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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Pavilhão Atlântico "será privatizado"

Há a dificuldade de compreender o conceito desportivo do Pavilhão Atlântico.

O PA foi um investimento incluído num pacote indiferenciado com a Gare do Oriente, uma transformação urbana local e um oceanário, entre outros.

O pacote denominado Parque Expo deixou de fazer sentido público para o Estado português.

O oceanário parece que dá lucro e tem um conceito de utilidade pública.

O PA será privatizado.

Esta privatização terá sido acordada com o Ministro do Desporto.

O projecto do Mar fica enriquecido com o oceanário e a ideia que surge é a da inutilidade pública do PA daí a sua privatização.

Ninguém fala em produto desportivo ou cultural público necessário à rendibilização do espaço PA.

Será que o Estado português vai privatizar o S. Carlos, o Estádio Nacional, o Pavilhão Carlos Lopes, os estádios municipais do Euro2004, individualmente ou por atacado?

Há alguém que explique o conceito e coerência das políticas que sustentam os actos que recaem sobre as infraestruturas do desporto?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Repensar os factores de produção desportivos

Um dos interesses do desporto é conhecer o que se fez nas infra-estruturas e o que vai afectar o futuro do desporto português.
1.      Saber o que está feito, quais as suas valências, como se estrutura com a produção da pirâmide desportiva é uma preocupação inicial.
2.      Conhecer a factura do investimento e do que falta pagar, assim como, do custo da manutenção e do serviço da dívida que incumbe às autarquias.
3.      Estabelecer o que é o interesse público da prática no desporto e como se estruturam os factores e meios de produção como os meios técnicos e tecnológicos, as infra-estruturas e os recursos humanos, sociais e organizacionais.
4.      A privatização pode ser uma solução mas o mais significativo é a eficiência da produção desportiva e da maximização do produto desportivo através do serviço público.
5.      Portugal tem 20% da população que é pobre e mais 40% que não paga IRS. É relevante dar actividade desportiva a estes 60% da população? Como, directa e indirectamente?
6.      Onde há falta de infra-estruturas e não havendo a possibilidade de criar mais, como se vai praticar desporto ou que desporto se vai produzir?

sábado, 2 de abril de 2011

O prémio de arquitectura de Souto Moura

Fernando Parente apresenta no blogue Colectividade Desportiva, aqui, um poste sobre o estádio do Braga e dos erros que desportivamente enferma e que são os seguintes:

"O Estádio de Braga, uma instalação vocacionada fundamentalmente para o espectáculo desportivo, tem do ponto de vista funcional muitos pontos negativos, dos quais se destacam entre outros: a difícil acessibilidade ao local a pé ou em veículo; a distribuição e locais de estacionamento; as bancadas com acesso ou inferior ou superior e que exigem uma grande deslocação por parte de quem quer chegar ao seu lugar; poucos elevadores para as pessoas de mobilidade reduzida ou idosos; espaço muito frio devido à sua localização; e áreas administrativas sem luz natural ou inadequada. Quando o estado da arte sobre localização, construção e funcionalidade de Estádios de Futebol está tão desenvolvido e divulgado há mais de três décadas, é de certa forma inconcebível cometerem-se alguns destes erros básicos, facilmente detectados por todos os destinatários finais deste “produto”, nomeadamente os adeptos de Futebol. "


O comentário que coloquei no referido poste é o seguinte:


"Gostei do seu poste porque acrescenta matéria crítica ao celebrado estádio do Braga.

De facto os estádios são o ponto contraditório do Euro 2004.

Numa palavra o que falhou foi a concepção da modernização dos estádios de futebol.

Este é uma característica do modelo de desenvolvimento desportivo nacional.

Investiram-se milhões de euros com demasiada liberdade dos promotores, com afinal pouca informação sobre as dimensões técnicas do elevado investimento e sem informação do realizado.

Souto Moura fez o que lhe pediram e deixaram fazer.

O arquitecto fez no estádio do Braga uma coisa bonita e bem esgalhada do poonto de vista da arquitectura e com erros para a actividade a que se destina a instalação.

Há infra-estruturas que mal são feitas apresentam problemas, há as questões que refere, há os conhecidos problemas de localização e de dimensão dos espaços de desporto.

Estes erros têm duas consequências:
1 - O investimento é excessivo para as necessidades locais.
2 - Os custos acrescidos para a manutenção futura das infra-estruturas que comportam os erros do investimento.


Diga-se que na nova orgânica há alguns anos da administração pública o governo da altura decidiu retirar o departamento das infra-estruturas da administração central.

Há desde há décadas erros na concepção das políticas de investimentos em infraestruturas desportivas."