão de Fernando Gomes é relevante pela aridez do desporto português nos estudos para o seu conhecimento.
O estudo foi oportuno e tem qualidade pelos contributos realizados.
Há variáveis adicionais a considerar fora do Sumário Executivo do estudo e esses elementos são o trabalho adicional que alguém tem de fazer na Liga de Clubes ou noutras organizações.
Naturalmente o modelo agora encontrado na Liga tem a ambição de se aplicar a todo o futebol o que na forma equacionada apresenta limites.
Gilberto Madail nunca fez estudos preferindo a negociação política baseada em eventos e resultados das selecções.
Ao contrário do sugerido por Joaquim Evangelista o trabalho de Gilberto Madail deve ser visto não pela estabilidade conseguida que não é nenhuma. As federações estão num beco sem saída, vivendo do trabalho dos jogadores nos clubes internacionais, e os clubes têm uma situação como sugere o estudo da própria Liga de Clubes.
O desenvolvimento desportivo do futebol está em todo o desporto e fora do modelo do Porto.
Colocar a federação fora das mãos do Porto é a forma de preservar e potenciar o próprio Porto.
Deixá-lo ganhar a federação será entregar-lhe um todo que até hoje foi liderado por terceiros que lhe deram o melhor modelo para prosperar.
E afinal porque não há-se o Porto ter nas mãos aquilo que na realidade sempre liderou a seu contento?
A razão é que o Porto está em dificuldades porque a saída real é contrária ao seu comportamento e ao seu modelo há mais de trinta anos.
Isto o Porto não aceita e pede, pelo menos, a bondade do benefício da dúvida quando propõe um seu candidato através dos clubes da II Liga que querem ser ricos como o FCP.
O benefício da dúvida é aquilo que o Porto nunca deu a outros.
Este parece-lhe ser o momento para dominar pessoalmente o futebol português.
Haverá uma diferença de grau entre fazer dentro e comprar fora.
Trata-se agora de fazer dentro o que o Porto fazia fora através de Gilberto Madail.
A remuneração esperada será aliciante e a oportunidade única.
Não existe oposição no país, no desporto e no futebol.
Há uma diferença entre o merecimento do Porto em assumir o poder e a necessidade de desenvolvimento sustentado da modalidade.
Esta última o país, o desporto e o futebol são incapazes de debater e consensualizar uma saída face às actuais crises.
Arrumados o Benfica e o Porto no seu devido lugar, o que é bom para o Porto é bom para o futebol e o desporto nacional?
O Porto pensa que sim!
domingo, 11 de setembro de 2011
Helena Matos fala de novas regras para o desporto
A articulista do Público, aqui, faz um poste sobre o desporto onde parodeia a competição profissional.
Este tipo de artigos provocadores para o desportosão muito importantes porque veiculam uma imagem do desporto pensado por pessoas com influência na opinião pública e que usando de um ácido sulfúrico incontinente falam de desporto noutra linguagem sem limites conceptuais e que aproximam o desporto da população.
É um bom divertimento cujos contornos poderiam ser usados por pessoas responsáveis ajudando-as a ver outros aspectos da realidade e do produto desportivo.
Este tipo de artigos provocadores para o desportosão muito importantes porque veiculam uma imagem do desporto pensado por pessoas com influência na opinião pública e que usando de um ácido sulfúrico incontinente falam de desporto noutra linguagem sem limites conceptuais e que aproximam o desporto da população.
É um bom divertimento cujos contornos poderiam ser usados por pessoas responsáveis ajudando-as a ver outros aspectos da realidade e do produto desportivo.
sábado, 10 de setembro de 2011
A ética no desporto português
O debate sobre a ética que se faz no Colectividade Desportiva, aqui, tem duas dimensões e uma consequência, de entre muitas outras:
Estes últimos aspectos relacionam-se intrinsecamente com a economia e o desenvolvimento das políticas nas organizações privadas e nas públicas.
Os economistas da economia das instituições como Douglas North e os estudos de Barro sugerem que a ética e a reputação são elementos essenciais do desenvolvimento e que os países mais desenvolvidos do mundo possuem valores éticos e critérios de reputação mais elevados do que os países que se atrasam no desenvolvimento económico.
Não basta aprovar códigos de ética e anunciar programas que depois se passam anos e anos sem aplicar e desenvolver ou dar condições para um desenvolvimento seguro do princípio entre os agentes desportivos e, tantas vezes, se actua em sentido contrário aos ditos códigos.
Os comportamentos desviantes de que fala José Constantino encontram-se ao mais alto nível, como sugere Armando Inocentes, quando os agentes públicos cerceiam o debate de ideias, impedem a produção e a promoção de informação e não prestam contas dos seus actos.
A gravidez de Ética tem consequências de que o exercícioda política desportiva portuguesa tem estado arredada e que obriga a comportamentos consonantes com o dito 'estado interessante'.
Há quem sugira que nesta altura os dados já estão lançados e que a ética dos protagonistas os irá levar a determinados percursos que afinal serão produtores de menor quantidade e qualidade de desporto no sentido ético dos países europeus mais desenvolvidos.
Como dizia o treinador do anónimo Kaiser Soze 'A Ética vê sempre'.
- José Constantino discute o conteúdo do produto desportivo, quando refere a ética como parte ou exterior ao produto
- João Boaventura, seguindo a deixa dos outros comentaristas, discute o conceito da ética referindo o conjunto de vários pensadores.
Estes últimos aspectos relacionam-se intrinsecamente com a economia e o desenvolvimento das políticas nas organizações privadas e nas públicas.
Os economistas da economia das instituições como Douglas North e os estudos de Barro sugerem que a ética e a reputação são elementos essenciais do desenvolvimento e que os países mais desenvolvidos do mundo possuem valores éticos e critérios de reputação mais elevados do que os países que se atrasam no desenvolvimento económico.
Não basta aprovar códigos de ética e anunciar programas que depois se passam anos e anos sem aplicar e desenvolver ou dar condições para um desenvolvimento seguro do princípio entre os agentes desportivos e, tantas vezes, se actua em sentido contrário aos ditos códigos.
Os comportamentos desviantes de que fala José Constantino encontram-se ao mais alto nível, como sugere Armando Inocentes, quando os agentes públicos cerceiam o debate de ideias, impedem a produção e a promoção de informação e não prestam contas dos seus actos.
A gravidez de Ética tem consequências de que o exercícioda política desportiva portuguesa tem estado arredada e que obriga a comportamentos consonantes com o dito 'estado interessante'.
Há quem sugira que nesta altura os dados já estão lançados e que a ética dos protagonistas os irá levar a determinados percursos que afinal serão produtores de menor quantidade e qualidade de desporto no sentido ético dos países europeus mais desenvolvidos.
Como dizia o treinador do anónimo Kaiser Soze 'A Ética vê sempre'.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
À sua maneira o futebol procura um futuro
As eleições na FPF são uma janela de oportunidade para a renovação do futebol.
Como referi anteriormente aqui e no Colectividade Desportiva os Jogos Olímpicos de Londres vão marcar o fim do ciclo de Sócrates e de Laurentino Dias no desporto português.
Fernando Gomes na esteira de Hermínio Loureiro avançou um passo adicional na credibilização da Liga de Clubes e agora a equação do desenvolvimento do futebol passa para a federação, na perspectiva dos agentes desportivos privados.
Outros agentes privados estão atrasados e vão atrasar-se ainda mais. Esperar por 2013 vai-lhes sair caro.
Antecipar eleições poderia ser um acto de inteligência e de claro desapego do poder e de envolvimento com o futuro das instituições.
Com a eleição do PSD e CDS a estrutura superior da administração pública ganhou novos líderes e existe a perspectiva de uma transformação institucional relevante.
A profunda crise e as duras medidas de austeridade poderão fazer estalar o verniz da paz herdada, caso o controlo férreo de LD deixe de existir.
Este fim do controlo estatal e subsídio-dependência será suscitado por via das medidas de austeridade e pela atenção accionada sobre o desporto e valorizará a atenção acrescida ao mérito da política desportiva.
Os protagonistas privados e públicos verão a sua actuação mais escrutinada porque o fio da navalha já não é rombo mas está afiado pelos factores referidos.
O que dizer mais sobre a busca do futebol?
Tem havido limites na acção dos agentes desportivos.
O estudo da Liga de Clubes, por um lado, analisa alguns pontos da situação do futebol profissional e não as esgota.
Por outro, a perspectiva do estudo é bem clara e marcada respondendo a alguns interesses.
O desporto e o futebol necessita destes estudos e necessita de espaços de debate e de divulgação de posições alternativas que naturalmente existem.
A questão pertinente é que os agentes privados sejam do futebol sejam de outras áreas necessitam de contributos que concebam estruturas de desenvolvimento sustentado e de democracia e governance institucional cuja carência tem impedido o desporto português de singrar na Europa como outros o fazem.
Há líderes novos no desporto português, vai haver mais e é agora que as posições iluminadas e contangiantes começam a ser necessárias.
É relevante que tanto Gilberto Madail como outros líderes, que estão de saída, tenham a percepção que é sua responsabilidade fazer eleições competitivas e transparentes aos olhos da sociedade para inclusive criarem condições para a eleição dos melhores líderes para as suas organizações e os difíceis momentos que o desporto e cada modalidade vai ter de defrontar 'desde ontem'.
Como referi anteriormente aqui e no Colectividade Desportiva os Jogos Olímpicos de Londres vão marcar o fim do ciclo de Sócrates e de Laurentino Dias no desporto português.
Fernando Gomes na esteira de Hermínio Loureiro avançou um passo adicional na credibilização da Liga de Clubes e agora a equação do desenvolvimento do futebol passa para a federação, na perspectiva dos agentes desportivos privados.
Outros agentes privados estão atrasados e vão atrasar-se ainda mais. Esperar por 2013 vai-lhes sair caro.
Antecipar eleições poderia ser um acto de inteligência e de claro desapego do poder e de envolvimento com o futuro das instituições.
Com a eleição do PSD e CDS a estrutura superior da administração pública ganhou novos líderes e existe a perspectiva de uma transformação institucional relevante.
A profunda crise e as duras medidas de austeridade poderão fazer estalar o verniz da paz herdada, caso o controlo férreo de LD deixe de existir.
Este fim do controlo estatal e subsídio-dependência será suscitado por via das medidas de austeridade e pela atenção accionada sobre o desporto e valorizará a atenção acrescida ao mérito da política desportiva.
Os protagonistas privados e públicos verão a sua actuação mais escrutinada porque o fio da navalha já não é rombo mas está afiado pelos factores referidos.
O que dizer mais sobre a busca do futebol?
Tem havido limites na acção dos agentes desportivos.
O estudo da Liga de Clubes, por um lado, analisa alguns pontos da situação do futebol profissional e não as esgota.
Por outro, a perspectiva do estudo é bem clara e marcada respondendo a alguns interesses.
O desporto e o futebol necessita destes estudos e necessita de espaços de debate e de divulgação de posições alternativas que naturalmente existem.
A questão pertinente é que os agentes privados sejam do futebol sejam de outras áreas necessitam de contributos que concebam estruturas de desenvolvimento sustentado e de democracia e governance institucional cuja carência tem impedido o desporto português de singrar na Europa como outros o fazem.
Há líderes novos no desporto português, vai haver mais e é agora que as posições iluminadas e contangiantes começam a ser necessárias.
É relevante que tanto Gilberto Madail como outros líderes, que estão de saída, tenham a percepção que é sua responsabilidade fazer eleições competitivas e transparentes aos olhos da sociedade para inclusive criarem condições para a eleição dos melhores líderes para as suas organizações e os difíceis momentos que o desporto e cada modalidade vai ter de defrontar 'desde ontem'.
Joaquim Evangelista tem uma boa entrevista à TSF sobre o momento eleitoral da federação de futebol
Ver aqui.
Realçaria os seguintes elementos suscitados por JE
Gilberto Madail deveria ter por função primordial publicitar as regras de umas eleições competitivas e transparentes.
Deveria evitar falar e deixar que outros falassem como faz JE enaltecendo aspectos positivos do percurso de GM
As reformas obviamente deveriam ser suscitadas pela comunicação e centrar as intervenções dos candidatos
Como refere JE o candidato que vencer vai ser o de todo o futebol e terá que esquecer as suas origens.
Realçaria os seguintes elementos suscitados por JE
Gilberto Madail deveria ter por função primordial publicitar as regras de umas eleições competitivas e transparentes.
Deveria evitar falar e deixar que outros falassem como faz JE enaltecendo aspectos positivos do percurso de GM
As reformas obviamente deveriam ser suscitadas pela comunicação e centrar as intervenções dos candidatos
Como refere JE o candidato que vencer vai ser o de todo o futebol e terá que esquecer as suas origens.
São eleições bem disputadas e com transparência que criam uma boa reputação
A reputação do desporto vive da força que lhe dão os seus líderes quando são bons líderes.
Líderes desconhecidos podem viver décadas com reputações quaisquer.
Líderes conhecidos e com reputações firmes são reconhecidos e recompensados pela sociedade através de relações positivas cruzadas.
A recente candidatura de inúmeros candidatos à Federação de Futebol sugere que a visibilidade do sector cativa o imaginário de líderes com uma imagem pública firmada e isso é positivo porque irá suscitar a competitividade de qualidades podendo os parceiros da modalidade ter elementos variados de escolha.
Pode acontecer como no Sporting que depois de umas eleições concorridas os resultados não surjam e isso é outra história.
A primeira parte da história é que existe a percepção social de que tanto no caso do Sporting como no da Federação de Futebol vale a pena correr o risco da responsabilidade de uma candidatura para pessoas que possuem muita informação sobre estes segmentos de mercado.
O fracasso actual do Sporting no campeonato estará a suscitar variáveis não consideradas no acto eleitoral e relacionadas com a extrema fragilidade em que caiu o clube nas últimas épocas e cujo relançamento é mais difícil de assegurar.
No caso da federação parece haver duas qualidades de candidatos, uma relacionada com quadros conhecedores dos meandros da liderança de Gilberto Madail e um segundo perfil de candidatos vindos de fora que vigoraram durante mais de dez anos.
É de notar que o norte surge desde já como eventual vencedor com dois candidatos um dos quais com o apoio dos clubes profissionais e tendo a proposta surgido dos clubes da II Liga.
Embora pareça tudo igual na perspectiva política tradicional do desporto português o modelo de produção do futebol moderno é composto por partes e liderar uma parte não é o mesmo que liderar o todo.
Acontece mesmo que por vezes o interesse do todo se pode opor e contrariar o interesse de alguma das suas partes.
É a definição destas partes e dos interesses que se jogam que poderão evitar erros que poderão ser corrigidos.
A má definição da liderança acompanhada da insuficiente definição dos interesses das partes poderá gerar dificuldades grandes para o desenvolvimento do futebol.
Não hajam dúvidas de que a Liga de Clubes de hoje tem uma reputação que antes Valentim Loureiro não se preocupou.
O processo de criação da reputação da Liga de Clubes envolveu intérpretes nem sempre reconhecidos mas que foram fundamentais para o presente sucesso.
Insistindo, mesmo que o mérito dessa actuação não seja reconhecida pelos seus beneficiários é um facto que ela existiu.
Seria útil para o país, o futebol e o desporto que a Federação de Futebol no futuro gozasse de uma reputação exemplar na sociedade portuguesa em consequência do acto eleitoral que actualmente se desenrola.
É esse um dos desafios maiores das actuais eleições à FPF.
Líderes desconhecidos podem viver décadas com reputações quaisquer.
Líderes conhecidos e com reputações firmes são reconhecidos e recompensados pela sociedade através de relações positivas cruzadas.
A recente candidatura de inúmeros candidatos à Federação de Futebol sugere que a visibilidade do sector cativa o imaginário de líderes com uma imagem pública firmada e isso é positivo porque irá suscitar a competitividade de qualidades podendo os parceiros da modalidade ter elementos variados de escolha.
Pode acontecer como no Sporting que depois de umas eleições concorridas os resultados não surjam e isso é outra história.
A primeira parte da história é que existe a percepção social de que tanto no caso do Sporting como no da Federação de Futebol vale a pena correr o risco da responsabilidade de uma candidatura para pessoas que possuem muita informação sobre estes segmentos de mercado.
O fracasso actual do Sporting no campeonato estará a suscitar variáveis não consideradas no acto eleitoral e relacionadas com a extrema fragilidade em que caiu o clube nas últimas épocas e cujo relançamento é mais difícil de assegurar.
No caso da federação parece haver duas qualidades de candidatos, uma relacionada com quadros conhecedores dos meandros da liderança de Gilberto Madail e um segundo perfil de candidatos vindos de fora que vigoraram durante mais de dez anos.
É de notar que o norte surge desde já como eventual vencedor com dois candidatos um dos quais com o apoio dos clubes profissionais e tendo a proposta surgido dos clubes da II Liga.
Embora pareça tudo igual na perspectiva política tradicional do desporto português o modelo de produção do futebol moderno é composto por partes e liderar uma parte não é o mesmo que liderar o todo.
Acontece mesmo que por vezes o interesse do todo se pode opor e contrariar o interesse de alguma das suas partes.
É a definição destas partes e dos interesses que se jogam que poderão evitar erros que poderão ser corrigidos.
A má definição da liderança acompanhada da insuficiente definição dos interesses das partes poderá gerar dificuldades grandes para o desenvolvimento do futebol.
Não hajam dúvidas de que a Liga de Clubes de hoje tem uma reputação que antes Valentim Loureiro não se preocupou.
O processo de criação da reputação da Liga de Clubes envolveu intérpretes nem sempre reconhecidos mas que foram fundamentais para o presente sucesso.
Insistindo, mesmo que o mérito dessa actuação não seja reconhecida pelos seus beneficiários é um facto que ela existiu.
Seria útil para o país, o futebol e o desporto que a Federação de Futebol no futuro gozasse de uma reputação exemplar na sociedade portuguesa em consequência do acto eleitoral que actualmente se desenrola.
É esse um dos desafios maiores das actuais eleições à FPF.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
A complexidade (como gordura do Estado)
Pedro Pita Barros no Dinheiro Vivo, aqui, alerta para a possibilidade do Estado não complicar as suas funções ao desempenhar as suas obrigações públicas.
Aconselho a leitura do artigo que é pequeno e noto como a jurisdicionalização vigente no direito desportivo português tem estado no topo das preocupações públicas, tantas vezes mediante processos desligados da racionalidade da produção desportiva e do interesse social.
Por um lado, o exemplo de PPB exemplifica como estes erros existem na administração pública, assim como, com alguma análise e compreensão é possível encontrar soluções simples e benéficas.
Por outro lado, o artigo sugere que o aumento da eficácia da regulação desportiva poderá não estar na burocratização, que aos olhos do legislador desportivo é uma boa burocracia, mas em soluções que maximizam o benefício do diferencial entre a variação da receita e a da despesa assegurando a realização da missão das organizações públicas e privadas do desporto.
Tratando o Estado da fusão de organismos públicos o artigo de PPB será de ter em consideração.
Aconselho a leitura do artigo que é pequeno e noto como a jurisdicionalização vigente no direito desportivo português tem estado no topo das preocupações públicas, tantas vezes mediante processos desligados da racionalidade da produção desportiva e do interesse social.
Por um lado, o exemplo de PPB exemplifica como estes erros existem na administração pública, assim como, com alguma análise e compreensão é possível encontrar soluções simples e benéficas.
Por outro lado, o artigo sugere que o aumento da eficácia da regulação desportiva poderá não estar na burocratização, que aos olhos do legislador desportivo é uma boa burocracia, mas em soluções que maximizam o benefício do diferencial entre a variação da receita e a da despesa assegurando a realização da missão das organizações públicas e privadas do desporto.
Tratando o Estado da fusão de organismos públicos o artigo de PPB será de ter em consideração.
Deram medalhas aos sub20
Decorreu uma cerimónia de uso dos jovens para objectivos de incremento da imagem pública.
Não é nada que outros protagonistas não tenham habituado o país.
Quando forem mais velhos os sub20 lamentarão terem sido tratados da mesma maneira durante tantos anos.
Não é nada que outros protagonistas não tenham habituado o país.
Quando forem mais velhos os sub20 lamentarão terem sido tratados da mesma maneira durante tantos anos.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Artur Fernandes não faz por menos do que o caos
Ver artigo no DN, aqui.
O presidente da ANAF (Associação Nacional de Agentes de Futebol) diz que com as regras da FIFA vão levar os agentes à clandestinidade e o caos ao mercado das transferências.
A FIFA pensa o contrário, que o caos já existe agora e a falta de transparência é um facto do actual mercado que verá essa característica ser corrigida com o novo Transfer Matching System.
O trabalho dos empresários é útil mas há comportamentos destes agentes que tem transmitido uma má imagem e impede a transparência das relações entre clubes e jogadores ao facilitar a actuação de especuladores e de intermediários à margem do interesse dos clubes, dos adeptos, dos jogadores e do próprio futebol.
Se o actual sistema fosse tão bom como refere a ANAF, a FIFA não interviria.
Como sugerem alguns atletas a actuação dos agentes assemelha-se a um monopsónio que lhes permite obter rendas desajustadas ao interesse dos jogadores e do futebol.
A actual situação é má e deveriam ser os melhores agentes a sugerir alterações antes de perderem todo o mercado que agora possuem.
As grandes federações, a FIFA, a UEFA, e a União Europeia assim como agentes poderosos como os principais clubes e os sindicatos estando de acordo quanto ao TMS levará a que o benefício actual dos empresários seja corrigido e os excessos eliminados.
É natural que os empresários estejam preocupados porque vão ter de contar com maior concorrência e principalmente, liberdade de decisão por parte dos jogadores e transparência dos pagamentos efectuados, tudo características que actualmente estão mitigadas.
O presidente da ANAF (Associação Nacional de Agentes de Futebol) diz que com as regras da FIFA vão levar os agentes à clandestinidade e o caos ao mercado das transferências.
A FIFA pensa o contrário, que o caos já existe agora e a falta de transparência é um facto do actual mercado que verá essa característica ser corrigida com o novo Transfer Matching System.
O trabalho dos empresários é útil mas há comportamentos destes agentes que tem transmitido uma má imagem e impede a transparência das relações entre clubes e jogadores ao facilitar a actuação de especuladores e de intermediários à margem do interesse dos clubes, dos adeptos, dos jogadores e do próprio futebol.
Se o actual sistema fosse tão bom como refere a ANAF, a FIFA não interviria.
Como sugerem alguns atletas a actuação dos agentes assemelha-se a um monopsónio que lhes permite obter rendas desajustadas ao interesse dos jogadores e do futebol.
A actual situação é má e deveriam ser os melhores agentes a sugerir alterações antes de perderem todo o mercado que agora possuem.
As grandes federações, a FIFA, a UEFA, e a União Europeia assim como agentes poderosos como os principais clubes e os sindicatos estando de acordo quanto ao TMS levará a que o benefício actual dos empresários seja corrigido e os excessos eliminados.
É natural que os empresários estejam preocupados porque vão ter de contar com maior concorrência e principalmente, liberdade de decisão por parte dos jogadores e transparência dos pagamentos efectuados, tudo características que actualmente estão mitigadas.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Notícias do desporto
O artigo do jornal i, aqui, trata das "Facturas do Desporto. Afinal eram apenas 40"
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Afinal quem foi entrevistado foi o António Tenreiro não foi o Fernando Tenreiro
São coisas que acontecem. Passe o elogio e a crítica já Eduardo Prado Coelho no Público, há 'década e meia', referira um artigo de Francisco Tenreiro saído na revista Economia Pura.
Sobre o trabalho do DN
As peças do Diário de Notícias, de Nuno Coelho com Paulo Reis e Jorge Pinho, tem elementos a reter como o quadro das compras e vendas dos 4 maiores clubes da actualidade, várias formas de contratar que os clubes usam e o número de reforços da I Liga.
O desafio económico mais interessante são as condições de competitividade do futebol português que poderiam comportar um modelo eficiente financeiramente com eficácia desportiva ao actual melhor nível. Este seria o ponto central a gizar pelas condições de governance e de política desportiva.
Números redondos, o percurso do Porto é sem dúvida extraordinário com um ganho próximo dos 120 milhões, seguindo-se o Benfica com menos de 40 milhões e o Braga com 25 milhões. O Sporting está a pisar o risco fortemente vermelho de 15 milhões.
A comunicação social prefere olhar para os 'grandes' mas o equilíbrio tem de ser olhado de uma perspectiva integral do campeonato da I Liga.
No passado vários clubes médios desapareceram da I Liga como o Farense, o Amadora, o Boavista entre tantos outros e isso deveria ser avaliado nas suas consequências porque alguns destes clubes representam valor económico que por má gestão desapareceu da I Liga.
Economicamente não é razoável dizer que não existem alternativas para o modelo do futebol português.
O Fair-Play Financeira da UEFA vai introduzir alterações ao modelo europeu actual o que demonstra que existem alternativas ao elevado risco actual.
Sobre o trabalho do DN
As peças do Diário de Notícias, de Nuno Coelho com Paulo Reis e Jorge Pinho, tem elementos a reter como o quadro das compras e vendas dos 4 maiores clubes da actualidade, várias formas de contratar que os clubes usam e o número de reforços da I Liga.
O desafio económico mais interessante são as condições de competitividade do futebol português que poderiam comportar um modelo eficiente financeiramente com eficácia desportiva ao actual melhor nível. Este seria o ponto central a gizar pelas condições de governance e de política desportiva.
Números redondos, o percurso do Porto é sem dúvida extraordinário com um ganho próximo dos 120 milhões, seguindo-se o Benfica com menos de 40 milhões e o Braga com 25 milhões. O Sporting está a pisar o risco fortemente vermelho de 15 milhões.
A comunicação social prefere olhar para os 'grandes' mas o equilíbrio tem de ser olhado de uma perspectiva integral do campeonato da I Liga.
No passado vários clubes médios desapareceram da I Liga como o Farense, o Amadora, o Boavista entre tantos outros e isso deveria ser avaliado nas suas consequências porque alguns destes clubes representam valor económico que por má gestão desapareceu da I Liga.
Economicamente não é razoável dizer que não existem alternativas para o modelo do futebol português.
O Fair-Play Financeira da UEFA vai introduzir alterações ao modelo europeu actual o que demonstra que existem alternativas ao elevado risco actual.
O Diário de Notícias trás hoje um trabalho sobre "Três grandes gastam 100 milhões de euros em reforços"
Fui entrevistado por Paulo Reis e irei fazer um poste mais tarde sobre o trabalho.
Ver anúncio do trabalho aqui.
Ver anúncio do trabalho aqui.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Um feito do Atletismo digno de nota
Susana Feitor, Ana Cabecinha e Inês Henriques nas dez primeiras nos 20 km marcha nos mundiais de Atletismo na Coreia do Sul.
ver artigo do Público aqui.
ver artigo do Público aqui.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Agosto trouxe um novo blogue sobre direito e desporto
A sua animadora chama-se Marina Albino e o blogue Re( flectir) sobre Direito e Desporto, ver aqui.
É altura de deixar jogar, para o Desporto ganhar
Durante os últimos anos no Colectividade Desportiva e em 2011 neste blogue marquei uma posição crítica sobre o que se passava na política desportiva.
Tal como num jogo de xadrez ou de futebol ou do que se quiser, é chegado o momento de esperar pelo jogo do adversário de competição para o deixar respirar e poder colocar em jogo todo o seu potencial.
A capacidade de expor o jogo e de responder a esse jogo, éo que se passa no desporto diariamente e em todas as modalidades, é o que se vai passar.
Os tempos e os intervenientes são mais fluidos e indeterminados mas o espírito equivale-se. O espírito é o mesmo, o espírito é ganhar-lhes, para fazer o desporto português desenvolver-se sustentadamente.
Nesta fase do jogo e do campeonato uma intensicação do esforço é escusado e eventualmente mal compreendido.
Independente dos sinais e da postura, o jogo tem de correr e contar com o melhor do adversário ou adversários que aparecerem a jogo.
Esperemos todos que o ou os adversários consigam dar o seu melhor, não se dope, não seja corrupto, nem actue com violência.
Esperemos que não desiluda quem neles acreditou e surpreenda pela positiva aqueles adversários que têm capacidade de se surpreenderem pelas coisas boas.
Tenha princípios éticos elevados e com fair-play britânico saiba ganhar e saiba perder qualquer que seja o seu output desportivo no terreno de jogo.
Para que a população portuguesa maximize os benefícios que retire de um consumo desportivo pleno.
Tal como num jogo de xadrez ou de futebol ou do que se quiser, é chegado o momento de esperar pelo jogo do adversário de competição para o deixar respirar e poder colocar em jogo todo o seu potencial.
A capacidade de expor o jogo e de responder a esse jogo, éo que se passa no desporto diariamente e em todas as modalidades, é o que se vai passar.
Os tempos e os intervenientes são mais fluidos e indeterminados mas o espírito equivale-se. O espírito é o mesmo, o espírito é ganhar-lhes, para fazer o desporto português desenvolver-se sustentadamente.
Nesta fase do jogo e do campeonato uma intensicação do esforço é escusado e eventualmente mal compreendido.
Independente dos sinais e da postura, o jogo tem de correr e contar com o melhor do adversário ou adversários que aparecerem a jogo.
Esperemos todos que o ou os adversários consigam dar o seu melhor, não se dope, não seja corrupto, nem actue com violência.
Esperemos que não desiluda quem neles acreditou e surpreenda pela positiva aqueles adversários que têm capacidade de se surpreenderem pelas coisas boas.
Tenha princípios éticos elevados e com fair-play britânico saiba ganhar e saiba perder qualquer que seja o seu output desportivo no terreno de jogo.
Para que a população portuguesa maximize os benefícios que retire de um consumo desportivo pleno.
domingo, 28 de agosto de 2011
Segundo o Expresso de 28 de Agosto de 2011 o "Revisor oficial arrasa as contas do IDP"
O IDP e os seus congéneres anteriores tiveram inspecções das Finanças e do Tribunal de Contas que foram mais ou menor virulentos e que os presidentes em exercício nos momentos auditados tiveram de defrontar-se.
Neste caso parece ser a primeira vez que um revisor oficial tenha uma posição igualmente forte.
Junta-se o recorte do Expresso:
Neste caso parece ser a primeira vez que um revisor oficial tenha uma posição igualmente forte.
Junta-se o recorte do Expresso:
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O problema do risco moral
Os eleitores elegem os governos esperando determinados resultados a partir das promessas feitas pelos candidatos eleitorais.
Porém, o funcionamento das instituições que são lideradas pelo candidato vencedor tem características que os candidatos dominam e que são difíceis de controlar pelos eleitores.
O risco moral é o eleitor esperar que o PSD faça diferente e melhor do que o PS e depois não consegue distinguir a actuação de um e do outro.
No caso do desporto a austeridade imposta pela Troika amarra 3 candidatos que assinaram as propostas dos estrangeiros e o votante desportivo não compreende a relação entre as medidas da Troika e os desafios do desporto.
O discurso do candidato vencedor fala de austeridade, fica contente com os sub-20 e dá-lhes os parabéns pessoalmente na final, diz que vai poupar milhões com uma fusão de vários organismos, fala de sub-facturação na máquina do Estado e nada deste discurso fala dos desafios antigos do desporto nem dos novos que estão a surgir.
Os eleitores estão em branco porque eventualmente as suas preocupações serão:
Há desafios novos, muitos que são velhos, que surgem todos os dias e demonstram como tem havido lacunas de capital de regulação pública.
Esses desafios são a arbitragem, a compra de direitos do futebol profissional, a competitividade do futebol profissional, o imenso pacote das infraestruturas, a criação e formação de quadros técnicos qualificados, a falência dos clubes desportivos de base, o desporto para os jovens, o erro mantido da Fundação INATEL, a compreensão do desporto automóvel e das super-motos, o alto rendimento desportivo e a produtividade olímpica, os talentos desportivos nacionais, o mercado dos jovens jogadores profissionais,os mega-eventos desportivos, etc.
A regulação pela via legislativa do modelo desportivo português tem quase cem entradas no site do IDP e está feito com uma racionalidade que impede a competitividade desportiva, económica e social dos parceiros privados e que os leva a assumir comportamentos que visam a captura de rendas públicas.
O Estado tem pouca capacidade de regulação e potenciação pelo mercado privado destas parcerias como se observa nas palavras do presidente do ACP dizendo publicamente que o Estado lhe deve 2 milhões de euros de subsídios atrasados.
A máquina do Estado tem de ser capaz de atribuir aos agentes privados exactamente o valor de subsídio público equivalente ao benefício que a população beneficia e no caso vertente é questionável que tal esteja a acontecer estando o Estado a atribuir subsídios que não beneficiam os consumidores desportivos e são externalizados para agentes da indústria automóvel e do turismo.
O que acontece é que a máquina do Estado não tem a capacidade para analisar os impactos das suas medidas e a conceber medidas de racionalização e eficiência no mercado do desporto nacional que beneficiem as população e os agente locais.
A actual máquina do Estado central dá sinais à sua máquina local para racionalizar a sua acção em direcção aos agentes económica e socialmente mais activos não contrariando os ciclos de prosperidade e de declínio sectorial e sendo pró-cíclica investe nos mais activos no momento do crescimento e retira aos mais carentes no momento da austeridade.
Laurentino Dias terá dado subsídios ao desporto automóvel em 2008 com o momento de expansão económica e depois terá revisto esse posicionamento com a contracção o que parece ter sido correcto.
Ter-lhe-à faltado know-how administrativo, técnico e político para suportar a alteração da política adequada ao novo momento da economia do país.
Neste novo momento da economia do desporto a necessidade de uma nova máquina do Estado e das federações vai para bastante mais além do que as medidas de austeridade anunciadas a contento da Troika.
Porém, o funcionamento das instituições que são lideradas pelo candidato vencedor tem características que os candidatos dominam e que são difíceis de controlar pelos eleitores.
O risco moral é o eleitor esperar que o PSD faça diferente e melhor do que o PS e depois não consegue distinguir a actuação de um e do outro.
No caso do desporto a austeridade imposta pela Troika amarra 3 candidatos que assinaram as propostas dos estrangeiros e o votante desportivo não compreende a relação entre as medidas da Troika e os desafios do desporto.
O discurso do candidato vencedor fala de austeridade, fica contente com os sub-20 e dá-lhes os parabéns pessoalmente na final, diz que vai poupar milhões com uma fusão de vários organismos, fala de sub-facturação na máquina do Estado e nada deste discurso fala dos desafios antigos do desporto nem dos novos que estão a surgir.
Os eleitores estão em branco porque eventualmente as suas preocupações serão:
- Como aumentar o consumo desportivo da população portuguesa para mais de 60% do seu total?
- Como capturar os benefícios externos gerados para dentro do próprio desporto?
- Como capturar os benefícios externos gerados para benefício escolar e de saúde dos jovens?
- Qual a dimensão do benefício total gerado pelo produto desportivo antes e depois de alcançada a meta dos 60% de prática?
- O discurso da austeridade e a poupança com a fusão terá impactos negativos no consumo desportivo de que dimensão?
- Que outras medidas deveriam estar a ser anunciadas?
- Está a orgânica do Estado e das federações preparada para desenvolver o consumo desportivo para mais de 60% da população?
- Se o produto económico do desporto valer 1,5 mil milhões de euros como diz o INE e o crescimento para os 60% de consumo desportivo valer 2,5 mil milhões de euros, está a orgânica do Estado preparada para regular bem esses 2,5 MM€?
- Ou pelo contrário a máquina do Estado e os eleitores estão mal preparados para implementar medidas de alavancagem do produto desportivo nacional?
- Por exemplo, os apoios que o desporto tem dado para o desporto automóvel podem sustentar-se no orçamento do desporto ou deveriam ser contidos e diminuídos pela parte do desporto, indo buscar valias aos sectores do turismo e da economia que beneficiam dos 96 milhões de euros indicados pelo estudo económico do ACP?
A questão relevante do risco moral é que a máquina do Estado nem o seu eleitorado não estará preparada
para produzir desporto para a média europeia. Vejamos dois pontos:- Em termos económicos pode dizer-se que a estrutura administrativa e jurisdicional criada é incapaz de produzir o diferencial de 1000 milhões de euros de produto desportivo necessário a Portugal aproximar-se mais rapidamente da média europeia. Estamos mal ao nível da máquina do Estado.
- Nenhum país do ocidente europeu durante o século XX e neste início de século XXI desenvolveu o seu desporto sem recurso a medidas de desenvolvimento sustentado e de eficiência económica. Os países do leste europeu procuraram manter resultados com a sua transição no início dos anos noventa e agora estão imparáveis. Estamos mal ao nível do conceito nacional de desenvolvimento do desporto.
Há desafios novos, muitos que são velhos, que surgem todos os dias e demonstram como tem havido lacunas de capital de regulação pública.
Esses desafios são a arbitragem, a compra de direitos do futebol profissional, a competitividade do futebol profissional, o imenso pacote das infraestruturas, a criação e formação de quadros técnicos qualificados, a falência dos clubes desportivos de base, o desporto para os jovens, o erro mantido da Fundação INATEL, a compreensão do desporto automóvel e das super-motos, o alto rendimento desportivo e a produtividade olímpica, os talentos desportivos nacionais, o mercado dos jovens jogadores profissionais,os mega-eventos desportivos, etc.
A regulação pela via legislativa do modelo desportivo português tem quase cem entradas no site do IDP e está feito com uma racionalidade que impede a competitividade desportiva, económica e social dos parceiros privados e que os leva a assumir comportamentos que visam a captura de rendas públicas.
O Estado tem pouca capacidade de regulação e potenciação pelo mercado privado destas parcerias como se observa nas palavras do presidente do ACP dizendo publicamente que o Estado lhe deve 2 milhões de euros de subsídios atrasados.
A máquina do Estado tem de ser capaz de atribuir aos agentes privados exactamente o valor de subsídio público equivalente ao benefício que a população beneficia e no caso vertente é questionável que tal esteja a acontecer estando o Estado a atribuir subsídios que não beneficiam os consumidores desportivos e são externalizados para agentes da indústria automóvel e do turismo.
O que acontece é que a máquina do Estado não tem a capacidade para analisar os impactos das suas medidas e a conceber medidas de racionalização e eficiência no mercado do desporto nacional que beneficiem as população e os agente locais.
A actual máquina do Estado central dá sinais à sua máquina local para racionalizar a sua acção em direcção aos agentes económica e socialmente mais activos não contrariando os ciclos de prosperidade e de declínio sectorial e sendo pró-cíclica investe nos mais activos no momento do crescimento e retira aos mais carentes no momento da austeridade.
Laurentino Dias terá dado subsídios ao desporto automóvel em 2008 com o momento de expansão económica e depois terá revisto esse posicionamento com a contracção o que parece ter sido correcto.
Ter-lhe-à faltado know-how administrativo, técnico e político para suportar a alteração da política adequada ao novo momento da economia do país.
Neste novo momento da economia do desporto a necessidade de uma nova máquina do Estado e das federações vai para bastante mais além do que as medidas de austeridade anunciadas a contento da Troika.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
É importante ouvir Rummenigge
Rummenigge revoltado com a FIFA, aqui, na peça do Expresso
O ex-jogador alemão Karl-Heinz Rummenigge, presidente da Associação de Clubes Europeus, criticou Joseph Blatter e pediu uma revolução contra a corrupção na FIFA.
"Não aceito mais que sejamos liderados por pessoas que não são sérias e limpas. É altura de intervir. Porque saber que algo está errado obriga-nos a mudar." Karl-Heinz Rummenigge, ex-jogador alemão e presidente da Associação de Clubes Europeus, teceu duras críticas à FIFA e ao presidente Joseph Blatter, em entrevista ao "The Guardian" .
Rummenigge diz mesmo que "há um processo diário de corrupção" no organismo máximo que rege o futebol e não confia em Blatter. "Blatter diz que está a lutar contra a corrupção, mas a verdade é que ninguém acredita no que ele diz. Não estou optimista com o futuro do futebol porque eles acreditam que o sistema está e é perfeito. O futebol é uma máquina de dinheiro, Mundial após Mundial. E, para eles, isso é o mais importante, mais do que ter uma gestão séria e limpa", explicou.
O presidente da Associação de Clubes Europeus diz que o organismo - que sucedeu ao G14, que reunia os principais clubes europeus - quer ter mais protagonismo nas decisões referentes ao futebol mundial. Até porque, diz Rummenigge, são os clubes que detêm os passes dos jogadores, mas o calendário está apinhado de eventos de seleções, em excesso.
Rummenigge diz que todos os participantes do futebol mundial - clubes, federações, jogadores, árbitros e futebol feminino - devem ter uma voz ativa, e promete novidades nos próximos tempos, caso a situação não mude. "Vou-lhes dar uma oportunidade, mas estou pronto para uma revolução, se é a única forma de encontrar uma solução.
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