Há a dificuldade de compreender o conceito desportivo do Pavilhão Atlântico.
O PA foi um investimento incluído num pacote indiferenciado com a Gare do Oriente, uma transformação urbana local e um oceanário, entre outros.
O pacote denominado Parque Expo deixou de fazer sentido público para o Estado português.
O oceanário parece que dá lucro e tem um conceito de utilidade pública.
O PA será privatizado.
Esta privatização terá sido acordada com o Ministro do Desporto.
O projecto do Mar fica enriquecido com o oceanário e a ideia que surge é a da inutilidade pública do PA daí a sua privatização.
Ninguém fala em produto desportivo ou cultural público necessário à rendibilização do espaço PA.
Será que o Estado português vai privatizar o S. Carlos, o Estádio Nacional, o Pavilhão Carlos Lopes, os estádios municipais do Euro2004, individualmente ou por atacado?
Há alguém que explique o conceito e coerência das políticas que sustentam os actos que recaem sobre as infraestruturas do desporto?
O sentido do que não se passa no menos excitante mercado económico de Portugal mas passa-se no mais excitante mercado económico do mundo
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Repensar os factores de produção desportivos
Um dos interesses do desporto é conhecer o que se fez nas infra-estruturas e o que vai afectar o futuro do desporto português.
1. Saber o que está feito, quais as suas valências, como se estrutura com a produção da pirâmide desportiva é uma preocupação inicial.
2. Conhecer a factura do investimento e do que falta pagar, assim como, do custo da manutenção e do serviço da dívida que incumbe às autarquias.
3. Estabelecer o que é o interesse público da prática no desporto e como se estruturam os factores e meios de produção como os meios técnicos e tecnológicos, as infra-estruturas e os recursos humanos, sociais e organizacionais.
4. A privatização pode ser uma solução mas o mais significativo é a eficiência da produção desportiva e da maximização do produto desportivo através do serviço público.
5. Portugal tem 20% da população que é pobre e mais 40% que não paga IRS. É relevante dar actividade desportiva a estes 60% da população? Como, directa e indirectamente?
6. Onde há falta de infra-estruturas e não havendo a possibilidade de criar mais, como se vai praticar desporto ou que desporto se vai produzir?
sábado, 2 de abril de 2011
O prémio de arquitectura de Souto Moura
Fernando Parente apresenta no blogue Colectividade Desportiva, aqui, um poste sobre o estádio do Braga e dos erros que desportivamente enferma e que são os seguintes:
O comentário que coloquei no referido poste é o seguinte:
"Gostei do seu poste porque acrescenta matéria crítica ao celebrado estádio do Braga.
De facto os estádios são o ponto contraditório do Euro 2004.
Numa palavra o que falhou foi a concepção da modernização dos estádios de futebol.
Este é uma característica do modelo de desenvolvimento desportivo nacional.
Investiram-se milhões de euros com demasiada liberdade dos promotores, com afinal pouca informação sobre as dimensões técnicas do elevado investimento e sem informação do realizado.
Souto Moura fez o que lhe pediram e deixaram fazer.
O arquitecto fez no estádio do Braga uma coisa bonita e bem esgalhada do poonto de vista da arquitectura e com erros para a actividade a que se destina a instalação.
Há infra-estruturas que mal são feitas apresentam problemas, há as questões que refere, há os conhecidos problemas de localização e de dimensão dos espaços de desporto.
Estes erros têm duas consequências:
1 - O investimento é excessivo para as necessidades locais.
2 - Os custos acrescidos para a manutenção futura das infra-estruturas que comportam os erros do investimento.
Diga-se que na nova orgânica há alguns anos da administração pública o governo da altura decidiu retirar o departamento das infra-estruturas da administração central.
Há desde há décadas erros na concepção das políticas de investimentos em infraestruturas desportivas."
"O Estádio de Braga, uma instalação vocacionada fundamentalmente para o espectáculo desportivo, tem do ponto de vista funcional muitos pontos negativos, dos quais se destacam entre outros: a difícil acessibilidade ao local a pé ou em veículo; a distribuição e locais de estacionamento; as bancadas com acesso ou inferior ou superior e que exigem uma grande deslocação por parte de quem quer chegar ao seu lugar; poucos elevadores para as pessoas de mobilidade reduzida ou idosos; espaço muito frio devido à sua localização; e áreas administrativas sem luz natural ou inadequada. Quando o estado da arte sobre localização, construção e funcionalidade de Estádios de Futebol está tão desenvolvido e divulgado há mais de três décadas, é de certa forma inconcebível cometerem-se alguns destes erros básicos, facilmente detectados por todos os destinatários finais deste “produto”, nomeadamente os adeptos de Futebol. "
O comentário que coloquei no referido poste é o seguinte:
"Gostei do seu poste porque acrescenta matéria crítica ao celebrado estádio do Braga.
De facto os estádios são o ponto contraditório do Euro 2004.
Numa palavra o que falhou foi a concepção da modernização dos estádios de futebol.
Este é uma característica do modelo de desenvolvimento desportivo nacional.
Investiram-se milhões de euros com demasiada liberdade dos promotores, com afinal pouca informação sobre as dimensões técnicas do elevado investimento e sem informação do realizado.
Souto Moura fez o que lhe pediram e deixaram fazer.
O arquitecto fez no estádio do Braga uma coisa bonita e bem esgalhada do poonto de vista da arquitectura e com erros para a actividade a que se destina a instalação.
Há infra-estruturas que mal são feitas apresentam problemas, há as questões que refere, há os conhecidos problemas de localização e de dimensão dos espaços de desporto.
Estes erros têm duas consequências:
1 - O investimento é excessivo para as necessidades locais.
2 - Os custos acrescidos para a manutenção futura das infra-estruturas que comportam os erros do investimento.
Diga-se que na nova orgânica há alguns anos da administração pública o governo da altura decidiu retirar o departamento das infra-estruturas da administração central.
Há desde há décadas erros na concepção das políticas de investimentos em infraestruturas desportivas."
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